quarta-feira, 4 de abril de 2018

Maneiras que Merda para Mim

Maneiras que as sementes de chia são aquela coisa que, para além de andar na moda, serve para tudo e mais um par de botas e, simultaneamente, não tem utilidade nenhuma. Ai que faz muito bem, ai que é superalimento, ai que faz bem aos gazes e todas as patranhas que gostam de nos enfiar pelo olhos dentro, como se fossemos todos estúpidos (que somos) que vão atrás de qualquer idiotice que nos digam (e vamos).

Maneiras que ando a enfiar aquela porcaria nos iogurtes e na fruta e fingir que fico extremamente saciada com tal lanchinho.

Maneiras que as sementes de chia são coisinhas pretas minúsculas que se enfiam em sítios recônditos e têm muita dificuldade em sair de lá.

Maneiras que fui fazer uma reunião com um cliente com uma puta de uma semente de chia enfiada entre os dentes da frente, toda alegre e confiante, sem dar por isso.

Maneiras que só dei por isso quando cheguei a casa e olhei para o espelho.

Maneiras que rezei muito para que aquela sementinha tenha ido parar ali apenas nos últimos cinco minutos e não tivesse estado alojada uma tarde inteira naquele sítio.

Maneiras que voltei a rezar muito para não ter sorrido para ninguém durante a reunião.

Maneiras que voltem ao título, por favor.



Não é que eu perceba grande coisa de futebol, mas creio que também não é preciso perceber de futebol para ver que isto é coisa de génio.

terça-feira, 3 de abril de 2018


Claro que ainda é cedo para reservar o Marquês, mas sabe mesmo bem quando os badalhocos do costume, que só estão bem a incendiar o futebol com questões de merda, levam na boca como os outros.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Páscoa Feliz, Everyone!

Já eu vou-me baldar daqui para fora à hora do almoço.





Creio este homem, Pedro Jóia, verdadeiramente fora de série, genial e o melhor que o género já produziu.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Lol



Gentilmente fanado daqui.




 Dizem que os grandes amores duram uma vida inteira.
No que diz respeito a esta banda, não podia ser mais verdade.
Terei eventualmente já postado este video aqui, mas se assim for, não será demais recordar.

terça-feira, 27 de março de 2018

Queixume Pós-Gestacional # 16

Maneiras que estou a ter imensas dificuldades em carregar a bateria do telemóvel porquanto o meu rebento achou que o que era mesmo giro e deveras divertido era roer o terminal de encaixe do carregador.

Maneiras que agora, para carregar a porcaria do telefone, sou obrigada a tê-lo no chão, preso com fita-cola e esperar que não haja trepidação de espécie alguma, sob pena de não passar energia para a porra da bateria.

Maneiras que gastamos rios de dinheiro em brinquedos, os avós gastam rios de dinheiro em brinquedos, os amigos gastam rio de dinheiro em brinquedos e o raça do puto acha muito mais fixe e muitíssimo mais interessante brincar com as coisas dos adultos.

Maneiras que até poderia brincar, atenção que não sou egoísta a esse ponto, mas poderia não destruir as coisas que me fazem falta.

Maneiras que merda para mim.

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima

Diz ele, com toda a sua pose e o seu passinho ligeiro de diva, que não gosta de ir ao hospital público porque só lá estão velhos.

Porque ele, do alto dos seus 70 anos, é novíssimo.




Foi aqui que vim parar.

Ai a Porra - Volume Não-Sei-Quê

Não é que eu seja uma rapariga dada às Páscoas desta vida.
A bem da verdade, não sou NADA dada a coisa nenhuma que tenha a ver com religiosidade. A não ser que conte para este totobola o facto de enfardar lindamente as iguarias das festividades.
Conta?
Não?
Então não sou, pronto.

Adiante.
Mesmo não sendo nada dada a estas coisas, o que sabia mesmo bem e vinha mesmo a calhar era a entidade patronal oferecer o dia da Quinta-feira Santa. Já não me armaria em esquisita se nos oferecessem a tarde desse dia.
Porque, segundo consta, serviço algum está a funcionar nesse dia.
Nenhum.
Zero.
Niente.
Porra nenhuma.
E, segundo parece, é costume neste ergástulo não se trabalhar neste dia.

Mas, como as sociedades de advogados são todas iguais, situem-se na metrópole ou nos arrabaldes de Sintra, não se sabe de nada nem se comunica coisa alguma aos trabalhadores, essa ralé preguiçosa, senão na véspera.
O que é uma merda para quem, como eu, gostaria de fazer alguns planos para essa tarde. Mais que não fosse enfiar-me num qualquer centro comercial a comprar pechinchas e ovos da Páscoa. Para o puto, não para mim. Obviamente.


Será melhor esperar sentada, certo?
É que tenho uma certa tendência de chegar aos sítios e tudo o que era costume fazer-se passa a não se fazer, sob o pretexto sempre eterno do "este ano não dá". Assim, de repente, lembro-me dos prémios de final de ano, da 'ponte' do dia 31 de Dezembro, do almoço do Dia do Advogado, o jantar de Natal... Coisas boas que gostavam de nos tirar só porque sim, porque, lá está, os trabalhadores são todos uma ralé que não interessa mimar, interessa só maltratar e explorar.

Maneiras que este é mais um queixume, queixume de Páscoa que é bom para abrir o apetite.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa

- Sabe, Dra., ontem tive um problema...
- Então?
- Ah, estava no shopping, estava com um amigo meu que me começou a dizer, ah e tal nunca roubei, queria saber como é que é... e eu deixei-me levar e...
- Foram apanhados, certo?
- Fomos e agora as lojas vão apresentar queixa...
- ... Nem sei que lhe diga... Você acabou de ser julgado num processo crime, homem!
- Pois é, Dra. Estas coisas perseguem-me, estas coisas vêm ter comigo, só me dão problemas...


Nem vale a pena tecer comentários, não é?

quarta-feira, 21 de março de 2018

Leituras Nº... Qualquer Coisa Serve


Não sendo uma obra de arte, é uma verdadeira lufada de ar fresco.
É um livro cru, amiúde destruidor e verdadeiramente diferente. Cómico com coisas sérias, inovador e deveras frontal, dá uma perspectiva
nova a percepções enraizadas.
Muito bom.

terça-feira, 20 de março de 2018

segunda-feira, 19 de março de 2018

#NãoSejasInácio

Então e aqui a estúpida que, movida pela compaixão e pelo espírito de reciprocidade, liga a um espécie que se diz amigo, e a primeira coisa que aquela besta quadrada me pergunta é se já arranjei a casa para que ele possa lá ir ver?

Bem feita para mim, claro, que tenho a mania das segundas oportunidades.
Bem feita para mim, por me armar em Madre Teresa dos ostracizados e mal paridos.
Bem feita para mim, que não tinha mais nada para fazer e claramente não aprendi a lição.

#souestupidaegosto

Stephen Hawking 1942 - 2018

Se alguém conseguiu construir, apesar de todas as limitações, a sua imortalidade em vida, esse alguém foi Stephen Hawking.

Pessoalmente, tenho a agradecer-lhe o facto de me ter explicado com a maior das clarezas e a simplicidade dos grandes conceitos abstractos do universo e as linhas gerais da sua obra, que li em 2015.

Fiquei um pouco menos empedernida depois de ler o que escreveu. Chegou a milhares com o mesmo toque de genialidade. Não tendo conhecimentos suficientes para falar do seu contributo para a ciência, embora saiba que foi imenso, não podia deixar de deixar vincado e de agradecer a singeleza da sua explicação e obra.

Verdadeiramente fora de série.

Recuperando Isto

Já não me lembro se cheguei a postar esta versão aqui, mas se postei, desde já as minhas desculpas. Não consigo mesmo saber a quantas ando relativamente a isto, mas é que são mais que as mães.
Muito engraçada apesar de não trazer nada de novo.
Fica a ideia, não obstante.
É que, parecendo que não estamos em cima da Páscoa e é uma lástima e uma pouca vergonha a quantidade parca de amêndoas e chocolates que tenho comido.


Noutros anos, assim que acabava o Carnaval, que é como quem diz, assim que começava a quaresma, e por aqui se vê a religiosidade em mim, era ver-me a enfardar toneladas de amêndoas todas as noites, com a desculpa costumeira do só só mais uma. Assim que dava conta, tinha ido um pacote à viola e as calças, coicidentemente, encolhiam constantemente na lavagem, era uma coisa impressionante.

Este ano, estou muito atinadinha. Só comi, até agora, meio pacote de amêndoas e ainda não degluti nenhum ovo de chocolate.


Cheira-me que no dia de Páscoa me vá dar um choque de glicémia.
Merda de Judicatura que se me leva a juventude e o tempo que costumava gastar a borregar...

terça-feira, 6 de março de 2018

Ai De Mim



Isto, meus amigos, é uma praga.

Uma praga de bimbalhice, que fede a azeite e tem nódoas de pieguice aguda.

Cada vez que é postada uma porra destas numa rede social, há um panda que se suicida algures na China.

Já fiz um post sobre isto, corria o longínquo ano de 2012.
Achei que, volvidos estes anos todos, alguma coisa teria evoluído na mente destas gentes paspalhas que proliferam por aí, mas não.
Não, não.
Não, senhor.
Continuar atrasado e bimbo é que é.

Melhor que isto são aqueles autênticos tratados em powerpoints iguais a estes que falam sobre a inveja alheia e sobre o facto de não conseguirem lidar com a felicidade dos outros.

Não, isto é demais para mim.
Vou ali atirar-me de qualquer sítio.





Leituras Nº... Qualquer Coisa Serve

Soberbo.
Bem descrito, bem estruturado, interessante, comovente.
Este homem tem um dom a descrever cenas de batalha; faz com que tudo pareça cheio de detalhes, de cor, sem parecer enfadonho, sem parecer um tédio.
Excelente.
Mal posso esperar pelo último desta saga.

Fiz Anos e Foi Fixe



E, a brincar a brincar, já me pesam 32...
Maneiras que este depósito de pensamentos é uma vergonha de abandono e falta de cuidado, é o que é.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Fod*-se

Sempre tive a mania dos bolsos. Andar com as mãos nos bolsos, pôr coisas nos bolsos, perder coisas dos bolsos.

Todos os bolsos da minha roupa, a que está guardada e a que uso com frequência, contêm dentro de si todo um mundo de objectos perdidos, uns úteis, outros simplesmente lixo, mas que, pelo facto do pobre caixote estar a milhas de distância, vêm parar ao bolso para mais tarde lá depositar.


Tradução: sou uma preguiçosa do pior e até para deitar coisas no lixo protelo ao máximo e prefiro ter os bolsos cheios de merda do que fazer o caminho até ao caixote.


No meio de tanta porcaria que têm sempre os meus bolsos, mistério dos deuses que não consigo decifrar, vão sempre lá parar migalhas, de tudo e mais um par de botas, advindas do mesmo gesto de pôr a mão no bolso em vez de os depositar no sítio certo.

Outro dia, pus os fones no bolso do robe de andar por casa (reparem agora que envelheci 40 anos e não passo de uma idosa caquéctica que passa os dias de pijama a dar de comer aos seus 7 gatos) e nunca mais me lembrei deles.
Dias depois, venho a necessitar de tal objecto e vou lá resgatá-los.

Ora, para quem não sabe, desde que comecei a trabalhar na metrópole, ando de transportes e passo uma parte considerável do meu tempo a andar a pé de e para o local de trabalho. Deus me livre, claro está, de passar 5 segundos entregue aos meus pensamentos, e não ando de orelhas descobertas na rua.

No meio de um comboio cheio que nem um ovo, com milhares de cotovelos enfiados as minhas costelas, rabos a esfregarem-se nas costas, malas a serem enfiadas à má fila junto aos pés de toda a gente, resolvo tirar os fones da mala para não ter que ouvir o ruído das pessoas a irem trabalhar.

E o que sucede?

Os fones estão cheios de migalhas.

Onde, exactamente?

Naquelas ranhuras minúsculas que se enfiam nos ouvidos.

Portanto, num comboio cheio de gente que não tem mais nada que fazer senão olhar para aquilo que a pessoa do lado está a fazer, fui obrigada a tirar as migalhas das ranhuras dos fones, migalhas essas que eram parecidíssimas com cera dos ouvidos.

Que foi exactamente o que aquela gente toda pensou, que era porca ao nível de ter toneladas de cerume nos fones e, em vez de os limpar no recato do lar, fui para o meio da multidão proceder à sua limpeza.

Apeteceu-me gritar, olhem lá ó desocupados do caralho, isto são migalhas, não sou porca, eu lavo-me e lavo os meus pertences, mas achei que era chamar demasiado a atenção para um problema de higiene e, de qualquer das formas, ninguém ia acreditar em mim.


Qual é o problema disto?
Apanho todos os dias o comboio à mesma hora, no mesmo sítio e vejo todos os dias as mesmas pessoas.

Vou passar a ser conhecida como a porca dos fones.


E é deveras chato, porra.

     


Está em mim ser parva, é um facto.
O que também é um facto é que desde que comecei a ler esta saga Napoleão/Wellington não consigo tirar esta porra de música da cabeça.

 O que os Festivais da Canção desta vida nos trazem...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Coisas Que Vejo Por Aí # 47

Não é que perceba grande coisa disto, mas compenso em larga experiência de grandes falhanços e grandes potes de dinheiro deitado à rua.
Por isso é que gosto de pechinhas; quando corre mal, não há muito que chorar.

Com a NYX aprendi, porém, a não ter grandes expectativas face a produtos que toda a gente fala e diz maravilhas porque o mais provável é que não sejam assim tão bons.

Em primeiro lugar, há que dizer, acerca desta marca, que tentei.
Tentei mesmo a sério.
Tentei muito e com muita força.
Só que não deu.

Provavelmente é de mim.
Provavelmente usei mal os produtos, até.
Provavelmente a minha pele é uma trampa e eu sou uma naba da quinta casa, que veio lá das berças sem jeito nenhum para coisa alguma e já se acha o supra-sumo das tintas faciais.
Provavelmente não percebi o conceito da coisa.

Admito que sim. Mas a verdade é que procurei, inclusivamente, reviews, voltei a testar, dei um tempo à coisa e mesmo assim não fiquei convencida.

Básica e essencialmente, nada desta marca funciona.
A qualidade dos produtos é tão fraquinha, tão fraquinha que até alguns produtos de maquilhagem da Primark são melhores, mais duradouros e mais confiáveis que estes.





Começando pelo lápis de sobrancelhas.
Como ninguém tem culpa do meu tom de pêlo ser esquisito, nem vou por aí. Já vou mais pelo facto de ser muitíssimo cremoso, o que, para este efeito, é péssimo, gastar-se mais rapidamente que o dinheiro no final do mês e a escovinha ser tão frágil, tão frágil que qualquer rabanada de vento a leva. Aliás, ainda nem o lápis ia a meio, já a escova havia entregue a sua alminha ao criador. No final, deixa as sobrancelhas a parecer um reclamo (como dizia a minha Avó) de néon, o que, face à temática, é qualquer coisa.



A sombra de olhos, nesta cor, que se quer neutra e que basicamente serve para tudo e para todos os dias, é um desastre. Demasiado poeirenta, nada pigmentada, gasta-se com uma rapidez supersónica e não deixa saudades nenhumas. A sério, deve ter sido a pior sombra que alguma vez tive, e olhem que sobrevivi às sombras da Sephora em saldos no Natal de 2003, que, acho, ainda duram.







Isto é um senhor embuste. Ok, os primers em gel são todos um bocado esquisitos, muito oleosos, muito sebosos, bons para a criação de borbulhas do tamanho do Etna mesmo em cheio nas trombas, mas este abusa. Alerto para a necessidade de lavar as mãos duas vezes a seguir à utilização para retirar o produto das patas. Bolas, que é demais. Mata o brilho do sebinho da cara, é verdade, mas a pele fica tão escorregadia que mais parece a bancada de testes do Master Chef dos putos. Não compensa o perigo de se confundir a tez com uma pista de curling, nem mesmo pelo preço.






E agora, para um momento de pura diversão, vamos parar um pouco para meditarmos na seguinte permissa:

O primer de olhos da NYX é oleoso.

O primer de olhos da NYX é oleoso como a porra.

O primer de olhos da NYX é a negação do seu propósito existencial.

Vejamos: se não estou em erro, o primer de olhos serve para retirar a oleosidade natural das pálpebras, para que a sombra agarre como deve ser e para que não sejam visíveis, passadas algumas horas, as linhas cheias de pózinho e sebinho por cima dos olhinhos. Ora, se um primer é oleoso só vem ajudar a que as pálpebras fiquem escorregadias como uma forma de bolo acabada de untar, o que só agrava os sintomas supra descritos.

Isto transcende-me, a sério que sim. Não foi caro por aí além (à volta de € 5,00, acho), mas estou em crer que foi o dinheiro pior empregue da minha existência. Não consigo usar esta porcaria sem pó compacto ou solto por cima. Estou desejosa que acabe (sim, que eu sou pobre a este ponto, para não desperdiçar, mesmo quando o produto é uma bela porcaria, espero sempre que acabe) para poder voltar ao primer de olhos da Kiko, que mais parece manteiga de amendoim deixada ao sol e depois enfiada à má fila num contentor de gomas, mas que, pelo menos, cumpre o que promete.

Acho que também adquiri há uns tempos um eyeliner, mas não vale a pena ser mázinha... Digamos que tive canetas de feltro de melhor qualidade, a menor preço que faziam um trabalho muito mais aceitável.


Não sei se será de mim.
Com grande probabilidade, será.
Mas sinto genuína lástima, que a variedade é substancial e tinha tudo para ser a minha loja de eleição - atente-se na variedade de coisinhas bonitas!

Também não ajuda o facto dos funcionários serem todos malcriados até à 5ª casa (defeito de TODAS as lojas de cosméticos, tema interessante para outro post) e a maior parte das vezes que lá fui tinham o stock de bases esgotado - sim, para uma loja de maquilhagem faz todo o sentido...


Enfim, agora que já tirei isto do meu sistema já posso ir trabalhar.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Meanwhile in Ergástulo - Parte Nona

Os dias no Ergástulo passam depressa porque, simplesmente, há muito que fazer.

Nunca se está parado e, principalmente, nunca se pode verbalizar que se anda descansadinho porque a seguir vem logo alguém dar-nos o que fazer, mas que é isto, onde é que já se viu gente folgada, era o que faltava.

Maneiras que os dias não chegam para tudo e anda-se sempre a correr, sem tempo para borregar no Facebook ou para escrever umas alarvidades neste antro.


E as saudades que eu tenho de borregar...

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve



Pela primeira vez, Dan Brown desiludiu-me. Não que tenha subitamente começado a escrever mal, não que já não consiga prender o leitor, não que a história não seja interessante ou cheia de pormenores ricos e informação tremendamente
interessante.
Nada disso.
Tornou-se, porém, previsível, o que é uma machadada naquilo que o diferenciava dos demais.
E é, de facto, uma pena.

Podia estar melhor, apesar de não ser mau de todo.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve

Não creio ter percebido bem este livro...

A súmula afirma que retrata a vida de Francisca Pizarro, filha do Conquistador do Peru, herdeira de uma imensa fortuna e uma mulher que marcou a vida da colónia não sem antes marcar a sua geração.

Ora, tendo em conta que 2/3 do livro retratam, afinal, as movimentações políticas da conquista e as desventuras de todas as personagens que rodeiam a personagem principal sem nunca a mencionarem, não me parece que seja um retrato muito esclarecedor nem relevante para a suposta dimensão e marco que esta mulher deixou no seu tempo.
O último terço do livro revela, finalmente, a vida de Francisca. O que, segundo o que me foi dado a entender, consistiu num casamento com o seu tio para preservar a fortuna de família, teve uns quantos filhos que casaram com pessoas igualmente ricas e, no fim da vida, já viúva, casou um um moço uns trinta anos mais novo e fez uma vida de fausto. Basicamente marcou a o seu tempo porque era mestiça, filha de um espanhol com uma inca, numa época em que, como se sabe, os nativos dos povos conquistados pouco mais eram que animais. O que, para a época, já não foi coisa pouca, atenção.

Coisa pouca foi esta obra que sobre ela fizeram, numa leitura densa, cheia de nomes praticamente idênticos que ninguém fez esforço em destrinçar, com pormenores irrelevantes e amiúde enfadonhos.


Uma pena quando o nome do autor soa mais alto que a obra escrita...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018



Nem acredito que vou ter de esperar mais de um ano pela última temporada desta merda...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018





Tenho andado ligeiramente obcecada com isto. Descobri por acaso (através da página de Facebook oficial dos Rammstein, no less) e simplesmente adorei. É tudo perfeito nisto. Tudo. Apanharam o jeito e os acordes da música de uma forma absolutamente extraordinária. Sublime.

Dias Negros, Estes ...

Dolores O'Riordan 1971 - 2018

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Outra Vez Isto?!



Aqui há uns tempos, encontrei uma série de covers de Blue Monday que pespeguei aqui, mas este escapou-me. E até é bem jeitoso.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Anos disto e continuo a rir-me como uma hiena ébria em plena audiência quando a testemunha afirma, muito emocionada, que a neta se tinha dirigido a ela como "a puta da velha".

Podia ter vergonha, mas envergonha-me deveras dizer que não tenho nenhuma.


Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve

Continua vívido, completíssimo e muito bem escrito.

Mr. Scarrow não perde a mão para escrever, isso é ponto assente.

No entanto, a amargura presente em Britannia continua presente em muitas linhas, principalmente aquelas que dizem respeito à falecida esposa de Cato.

Primeiro, há que atentar no facto de se ter morto (na obra anterior) a senhora só porque sim.
Não se faz.
Que desgosto.
Fiquei verdadeiramente de coração partido.
Apesar de compreender que deu uma nova força à história e ao percurso futuro que poderá tomar. E é preciso salientar que a descrição da perda, o desespero e o vazio subsequentes estão tão bem escritos que são verdadeiramente tocantes e comoventes.

Agora, Cato vem a descobrir que a senhora não era santa nenhuma e para além de o ter deixado cheio de dívidas, era uma grandessíssima e alternadíssima puta, que andava a colocar enfeites na cabeça de seu marido quando este anda a arriscar o pescoço na guerra.
Não se faz.
Novamente, que desgosto.
Apesar de compreender que isto abre a porta para um reinicio de vida.



Interessante.
Sou só eu que vejo aqui um paralelismo com a vida pessoal do autor?
Ou, por outro lado, serei eu que sei demais (porque se há gente que espeta a vida toda nas redes sociais, é este senhor...) e faço leituras por demais extensíveis?
Fica a questão...

Fora isso, para lá de excelente, como sempre.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Há dias em que, por maior boa vontade que se tenha, por maior boa disposição, por maior vontade de galhofar e levar as coisas com ligeireza, não há volta a dar ao que não tem remédio possível.

Estou fadada a caminhar sozinha e sem amigos nesta casota do inferno perdida no meio da metrópole.

Hoje, perdi mais uma. Toda a gente a partir, nada fica para trás.

Enfim.
Amanhã será melhor, com certeza.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Ai Sim?

Sou aquele bicho esquisito a quem o Bolo Rei (que não aquele da Mitra Land) só sabe bem se já tiver mais de uma semana em cima. E nem precisa de ser torrado, marcha mesmo duro.

Depois admiro-me de parecer uma vaca...






E você?

Memória

Neste dia, há precisamente 5 anos atrás, desaparecia um dos pilares da minha existência.

O monumento de uma infância feliz.
O bastião de uma família.
O baluarte de uma geração.

Desde então, recordo constantemente quem perdi, lamentando que não possa ver todos os momentos pelos quais passei ao longo de todo este tempo. Pergunto-me qual seria a sua reacção, o que diria, ao vivenciar ao meu lado tantos marcos importantes que foram sucedendo. Não tenho forma de encontrar resposta, mas gosto de acreditar que ficaria genuinamente feliz por todas as coisas boas que foram sucedendo e que não deixaria de me dar o seu apoio em todas as horas negras.

Ainda carrego em mim toda a tristeza, todo o desespero da perda, toda a saudade não mitigada, todos os dias, todas as horas, em todos os momentos. Não há um único dia que não me lembre Dela, do seu sorriso, do seu cheiro, da sua voz, do seu abraço. A minha vida ficou infinitamente mais pobre, mais cinzenta, mais vazia com a sua partida e não tenho forma de cobrir a cratera que ficou em mim depois da sua partida.

No entanto, depois de todos estes anos, sou capaz de reconhecer o legado imenso que deixou. A educação transmitida aos filhos e netos, os valores e princípios, as memórias que fazem com que viva agora em nós, sobreviventes e também, de outra forma, o meu imenso enxoval, que todos os dias enche a minha casa e me faz recordar aquelas mãos, trabalhando ininterruptamente, para um trabalho perfeito e intemporal. 

Há 5 anos a vida como a conheci terminou. 
Desapareceram com Ela todas as ilusões da infância e nasceram sentimentos que não sabia que se podia ter, sentimentos que ainda não desapareceram e que, desconfio, me vão acompanhar para o resto dos meus dias. Não crer em entidades divinas nem em vida após a morte torna tudo pior, porque nem uma réstia de esperança existe à qual me possa agarrar. 

Agarro-me, sim, à herança imaterial que recebi e que faz com que, mesmo tendo cessado de existir, continue sempre presente, enquanto houver memória. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Happy Birthday, Love




Acho muito difícil não ter já postado por aqui esta música, mas que se dane.
Depois de todos estes anos, continua válida e poderosa.

Nada melhor do que uma oldie para celebrar os 24 anos de existência da minha banda de eleição.

Ainda Mal Entrou o Ano e Já Me Estou a Queixar

Está frio.
Está de chuva.
Está trânsito.
Estou gorda.
Está um frio de morte naquela casa.
Está tudo de pantanas naquela casa.
Tenho tudo a boiar naquela casa.
Trabalho como um elfo doméstico.
Ainda mal cheguei e já tenho a administradora de condomínio a chatear-me por coisas que não fiz.
Só penso em queijadas.
Não tenho televisão em casa portanto nem Vikings posso ver.
Janeiro é um mês de merda.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Bom Ano Para Vocês Também

Com esta merda toda das mudanças, arranjei foi a melhor maneira de entrar em 2018 completamente rebentada das canetas e a deitar os bofes pela boca.

Quem manda ser ursa?

domingo, 31 de dezembro de 2017

Votos de Boas Entradas.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017


Chega aquela altura da vida em que só apetece fugir, mas está-se preso e imobilizado com milhões de caixotes à volta.


Foda-se mais a isto e mais à ideia peregrina de mudar de casa.

Balancinho & Balancete

Às portas do fim do ano, urge fazer o famigerado inventário da casa.
Coisas boas, coisas más, todos os anos são repletos delas. Umas mais marcantes, outras nem por isso.

Assim de repente, lembro-me de ter saltado de pára-quedas (e jurei para nunca mais), celebrei 10 anos de blog, 10 anos de relação, o meu rebento celebrou o primeiro ano de vida e mudei de uma espelunca na província para um ergástulo na metrópole. Ah, e comprei uma barraca, já agora. Coisas boas, portanto. Também conto como coisas boas ter lido excelentes livros, ter ouvido boa música e ter-me queixado amargamente dos filmes e séries que vi, portanto, também há isso.

Ia a escrever que também tinha sido francamente positivo não ter morrido nenhum dos que são próximos, mas não é verdade. Vi gente chegar e partir e deixar-me um vazio no coração. Coisas más, portanto.

No entanto, qual idosa, vou aprendendo a viver com isso, quase a aceitar a inevitabilidade da finitude de tudo e do todo.





Não me atrevo a pedir nada para 2018 que não seja saúde.
O resto há de arranjar-se.
  Gosto potes desta música, portanto, mais nada.

Criptográfico

Em tempos conheci e convivi com uma pessoa que era, básica e friamente, uma merda.

Tal pessoa gostava muito de dizer coisas que eram, também elas, básica e friamente, uma merda.
Tinha gosto em ofender as pessoas, em machucá-las e deixá-las abaladas. Em deixá-las na merda, resumindo. Um alegria de convivência, portanto.

Ora, tal pessoa, certa vez, proferiu uma série de impropérios acerca de uma outra pessoa.
Palavras grosseiras, maldosas, horrendas, que pretendiam ser um vaticínio, tão sábio e metapsíquico era o ogre falante.

À data, ficou tudo muito indignado, e com razão, quando foram ouvidos os impropérios, principalmente porque eram injustos e puras inverdades. Ficou sempre no ar aquela névoa de ressentimento face à desproporcionalidade da predição.

Anos passaram.
Uma sucessão de acontecimentos vieram a dar, afinal, razão ao ogre. Que, no fim das contas, tinha acertado em cheio na leitura que fez da pessoa em causa e na previsão de futuro, que veio a revelar-se muito acertada. O visado, esse, nem percebeu.





Deixando de lado o palavreado já de si muito pouco erudito, é isto que me fode, mais do que tudo o resto.
Aquele monte de merda tinha razão, previu tudo isto, acertou em cheio e agora deve estar a rir-se que nem uma hiena ébria à conta de todos.



Foda-se mais a isto, caralho.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Voltar do Natal é voltar a vestir umas calças quaisquer e perceber que já estão ligeiramente desconfortáveis na zona da cintura. Tudo isto porque se comeu que nem uma abadessa que não via doces há cerca de três décadas.

Sou uma triste.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017


Como já é da praxe, desejo a todos um Grande e Feliz Natal!!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

E fiquei oficialmente sem nada para ler, o que na minha pessoa dá direito a tempos intermináveis de tédio e convulsões mentais de grande calibre.


Odeio quando isto acontece, mesmo agora que basicamente tenho tempo para ler 5 minutos na casa-de-banho e já é um pau.
Quase que sinto que a minha vida não tem sentido se não tiver um livro à cabeceira...


Enfim, vem aí o Natal, não é, pode ser que tenha sorte, não é...

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve



Este, à semelhança do anterior e que curiosamente era do mesmo autor, foi penoso de acabar.
Enorme, com letra miúdinha, com tantas ocorrências em simultâneo que coloca a cabeça do leitor a andar à roda, é amiúde chato e desinteressante, principalmente no início.
Não se percebe porque se matam uns personagens centrais no meio do livro e enquanto outros morrem atabalhoadamente no fim.
Não obstante, é uma história engraçada e cheia de pormenores históricos interessantes. 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Faltam exactamente 3 dias e meio para poder ir de mini-férias de Natal.

Coisa feliz, não é?

O pior é que ainda faltam 3 dias e meio, cheios de merdas, stresses e coisas que não interessam para nada.

Coisa infeliz, foda-se.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017



Não é segredo para ninguém que sou grande apreciadora de GNR, principalmente da obra anterior a 1996, que é, toda ela, fabulosa.

Há dias que ando com esta música na cabeça e já nem sei porquê.
Tem o seu quê de sinistra e um toque rock muito aprazível ao ouvido.

 Ao meu, pelo menos...

Essa Gente é o plural de Pobres


Perdi a conta à quantidade de vezes que me lembro desta tira de Mafalda.
Cito-a vezes amiúde inclusive, principalmente quando chegamos ao Natal e proliferam pedinchões na rua a pedinchar para tudo e mais um par de botas.

Sendo uma pessoa horrível e sem préstimo, custa-me dar seja o que for se não souber reconhecer a entidade por trás do pedinte e não tenho vontade nenhuma de dar nada àqueles que nos saltam ao caminho com aquela falsa alegria efuziante para ajudar as criancinhas esfaimadas e andrajosas nos confins dos Laos.

Tenho para mim, e já o digo há anos a fio, que a pedinchice é um negócio como qualquer outro e que vinga pela ingenuidade de quem dá. Claro que há excepções e claro que há associações com muito mérito e às quais também ajudo (de vez em quando), mas continuo com a firme convicção que a maioria dessas agremiações são balões cheios de ar que pairam por aí a tentar enganar os incautos.



Nem por acaso que encontrei a tal tira numa qualquer rede social, ainda para mais que agora anda tudo muito indignadinho e chateado por haver uma senhora qualquer que se revolveu encher à conta dos dinheiros públicos com a desculpa que tinha uma associação que pretendia proteger e acarinhar crianças com doenças raras.

Não percebo porque é que é um escândalo tão grande. Nunca se ouviu falar em gente gulosa neste país, não querem lá ver...?

O que de facto não se percebe é porque é que não se está a falar mais daquilo que esta senhora, que durante anos teve, aparentemente, uma posição tão importante lá na terra dela, disse acerca de posições sociais e igualdade de direitos.
Ninguém se indigna quando ela diz que não somos todos iguais e quem disser o contrário mais vale atirar-se da ponte Vasco da Gama? Isso não choca ninguém?
Da mesma forma que toda a gente já se esqueceu daquilo que a senhora do banco Alimentar dizia, que não se podia comer bifes todos os dias, na senda do não sejam piegas e temos que aprender a empobrecer daquela amostra de Primeiro-Ministro que um dia tivemos.

O que devia chocar é que à frente destas instituições de caridade estão pessoas que, no fundo, acham que continuamos nos anos do antigo regime, em que era chiquíssimo as grandes senhoras dedicarem-se à caridade, sendo sinal de grande poder e prestígio o rico estender uma migalha a um pobre desgraçado que não tem onde cair morto.

O que devia chocar é que estas senhoras se acham superiores por terem mais que os outros e fazem questão de apregoar que fazem muito, quando na verdade são ocas, sem princípios, bafientas e com uma generosa dose de pedantismo em cima daquelas peles.

O que deveria chocar é que estas senhoras fazem vida a ajudar os pobrezinhos e depois não se lhes chegam porque essa gente, enfim, é o plural de pobres, como diz António Lobo Antunes, e não se sabe que piolharia trazem atrás deles.

O que deveria chocar é que ainda há muito fascismo encapotado e sobre isso, desafortunadamente, ninguém diz nada.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Meanwhile in Ergástulo - Parte Oitava

Paremos dois minutos para contemplar a seguinte factualidade: afinal sempre se realizará convívio de Natal para os habitantes desta casota na metrópole.
Ninguém esperava, dado que já se sabe que esta gente é muito pouco dada a sorrisos, quanto mais a convívios. Até pode ser que seja uma coisa boa, pensou logo a minha pessoa, pode ser que anime o espírito desta gente cinzenta.
Toda a gente recebeu, portanto, um email com o convite, anunciando que dia 27 do corrente mês faríamos o almoço com todos para celebrar o Natal.

























Contemplemos, agora, o facto de nesta casa se celebrar o Natal depois de dia 25 de Dezembro.

Foi aqui que vim parar.

Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa

- Olá, boa noite! Como está, está tudo bem? Desculpe interromper a sua paz... já interrompi, não foi?

- Por acaso, já. Diga lá o que é que quer. Se vem pedir dinheiro, digo-lhe já que não tenho, portanto nem vale a pena. 

 - Ah, então adeus. 


 Como despachar um pedinchão, nível 7000

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017



Quem mais já não vive sem isto?

Novo Exercício

Aparentemente, a minha vida não é sossegada o suficiente e precisa destes pequenos arranques para lhe dar cor e movimento.




Imagine-se, então, e a questão é tão simples quanto isto, que se convidam uns amigos para bebericarem café e conversar um par de horas no sossego do próprio lar. Como a conversa estava animada, tira-se uma foto da grupeta e coloca-se numa qualquer rede social.

Eis senão quando, um malcomido qualquer resolve, num verdadeiro exercício de civismo e urbanidade, questionar porque razão não foi convidado. Assim, nu e cru, e mais uma vez, tão simplesmente quanto isto. Quer saber porque não foi convidado.

Elabore-se, pois, a competente resposta, adiantando, desde já, que o recurso ao vernáculo é permitido.

Podia, em primeiro lugar, colocar-se a questão de tal inquirição não ser, na verdade, séria e ser apenas uma brincadeira parva e pouco verosímil. No entanto, tendo em conta a pessoa em causa e os discurso apresentado, dúvidas não restam de que se trata, sim, de um pergunta muito legítima e muitíssimo séria, mas que moda agora é essa de se encontrarem sem mim, mas porquê, não admito isso, mas que raio de democracia é esta, que já estou a ficar louca, louco, perdão, e coiso.

Portanto, o que sucede é que a minha pessoa não pode convidar quem quer que seja para a sua própria casa sem ter de ser sujeita a escrutínio, interrogatório e cobrança posterior.

O que sucede, afinal, é que tenho que andar a esconder que tenho gosto em receber os meus amigos na minha própria casa, sob pena de sofrer a ira de um galináceo malcriado sob o efeito de metanfetaminas com brilhantes.

O que sucede, pois, é que devo satisfações dos meus atos e não sabia e a minha casa não passa de um bordel com as portas abertas para receber quem quer lá ir e não quem é convidado.

O que sucede, portanto, é isto.




E o que dizer disto?
Esgotei as hipóteses de resposta que tinha e que incluíam
a prática de crimes de injúria e ofensa à integridade física qualificada, portanto aguardo sugestões.