segunda-feira, 17 de outubro de 2011

15 de Outubro



Fotografia gentilmente fanada daqui.



Porque o Povo saiu à rua.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

OE 2012

Chegou, finalmente, o tempo de mostrar a verdadeira face.
E a verdadeira face é mostrar a vontade de esmagar a economia.

Diga-me lá, senhor Primeiro-Ministro, se crê realmente que retirar os subsídios de férias e Natal vai ajudar em alguma coisa ao incremento do consumo e da economia nacional?


Diga lá, senhor Primeiro-Ministro, se crê verdadeiramente que mais meia hora de jornada de trabalho por dia ajuda alguma coisa à produtividade?

Deixe-me dizer-lhe umas pequenas coisinhas, senhor Primeiro-Ministro...

Tivesse o senhor vivido e nascido neste país, e não em Marte, saberia perfeitamente que quando ouve os senhores empresários e resolve atender as suas reivindicações, está a trilhar um caminho que não o do progresso. Num qualquer outro país, estas medidas funcionariam, mas não em Portugal.

Sabe porquê?

Por causa da mentalidade.
Mentalidade essa que dita que qualquer tuga que chegue a cargo de chefia fica automaticamente formatado para explorar os subordinados.

Pergunte a qualquer patrãozinho se acha que os trabalhadores a seu cargo prestam para alguma coisa. Vai logo dizer-lhe que não, que são uns preguiçosos, que não produzem, que só querem direitos, que não servem para nada e que o melhor era mesmo reduzir-lhes os salários, aumentar-lhes o horário de trabalho, tirar-lhes as férias e os fins-de-semana, já agora, não, o melhor é cortar-lhes de vez os salários, virem trabalhar de graça que não fazem mais que a obrigação deles em trabalhar para o bem da economia. Ai não querem?, então, rua e sem indemnização, que é assim que se lida com essa gentalha pobre que tem que trabalhar para sobreviver e sustentar as famílias.

Num qualquer país evoluído, sim, provavelmente resultaria, mas não aqui, que a mentalidade não deixa. Estas medidas vão ser usadas para explorar, enriquecer quem já é rico e deixar miserável quem já está em dificuldades.

Não tenha dúvidas, estamos em Portugal.

Ao atender a estas reivindicações, senhor Primeiro-Ministro, naquilo que você gosta tanto de chamar de reuniões de consertação social, e a implementar estas medidas no sector público, está a abrir o precedente para inserção destas medidad no sector privado. Sector privado, senhor Primeiro-Ministro, aquele que sustenta a economia e que é sempre o mais sacrificado.

A jornada de 40 horas semanais de trabalho é uma conquista de Abril, sabia?
Olhe o que acabou de fazer com ela...

Já agora, que está numa de cortar e até já pensou em cortar nos feriados, acabe também com o 25 de Abril e com o 1º de Maio, reduza-os progressivamente até não existirem, nem um, nem outro, para quê?, já não fazem sentido. Com a República, que também não faz falta nenhuma, agora já temos mulheres nuas em cada esquina, não precisamos daquela com as mamas de fora, e ainda por cima, gorda que mete dó. Acabe também com o Natal e com a Páscoa, com o Corpo do senhor e com o 1 de Novembro. Ai não, espere lá, que os de direita andam sempre a bater com a mãozinha no peito e a dobrar o joelhinho ao senhor, com esses não pode, é verdade, queira desculpar.



Está a transformar este país num charco de merda, senhor Primeiro-Ministro, e ao implementar medidas descabidas que vão em muito para além do acordado com a Troika, está a acabar com ele aos poucos.
Parabéns.



Quando V.Exa. foi eleito, fiz um vaticínio: a de que não ficaria no poder a tempo do Natal.

Continue assim, senhor Primeiro-Ministro.





É que, sabe, eu adoro ter razão.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Leituras XLIII



Escrita densa e complexa, com aprofundamento extraordinário do âmago das personagens, descrições completas e com laivos de existencialismo.



Fizeram um bom filme de uma boa obra.

Cinema XLV




Elenco de luxo, história razoavelmente bem estruturada. Nada de grandes originalidades, mas não está nada mau de todo, dando uma imagem bastante realista do que poderia acontecer numa situação de epidemia à escala global.








Matt Damon: quanto mais velho, mais 'chubbie'; quanto mais 'chubbie', mais sexy.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Em tempos idos, já houve oportunidade de expressar a teoria de que, algures na poeira dos séculos, havia sido, com toda a certeza, um homem.
Pois que um homem, em dias felizes, nada mais fará do que sentar-se no sofá, com uma bejeca e tremoços, a ver a bola ou um filme de gajas, ou pornografia.

A minha pessoa, para celebrar a passagem de uma fase importante da sua vida, senta-se no sofázinho, depois de despejar uma Budweiser, enfia meio litro de coca-cola pela goela abaixo, enquanto devora doritos e vê o Supernatural, uma série que, toda a gente sabe, só tem gajos feios, obviamente.

Então, fui ou não ou homem?

Assim de Repente...

... perdi 20kg.
Ninguém nota como estou magra e toda boa?

12-15-13

Pelo ano de espera, pelos míseros 3 meses de aulas, pelas 5 semanas de estudo, pelas 12 horas que me fez passar naquela sala, pelo mês inteiro de espera, pela má vontade.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Prendas de Natal

Ainda agora voltei da minha primeira aquisição natalícia e já acho que o que comprei é uma merda.
Incrível...
Ultimamente, dei por mim em Silent Hill.
Ninguém por perto, uma neblina terrível em cada esquina, gente com as faces desfiguras a tentar atacar os seres incautos ao menor dos movimentos, uma atmosfera de perigo, fantasmas e laivos de ódio a todo o instante.
Agora, a neblina começa a desaparecer, as pessoas não parecem tão horríveis nem tentam assassinar ninguém ao primeiro olhar, só ao segundo, a atmosfera, lentamente, começa a ser respirável, os espectros de ódio começam a ver a luz e a desaparecer.
Só o silêncio permanece.
O que não deixa de ser estranho.
É sempre estranho aterrar em Silent Hill.
Porém, lá dizia o poeta, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Há-de chegar o dia em que estranharei o regresso das antigas gargalhadas.
' ... Às vezes, gosto mesmo mais de conversar que de foder. Frases. Um balde de água fria, um balde de água quente, mais outro de água fria. O problema das palavras é que a falar conseguimos meter-nos num beco sem saída. Em contrapartida, a foder ninguém se mete num beco.'

In O Doente Inglês, Michael Ondaatje


E pergunta-se, como quem não quer a coisa, se foder não é, também, e em certa medida, meter num beco?

Nada a Fazer IX

David Tennant
 
Este homem é, vá, fofo. Muito fofinho.


Que, na linguagem de uma pessoa que conheço e de quem, por acaso, até gosto bastante, traduzido dá uma coisa do género, sexy, sexy, sexy.
Acrescente-se ao sexy, o sorriso travesso, o olhar desmesuradamente sensual e um scottish accent digno de nota.

Ai, os homens ingleses, os homens ingleses...

Ingleses e gadelhudos... a minha perdição...







Cinema XLIV

Dos melhores filmes que tive oportunidade de ver.
Denso. Profundo. Verdadeiro. Tocante.
Muito, muito bom.

Cinema XLIII

É Johnny English e está tudo dito.
Não tem a 'magia' do primeiro, mas não está nada mau.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Salty as Fuck 5

O mal de ser estúpido é que se acaba por dar importância àquilo que os outros pensam de nós.
O mal de ser estúpido reside no facto de, mesmo inconscientemente, se dar razão àqueles que nos culpam de alguma coisa, mesmo que, objectivamente, não haja lugar a qualquer culpa.
O mal de ser estúpido é que se tende a ficar tristinho e deprimidinho com as merdas que os outros fazem mas que de alguma forma são sempre culpa do elo mais fraco, apenas porque este existe, e com a forma como somos tratados só porque há birras e recalcamentos na mente de quem manda.

Tomo hoje uma decisão. Para o presente e para o futuro.
Decido deixar de ser estúpida e, consequentemente, de ter que carregar todos os malefícios da condição de estupidez.

Porque o pior que pode acontecer é exactamente aquilo que já decidi fazer.
E contra isso?

Nem mais...
Batatinhas.
Estive a ler posts escritos há um ano atrás e só posso concluir que, nessa altura, era uma pessoa feliz.
Profissionalmente feliz.
Passado um ano, que mais parece um dia, está tudo de pernas para o ar.
Quando muda, não sei.
Se volta ao que era, essa é a única certeza a ter presente: Não.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs

1955 - 2011

Leituras XLII

Os escritores mais antigos, e portanto, clássicos, têm a ligeira tendência para escrever de forma a adormecer o leitor. Deixam-no tão sossegado e relaxado que só dá vontade de adormecer.
É o que acontece com Lolita. O que deveria ser uma livro que deixaria o seu leitor incauto em estado de alerta, acaba por ser um estado de dormência em forma de livro, enquanto se passeia pela sociedade norte-americana dos anos 50, pela mente de um pedófilo e pela vivência de uma ninfita.
Razoável, tirando a forma de escrita.

E Mai Nada

Assim, de chofre, sem mais, sem espinnhas, sem pormenores ou explicações, que não são nada necessários, não há hóme melhor que o meu.
Sic.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Diria a minha sábia Avó que não se deseja a morte aos outros porque vem no nosso caminho.
Não se deseja que ninguém morra porque nos arriscamos a morrer ou a ver morrer alguém que nos é querido.
Qualquer coisa relacionado com o karma, portanto. Ou com aquela teoria malabarista de tudo o que desejamos e fazemos aos outros, temos o retorno em triplicado.
Whatever.
A verdade é que desejar a morte já não satisfaz minimamente.
Sonhar acordada com empalamentos, atropelos, ataques cardíacos fulminantes, AVC's, e outros acidentes igualmente horríveis não me traz qualquer tipo de consolo. Ouvir uma ambulância a passar na rua e pensar espero que tenha sido aquela besta a morrer já não apazigua o sofrimento ou o ódio que passeia cá dentro.
Arquitectar planos, extremamente elaborados e, pasme-se!, fáceis de executar para assassinar bestas é o passo seguinte. E tem sido um passo muito bem dado. Passar à prática já será outra conversa, que nunca vai existir, pois que não há lugar a trabalhar como Agente da Justiça com homicídios qualificados no registo criminal, mas enquanto isso, aposto que nem o CSI mais competente do mundo seria capaz de competir com a mestria mortífera da minha imaginação aguçada e criminosa.
O mais triste de tudo é que me tornei uma potestativa assassina por causa de um vira-latas com complexo de Napoleão.
Senhor, como a tua serva quebrada se vende por pouco...
Não me ocorre mais nada.
Só isto.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ainda mal cheguei e já há sarilho.
Logo vi que o facto de ser 2ª-feira não traria nada de bom.
Logo vi que o mês de Outubro iria começar como Setembro acabou: na merda.
Logo vi.

domingo, 2 de outubro de 2011

Leituras XLIII

Mais uma obra de David Liss que se lê e a lágrimazinha final, por ver uma história tão rica e tão cheia acabar, acaba por aparecer.
Descrição potente e arrasadora, personagens cada vez mais consistentes, mais reais e vívidas, intriga e mistério ao rubro, teoria da conspiração ao virar de cada página, final surpreendente.
Benjamin Weaver é simplesmente apaixonante, astuto, sensual, intenso. Maravilhoso.
Muito, muito bom.
Ontem, viu o povo na rua. O verdadeiro povo.
Mais do que uma manifestação, viu a realidade a passar. Viu o sofrimento, viu o dia-a-dia de gente comum que nada faz mais do que sobreviver como pode no mundo da precaridade e da falta de respeito, viu a luta constante para não sucumbir à miséria.

Viu 425€ de salário líquido.
Viu trabalhadores a quem tiraram a pausa de 15 minutos diários para comer.
Viu trabalhadores em luta por 22 dias de férias.
Viu trabalhadores à beira do despedimento colectivo com um aviso prévio de 2 dias.

E percebeu que talvez o mundo que os nossos pais tentaram construir com a Revolução talvez não tenha resultado assim tão bem. Talvez não tenha resultado nada bem. Talvez tenha sido um grande fiasco. E o fiasco maior foi o facto de incutirem nos filhos a crença de que poderia ser real.

E foi para isto que criámos o Estado Social...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011


Contribuiriam, de facto, para a minha felicidade umas futilidadezinhas para me distrair da merdice do dia a dia.
Quem se chega à frente?
Hoje termina um dos meses mais longos da minha existência.
Só resta saber o que reserva o mês que se aproxima.


E, pela maneira como Setembro termina, Outubro não trará nada de bom.

Nada.


Pois que sou uma pessoa que ainda se espanta com o mal. Pois sim.

Está um ser descansadinho a passar os olhos pelas blogosfera, quando se depara com uma espécie de consultório em que o leitor coloca questões e o blogger responde.
E a questão da leitora era tão simplesmente esta: tenho um pseudo-namorado, muito lindo, muito querido, muito fofo, mas que insistiu em saber da minha vida sexual passada. Assim que soube, achou que eu era uma porca devassa e disse que antes de assentar e ter uma vidinha a dois comigo, queria também andar a aproveitar a vida e andar a foder pelos cantos. E eu disse que esperava.

Respira fundo.
Mais uma vez.
Vá lá, só mais uma vez...

Julgava seriamente que os tempos medievais já tinham terminado, mas parece que, algures neste país de mentalidade bovina, ainda existe.
'Tadinhos dos homens que se sentem aflitos porque a mulher tem um passado. 'Tadinhos dos homens que se sentem inferiores quando a mulher tem uma vida, igual à deles, por sinal. 'Tadinhos dos homens que sentem a sua suposta superioridade a fugir-lhes porque as mulheres são de carne e osso.
'Tadinhos.
'Tadinhos desses coirões que sentem os tomatinhos engelhados porque a mulher faz o mesmo que um homem. Oooohhh.
Vamos dizer todos: oooooohhhh!
É triste constatar que ainda se vive num tempo em que as baterias estão apontadas para um traço mental que determina que um homem que ande com meio mundo é um herói, mas uma mulher que tenha meia dúzia de homens no seu curriculum não passa de uma vadia sem eira nem beira.
É triste.
Triste que quando os homens perdem o seu lugar cimeiro na sociedade determinem que as mulheres não possam ter o mesmo comportamento que eles; a isto se chama não saber perder e jogar sujo.

Já cruzei o meu caminho com um espécime destes. E arrependo-me não lhe ter partido a boca toda  apar do pontapé que lhe dei no cu.

Porém, uma nota é necessária: mulheres que toleram este tipo de conduta?
A sério?!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Minha Condição É Ser Otária

Passa-se alguma coisa de errado com a minha pessoa.
Ultimamente tenho uma tendencia desmesurada para achar graça a homens gays.
Feios? Não.
Casados? Não.
Estúpidos? Não.
Gays.

Com os restantes as coisas resolvem-se; com os feios, olham-se a outras qualidades, com os casados, espera-se por melhores dias, com os estúpidos o truque é desviar a atenção para outro lado.
Com os gays não dá. Escolheram outro rumo e, ao contrário dos hetero, sabem muito bem o que querem e têm os seus problemas muito bem resolvidos.
Primeiro, este:

















Neil Patrick Harris


Nem vale a pena. É o que é, e é tão giro, e mais nada.

Mas, para mal dos meus pecados, há este:

Luke Evans


Este!, senhores, este!, o homem mais perfeito a pisar a face da terra, com um sotaque tão sexy, com uma figura tão maravilhosa, enfim, a fina flor do Reino Unido.
Gay?
Não! Não sabe muito bem.
Ora, foda-se, ca merda! Ao menos que saiba, não ande para aí na indefinição.
Só gostava de saber que raio se passa comigo para só ir buscar gente que joga na outra equipa. Deve ser um trauma qualquer, talvez o Freud conseguisse explicar isto.

Que desgosto, que desgosto, que desgosto...

Cinema XLIII

Até nem está muito mau, tendo em conta que o início do filme é uma pseudo-imitação do 23.
Acaba por desenvolver bem, apesar do fim mal amanhado e explicado às pressas.
Enfim, com o Craig não se pode pedir muito...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cinema XLII

Surpreendentemente, é excelente.
Até admira, sendo espanhol (olha o preconceito histórico aqui tão lindo...)
Hoje tive uma premonição.
Abria aquela página infame e via os resultados.

10 - 5 - 5

Tão real e nítido que acordei aos gritos.

É o que dá não ter vida para além de estar à espera do que não quer chegar.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

What Happened To Us?

O que é que sobra dos tempos áureos de estudo?
O que é que sobra dos tempos inesgotáveis de amizade?
O que é que sobra de tudo o que foi vivido?

O que é que sobra?

Só sobras. Restos.

O que aconteceu? Onde nos perdemos, onde fomos parar, para onde vamos?

Alguém que me forneça a merda de um mapa, estou farta de andar perdida.

Do Outono

Quando era miúda, ainda na escola primária, nesta época era costumeiro fazer uma qualquer coisa relacionada com o outono. Pintar folhas secas, pegar em ouriços de castanhas, fazer composições sobre o outono.
Era um tempo santo.
Fazíamos tudo isto com a chuva a bater nas janelas, com o frio a despontar, já vestidos com os casacos quentinhos.
Hoje, já no fim de Setembro, só há sol e calor.
Nada de folhas a voar pelas ruas, nada de gotas de chuva fria a bater na cara, nada de ouriços de castanhas nas árvores.

Já não sei dizer se estou triste porque as estações mudaram de sítio ou se por causa de sentir falta destas coisas me sinto velha...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011



Em modo repeat.

Salty as Fuck 4

Ter decidido parar de viver à espera que me caísse a picareta das notas em cima não foi, afinal, tão boa ideia quanto isso.
A verdade é que pensava que se deixasse as coisas em águas de bacalhau não poderia sofrer de arrependimentos posteriores.
Que é como quem diz, não faço planos que me deixem feliz até sairem as notas para depois não ter desgostos.
Não trago para o escritório os livros que me fazem falta e que por acaso usei em exame porque quando sairem as notas vou precisar de estudar outra vez para repetir exames.
Não penso em organizar o meu CV porque não sairam as notas e, até lá, a minha vida continua a ser nesta comarca, não vou a lado nenhum. Coisas assim.

No dia em que decidir que assim não poderei viver, que estou constantemente a procrastinar eventos que me fazem falta, as notas sairão e todos os eventos supra descritos, que já estarão feitos, terão um sabor amargo.

Porque os fiz acontecer antes de saber o resultado da minha passagem por aquele beco escuro do Largo de Santa Bárbara, em Lisboa.
E mai nada.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Salty as Fuck 3

Gritar está na ordem do dia.
Quem se puser à frente, ouve gritar.
Quem se puser atrás, ouve gritar.
Dos lados, o efeito é o mesmo.
Por isso, se não quiser que lhe gritem, não venha trabalhar.

Ah, e é má ideia gritar de volta; só faz com que se grite mais ainda do outro lado da conversa.

Fosse foder-se e já nada destas merdas existiriam.

Toma Lá Que É Democratico

Descaradamente roubado do perfil de Facebook do meu caro amigo P., mas que se lixe; nada melhor que isto para ilustrar o que há já um ano e meio ando a barafustar por todos os cantos.

Pronto e agora que já dei uma imagem daqui que penso de si, senhor bastonário, ponha cá fora as notas vou-me esticar ao comprido, já se está a ver, pode ser?

WTF??

Entrou-me uma mama desta senhora para o olho direito.
No entanto, ao menos, ela tem-nas.
Contra isto?
Batatinhas!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A minha existência é como um processo executivo: parada à espera de despacho.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Will I Die The Next Day?

Dentro de dias, saberei o resultado da ideia mais infeliz que algum dia tive.
Apesar de ter passado por todo o processo com relativa coragem, sei que os dias de valentia e peito aberto chegaram ao fim.
Dentro de dias, saberei e sei que não traz nada de bom.
Podia fazer aqui o número de americano patriota, um discurso como o filme Pearl Harbor, qualquer coisa como a América sofreu mas no fim venceu, nunca se deixou ficar, combateu sempre e no fim os gloriosos triunfaram. Ça foda.Qualquer coisa assim que, tal como em The Beach, que se há-de fazer, hoje é dia de citar filmes merdosos, vou sobreviver, vou vencer, I will not die today, à laia de qualque estupidez que o desespero faz dizer.
Não o vou fazer.
Venha o que vier; até porque já sei o que lá vem.

Coisa Qualquer Estupidamente Longa Que Se Me Deu Para Escrever Só Porque Não Tenho Sono

A única vantagem, talvez, de estar doente é a de estar deitada a pensar naquilo que se passa à volta, enquanto o mundo dá as suas costumeiras voltas.
E o que resulta dessa observação e subsequente análise de factos é a realidade.

O que acaba por ser uma merda é que a realidade é, em si, uma grande, grande porra. Não vou escrever merda outra vez, acabei de o fazer há segundos. E por outro lado, repeti-me mesmo agora...
Merda é, nestas frases, o adjectivo; nem sei se isto ainda se chama adjectivo, o acordo ortográfico é uma verdade incontornável neste momento, mas creio dá para perceber que o qualificativo está lá. Merda, aqui, neste momento, é um qualificativo.

A minha vida profissional é uma merda. Não que algum dia, no último ano e meio tenha sido alguma coisa de jeito, afinal, um estagiário é isso mesmo, nada de jeito. Porém, de nada de jeito até merda ainda vai um passo considerável, e parece que, algures na minha dormência, ele foi dado.
Ou o deram por mim ou, mais provavelmente, dei-o e não dei conta.
Como pude estar a dormir tão profundamente que não vi isto chegar é um mistério mas, pelos vistos, há mais mistérios profissionais para os quais não encontro verdade ou solução.

Não que isso interesse alguma coisa para o caso, mas gostava da vida que levava.
Gostava, mesmo que fingisse que não e que atirasse para o ar meia dúzia de larachas, de quem me acompanhava naquela que parecia uma longa viagem até ao fim, até ao momento da chegada ao porto da carteira profissional definitiva.

Não obstante, quem comanda o navio mostra a sua verdadeira face e tudo o que foi visto e vivido até à data deixa de ter qualquer tipo de significado.
Passou a não existir. Uma miragem. Uma ilusão. Nunca aconteceu.

Talvez estivesse somente à espera de mostrar a verdadeira face. Talvez alguma coisa fez despoletar o que agora é a realidade. Talvez tenha sido sempre assim, mas um clique mágico fez com que as luzes da consciência se acendessem e mostrassem como tudo se passa.

Talvez. Uma destas hipóteses. Todas elas. Nenhuma.

O que é, afinal, a realidade?

A realidade agora chama pelo nome de abandono e um par de coices.
E, mesmo que finja e que arranje maneiras de lidar com este novo cenário, há coisas que magoam.
E magoam, não somente pelas pessoas que o fazem, mas porque não há maneira de se perceber o porquê da mudança. E a procura por essa resposta é uma demanda sem fim.

Alguma coisa se quebrou e não tem conserto.
Nem sequer vou andar de gatas à procura dos cacos, na esperança infantil de remediar e ter de voltar os velhos dias dourados.
Viver com o vazio deixado, olhando para o lado, não querendo ver, esse tem sido o verdadeiro desafio, vencido com sucesso, diga-se, pelo menos à superficie.

Hoje vi a minha vida profissional futura.
Olhei-a nos olhos e soube que, pelo menos, em certos aspectos, tinha bocados mortos que esperavam, desesperados, ser cortados e deitados fora.
Soube, ali mesmo, que uma vez mortos, os velhos dias dourados não voltavam e precisavam de ser separados do resto para não minar o que ainda tem salvação.
Hoje percebi que tenho o bisturi no bolso há meses, à espera que lhe deite a mão para fazer o que necessita ser feito.
Hoje percebi que, mais tarde ou mais cedo, vai ter que acontecer.
Hoje percebi que estou numa espiral de contagem descendente, que não consigo parar, que já vai adiantada demais para ser, sequer, travada.
Hoje percebi: é o princípio do fim.

E, um por glorioso momento, percebi também que é a coisa certa a fazer.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Leituras XLII

Escrita fluída e clara, personagens com estrutura, que podiam ser reais tornam a leitura deste livro um afago para os olhos.
Mais uma obra bilhante de Liss.
Muito bom!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Da Filhadaputice que em Mim Habita

De quando em vez, dá-me para pensar no que há-de vir. No futuro profissional, familiar, pessoal.
Cheguei à conclusão que até gostava de ter filhos, satisfazer o meu instinto maternal, deixar uma marca no mundo, um pouco de mim, já que não acredito na vida para além da morte e creio mesmo que deixar descendência na terra é um dos caminhos para ser lembrado.
Filhos.
Esses seres que nascem do acto do amor, os quais se carregam durante quase um ano e depois se observa e se cuida durante uma vida inteira. É capaz de ser um projecto interessante.
Ter filhos para preencher qualquer coisa e satisfazer o instinto animal de lamber crias que nasceu comigo.


É mentira.
Instinto maternal ou não, que mais parece daquelas balelas que os romances de cordel inventam para colmatar um trauma de infância do autor, a verdade é que engordar 325kg por causa de um rebento, ter que abrir as pernas e, por um buraco do tamanho de uma ameixa, fazer sair uma coisa do tamanho de uma melancia, noites sem dormir e preocupações desde o berço até à cova não é aliciante. Não é. Mesmo para quem venha cá dizer que é a melhor coisa do mundo, e o meu filhinho é tão lindinho e o caraças a sete, só conversa de merda de quem passa a vida a tapar o sol com a peneira e não tem mais nada que fazer senão anular-se como mulher para passar a ser mãe a tempo inteiro. ai que futil que eu sou, batam-me lá, ó mãezecas de família da classe média que acabo de falar mal de ter filhos, que foi para isso que o criador colocou as mulheres no mundo
O que é que é, então, positivo no facto de se pôr uma criancinha no mundo?

Mamas.
Para quem como eu que estava na fila das carcaças quando deus (deve ser certo) distribuiu mamas pelas mulheres, ter mamas que se vejam, luzidias, cheiinhas e grandes é um sonho, uma quimera que se almeja mas que nunca chega.
Como não há dinheiro para operações plásticas, há que optar pelo plano natural da coisa. A gravidez é a operação às mamas dos pobres, até acho que foi o Ricardo Araújo Pereira que o disse...

Pasme-se, afinal, que não dura para sempre, o efeito pode ser muito bom durante uns meses valentes, mas eventualmente há lugar a desinchamento definitivo das ditas. 
Mas porquê, porquê, senhores, se estava tudo tão bem como estava, a criança nascia, as mamas mantinham-se grandes, éramos todos felizes, e isto da natureza sempre tinha os seus aspectos positivos?!!
Não, qual quê.
Não só não se limitam a desinchar como ainda ficam com aspecto de saco plástico de supermercado, ainda mais pequenas que anteriormente.

Era o último reducto da minha esperança, que sou pobre e não tenho dinheiro para mamas boas e artificiais.
Era a minha luzinha ao fundo do túnel para ter um mamalhal daqui até Colares.
Não há. E ainda por cima com a ameaça de levar o pouco que tenho.

Foda-se. É pior que o imposto extraordinário que o Senhor dos Passos nos pôs a pagar.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ossos do Ofício

É triste quando se está rodeado de gentes com olhar brilhante do cansaço, ladeados por maços de papel que nunca mais acabam, mais os livros abertos e os códigos de leis brilhantes e incompreensíveis, num espaço onde toda a gente corre para todo o lado, em busca de consolo, sem conseguir chegar a lugar nenhum.
Olham uns para os outros e perguntam em voz baixa, como se tivessem uma infecção vaginal, embaraçosa situação, estás com prazos?, tentando transmitir com o olhar a sua solidariedade mas não parecendo mais que baratas esgroviadas.
É triste tratar a profissão como uma doença venérea, mas quem cá está sabe muito bem que não há outro remédio senão tratá-la exactamente como merece.

Avante 2011

E mais uma para a colecção.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dos Fenómenos

O que gosto mesmo, mas mesmo, mesmo, é daquelas gentinhas que, sendo da Margem Sul dos quatro costados, pretendem não pertencer àquela terra em época de festa do Avante.
Acho graça, a sério que acho.
Armados em burguesinhos de alto calibre que não se mistura com a escumalha dos esquerdalhos, fingem, por três dias, que não são dali, que são superiores, porque são de direita numa terra de comunistas.

Estejam descansados, fofos, que ninguém vos tira a pinta de pseudo-monarcas que não têm onde cair mortos, ok?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Leituras XLI

Bom demais para ser verdade.
Intenso, vívido, tocante, C.J. Sansom leva o leitor ao âmago da época Tudor e da reforma religiosa como se possuisse uma máquina do tempo, de tal forma que o transporta para a cena da ficção.
Surpreendente, claro e denso, mais uma livro memorável e maravilhoso.

Da Família

Ter avós é assim a modos que engraçado. Ter avós chonés é ainda mais engraçado.

Gosta o meu avô de bradar aos quatro ventos e para quem o quer ouvir que no tempo dele é que era bom, que não havia corrupção, que não havia escândalos, que não havia gatunagem, que as pessoas viviam bem e eram felizes, e tudo graças a um só homem, que era grande e fenomenal. Salazar, pois então.

Tirando o facto de este mesmo homem, ainda há poucos anos, ser militante do PS e acérrimo defensor da democracia, quando confrontado com o facto de, nos tempos que ele apelida de bons, haver corrupção e escândalos, mas o povo não sabia porque havia uma coisa chamada censura, as pessoas não viviam nada bem porque havia, vá, fome e miséria como não há memória, haver gatunos como há agora, apenas tal facto não era mencionado com muita frequência, e que as pessoas não seriam necessariamente felizes porque havia falta de muita coisa que nada tinha a ver com a doce demagogia da liberdade e democracia, tinha somenta a ver com as dificuldades económicas, a falta de trabalho, a falta de cuidados, enfim, a falta de tudo o que o bom do Estado Social trouxe, ele acha que é tudo mentira e que o estão a tentar enganar e a denegrir o bom trabalho que esse grande homem fez.

Obviamente que dizer isto ao velhote ou mandá-lo plantar batatas é exactamente a mesma coisa, pois que se chega a esta provecta idade e a capacidade de armazenamento de informação, compreensão e processamento está com a reserva de energias muito em baixo.

Ali um momento de confusão, a informação a chegar ao cérebro com grande lentidão, uns minutos de silêncio e depois a tirada brilhante: Mas eu andei descalço quando era menino e comia só pão de milho!, anuncia ele, com a voz embargada da emoção de ter derrotado o seu interlocutor com esta conclusão que arreda todos os argumentos.

Mas, ó avô, isso era mau! Não vês, andavas descalço e passavas fome! Como é que isso era uma coisa bem feita pelo teu bendito Salazar?! (sim, eu ainda tento...)

Mais um momento de silêncio, mais uns minutos de confusão, mais a informação a chegar com os bofes de fora ao cérebro que, coitado, também já está cansadito.

E era isso que agora fazia falta! Fome e pobreza para as pessoas verem!, diz ele.
Mas não é isso que tu dizes que há agora e que no teu tempo não havia?, pergunto eu.

Silêncio...

E pronto, fundiram-se as lâmpadas todas e gera-se a barafunda, e acaba o homem a falar mal dos Governos e a bendizer o ditador.

Abençoada velhice que faz esquecer as argruras da vida.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Da Futilidade XV




Não é meu hábito postar acerca dos produtos com os quais besunto as peles, mas creio que este merece referência.




E cheira tão bem.





Exceptuando o facto de Vasenol soar demasiado a vaselina, claro.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ao Que Isto Chegou

A minha cara Avózinha não diria melhor.
Talvez acrescentasse uma belo 'está tudo empandeirado', como só ela sabe dizer.
Só gostava de perguntar, assim para o alto e para o abstracto, como quem não quer a coisa, quando é que entra a alteração às regras laborais que determina que o trabalhador-morto-de-fome deve ser chicoteado umas 5 ou 6 vezes ao dia pelo empregador-todo-poderoso.
É que depois de férias roubadas ao estudo, da determinação do tempo de descanso pelo empregador-todo-poderoso e da vontade do mesmo em não deixar o trabalhador-morto-de-fome ir de férias, é só o que está a faltar para que tudo seja perfeito.

Deve Ser do Sol na Cabeça Ou Coisa Assim...




E subitamente há tão pouca vontade de jogar isto.


Como é que um jogo tão fixe dá lugar à vontade de nunca mais o jogar...?

Whatever Again

Não será por acaso que esta espelunca de blog só tem actividade intensa em tempo de labuta.
Se há coisa da qual me orgulho é de ser tipicamente portuguesa e conseguir arranjar todas as desculpas para não trabalhar, pelo menos, não começar a trabalhar assim que pico o ponto.
Não estamos em tempo de excepção. Só cheguei há uma mísera hora e ainda não fiz mais nada senão viajar no Facebook e actualizar este espaço com os mais recentes queixumes e teorias da conspiração.
Tive uma professora de português no secundário que costumava dizer que gente feliz não tem história.
Na minha pessoa, isto faz todo o sentido e mais algum.
Enquanto estive de férias, estive feliz, não escrevi nem me queixei.
Ainda nem voltei como deve de ser, já estou infeliz e miserável, já só me queixo como se não houvesse amanhã.
Acho que aquele Queixinhas de merda me pegou a peçonha dele.

Miséria...

Novo Vício





Não faço a mínima ideia do que andei a fazer para perder uma série destas...

Dá para pôr um gosto, à laia de Facebook, aqui?




Gosto!

Salty as Fuck 2

Ca merda esta.
Estar de volta quando ainda há meio mundo de férias.
Estar de volta depois de uma noite de insónia completa, daquelas em que se passam horas e horas de olhos abertos, a olhar para o tecto negro, à espera que o sono venha.
Estar de volta quando se sabe que, no fundo, lá bem no fundo, ainda há férias por gozar só que, pura e simplesmente, direitos dos trabalhadores/estagiários-mortos-de-fome não existem, por isso, esquece lá o tempo que tiraste das tuas férias para estudar, que te deviam ter dado para fazer a porra dos exames, saboreia as memórias das indevidamente curtas férias e vai mas é bugiar.
Estar de volta quando se sabe que o mês que aí vem vai ser o pior de sempre, mais que não seja porque se está à espera de notas. Notas desagradáveis como a porra.
Estar de volta quando há tudo menos incentivos ao trabalho e à produtividade.
Ca merda esta.

sábado, 27 de agosto de 2011

Leituras XL



Brilhante, brilhante, brilhante!

Surpreeendente, viciante, memorável.

Já não me lembrava de ter ficado tão surpreendida com o final de um livro como desta vez.

C.J. Sansom no seu melhor.

Aposto que o seguinte é do melhor também...

Cinema LI



Para quem já viu o Super 8, podem crer que não é nada de especial.



Basicamente a mesma história só que passada numa época diferente.



Não aquece nem arrefece.






Ah, e se o cu do Daniel Craig parece muita bom na imagem, é photo shop puro e duro...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Salty as Fuck

Último dia de férias.
Que bom...
Só me restam dois dias, que nem sequer contam porque tecnicamente é fim-de-semana, e depois toca a voltar à labuta de todos os dias e a ter que aturar as rabugices dos outros.

Pergunto-me porque razão o senhor não me fez nascer numa família tão rica que não houvesse necessidade de trabalhar.

Deve ser pela razão de negar a sua existências, com certeza. Só pode.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Boas Férias II

Vale de Prados, Macedo de Cavaleiros

Estive por aqui.

Infelizmente, já voltei.



Porque não há parvónia como a dos outros; a nossa é sempre a pior merda.

Porque será?

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Boas Férias



Qualquer coisinha estarei por aqui, no lugar de Porto Côvo.

?!








quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Cinema L



Noite da antestreia de casa cheia, com tudo o que é macaco (literalmente) entretido a fazer barulho e a conversar animadamente em vez de deixarem as pessoas ver o filme sossegadas. Vê-se mesmo que não pagaram o bilhete do próprio bolso, senão desatava tudo à chapada ao primeiro pio do vizinho do lado...

Uma grande surpresa. Efeitos especiais tremendos, história concisa e bem estruturada.
Até o James Franco, que normalmente é tão merdinhas, estava mais ou menos bem.
Muito bom!





Uma palavra de agradecimento às quatro Misses Cova da Moura sentadas ao meu lado, que me providenciaram um documentário sobre o filme e a movimentação de cada personagem digno de qualidade BBC.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Eu e Ele #12

Do que ela gostava mesmo, mas mesmo, mesmo, o que lhe dava um gozo descomunal, era a cara dele de desapontamento, quando esperava que ela fizesse asneira, mas afinal, na hora do vai-se a ver, ai, ela fazia tudo bem.
Disso é que ela gostava.
Porque aquelas trombas são, de facto, impagáveis.

Mas o melhor, o melhor de tudo, é aquele sorrizinho de triunfo que, mesmo mínimo, ela não consegue evitar, e que o deixa mais fodido que qualquer outra coisa.

E aquelas trombas de fodido são, de facto, qualquer coisa de extraordinário.

Leituras XXXIX


Brilhante, brilhante, brilhante!
Capacidade descritiva no seu expoente máximo sem maçar o leitor, dá uma visão alternativa, consoante a personagem que relata os factos, desta conturbada época no reinado de Henrique VIII.
Brutal e conciso, como só Gregory sabe escrever, este é mais um livro espectacular saído das mãos de génio desta autora.
Muito, muito bom!

Cinema XLIX


Surpresa muito agradável: até está qualquer coisa de engraçado e original.
E dá umas óptimas ideias sobre liquidar chefes estúpidos.
Bom!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Novas Aquisições



Quem é que está viciada na época Tudor, quem é?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Manifesto Anti-Bófia

Ora aqui está uma instituição que, até hoje, não consegui perceber para que serve.
Para que serve a polícia, afinal?
Para prevenir crimes?
Para ajudar o cidadão quando este mais precisa?
Para servir a justiça e a sociedade?

Não. Claro que não.
A bófia, essa entidade da utilidade pública, serve única e exclusivamente para chatear.
Chatear, nada mais que aborrecer e maçar o cidadão.
Está a polícia no local antes de ocorrer o crime?
Está a polícia a patrulhar zonas potencialmente perigosas?
Estará a polícia preocupada em proteger o cidadão antes de os crimes ocorrerem?

Obviamente que não.

Agora, está a bófia nos locais em que não faz falta absolutamente nenhuma quando poderia estar a ser mais útil noutros sítios?
Está a polícia preocupada em ser arrogante, mal educada, petulante, autoritária e anlafabeta para com o cidadão que paga o serviço policial?
Anda a polícia a importunar as pessoas em vez de correr atrás dos gatunos?
Está a polícia atenta a todas as minudências que o cidadão pratica, pronto para berrar e multar?
Está a polícia pronta para abusar da autoridade seja em que circunstância for?

Sim, é a resposta a todas.

Citando uma pessoa que me é bastante querida e que já há vários anos apregoa os malefícios desta corporação, que é o mê hóme, quando a bófia está por perto, ou vai haver merda ou já houve. E nas duas hipóteses, são eles que a provocam.
E isto acontece porque neste país um zézinho qualquer com um cacetete nas mãos é o chefe da tribo, num charco de merda que é esta terra, todo aquele que detem poder e autoridade não é feliz nem completo se não abusar dos dois.

E assim se percebe, meus caros, porque é que não há remédio para este estado republicano.
Porque todos os inhos desta terra maldita querem todos ser os maiores lá das suas aldeias.

E contra isto, amiguinhos...?
Batatinhas!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Whatever

Havia um deus qualquer que sabia perfeitamente que ela não gostava de gente submissa, mais especificamente, de mulheres submissas.

Sabia perfeitamente que considerava um ultrage e uma pouca vergonha ainda existirem, em pleno século XXI, mulheres sem carácter e sem força de vontade suficientes para viverem honradamente sem baixarem a cabeça e dizerem ámen a todas as 'ordens' dos homens, mulheres que, não obstante a educação e formação que lhes foi ministrada, gostavam de fazer de tapete aos homens e servirem de capacho a todas as suas vontades. Mulheres que não respeitavam a sua própria condição de ser humano, no fundo.

Esse deus sabia que ela não suportava espécimes assim, que lhe feriam a sua costela feminista mais acesa e férrea, e por isso mesmo, fazia questão de só pôr no seu caminho raparigas que, coitadinhas, mais pareciam que tinham vindo directamente do século XII de tão subservientes que eram. Mais pareciam, de facto, não terem personalidade ou, tão simplesmente, não terem vértebras no pescoço, pela maneira como mantinham sempre a cabecinha baixa a todos os caprichos masculinos.

Fazia o deus questão de lhe esfregar nas trombas todas as pessoas femininas sem vontade própria, tão carentes e subjugadas, que cediam a todos os desejos dos maridos tiranos, sem nunca questionarem ou pensarem pela própria cabeça, sem nunca se revoltarem, fosse de que maneira fosse.

Fazia o deus questão que ela visse o que as outras fazem para que se lembre do que um dia foi feito e que a perseguirá para o resto dos seus dias. Fazia questão o deus de lhe pôr à frente dos olhos as condutas às quais um dia sucumbiu e que por tal amargamente se arrependeu, para lhe provar que ser igual aos carneirinhos todos só traz estragos e nada mais sobra que não seja destroços. Vês o que um dia fizeste, diz ele, soube-te mal, não foi? Agora arrota com aquilo que as outras fazem para veres a figurinha que andaste a fazer.
E assim o deus punha-lhe aquilo à frente dos olhos. Todos os dias.


O deus chamava-se ironia.
Ela chamava-se uma coisa qualquer.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Se mais alguém pergunta como correram a merda dos exames, juro que lhes vou ao focinho.
Se tenho que dissecar cada pormenor de cada exame uma vez mais que seja, vou agredir pessoas.
Foram 6 exames, 6! Tenho mesmo que saber ao pormenor o que escrevi e o que me foi subliminarmente perguntado?
Já não basta reviver em pesadelos o que se passou naquelas 15 malditas horas que passei fechada numa sala cheia de abutres?
Foda-se, que é demais!

Cinema XLVIII



Tem o dedinho mágico de Steven Spielberg.



Personagens engraçadas, densas e profundas, história original, mesmo com uma temática banal.



Bom!

Leituras XXXVIII




Numa visão pós-moderna da filosofia existêncialista, novos problemas se colocam ao Homem que, subitamente, se transforma, ele mesmo, em Arte.


Escrita fluída e transparente, mesmo com um discurso denso e complexo.


Final nada surpreendente ou original, mas mesmo assim com uma beleza textual fora do vulgar.




Muito bom!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

= Depois dos Juízes, Advogados apanhados a copiar =

Ai, Márinho, Márinho... Que grande pouca vergonha de bastonário que V.Exa. me foi sair.
Não tem vergonha de ter dois pesos e duas medidas?

Aprendemos uma lição?
Para a próxima, abstenha-se de meter a foice em seara alheia, pode ser?

For Fuck Sake, Kill Me Right Away!

De vez em quando, acorda-se a meio da noite a pensar nas asneiras que foram escritas nos exames.
Não há maneira de ver este tempo atrás das costas, nunca mais me livro desta perseguição mental.

Tanta coisa para em Setembro haver mais do mesmo...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

De Bestial a Besta e Vice-Versa

Meus deuses que se me está a dar um ataque de síndrome de Peter Pan...!

De repente, já temos a ideia de que somos todos tão crescidos que já nos mandam para a linha da frente sem pejo nenhum, já tratamos das coisas todas e levamos na cabeça em conformidade, já vamos sozinhos para todo o lado quando antes havia sempre quem nos levasse pela trela, já somos levados a ajuntamentos por causa do factor calmante da presença feminina, já somos todos um bando de gente parva igual a todos os outros.
Antes, pequeninos, não tínhamos direito a personalidade jurídica; agora, graúdos, somos pau para toda a obra.

Só não se deu pela transição.
Deve ser sido pelo facto de ter estado adormecida, vá, em coma, durante 3 semanas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Depois de todas as correrias, reservas e encomendas em locais pouco recomendáveis, frustração, raiva e atropelamento de duas mães e um pai de família, com respectivos rebentos (arrotem, estupores!), finalmente a colecção está completa.




Sim, já sei; para que raio se faz questão de coleccionar reles imitações e fraudes cinematográficas quando se passa a vida a resmungar contra a imperfeição dos mesmos...?





Porque, apesar de versão alternativa e completamente lateral, é Harry Potter. Que é imortal e perfeito.







Portanto, seus Muggles ranhosos e fedorentos, que só vêem a merda dos filmes e nunca leram uma única página de um livro da Saga, voltem à escola para aprenderem a ler, leiam de facto a obra e depois venham cá com conversa de ser fã de Harry Potter.



Até lá, não lhes reconheço a personalidade jurídica.

Da Bela Idade Casadoira

E, assim num repente, todos se casam e constituem família.
Por todos, entenda-se amigos e colegas de escola, de uma infância longínqua, dos tempos em que brincávamos no meio da rua até ser noite ou do tempo em que íamos para a escola pelo atalho proibido.
Todos esses com quem se partilhou uma sala de aula da primeira classe, uma hora do recreio na escola, um lugar no anfiteatro da faculdade.
Não se sabe se serei eu que ainda tenho idade mental de quinze anos (é provável) ou se anda tudo cheio de pressa para deixar na terra um rancho de filhos, o que é facto é que, de cada vez que se olha para o lado, há alguém vestida de noiva, há alguém com pança inchada de 7 meses, há alguém a preparar as coisas para entrar no mundo dos adultos.
Mundo dos adultos, essa coisa estranha e distante para quem parou no tempo e se recusa a avançar.
Não se sabe se chegará para mim a altura em que estas escolhas terão um sabor a naturalidade.
Provavelmente.
Por enquanto têm todas sabor a sinto-me velha.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy Winehouse 1983-2011



Mais uma estrela que se junta ao Clube dos 27.
Apesar de tudo, é uma pena uma voz destas desaparecer tão cedo.

De Volta à Vida

Percebo hoje que deixei completamente de viver nas últimas três semanas.
Completamente. Mesmo.
De facto, devo ter deixado de viver a partir de Março e desde essa altura até agora, apenas sobrevivi, mantive-me num coma relativo, numa espécie de limbo, nem fora nem dentro. Tanta coisa que deixei por fazer para fazer uma coisa sem interesse para, no fim, não ter valido, de todo, a pena.
Arrastei-me estes meses todos por aqui, sempre à espera de ver o meu nome na lista dos condenados, sabia-me marcada, não igual aos outros todos, com vidas normais e saudáveis, mas uma pessoa marcada, que tinha necessariamente de percorrer outros caminhos que não aqueles que toda a gente percorre.
Que estupidez.
E no fim, nem sequer valeu a pena o sacrifício.
Que estupidez...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Querida CNA,

Puta que te pariu.
Da próxima vez que haja teste de direito comercial e societário em vez de Deontologia e Informática Jurídica, ó cristo como é que esta merda tem a categoria de disciplina, é favor avisar com antecedência para o pessoal poder estudar e levar a legislação apropriada.
Já estou mesmo a ver que sexta-feira, em vez de Penal e Constitucional, que é uma cadeira que se dá na faculdade e não nas formações posteriores, deve haver perguntinhas de direito cemiterial ou direito da bioética, ou qualquer merda que o valha.
Foda-se, só me calham duques.
E cenas tristes.

Muito tristes.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Já só Faltam 4 Metades de Exame!

Tenho uma colega que é, assim, a modos que engraçada.
Depois de um exame matinal bem estúpido, o pessoal teve que ir comer a algum lado e foi-se logo enfiar no tasco mais cheio que havia nas redondezas.
Logo que lá entrou, a moça saiu disparada para um canto do restaurante, deixando todos os seus pertences para trás, certamente tinha visto uma mesa onde coubessem 10 macacos jurídicos.
Não, não, nem pensar.
A rapariga tinha visto um moço que achava giro ao fundo da sala e portanto toca de ir a correr para lá, na esperança, dizia ela, que ele a deixasse sentar na mesa dele.
Tentando não pensar no dever geral de urbanidade e correcção a que já se está vinculado a esta altura do campeonato, ainda pensei em chamar-lhe parva.
Mas depois lembrei-me da minha própria cara de parva quando, no meio do metro, um bófia brasa e bom nas horas, muito simpaticamente, se dirigiu à minha pessoa e me disse para fechar a mala por causa dos carteiristas e que a minha pessoa, em vez de agradecer, ficou especada a olhar para a autoridade, pensando no que poderia acontecer se, de repente, deixasse a carreira judiciária para me dedicar à patrulha de cidadãos na esquadra do Marquês de Pombal.
E não disse nada.

O que é que me falta para ter a inimputabilidade plena?
Nem mais, a sentença.

domingo, 17 de julho de 2011

OMG!



Olhem que crescidos que eles estão.
Dez anos fazem toda a diferença.
Uns putos que eles são, mesmo assim.



Estou tão velha...

sábado, 16 de julho de 2011

Cinema XLVII


E pronto, o último lamento sobre a Saga Potter no cinema chega ao fim; desde há dez anos que ando a espumar da boca por causa desta merda de filmes a que chamam adaptação da obra escrita.
Adaptação?
Mais um eufemismo. Não passa de uma reles invenção e destruição de tudo o que foi escrito pelas mãos de mestre daquela senhora que, afinal, não passa de uma vendida e de uma qualquer que não tem noção nenhuma do que fez ao vender os direitos para fazerem oito filmes de merda sobre uma saga maravilhosa.
Enfim, ainda vou no intróito e já tenho um lago de espuma no teclado...
Vamos por partes, então.

Desde quando é que se faz uma merda dum filme, meramente baseado num livro, claro, apenas meramente baseado, sem explicar os pormenores importantes que fazem do sétimo livro o mais brilhante e emocionante da história?

Desde quando é que o Dumbledore, na cena de encontro com o Potter em King's Cross, NÃO explica o que aconteceu, nem sequer menciona a história dos Talismãs da Morte?

Desde quando é que o Snape se transformou num travesti? Já se sabe que o Alan Rickman está com a bela idade de 65 anos, mas não precisam de pintar os olhos ao homem como se fosse uma drag queen para que pareça mais novo!

Desde quando é que o que interessa mais é ver que as personagens envelheceram 19 anos quando não se conta o mais importante da história?

Cambada de Muggles que não respeita nada!
Sem vergonhas que se limitaram a pegar nas personagens de uma história e a inventar uma outra história, mais ranhosa e sem nexo, à volta do original!

Tirando isso não está mal.

Deixei Tudo Por Ela, Deixei, Deixei...

Coisas que deixei de fazer todos os dias, a toda a hora, durante não sei quanto tempo por causa desta merda para aí vem para a semana:

- Deixei de ler livros normais, daqueles que não versam sobre direito, desde que a merda das aulas começaram. E para aqueles que não sabem, este facto, na minha pessoa, não só é sinal de grande sacrifício, como é sinal de que algo vai irremediavelmente mal. Todas as horas de almoço, todos os minutos antes do deitar, todos os minutos do dia que eram reservados à leitura, desde Março até agora, foram na mesma reservados à leitura, mas à leitura de obras jurídicas. Jurídicas. Exclusivamente;

- Deixei de ir a Festivais e outros eventos para não me deitar tarde, para poder acordar cedo e estudar o dia todo sem interrupções ou cansaço extremo;

- Deixei de ir a sessões de café com amigos, amigos esses que por acaso até precisavam que estivesse lá para eles em momentos de dificuldade, mas que a minha agenda super preenchida entre casa e a biblioteca não permitia;

- Deixei de ter férias porque houve alguém que não foi capaz de me dar tempo de estudo para fazer 6 cadeiras e tive que roubar tempo do meu descanso;

- Deixei de saber o que é uma noite descansada, sem pesadelos, insónias ou outros distúrbios nocturnos, desde há 3 meses para cá;

- Deixei de ter paciência para as coisinhas normais do dia-a-dia, parecendo que estou em permanente estado de tensão pré-menstrual;

- Deixei de ver filmes e séries à noite para, mais uma vez, não me deitar tarde, para poder acordar cedo e não morrer de sono no tempo em que devia estar a usar para estudar;

- Deixei, portanto, de ver os meus programas preferidos;

- Deixei de ter objectivos imediatos que não os exames;

- Deixei que o meu quarto se transformasse numa central nuclear; tem lixo tóxico até ao tecto, espalhando uma nuvem de porcaria pela casa fora;

- Deixei de ter (ainda mais) amor à vida e já perdi a conta aos cigarros que fumo por dia;

- Deixei de preparar com o tempo devido as coisas para o casamento dos meus amigos, que devia ser uma cena gira e divertida para se ir fazendo. Não, nem pensar; comprei a roupa, os sapatos e os acessórios todos quase no fim-de-semana em que recebi o convite, para deixar tudo pronto e não perder tempo com pormenores, não me esforcei para escolher uma prenda gira e original e não pensei como é que vou fazer para domar a minha melena louca naquele dia (vou, portanto, mascarada de leão); está tudo pronto há tanto tempo que nem sei a cor da merda do fato;

- Deixei de tratar decentemente as pessoas que me rodeiam, o que leva a que as minhas relações sociais se limitem a falar baixinho para os apontamentos e casos práticos que fui fazendo;

Resumindo, deixei tudo o que me fazia feliz por causa desta coisa estúpida.
Mas como sou uma pessoa crescida, também este tempo resultou numa aprendizagem excelente, não só de conhecimento jurídico e judiciário, mas de outros elementos, reletivamente importantes: deixei de pensar que sou uma pobre infeliz por me ter metido em testes e exames quando podia ter uma vida descansada, deixei de me ter como uma coitadinha que está sempre com um pé na forca e outro no cadafalso da avaliação constante e tenho agora mais coragem em tempo de guerra do que tive em qualquer outra altura da minha carreira académica.

Ou isto ou estou a fingir que não penso a toda a hora no imenso sacrifício que pode nunca ter valido a pena.

Eu e Ele #11

Sempre fui apologista de que a dose certa de saudades numa relação faria milagres.
E, afinal de contas, sempre venho a ter razão. Pelo menos, de vez em quando.

Quando antes não havia sequer a paciência para olhar, para falar, quando antes só havia lugar a coices e a bocas fruto do ressabiamento ou coisa que o valha, duas semanas de ausência depois, é tudo maravilhoso, a estagiária faz tanta falta, tantas saudades, tanta simpatia, tanta disponibilidade.
Duas semanas de ausência, sem ninguém com quem implicar, sem ninguém para lhe fazer as vontadinhas todas, sem ninguém para lhe beijar o cu a toda a hora, fazem toda, toda a diferença.

Uma certa dose de saudades numa relação fazem sempre bem.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

(Outra)Pausa na sabática - II

Destilando o ódio que se me corre nas veias depois de um dia de trabalho exaustivo a encontrar soluções para todos os clientes imaginários que os testes do passado gostam de dar, apraz dizer que não há maneira de um ser viver descansado.
Não há.
Há-de sempre existir um Queixinhas ao virar da esquina, há-de sempre existir o Violador de Telheiras que podia morrer mas não morre, há-de sempre existir aquela corja de gente que, só porque dá aulas naquele Antro, se acha a última coca-cola jurídica do deserto judiciário.
Hão-de sempre existir, onde quer que se vá.
Sempre.
O que quer que se faça, estão lá sempre.
Contra isto, batatinhas, por está claro, que não há felicidade se não houver um batatal daqui até Colares.

terça-feira, 12 de julho de 2011

(Outra) Pausa na Sabática

A prova plena de que para inimputável só me falta mesmo, mesmo, a sentença, é que comprei um presente para me oferecer depois dos exames terem acabado.
O que vale é que estava em saldo.
Tentei usar aquele slogan da L'oreal, o tal do eu mereço, mas acabei por me sentir daquelas velhas solitárias que mandam flores a si mesmas por alturas do Dia dos Namorados.
Enfim.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Há coisas que não valem assim tanto para que se gastem horas e horas com preocupação acerca delas.
Há coisas que têm tão pouca importância que se tornam estúpidas.

Só são importantes porque as pessoas que se preocupam não estão, de facto, preocupadas; estão obcecadas.

E isso faz toda a diferença.
Na coisa em si.
Na importância que se lhe dá.
Na maneiran como se vê.

Toda a diferença.


Na entrada na recta final, só me ocorre isto.

Cinema XLVI


Pausa na sabática para duas horas de distracção.
Uma mistura de Nikita com Fringe, mas uma boa mistura.
Nada de muito original, mas tremendamente refrescante, no entanto.
Bons actores, boas interpretações, bom guião.
Bom!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Bad Hair Day

Uma pequena pausa no tempo de estudo e dedicação à causa jurídica para duas ou três coisinhas, muito rápidas, à laia de desabafo, que é para essas coisas que as pessoas escrevem, para desabafar, para exorcisar os seus males e para parirem no mundo os disparates que lhes passam pela cabeça.

Uma breve nota sobre a merda de gente que anda no comboio como se este fosse sua propriedade. É tudo nosso, tudo do povo, os outros que se lixem. Pois bem, meus amigos, para o raio que vos parta, sim?

Uma outra breve nota para os senhores da Panrico que agora lhes deu para empacotar os donuts em merdinhas de plástico. Pois bem, o que é que vos passou pela cabeça? Até parece que sabem a plástico. Já para não falar no facto de estarem cada vez mais mirrados. Fodam-se mais a mania da modernidade, sim?

Uma outra, claro, notinha sobre a escumalha que se vê na FDL, aka Antro, nestes dias. De repente, parece que aquilo se transformou na sede do CDS-PP tamanha a quantidade de amontoado de betinhos e capitalistazinhos nojentos que se vêem a passear pelos cantos. Já para não falar na corja que agora dá lá aulas, parece que é critério não valer nada como pessoa e pode ser-se assistente daquela casa.Pois bem, ardam para aí, what do I care?

Uma quase-última nota para os filhos da puta desta merda deste distrito que se lembraram de ir a correr comprar o DVD do Harry Potter, tanto que deixaram os coleccionadores habituais apeados. Cambada de carneiros infectos, não podem ver nada na televisão que vai tudo a correr comprar. Enfiem essa merda no rêgo do ass e vejam se dá música, sim?

Finalmente, mesmo finalmente, uma última palavra para aqueles, não sabendo o que querem, chateiam toda a gente para conseguir sabe-se lá o quê, para aqueles que se julgam os maiores e para aqueles que podem ir andando que fazem cá tanta falta como a fome, vão se foder, sim?



Agora que já tirei isto do sistema já posso voltar a estudar.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sabática

Oficialmente, começa a época de caça ao estudo.

Enquanto uns vão para as Caraíbas e outros ficam todos lixados porque os estagiários precisam de tempo para estudar, segue, para cada um deles, embora com diferentes quantidades, uma bela guia de marcha para o raio que os parta.




See you in 3 weeks.

Cinema XLV



Nada de muito original, claro, mas não está mau de todo.



Um reviver da história original.



Razoável.

sábado, 2 de julho de 2011

Resoluções Para A Vida Futura #7

Não idolatrar ninguém só porque essa pessoínha tem a mania que é uma grande peça.

Não alimentar admiração por pessoa alguma que mostre o menor dos laivos de distúrbio de personalidade com tendência para a megalomania.

Não gostar de gente que se acha a última Coca-cola jurídica do deserto judiciário.

Dá asneira.
E eventualmente leva-se na boca.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Déjà Dans La Merde

Imposto Inconstitucional?

Começamos muito bem, Ó Senhor dos Passos; a falar mal do Ti Sócras mas a fazer a mesma coisa.
Daqui a nada, de cada vez que se vai à casa-de-banho, também se paga imposto... Até nem era mal pensado; não estavam V.Exas. preocupados com a igualdade e por essa razão é que puseram toda a gente a pagar e a não bufar? Toda a gente caga, meus amigos, era uma óptima ideia para uma nova taxa.

Primeira bofa na boca dos capitalistazinhos que votaram nesta coisa que se auto-denomina Governo. Ai votaram neles?
Agora arrotem.