quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Da Futilidade XX

O que queria mesmo, mas mesmo, mesmo, mesmo, era ter mamas grandes.
Daquelas mesmo cheiinhas, roliças, luzidias, daquele género de mamas que, vindo eu ainda a virar a esquina, já desse para ver, a pelo menos um quilómetro de distância, que vinha aí um mamalhal que nunca mais acabava.
Mas não. Quando deus distribuiu mamas pelas mulheres, devia a minha pessoa estar na fila das carcaças...
Calha assim, pois então.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Da Prole

Porque há nas imediações uma moçoila prestes a dar à luz o seu primeiro rebento, na ordem do dia está a conversa sobre gravidez e consequentes anexos. Leia-se, tudo o que pode acontecer durante o período gestacional e depois, quando já está cá fora o petiz.

Cada uma das gajas aqui plantadas, vá, todas, já foram mães e adoram repassar todas as experiências horríveis pelas quais passaram para pôr no mundo os seus lindos filhinhos.

A minha pessoa é a única que ainda não foi mãe, portanto, não participo, só oiço.
E tremo. Tremo mesmo muito.

Pois que tudo de horrível pode acontecer durante a gravidez. O depois, que não haja ilusão, é bem pior.
Em estado de graça, não há lugar a comer tudo o que apetece apesar da fome imensa que dá o divino estado; comer porcarias - fast food e doces - também não é recomendável; carne sempre bem passadinha para não haver azar, sushi é para esquecer. Há que andar constantemente a medir a tensão e a ser espetada com todas as agulhas existentes para ver se está tudo em conformidade, fora as ecografias e restantes exames necessários para ver se o puto está fixe ou se precisa que lhe massagem os pés. Medicamentos para coisas normais como constipações, alergias, ranhos e afins não podem ser tomados, tem que se arranjar uns que não façam mal. Cuidado com os gatos por causa da toxoplasmose, o que quer que isso seja. Já para não falar no óbvio, não fumar, não beber, não beber café, não andar de saltos altos, não andar aos saltos pela rua fora, dormir descansada nunca mais, sexo, a partir de determinada altura, torna-se impraticável, os milhares de quilos que se ganham, yada yada yada...

O depois também vem a ser engraçado: apraz-me sobejamente as semanas seguintes ao parto em que não se pode sentar, as sobras podres que teimam em sair do corpo já se está mesmo a ver por onde, os pontos que infectam, as veias que dilatam, os tornozelos que incham, os joelhos que engordam e um sem fim de maleitas e defeitos que vêm para ficar. Ah, e fodinha que é bom, nem pensar.

Dá vontade de ter filhos?
Dá, então não dá...
É já a correr.

Já não sei se dizem estas coisas porque calha em conversa mostar às outras que se sofreu mais que a gaja do lado (mulheres, fazer o quê ...) ou se dizem a verdade.

Juro Que Não Percebo

Para que raio existe/serve o MP?

As opções chatear, maltratar, ser arrogante, ser urso, malcriado, empatar e não ajudar a servir a justiça já estão ocupadas, por isso, fazei o favor de me fazer chegar novas serventias para esta instituição.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Daqui a Nada, Faço Anos

Sim, são amarelos.
Sim, são ténis Kill Bill - Vol. 1.
Sim, são caros como a porra.
Mas são mesmo giros.

Assim Se Corrompe em Portugal

Das duas, uma: ou a funcionária do Registo Comercial está apaixonada por mim e não sabe ou devo ter capacidades de persuasão e manipulação que desconhecia até à data...
Num minuto e pela módica quantia de dois dedos de conversa, obteve-se tudo e mais alguma coisa e mais um par de botas, de oferta.

Ou então já tenho tão pouca fé na humanidade que todos os rasgos de boa vontade me parecem tão estranhos como o Marinho e Pinto a distribuir rebuçados pelos Estagiários...

Da Futilidade XIX

Não que interesse um boi, mas isto é, de facto, qualquer coisa de extraordinário.
Dá a impressão que, mais que dar volume, vai descobrir pestanas a todo o comprimento do olho.
Para compensar o dinheirão que se deu por um pote tão pequenino...

Quem Foi o Anormal?

Alguém deixou este livro na casa de banho aqui da casinha jurídica.
E, se ao princípio, a ideia parecia que não tinha pés nem cabeça, que vem a ser isto, estamos cá para trabalhar, não é para estar a fazer tempo na sanita como se estivéssemos em casa, tem-se revelado engraçado.
É que, a brincar, a brincar, já li o livro todo.
Não sei se será do facto de o ter lido enquanto aliviava a tripa e, devido a isso, todo o mundo me parecia porreiro, mas a verdade é que nem está nada mal escrito.
Se calhar, é da envolvência; se lesse o livro noutro local qualquer, já não tinha nada de extraordinário.

Apetece-me Grandemente Ser Porca - # 11

Digo eu, que nada sei, nem pretendo saber, que não haverá vergonha nenhuma na cara em dar pela falta do telemóvel num café cheio de gente e ir logo acusar um drogado que por ali andava a pedir trocos, sem sequer pôr a questão de ter perdido o telefone noutro sítio ou ter sido deixado em casa, ou roubado noutro local qualquer. O primeiro responsável será sempre o gajo mais chungoso alguma vez visto só porque se encontra a menos de metro e meio de si.
Ai o preconceito social, o preconceito social ...

Cinema LI

Bom demais para ser verdade.
Vale tanto, mas tanto a pena.
Ide ver!
E eu a pensar que ia ser desflorada nestas andanças de julgamentos e afins e espetam comigo no gabinete da juiz...Nada de formalismos, somos todos amigos, andámos todos na escola, uma alegria em casa da Ti Justiça.
Bem, ao menos não me engasguei, nem me cuspi, nem gaguejei nem envergonhei os meus antepassados até ao primórdios da Idade Média.

Tirando a parte de ter gasto as teclas do telefone em comunicações escritas com o titular do processo, claro.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Gosto!

Da parte do meu caro amigo, o grande J.R.
Porque esta vai sendo a realidade.

Pingo Doce, a Fugir de Janeiro a Janeiro

Após a indignação inicial de assistir à fuga aos impostos dos grandes capitalistas para o estrangeiro enquanto o Povo não tem outro remédio senão ficar cá e arrotar com aquilo que o Fisco quer e bem entende, há várias questões que se levantam.

Pois sim, que não somos todos uns idiotas e sabemos bem ver quando é que os chico-espertos se safam e os parvalhões do costume pagam e não bufam, sectores os há que propõem que se faça um boicote às aquisições nas lojinhas do Pingo Doce e afins. E dá vontade de perguntar se as outras lojas às quais vão comprar as couves e a manteiga também não têm a sua sede fiscal no estrangeiro... Muda-se de moleiro, mas não se muda de ladrão, como gosta a minha progenitora de dizer.

Porém, a questão mais grave será esta: se aderir ao bloqueio a estes capitalistas nojentos, onde é que vou comprar as toalhitas desmaquilhantes, os cereais, os tampões e as bolachas, que são produtos tão bons e sem igual?

Nada a Fazer - Vol. XII

Pois que estou a ver Os Tudors de uma assentada e só me vem à cabeça os belos ingleses que desta bela série fazem parte.
Todos, até os velhotes.
Só belos exemplares, com a graça do senhor, a começar e a acabar no protagonista...
Estou desgraçada...

Leituras L

É, de facto, pena que o autor tenha tão pouco jeito para escrevinhar textos históricos ou teria saído daqui uma bela obra de arte.
O que deveria ser um documentário escrito à influência da Maçonaria na Primeira República, acaba por ser um enorme discorrer sobre as circuntâncias que levaram ao aparecimento da República e subsequentes disputas políticas. Até a cronologia se torna confusa, com tantos eventos, tantas pessoas envolvidas e tão pouco cuidado a organizar o texto.
No entanto, confere um imagem que pretende ser bastante realista das hostes maçónicas e dos conflitos constantes, bem como da estrutura altamente organizada e hierarquirizada esta instituição, para quem, como eu, que se pela por tudo o que se relaciona com os senhores de avental.
Bom, vá.

Não Se Aprende Nada...

E aquelas pessoas que dizem que vão ao Departamento de Orbanismo?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 10

Digo eu, que nada sei, nem nada pretendo saber, e sem perceber absolutamente nada de coisa alguma, que tudo o que é trambolho com dois neurónios, um morto e o outro em coma profundo e irreversível, teima em escrever um livro ou participar num, o que vem dar ao mesmo, e ainda apregoar aos quatro ventos esse feito nacional com a maior das falsas modéstias.

Seremos todos parvos?
Cuidam que ninguém os topa, não?

E era só isto.

A Idade Não Perdoa

Há dias que, por mais anos que passem, nunca são esquecidos.
Já se perdeu a conta há quantas luas se celebra o dia de hoje.
Com toda a certeza que que jamais se deixará passar tal data em branco, aqui ficam os meus humildes votos de feliz aniversário, Herr Lindemann.

Piratas das Caraíbas

Uma das coisas francamente positivas do Natal é o facto de se receber bons presentes.
Este foi um deles:
Só agora se percebe o que se perde por não se ficar na sala de cinema até ao fim dos créditos.
No caso de Piratas das Caraíbas, perde-se uma cena final extra, em cada filme, que ajuda a fomentar a continuidade da história e explicar alguma coisa que ficou envolta em mistério.
Só agora é que se percebeu como é que o raio do macaco aparece como zombie no início do segundo filme se, no final do primeiro, a maldição se quebra...
Apesar dos condicionantes de ser um filme Disney, em que ninguém pragueja, nem ninguém tem uma morte demasiado violenta, não deixa de ser uma história engraçada, não obstante as falhas e os pormenores mal explicados, com o seu quê de tragédia e drama, sendo, acima de tudo, uma bom filme de época em que se distribui fruta, que é como quem diz porrada, a torto e a direito.

Também os bloopers constituem um afago à vista e mostram, da forma mais cómica e, por vezes, bem estúpida, o trabalho imenso em fazer um filme decente quando os actores não fazem mais nada senão rebolarem-se a rir e a dizer asneiras, cena após cena.

E Johnny Depp é maravilhoso e nasceu para encarnar a personagem de Sparrow. A provar que é mesmo como o vinho do Porto e quantos mais anos passam, melhor fica.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Há gente estúpida. É um facto.
Há gente estúpida em todo o lado. É outro facto.
Há gente que escolhe ser estúpido e estar em todo o lado a chatear toda a gente. Outro facto.

E depois há gente que não é estúpida a tempo inteiro e que chateia muito pouco, o que só pode ser bom, mas que, ó infelicidade, gosta de inventar gestos de estupidez e inventar ainda uma qualquer forma de chatear. Como não lhes está naturalmente no sangue serem estúpidos e chatos, a coisa sai assim um pouco a atirar para o artificial. O que vem a ser pior do que ser estúpido e chato na sua génese.

Por estes lados, em que houve a resolução de não dar azo a estupidez e chatice e combatê-la com todas as bombas que conseguir encontrar e fazer explodir, não há lugar a conselhos ou qualquer outra directiva de orientação para quem gosta de inventar condutas de pouca clarividência.

Há derrotistas e derrotados. É um facto.
Uns, nascem, outros criam-se assim. É um facto.

Quem é quem, cada um é que saberá.

Leituras XLIX

Funciona como um périplo pela história nacional do século XX, pela mão de um homem único, com uma visão única e sentido de política, ideais e  de Estado verdadeiramente socialistas.
Mesmo sendo uma perspectiva parcial, não deixa de ser ao mesmo tempo uma lição a reter e um sério aviso ao que virá seguindo-se as estratégias que se têm vindo a seguir.
Excelente.