quarta-feira, 11 de maio de 2011

What Else?

Pela rua fora, ia ela bem contentinha, não ia levar bolos à avózinha, mas ia voltar para a Comarca dos Mitras, quando, a caminho da plataforma do metro, quem é que se avista?


QUeIxiNhAS


Desejando ardentemente que o estupor caísse na linha do metro, de preferência quando este fosse a passar, que lhe desse uma coisinha má e se estatelasse no chão em convulsões, que viesse um mitra pedir-lhe moedas e de caminho lhe desse uma facada, passa-se pela besta esperando que não haja lugar a qualquer sinal de reconhecimento que para momentos embaraçosos já há uma conta tão grande que, qualquer dia, há que pedir a insolvência da estupidez.

Eis que chega o metro, vai cada um à sua vida e não se pensa mais nisso, a não ser na vontade e na imensa pena de não ter um descascador de batatas à mão para o ir esfregar no nariz do animal.

Porém, uma das caractarísticas típicas do metro é ter de parar em todas as estações, e nessas estações, as pessoas têm tendência a sair e a ir embora, tendo obrigatoriamente de passar umas pelas outras.

Sai o Queixinhas, olhando para ela com um olhar que pretendia ser de desprezo, que pretendia ser de superioridade, que pretendia ser um indiferença.
Pretendia.
Porque o que se viu foi um olhar de carneiro no matadouro ainda não muito morto, o que se viu foi um idiota com cara de parvo, um estuporzinho qualquer com a mania que é uma grande peça mas que não passa de um retardado mental, com uma expressão facial a demonstrar a deficiência.

E ela, que não tem vergonha de mostrar os seus instintos assassinos, olha de volta, enquanto se imagina com uma pistola de pregos apontada à cara do urso, esperando imprimir essa imagem no olhar, bate as pestanas inocentemente e desvia teatralmente o olhar.

Sim, deves pensar que tenho medo de olhares maus, com certeza.
Vai mas é ver se te inscreves no Peso Pesado que essa pança e essas bochechas descaídas não enganam que, para além da subalterna, também te montas nas bolas de berlim.

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