sexta-feira, 21 de julho de 2017

Fiquei chocada com o falecimento de Chester Bennigton, confesso.

Linkin Park não era propriamente a minha banda favorita, nem nunca foi, mas fizeram parte da minha adolescência e são um marco incontornável dentro do género. Numa altura em que a cabeça não dá para mais, as letras a roçar a auto-comiseração, a injustiça dos marginais e a incompreensão por parte dos pares faziam todo o sentido.


A partida de um artista deixa sempre o mundo, e a música em particular, mais pobres, ainda para mais nas circunstâncias trágicas.

Calou-se uma boa voz, que marcou uma geração inteira e que, não obstante, será sempre recordado e cuja obra perdurará.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Ai Sim?

Constato que sou uma saloia acabada de chegar da província quando fico positiva e verdadeiramente estupefacta com o facto dos autocarros, que na minha terra se chamam carreiras, em Lisboa passarem com uma periodicidade aproximada de 10 minutos.

Isto é, para mim, absolutamente espantoso.

Nunca naquela terra do demónio um autocarro passa com menos de meia hora de espera.
Nunca.
Mas mesmo nunca.
Acreditem porque sou um ser que passou muitas horas da sua vida à espera do autocarro para detrás do sol posto.

Portanto, vir parar à metrópole, andar de autocarro na metrópole e chegar em menos de um fósforo a qualquer local na metrópole é sinónimo de espanto.



E você?

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Apetece-me Grandemente Ser Porca #61

A porca que me mim habita não deixa de sentir um piquinho de felicidade quando nestes dias de verão, em que meio mundo está de férias, a curtir a praia e o sol, começa a chover como se não houvesse amanhã.

Claro que ninguém tem culpa que a minha pessoa não tenha férias, mas não deixo de achar que é extremamente bem feito e profundamente democrático.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Confesso que tenho algumas saudades dos tempos que passei na Comarca da Mitra Land.

Apesar de não querer voltar nem perder muito tempo a pensar naquela abécula obesa, que parece que ficou muito tristonha com a minha partida, vamos todos dizer ooooooohhhhhh que pena, fosses antes para o caralho, e de ter todas as saudades do mundo das pessoas que lá deixei, ainda penso, mais do que devia, é preciso acrescentar, nos tempos bons que tive. Isto antes de ser acometida com as memórias de todas as barbaridades que aquele filho de uma vaca me disse durante todos estes anos, maneiras que depois passa-me logo.

Ai Sim?

É muito triste ser-se estúpido.
Mais triste ainda é ser-se estúpido e andar-se permanentemente a dormir em pé. porque ir à porra da cozinha beber uma porra de um café dá muito trabalho e ainda faz cair os parentes na lama, segundo se ouve dizer.

Por isso é que se passa uma manhã inteira a ligar para um Agente de Execução que, filhadaputa, deve estar de férias, todo esticado na praia e não atende... Pois, não atende porque o número para o qual se está a ligar não é mais que o NIF do desgraçado e não o número de telefone.

A partir de agora, o mote diário passa a ser: beber café antes de começar a trabalhar. Sem falta. Haja o que houver.


E você?

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Está Mesmo Quase!!

Meanwhile in Egástulo - Parte Segunda

Tenho um patronato tão ilustre, tão ilustre, mas tão absolutamente ilustre que, para se armar em frente ao proletariado, começa a falar espanhol ao telefone como se fosse um conde de um sítio qualquer. Todo recostado na cadeira, perna cruzada, ah e tal sou tão bom que meto nojo. E um bocadinho de dó, vá.

Coisinha idiota e ridícula.
É muito triste andar-se na rua a falar como um cobridor num filme pornográfico, mas enfim.


Por enquanto, ainda só tenho vontade de rir.

Queixume Pós Gestacional # 14

A porra de ter filhos é que os putos ficam doentes, cheios de febre, cheios de pintas, meio tristes, rabugentos, chatos e sem vontade de dormir e os pais não dormem de preocupação.
Quando já se está a ver que não passa, agarra-se em tudo e corre-se para o médico, já a pensar que o menino nunca mais vai voltar a ser o que era antes, já a pensar na tragédia, já a pensar em tudo e mais um par de botas.


Para depois as andorinhas dos filhos chegarem ao pé do médico aos pulos e pinotes, sempre a rir, a fazer gracinhas para toda a gente, com um vigor que parece que acabaram de acordar, só para deixar os pais mal vistos.
Que figurinha triste, deuses...

Raça do puto...



Gosto imenso desta versão pelos Postmodern Jukebox e, maravilha das maravilhas, é perfeitamente adequada às envolvências.


Vai uma pessoa descansadinha, na sua vidinha, a falar para dentro com os seus botões, quando vê um banco de metal, daqueles grandes onde se conseguem sentar diversos cus sem incomodarem ninguém.

A pessoa vê o banco e pensa, é mesmo aqui que me vou sentar a fumar um cigarro. Ainda por cima sem ninguém à volta, sem ninguém lá sentado, é mesmo isto.

E assim fez. Senta-se numa ponta do banco e acende aquela coisa que um dia a vai matar.
Está assim, a pensar na morte da bezerra, quando começam a aparecer outras pessoas e também se sentam no banco.
Sentam-se longe, como está bom de ver, mas mesmo assim a pessoa fumante continua sem incomodar ninguém, visto que o fumo expelido é direccionado para outras paragens.

No entanto, e apesar de entre a pessoa e os outros haver um fosso, como se ninguém se quisesse aproximar e apanhar a peçonha fumegante, começa a ouvir-se uns espasmos, umas tosses estranhas, um constante abanar de mãos, como que para afastar o fumo que não está a ir naquela direcção. Tanto que a pessoa se sente compelida a levantar-se a ir fumar para outro lado.




Quer dizer, EU é que cheguei primeiro, EU é que estou sentada numa ponta do banco, feita leprosa, para não incomodar ninguém, as avestruzes de merda chegam depois e ainda se queixam, quais virgens ofendidas, e EU é que me levanto e me vou embora.


Não me venham falar em democracia nos próximos tempos.

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve


Começou bem e acabou ainda melhor. Scarrow sabe prender o leitor às suas palavras.
Fico deveras contente por constatar que escreve tão bem sobre Napoleão e Wellington como sobre Cato e Macro. Confesso que depois do último que li dele fiquei um pouco decepcionada, achei que escrever sobre temas fora do universo Romano talvez não fosse bem a praia de Scarrow.
Enganei-me redondamente. E ainda bem.

Muito bom!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sou, assumidamente, má, porca e mal intencionada, mas adoro, ADORO quando a antiga entidade patronal me liga, o que tem acontecido frequentemente, é preciso dizer-lo sem medos, a perguntar coisas dos processos que eu tomava conta.

É impressionante a quantidade de vezes que aquele homem me liga a perguntar porras que rapidamente descobriria se se desse ao trabalho de abrir as pastas. Ou os códigos, já agora.

Podia ficar contente de saber que, no fim das contas, lhe faço muita falta (fico um bocadinho, vá...), mas fico ainda mais triste - a palavra correcta aqui é fodida - quando percebo que aquela avestruz de merda não sabe nem quer saber dos processos que tem e que o dinheiro que ganhava com eles era todo para ele. Para mim, que os trabalhava e os conhecia, só sobravam as migalhas.


Afinal, devo ter muito pouco com que me entreter nesta nova vida se ainda arranjo tempo para pensar nestas merdas e como isto, afinal, ainda me afecta.




Não sou boa da cabeça.

Não É Por Falta de Vontade

Tenho andado um bocado atarantada com a nova vida, essa é a verdade.

Se antes podia chegar tarde mas tinha que, necessária e obrigatoriamente, sair tarde, agora chego cedo e saio igualmente cedo (pelo menos por enquanto), mas no entretanto não há tempo para grandes pausas.

Pausas nenhumas, a bem da verdade.

Aqui, não se pára para comer um lanchinho a meio da manhã ou tão pouco a meio da tarde. No outro lado, era um regabofe nesse aspecto, se quisermos ser abonadores da verdade, havendo, claro!, o reverso da medalha: ficar a trabalhar pela noite dentro e ouvir bocas do patronato sobre a quantidade de comida que consumíamos (que nem sequer era do escritório, era nossa) e em como esse facto influenciava as contas da água por causa das vezes que íamos, a seguir, à casa de banho. Bolas, ao escrever isto é que me apercebo das enormidades que ouvi ao longo destes anos todos... Enfim, adiante.

Não se vai para a sala uns dos outros alapar o cu e conversar. Quer dizer, até se vai, mas é de fugida porque há sempre alguém a passar e a ouvir a conversa, ainda para mais, e porque o chão é todo alcatifado, não se ouvem os passos, maneiras que estar a falar mal do patrão ou a conspirar para tomar esta porra de assalto e estar quem manda mesmo atrás é o pão nosso de cada dia. No outro lado, também, agora que me lembro disso... A única vantagem era que o chão era de madeira e quando se ouviam passos era ver-nos a fugir como as baratas da chuva.

Não há cá pausas para cigarros, a não ser que se queira levar com trombas do patrão o resto da semana. Esta, confesso, foi uma facada no meu coração. Muito bom para a minha saúde, claro, mas muito mau para o meu vício. Não há janelas abertas porque simplesmente não se abrem as janelas no centro de Lisboa, como fizeram questão de me dizer logo no primeiro dia, por causa dos pombos, que gostam de entrar pelas casas dentro e espalhar a sua peçonha onde tocam. Num escritório tão grande, em que há mais do que uma sala vazia, ninguém se lembrou de fazer de uma delas uma bela sala de chuto, só para fumadores. A bem da verdade, só para mim, que sou a única que fuma. Já percebi porque é que não há sala de fumo, tudo bem.

Maneiras que o pessoal aqui trabalha ininterruptamente, sem levantar a cabeça, sem se desviar do objectivo e sem se distrair com coisa alguma. O que é bom. Acho que nunca fui tão produtiva. (quer dizer, agora não estou a produzir, mas é só porque estamos sem sistema informático)


Nem tudo é mau, portanto.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Da Inveja Boa

Alguém, algum dia, quando não tiver nada que fazer, poderá explicar-me o fenómeno da sexta-feira: não está ninguém na rua.

Ninguém.
Ninguém na estrada.
Ninguém no metro.
Ninguém no comboio.
Ninguém no estacionamento.
Ninguém.

Onde andam as pessoas à sexta-feira?
Não vão trabalhar?

É que se não vão, digam-me lá para onde é que se manda CV para trabalhar numa empresa dessas, que eu também quero.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa

Hóme: Onde está a chucha do miúdo?
Melher: Deve estar no berço.
Hóme: Não está. 
Melher: Ele adormeceu com ela. Tem de estar lá.
Hóme: Não está. 
Melher: Então deve estar caída, lá para trás do berço. Já procuraste?
Hóme: Já. Não encontro.
Melher: Já afastaste o berço? Pode estar caída mesmo por baixo e só vês se tirares o berço da frente.
Hóme: Já fiz isso e não está. Não está em lado nenhum.

Melher vai ao quarto do miúdo, afasta a porra da cama e encontra logo a porra da chucha. 
Melher ri-se muito. 
Hóme todo fodido.


Sou Só Eu Que Me Rio Destas Coisas?

Não é só a praticar advocacia de província que se encontram estas pérolas:

Hoje, naquela terra do demo, é feriado. E portanto eu, como boa preguiçosa que sou e gosto de ser, estou a morrer de inveja dos meus colegas que estão alapados, a esta hora, nas suas caminhas, enquanto eu não tenho outro remédio senão vir trabalhar, ainda por cima numa terra onde nem sequer há queijadas.


Foda-se mais a isto.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Meanwhile in Egástulo - Parte Primeira

Esta é uma casa esquisita, é ponto assente. Uma casa estranha, cheia de pessoas bizarras com comportamentos fora do normal, que não se encaixa em coisa alguma antes vista.

Tendo esta informação presente - e bem presente - é preciso começar por referir que o chefe da aldeia dos macacos, ele próprio um gorila muito velho, não faz nenhum.
Nada. Zero. Niente. Nicles. Ponta. De. Um. Chaveiro. Um boi. Nada, porra, mesmo nada.

Chega de manhã, anda a cirandar pelas salas de toda a gente a perguntar o que é que se está a fazer, o que é que há pendente, manda uns bitaites e depois vai para a sua salinha, onde se entretém a abrir e fechar os armários muitas vezes (aparentemente é uma actividade que faz muito bem aos ossos) e depois senta-se na sua poltrona a olhar para o vazio.


Isto é verídico, não é um queixume engraçado com umas piadas parvas cá pelo meio, como é meu apanágio. É mesmo verdade. Tenho visto isto todos os dias.
O senhor fica uma manhã, uma tarde, um dia inteiro sentado no sofá a olhar em frente, admirando a beleza da cor das paredes. Ao meio dia e dez vai almoçar, que a terceira idade não é digna desse nome se não almoçar ao meio dia e dez. Leva três ou quatro discípulos fiéis, os outros não, que a ordem não é rica e não há dinheiro para gastar em almoços para a ralé.
O seu telefone toca muitas vezes; imagino que seja a mulher a perguntar-lhe se quer sopa de feijão para o jantar. Ou a perguntar-lhe se sabe onde pôs as chaves da arrecadação que precisa de ir lá buscar o regador e não sabe onde as pôs. Ou a dizer-lhe que não se atrase que hoje quer ver a Gala da Solidariedade dos Incêndios.

Isto é só o que vejo. Faria se me pusesse a escrever sobre aquilo que sei... (tendo esse conhecimento sido adquirido na pendência de coscuvilhice fora do horário de expediente). Mais tarde, talvez.


Por agora, meditemos apenas na introdução do texto que é, no fundo, a sua conclusão: este gajo não faz um cu.
Agora que já interiorizámos isto nas nossas cabecinhas, demos um passo em frente e perguntemo-nos como é que se gere uma sociedade desta dimensão sem mexer uma palha...

Já se está mesmo a ver a resposta, não é?




Continuo Aqui

Longe do que sempre conheci, repleta de saudades de quem deixei para trás e com uma fome de queijadas que só visto.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Neste egástulo onde ninguém fala, ninguém se ouve e ninguém faz, por qualquer motivo, mais barulho do que aquele que seria aconselhado numa missa de velório, espirram tão alto e tão desordeiramente que mais parecem galinhas a cacarejar para pôr ovos.
E como a casa é tão grande que até parece que faz eco, fica o espirro a pairar no ar uns segundos, até desaparecerem  os átomos do som.
Continua tudo na sua vidinha como se nada fosse, como se não tivessem acabado de expelir um frondoso pinheiro pelo nariz; a ninguém parece estranho que na casa do silêncio caiam bombas nasais de quando em vez.
Pelos vistos sou a única a quem isto parece bizarro.



Lá está aquilo que vislumbrei logo nos primeiros dias: o local muda, mas a maluqueira é exactamente a mesma.
Mas depois há jantares e cafés e conversas que duram horas e que acabam tarde, fazendo com que nada, afinal, mude e que por mais dias longe as coisas não se perdem e não há afastamento.


E isto enche-me o coração.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

"Todos os dias penso em ti e nos vários momentos fixes que passámos juntas"

É por causa destas e doutras, igualmente fofinhas e igualmente tocantes, que ainda olho todos os dias para trás e todos os dias questiono a minha escolha, perguntando-me se foi a certa, se foi para melhor, se foi pelo melhor.

Ainda não sei responder (algum dia saberei?) e, no entretanto, sofro horrores por estar longe. Não penso, obviamente na antiga entidade patronal - a bem da verdade, quero se essa se foda - mas não consigo deixar de ter, pelo menos por ora, um amargo de boca gigante e lágrimas constantemente a cair por deixar para trás uma amiga tão querida e tão importante.


Foda-se mais a isto.








Eu não disse que a hora do queixume haveria de chegar?

terça-feira, 20 de junho de 2017

Sublime

                     É o que dá quando os Maridos desta vida têm bom gosto musical: ensinam alguma coisa às Esposas.

Pedrogão Grande


Esta é capaz de ser das maiores tragédias que alguma vez assolaram este país.
Não há palavras para descrever isto.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Update

Por aqui, na terra das girafas em lingerie, começa-se a conhecer os cantos à casa.

Não obstante ter-me perdido duas vezes numa ida à casa de banho, até é um escritório confortável para se trabalhar.
Aqui impera essencialmente a regra do silêncio: não se faz barulho por coisa nenhuma. Até os telefones tocam baixinho e com toques do mais discreto possível.
Da primeira vez que o meu telefone tocou, ia jurar que havia uma fuga no ar condicionado, porque ouvia um assobio estanho e ininterrupto que não sabia a origem. O chão é todo alcatifado, abafando todos os passos, mesmo daquelas que calçam tamancos barulhentos. O que é óptimo para quem gosta de borregar nas redes sociais; quando se dá por isso tem-se a entidade patronal a cheirar e nem se ouviu a pessoínha entrar.

Agora que já se passaram alguns dias, começa a estranheza a ir embora e começam a criar-se laços suficientes para as conversas de café, à hora do almoço. Que é como quem diz, vamos desancar nos bodes que mandam nisto.

Percebo - não sem algum alívio - que trabalhar aqui ou naquela comarca do demónio, naquela casinha cheia de monstros civilistas - ou, a bem da verdade, noutra qualquer - acaba por ser mais ou menos a mesma coisa. A única diferença é que quem manda aqui tem mais a mania.

O que não deixa de ser engraçado.

Aguardam-se tempos de grande e bom queixume, estou a prever.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Assim Vai Sendo

Esta semana é óptima para quem trabalha em Lisboa e é preguiçoso, tendo em conta a proximidade de dois feriados. Tendo também em consideração que me insiro nestas duas categorias, ainda só estou há dois dias no poiso novo e ainda não tenho bem uma opinião definida.

O trabalho é bom e interessante, mas as pessoas são estranhas. Provavelmente deve-se ao facto de eu própria ser e ter aspecto de ave rara, mas a verdade é que tenho a nítida sensação que toda a gente olha para mim como se estivesse a ver uma girafa em lingerie a entrar pela casa adentro. E, de novo, provavelmente, deve-se somente à estranheza de ter passado tanto tempo num sítio onde as pessoas são assumida e patologicamente malucas e, agora que estou num local completamente novo, ser tudo deveras bizarro.

Enfim, vamos ver o que trazem estes novos tempos.

Sendo certo que, conhecendo-me como me conheço, não há de tardar nada para me estar a queixar como se não houvesse amanhã.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

.


Isto está a custar mais do que estava à espera.
Está, a bem da verdade, a custar mais do que devia.

Estou naquela fase terrível em que já não pertenço de onde ainda nem saí e também não pertenço onde ainda não cheguei.

Faz algum sentido?

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Acho que sofro de Síndrome de Estocolmo...

Depois de todos estes anos a levar pancada, a ouvir barbaridades, a ser ameaçada com o olho da rua e a sofrer bullying patronal, as entidades superiores desta casinha cheia de monstros civilistas fazem por parecer verdadeiramente tristes e sentidas com a minha partida.

E eu, feita estúpida, ainda penso duas vezes se será verdade ou não antes de perceber que não tenho pena nenhuma. Mas ainda tive que pensar duas vezes...

Que sentido é que isto faz?! Depois de tooooodo este tempo a sonhar com o dia da abalada, em que fantasiei variadas vezes com a hora em que pegava fogo a esta merda, ainda tenho de pensar duas vezes se vão sentir a minha falta ou não?! E ainda penso duas vezes se isso será verdade ou não, antes de decidir que não quero saber?!

Não há pachorra para mim.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve

 
Enternecedor.
Extremamente bem escrito.
Um afago à vista.
 
Muito bom.

Coisas que constato enquanto espero nas Finanças, com 578462 senhas à minha frente:

 - Os velhos são a razão pela qual há fila em tudo o que é repartição pública;

 - Os funcionários não têm vergonha na puta da cara e interrompem o trabalho que estão a fazer para irem beber café a meio da manhã, com 300 senhas por atender;

 - Os velhos, que poderiam ir despachar a sua vidinha num qualquer horário, entendem por bem ir logo de manhã, ao mesmo tempo que os que ainda trabalham e têm de se despachar porque estão a perder tempo de trabalho;

 - Os degraus daquele prédio estão tão gastos pelos pés das pessoas que me ia esbandalhando um cento de vezes antes de perceber porque motivo os degraus tinham bossas;

 - Os velhos que entendem por bem ir de manhã a repartições públicas só lá vão para poder usar do direito ao atendimento prioritário;

 - A população activa que aguenta que os velhos sejam atendidos em primeiro lugar deseja ardentemente que os avós desta vida morram atropelados por vacas em fúria;

 - Cheira-me que muitos dos lobotomizados portugueses estejam a trabalhar naquele Serviço de Finanças muito específico da Margem Sul, a avaliar pelo desempenho maravilhoso de todos eles quando descobrem que o assunto que ali traz o contribuinte não é, afinal, ali que deve ser tratado;

 - Estranho como não há gente que parte mais vezes e mais rapidamente para a violência quando percebe que há mais um velho a fazer-se de coxo para passar à frente;

 - A porra dos velhos insistem em contar a vida toda a toda a gente e atrasam o expediente já de si sobrecarregado, concluindo exactamente como comecei: Os velhos são a razão pela qual há fila em tudo o que é repartição pública.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

7 Days To Say Goodbye

Trabalhar aqui é um pouco como estar numa relação em que se sofre de violência doméstica.

Estamos constantemente a apanhar na boca, a ser rebaixados e humilhados, a ser espezinhados e desrespeitados, seja à frente de quem for e pelo tempo que o agressor bem entender. Mas se depois mostramos cara feia ou descontentamento, depressa vem o tempo de bonança, de piadas, de simpatias e bonomias. Como que para nos fazer esquecer dos maus momentos, como que para darmos o nosso perdão, como que a desculpar e a pôr tudo para trás das costas.

E a vítima, como estúpida que não é mas que a querem fazer assim, fica numa situação que o agressor quer confusa, sem saber se é amada ou odiada ou se o agressor sofre de alguma perturbação involuntária do espírito, agindo sem culpa.

Tanto ou tão pouco que quando a vítima tenta escapar é inevitável que sinta um não-sei-quê de remorso por estar a abandonar uma situação que, afinal, é tão boa e ela própria é que é uma porcalhona por estar a pensar em deixar tudo para trás.

E é assim que se acaba morta, numa qualquer valeta, depois de anos e anos a levar pancada e a ser assediada, sem vontade de viver. Para depois ficar conhecida ou como a coitadinha que não pôde fugir ou então como a puta miserável que teve todas as oportunidades de sair e fugir para bem longe e nunca o quis fazer porque, no fundo, lá bem no fundinho, gostava de levar porrada e por isso não se venha cá queixar uma vez que foi ficando porque quis e bem lhe apeteceu.


Durante 7 anos, foi assim.
7 anos.
Neste tempo, ouvi coisas que não lembram a ninguém. Fizeram-me coisas que não lembram a ninguém. Aguentei desaforos, bocas ordinárias, palavreado triste, ofensivo.
Passei 7 anos a oscilar entre a profunda angústia provocada pelo insulto e a angústia ligeira dos tempos neutros em que nada acontecia. Sabendo que era uma questão de tempo até voltar a suceder, claro.

Durante 7 anos, nas reuniões anuais, quer a actividade financeira estivesse em alta ou estivéssemos a passar por uma crise, a conversa era sempre a mesma: temos uma estrutura pesadíssima, assim não vamos lá, vai alguém embora muito em breve. Sempre, em repeat, sem nunca desviar a trajectória. Havia sempre mais alguém para pôr na rua. Cheguei cá e esta casa estava cheia de gente; agora, não sobram muitos desse tempo. Porque de facto as ameaças foram passando à prática. Em alguns casos (mais raros) as pessoas acreditavam que estava a chegar a vez delas e punham-se ao fresco antes que a tragédia se desse.

A última vez que esta conversa surgiu foi em fevereiro, numa reunião animadíssima para celebrar o meu regresso depois de ter saído por ocasião do nascimento do meu rebento, em que, basicamente para matar saudades, foi repetida a conversa do vou-vos pôr na rua, complementada com asneiras e mais insultos. E, nessa ocasião, caiu-me tão bem ou tão mal que decidi que seria a última vez que alguém, aqui, se dirigia a mim naqueles termos. Depois de ter passado 7 anos a ouvir mais do mesmo, achei que seria demais ficar mais um dia sequer num local onde constantemente se dirigem aos trabalhadores com tamanha falta de respeito e consideração pelo esforço que todos os dias é empreendido nas tarefas que são distribuídas. Fiz um voto em como não deixaria que mais ninguém me pusesse os pés em cima e deixaria esta corja o mais depressa que conseguisse.


E, agora, chegou essa hora.
Não consigo contabilizar as horas que passei a sonhar com este momento. Não consigo contabilizar as vezes que fantasiei em entrar pela sala daquela abécula, atirar-lhe com a chave para cima da mesa e dizer-lhe vou à minha vida, vá-se foder. Não consigo contabilizar as vezes em que estive para fingir que tinha tido um acidente e que não podia ir trabalhar.

Não é uma despedida fácil, no entanto, e apesar de tudo o que já descrevi.
Também passei aqui bons momentos, principalmente com os Colegas. Tenho aqui grandes e bons amigos, amigos que vou levar no peito para sempre, enquanto carrego a saudade mesmo ao lado, amigos que não tenciono deixar de ver, nem de abraçar, nem de tirar horas para conversar, porque são para a vida e isso foi a melhor coisa que este lugar me deu. Parto com o coração pesado das saudades que já sinto e também pelo fardo que lhes vou deixar, aturar esta gente demente num tempo em que as coisas não estão a funcionar assim tão bem. Parto com lágrimas nos olhos porque apesar de um ambiente tão mau conseguimos sempre pôr essas coisas de lado e contarmos uns com os outros sem nunca voltarmos as costas. Parto com o coração pesado porque, e como será óbvio, não sei o que me espera e vou sozinha, sem eles, em busca do desconhecido.

Mas parto, essencialmente, com uma chama acesa dentro de mim que funciona como um talismã. Porque fui capaz de escapar a um destino quase certo e tirei-lhes o gozo de me voltarem a espezinhar. Fui capaz de me desviar da bala mesmo a tempo. Principalmente, fui capaz de os apanhar na curva, completamente desprevenidos, desprotegidos, impreparados. E deu-me um prazer selvagem e francamente primitivo poder vingar-me desta forma. E isso ninguém, absolutamente ninguém, me tira.

Grande parte da minha vida profissional foi vivida neste espaço, nesta comarca, com estas pessoas. Tudo o que sei, que não é muito, aprendi aqui. Desenvolvi aqui. A mudança, apesar de necessária, não é fácil. É, sim, facilitada. Pelo desrespeito constante, pelo desprezo constante, pelas más memórias, pelo infortúnios. O que não apaga o meu apego a esta terra, que é a minha, e a esta casa, apesar de quem a gere. Levo comigo tudo o que fui aqui, tudo o que me deram, de bom e de mau, esperando que seja bagagem suficiente para enfrentar o que aí vem.



Passaram 7 anos.
Agora tenho 7 dias para dizer adeus.
Sem olhar para trás.




quarta-feira, 31 de maio de 2017

31 Dias Sem Açúcar - Balanço

video
Ainda faço esta cara cada vez que vejo bolos e chocolates a passarem-me diante dos olhos, mas continuo sem ceder à tentação.
Como correu tão bem, vou continuar no mês seguinte.

Coisas Que Vejo por Aí #41

Basicamente sou uma Maria-vai-com-as-outras e entendi por bem experimentar esta coisa de que tanto se fala e que dá pelo nome de Black Mask. Também conhecida como coisa preta que se prega no focinho e que, puxando, traz três camadas de pele agarradas mais o entrecosto que se comeu no domingo de Páscoa.

Como não encontrei em lado nenhum, mandei vir do estrangeiro (sou ou não sou eloquentíssima?) e chegou cá inteirinha e mais ou menos rapidamente (demorou menos de 1 mês, acho que não está muito mal para coisa encomendada de site duvidoso).

Só depois de aplicar é que me lembrei do pequeno pormenor de ter uma pele de merda para andar a experimentar coisas da moda e, ainda por cima, vindas de sítios muito estranhos, mas já era tarde.

Depois de aplicar esta nheca preta, rezando a todos os santinhos para não ter de ir a correr para o hospital como uma reacção alérgica do tamanho de um comboio no meio da cara, esperei a meia hora que a embalagem recomenda, não sem antes passar uma toalha quente para abrir os poros, que parece que é o essencial neste tipo de operação.

Não depositei a máscara na cara toda, que li que esta porra dói como o caraças para tirar e achei que a minha vida já teve o seu quê de provações dolorosas e não precisava de mais (tive medo de pôr isto na cara toda, é o que deve ler-se daqui) e apliquei só no nariz.

A bem da verdade, não saiu grande coisa. Alguns pontinhos mas nada do que a publicidade prometia.
Ganda merda, pensei logo.

Mas depois experimentei outra vez, depois de sair de um banho especialmente vaporoso, com todos os poros mais abertos que uma cratera na via pública. Lá saíram mais alguns, but again, nada do que a publicidade prometia.

Li não sei onde que quanto mais vezes se utilizar mais porcaria dos poros isto agarra, mas não estou a ver como. Continuo a preferir aquelas tirinhas engraçadas que se vendem nos supermercados.

Mas acho que a coisa gira aqui é mesmo a diversão pura de se espalhar uma nhanha preta nas fussas e parecer que se acabou de sair de uma mina de carvão. Mais que não seja, é trendy.

Mas isto sou eu, que não tenho mais nada que fazer.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Leitura Nº ... Qualquer Coisa Serve

"No seu registo cru e negro e com uma perspicácia caricatural sobre os relacionamentos humanos, Bukowski recebe-nos no seu quotidiano rocambolesco, onde há sempre mais uma cerveja por abrir e uma mulher para seduzir"

Isto é o que é dito na contracapa, a dar um ar intelectual e sofisticado a uma coisa completamente diferente.
É a história de um bêbedo que passa a vida a foder, sem mais do que isto. É, de facto, cru e negro, chega a ser bruto e amiúde ordinário. Mas, tal como os acontecimentos ou imagens mórbidas, não se consegue desviar o olhar e prende o leitor até à próxima queca da personagem, sempre descrita com a maior rudeza possível.

Não é tão mau quanto possa parecer, mas não é nenhuma obra prima.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Happy Birthday, My Love

Há 10 anos atrás, era eu uma miúda ainda mais parva do que sou hoje e não sabia muita coisa, apesar de achar que sim.
Tinha já muitas das convicções que tenho hoje, mas estava longe de imaginar o rumo que a minha vida iria tomar, porque ninguém sabe por mais que tente fingir que sim.
Tinha muitas dúvidas e poucas certezas de tudo e de nada, e não imaginava o que estava ainda para vir, de bom e de mau.
Tinha a mania de muita coisa, que fazia e acontecia, mas o futuro em quase todo ele incerto.
Quase todo ele.
Não sabia nada, mas soube, naquele momento, que Aquele era o homem de uma vida, o companheiro para a posteridade, o namorado até ser velha. Soube-o sempre e a certeza que tive naquele momento seguiu-me até ao dia de hoje, nunca deixou de me acompanhar.
Olhando para trás, não senti o tempo passar, parece-me que ainda agora saí daquela festa da cerveja, parece-me que ainda agora tudo começou, parece-me tudo fresco e acabado de ocorrer.
A bem da verdade, mesmo nos momentos menos bons, tive sempre esta sensação: novo, promissor e ao mesmo tempo certo e eterno.

10 anos que me parecem 10 dias e alguns minutos.
Melhor que isto só outros 10, multiplicados por mais 10.

Ai Sim?

Acho sempre que palavras estúpidas como pitéu enchem logo uma conversação com um nível de eloquência que é difícil de suportar.





E você?

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A Cara do Papa É Qualquer Coisa ...

Se estivesse ao lado daquela família medonha, cheia de gentinha sinistra e aparvalhada, muito provavelmente também faria uma fronha daquelas...

Ou fugia. Era mais fugir, acho.

(Só um pequeno aparte... Adoro o ar da Melania, parece uma camponesa russa.)
Sempre gostei de GNR, principalmente da obra anterior a 1996.

Não que posteriormente não tenham feito coisas boas e giras, mas a minha preferência recai essencialmente nas velharias que estes moços do norte produziram. Hoje acordei com esta música na cabeça e não me consigo livrar dela.


E, sem mais conversa, passemos à música:

terça-feira, 23 de maio de 2017

Roger Moore 1927 - 2017

E, contrariamente a 2016, estávamos todos tão descansadinhos no que concerne a partidas de gente ilustre, quando mais uma nos bate à porta...

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 60


Não sei o que isto é, mas acho que é a menstruação de alguém, e tem ar de quem deve ter trazido confettis.





Foda-se, a sério?!

Apetece-me Grandemente Ser Porca #59

Está uma pessoa descansadinha à espera do início do seu julgamento, quando vê entrar na sala um Colega nestes propósitos:
Todo ele era um bigodinho sinistro, penteadinho e de pontinhas reviradinhas, a dizer adeus à população. Só lhe faltava o monóculo no olho e estava feito para ir para Torres Vedras ao Baile de Carnaval da Física.

E agora, estamos a falar de um idoso? De um ser que viajou no tempo e aterrou no século XXI e não deu conta?
Não senhor, é apenas um gajo para aí com 30 anos, hypster até à 15ª geração, com a mania que tudo o que mexe cai a seus pés com o fanico.

Depois de absorver a estranha aparência, estive mesmo vai-não-vai para ir perguntar o que pensava ele que estava a fazer naqueles preparos.

Porém, depois de observar mais de perto, desisti logo da ideia. É que aquilo parecia mesmo uma coisa VIVA que a qualquer momento ia saltar-lhe da boca para comer o transeunte mais próximo.

Ainda estive mesmo, mesmo para me rir na cara dele, mas achei que era melhor não; apara além do dever de urbanidade para com os Colegas, acho sempre mais fácil deixar a mão invisível do ridículo fazer o seu papel.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A porra toda de se ser velha e de ter doenças de velha é que não se pode ter uma porra duma constipaçãozinha que a puta da sinusite (uma verdadeira velha diria sinÓzite) faz o estado constipacional prolongar-se durante semanas a fio.

Apercebo-me agora que há pelo menos 3 dias que olfacto e paladar não me assistem (o facto de só agora me aperceber disto é sinal que a doença já chegou ao cérebro) e não vejo modo de isto melhorar.

Principalmente depois daquele farmacêutico panasca, aquela louca, me ralhar (sim, isto é verídico) porque lhe pedi um spray nasal com cortisona.
Maneiras que vim embora da farmácia com um sprayzinho de ervas e outros produtos naturais, que faz tanto efeito como as rezas em Fátima.


Foda-se mais à minha vida.

Acabei agora a temporada 1 e mal vejo a hora de começar já a segunda.
É que, parecendo que não, para além da história muitíssimo interessante e do argumento estar especialmente bem escrito, a série está cheia de seres masculinos assaz belos, o que é uma vantagem.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Dia do Advogado

Hoje aparentemente é dia de São Ivo, padroeiro dos advogados, juízes e da infância desvalida.
Como os outros protegidos não interessam nada, hoje é só dia do Advogado e mai' nada. Não consigo evitar pensar na minha formadora de Deontologia que adorava encher a boca para dizer "o advogado não se dá com a ralé" e aposto que foi uma avestruz que pensa nos mesmos moldes que inventou esta coisa de retirar as outras classes e ficar só o Advogado, esse ser  magnânimo.

Por esse Facebook fora proliferam imagens alusivas ao dia. Não resisti a fanar uma delas que me chamou particularmente a atenção; não há nada como o advogado para pedinchar com pinta.

Feliz Dia do Advogado.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Nada de Mais Verdadeiro

Gentilmente fanado daqui.

Chris Cornell 1964 - 2017



Não que ouvisse muito Soundgarden, mas lembro-me de ouvir esta música em modo repeat numa fase menos boa da minha existência.
Não obstante, é sempre triste quando morre um músico, acho que o mundo fica sempre mais pobre.

Coisas Que Vejo Por Aí # 40

Sem ser nada de especial (a bem da verdade a história já está muito batida) tem um final surpreendente e os efeitos especiais não estão mal de todo.
Razoável, vá.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Para o Ano É Cá - Parte II



Esta era a minha favorita.
Engraçada, leve e com uma sonoridade, longe de ser original, mas fresca que só ela.

Mas nada que suplante a nossa vitória, como é óbvio.

Para o Ano É Cá


Ainda não estou em mim.
Ganhámos o Festival da Canção?
Ganhámos o Festival da Canção?!

Ganhámos!

Levámos um hypster, uma cançãozinha ao estilo fadinho meio triste, meio contente e limpámos aquela merda toda  com uma pinta do caraças! Votos do júri e do público, quase unânime!

Não vou ser hipócrita, a música não era, muito honestamente, da minha predilecção, mas foi o melhor que já levámos e eu, na qualidade de fã do Festival da Canção, sinto-me muito, muito orgulhosa desta prestação e tive vontade de chorar (chorei mesmo, vá) quando subiram ao palco, Salvador e Luísa, e cantaram a duas vozes, a bela melodia vencedora numa toada doce e ternurenta.

Bem bom para a lemechice.

Chupem, Cães!


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Tudo no Bem-Bom

Trabalhar hoje é tarefa impossível.
Porque ninguém trabalha. Em lado nenhum.
E estou a referir-me aos privados, porque o sector público já é sabido que tem folga.

Chamam-lhe tolerância de ponto.
Eu chamo-lhe boicote à produtividade; logo hoje que tenho tanto que fazer e que, surpresa das surpresas, até tenho vontade de trabalhar, está tudo a fazer gazeta.

Também me irrita solenemente que toooooodos os meios de comunicação estejam cheios de notícias sobre as aparições, e a comemoração de não-sei-quantos anos de não sei bem o quê, mais a vinda do Papa Francisco e o caraças... É que não se fala em mais nada. NADA. Mas não há outros acontecimentos a noticiar? Não haverá mais nada que fazer?!



Foda-se mais a isto.
Isto é imperdoável, mas enfim...

Há que tempos que não ouvia Rammstein. (sim, isso para mim é que é pecado)

Hoje calhou conduzir um carro que não o meu e calhou ouvir o Mutter no caminho até à casinha de monstros civilistas.

Voltei a arrepiar-me toda, tal como da primeira vez que o ouvi.
Voltei a vibrar com cada música, tal como da primeira vez, mais agora que já ouvi ao vivo (mais que uma vez, diga-se) todas as músicas deste álbum.
Voltei a cantarolar cada música, como se fosse uma lengalenga ou uma canção que se aprende em criança e nunca mais se esquece.

Porque razão não ouvia estes senhores há tanto tempo é um mistério, se até ao puto canto músicas deles para o adormecer (resulta, meus caros, resulta!), mas hoje é dia de recuperar o tempo perdido.