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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Coisas Que Vejo por Aí # 61

Sinto que precisava de uma banda sonora grandiosa qualquer a aparecer enquanto escrevo estas linhas. Género, canto angelical ou, quem sabe, um Te Deum.

Tudo, meus caros, porque descobri a pólvora no que à aplicação de maquilhagem diz respeito.

Há uns tempos, depois de ter visto alguns reviews e tutoriais por esse Youtube fora, fiquei verdadeiramente impressionada com isto:

Isto é uma esponja de maquilhagem de microfibra aveludada que promete um acabamento rápido, sem absorver muito os produtos líquidos, versátil e barato, da Juno & Co.

Sendo pouco adepta de esponjas e preferindo milhões de vezes os pincéis, fiquei céptica que este produto fosse assim tão bom.

No entanto, sou uma maria-vai-com-as-outras e estando já há algum tempo à procura de um esponja que não custasse € 20,00 e durasse dois meses, achei que era boa ideia mandar vir umas coisas destas lá das Américas.

Depois de alguns dias de espera (parece que apanhei o tráfego intenso do Ano Novo e por isso demorou mais um pouco que o habitual), lá me chegou a encomenda.


Devo dizer que li cuidadosamente as instruções da embalagem e que vi (e revi) muitos tutoriais e opiniões que correm por essa internet fora sobre este produto.

Que é, diga-se, absolutamente FAN-TÁS-TI-CO.


Basta molhar em água corrente uns segundos (e espremer, obviamente) e esta coisa cresce como se fosse um cogumelo. Fica fofinha, grande e maleável, pronta a utilizar.
Depois é só aplicar o produto (no rosto ou na esponja, conforme a preferência, embora no livro de instruções diga que é preferível aplicar directamente no rosto, mas eu não quero e quem manda sou eu e aplico na esponja e mai' nada) e avançar com o espalhamento com leves batidas (experimentem arrastar uma base líquida na pele com a esponja, para ver o resultado...).

A base rende imenso com esta esponja. Porque o material não absorve tanto como uma esponja tradicional e permite uma aplicação uniforme, não se gasta tanto, sendo muito mais económico que aplicar com pincel.

O acabamento é mais acetinado e mais perfeito, já que não tem o problema da marcação das cerdas do pincel na pele.

Não se suja por aí além, nem mancha, estando pronta para mais rondas assim que se enche de água e espreme.

As diferentes faces permitem a aplicação de vários produtos que não somente a base. Costumo utilizar a parte de baixo (recta) para a base, a parte pontiaguda para o corrector de olheiras e para o pó solto e a parte redondinha para espalhar o corretor de cor (aquele que tem várias cores para tapar cada imperfeição, estilo roda dos alimentos).

Para todas estas aplicações, a Juno porta-se lindamente, sempre com o mesmo acabamento natural e acetinado.

Uma base com cobertura média é potenciada com esta esponja. Uma base com cobertura total fica imaculada quando aplicada com esta pequena nuvem.

Tenho a sensação que a maquilhagem me dura mais quando a aplico com a esponja e que deixa a pele muitíssimo suave.
Não faz abrir a base nem deixa marcas na pele. Tem também outros formatos para todo o tipo de aplicações e funções, se bem que acho desnecessário porque coisinha mais versátil que isto, não há.

O preço? 6 míseros dólares por uma coisa tão maravilhosa (arrota, Beautyblender!). Claro que há que contar com os portes de envio, que não são propriamente baratos (cerca de 9 dólares), portanto compensa comprar em quantidade (que foi o que fiz, by the way).


É, portanto, assim uma coisa fora de série e estou severamente tentada em encomendar para aí umas 500 para poder encher uma banheira com isto e enfiar-me lá dentro a delirar.


Obviamente que também tem alguns pontos negativos, como sejam, o facto de não ser perfeita na aplicação de pó solto quando está molhada (creio que para esta aplicação será melhor utilizar a esponja seca), ou ser necessário insistir na aplicação em zonas com relevo (olhos, nariz) e não chegar a secar de um dia para o outro. No entanto, creio que os pontos negativos são batidos, de longe, por todas as vantagens que este milagre aveludado comporta.


Revolucionou a forma como aplico a maquilhagem e faz a diferença entre chegar ao fim do dia com cara de quem andou na horta a cavar com a testa e ter um ar decente.

Para lá de excelente!

Coisas Que Vejo Por Aí # 60



Pela primeira vez em muito, muito tempo, dei de caras com um primer de olhos que cumpre aquilo que promete.

Para quem, como eu, que sofre de produção anormal de sebinho nas pálpebras, encontrar um primer que controle este flagelo é uma demanda sem fim à vista. 
Encontrar um primer que, ao mesmo tempo que não deixa que os olhos pareçam o papel que seca as batatas fritas, ainda potencia a cor, dando-lhe uma base estável, é praticamente tarefa impossível.

Ora, quando se encontra um produto que faz exactamente isso, é coisa digna de celebração.

Quem diria que esta coisa minúscula seria uma poção tão forte e tão potente?!


E o preço? O preço é outro 'alerta pobreza': € 3,49.

O que é que se pode querer mais?

Coisas Que Vejo por Aí # 59

Seguem-se uma série de posts dedicados a coisas absolutamente fúteis e que não interessam ponta de um chaveiro, mas que descobri recentemente e que me trouxeram alegria e histerismo até mais não.


Começando por isto:


Esta maravilha não só é estupenda no preço (regularmente, custa € 9,90, mas comprei a € 7,49; alerta pobreza!), mas principalmente é estupenda no desempenho.
É dos casos em que a publicidade, como a que consta na imagem, é mesmo verdadeira.
Uma só passagem deixa as pestanas com uma curvatura digna de uma montanha russa e com um volume visível a 500 metros de distancia.

Não deixa resíduos.
Não borra.
A escova não arrasta demasiado produto.
As pestanas não ficam demasiado rígidas.

É um pouco difícil de remover, no entanto, mas, para além de ser expectável num produto deste segmento, não é nada que uma água micelar/desmaquilhante bifásico não resolva num instante.


Excelente!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Coisas Que Vejo por Aí # 58

Praticamente desde que foram lançadas que andava a fazer olhinhos de carneiro mal morto às paletas da Huda Beauty.
Para além das cores lindas, o que li e vi sobre elas pareciam ser de boa qualidade, versáteis, duradouras.

Esperei largos meses até que a marca fosse comercializada e depois comecei a chatear toda a gente para contribuir para a minha felicidade e ofertar-me semelhante objecto.


Tenho a sorte de ter um sócio conjugal atento às minhas pedinchices e esta beleza chegou no Natal.

Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que é o melhor produto de maquilhagem que tive até hoje e a melhor paleta de maquilhagem que já vi ( e atentai que tenho umas de óptima qualidade, umas oferecidas, outras que me custaram um rim).

A qualidade é para lá de excelente.
Apesar de esfarelar um pouco quando se passa o pincel, nenhuma destas sombras tem fallout.  Nenhuma.
Nem mesma a preta.

A pigmentação é extraordinária, sendo provavelmente das poucas sombras que são exactamente iguais na pele ao que são na paleta (desculpa, Urban Decay...), mas mesmo assim são fáceis de esfumar e ficam com efeito dégradée demasiado perfeito para ser verdade.

As sombras mates são mesmo mates, sem ponta de brilho. As sombras brilhantes são mesmo brilhantes e não, não são de glitter, são mesmo pigmentos prensados, suficiente para fazer a diferença entre um produto sofrível e um produto diferente de tudo o que já se viu.

Estas sombras atingem o seu expoente máximo quando aplicadas com os dedos (onde é que isto já se viu, senhores?!) e há uma delas que é meia-molhada-meia-seca, se é que faz algum sentido e é perfeita no acabamento.

Todas as cores combinam entre si, não há nenhuma que destoe nem nenhuma combinação que não possa ser feita. Quer se queira seguir das dicas da própria Huda (ou do resto da internet que experimentou isto), quer se queira inventar, não há muita margem de erro, as cores são tão bonitas que nem que seja uma só fica poderosa e diferente de todas as outras.

É possível, com estas cores, criar uma maquilhagem muitíssimo elaborada como é também possível usá-las num look de dia-a-dia, misturando algumas sombras para um efeito mais discreto. São, portanto, do mais versátil que há.



Claro que não é um produto isento de mácula.

O facto de esfarelar confere à sombra uma longevidade limitada, gastando-se mais rapidamente que outras do mesmo segmento.

Por serem extremamente pigmentadas e com cores muito fortes, não é muito indicada a principiantes; esfumam bem, mas ainda é preciso alguma técnica para depositar a cor ao invés de a arrastar, sob pena de tudo se transformar num imensa bola de fogo pelo rosto inteiro. Também o leque de cores não será muito adequado para quem goste de cores mais neutras ou que aprecie um look mais natural.

O preço não é propriamente baixo (cerca de € 66,00), mas não considero propriamente um facto negativo porque vale cada cêntimo. A sério.





Enfim, temos namoro pegado para os próximos tempos, como está bom de vez.
Fiquei fã e que ultimamente não quero outra coisa senão isto.

5 estrelas!


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Coisas Que Vejo Por Aí # 57


Descobri estas coisinhas por mero acaso.

Basicamente estavam em promoção (alerta pobreza) e tive muita fé que isto não transformasse a minha pele num alho-porro de alergias, o que felizmente não sucedeu.


Muito pelo contrário, aliás.
Fiquei agradavelmente surpreendida, é preciso dizer. A aplicação é fácil, não obstante a máscara ser em tecido. O resultado é, de facto, uma pele substancialmente mais hidratada, o que é visível logo após a aplicação.

Para barateza, não é nada mau. Se funciona comigo, que tenho pele de baixa qualidade, é coisa de relevo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Quinta

Este ano, tal como no anterior, o Natal corporativo deverá ser celebrado só depois da quadra propriamente dita.
Já não devia constituir qualquer surpresa, mas, mesmo assim, é chatinho, vá.
No ano passado, celebrámos o Natal a 27 de Dezembro. Porém, no dia 13 já tínhamos o convite feito e já sabíamos o que nos aguardava.

Este ano, está de gesso. Nada nesta casa indica que se aproxima a melhor época do ano.
Nem uma única luzinha, nem uma árvore de Natal no tamanho de um apara-lápis, nem uma coroa na porta, nem gente contente, nem uma oferenda de Bolo-Rei.

Nada.
Nadinha.
Raspas e vento.


Tudo porque o patrão odeia o Natal, portanto estamos todos proibidos de mencionar a temática e de andar por aí pelos cantos a pedinchar almocinhos e coisas doces.
Por outro lado, para a semana só se trabalha dois míseros dias, oferta do patronato.



Não se pode ter tudo, não é verdade?


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Coisas que vejo por Aí #53

Não que seja muito habitual na minha pessoa, dada a pouca qualidade da minha pele, mas a verdade é que, num achaque severo de forretice, achei estas duas coisinhas a um preço para lá de espectacular (€ 3,50 cada)

E, como maria-vai-com-as-outras que sou, achei que era um preço óptimo por cores da moda (adoro o meu próprio linguajar de terceira idade, quão triste é isto?!) e resolvi experimentar.
Depois de me certificar que não morria com a reacção alérgica, claro.


Devo dizer que usei bastante, durante vários dias, em diversas ocasiões.
Tinha lido (e visto) imensas reviews que falavam maravilhas destas coisas, portanto, esperava qualquer coisa com substância.
Esqueci-me, porém, que é um produto da Primark e, portanto, não há milagres.

Atenção, acho louvável que tenham versões baratas (por amor de deus, sou pobre, porra!) de produtos caros (este dois são dupes das mini-paletas da Huda Beauty), mas acho igualmente estranho como é que pode haver gente a dizer só coisas boas disto.

Vamos lá ver: as cores são lindas e as caixinhas são amorosas, mas acho que devem ser estes os dois únicos pontos bons que tenho a apontar.

O fallout (basicamente o pó que escorre alegremente do pincel para partes da cara que não o olho) é gigantesco.

Esfumadas, as cores desaparecem quase por completo. E não, não se trata de fusão das cores umas nas outras, é mesmo a pigmentação que quase não existe.

As sombras mates têm sub tons muito parecidos; esfumando, é tudo igual.

As sombras glitter são absolutamente histéricas, a cor esvai-se num ápice e só fica o brilho.

Mas, e esta é uma questão muito pessoal, sinto que todas as sombras das duas paletas têm exactamente a mesma base laranja. Isto porque, seja com  sombras da Amber, seja com sombras da Berry, é certo e sabido, chega-se ao fim de todo um dia e os olhos estão da mesma cor: laranja.

Também é possível que isto só aconteça comigo, que aplico mal a sombra ou tenho umas pálpebras mais oleosas que o chão de uma oficia de reboques. Admito que sim.

Por isso é que já testei várias vezes, em várias ocasiões e circunstâncias, chegando sempre à mesma conclusão: o preço é bom, a qualidade nem por isso.




É pena, porque a Primark tem coisas boas, é inegável. A paletas de sombras ficam de fora deste universo.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Coisas que Vejo por Aí #52

Ganhei esta nova mania de usar óleo de corpo em vez de creme de corpo e a minha vida, devo dizer, revolucionou-se.
Passei de ter uma pele ressequida tipo bacalhau, causada única e exclusivamente pela preguiça de pôr creme todos os dias (principalmente no inverno, que está um frio demasiado polar para uma pessoa andar com as peles à mostra enquanto se esfrega com cremes) para uma pele suave como o rabinho dum bebé.

Tudo porque óleo corporal é de uma rapidez atroz na colocação (tudo se faz logo a seguir ao duche, sem secar e anda de lambreta) e na absorção e os efeitos práticos sentem-se praticamente logo a seguir.
Comecei por usar um d'O Boticário que era bonzinho, sim senhor, mas era caro como tudo e tinha um cheiro demasiado enjoativo.

Entretanto, descobri este, que é metade do preço (pechincha), cheira maravilhosamente e o efeito é 10 vezes mais poderoso.

Muito bom, sim senhor.



Digo eu, que finjo perceber muito disto.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Coisas Que Vejo Por Aí # 50

Não foi por falta de tentativa, nem de emprenho, nem de vontade.
A verdade é que tentei, muito e com muita força.
Não deu.
Sei que grassam por essa internet fora milhões de reviews desta base, que é milagrosa, que é espantosa, que é a última Coca-cola do deserto, mas, lamento, tenho uma opinião diferente.

A minha base-de-todos-os-dias é a Lasting Finish 25h, da Rimmel, como até já pespeguei aqui, mas desafortunadamente a cor que uso só consigo encontrar no Jumbo. (Já para não falar no preço, que é cerca de três euros mais cara noutros hipermercados, mas adiante, que ninguém tem nada a ver com as pechinchas que encontro.)
Ora, gosto de fazer o meu avio (olá avós deste país, daqui fala-vos uma outra avó) num hiper da concorrência e precisando eu urgentemente de uma base - era isso ou vir trabalhar com a cútis à mostra para todo o povão ver quão mau é o meu revestimento exterior - resolvi dar mais uma hipótese a esta.


Sim, porque já lhe dei várias, saindo para cima de desiludida nessa demanda.

Para começar, foi o bom e o bonito para encontrar uma cor que fosse a adequada para mim. Pesquisando, vi que a cor 120 era um espantoso classic ivory. Ora, ivory é normalmente uma escolha acertada para quem é assim a atirar para cor de lula, porque é uma cor neutra. Depressa descobri que o 120 me fazia parecer uma prima muito próxima de uma laranja, pelo que basicamente usei uma vez, saindo à rua mascarada de militante do PSD e deitei fora.

Não me dei por vencida, no entanto; o preço desta pequena é muito apelativo (€ 9,90) e faltando a oportunidade de comprar a minha preferida, tinha mais é que servir.

Escolhi, então, a cor 115, apenas para descobrir que continuava a parecer uma lâmpada de candeeiro de rua, de tão laranja que parecia. Se me vissem no escuro, ainda me espremiam para ver se dava sumo.

Estava quase a desistir quando finalmente encontrei a cor 110, essa sim, mais clara que as outras, ou não fossem conhecida pelo nome de 'porcelain'.
Porém, tem sub tom amarelo, o que me faz parecer que sofro, ainda que de forma ligeira, de alguma doença do foro hepático, o que não é lá muito simpático. O que era para lá de bom era o mesmo tom, mas com o tal sub tom em rosa, o que parece que só há na cor 105 que, desafortunadamente, ainda não consegui encontrar em nenhuma superfície comercial.

Poderia fechar os olhos a este pequeno lapso de sub tons se o produto cumprisse minimamente os outros requisitos que promete.

Não cumpre.

É demasiado fluída, o que torna a construção em camadas difícil e requer alguma arte ao utilizar o pincel.
Combina melhor com pincéis planos do que com pincéis com acabamento buffing, os meus preferidos. Com estes últimos, a base quase desaparece, o que não creio que seja positivo para quem, como eu, utiliza a base para esconder as imperfeições.

Poderia, mesmo assim, tentar ignorar este aspecto se esta base cumprisse o seu principal (pseudo) atributo, o acabamento mate.

Não sei se tenho uma pele que produz mais óleo que um campo com 150 hectares de girassóis, o que torna impossível que uma base mate cumpra o seu trabalho na minha cútis.
Até admito que possa ser esse o problema, e a minha pele é uma coisa odiosa que faz com que as coisas não funcionem.
Todavia, há bases que utilizo, e outras que já utilizei, que não têm o mesmo problema, pelo que sou obrigada a concluir que talvez o problema não seja meu.

Se por acaso tiver a infeliz ideia de não colocar pó compacto depois de aplicar esta base, toda a luz do sol é reflectida na minha ilustre tromba, de tal modo que até temo provocar algum acidente no trânsito.
Com a aplicação do dito pó, já a meio da manhã consigo vislumbrar o brilho do sebinho na testa e no queixo. Se o pó aplicado for translúcido, o efeito é melhor e o tal sebo demora mais a transparecer na pele. Mas aparece, não haja ilusão.

Creio que é seguro dizer que esta base só atinge o seu expoente máximo - sempre com a ressalva dos pontos acima, é preciso dizer - se utilizar primer, pó translúcido e spray fixador de maquilhagem (que mais não é senão laca para a cara, mas enfim), mas nunca utilizaria, por exemplo, este produto para um evento festivo ou para uma maquilhagem mais trabalhada. Era ver o reboco, como dizem as youtubers brasileiras, a escorrer lentamente da face ao longo do dia e a ir passear para outro lado.

Tentei, a sério que sim. Utilizei isto várias vezes, em diferentes contextos, sempre a fazer experiências.
Não dá. Não percebo tamanho alarido à volta disto. Não cumpre com nada do que promete, o que é uma pena.
Shame, shame, shame.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Não será segredo para ninguém que sou uma pessoa implicante, difícil, queixosa e portadora de um delicado mau feitio.
É também sabido que tenho ódios de estimação, que cultivo com um prazer que pouco faço por esconder.
Portanto, não poderá constituir surpresa para ninguém que quando uma pobre pessoa do meu espectro de conhecimentos cai na teia da minha infantil implicância, nunca mais de lá sai.
Posto isto, apraz dizer que implico profundamente com uma colega de trabalho.
Todos os defeitos que se lembrem que uma pessoa possa ter, garanto, aquela criatura tem.
Maneiras que, estando farta dela, das merdas dela e das merdas que ela me faz até à ponta dos cabelos, resolvi começar a apontar não só as porcarias que ela se lembra de fazer, mas também os favores que me fica a dever, de todas as vezes que tenho que a safar de asneiras que aquela cabeça se lembrou de inventar.
Tenho, portanto, uma lista de favores apontada, qual capo da máfia a recolher o dízimo da protecção.




Não presto.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 64


Nem vou dizer o que esta senhora parece porque, como é óbvio, está à vista.
Mas não me passa despercebido que a comunicação social, principalmente nas redes sociais, utilize esta fotografia de cada vez que o CDS propõe alguma medida idiota ou entra em contradição com as posições que tomou anteriormente.
E é preciso dizer que não tenho pena nenhuma.

Apetece-me Grandemente Ser Porca #63


Imagino o ralo do duche na casa-de-banho desta moça (Ariana Grande).
Ninguém lhe diz que este cabelo é horrível de grande?!
Pa-môr-deus, pá!

terça-feira, 15 de maio de 2018

Vamos Lá Falar da Eurovisão - Os Merdas Mais Merdas

 Não sei o que isto possa ser, mas confesso que tenho algum medo deste moço. Mais que não seja por ter 21 anos e não falar ponta de inglês, ao ponto de precisar de uma intérprete. Até se poderia perdoar, os sistemas educacionais não são iguais em todo o lado. Mas este espécie cantou uma canção EM INGLÊS, porra. Creio que não serão necessárias mais palavras para descrever a parvoíce que para aqui vai, pois não?

Foleiro, foleiro, foleiro, a escorrer um azeite tão pegajoso que até fico com diabetes só de olhar. Mas o que vem a ser isto?? Ninguém disse a estes moços que os duetos românticos, a fingir namoro teatral deixaram de se usar em 1981, no tempo  do 'My Endless Love', esse hino da Pacóvilândia? Por amor da santa, voltem para a escola, meus amores, que tenho a impressão que estão a faltar à aula de Ciências da Natureza para irem à Eurovisão...

Ainda falam mal da música vencedora... O que é isto, senão a Eurovisão a espalhar charme e pernas à mostra desde 1956, à semelhança da amiguinha cipriota? O que é isto senão uma voz muito fraquinha, com uma música ainda mais fraquinha, com o eterno rebolar que mostra tudo menos a música? Ca lindo.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Vamos Lá Falar da Eurovisão

Ultrapassadas as lágrimas pelo facto de ter estado longe da noite mais 'eurovisiva' do ano, vamos a factos: nada muda na Eurovisão.

A Eurovisão foi sempre, é sempre, será sempre um festival da música pop.
Claro que aparecem músicas de todos os estilos, mas eventualmente acabam sempre por vencer canções pop.
Há excepções, claro; Salvador Sobral e Lordi são dois nomes que surgem imediatamente na mente e que fogem a este paradigma, mas a esmagadora maioria centra-se na música pop.
E não há mal nenhum nisso.
Há pop muito mau e há pop muito bom. Calha que na Eurovisão só se veja maioritariamente pop muito mau, com muita perna de fora, mamas em todas as direcções, letras de treta e acordes que ferem os ouvidos.

Este ano não foi diferente.

Ou achavam que ia ser? Lá porque o Salvador ganhou com uma música diferente, a partir de agora já havia qualidade a rodos no festival, não querem lá ver?

Não, meus amigos.
Isto é só a Eurovisão a ser a Eurovisão. É o festival a ser o que sempre foi: uma agremiação de música ligeira, a que se dá a importância que tem durante os três dias de cada espectáculo e depois nunca mais ninguém se lembra disso até ao ano seguinte.
Serve essencialmente para passar um bom bocado e fazer amigos entre vários países, celebrando as diferenças dentro da união. E mais nada, não vale a pena enervarem-se muito.


Ganhou, portanto, Israel, o meu país preferido.
Não com a minha música preferida (já lá vamos), mas com uma vitória espectável.

'Toy' é o espírito pop-fácil da Eurovisão, tirado a papel químico, como diria a minha saudosa Avó. Lá está, é o que sempre foi. A rapariga é diferente e fez uma interpretação para lá de diferente, igual a si própria. Não vejo qual possa ser o espanto daquela vitória; afinal estava mais ou menos prevista, ou não viram as apostas ao longo de todo este mês que passou?

Agora, se me perguntarem, acho que há muita estupidez a vir à tona com a vitória da moça.
Aparentemente ninguém gosta da música, que é parva, que é música carrinho-de-choque, que não tem conteúdo e tal, que a gaja é uma badocha, que a música é horrível.

Pois a mim só me ficou no ouvido, a gaja é gorda.
E tanta gente que anda por aí só encher a boca a chamar gorda à miúda só porque não gostam da música.
Não há vergonha?? O que é que o aspecto tem a ver com a qualidade da música?

Parece-me que, afinal, a Eurovisão é vista por cerca de 100 milhões de pessoas que estão ali para passar um bom bocado e por outros 100 milhões de frustrados acéfalos que só sabem insultar quando não conseguem perceber. Preferem ir pelo caminho fácil porque, coitadinhos, não chegam mais mais e até um festival de canções é suficiente para despoletar o espírito suíno que desce em cada um. Já no ano passado toda a gente falava mal do Salvador, não porque fossem capazes de dizer, olha não gosto da música, não é o meu estilo, mas antes por causa do cabelo do rapaz, por causa da barba, por causa do casaco, por causa do não-se-quê, porque isso é que era muitíssimo importante, não era?

Lamento, mas de cada vez que ouço alguém seguir pelo caminho do insulto à cantora por causa de uma música que não gostam só penso no dinheiro que o Estado desperdiça com a educação destes animais da quinta e choro muito, que o dinheiro que todos os meses mando para as Finanças é todo gasto em literalmente merda com pernas.

Adiante.

Se calhar é do meu Semitismo assumido, mas parece que há sempre polémicas à volta de tudo o que meta Israel pelo meio. Ora porque a vitória foi política, ora porque foi pelo lobby, ora porque foi encomendado, ora porque é em Jerusalém, não, em Tel Aviv, não, não, em Jerusalém, porra mais a isto, já não se pode ganhar em paz.
Deixem-se de coisas, sim? Não é a ganhar a Eurovisão que se resolve nada e também não tem assim tanta força que possa mudar alguma coisa. Não sei se se lembram, mas aqui há 44 anos fez-se uma Revolução neste país usando como senha a canção que levámos à Eurovisão, demos-lhe uma conotação política e histórica como nunca nenhum país deu, e não foi por causa disso que ganhámos o que quer que seja, até há um ano atrás. Portanto, comei antes uma peça de fruta, pode ser?

Da derrota da canção portuguesa, nem me vou alongar muito. Achei injusto, porque a música nem era assim tão má nem estava assim tão mal interpretada que justificasse uma classificação tão rasca. Por amor de deus, levámos uma canção pimba DUAS VEZES à Eurovisão, mas estão a brincar comigo ou quê?! O mais triste é que este triste evento acaba por dar razão àquele invejoso do José Cid, que nunca naquela vida de triste ganhou o que quer que fosse e mesmo assim fala mal como se tivesse o rei na barriga, que não se calava a dizer que a música não prestava, como se ele e só ele pudessem alguma vez interpretar convenientemente os desígnios 'eurovisivos'. Porra mais a isto...

Por último, acho importante deixar uma nota acerca da música vencedora: ainda bem que, mesmo que não pareça, a mensagem que se pretende passar é uma imagem de força e empoderamento das mulheres. Aliás, é uma vitória para a diferença, porque, como já vimos, é muito mais relevante que ela seja gorda do que cante uma música alegre. pelo menos, e independentemente da qualidade da canção, não foi pela via fácil, como a coleguinha do Chipre, que tinha uma música de rebolanço, com direito a mamas, pernas e tudo à vista, na costumeira coisificação da figura feminina. Isso já não importa uma boi, não é, interessa é chamar nomes à garota.

Andamos há mais de um século a queimar sutiãs na rua, a lutar para poder votar e ganhar tanto como os homens e continuamos a calar e a achar muito normal que uma mulher seja enxovalhada porque tem um aspecto diferente, porque tem peso a mais ou a menos e nem pestanejamos quando vemos uma mulher a ser objectificada, porque isso é muito normal, ser gorda é que é mau para os rins, ser estúpido dá saúde.

Fiquemo-nos por aqui antes que isto se torne um discurso género farta-até-à-cona versão Eurovisão 2018.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Coisas Que Vejo Por Aí # 47

Não é que perceba grande coisa disto, mas compenso em larga experiência de grandes falhanços e grandes potes de dinheiro deitado à rua.
Por isso é que gosto de pechinhas; quando corre mal, não há muito que chorar.

Com a NYX aprendi, porém, a não ter grandes expectativas face a produtos que toda a gente fala e diz maravilhas porque o mais provável é que não sejam assim tão bons.

Em primeiro lugar, há que dizer, acerca desta marca, que tentei.
Tentei mesmo a sério.
Tentei muito e com muita força.
Só que não deu.

Provavelmente é de mim.
Provavelmente usei mal os produtos, até.
Provavelmente a minha pele é uma trampa e eu sou uma naba da quinta casa, que veio lá das berças sem jeito nenhum para coisa alguma e já se acha o supra-sumo das tintas faciais.
Provavelmente não percebi o conceito da coisa.

Admito que sim. Mas a verdade é que procurei, inclusivamente, reviews, voltei a testar, dei um tempo à coisa e mesmo assim não fiquei convencida.

Básica e essencialmente, nada desta marca funciona.
A qualidade dos produtos é tão fraquinha, tão fraquinha que até alguns produtos de maquilhagem da Primark são melhores, mais duradouros e mais confiáveis que estes.





Começando pelo lápis de sobrancelhas.
Como ninguém tem culpa do meu tom de pêlo ser esquisito, nem vou por aí. Já vou mais pelo facto de ser muitíssimo cremoso, o que, para este efeito, é péssimo, gastar-se mais rapidamente que o dinheiro no final do mês e a escovinha ser tão frágil, tão frágil que qualquer rabanada de vento a leva. Aliás, ainda nem o lápis ia a meio, já a escova havia entregue a sua alminha ao criador. No final, deixa as sobrancelhas a parecer um reclamo (como dizia a minha Avó) de néon, o que, face à temática, é qualquer coisa.



A sombra de olhos, nesta cor, que se quer neutra e que basicamente serve para tudo e para todos os dias, é um desastre. Demasiado poeirenta, nada pigmentada, gasta-se com uma rapidez supersónica e não deixa saudades nenhumas. A sério, deve ter sido a pior sombra que alguma vez tive, e olhem que sobrevivi às sombras da Sephora em saldos no Natal de 2003, que, acho, ainda duram.







Isto é um senhor embuste. Ok, os primers em gel são todos um bocado esquisitos, muito oleosos, muito sebosos, bons para a criação de borbulhas do tamanho do Etna mesmo em cheio nas trombas, mas este abusa. Alerto para a necessidade de lavar as mãos duas vezes a seguir à utilização para retirar o produto das patas. Bolas, que é demais. Mata o brilho do sebinho da cara, é verdade, mas a pele fica tão escorregadia que mais parece a bancada de testes do Master Chef dos putos. Não compensa o perigo de se confundir a tez com uma pista de curling, nem mesmo pelo preço.






E agora, para um momento de pura diversão, vamos parar um pouco para meditarmos na seguinte permissa:

O primer de olhos da NYX é oleoso.

O primer de olhos da NYX é oleoso como a porra.

O primer de olhos da NYX é a negação do seu propósito existencial.

Vejamos: se não estou em erro, o primer de olhos serve para retirar a oleosidade natural das pálpebras, para que a sombra agarre como deve ser e para que não sejam visíveis, passadas algumas horas, as linhas cheias de pózinho e sebinho por cima dos olhinhos. Ora, se um primer é oleoso só vem ajudar a que as pálpebras fiquem escorregadias como uma forma de bolo acabada de untar, o que só agrava os sintomas supra descritos.

Isto transcende-me, a sério que sim. Não foi caro por aí além (à volta de € 5,00, acho), mas estou em crer que foi o dinheiro pior empregue da minha existência. Não consigo usar esta porcaria sem pó compacto ou solto por cima. Estou desejosa que acabe (sim, que eu sou pobre a este ponto, para não desperdiçar, mesmo quando o produto é uma bela porcaria, espero sempre que acabe) para poder voltar ao primer de olhos da Kiko, que mais parece manteiga de amendoim deixada ao sol e depois enfiada à má fila num contentor de gomas, mas que, pelo menos, cumpre o que promete.

Acho que também adquiri há uns tempos um eyeliner, mas não vale a pena ser mázinha... Digamos que tive canetas de feltro de melhor qualidade, a menor preço que faziam um trabalho muito mais aceitável.


Não sei se será de mim.
Com grande probabilidade, será.
Mas sinto genuína lástima, que a variedade é substancial e tinha tudo para ser a minha loja de eleição - atente-se na variedade de coisinhas bonitas!

Também não ajuda o facto dos funcionários serem todos malcriados até à 5ª casa (defeito de TODAS as lojas de cosméticos, tema interessante para outro post) e a maior parte das vezes que lá fui tinham o stock de bases esgotado - sim, para uma loja de maquilhagem faz todo o sentido...


Enfim, agora que já tirei isto do meu sistema já posso ir trabalhar.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Balancinho & Balancete

Às portas do fim do ano, urge fazer o famigerado inventário da casa.
Coisas boas, coisas más, todos os anos são repletos delas. Umas mais marcantes, outras nem por isso.

Assim de repente, lembro-me de ter saltado de pára-quedas (e jurei para nunca mais), celebrei 10 anos de blog, 10 anos de relação, o meu rebento celebrou o primeiro ano de vida e mudei de uma espelunca na província para um ergástulo na metrópole. Ah, e comprei uma barraca, já agora. Coisas boas, portanto. Também conto como coisas boas ter lido excelentes livros, ter ouvido boa música e ter-me queixado amargamente dos filmes e séries que vi, portanto, também há isso.

Ia a escrever que também tinha sido francamente positivo não ter morrido nenhum dos que são próximos, mas não é verdade. Vi gente chegar e partir e deixar-me um vazio no coração. Coisas más, portanto.

No entanto, qual idosa, vou aprendendo a viver com isso, quase a aceitar a inevitabilidade da finitude de tudo e do todo.





Não me atrevo a pedir nada para 2018 que não seja saúde.
O resto há de arranjar-se.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Coisas Que Vejo Por Aí # 46

Certo é que, mesmo com uma vida profissional muito mais preenchida do que nos tempos em que trabalhava para uma besta de carga algures na comarca de Lisboa Oeste, a verdade é que ainda tenho algum tempo em mãos que gosto de mandar janela fora.
Que é como quem diz, nem sempre parece que tenho o que fazer.


Posto isto, apraz dizer que encontrei uma base que até é catita.
Boa.
Porreira, vá.
Mesmo fixe, ao fim e ao cabo.


Andava eu na minha eterna demanda "preciso-de-uma-base-mas-não-me-apetece-gastar-40-euros-na-MAC", quando dei com os olhos nisto:



Pensando que poderia ser uma péssima ideia tendo em conta que a minha pele é, básica e friamente, uma trampa que reage mais depressa a um produto químico do que os atrasados mentais que comentam notícias reagem a uma notícia sobre o Sócrates, resolvi arriscar. Essencialmente devido ao preço da dita, que não me faria chorar amargamente o dinheiro derramado inutilmente.

Eis que surge a surpresa.

É magnífica. Não durará as 25 horas que a embalagem promete, mas anda lá muito perto. A cobertura não é total como anunciado, mas quase. Não pesa. Não é oleosa. Não tem um cheiro activo por aí além. E, como já referido, o preço é para lá de espectacular: € 10,65.
Porém, o requisito essencial para a minha pessoa: tem um tom de cadáver (mais claro que o ivory) que assenta como uma luva nas minhas trombas, o que, para uma base de supermercado, é de se lhe tirar o chapéu.

Claro que não é uma base de qualidade profissional, por assim dizer. Está longe do acabamento acetinado ao toque e mate de uma base 'poderosa' (no rosto e na carteira). Obviamente que a cobertura total é um bocado relativa, principalmente quando comparado com outras marcas (assim de repente, com o Pro Longwear Nourishing Waterproof, da MAC - quase me caiu o braço por ter de escrever um nome tamanho - ou o miraculoso Dermacol), mas não está nada mal para o preço e segmento.

Adoro-a e cheira-me que vou ser muito feliz com esta pequena pérola de pobreza recentemente descoberta.



Agora que já espalhei ao mundo que sou uma indigente que não perde uma pechincha, daqui a nada, é ver-me a coleccionar cupões em dossiers, já posso voltar ao trabalho.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Debrucemo-nos hoje sobre uma temática que parece ultrapassada: pedir cigarros a desconhecidos.

Parece que hoje em dia isso já não acontece, porque ninguém fala com ninguém na rua, anda tudo metido dentro do seu próprio casulo e não é dado a grande falas. Até porque é perigoso andar pela rua fora a falar com gente que não se conhece, lá nos ensinavam as nossas avós e mães.


Pois que é mentira.

Não que seja uma coisa que aconteça frequentemente, é verdade, mas ainda vai sucedendo. Pessoas que não se conhecem de lado algum vão ter umas com as outras em plena rua e descaradamente pedem cigarros.

Há, no entanto, que fazer a distinção entre o tipo de pessoas que o faz - e isto, atenção, sem qualquer desprimor ou discriminação.
Há os denominados mitras, drogados e sem-abrigo. E depois há as outras pessoas, as ditas normais.

Quanto às primeiras três categorias, uma pessoa dá cigarros, um ou mais, até era capaz de lhes dar o maço todo só para não correr o risco de levar uma chinada ou ver a carteira e o telemóvel serem confiscados.
E, diria eu, estas são as únicas categorias que têm direito a pedir cigarros a desconhecidos. Porque, coitados, tenham ou não posses para comprar cigarros, não sabem mais do que isto e não é possível ensinar-lhes mais porque isso levaria provavelmente uma vida inteira de reclusão a tentar recuperar o individuo para o integrar na sociedade.


Agora, os outros, tenham paciência, mas vão bardamerda. Os cigarros custam dinheiro - bom dinheiro, a bem da verdade, são para consumo próprio e querem-se intransmissíveis. Não são para dar a pessoas que não se conhecem e apenas porque não lhes apetece gastar dinheiro. A lata e o descaramento que não são precisos para se ir pedir uma porra que custa um dinheirão a pessoas que não se conhece de lado nenhum... E só o fazem porque sabem que o primeiro instinto de uma pessoa civilizada é dizer que sim, a bem da educação. Portanto, são pedinchões e oportunistas.

Cabrões.
Vão-se matar.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Coisas Que Vejo Por Aí # 42


Este amigo esteve comigo anos a fio, não sei bem quantos, mas se tivesse de apostar, diria mais de 5.

Tive muita pena de o acabar porque era um produto maravilhoso. Leve, brilhante q.b. e versátil, porque tendo pouca pigmentação permitia a sua aplicação como sombra, o que era deveras porreiro em dias de pressa.

Não sendo nada caro, torna-se uma verdadeira pechincha pelo tempo que durou.




Muito, muito bom.