Sou aquele bicho esquisito a quem o Bolo Rei (que não aquele da Mitra Land) só sabe bem se já tiver mais de uma semana em cima. E nem precisa de ser torrado, marcha mesmo duro.
Depois admiro-me de parecer uma vaca...
E você?
Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
Mostrar mensagens com a etiqueta Quesitos da Base Instrutória. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Quesitos da Base Instrutória. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Ai Sim?
Constato que sou uma saloia acabada de chegar da província quando fico positiva e verdadeiramente estupefacta com o facto dos autocarros, que na minha terra se chamam carreiras, em Lisboa passarem com uma periodicidade aproximada de 10 minutos.
Isto é, para mim, absolutamente espantoso.
Nunca naquela terra do demónio um autocarro passa com menos de meia hora de espera.
Nunca.
Mas mesmo nunca.
Acreditem porque sou um ser que passou muitas horas da sua vida à espera do autocarro para detrás do sol posto.
Portanto, vir parar à metrópole, andar de autocarro na metrópole e chegar em menos de um fósforo a qualquer local na metrópole é sinónimo de espanto.
E você?
Isto é, para mim, absolutamente espantoso.
Nunca naquela terra do demónio um autocarro passa com menos de meia hora de espera.
Nunca.
Mas mesmo nunca.
Acreditem porque sou um ser que passou muitas horas da sua vida à espera do autocarro para detrás do sol posto.
Portanto, vir parar à metrópole, andar de autocarro na metrópole e chegar em menos de um fósforo a qualquer local na metrópole é sinónimo de espanto.
E você?
terça-feira, 18 de julho de 2017
Ai Sim?
É muito triste ser-se estúpido.
Mais triste ainda é ser-se estúpido e andar-se permanentemente a dormir em pé. porque ir à porra da cozinha beber uma porra de um café dá muito trabalho e ainda faz cair os parentes na lama, segundo se ouve dizer.
Por isso é que se passa uma manhã inteira a ligar para um Agente de Execução que, filhadaputa, deve estar de férias, todo esticado na praia e não atende... Pois, não atende porque o número para o qual se está a ligar não é mais que o NIF do desgraçado e não o número de telefone.
A partir de agora, o mote diário passa a ser: beber café antes de começar a trabalhar. Sem falta. Haja o que houver.
E você?
Mais triste ainda é ser-se estúpido e andar-se permanentemente a dormir em pé. porque ir à porra da cozinha beber uma porra de um café dá muito trabalho e ainda faz cair os parentes na lama, segundo se ouve dizer.
Por isso é que se passa uma manhã inteira a ligar para um Agente de Execução que, filhadaputa, deve estar de férias, todo esticado na praia e não atende... Pois, não atende porque o número para o qual se está a ligar não é mais que o NIF do desgraçado e não o número de telefone.
A partir de agora, o mote diário passa a ser: beber café antes de começar a trabalhar. Sem falta. Haja o que houver.
E você?
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Ai Sim?
Acho sempre que palavras estúpidas como pitéu enchem logo uma conversação com um nível de eloquência que é difícil de suportar.
E você?
E você?
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Ai Sim?
Tenho a infelicidade de trabalhar num escritório em que o patronato, depois de ter, durante as férias, deixado crescer uma barbinha sinistra, com a mania que é hipster, a meio do dia, atira com os sapatos e as meias para um canto e anda de chanatas de praia, para trás e para a frente, todo contente porque é bué rebelde.
E você?
E você?
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Ai Sim?
O capitalismo selvagem é uma coisa horrenda, que destrói a sociedade e leva o homem pelos caminhos da decadência.
Digo eu, que nada sei, nem pretendo saber, mas sou obrigada a levar com esta ideologia estúpida todos os dias pelas trombas abaixo.
O ilustre edifício que alberga o meu domicilio profissional tem aquecimento central movido a força de uma caldeira toda maricas, cheia de tecnologias e porras, movida, por sua vez, a gasóleo, muito lindo e cheiroso e caro como a gaita, que é armazenado num depósito industrial algures nas entranhas do jardim.
Para aquecer a casa, estão radiadores em todas as salas, nas salas maiores há mais do que um, havendo os ditos bichos nas casas-de-banho.
Sucede, porém, como tudo na vida, nem tudo são rosas, e a maravilha do aquecimento haveria de ter algum defeito: quando as portas ou janelas estão abertas, pela maior entrada de ar que arrefece o espaço, a caldeira começa a trabalhar com maior vigor para compensar o arrefecimento provocado pela circulação de ar extra, gastando na proporção da força empreendida.
Houve um desgraçado que, vendo-se aflito, resolveu, à hora do almoço, ir aliviar a sua tripa. Foi cagar, portanto. E como não queria que ninguém levasse com o cheiro da sua bufa enquanto trabalhava, abriu a janela da casa-de-banho em basculante para o perfume se evaporar mais depressa. Mas não desligou o radiador, pelo que a caldeira dançava alegremente na sua casinha enquanto meio depósito ia à viola.
Eis que chega a besta e, deparando-se com o cenário supra descrito, dá um grito para meia casa ouvir: "Quem é que foi arrear o calhau?"
Face à estranheza da questão, toooooooda a gente parou o que estava a fazer e ficou a ouvir. "Então os meninos não sabem que não podem abrir a janela no inverno, que a caldeira gasta muito?! Julgam que andamos a roubar?!"
Alguém lhe deve ter dito (provavelmente foi o cagão) que, caso não abrisse a janela, ficava a cheirar a ETAR pela casa fora e não havia direito de fazer as pessoas trabalhar literalmente num ambiente de merda.
Ficámos, assim, a ser que, para o nosso ilustre patronato, mais vale ter cheiro pestilento e merdoso, a colar-se às nossas peles e roupas, a agoniar-nos até à 15ª geração, do que gastar um milésimo de mililitro de gasóleo a mais por causa do aquecimento.
Portanto, aqui, nesta casa, mais vale levar com a bomboca do cheirinho a cagalhão acabado de fazer do que gastar mais um cêntimo que seja no filha-da-ganda-puta do gasóleo.
Nem vale a pena tecer mais comentários; tudo fala por si, não é verdade??
E por aí?
Digo eu, que nada sei, nem pretendo saber, mas sou obrigada a levar com esta ideologia estúpida todos os dias pelas trombas abaixo.
O ilustre edifício que alberga o meu domicilio profissional tem aquecimento central movido a força de uma caldeira toda maricas, cheia de tecnologias e porras, movida, por sua vez, a gasóleo, muito lindo e cheiroso e caro como a gaita, que é armazenado num depósito industrial algures nas entranhas do jardim.
Para aquecer a casa, estão radiadores em todas as salas, nas salas maiores há mais do que um, havendo os ditos bichos nas casas-de-banho.
Sucede, porém, como tudo na vida, nem tudo são rosas, e a maravilha do aquecimento haveria de ter algum defeito: quando as portas ou janelas estão abertas, pela maior entrada de ar que arrefece o espaço, a caldeira começa a trabalhar com maior vigor para compensar o arrefecimento provocado pela circulação de ar extra, gastando na proporção da força empreendida.
Houve um desgraçado que, vendo-se aflito, resolveu, à hora do almoço, ir aliviar a sua tripa. Foi cagar, portanto. E como não queria que ninguém levasse com o cheiro da sua bufa enquanto trabalhava, abriu a janela da casa-de-banho em basculante para o perfume se evaporar mais depressa. Mas não desligou o radiador, pelo que a caldeira dançava alegremente na sua casinha enquanto meio depósito ia à viola.
Eis que chega a besta e, deparando-se com o cenário supra descrito, dá um grito para meia casa ouvir: "Quem é que foi arrear o calhau?"
Face à estranheza da questão, toooooooda a gente parou o que estava a fazer e ficou a ouvir. "Então os meninos não sabem que não podem abrir a janela no inverno, que a caldeira gasta muito?! Julgam que andamos a roubar?!"
Alguém lhe deve ter dito (provavelmente foi o cagão) que, caso não abrisse a janela, ficava a cheirar a ETAR pela casa fora e não havia direito de fazer as pessoas trabalhar literalmente num ambiente de merda.
Ficámos, assim, a ser que, para o nosso ilustre patronato, mais vale ter cheiro pestilento e merdoso, a colar-se às nossas peles e roupas, a agoniar-nos até à 15ª geração, do que gastar um milésimo de mililitro de gasóleo a mais por causa do aquecimento.
Portanto, aqui, nesta casa, mais vale levar com a bomboca do cheirinho a cagalhão acabado de fazer do que gastar mais um cêntimo que seja no filha-da-ganda-puta do gasóleo.
Nem vale a pena tecer mais comentários; tudo fala por si, não é verdade??
E por aí?
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Ai Sim?
Tive recentemente a oportunidade de interpelar, pela 15784268456ª vez, uma devedora que não há meio de passar para o lado de cá toda a cheta que deve ao meu cliente.
A mulher passa-se e começa-se-me a gritar do outro lado da linha que vai fazer queixa à TVI, porque é uma vergonha andar-se a trabalhar uma vida inteira e andarem os outros a fazer perseguição por causa de umas dívidazecas quando há neste país quem roube milhões e saia impune.
Não resisti e respondi que não era por fazer a queixa à TVI que a dívida desaparecia e que mais depressa faziam a reportagem sobre ela, que deve e não paga, do que sobre mim, que só estou a cobrar o dinheiro.
Desligou-me o telefone nas trombas.
Cheira-me que muito brevemente vou andar a ser difamada na televisão.
E você?
A mulher passa-se e começa-se-me a gritar do outro lado da linha que vai fazer queixa à TVI, porque é uma vergonha andar-se a trabalhar uma vida inteira e andarem os outros a fazer perseguição por causa de umas dívidazecas quando há neste país quem roube milhões e saia impune.
Não resisti e respondi que não era por fazer a queixa à TVI que a dívida desaparecia e que mais depressa faziam a reportagem sobre ela, que deve e não paga, do que sobre mim, que só estou a cobrar o dinheiro.
Desligou-me o telefone nas trombas.
Cheira-me que muito brevemente vou andar a ser difamada na televisão.
E você?
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
segunda-feira, 2 de março de 2015
Alegoria Outra
Deus nosso senhor sabia como a menina gostaria de poder aceitar aquele doce que um senhor, de sorriso bondoso e olhos tristes e com uma trágica associação a ratas de sacristia, mas que, não obstante, não conhecia de lado nenhum, lhe oferecia, mas já sabemos como estas histórias de ogres peludos disfarçados de pessoas boazinhas acabam.
Normalmente com a criancinha morta numa ribanceira qualquer, com as mãos ainda sujas de açúcar.
Maneiras que o melhor é seguir em frente, não olhar para trás e não pensar no veneno que teria do doce ofertado.
Ficamos (bem) melhor assim.
Normalmente com a criancinha morta numa ribanceira qualquer, com as mãos ainda sujas de açúcar.
Maneiras que o melhor é seguir em frente, não olhar para trás e não pensar no veneno que teria do doce ofertado.
Ficamos (bem) melhor assim.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Nonsense Talking Nº ... Qualquer Coisa
- Então diga-me lá onde é que está o processo, por favor.
- Então, está na Comarca de Lisboa Oeste, Sintra ... "inst" local, não sei o que é "inst"...
- É instância. Com a reforma do mapa, passaram a existir as instâncias locais e centrais, desapareceram os juízos.
- Ah. Não sabia. Bem, adiante. Instância local, 1ª secção de execução, "jota" 2. E o "jota", é o quê?
- ... Juiz.
- Ah! Pronto. Já aprendi coisas novas hoje.
- De facto.
Atente-se que estava a falar com um Agente de Execução.
Vale a pena tecer considerações?
- Então, está na Comarca de Lisboa Oeste, Sintra ... "inst" local, não sei o que é "inst"...
- É instância. Com a reforma do mapa, passaram a existir as instâncias locais e centrais, desapareceram os juízos.
- Ah. Não sabia. Bem, adiante. Instância local, 1ª secção de execução, "jota" 2. E o "jota", é o quê?
- ... Juiz.
- Ah! Pronto. Já aprendi coisas novas hoje.
- De facto.
Atente-se que estava a falar com um Agente de Execução.
Vale a pena tecer considerações?
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Ai Sim?
O meu ilustre patrão ganhou uma nova mania: em cada email que me envia, a parte final tem um abraço lá escarrapachado.
Podia ser cumprimentos, cordialmente, faça esta merda já, você só faz asneiras ou ainda, muito frequente, diga-se, o que é isto?, que merda vem a ser esta?, quem é este gajo?, mas não.
Um abraço...
Um abraço para si também.
E você?
Podia ser cumprimentos, cordialmente, faça esta merda já, você só faz asneiras ou ainda, muito frequente, diga-se, o que é isto?, que merda vem a ser esta?, quem é este gajo?, mas não.
Um abraço...
Um abraço para si também.
E você?
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Ai Sim?
O meu ilustre patrão foi ali à loja da esquina comprar um quilo de maçãs e um quilo de bananas.
Para matar a fome durante a tarde, diz ele.
Não contente com a façanha, foi à cozinha buscar a maior travessa que encontrou e dispôs artisticamente a fruta na travessa, que colocou em cima da mesa dele.
E você?
Para matar a fome durante a tarde, diz ele.
Não contente com a façanha, foi à cozinha buscar a maior travessa que encontrou e dispôs artisticamente a fruta na travessa, que colocou em cima da mesa dele.
E você?
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
segunda-feira, 19 de maio de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Ai Sim?
A minha pessoa, que pretende ser organizada e metódica, tem uma pasta no seu computador do escritório que guarda tudo e mais alguma coisa, sem qualquer critério ou ordenação, denominada 'tudo ao molho e fé no senhor'.
E você?
E você?
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Ai Sim?
Conheço um que, não contente com toda a gabarolice que tem entranhada naquele corpanzil, ainda vai, todo contente, alterar o nome da sua impressora pré-definida para "impressora do Boss".
E você?
E você?
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Ai Sim?
A minha pessoa faz queixas por escrito ao Ilustre Município de Almada a reclamar do tráfego da cidade, pela bela ideia que têm de fazerem uma única faixa para 89 500 pessoas.
Qualquer dia também levo nas trombas, já se está mesmo a ver...
E você?
Qualquer dia também levo nas trombas, já se está mesmo a ver...
E você?
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Desta Vez, Não Me Calhou o Petisco, Mas...
Pergunto, eu, na minha inocência, e como quem não quer a coisa, se não existirão neste país gandins e outros criminosos afins à espera de ser capturados?
É que a julgar pela quantidade de polícia em toda a extensão da ponte 25 de Abril dá a percepção que não terão as autoridades mais nada que fazer a não ser apanhar com o pé na argola os cidadãos que tentam chegar aos locais de trabalho...
É que a julgar pela quantidade de polícia em toda a extensão da ponte 25 de Abril dá a percepção que não terão as autoridades mais nada que fazer a não ser apanhar com o pé na argola os cidadãos que tentam chegar aos locais de trabalho...
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Ai Sim?
Quando detecto que alguém das minhas preferências se dá com aquele tipo de gente, que gentilmente apelido de mete-nojo, jet set da treta, tias de Cascais e corja da militância de direita dos tesos, acaba-se-me logo a preferência e começo a pontapear mentalmente tais seres, tamanho o fastio que me provocam.
Sou um ser profundamente preconceituoso.
E você?
Sou um ser profundamente preconceituoso.
E você?
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Ai Sim?
Desgraçadamente, hoje houve um indivíduo que teve o azar de se ter esborrachado contra o separador central da Ponte 25 de Abril. Para comemorar o seu feito, decidiu espalhar óleo na estrada, de forma a partilhar com os seus concidadãos a alegria de ter arruinado o seu orçamento familiar.
Tradução: havia uma puta de uma fila que nunca mais acabava.
No meio da fila, havia um senhor taxista, muito afoito, que resolveu não deixar passar um vulgar mortal para a faixa reservada aos autocarros, com medo que lhe ocupassem o lugar na fila que não andava.
O vulgar mortal entendeu que o taxista era um idiota com a mania que a Centro Sul é toda dele e resolve encostar a cremalheira do seu veículo à traseira do taxi, só para assustar.
Vem o taxista em fúria e começa a mandar vir ferozmente com o condutor, dando murros no vidro do carro do vulgar mortal enquanto este, calmamente, lhe faz uma caralhada bem arregaçada.
O que é que o senhor taxista resolve fazer?
Aproveita uma pequena brecha no trânsito caótico para se enfiar dentro do seu taxi, disposto a barrar a passagem ao vulgar mortal. Muito cioso da sua condição de contribuinte cumpridor, imagina-se que devia querer chamar a autoridade para o vingarem do vulgar mortal desavergonhado.
Porém, tal senhor sem vergonha era mais lesto que o velho taxista e, aproveitanto a dita brecha, mete a primeira, acelera e some-se no meio da bruma de CO2. O velho senhor ainda tentou ir atrás dele mas, num repente, a fila faz avançar os 89 500 habitantes de Almada, que estavam todos na rua. E o final da história perdeu-se.
A minha pessoa que assistia a estes interessantes acontecimentos mesmo atrás, ainda levou com duas buzinadelas enquanto esperava, muito indignada, no meio de um iogurte líquido e um cigarro, que os dois parvalhões supra descritos acabassem a história à pancada.
Fiquei deveras desiludida.
Sou uma suburbana com sede de sangue.
E você?
Tradução: havia uma puta de uma fila que nunca mais acabava.
No meio da fila, havia um senhor taxista, muito afoito, que resolveu não deixar passar um vulgar mortal para a faixa reservada aos autocarros, com medo que lhe ocupassem o lugar na fila que não andava.
O vulgar mortal entendeu que o taxista era um idiota com a mania que a Centro Sul é toda dele e resolve encostar a cremalheira do seu veículo à traseira do taxi, só para assustar.
Vem o taxista em fúria e começa a mandar vir ferozmente com o condutor, dando murros no vidro do carro do vulgar mortal enquanto este, calmamente, lhe faz uma caralhada bem arregaçada.
O que é que o senhor taxista resolve fazer?
Aproveita uma pequena brecha no trânsito caótico para se enfiar dentro do seu taxi, disposto a barrar a passagem ao vulgar mortal. Muito cioso da sua condição de contribuinte cumpridor, imagina-se que devia querer chamar a autoridade para o vingarem do vulgar mortal desavergonhado.
Porém, tal senhor sem vergonha era mais lesto que o velho taxista e, aproveitanto a dita brecha, mete a primeira, acelera e some-se no meio da bruma de CO2. O velho senhor ainda tentou ir atrás dele mas, num repente, a fila faz avançar os 89 500 habitantes de Almada, que estavam todos na rua. E o final da história perdeu-se.
A minha pessoa que assistia a estes interessantes acontecimentos mesmo atrás, ainda levou com duas buzinadelas enquanto esperava, muito indignada, no meio de um iogurte líquido e um cigarro, que os dois parvalhões supra descritos acabassem a história à pancada.
Fiquei deveras desiludida.
Sou uma suburbana com sede de sangue.
E você?
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Ai Sim?
'Bardamerda' foi uma expressão que sempre me fascinou.
Quando era pequena e ouvia, inadvertidamente, a conversa dos adultos e alguém, desesperado pelas circunstâncias ou simplesmente aborrecido, mandava não sei quem bardamerda, era certo e sabido que a minha pessoa tinha pela frente uma tarde de adivinhação de vento que, em dialecto de avó, queria dizer rir até doer a barriga por motivo nenhum e acontecer uma desgraça a seguir.
Ora eu, que conhecia bastante bem o vernáculo merda, ficava muito espantada quando a palavra minha acompanhada desse tal 'barda' que, apesar de não conhecer de lado nenhum, conferia a uma simples merda qualquer o estatuto de felicidade na forma do riso fácil.
Ainda hoje me deu, em pleno horário de expediente, um ataque de riso por causa de uma video qualquer, visto numa página online de um qualquer jornal, em que um qualquer senhor usou esta expressão.
E fiquei agarrada à barriga de tanto rir, no meio de papéis e processos, códigos e jurisprudência, a quem não mandei bardamerda porque estava o Padrinho na sala ao lado.
E você?
Quando era pequena e ouvia, inadvertidamente, a conversa dos adultos e alguém, desesperado pelas circunstâncias ou simplesmente aborrecido, mandava não sei quem bardamerda, era certo e sabido que a minha pessoa tinha pela frente uma tarde de adivinhação de vento que, em dialecto de avó, queria dizer rir até doer a barriga por motivo nenhum e acontecer uma desgraça a seguir.
Ora eu, que conhecia bastante bem o vernáculo merda, ficava muito espantada quando a palavra minha acompanhada desse tal 'barda' que, apesar de não conhecer de lado nenhum, conferia a uma simples merda qualquer o estatuto de felicidade na forma do riso fácil.
Ainda hoje me deu, em pleno horário de expediente, um ataque de riso por causa de uma video qualquer, visto numa página online de um qualquer jornal, em que um qualquer senhor usou esta expressão.
E fiquei agarrada à barriga de tanto rir, no meio de papéis e processos, códigos e jurisprudência, a quem não mandei bardamerda porque estava o Padrinho na sala ao lado.
E você?
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Ai Sim?
Principiei um 'mealheiro Louboutin' com moedas de cêntimo.
Vou demorar cerca de 200 anos até conseguir ter uns chinelos.
Etiquetas:
Quesitos da Base Instrutória
Subscrever:
Mensagens (Atom)


