segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Morte ao Sol
Porque esta é das minhas músicas preferidas, e é perfeita em todas as ocasiões, mesmo em dias que incluem refeições capitalistas e conspurcações de carros novos.
Não Me Esqueci Disto
Prega partidas nada bonitas de se ver.
Deixa qualquer um sem vontade de respirar.
Ensina coisas que não se gosta de aprender.
Mas continua-se, mesmo que as correntes se nos enrolem nos pés, porque a vontade está lá sempre.
Enfim.
segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
Nas Nuvens

Excelente realização, como não podia deixar de ser, vindo de quem vem.
Embora previsível, as interpretações compensam largamente.
Clooney grande.
domingo, 24 de Janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
Whatever
Ya, isto é mesmo coisa de gente altamente qualificada em advocacia de bancada.
Qualquer pessoa que tenha estudado 5 anos numa instituição ensinadora de leis percebe perfeitamente que, desde Introdução ao Estudo do Direito até DIP, passando por Reais, Obrigações ou Teoria Geral, o Direito está tão cheio de lógica como o Alqueva de água.
Pois sim.
Pergunta do Dia
Exactamente.
Liberdade 21.
segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
Nine

Excelente filme, apesar de, inicialmente, a música não cativar.
Porém, depois de passarem os primeiros minutos, para além de a música ser espectacular, a profundidade da mensagem a passar salta à vista.
Vale mesmo a pena.
quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
Já Que Toda A Gente Fala Nisto, Também Quero
Anda meio mundo a fazer trafulhices e a cometer crimes, e o resto do mundo indigna-se com a possibilidade de pessoas do mesmo sexo quererem casar.
Sim, e depois?
Qual é o grande problema, afinal?
Ah e tal, mas se dois homens ou duas mulheres casarem isso já não tem nada a ver com a concepção tradicional do casamento.
Sim, e o casamento foi sempre tradicional, não querem lá ver?
Sim, porque a verdadeira acepção de tradicionalismo material do casamento sempre houve, não é? Nunca se ouviu falar em divórcio, bigamia, nem abandono do lar e dos filhos, nem de gente que bate na mulher/homem, ou de quem vai comprar cigarros ou despejar o lixo e nunca mais volta. Isto também é tradicional, verdadeiramente. Duas pessoas que nem chateiam ninguém que querem casar e só porque são dois homens/mulheres já não podem porque já não é tradicional. Pois.
Ah e tal, o casamento homossexual não se enquadra na figura jurídica de casamento que temos no ordenamento jurídico português; vai contra o estipulado no artigo 1577ºCC que pressupõe casamento como união entre duas pessoas de sexo diferente, e depois o 1628ºCC que prevê a inexistência do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Digo eu, quando não há vontade todas as desculpas valem para não se fazer. Pois, onde é que já se viu revogar artigos do CC? Ou criar uma nova figura jurídica que abranja esta realidade?ah, dá trabalho, não é? E mexe com o poder instalado. Pois, já se está a ver.
Tudo serve de desculpa para não mudar o que já esta feito. Quando não interessa, a desculpa é que a lei não deixa. Mas mudar alguma coisa da lei para que todo o direito se adapte à realidade da sociedade, está quieto. É o direito que de adapta aos homens e não necessariamente o contrário. Que se saiba a sociedade, conforme as necessidades, regula o direito de forma a assegurar a vivência em comunidade; mas quando não se quer fazer nada, não vale a pena. A preguiça e o poder do comodismo ganham sempre.
Já agora, também me apraz dizer que tais disposições do CC são inconstitucionais porque violadoras do principio da igualdade, o direito a casar e a livre autodeterminação da personalidade. Pois, e então?
Ah, mas se toda a gente casa com outros do mesmo sexo não há procriação.
Exacto. Que político é que isto me faz lembrar?
O casamento serve só para fazer filhos, toda a gente sabe. E as mulheres são vacas parideiras, pois. E o homem coça a barriga enquanto a mulher faz o jantar. E arreia-lhe quando entende. Porque casaram só para dar filhos à terra, o resto é paisagem.
Se este é o fundamento do casamento e uniões similares, já agora propunha que se fizesse um registo das pessoas que querem unir as suas vidas para fazerem testes de fertilidade; às pessoas que tivessem problemas era-lhes vedado o casamento. As que já estão casadas ou unidas por via similar e que ainda não têm filhos, pagam uma coima e o casamento é considerado inexistente. Que tal, hã? Democrático, não?
Ai que exagero. Não. É até onde vai essa premissa da procissão e do casamento.
Ah, mas se deixarmos casar, como não podem ter filhos, querem adoptar. E as criancinhas não têm ambiente para crescer saudavelmente, vão sair todas tortas.
Até posso concordar que as crianças precisem de uma figura paterna e outra materna, mas concordemos também que já há uns anos valentes que as coisas não se passam bem assim. Quantas famílias monoparentais existiram ao longo dos séculos? Quantas existem agora?Quantas pessoas são criadas por outras pessoas sem ser os pais? Quantas foram criadas em instituições?
São todos tortos e mentalmente perturbados?
Quantas crianças têm os pais divorciados e passam a vida entre cá e lá, na casa de um e outro?Quantas pessoas foram abandonadas por um dos pais, pelos dois? São psicopatas? Doentes?
Quantas crianças vivem com os pais mas têm vidas miseráveis por tantas razões? São todas delinquentes, malucas, gandins?
Parece que terão de arranjar provas científicas de que ser criado por homossexuais é prejudicial. Se calhar acham que as criancinhas ficam gay também...
Ah e tal, mas tem algum jeito um homem com um homem e uma mulher com uma mulher?
Curem-se .
Já é altura de as pessoas não discriminarem as outras pessoas ( da mesma espécie, 'tão a ver?) por causa das escolhas de cada um. Os homens ( leia-se humanidade) são livres e esclarecidos.Já é tempo de respeitar a diferença e deixarem de fazer figuras tristes a julgar o que os outros fazem na intimidade.
Ai o preconceito, o preconceito...
Proposta de solução para a questão:
- perceber que é uma de igualdade
- perceber que é uma questão de escolha, a que todos têm direito
- perceber que cada um faz o que lhe apetece e que ninguém tem nada a ver com isso, a não ser que chateiem terceiros; não parece que seja o caso.
quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
Pergunta do Dia
Porque é que os homens são parvos?
Ninguém sabe.
Grande mistério da vida.
Mas...
Pode adiantar-se uma tentativa de resposta:
Nascem assim, não há remédio, o que se desdobra em:
- defeito de fabrico
- defeito genético
- propensão para o disparate adquirida na infância devido a trauma
Pergunta do Dia
Porque, mesmo cheios de sono, não resistem ao cheiro do frango. Por isso, plantam-se debaixo da mesa, à espera que chova uma asinha ou duas, enquanto vão cabeceando, sonolentos.
Ai Sim?
E você?
Fúria Divina

História interessante, actual, pertinente, pela mão de José Rodrigues dos Santos.
Não conhecendo o resto da obra do senhor, percebe-se que é um autor experiente nas andanças de Tomás Noronha e seus mistérios por decifrar.
No entanto, há um pormenor que salta à vista: o senhor escreve como fala. Linguagem e expressões orais são a ordem do dia. Bem que tenta ser o novo Dan Brown português mas não é muito bem sucedido.Tomás Noronha está para Robert Langdon como a Rua da Betesga está para o Rossio. A ideia, mesmo não sendo primordialmente essa, admito, até é louvável, mas fica muito aquém.
Uma história de suspense que prende o leitor, mas a quem a linguagem de telejornal desilude constantemente.
E o fim também desilude; passa-se um livro inteiro a acompanhar a história das duas personagens, Tomás Noronha e Ahmed, em paralelo, e no fim, Ahmed desaparece misteriosamente das páginas do livro e nunca mais ninguém o vê. Incoerente.
Todavia, é de louvar uma informação tão completa sobre o islão, da uma explicação para os fenómenos do fundamentalismo islâmico, fenómenos que para os ocidentais nem sempre estão à vista desarmada.
Dá para ver terroristas em todo o lado.
segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010
O melhor Chocolate Quente do Mundo

Pergunta do Dia - Adenda
Descobertas recentes mostram que as pessoas andam na faixa do meio a pastelar e a fazer ronha porque:
a) não querem ir trabalhar, por isso acham que se empatarem o trânsito o suficiente para criarem filas podem usar verdadeira e literalmente a desculpa de que chegaram tarde por causa do transito;
b) estão convencidas que é direito fundamental de todo o cidadão andar à velocidade maneirinha de 30 km/h nesta faixa e quem quiser ultrapassar tem as faixas dos lados para o fazer.
c) sentem-se quentinhos e protegidos com carros de ambos os lados.
d) eu ando onde eu quiser, esta merda é toda minha. Olé.
e) são uns bodes, simplesmente
Da Pequenez e Seus Efeitos
Qual é o problema dos homens baixos?
A baixa estatura afecta a capacidade cognitiva?
Quem nasce pequeno é parvo a vida toda?
Perguntas, só perguntas sem resposta alguma, sem solução que possa dar à ciência uma certeza de que isto seja nexo de causalidade, sou pequeno logo sou um estupor?
Comportamentos-padrão:
Grandes importunadores da humanidade ao longo da história eram baixotes : Napoleão, Hitler, Kim Jong Il ... Ou seja, observa-se um padrão de potencial para chatear grandemente elevado quando o homem é baixo.
Homens baixos insistem em dizer constantemente asneiras, piropos, comentários estúpidos e outras labreguices do género. Se estiverem calados, ninguem os vê, mas se disserem estupidez é fama na certa. Qual conversa inteligente, qual quê! Isso é para maricas.
Homens baixos não passam sem se atirarem a qualquer gaja que passe a pelo menos 300 metros das suas pessoas. Está-lhes no sangue a mania de ser macho latino que não passa sem mandar um cheirinho do seu charme para o gajedo em geral. Só fazem figuras mas quem é que os convence do contrário? Se estivessem calados ninguém reparava neles; assim, toda a gente vê como são estúpidos. É justo.
Homem pequeno tem sempre a mania que é a melhor foda do pedaço. Gabarolice é palavra de ordem. Quando se ouve alguém bradar aos céus que faz, acontece, tece, e desmanda em assuntos de cama, mesmo que não se veja a cara, ok, é homem e não mede mais de 1,69m.
Homens pequenos tem dificuldade em ouvir um não. Insistem, insistem, argumentam, tornam-se chatos. O facto de terem uma estatura baixa impele-os a insistir e a argumentar chata e melgamente até que a sua vontade seja cumprida.
Homens baixinhos repetem constantemente uma piada que teve graça há dez anos atras. Como tiveram sucesso anteriormente, acham que a receita milagrosa se vai repetir para sempre; logo há que usar sempre a mesma fórmula, sendo fiel ao principio de não mexer em equipa vencedora.
Homens baixinhos gostam de andar com um passo gingão para mostrar agilidade, virilidade, energia, qualquer coisa. Na verdade, parecem deficientes e vitimas de avc. No entanto, parecem achar tudo muito sexy e engraçado. Pois claro.
Moral da história : homens de baixa estatura tem um grande e perfeito complexo de inferioridade. Afinal, tudo o que se diz sobre os homens não se medirem aos palmos e sobre o valor da conduta e da personalidade não passam de uma grande mentira. Tretas!
Homem que é homem tem de ter palmos que se vejam, bater com a cabeça nas nuvens, ir ao figo sem levar escadote. Quem não tem nada disto, faz por ter, mesmo que tal implique ser o maior estrupício de sempre.
Obviamente. Ter cérebro não conta para nada. Desde que se meça 1,90m. Ter talento é irrelevante. Desde que se tenha altura de homem.
Se ninguem os discrimina, para que têm os homens baixos de se armar em otários?
Ou será que (ainda) descrimina?
Obviamente. Toda a gente sabe que é mais importante ser-se alto e burro do que baixo e instruído.
Conheço uns quantos baixotes que assim pensam.
Com Esta Idade Já Devia Saber Como Funciona O Mundo
Coisas que ficam para a vida toda.
Lições, portanto.
Aprendi que as pessoas que têm dinheiro, pelo menos algumas delas, não passam bem sem que se exibirem grandemente, espalhando aos quatro ventos que, literalmente, querem, podem e mandam; basta que tirem uns trocados em notas roxas da carteira e tudo se resolve, tudo é executável, tudo é possível.
A bem da verdade, não é bem uma aprendizagem, ver este tipo de premissas acontecer; é mais uma constatação de facto. Já se sabia que existia, sempre se ouviu falar, sempre se ouviram histórias, porém nunca se viu verdadeiramente como são feitas as coisas. É o que dá ser-se teso.
São assim.
Saca-se de uma nota do bolso e pronto.
Tudo bem até aqui; quem tem o papel é que manda no mundo. Premissa mais que aceite.
E o exibicionismo? Também é parte integrante?
Também vem acoplado com as posses?
É necessário para que exista?
É. Obviamente, então, não se está mesmo a ver?!
Para quê ter se depois não se pode mostrar? Para quê andar a armazenar se depois não se pode andar por aí a mostrar ao mundo e ao resto da ralé que nem para comer tem que se pode fazer tudo, tudo comprar, tudo ter?
Nada teria o mesmo sabor, o mesmo prazer. Interessa mostrar que se tem. Para ter escondido é o mesmo que passar por pelintra.
Sim, porque isto de andar a fingir que se tem é coisa que já não interessa a ninguém.
Fingir que se é de posses, todo o pelintra finge. Ter e poder já é diferente.
O que interessa ir comer a um sítio de enfardamento se se pode ir a um sítio que sirvam trufas amarelas que enchem 1/5 do prato?
Interessa que se pode de facto entrar num sítio destes, alapar o rabo, comer com requinte, mas o mais importante, pagar a conta, no fim, sem pestanejar.
Enquanto se exibe alegremente todo o ouro armazenado algures. Enquanto se exibe o quanto já se fez, mesmo que nada disso esteja visível. Enquanto se exibe orgulho no que se tem, quanto vale, quanto mais se pode ter.
Numa conclusão nada a ver com comunismos e afins, é triste.
Triste que se faça mais por exibicionismo do que por poder fazer. Triste que ter já não basta, é preciso exibir. E não é exibir para mostrar que se tem aos que têm também. É triste porque se faz para mostrar que se tem aos que nada têm e não conhecem a realidade. É triste, porque para além de exibicionistas são umas bestas capitalistas.
O meu existencialismo é particularmente negativista. Todo negro e negativista.
Quando mais vivo, mais percebo que não há futuro nenhum na raça dos homens, que só não se comem vivos, literalmente, porque se convencionou que não dava jeito nenhum. Porque de resto é aquilo que fazem, figuradamente.
O mundo é um buraco negro sem fim que suga o que de bom existe nas pessoas, que já é tão pouco, deixando-as sem esperança de que alguma coisa de bom possa ainda vir delas.
quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
O Símbolo Perdido

Oferenda de Natal, lido de uma assentada, deixou boa impressão, ao estilo puro de Dan Brown.
Tradução : grande especulação à volta do assunto, um grande mistério, uma grande conspiração, uma grande trama para derrubar o conceito de um mundo como o conhecemos e depois...
Não é nada. Fica tudo como está, nada é revelado a não ser o que já se sabe.
Parafraseando os Gato Fedorento num anúncio televisivo que passou há tempos, 'Labaredas enormes!!!, ah, era um fósforo...'
segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010
Adoro Gente Que Não Sabe Ler
É padrão, logo não está pormenorizado.
Está claro o que foi dito ou não?
domingo, 3 de Janeiro de 2010
Eu Leio Dan Brown A Mais
Perseguição do que era resguardado, com o que era reservado, e que agora é visto aos olhos de todos, de todos os que são um perigo para a sanidade, para a liberdade, para a integridade.
A idade adulta traz coisas positivas, mas também traz o que de mais nefasto existe.
Pessoas. Que não interessam, que profanam o espaço sagrado, que destroem tudo o que foi construído. Pessoas, o maior perigo da própria humanidade.
Assim é.
quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009
Ano Velho
Já está perto o fim do ano.
Passou a correr, pelo menos nesta última parte do ano.
Tantas e tantas vezes me queixei da vida, que não tinha nada para fazer, que era inútil, um parasita, uma verme sugador dos recursos parentais, e agora, só me apetece queixar das malditas horas a que me levanto, do trabalho que tenho para fazer, do sono que nunca vai embora por mais cafés que beba.
Inevitavelmente, tudo muda. Não há controlo sobre as voltas do mundo.
Enfim.
sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Feliz Natal!
Bona Mater Familias deseja a todos um grande e feliz Natal!
Encerramento das festividades neste blog nos próximos dias.
terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
Confissões de Quem Não Tem Férias na Semana do Natal
E porquê?
Porque as pessoas são previdentes e gostam de passar esta época no conforto do lar, e marcam uns dias de férias para esta altura.
E porquê?
Porque esta é uma época tramanda para andar na rua, está frio, e chuva e vento, e tal, é muito melhor ficar com o cu no fofo do que fazer pela vida.
Enfim, vidas...
sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
Pergunta (s) do Dia
Ninguém trabalha?
Não, pelos vistos, ninguém trabalha.
Logo, não há trânsito.
quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
Confissão é o reconhecimento que a parte faz da realidade de um facto que lhe é desfavorável e favorece a parte contrária
Pergunta do Dia
Pode ser uma hipocrisia, mas a verdade é que toda a gente responde da mesma maneira, mesmo que tal signifique mentir com quantos dentes possui na boca.
Crê-se que somente a partir de uma certa idade é que as pessoas perdem a vergonha de mostrar que não estão bem perante os outros, e respondem à pergunta com um "Olhe, muito mal", seguido de uma conversa interminável, de conteúdo cheio de queixumes e palavras cansadas de outra estirpe, normalmente sobre doenças, sintomas e afins, choradinho sobre a vida difícil, sobre a desgraça que se abate sobre a cabeça.
Antes disso, mentem.
Até porque ninguém tem nada a ver com os assuntos privados de cada um.
Pergunta-se se as pessoas não achariam que as outras pessoas, às quais perguntam se estão bem, se respondessem com a verdade, não as achariam ligeiramente perturbadas...
Parece que houve Terramoto esta Madrugada
Toda a gente fala nisto e não posso comentar.
Há umas semanas quando dei o alarme de terramoto, porque tinha a mesa de cabeceira a andar de um lado para o outro, toda a gente me chamou maluca e disseram que estava a sonhar.
Quando há acção a sério, estou a dormir.
Ora bolas.
Digno de Filme
Toda a gente se atira para as bermas e para cima das faixas ao lado para deixar passar os senhores que iam cumprir a lei e a ordem.
Dá-se conta que se é um ser desvastado pelo Direito em geral quando se dá pela coisa de pensar que tipo de responsabilidade do Estado poderia ou não haver se alguém se esborrachasse por causa do desvio que teve de fazer devido à pressa dos senhores moinas.
Enfim...
quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
Querido Pai Natal - Adenda
- Telemóvel - depois de anos de existência em comunhão, o telemóvel que possuía resolveu viajar para o mundo onde não há ecrã, só teclas. Logo, não dá para fazer nada, nem programar o alarme. Logo, preciso mesmo de um.
Carry On My Wayward Son
Ouvi esta música num episódio de Sobrenatural, e apaixonei-me.
O video não tem muita qualidade, mas compreende-se porque já é antigo.
Carry on my wayward son
There'll be peace when you are done
Lay your weary head to rest
Don't you cry no more
Once I rose above the noise and confusion
Just to get a glimpse beyond this illusion
I was soaring ever higher
But I flew too high
Though my eyes could see I still was a blind man
Though my mind could think I still was a mad man
I hear the voices when I'm dreaming
I can hear them say
Masquerading as a man with a reason
My charade is the event of the season
And if I claim to be a wise man, well
It surely means that I don't know
On a stormy sea of moving emotion
Tossed about I'm like a ship on the ocean
I set a course for winds of fortune
But I hear the voices say
No!
Carry on, you will always remember
Carry on, nothing equals the splendor
The center lights around your vanity
But surely heaven waits for you
Carry on my wayward son
There'll be peace when you are done
Lay your weary head to rest
Don't you cry (don't you cry no more)
Abstraiam-se das figuras dos músicos, por favor.
terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Acontece II
- os carros não arrancam com a 3ª engatada
- pelos vistos, é permitido andar de máximos ligados à noite no meio de uma 2ª Circular atafulhada de carros
- apesar de os computadores já não serem a pouca vergonha que eram, se não se salvar o trabalho, ele vai com os porcos
- os telemóveis também morrem e deixam um vazio no coração dos donos.
- podem pedir-se indemnizações basicamente por causa do caralho mais velho
- não tenho tema para o trabalho de Ordenamento Administrativo
Ai, ai...
The Sacrament
Porque no trânsito não há nada para fazer a não ser olhar para o tecto do carro, ouve-se música.
Encontrei um cd da Idade da Pedra de uma banda que sempre constou do meu espólio, desde as idades-pitas, e que foi recordado entre o percurso sempre amoroso do IC19.
Já me tinha esquecido das músicas que lá constavam.
Esta é uma delas.
Querido Pai Natal
Mas quero presentes, mesmo assim, porque sou filha de gente, como todos, e Natal é tempo de boa vontade entre os homens, e se não for, passa a ser. Se todos usufruem do capitalismo e do materialismo, porque não eu?
Assim sendo, gostaria:
1) Sapatos - é uma coisa que faz falta para que as pessoas não andem com os pés no chão. Além disso, a modernidade trouxe um ou dois modelos que realmente enchem o olho, e agora que sou obrigada a andar sempre como se fosse para um encontro com o Presidente da República devido à profissão, agradecia uns tamancos para me empoleirar. Desde que sejam a atirar para o preto e redondos, que sapatos de bico não servem para nada a não ser para matar baratas nos cantos das salas.
2) Livros Jurídicos - uma das desvantagens de ter sido aluna de Direito Público é que os meus livros e códigos da parte privada da Judicatura encontram-se todos desactualizados. Enfim, dizem que é uma mania da lei, que gosta de inovar e está sempre a mudar.
3) Gato - tenho saudades do meu, que se mudou para a Quinta das Tabuletas no Natal passado, deixando uma marca na alma e uma substituta de merda, que para além de maluca, ainda me bufa e se atira a mim.
4) Fuzilamento do Queixinhas - quanto mais tempo passa, mais o odeio. Está sempre onde estou de uma maneira ou de outra, e não há maneira de me livrar dele. Nem o romance com a subalterna o cura, bolas!
5) Perceber como funcionam certos artigos do Código Civil - como os animais ferozes e maléficos, as sebes vivas e o estilicídio. Não sei para que servem.
segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Só se Estraga uma Casa
No momento em que tudo parece bem, e há sinais que indicam que Queixinhas vai para o Ultramar, ao mesmo tempo surgem outras notícias.
Parece que anda romance no ar. Com o Queixinhas. Não eu, bolas! Mas parece que ninguém tomou muita atenção às aulas de Administrativo em que se falava das relações entre superior hierárquico e subalterno.
Como é possível que uma pessoa se vá conspurar desta maneira de livre e espontânea vontade...
domingo, 13 de Dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
First Day
- 9 horas quer dizer 9h15, a atirar para as 9h20.
- ter superiores hierárquicos não significa que tenhamos que tratar por senhor doutor.
- ter superiores hierárquicos não quer dizer que os conheçamos.
- mulheres nuas são vírgulas na vida de uma pessoa.
quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
Last Day Of Freedom
Nem indo por assuntos de galinhas, frangas e donos de capoeiras, rapidamente se descobre que não se pode estar descansado num canto da estação, a fumar calmamente um cigarro, que vêm logo 3 ou 4 drogados, não pedir tabaco, que tinham aos montes, mas contar a triste vida que levam. E acreditem, era mesmo triste, tão triste que põe uma pessoa a pensar.
Quando se pensa que não pode haver azar, há sempre uma ideia peregrina na cabeça dos outros que faz descarrilar o mais simples dos percursos.
Uma dúzia de escolas primárias enchiam a estação de metro da Baixa-Chiado, com muitos miúdinhos de mãos dadas aos berros mais as professoras que conseguiam berrar mais que eles. Agora que se olha para trás, percebe-se porque é que algumas pessoas são chanfradas e chega-se rapidamente à conclusão que só pode o trauma vir de trás, com tanta gente histérica a dar ordens a putos inocentes que nunca devem ter saído à rua. Vi um miúdo a ser arrastado por uma orelha para aí uns 20 metros porque deitou para o chão um papel de rebuçado. Apesar de ser reconfortante saber que há coisas que nunca mudam, entristece deveras saber que as pessoas que tomam conta dos filhos alheios não passam de ogres, aos quais só faltam as mocas, embora perceba que não precisem verdadeiramente delas porque distribuem alegremente chapadões como quem oferta roupa velha.
E depois enchiam de tal modo os 73745 lanços de escada rolante, de tal modo que não é possível passar, nem mesmo a pedir licença, e é preciso ir a pé. Os 73745 lanços de escada.
Quem raio leva os miúdos a sair em hora de ponta para os transportes públicos, homens do senhor?
Quando se espera uma tarde de amena cavaqueira, descobre-se que a fúria, afinal, não passa com uma mera conversa, e que ainda se sai de lá mais angustiado porque os problemas dos outros também não ajudam nada. Enfim.
No fim de uma aula secante, ainda se tem que levar com comentários sobre o trabalho honesto dos outros, que coitado estava um bocado baralhado porque o trabalho estava bom, estava bem preparado, mas que houve ali uma parte que deixou de se perceber porque misturou muita coisa e mais não sei o quê.
E se fosses levar no cu? Quer dizer, mata-se um ser a trabalhar para os outros estarem a brincar na hora da apresentação, a tirar macacos do nariz, a mandar papéis e a falar como os putos do infantário, e depois ainda vem com conversas instritivas sobre a labuta dos outros. Quando os outros apresentam os trabalhos sentados, de costas para toda a gente e a ler dos apontamentos, está tudo muito bem; quando se tenta fazer uma coisa como deve de ser, é isto. Ainda por cima vindo de uma coisa que nem ler sabe. Reconfortante...
Para finalizar um dia em beleza, nada como ter um carro atravessado atrás da viatura própria, atravancando a saída. E nada como ficar à espera que alguém se lembre que tem a puta do carro no meio do caminho. E de onde vem o senhor, todo indignado, depois de se perder a paciência e buzinar? Do café, onde estava a beber bejecas com uns trolhas iguais a ele. Simpatia.
Se assim caba a vida velha, imagino como será a nova vida que aí vem...
O mesmo de Sempre
Por mais que se tente, que se esforce, que se dê tudo o que se tem, a galinha vizinha vai continuar a ganhar todas as competições, a ser a melhor, a ter cabeça de génio, enquanto que a franga cá do sítio é sempre a mesma merda.
Desde que a galinha vizinha chegou que não há descanso, só há comparações.
Desde que a galinha fantástica apareceu, a franga passou de bestial a besta em 3 segundos.
Desde que a galinha brilhante surgiu, a franga é relegada para segundo plano, para ser a enteada .
Nunca vi ninguém a fazer estas figuras com as galinhas dos outros.
Muito menos a fazer isto às frangas caseiras.
Qualquer dia canso-me e deixo mesmo de escrever em críptico; talvez nesse dia haja uma revolução frangueira.
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Diligentia é uma Exibicionista
Doces não de faltarão.
Andanças culinárias que resultaram nisto.
Não são pinhões, são amêndoas.
Oh deus, um blog culinário...
segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Miséria
Será possível que com a quantidade de pessoas que andam pelas ruas ainda não haja uma ruptura total de stocks de tudo o que é comprável?
Por mais que se fusse um dia inteiro nas lojas, falta sempre qualquer coisa, não há o meu nº, não era bem isto que eu queria comer, tem espinhas, não gosto?
Bolas...
Das Sucessivas Entrevistas Para Trabalhar Para Um Qualquer Que É A Vergonha Da Profissão
Agem como se toda a gente tivesse a obrigação de largar tudo o que têm em mãos para ir atender os desejos de suas majestades.
E ainda, como diz um progenitora que eu cá sei, andam a fazer pouco de quem trabalha. Tudo é feito à revelia, tudo é feito com pouca honestidade e depois ainda se tem que ouvir as desculpas esfarrapadas para o que está mal feito. Mas os outros continuam a ter que largar tudo para ir atender os senhores.
Fosse eu a fazer uma coisa assim e caía o Carmo e a Trindade, e ainda era capaz de tremer a Baixa e o Rossio.
Mas não.
Como são os outros, e são os que têm a posição de superioridade, há que comer e calar.
Isso é que era bom.
domingo, 6 de Dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Questões Existenciais II
Exemplo 1 : quando um membro da família, a cair de podre, pergunta pela enésima vez, o que se está a fazer presentemente. Quando se responde que se está a fazer mestrado, ouve-se de volta qué isso e para que serve? Depois da explicação, percebe-se que o idoso ficou na mesma e larga aquilo que tem vontade de dizer desde o início, que mestrado é uma maneira de não fazer nada.
Resposta que se devia ter dado, sem hipótese de contraditório : ando a roubar e a vender-me nas ruas para um dia mais tarde ter dinheiro para abrir uma casa de putaria só minha e ter negócios escuros de outras estirpes.
Exemplo 2 : quando se tenta, em conjunto, decidir um lugar para calma e alegremente jantar e trocar prendas de Natal com os amigos do costume, mas ninguém chega a um consenso porque o que é sugerido tem espinhas, serve a carne crua, servem animaizinhos inocentes, tem baratas, tem casca.
Solução : cada um leva uma marmita com a sua comida preferida pré-aquecida e juntamo-nos num parque de merendas.
Exemplo 3 : quando surge um episódio de herpes labial, como se diz nos panfletos da farmácia, há sempre um estupor que se ri.
Resposta pronta : havias de ter mas era um herpes de 15 dias no rêgo do ass, para ver como elas te mordem.
Pergunta do Dia
Resposta:
Não há.
Este é um dos grandes mistérios da vida.
quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Licença sabática para um trabalho que já devia estar feito e outro que nem sequer se pensou.
A existência inteira feita de esperas, depois dos feriados, não sei dizer, depois logo se vê, depois falamos.
Vidas
Tanto tempo que se passa a dizer mal de certas aplicações virtuais de certos catálogos de gente, também eles virtuais e depois é só vê-los agarrados às galinhas que não põem ovos e às aboboras que não crescem.
É como ter um Tamagochi.
Miséria
terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Questões Existenciais
Queixinhas
Como só me apetece cortá-lo aos cubos e metê-lo dentro de uma 123...
Como desejo ardentemente encontrá-lo sozinho num corredor escuro, e não seria para o afagar, mas para lhe fazer coisas que fariam com que Dexter fosse um menino de escola ao meu lado...
E no entanto tenho que levar com ele, em todos os lugares, já não se pode andar descansado que vem logo aquela aventesma chatear e empestar o ar com a sua peçonha.
Porco.
Presunçoso.
Seboso.
Cão.
Palhaço.
Como odeio aquele homem...





