quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Fod*-se

Sempre tive a mania dos bolsos. Andar com as mãos nos bolsos, pôr coisas nos bolsos, perder coisas dos bolsos.

Todos os bolsos da minha roupa, a que está guardada e a que uso com frequência, contêm dentro de si todo um mundo de objectos perdidos, uns úteis, outros simplesmente lixo, mas que, pelo facto do pobre caixote estar a milhas de distância, vêm parar ao bolso para mais tarde lá depositar.


Tradução: sou uma preguiçosa do pior e até para deitar coisas no lixo protelo ao máximo e prefiro ter os bolsos cheios de merda do que fazer o caminho até ao caixote.


No meio de tanta porcaria que têm sempre os meus bolsos, mistério dos deuses que não consigo decifrar, vão sempre lá parar migalhas, de tudo e mais um par de botas, advindas do mesmo gesto de pôr a mão no bolso em vez de os depositar no sítio certo.

Outro dia, pus os fones no bolso do robe de andar por casa (reparem agora que envelheci 40 anos e não passo de uma idosa caquéctica que passa os dias de pijama a dar de comer aos seus 7 gatos) e nunca mais me lembrei deles.
Dias depois, venho a necessitar de tal objecto e vou lá resgatá-los.

Ora, para quem não sabe, desde que comecei a trabalhar na metrópole, ando de transportes e passo uma parte considerável do meu tempo a andar a pé de e para o local de trabalho. Deus me livre, claro está, de passar 5 segundos entregue aos meus pensamentos, e não ando de orelhas descobertas na rua.

No meio de um comboio cheio que nem um ovo, com milhares de cotovelos enfiados as minhas costelas, rabos a esfregarem-se nas costas, malas a serem enfiadas à má fila junto aos pés de toda a gente, resolvo tirar os fones da mala para não ter que ouvir o ruído das pessoas a irem trabalhar.

E o que sucede?

Os fones estão cheios de migalhas.

Onde, exactamente?

Naquelas ranhuras minúsculas que se enfiam nos ouvidos.

Portanto, num comboio cheio de gente que não tem mais nada que fazer senão olhar para aquilo que a pessoa do lado está a fazer, fui obrigada a tirar as migalhas das ranhuras dos fones, migalhas essas que eram parecidíssimas com cera dos ouvidos.

Que foi exactamente o que aquela gente toda pensou, que era porca ao nível de ter toneladas de cerume nos fones e, em vez de os limpar no recato do lar, fui para o meio da multidão proceder à sua limpeza.

Apeteceu-me gritar, olhem lá ó desocupados do caralho, isto são migalhas, não sou porca, eu lavo-me e lavo os meus pertences, mas achei que era chamar demasiado a atenção para um problema de higiene e, de qualquer das formas, ninguém ia acreditar em mim.


Qual é o problema disto?
Apanho todos os dias o comboio à mesma hora, no mesmo sítio e vejo todos os dias as mesmas pessoas.

Vou passar a ser conhecida como a porca dos fones.


E é deveras chato, porra.

     


Está em mim ser parva, é um facto.
O que também é um facto é que desde que comecei a ler esta saga Napoleão/Wellington não consigo tirar esta porra de música da cabeça.

 O que os Festivais da Canção desta vida nos trazem...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Coisas Que Vejo Por Aí # 47

Não é que perceba grande coisa disto, mas compenso em larga experiência de grandes falhanços e grandes potes de dinheiro deitado à rua.
Por isso é que gosto de pechinhas; quando corre mal, não há muito que chorar.

Com a NYX aprendi, porém, a não ter grandes expectativas face a produtos que toda a gente fala e diz maravilhas porque o mais provável é que não sejam assim tão bons.

Em primeiro lugar, há que dizer, acerca desta marca, que tentei.
Tentei mesmo a sério.
Tentei muito e com muita força.
Só que não deu.

Provavelmente é de mim.
Provavelmente usei mal os produtos, até.
Provavelmente a minha pele é uma trampa e eu sou uma naba da quinta casa, que veio lá das berças sem jeito nenhum para coisa alguma e já se acha o supra-sumo das tintas faciais.
Provavelmente não percebi o conceito da coisa.

Admito que sim. Mas a verdade é que procurei, inclusivamente, reviews, voltei a testar, dei um tempo à coisa e mesmo assim não fiquei convencida.

Básica e essencialmente, nada desta marca funciona.
A qualidade dos produtos é tão fraquinha, tão fraquinha que até alguns produtos de maquilhagem da Primark são melhores, mais duradouros e mais confiáveis que estes.





Começando pelo lápis de sobrancelhas.
Como ninguém tem culpa do meu tom de pêlo ser esquisito, nem vou por aí. Já vou mais pelo facto de ser muitíssimo cremoso, o que, para este efeito, é péssimo, gastar-se mais rapidamente que o dinheiro no final do mês e a escovinha ser tão frágil, tão frágil que qualquer rabanada de vento a leva. Aliás, ainda nem o lápis ia a meio, já a escova havia entregue a sua alminha ao criador. No final, deixa as sobrancelhas a parecer um reclamo (como dizia a minha Avó) de néon, o que, face à temática, é qualquer coisa.



A sombra de olhos, nesta cor, que se quer neutra e que basicamente serve para tudo e para todos os dias, é um desastre. Demasiado poeirenta, nada pigmentada, gasta-se com uma rapidez supersónica e não deixa saudades nenhumas. A sério, deve ter sido a pior sombra que alguma vez tive, e olhem que sobrevivi às sombras da Sephora em saldos no Natal de 2003, que, acho, ainda duram.







Isto é um senhor embuste. Ok, os primers em gel são todos um bocado esquisitos, muito oleosos, muito sebosos, bons para a criação de borbulhas do tamanho do Etna mesmo em cheio nas trombas, mas este abusa. Alerto para a necessidade de lavar as mãos duas vezes a seguir à utilização para retirar o produto das patas. Bolas, que é demais. Mata o brilho do sebinho da cara, é verdade, mas a pele fica tão escorregadia que mais parece a bancada de testes do Master Chef dos putos. Não compensa o perigo de se confundir a tez com uma pista de curling, nem mesmo pelo preço.






E agora, para um momento de pura diversão, vamos parar um pouco para meditarmos na seguinte permissa:

O primer de olhos da NYX é oleoso.

O primer de olhos da NYX é oleoso como a porra.

O primer de olhos da NYX é a negação do seu propósito existencial.

Vejamos: se não estou em erro, o primer de olhos serve para retirar a oleosidade natural das pálpebras, para que a sombra agarre como deve ser e para que não sejam visíveis, passadas algumas horas, as linhas cheias de pózinho e sebinho por cima dos olhinhos. Ora, se um primer é oleoso só vem ajudar a que as pálpebras fiquem escorregadias como uma forma de bolo acabada de untar, o que só agrava os sintomas supra descritos.

Isto transcende-me, a sério que sim. Não foi caro por aí além (à volta de € 5,00, acho), mas estou em crer que foi o dinheiro pior empregue da minha existência. Não consigo usar esta porcaria sem pó compacto ou solto por cima. Estou desejosa que acabe (sim, que eu sou pobre a este ponto, para não desperdiçar, mesmo quando o produto é uma bela porcaria, espero sempre que acabe) para poder voltar ao primer de olhos da Kiko, que mais parece manteiga de amendoim deixada ao sol e depois enfiada à má fila num contentor de gomas, mas que, pelo menos, cumpre o que promete.

Acho que também adquiri há uns tempos um eyeliner, mas não vale a pena ser mázinha... Digamos que tive canetas de feltro de melhor qualidade, a menor preço que faziam um trabalho muito mais aceitável.


Não sei se será de mim.
Com grande probabilidade, será.
Mas sinto genuína lástima, que a variedade é substancial e tinha tudo para ser a minha loja de eleição - atente-se na variedade de coisinhas bonitas!

Também não ajuda o facto dos funcionários serem todos malcriados até à 5ª casa (defeito de TODAS as lojas de cosméticos, tema interessante para outro post) e a maior parte das vezes que lá fui tinham o stock de bases esgotado - sim, para uma loja de maquilhagem faz todo o sentido...


Enfim, agora que já tirei isto do meu sistema já posso ir trabalhar.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Meanwhile in Ergástulo - Parte Nona

Os dias no Ergástulo passam depressa porque, simplesmente, há muito que fazer.

Nunca se está parado e, principalmente, nunca se pode verbalizar que se anda descansadinho porque a seguir vem logo alguém dar-nos o que fazer, mas que é isto, onde é que já se viu gente folgada, era o que faltava.

Maneiras que os dias não chegam para tudo e anda-se sempre a correr, sem tempo para borregar no Facebook ou para escrever umas alarvidades neste antro.


E as saudades que eu tenho de borregar...

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve



Pela primeira vez, Dan Brown desiludiu-me. Não que tenha subitamente começado a escrever mal, não que já não consiga prender o leitor, não que a história não seja interessante ou cheia de pormenores ricos e informação tremendamente
interessante.
Nada disso.
Tornou-se, porém, previsível, o que é uma machadada naquilo que o diferenciava dos demais.
E é, de facto, uma pena.

Podia estar melhor, apesar de não ser mau de todo.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve

Não creio ter percebido bem este livro...

A súmula afirma que retrata a vida de Francisca Pizarro, filha do Conquistador do Peru, herdeira de uma imensa fortuna e uma mulher que marcou a vida da colónia não sem antes marcar a sua geração.

Ora, tendo em conta que 2/3 do livro retratam, afinal, as movimentações políticas da conquista e as desventuras de todas as personagens que rodeiam a personagem principal sem nunca a mencionarem, não me parece que seja um retrato muito esclarecedor nem relevante para a suposta dimensão e marco que esta mulher deixou no seu tempo.
O último terço do livro revela, finalmente, a vida de Francisca. O que, segundo o que me foi dado a entender, consistiu num casamento com o seu tio para preservar a fortuna de família, teve uns quantos filhos que casaram com pessoas igualmente ricas e, no fim da vida, já viúva, casou um um moço uns trinta anos mais novo e fez uma vida de fausto. Basicamente marcou a o seu tempo porque era mestiça, filha de um espanhol com uma inca, numa época em que, como se sabe, os nativos dos povos conquistados pouco mais eram que animais. O que, para a época, já não foi coisa pouca, atenção.

Coisa pouca foi esta obra que sobre ela fizeram, numa leitura densa, cheia de nomes praticamente idênticos que ninguém fez esforço em destrinçar, com pormenores irrelevantes e amiúde enfadonhos.


Uma pena quando o nome do autor soa mais alto que a obra escrita...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018



Nem acredito que vou ter de esperar mais de um ano pela última temporada desta merda...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018





Tenho andado ligeiramente obcecada com isto. Descobri por acaso (através da página de Facebook oficial dos Rammstein, no less) e simplesmente adorei. É tudo perfeito nisto. Tudo. Apanharam o jeito e os acordes da música de uma forma absolutamente extraordinária. Sublime.

Dias Negros, Estes ...

Dolores O'Riordan 1971 - 2018

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Outra Vez Isto?!



Aqui há uns tempos, encontrei uma série de covers de Blue Monday que pespeguei aqui, mas este escapou-me. E até é bem jeitoso.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Anos disto e continuo a rir-me como uma hiena ébria em plena audiência quando a testemunha afirma, muito emocionada, que a neta se tinha dirigido a ela como "a puta da velha".

Podia ter vergonha, mas envergonha-me deveras dizer que não tenho nenhuma.


Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve

Continua vívido, completíssimo e muito bem escrito.

Mr. Scarrow não perde a mão para escrever, isso é ponto assente.

No entanto, a amargura presente em Britannia continua presente em muitas linhas, principalmente aquelas que dizem respeito à falecida esposa de Cato.

Primeiro, há que atentar no facto de se ter morto (na obra anterior) a senhora só porque sim.
Não se faz.
Que desgosto.
Fiquei verdadeiramente de coração partido.
Apesar de compreender que deu uma nova força à história e ao percurso futuro que poderá tomar. E é preciso salientar que a descrição da perda, o desespero e o vazio subsequentes estão tão bem escritos que são verdadeiramente tocantes e comoventes.

Agora, Cato vem a descobrir que a senhora não era santa nenhuma e para além de o ter deixado cheio de dívidas, era uma grandessíssima e alternadíssima puta, que andava a colocar enfeites na cabeça de seu marido quando este anda a arriscar o pescoço na guerra.
Não se faz.
Novamente, que desgosto.
Apesar de compreender que isto abre a porta para um reinicio de vida.



Interessante.
Sou só eu que vejo aqui um paralelismo com a vida pessoal do autor?
Ou, por outro lado, serei eu que sei demais (porque se há gente que espeta a vida toda nas redes sociais, é este senhor...) e faço leituras por demais extensíveis?
Fica a questão...

Fora isso, para lá de excelente, como sempre.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Há dias em que, por maior boa vontade que se tenha, por maior boa disposição, por maior vontade de galhofar e levar as coisas com ligeireza, não há volta a dar ao que não tem remédio possível.

Estou fadada a caminhar sozinha e sem amigos nesta casota do inferno perdida no meio da metrópole.

Hoje, perdi mais uma. Toda a gente a partir, nada fica para trás.

Enfim.
Amanhã será melhor, com certeza.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Ai Sim?

Sou aquele bicho esquisito a quem o Bolo Rei (que não aquele da Mitra Land) só sabe bem se já tiver mais de uma semana em cima. E nem precisa de ser torrado, marcha mesmo duro.

Depois admiro-me de parecer uma vaca...






E você?

Memória

Neste dia, há precisamente 5 anos atrás, desaparecia um dos pilares da minha existência.

O monumento de uma infância feliz.
O bastião de uma família.
O baluarte de uma geração.

Desde então, recordo constantemente quem perdi, lamentando que não possa ver todos os momentos pelos quais passei ao longo de todo este tempo. Pergunto-me qual seria a sua reacção, o que diria, ao vivenciar ao meu lado tantos marcos importantes que foram sucedendo. Não tenho forma de encontrar resposta, mas gosto de acreditar que ficaria genuinamente feliz por todas as coisas boas que foram sucedendo e que não deixaria de me dar o seu apoio em todas as horas negras.

Ainda carrego em mim toda a tristeza, todo o desespero da perda, toda a saudade não mitigada, todos os dias, todas as horas, em todos os momentos. Não há um único dia que não me lembre Dela, do seu sorriso, do seu cheiro, da sua voz, do seu abraço. A minha vida ficou infinitamente mais pobre, mais cinzenta, mais vazia com a sua partida e não tenho forma de cobrir a cratera que ficou em mim depois da sua partida.

No entanto, depois de todos estes anos, sou capaz de reconhecer o legado imenso que deixou. A educação transmitida aos filhos e netos, os valores e princípios, as memórias que fazem com que viva agora em nós, sobreviventes e também, de outra forma, o meu imenso enxoval, que todos os dias enche a minha casa e me faz recordar aquelas mãos, trabalhando ininterruptamente, para um trabalho perfeito e intemporal. 

Há 5 anos a vida como a conheci terminou. 
Desapareceram com Ela todas as ilusões da infância e nasceram sentimentos que não sabia que se podia ter, sentimentos que ainda não desapareceram e que, desconfio, me vão acompanhar para o resto dos meus dias. Não crer em entidades divinas nem em vida após a morte torna tudo pior, porque nem uma réstia de esperança existe à qual me possa agarrar. 

Agarro-me, sim, à herança imaterial que recebi e que faz com que, mesmo tendo cessado de existir, continue sempre presente, enquanto houver memória. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Happy Birthday, Love




Acho muito difícil não ter já postado por aqui esta música, mas que se dane.
Depois de todos estes anos, continua válida e poderosa.

Nada melhor do que uma oldie para celebrar os 24 anos de existência da minha banda de eleição.

Ainda Mal Entrou o Ano e Já Me Estou a Queixar

Está frio.
Está de chuva.
Está trânsito.
Estou gorda.
Está um frio de morte naquela casa.
Está tudo de pantanas naquela casa.
Tenho tudo a boiar naquela casa.
Trabalho como um elfo doméstico.
Ainda mal cheguei e já tenho a administradora de condomínio a chatear-me por coisas que não fiz.
Só penso em queijadas.
Não tenho televisão em casa portanto nem Vikings posso ver.
Janeiro é um mês de merda.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Bom Ano Para Vocês Também

Com esta merda toda das mudanças, arranjei foi a melhor maneira de entrar em 2018 completamente rebentada das canetas e a deitar os bofes pela boca.

Quem manda ser ursa?

domingo, 31 de dezembro de 2017

Votos de Boas Entradas.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017


Chega aquela altura da vida em que só apetece fugir, mas está-se preso e imobilizado com milhões de caixotes à volta.


Foda-se mais a isto e mais à ideia peregrina de mudar de casa.

Balancinho & Balancete

Às portas do fim do ano, urge fazer o famigerado inventário da casa.
Coisas boas, coisas más, todos os anos são repletos delas. Umas mais marcantes, outras nem por isso.

Assim de repente, lembro-me de ter saltado de pára-quedas (e jurei para nunca mais), celebrei 10 anos de blog, 10 anos de relação, o meu rebento celebrou o primeiro ano de vida e mudei de uma espelunca na província para um ergástulo na metrópole. Ah, e comprei uma barraca, já agora. Coisas boas, portanto. Também conto como coisas boas ter lido excelentes livros, ter ouvido boa música e ter-me queixado amargamente dos filmes e séries que vi, portanto, também há isso.

Ia a escrever que também tinha sido francamente positivo não ter morrido nenhum dos que são próximos, mas não é verdade. Vi gente chegar e partir e deixar-me um vazio no coração. Coisas más, portanto.

No entanto, qual idosa, vou aprendendo a viver com isso, quase a aceitar a inevitabilidade da finitude de tudo e do todo.





Não me atrevo a pedir nada para 2018 que não seja saúde.
O resto há de arranjar-se.
  Gosto potes desta música, portanto, mais nada.

Criptográfico

Em tempos conheci e convivi com uma pessoa que era, básica e friamente, uma merda.

Tal pessoa gostava muito de dizer coisas que eram, também elas, básica e friamente, uma merda.
Tinha gosto em ofender as pessoas, em machucá-las e deixá-las abaladas. Em deixá-las na merda, resumindo. Um alegria de convivência, portanto.

Ora, tal pessoa, certa vez, proferiu uma série de impropérios acerca de uma outra pessoa.
Palavras grosseiras, maldosas, horrendas, que pretendiam ser um vaticínio, tão sábio e metapsíquico era o ogre falante.

À data, ficou tudo muito indignado, e com razão, quando foram ouvidos os impropérios, principalmente porque eram injustos e puras inverdades. Ficou sempre no ar aquela névoa de ressentimento face à desproporcionalidade da predição.

Anos passaram.
Uma sucessão de acontecimentos vieram a dar, afinal, razão ao ogre. Que, no fim das contas, tinha acertado em cheio na leitura que fez da pessoa em causa e na previsão de futuro, que veio a revelar-se muito acertada. O visado, esse, nem percebeu.





Deixando de lado o palavreado já de si muito pouco erudito, é isto que me fode, mais do que tudo o resto.
Aquele monte de merda tinha razão, previu tudo isto, acertou em cheio e agora deve estar a rir-se que nem uma hiena ébria à conta de todos.



Foda-se mais a isto, caralho.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Voltar do Natal é voltar a vestir umas calças quaisquer e perceber que já estão ligeiramente desconfortáveis na zona da cintura. Tudo isto porque se comeu que nem uma abadessa que não via doces há cerca de três décadas.

Sou uma triste.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017


Como já é da praxe, desejo a todos um Grande e Feliz Natal!!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

E fiquei oficialmente sem nada para ler, o que na minha pessoa dá direito a tempos intermináveis de tédio e convulsões mentais de grande calibre.


Odeio quando isto acontece, mesmo agora que basicamente tenho tempo para ler 5 minutos na casa-de-banho e já é um pau.
Quase que sinto que a minha vida não tem sentido se não tiver um livro à cabeceira...


Enfim, vem aí o Natal, não é, pode ser que tenha sorte, não é...

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve



Este, à semelhança do anterior e que curiosamente era do mesmo autor, foi penoso de acabar.
Enorme, com letra miúdinha, com tantas ocorrências em simultâneo que coloca a cabeça do leitor a andar à roda, é amiúde chato e desinteressante, principalmente no início.
Não se percebe porque se matam uns personagens centrais no meio do livro e enquanto outros morrem atabalhoadamente no fim.
Não obstante, é uma história engraçada e cheia de pormenores históricos interessantes. 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Faltam exactamente 3 dias e meio para poder ir de mini-férias de Natal.

Coisa feliz, não é?

O pior é que ainda faltam 3 dias e meio, cheios de merdas, stresses e coisas que não interessam para nada.

Coisa infeliz, foda-se.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017



Não é segredo para ninguém que sou grande apreciadora de GNR, principalmente da obra anterior a 1996, que é, toda ela, fabulosa.

Há dias que ando com esta música na cabeça e já nem sei porquê.
Tem o seu quê de sinistra e um toque rock muito aprazível ao ouvido.

 Ao meu, pelo menos...

Essa Gente é o plural de Pobres


Perdi a conta à quantidade de vezes que me lembro desta tira de Mafalda.
Cito-a vezes amiúde inclusive, principalmente quando chegamos ao Natal e proliferam pedinchões na rua a pedinchar para tudo e mais um par de botas.

Sendo uma pessoa horrível e sem préstimo, custa-me dar seja o que for se não souber reconhecer a entidade por trás do pedinte e não tenho vontade nenhuma de dar nada àqueles que nos saltam ao caminho com aquela falsa alegria efuziante para ajudar as criancinhas esfaimadas e andrajosas nos confins dos Laos.

Tenho para mim, e já o digo há anos a fio, que a pedinchice é um negócio como qualquer outro e que vinga pela ingenuidade de quem dá. Claro que há excepções e claro que há associações com muito mérito e às quais também ajudo (de vez em quando), mas continuo com a firme convicção que a maioria dessas agremiações são balões cheios de ar que pairam por aí a tentar enganar os incautos.



Nem por acaso que encontrei a tal tira numa qualquer rede social, ainda para mais que agora anda tudo muito indignadinho e chateado por haver uma senhora qualquer que se revolveu encher à conta dos dinheiros públicos com a desculpa que tinha uma associação que pretendia proteger e acarinhar crianças com doenças raras.

Não percebo porque é que é um escândalo tão grande. Nunca se ouviu falar em gente gulosa neste país, não querem lá ver...?

O que de facto não se percebe é porque é que não se está a falar mais daquilo que esta senhora, que durante anos teve, aparentemente, uma posição tão importante lá na terra dela, disse acerca de posições sociais e igualdade de direitos.
Ninguém se indigna quando ela diz que não somos todos iguais e quem disser o contrário mais vale atirar-se da ponte Vasco da Gama? Isso não choca ninguém?
Da mesma forma que toda a gente já se esqueceu daquilo que a senhora do banco Alimentar dizia, que não se podia comer bifes todos os dias, na senda do não sejam piegas e temos que aprender a empobrecer daquela amostra de Primeiro-Ministro que um dia tivemos.

O que devia chocar é que à frente destas instituições de caridade estão pessoas que, no fundo, acham que continuamos nos anos do antigo regime, em que era chiquíssimo as grandes senhoras dedicarem-se à caridade, sendo sinal de grande poder e prestígio o rico estender uma migalha a um pobre desgraçado que não tem onde cair morto.

O que devia chocar é que estas senhoras se acham superiores por terem mais que os outros e fazem questão de apregoar que fazem muito, quando na verdade são ocas, sem princípios, bafientas e com uma generosa dose de pedantismo em cima daquelas peles.

O que deveria chocar é que estas senhoras fazem vida a ajudar os pobrezinhos e depois não se lhes chegam porque essa gente, enfim, é o plural de pobres, como diz António Lobo Antunes, e não se sabe que piolharia trazem atrás deles.

O que deveria chocar é que ainda há muito fascismo encapotado e sobre isso, desafortunadamente, ninguém diz nada.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Meanwhile in Ergástulo - Parte Oitava

Paremos dois minutos para contemplar a seguinte factualidade: afinal sempre se realizará convívio de Natal para os habitantes desta casota na metrópole.
Ninguém esperava, dado que já se sabe que esta gente é muito pouco dada a sorrisos, quanto mais a convívios. Até pode ser que seja uma coisa boa, pensou logo a minha pessoa, pode ser que anime o espírito desta gente cinzenta.
Toda a gente recebeu, portanto, um email com o convite, anunciando que dia 27 do corrente mês faríamos o almoço com todos para celebrar o Natal.

























Contemplemos, agora, o facto de nesta casa se celebrar o Natal depois de dia 25 de Dezembro.

Foi aqui que vim parar.

Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa

- Olá, boa noite! Como está, está tudo bem? Desculpe interromper a sua paz... já interrompi, não foi?

- Por acaso, já. Diga lá o que é que quer. Se vem pedir dinheiro, digo-lhe já que não tenho, portanto nem vale a pena. 

 - Ah, então adeus. 


 Como despachar um pedinchão, nível 7000

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017



Quem mais já não vive sem isto?

Novo Exercício

Aparentemente, a minha vida não é sossegada o suficiente e precisa destes pequenos arranques para lhe dar cor e movimento.




Imagine-se, então, e a questão é tão simples quanto isto, que se convidam uns amigos para bebericarem café e conversar um par de horas no sossego do próprio lar. Como a conversa estava animada, tira-se uma foto da grupeta e coloca-se numa qualquer rede social.

Eis senão quando, um malcomido qualquer resolve, num verdadeiro exercício de civismo e urbanidade, questionar porque razão não foi convidado. Assim, nu e cru, e mais uma vez, tão simplesmente quanto isto. Quer saber porque não foi convidado.

Elabore-se, pois, a competente resposta, adiantando, desde já, que o recurso ao vernáculo é permitido.

Podia, em primeiro lugar, colocar-se a questão de tal inquirição não ser, na verdade, séria e ser apenas uma brincadeira parva e pouco verosímil. No entanto, tendo em conta a pessoa em causa e os discurso apresentado, dúvidas não restam de que se trata, sim, de um pergunta muito legítima e muitíssimo séria, mas que moda agora é essa de se encontrarem sem mim, mas porquê, não admito isso, mas que raio de democracia é esta, que já estou a ficar louca, louco, perdão, e coiso.

Portanto, o que sucede é que a minha pessoa não pode convidar quem quer que seja para a sua própria casa sem ter de ser sujeita a escrutínio, interrogatório e cobrança posterior.

O que sucede, afinal, é que tenho que andar a esconder que tenho gosto em receber os meus amigos na minha própria casa, sob pena de sofrer a ira de um galináceo malcriado sob o efeito de metanfetaminas com brilhantes.

O que sucede, pois, é que devo satisfações dos meus atos e não sabia e a minha casa não passa de um bordel com as portas abertas para receber quem quer lá ir e não quem é convidado.

O que sucede, portanto, é isto.




E o que dizer disto?
Esgotei as hipóteses de resposta que tinha e que incluíam
a prática de crimes de injúria e ofensa à integridade física qualificada, portanto aguardo sugestões.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Façamos Um Pequeno Exercício

Imagine-se que, andando pela rua fora, descansadinha da vida, recebe uma chamada telefónica.

Identificado o remetente de tal chamada, num rasgo de insanidade misturado com vontade de sofrer, atende a dita.

A pessoa do outro lado da linha não sabe como se faz uma execução no Citius e pede ajuda. Não sabe quais são as espécies, nem as finalidades, nem o tribunal competente, nem como se associa o DUC ao processo, não sabe que as execuções de sentença correm nos próprios autos (regra geral). Não sabe nada. Esteve, portanto, escondida debaixo de uma pedra nos últimos 3 ou 4 anos. Precisa de auxílio, daí o telefonema.

Precisa de quê, exactamente?
Really?!

Isto ultrapassa-me.
A sério que sim.
Como é que uma pessoa destas chega a uma posição de poder e estatuto elevado sem saber estas coisas é qualquer coisa de extraordinário.
Quer dizer, não é, e tem uma explicação muito simples. Antes havia sempre alguém por perto a quem passar estas minudências e portanto perder tempo a aprender a fazer coisas banais e de pobre, nem pensar.
Pensar também que durante anos esta pessoa corrigiu inúmeros requerimentos executivos feitos por outros também é coisa para assustar deveras. Afinal achava-se o maior porque corrigia coisas da ralé mas nem sabia para o que estava a olhar.

Desliguei o telefone depois de lhe passar as informações necessárias. Agradeceu-me muito, mandou beijinhos e despediu-se.
Fiquei a olhar para o telefone uns bons 10 segundos depois da chamada terminar.

O que tinha sido aquilo?

Uma possessão demoníaca?
Um estado transitório de demência?
Estado de inimputabilidade provocada pelo álcool?

Não sabendo o que pensar, não sabendo se tinha vontade de rir ou de chorar, não sabendo se haveria de ficar revoltada com o mimo que se dá aos miúdos quando o que eles merecem é porrada no lombo ou simplesmente aceitar isto como um facto normal da vida, acendi um cigarro e fui à minha vida, pensando que, a partir daquela hora, tinha visto quase tudo nesta vida, e que um suíno a utilizar uma trotinete não me provocaria um espanto por aí além.









Quem me ligou, claro está, foi a besta da minha antiga entidade patronal.

Miséria

Do Benfica nem vale a pena falar, pois não?

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

#NãoSejasInácio

O pessoal que habita no Ergástulo não é muito dado a festas.
A bem da verdade, não é NADA dado a festas, principalmente se meter patronato pelo meio. Pelo que jantar de Natal da firma, nem vê-lo.

No entanto, sendo a minha pessoa fervorosa adepta da quadra natalícia, não podia andar pela rua fora sabendo que não ia haver festejos de Natal no sítio onde se exerce a profissão (e agora pareceu mesmo que trabalho numa esquina a vender o corpo. Adiante).

Bem que se insiste com os confrades, mas não se recebe mais retorno que uns ligeiros esgares e uns sorrisinhos tolos. Primeiramente, até pensei que era por minha causa que não era boa companhia nem para as festividades natalícias. Depois lembrei-me que aqui cultivam o mau humor e que anda toda a gente permanentemente de trombas só porque sim. E quando não têm motivos para tal, logo surge alguém para lhos oferecer, pelo que nunca ninguém fica muito feliz por muito tempo.

Francamente, apeteceu-me abaná-los e mandá-los dar uma curva, enquanto fazíamos por aí um jantarinho, nem que fosse a comer sandes de panado e beber uma bejeca num tasco qualquer.


E depois lembrei-me do meu contacto, cujo nome consta do título deste miserável texto escondido entre uma punchline de origem duvidosa, que também passa a vida a insistir com toda a gente para se fazer e acontecer, para irmos e para voltarmos, para sermos e acontecermos, para sermos tudo e não sermos nada e, no fim de contas, já ninguém diz nada. Há paralelismo porque, num lado, já ninguém consegue ver isto à frente e estar mais um minuto que seja, mesmo que em ambiente diferente, rodeado do mesmo peso sobre a cabeça é um autêntico sacrilégio; no outro, já ninguém consegue ouvi-lo sequer sem querer puxar de uma arma e acabar-lhe com o sofrimento.

Moral da história: não vale a pena forçar. É deixar ir, que se resolve por si.
Sobrevivi aos encontrões, empurrões, porrada e falta de civismo de ir às compras de Natal no mês de Dezembro.

Depois de uma manhã muitíssimo produtiva no que a ganhar nódoas negras diz respeito, lembrei-me porque é que há anos que comecei a fazer as compras desta época em Setembro.


Bolas, ninguém merece...


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Zé Pedro 1956 - 2017

Dias terríveis são aqueles em que morre um músico.

Dias terríveis...

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Coisas Que Vejo Por Aí # 46

Certo é que, mesmo com uma vida profissional muito mais preenchida do que nos tempos em que trabalhava para uma besta de carga algures na comarca de Lisboa Oeste, a verdade é que ainda tenho algum tempo em mãos que gosto de mandar janela fora.
Que é como quem diz, nem sempre parece que tenho o que fazer.


Posto isto, apraz dizer que encontrei uma base que até é catita.
Boa.
Porreira, vá.
Mesmo fixe, ao fim e ao cabo.


Andava eu na minha eterna demanda "preciso-de-uma-base-mas-não-me-apetece-gastar-40-euros-na-MAC", quando dei com os olhos nisto:



Pensando que poderia ser uma péssima ideia tendo em conta que a minha pele é, básica e friamente, uma trampa que reage mais depressa a um produto químico do que os atrasados mentais que comentam notícias reagem a uma notícia sobre o Sócrates, resolvi arriscar. Essencialmente devido ao preço da dita, que não me faria chorar amargamente o dinheiro derramado inutilmente.

Eis que surge a surpresa.

É magnífica. Não durará as 25 horas que a embalagem promete, mas anda lá muito perto. A cobertura não é total como anunciado, mas quase. Não pesa. Não é oleosa. Não tem um cheiro activo por aí além. E, como já referido, o preço é para lá de espectacular: € 10,65.
Porém, o requisito essencial para a minha pessoa: tem um tom de cadáver (mais claro que o ivory) que assenta como uma luva nas minhas trombas, o que, para uma base de supermercado, é de se lhe tirar o chapéu.

Claro que não é uma base de qualidade profissional, por assim dizer. Está longe do acabamento acetinado ao toque e mate de uma base 'poderosa' (no rosto e na carteira). Obviamente que a cobertura total é um bocado relativa, principalmente quando comparado com outras marcas (assim de repente, com o Pro Longwear Nourishing Waterproof, da MAC - quase me caiu o braço por ter de escrever um nome tamanho - ou o miraculoso Dermacol), mas não está nada mal para o preço e segmento.

Adoro-a e cheira-me que vou ser muito feliz com esta pequena pérola de pobreza recentemente descoberta.



Agora que já espalhei ao mundo que sou uma indigente que não perde uma pechincha, daqui a nada, é ver-me a coleccionar cupões em dossiers, já posso voltar ao trabalho.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Meanwhile in Ergástulo - Parte Sétima

O meu patrão é tão velho, mas tão velho que quando se refere ao subsídio de Natal, diz que é uma lembrança.
Tal como a minha Avó dizia, lembrança de Natal.

Só faltava dizer que é pouco mas é de boa vontade, como se diz lá para aquelas terras de Sintra.



Estou rodeada de avestruzes ébrias.
Levantar de madrugada para ir fazer julgamentos - literalmente - para detrás do sol posto também tem a sua beleza.

Vão-se Foder Também Resulta

Para todos os atrasados que tenho o azar de defender em processos-crime que não ouvem o que lhes é dito, que não querem saber de nada, não têm medo de nada mas no fim choram como uns putos quando o juiz faz cara de mau:


terça-feira, 14 de novembro de 2017

E com esta brincadeira toda estamos a pouco mais de um mês do Natal e a minha pessoa, normalmente tão expedita e tão despachada neste departamento, não comprou um único presente.

Bem, é mentira, comprei um, mas já foi há tanto tempo que não tenho a certeza se não o terei incorporado nas minha coisas...

Portanto, chegamos quase ao fim de mais um ano concluindo aquilo que já venho concluindo há 10 anos a esta parte: estou velha e acabada.
O próximo passo é ver-me nos centros comerciais no dia 22 de Dezembro, qual velha que não tem mais nada que fazer senão andar no meio da confusão, a comprar a primeira merda que me aparecer à frente para despachar a coisa.

Tristeza...

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Doce Sabor

Não será certamente segredo para ninguém que me custou horrores sair da espelunca antiga maioritariamente por causa das pessoas que deixei para trás. Particularmente, uma pessoa, a minha companheira de desventura e infortúnio em terras da Mitra Land.

Não será, também, certamente, segredo para ninguém que recentemente trouxe para o Ergástulo essa pessoa que me fazia mais falta, mais que não seja porque o publicitei aqui.

Numa feliz coincidência, acaso do destino e golpe de sorte, houve falta de pessoal. Assim que pude, fui buscá-la, e agora somos companheiras jurídicas na Metrópole.

Porém, é preciso também esclarecer devidamente, não foi só pela bondade do meu coração que o fiz nem somente pelo gosto de trabalhar ao lado dela, enquanto profissional.

Também o fiz por satisfação pessoal.

Pela desforra.

Por vingança, vá.

Sempre achei que o que aquela gente merecia era ficar sem ninguém de um dia para o outro, esperando que quando se vissem sozinhos pudessem repensar as suas condutas.
Sempre achei que já que não queriam saber das pessoas para nada e, para eles, não éramos mais do que um peso na estrutura, um custo que era preciso eliminar, mas valia fazer-lhes logo o serviço e bater com a porta.

Sempre achei que o que eles mereciam mesmo era, vá, foderem-se à grande.

Pelo que ouço, está mesmo a acontecer, a foda é de facto grande.



Não serei directamente responsável por tal evento. Talvez indirectamente. Talvez, só.





Não conseguem ver, mas tenho um enorme ar de satisfação ao escrever estas últimas linhas.


Não presto.

Um Ano de Rebento

Isto tem andando tão mau que até deixei passar uma data importante.

Há coisa de um ano (e vinte e quatro dias), depois de uma saga com as 29 horas mais dolorosas da minha existência, nasceu um bebé, parecido com um torresmo, mas a coisa mais fofa da vida.

Desde esse dia até agora, tem governado a minha vida de um forma incrível. É um caminho um tanto sinuoso, mais para os pais do que para os filhos, com constantes dúvidas, angústias e medos, mas numa constante aprendizagem no que a procedimentos infantis diz respeito. Já não se imagina a vida sem aquela coisa ruiva a mexer em tudo e a correr atrás de nós para onde quem que vamos.

Deu-me uma riqueza interior enorme que nem sabia existir e tem-me ensinado muitas coisas, daquelas lamechas e melosas, que não vou descrever porque já estou quase em coma de açúcar.

Tem sido uma viagem impressionante.
Suspeito (e espero) que seja assim durante muitos, muitos anos.


Lá porque a Judicatura nos bate fortemente na cara que nos deixa incapacitados não quer significar que nos deixe mortos para o mundo.

Vamos lá acabar com esta letargia da porra!

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Isto é uma Vergonha!!!

Quase um mês sem pôr aqui os pés!
Mas que é isto??

Isto, meus filhos, é a judicatura a atingir em cheio nas trombas, com o seu punho de aço, o jurista incauto e francamente estúpido, que julgava que vir trabalhar para a metrópole era equivalente ao regabófe de trabalhar na província.

Ora toma lá, que é para abrir a pestana.

Enquanto isso, feliz dia das bruxas.