Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Leituras XLVII
Bom texto descritivo, personagens densas, história interessante.
Só peca pela incapacidade de pontuar frases.
No Praguejar É Que Está o Ganho
Esses cabrões, filhos de vacas leiteiras desgovernadas, coirões como suas mães que estacionam a merda do carro num espaço que suportava, no mínimo, mais três carros estacionados, deviam ter chumbado no exame de condução, mas os examinadores deviam estar a beber o cafézinho matinal, deviam ser multados por obstruirem as vias e não deixarem mais ninguém estacionar, mas a bófia está noutro lado a chatear quem tem de ir trabalhar, e deviam, ainda, ser mortos à paulada com tacos de basebol, mas hoje esqueci-me do meu em casa.
Ah, espera lá, não tenho nenhum...
Mas posso pedi-lo ao Pai Natal...
Ah, espera lá, não tenho nenhum...
Mas posso pedi-lo ao Pai Natal...
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Eu e a Administração V
Devo ser a única pessoa a quem, na maior merda de conservatória do Registo Civil do mundo, recusam a entrada de um requerimento porque o mesmo contém um certificado de tradução, feito por Advogado, no qual consta, em primeiro lugar, a assinatura do Advogado e só depois a do tradutor.
Porque não é assim que se faz, não, não, eu é que sei, que sou funcionária de conservatória antes de você ter dentes.
Ah sim, meus caros, isto é verídico.
Para quem não é perseguido pela peçonha jurídica, atentem na estupidez que é eu escrever uma carta ao Pai Natal e pedir-lhe um tractor e o tractor ter que assinar a carta em primeiro lugar e só depois eu.
Giro, não?
Porque não é assim que se faz, não, não, eu é que sei, que sou funcionária de conservatória antes de você ter dentes.
Ah sim, meus caros, isto é verídico.
Para quem não é perseguido pela peçonha jurídica, atentem na estupidez que é eu escrever uma carta ao Pai Natal e pedir-lhe um tractor e o tractor ter que assinar a carta em primeiro lugar e só depois eu.
Giro, não?
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Estupidez
'Dói-me' o cabelo.
Deve ser da merda da trança.
Mania de ser medieval no penteado.
Deve ser da merda da trança.
Mania de ser medieval no penteado.
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O Direito tornou-me inimputável
Greve
Hoje é o dia em que tudo o que é parvinho dá o ar de sua graça a falar mal da greve, leia-se, o transtorno que causa às suas vidinhas o facto de haver gente em luta.
Não lhes interessa que a greve seja um direito fundamental, não lhes interessa que as pessoas reivindiquem e protestem, como lhes assiste, não lhes interessa que os trabalhadores não baixem a cabeça à decadência e à miséria social.
Interessa que lhes faz estorvo e os transtorna. E isso, ai meus deuses, é um crime de lesa-qualquer-coisa.
Indignam-se, fazem barulho, dizem alarvidades que não pertencem ao Estado de Direito onde vivem.
Esquecem-se, coitadinhos, que o que lhes dá o direito de dizer mal do direito à greve tem a mesma raíz do exercício do direito à greve. Direitos. Num Estado Democrático. Num Estado de Direito Democrático.
Esquecem-se. Convenientemente.
Não lhes interessa que a greve seja um direito fundamental, não lhes interessa que as pessoas reivindiquem e protestem, como lhes assiste, não lhes interessa que os trabalhadores não baixem a cabeça à decadência e à miséria social.
Interessa que lhes faz estorvo e os transtorna. E isso, ai meus deuses, é um crime de lesa-qualquer-coisa.
Indignam-se, fazem barulho, dizem alarvidades que não pertencem ao Estado de Direito onde vivem.
Esquecem-se, coitadinhos, que o que lhes dá o direito de dizer mal do direito à greve tem a mesma raíz do exercício do direito à greve. Direitos. Num Estado Democrático. Num Estado de Direito Democrático.
Esquecem-se. Convenientemente.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Coisas Irritantes como a Merda, que Tiram a Paciência a um Santo e que, Caralho, Só Dá Vontade de Distribuir Chapadas a Eito
1 - Ir de propósito ao supermercado só para adquirir uma coisinha de nada e haver tudo naquela loja, com a graça do senhor, até merdas inúteis que não interessam ao caralho, menos aquilo que se procura e tão desesperadamente se necessita.
2 - Puxar uma folha de secar as mãos no dispensador da casa-de-banho e só sair um bocadinho de folha rasgada, continuar a puxar e rasgar o resto da folha e conseguir entupir a ranhura com bocados de papel. Tudo porque houve alguém que se lembrou de encher o dispensador até não caber mais nada e, com o peso, não é possível tirar puta de folha alguma.
3 - Estúpidos na estrada, incluindo gente acéfala que não faz piscas, que entra à papo-seco nas rotundas e vias principais, que anda a 20km/h, que gosta de se encostar à traseira dos outros em andamento (devem ter falta de calor humano, com certeza), que passam sinais vermelhos e os outros que ça fodam, que deixam passar toda a gente nos cruzamento, que estacionam no espaço de 5 lugares, que têm a mão colada na buzina apesar de serem os próprios a fazer merda, que travam em cima do acontecimento, em resumo, que tiraram a carta no pacote das bolachas e só chateiam.
4 - Bófia, em toda e qualquer circunstância; bófia na estrada, bófia a patrulhar a rua, bófia em andamento, bófia em acção, bófia em marcha de emergência para ir almoçar, bófia nas rotundas, bófia na escola, bófia no tribunal, bófia a passar multas, bófia a comandar o trânsito. Requisito para ser bófia? Dois neurónios, um em coma e o outro morto, e capacidade de dizer 7 vezes nomeadamente numa frase de 8 palavras. E servem para quê, exactamente? Chatear, ora nem mais.
5 - Gente de direita, daquela direita dos tesos, daqueles que não têm onde cair mortos, filhos e netos de operários, como eu, que estudaram na escola pública e vão ao centro de saúde como os restantes pobres quando têm caganeira, mas que, como querem ganhar muito dinheiro quando forem grandes, renegam as origens e privatizam tudo a eito, fomentando o neo-liberalismo, a teoria da manápula invisível e a exploração do homem pelo homem. Vão lá perguntar a essa gente se sabe o que quer dizer neo-liberalismo ou luta de classes. Não sabem. Mas ficarão mais do que satisfeitos por papaguearem as teorias que lhes buzinam aos ouvidos. Para além de pobres envergonhados, são estúpidos, 'tadinhos.
6 - Multidões às compras, coisa a que se tem assistido bastante ultimamente, põem-se todos na rua ao mesmo tempo, todos nos mesmos sítios, nas mesmas lojas, nos mesmos restaurantes, nas mesmas salas de cinema, nas mesmas casas-de-banho, nos mesmos bares, na puta que os pariu. E porque é que se formam multidões? Porque os caralhos que saem à rua não sabem fazê-lo sem trazer a sua magnífica prole, vamos todos para sermos muitos, dizem eles, enchamos as ruas com toda a gente lá de casa, a começar nos gaiatos e a acabar na avózinha mais o seu canário para que, no dia de amanhã, não haja nada nas prateleiras. Foda-se mais à mania.
7 - Gente que insiste em levar carrinhos de bebé para todos os lugares onde não caiba nem uma agulha, para depois ainda barafustarem e deitarem olhares muito indignados a quem não se desvia dos panzers que empurram. Gente de merda sem serventia alguma, não haverá noção de civismo ou esta merda é toda vossa?
8 - Crendices e religiosidade, sempre com um dente de alho no bolso, para afastar o mau olhado e mãozinha no peito e joelhinho dobrado, que ovelhinhas tão lindas, a criticar e a julgar toda a gente que pensa e age de modo diferente daquilo que se ensina na catequese, sempre prontos a evangelizar os outros e a mostrar-lhes a luz fenomenal do amor de cristo. E trabalhar que é bom, não se arranja?
9 - Mentalidades medievais, o homem por cima, a mulher sempre por baixo, sempre, em qualquer circunstância, que não há modernidade, progresso ou evolução que pague aquilo a que chamam de princípios e valores, ai tão lindo, que amoroso, princípios puritanos, hipócritas e descabidos, desfazados da realidade que, por mais que se lavem, não se conseguem livrar. Vergonha de ser atrasado mental, não há?
10 - Perguntas acerca da data do casamento, como se fosse a única coisa que interessa nesta vida, casar e ter filhos, o resto não interessa nada, interessa que já se está com uma certa idade e, a partir daí, já se é velho, logo, solteirão, por isso, interessa perguntar para ver se as pessoas ganham vergonha e arranjam uma vidinha decente. Vão-se lavar por baixo, seus animais, acaso devo satisfações das minhas acções a alguém?
Caralho, que estou assanhada, hoje...
2 - Puxar uma folha de secar as mãos no dispensador da casa-de-banho e só sair um bocadinho de folha rasgada, continuar a puxar e rasgar o resto da folha e conseguir entupir a ranhura com bocados de papel. Tudo porque houve alguém que se lembrou de encher o dispensador até não caber mais nada e, com o peso, não é possível tirar puta de folha alguma.
3 - Estúpidos na estrada, incluindo gente acéfala que não faz piscas, que entra à papo-seco nas rotundas e vias principais, que anda a 20km/h, que gosta de se encostar à traseira dos outros em andamento (devem ter falta de calor humano, com certeza), que passam sinais vermelhos e os outros que ça fodam, que deixam passar toda a gente nos cruzamento, que estacionam no espaço de 5 lugares, que têm a mão colada na buzina apesar de serem os próprios a fazer merda, que travam em cima do acontecimento, em resumo, que tiraram a carta no pacote das bolachas e só chateiam.
4 - Bófia, em toda e qualquer circunstância; bófia na estrada, bófia a patrulhar a rua, bófia em andamento, bófia em acção, bófia em marcha de emergência para ir almoçar, bófia nas rotundas, bófia na escola, bófia no tribunal, bófia a passar multas, bófia a comandar o trânsito. Requisito para ser bófia? Dois neurónios, um em coma e o outro morto, e capacidade de dizer 7 vezes nomeadamente numa frase de 8 palavras. E servem para quê, exactamente? Chatear, ora nem mais.
5 - Gente de direita, daquela direita dos tesos, daqueles que não têm onde cair mortos, filhos e netos de operários, como eu, que estudaram na escola pública e vão ao centro de saúde como os restantes pobres quando têm caganeira, mas que, como querem ganhar muito dinheiro quando forem grandes, renegam as origens e privatizam tudo a eito, fomentando o neo-liberalismo, a teoria da manápula invisível e a exploração do homem pelo homem. Vão lá perguntar a essa gente se sabe o que quer dizer neo-liberalismo ou luta de classes. Não sabem. Mas ficarão mais do que satisfeitos por papaguearem as teorias que lhes buzinam aos ouvidos. Para além de pobres envergonhados, são estúpidos, 'tadinhos.
6 - Multidões às compras, coisa a que se tem assistido bastante ultimamente, põem-se todos na rua ao mesmo tempo, todos nos mesmos sítios, nas mesmas lojas, nos mesmos restaurantes, nas mesmas salas de cinema, nas mesmas casas-de-banho, nos mesmos bares, na puta que os pariu. E porque é que se formam multidões? Porque os caralhos que saem à rua não sabem fazê-lo sem trazer a sua magnífica prole, vamos todos para sermos muitos, dizem eles, enchamos as ruas com toda a gente lá de casa, a começar nos gaiatos e a acabar na avózinha mais o seu canário para que, no dia de amanhã, não haja nada nas prateleiras. Foda-se mais à mania.
7 - Gente que insiste em levar carrinhos de bebé para todos os lugares onde não caiba nem uma agulha, para depois ainda barafustarem e deitarem olhares muito indignados a quem não se desvia dos panzers que empurram. Gente de merda sem serventia alguma, não haverá noção de civismo ou esta merda é toda vossa?
8 - Crendices e religiosidade, sempre com um dente de alho no bolso, para afastar o mau olhado e mãozinha no peito e joelhinho dobrado, que ovelhinhas tão lindas, a criticar e a julgar toda a gente que pensa e age de modo diferente daquilo que se ensina na catequese, sempre prontos a evangelizar os outros e a mostrar-lhes a luz fenomenal do amor de cristo. E trabalhar que é bom, não se arranja?
9 - Mentalidades medievais, o homem por cima, a mulher sempre por baixo, sempre, em qualquer circunstância, que não há modernidade, progresso ou evolução que pague aquilo a que chamam de princípios e valores, ai tão lindo, que amoroso, princípios puritanos, hipócritas e descabidos, desfazados da realidade que, por mais que se lavem, não se conseguem livrar. Vergonha de ser atrasado mental, não há?
10 - Perguntas acerca da data do casamento, como se fosse a única coisa que interessa nesta vida, casar e ter filhos, o resto não interessa nada, interessa que já se está com uma certa idade e, a partir daí, já se é velho, logo, solteirão, por isso, interessa perguntar para ver se as pessoas ganham vergonha e arranjam uma vidinha decente. Vão-se lavar por baixo, seus animais, acaso devo satisfações das minhas acções a alguém?
Caralho, que estou assanhada, hoje...
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Teorias do Homicídio Qualificado
Ai Sim?
Sou uma pessoa tão inteligente, tão clarividente e tão espertinha que adquiri umas calças com as quais não me consigo sentar, dobrar ou descer umas simples escadas sem que as costuras das ditas gritem e protestem violentamente contra a opressão, esmagamento e compressão dos mais fracos.
E você?
E você?
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Quesitos da Base Instrutória
Diz-se Tentativa Quando Corre Mal
Todos os dias, chega-se a casa com uma ideia: a de, finalmente, arrumar o armário da roupa para evitar que, qualquer dia, salte de lá um monstro, tamanha a bagunça e porcaria que lá consta.
Todos os dias, chega-se a casa, atiram-se os pertences para o sofá e pensa-se: é hoje a merda do dia de tirar tudo do armário, fazer uma selecção das coisas boas e das coisas a deitar fora, arrumar as tralhas e deixar aquele espaço minimamente apresentável e utilizável. Arregasse-se as mangas, hoje é dia de trabalho.
Porém, chegada a hora do vá-lá-ver, especada em frente à coisa, outro pensamento ocorre: senhores, que tenho tanta coisa... Uma noite não me chega para fazer isto com pés e cabeça, vou precisar de um dia inteiro. Um dia? Antes um fim-de-semana. Que se calhar também não chega...
Mas, ó infortúnio, aos fins-de-semana há tanta coisa para fazer, um dia inteiro desperdiçado no meio dos trapos sabe a coisa nenhuma, fora todos os filmes que estão a passar na televisão, todas as séries a que se assiste religiosamente, mais todas as outras que estão armazenadas no disco externo, mais os postais de Natal que têm que ser feitos, mais os amigos e os cafés e os jantares, mais a família, o gato e o hóme, mais o caralho a sete e mais não-sei-o-quê...
E o armário engorda, engorda... E cria uma base de lixo textil sem memória.
Todos os dias, chega-se a casa com uma ideia, fixa, útil e necessária que é protelada por, basicamente, tudo e mais alguma coisa.
Se isto é assim com uma actividade tão simples como arrumar uma gaita de armário, o que será quando estiverem em causa a resolução de verdadeiros problemas... Questão tipicamente tuga, já se vê...
Assim se percebe porque raio é que este país não avança.
Todos os dias, chega-se a casa, atiram-se os pertences para o sofá e pensa-se: é hoje a merda do dia de tirar tudo do armário, fazer uma selecção das coisas boas e das coisas a deitar fora, arrumar as tralhas e deixar aquele espaço minimamente apresentável e utilizável. Arregasse-se as mangas, hoje é dia de trabalho.
Porém, chegada a hora do vá-lá-ver, especada em frente à coisa, outro pensamento ocorre: senhores, que tenho tanta coisa... Uma noite não me chega para fazer isto com pés e cabeça, vou precisar de um dia inteiro. Um dia? Antes um fim-de-semana. Que se calhar também não chega...
Mas, ó infortúnio, aos fins-de-semana há tanta coisa para fazer, um dia inteiro desperdiçado no meio dos trapos sabe a coisa nenhuma, fora todos os filmes que estão a passar na televisão, todas as séries a que se assiste religiosamente, mais todas as outras que estão armazenadas no disco externo, mais os postais de Natal que têm que ser feitos, mais os amigos e os cafés e os jantares, mais a família, o gato e o hóme, mais o caralho a sete e mais não-sei-o-quê...
E o armário engorda, engorda... E cria uma base de lixo textil sem memória.
Todos os dias, chega-se a casa com uma ideia, fixa, útil e necessária que é protelada por, basicamente, tudo e mais alguma coisa.
Se isto é assim com uma actividade tão simples como arrumar uma gaita de armário, o que será quando estiverem em causa a resolução de verdadeiros problemas... Questão tipicamente tuga, já se vê...
Assim se percebe porque raio é que este país não avança.
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Posição Doutrinária
?
Gostava de saber se mais alguém, para além da minha pessoa, consegue ver a contradição entre conservadorismo liberal.
Não?
Não?
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Quesitos da Base Instrutória
terça-feira, 22 de novembro de 2011
?
Gostaria de perguntar a essa andorinha gorda que se passeia nessa instituição do social que é o Facebook,a dizer à boca cheia de despesismo e socialismo são sinónimos, se gostaria de ter pago propinas ao valor real por todos os anos que chumbou na FDL, mais aqueles em que lá andou a passear os livros e pouco mais.
Não, pois não?
Bem me parecia.
Não, pois não?
Bem me parecia.
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Quesitos da Base Instrutória
Todos temos ódios de estimação.
Pessoas ou coisas que adoramos odiar. Que fazemos questão de ter por perto para poder desancar a toda a hora, que fazemos questão de não gostar de nada do que façam ou digam, que adorávamos que estivessem sempre à distância de um bracinho para levarem um murrinho na boca, que constituiriam motivo de grande alegria e algazarra se esticassem o pernil de forma violenta e dolorosa.
Pessoalmente, tenho uma colecção deles. Crescente, diga-se.
É bom.
Faz bem à saúde.
É relaxante. Quase tão bom como fumar, tocar ao bicho ou dar umas quecas. Quase.
E para inimputável só me falta mesmo o quê?
A sentença, pois claro.
Pessoas ou coisas que adoramos odiar. Que fazemos questão de ter por perto para poder desancar a toda a hora, que fazemos questão de não gostar de nada do que façam ou digam, que adorávamos que estivessem sempre à distância de um bracinho para levarem um murrinho na boca, que constituiriam motivo de grande alegria e algazarra se esticassem o pernil de forma violenta e dolorosa.
Pessoalmente, tenho uma colecção deles. Crescente, diga-se.
É bom.
Faz bem à saúde.
É relaxante. Quase tão bom como fumar, tocar ao bicho ou dar umas quecas. Quase.
E para inimputável só me falta mesmo o quê?
A sentença, pois claro.
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O Direito tornou-me inimputável
Eu e a Administração IV
De todo o funcionalismo público que, verdade seja dita, até funciona de maneira bastante razoável, exceptuando algumas andorinhas trabalhadoras do Fisco, que gostam de chatear e não deixar passar mandatários à frente, os piores, mas mesmo os piorzinhos de todos, são os senhores funcionários dos CTT.
Nunca, em toda a minha existência, fui bem atendida numa estação de correios. Ora porque está muita gente e não há funcionários que cheguem, ora porque está pouca gente e a lentidão é ainda maior (mistério dos deuses, esta), ora porque não percebem o que lhes é dito, ora porque respondem com bugalhos quando lhes perguntam pelos alhos, a verdade é que não há vontade de fazer ponta de corno naquela instituição.
Os desta terra do demónio são como o supra descrito e mais um par de botas.
Conversam uns com os outros quando deviam estar a atender, mexem-se como se tivessem dois sacos de batatas de 20kg atados aos bracinhos, dificultam a vida ao cidadão, contam piadas uns aos outros, estão todos em amena cavaqueira cá fora com a estação a abarrotar de gente, mandam toda a gente a outros sítios. A frase preferida daquelas gentes de vermelho e cinzento deve ser ai isso não pode ser tratado aqui, tem de ir a outro lado. Uma vez, tive que esperar que a senhora atendedeira acabasse de pentear o cabelo e arranjar a maquilhagem para chamar o meu número. True story.
Nem a merda do site funciona como deve ser...
Como gostam de melgar e colocar obstáculos, lêem minuciosamente as moradinhas nas cartinhas; tudo para verem se têm defeitos.
- Ai, que esta carta não tem o país de destino.
- Mas ... diz Sevilha! É em Espanha!
- Ai, mas não pode ser. Tem de escrever o país. Escreva aí.
E, feita parva, ainda escrevo.
- Desculpe lá, mas tem mesmo de ser. É que sem isto não se sabe para onde vai.
- ... Desculpe lá, mas Sevilha é em Espanha. Toda a gente sabe isso.
- Mas nós não temos obrigação de saber onde fica.
- Ai não?
- Não.
Esta conversa da treta acontecer uma vez, ainda escapa.
Repetidas vezes, perdoem-me, mas vão bardamerda.
É por estas e por outras que esses capitalistazinhos de camisa aos quadradinhos e sapatinho de vela enchem a boca para falar em reforma da administração (leia-se despedimentos e privatizações).
É que só fica na memória o mau serviço público, ou não fossemos todos portugueses.
E este é péssimo.
Nunca, em toda a minha existência, fui bem atendida numa estação de correios. Ora porque está muita gente e não há funcionários que cheguem, ora porque está pouca gente e a lentidão é ainda maior (mistério dos deuses, esta), ora porque não percebem o que lhes é dito, ora porque respondem com bugalhos quando lhes perguntam pelos alhos, a verdade é que não há vontade de fazer ponta de corno naquela instituição.
Os desta terra do demónio são como o supra descrito e mais um par de botas.
Conversam uns com os outros quando deviam estar a atender, mexem-se como se tivessem dois sacos de batatas de 20kg atados aos bracinhos, dificultam a vida ao cidadão, contam piadas uns aos outros, estão todos em amena cavaqueira cá fora com a estação a abarrotar de gente, mandam toda a gente a outros sítios. A frase preferida daquelas gentes de vermelho e cinzento deve ser ai isso não pode ser tratado aqui, tem de ir a outro lado. Uma vez, tive que esperar que a senhora atendedeira acabasse de pentear o cabelo e arranjar a maquilhagem para chamar o meu número. True story.
Nem a merda do site funciona como deve ser...
Como gostam de melgar e colocar obstáculos, lêem minuciosamente as moradinhas nas cartinhas; tudo para verem se têm defeitos.
- Ai, que esta carta não tem o país de destino.
- Mas ... diz Sevilha! É em Espanha!
- Ai, mas não pode ser. Tem de escrever o país. Escreva aí.
E, feita parva, ainda escrevo.
- Desculpe lá, mas tem mesmo de ser. É que sem isto não se sabe para onde vai.
- ... Desculpe lá, mas Sevilha é em Espanha. Toda a gente sabe isso.
- Mas nós não temos obrigação de saber onde fica.
- Ai não?
- Não.
Esta conversa da treta acontecer uma vez, ainda escapa.
Repetidas vezes, perdoem-me, mas vão bardamerda.
É por estas e por outras que esses capitalistazinhos de camisa aos quadradinhos e sapatinho de vela enchem a boca para falar em reforma da administração (leia-se despedimentos e privatizações).
É que só fica na memória o mau serviço público, ou não fossemos todos portugueses.
E este é péssimo.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Apetece-me Grandemente Ser Porca #8
Digo eu, que nada sei, nem pretendo saber, que antes meter-me com um chungoso, mal lavado, mitra, agressor de mães e avós do que ir conspurcar o corpo em intimidades com um qualquer gajo de direita, com intrincada militância neo-liberal e com tendência para achar que o mundo será muito melhor se for todo privatizado.
É que é preferível levar com a peçonha física que, essa, ao menos, sai com a lavagem, do que ter que ter de ir ao psiquiatra raspar do subconsciente a gosma mental que essa gente deita.
É que é preferível levar com a peçonha física que, essa, ao menos, sai com a lavagem, do que ter que ter de ir ao psiquiatra raspar do subconsciente a gosma mental que essa gente deita.
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Posição Doutrinária
Nonsense Talking XX
- Então, teve problemas com os requerimentos nas Finanças?
- Não, nenhuns. O homem nem olhou para mim, quanto mais fazer ondas...
- Não olhou para si? Era paneleiro, com certeza...
Ovelhas chonés como patronos dá nisto.
- Não, nenhuns. O homem nem olhou para mim, quanto mais fazer ondas...
- Não olhou para si? Era paneleiro, com certeza...
Ovelhas chonés como patronos dá nisto.
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Piadas de Propriedade Privada
Depois de muito foçar, chega-se à conclusão de que a brilhante ideia que se teve acerca de manufacturar os próprios postais de Natal acaba por ser uma ideia da treta.
Nada funciona.
É tudo impraticável.
E vai chegar ao destino feito num oito.
Um grande pote de merda para mim e para as minhas ideias mirabolantes.
Nada funciona.
É tudo impraticável.
E vai chegar ao destino feito num oito.
Um grande pote de merda para mim e para as minhas ideias mirabolantes.
Bradley Cooper, o Homem Mais Sexy do Mundo, segundo a People
Ó meus amigos, (será mais adequado minhas amigas, mas enfim) outra vez a mesma conversa?
Quando é que começamos a acertar em homens de jeito para eleger como o ser mais sexy do mundo?
Bradley Cooper?!
A sério?
Este monstrinho com ar de tio de Cascais, armado em aristocrata cheio de vento, com um nariz sinistro?
Realmente, o gajedo é todo igual; não podem ver um zézinho de olho azul que fica tudo com o pipi aos saltinhos...
Temos mesmo que recordar o que já foi dito anteriormente sobre esta mesma temática?
Temos?
Duas palavras, apenas, então: Luke Evans.
Entendido?
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Benfeitorias Voluptuárias
Olha Quem São Eles...
E cá estão os meus velhos amigos, com mais uma musiquinha tão gira e com um clip tão merdoso.
Honestamente, ó gente do demónio, tantos clips engraçadinhos e agora vão-me fazer uma destas?!
Está bem que vocês são todos rapazinhos já entradotes, e com 50 anos no bucho, andar de calçõezinhos e não ter (muitas) peles caídas não é para qualquer um mas, mesmo assim, aposto que conseguiam fazer melhor...
Não?
Anda Cá
Uma noite qualquer, confisquei o saco de pulgas a que chamas cão e parti-lhe o crânio com um pé-de-cabra.
Ontem, apanhei-te sozinho e cortei-te às fatias. Bem fininhas.
Se faço isto a dormir, imagina o que farei na plena posse das minhas faculdades mentais no dia em que te puser as patas em cima.
Ontem, apanhei-te sozinho e cortei-te às fatias. Bem fininhas.
Se faço isto a dormir, imagina o que farei na plena posse das minhas faculdades mentais no dia em que te puser as patas em cima.
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Teorias do Homicídio Qualificado
Pois Sim
Chegou-se à conclusão ilustre de que ficar sentada no sofá a ver séries dava uma imensa vontade de fumar.
E como as vontades não são para ignorar, acabava-se por fumar mais que a conta devida numa só noite. Fora os litros de Coca-cola que desandavam num ápice, claro.
O que é que se faz, então?
Susbtitui-se os cigarros e a cola por leite.
Leitinho e séries. Pois então.
Quando o devaneio já deu o que tinha a dar, leia-se quando a cola acabou, fuma-se e bebe-se leite; um adianta, outro atrasa. A saúde, com certeza, que a estupidez fica cá toda.
Moral da história: ver televisão na cama é o melhor remédio, já que a mãezinha ensinou que na cama não se bebe, come ou fuma.
Deve resultar.
E como as vontades não são para ignorar, acabava-se por fumar mais que a conta devida numa só noite. Fora os litros de Coca-cola que desandavam num ápice, claro.
O que é que se faz, então?
Susbtitui-se os cigarros e a cola por leite.
Leitinho e séries. Pois então.
Quando o devaneio já deu o que tinha a dar, leia-se quando a cola acabou, fuma-se e bebe-se leite; um adianta, outro atrasa. A saúde, com certeza, que a estupidez fica cá toda.
Moral da história: ver televisão na cama é o melhor remédio, já que a mãezinha ensinou que na cama não se bebe, come ou fuma.
Deve resultar.
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O Direito tornou-me inimputável
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
As pessoas não podem ter poder, é a conclusão.
Porque a primeira coisa que fazem com ele é abusar e usá-lo para praticar o mal.
Apesar de já ter passado algumas passas bem grossinhas e amargas durante o loooooongo tempo de estágio que já tenho no pêlo, a primeira coisinha que faço com a merda da cédula é usá-la para passar à frente de pessoas na fila das Finanças.
Tirar gente da pildra?
Fazer julgamentos interessantes?
Elaborar peças com discussões interessantes de problemas jurídicos?
Não.
Passar à frente na puta da fila, cheia de pobres gentes a serem executadas pela trupe do Vitor Gaspar, isso é que é.
O funcionário é que não achou lá muita piada ao exercício desse grande e esplendoroso direito.
Fez cara feia e ficou que tempos à procura de defeitos e falsificações na porcaria da cédula.
Cabrão.
Deve ter topado que era virgem naquelas andanças, só pode...
(só desculpo pelos seus lindos olhos, sr. guadião-da-lei-e-da-ordem-no-seio-do-fisco).
Porque a primeira coisa que fazem com ele é abusar e usá-lo para praticar o mal.
Apesar de já ter passado algumas passas bem grossinhas e amargas durante o loooooongo tempo de estágio que já tenho no pêlo, a primeira coisinha que faço com a merda da cédula é usá-la para passar à frente de pessoas na fila das Finanças.
Tirar gente da pildra?
Fazer julgamentos interessantes?
Elaborar peças com discussões interessantes de problemas jurídicos?
Não.
Passar à frente na puta da fila, cheia de pobres gentes a serem executadas pela trupe do Vitor Gaspar, isso é que é.
O funcionário é que não achou lá muita piada ao exercício desse grande e esplendoroso direito.
Fez cara feia e ficou que tempos à procura de defeitos e falsificações na porcaria da cédula.
Cabrão.
Deve ter topado que era virgem naquelas andanças, só pode...
(só desculpo pelos seus lindos olhos, sr. guadião-da-lei-e-da-ordem-no-seio-do-fisco).
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Eu e Ele #14
Quem me vem chatear pelo facto de ter uma letra a mais numa palavra e depois escreve 'os meus sentidos pesamos, minha senhora', o que é que merece senão uma trapada no focinho?
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Today is History
Um ano e sete longos meses depois, obteve-se uma mini-personalidade jurídica.
Mesmo sabendo que ainda falta fazer quase tudo e tendo em conta aquilo que já foi feito e aquilo por que se passou, hoje é um dia (simbolicamente) histórico.
Um dia terei uma cédula profissional, mesmo que de advogada - estagiária.
Hoje é o dia.
Mesmo sabendo que ainda falta fazer quase tudo e tendo em conta aquilo que já foi feito e aquilo por que se passou, hoje é um dia (simbolicamente) histórico.
Um dia terei uma cédula profissional, mesmo que de advogada - estagiária.
Hoje é o dia.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Márocas, filho...
Parece que é desta, né?
Veja lá se não me arranja mais uma prorrogação de prazo quando lá chegar amanhã para ir buscar o que é meu, pode ser?
Veja lá se não me arranja mais uma prorrogação de prazo quando lá chegar amanhã para ir buscar o que é meu, pode ser?
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Cinema XLIX
Surpreende como um filme sobre cancro pode ser tão refrescante e positivamente engraçado.
Nada de lamechices, nada de tragédias, apenas as coisas com uma naturalidade cortante.
A única coisa que destoa no filme é aquele Seth Rogen; ninguém é capaz de lhe dar uma machadada no focinho daquele animal??
Fora isso, está bom.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Onze do Onze de Dois Mil e Onze
Estava à espera que hoje acabasse o mundo, lá para as onze horas, onze minutos e onze segundos, mas parece que afinal não foi desta.
Em contrapartida, aprovou-se o Orçamento de Estado para 2012 e o senhor bastonário da OA fez um trocadilho entre raposas e ministras da Justiça, portanto, daqui se retira que nada de bom poderá haver daqui para a frente.
Ainda por outro lado, há um mês atrás chegaram boas notícias e parece que ainda não acredito lá muito bem no que trouxeram.
Deve ser da chuva.
Em contrapartida, aprovou-se o Orçamento de Estado para 2012 e o senhor bastonário da OA fez um trocadilho entre raposas e ministras da Justiça, portanto, daqui se retira que nada de bom poderá haver daqui para a frente.
Ainda por outro lado, há um mês atrás chegaram boas notícias e parece que ainda não acredito lá muito bem no que trouxeram.
Deve ser da chuva.
Cinema XLVIII
O que começou menos bem acabou por ser dos melhores filmes que andam por aí.
Donde se conclui que um filme sobre política só presta quando as personagens não valem nada.
E tem o Seymour Hoffman, o que é sempre bom.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Nada a Fazer X - II
Pensava-me isolada na posição doutrinária de achar piada a homens ingleses que aparentemente nada têm de especial, mas parece que não estou sozinha...
Assumindo completamente a inimputabilidade que me leva a ter tendências esquisitas, mesmo nessa circunstância, é sempre bom verificar que, de vez em quando, muito de vez em quando, até existem laivos de normalidade, como se pode verificar infra:
Top 10: Sexy Sci-fi Stars
1.Jensen Ackles (Supernatural) – 51% (Aaaaaah, pois é...)
2.Jared Padalecki (Supernatural) – 17.8% (Não lhe reconheço a personalidade jurídica)
3.Misha Collins (Supernatural) – 11.2% (Coisa tão fofa...)
4.Mark Sheppard (Dr Who, Battlestar Galactica, Firefly) - 5% (That's what i'm talking about! Porque é que isto não está em primeiro lugar??)
5.Nathan Fillion (Serenity) – 3.2% (O quê?? Algum dia??)
6.Robert Downey Junior (Iron Man) – 2.4% (Não devemos estar a falar da mesma pessoa...)
7.John Barrowman (Torchwood) – 1.8% (Blarg! O que é isto?)
8.Hugh Jackman (X Men) – 1.6% (Já teve melhores dias)
9.Zach Quinto (Heroes) – 1.3% (Ca nojo...)
10.Ryan Robbins (Sanctuary) – 0.9% (Nem sei quem seja, mas é feio)
Então, quem é que me interdita agora?
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Benfeitorias Voluptuárias
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Sabe-se que se está condenado a uma vida de inércia e sedentarismo, com culminar em morte lenta e dolorosa, quando já há cansaço só de procurar ginásios com actividades giras e divertidas para afastar o stress.
Para que é que se tenta, então?
Ça foda.
Vamos mas é alapar o rabo no sofá, beber bejecas e fumar como uma chaminé, enquanto se vê o Supernatural.
Ao menos exercitam-se os olhos. Sempre é melhor que nada.
Para que é que se tenta, então?
Ça foda.
Vamos mas é alapar o rabo no sofá, beber bejecas e fumar como uma chaminé, enquanto se vê o Supernatural.
Ao menos exercitam-se os olhos. Sempre é melhor que nada.
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O Direito tornou-me inimputável
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Nada a Fazer X
Há algo na minha pessoa que deve ter nascido no Reino Unido.
Longe de casa, aproveita todas as oportunidades para matar saudades da ilha mãe.
Há sempre alguma coisa que me empurra para aquelas terras, que puxa sem pejo nenhum para lá e que tem vontade de rumar à casa que nunca conheceu.
E que tem como efeito o eterno devaneio dos homens ingleses, que podem ser feios e mastronços até à 15ª geração, com falta de cabelo (urgh) e sem ponta por onde se lhes pegue, porém, a partir do momento em que abrem a boca e se lhes ouve aquele british accent, juntamente com voz de cama, está tudo perdido.
Se, a juntar ao dito accent, houver laivos de sorrisinho pepsodent e olhinhos verdes, pronto, que se procure outra casa de sopas, que nesta já se entornou o caldo todo e já não há mais.
Porque só há disto. E isto só tem encantos:
Qualquer dia, ainda hei-de averiguar se não houve alguma dissidente nas minhas antepassadas que fugiu com algum espécime inglês que terá passado este gene maldito para a minha pessoa ...
Longe de casa, aproveita todas as oportunidades para matar saudades da ilha mãe.
Há sempre alguma coisa que me empurra para aquelas terras, que puxa sem pejo nenhum para lá e que tem vontade de rumar à casa que nunca conheceu.
E que tem como efeito o eterno devaneio dos homens ingleses, que podem ser feios e mastronços até à 15ª geração, com falta de cabelo (urgh) e sem ponta por onde se lhes pegue, porém, a partir do momento em que abrem a boca e se lhes ouve aquele british accent, juntamente com voz de cama, está tudo perdido.
Se, a juntar ao dito accent, houver laivos de sorrisinho pepsodent e olhinhos verdes, pronto, que se procure outra casa de sopas, que nesta já se entornou o caldo todo e já não há mais.
Porque só há disto. E isto só tem encantos:
Mark Sheppard
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Benfeitorias Voluptuárias
O mal de se ver Supernatural de empreitada é que se passa a vida a ter pesadelos com monstrinhos e fantasmas. Esta noite, por exemplo, andei, à vontade quilómetros de espingarda na mão a correr atrás de uma criatura qualquer que queria destruir a humanidade. No fim, acabou por ser a criatura a correr atrás de mim.
Moral da história: não ver séries manhosas que deixam efeitos secundários em cérebros pouco iluminados.
Moral da história: não ver séries manhosas que deixam efeitos secundários em cérebros pouco iluminados.
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Posição Doutrinária
Note to Self - Vol. Não-Sei-das-Quantas
Nunca mais comer alarvemente arroz de marisco duvidoso em sítios duvidosos e terminar a noite a comer bolas de berlim em lugares para lá de sinistros.
Nunca.
Mais.
Nunca.
Mais.
Nonsense Talking XIX
- Olha ali o Sá Pinto!
- Onde?
- Ali!
- Não foi o Sá Pinto que arriou no Artur Agostinho?
- Foi, foi ...
- Onde?
- Ali!
- Não foi o Sá Pinto que arriou no Artur Agostinho?
- Foi, foi ...
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Piadas de Propriedade Privada
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Resoluções Para a Vida Futura # 8
Tendo o hábito estúpido e extremamente antiquado de mandar cartões de Natal a entes queridos e tendo verificado que o preço dos ditos cartões anda pela hora da morte, decide-se, porque aparentemente não há sarna suficiente para ser coçada e o tempo livre abunda que é uma maravilha, ó para mim a rir-me que nem uma hiena ébria, manufacturar, este ano, uns projectos de qualquer coisa que se assemelhe minimamente a postais natalícios.
Portanto, se vos chegar pelo correio uma amálgama de cartolina e cola, com borrões a fazer de Pai Natal e manchas coloridas a fazer as vezes de boneco de neve, já sabem de quem veio.
Portanto, se vos chegar pelo correio uma amálgama de cartolina e cola, com borrões a fazer de Pai Natal e manchas coloridas a fazer as vezes de boneco de neve, já sabem de quem veio.
Dia do Queixume
- Já não se pode ouvir falar na crise; por todo o lado, a crise isto, a crise aquilo, ai a bolsa, ai a Grécia, ai o caralho que vos foda. Bolas, não há sossego em lado nenhum, todos choram e choramingam que está mau, que não há dinheiro, mas ontem não se cabia no Colombo por causa do joguinho do Benfas, não era? Ah, claro, se são só os funcionários públicos que sofrem, está tudo bem.
- Já não se pode com o senhor dos Passos, que volta e meia gosta de mandar os portugueses empobrecer e com o Presidente do Bolo Rei, que queria mais favas no bolo. Não há terra por cavar para dar a estes dois desocupados?
- Já não se pode com gente burra que gosta de chamar caloteiros aos que vêm exercer o belo do direito do contraditório e apresentar contestação. Mas estamos onde, afinal? Ganhámos uma licenciatura em Direito no pacote da farinha, foi? Foda-se, que não há vergonha jurídica.
- Já não se pode com gente mimadinha que pretende mandar no mundo à sua vontadinha e sem réplica da ralé. Andamos a ver filmes do Charlie Chaplin a mais, com certeza...
Porém, qual é a alternativa a não ter que aturar a crise, o Senhor dos Passos, o Presidente do Bolo Rei?
E o que é a vida sem ditadorezinhos e advogadinhos do Correio da Manhã?
Muito aborrecida, claro.
- Já não se pode com o senhor dos Passos, que volta e meia gosta de mandar os portugueses empobrecer e com o Presidente do Bolo Rei, que queria mais favas no bolo. Não há terra por cavar para dar a estes dois desocupados?
- Já não se pode com gente burra que gosta de chamar caloteiros aos que vêm exercer o belo do direito do contraditório e apresentar contestação. Mas estamos onde, afinal? Ganhámos uma licenciatura em Direito no pacote da farinha, foi? Foda-se, que não há vergonha jurídica.
- Já não se pode com gente mimadinha que pretende mandar no mundo à sua vontadinha e sem réplica da ralé. Andamos a ver filmes do Charlie Chaplin a mais, com certeza...
Porém, qual é a alternativa a não ter que aturar a crise, o Senhor dos Passos, o Presidente do Bolo Rei?
E o que é a vida sem ditadorezinhos e advogadinhos do Correio da Manhã?
Muito aborrecida, claro.
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Teorias do Homicídio Qualificado
Nonsense Talking XIX
- O meu pai isto, o meu pai aquilo... estou a falar muito no meu pai...
- Hum, hum.
- 'Daddy issues'.
- É o complexo de Eureka.
- Hum, hum.
- 'Daddy issues'.
- É o complexo de Eureka.
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Piadas de Propriedade Privada
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Querido Pai Natal - Vol. II
Gostava mesmo, mesmo de ter uma coisa destas.
E desta vez nem era para matar pessoas nem nada, era só para ter, para poder olhar para ela...
Coisa tão linda...!
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Contratos de Compra e Venda Natalícios
Nonsense Talking XVIII
- Eu lembro-me do rei D. Carlos ir à minha terra!
- O quê??
- Ah, pois é, é verdade!
- O rei D. Carlos?? Não pode ser!
- Pode, pode! Eu lembro-me!
- Mas você ainda não era nascido quando o D. Carlos morreu...!
- ... Ah, pois... mas a minha avó lembrava-se dele lá ter ido.
- Então, mas era você que se lembrava ou era a sua avó?
- Er... era a minha avó...Mas eu lembro-me dela a contar isto! É quase a mesma coisa.
- Deve ser.
- O quê??
- Ah, pois é, é verdade!
- O rei D. Carlos?? Não pode ser!
- Pode, pode! Eu lembro-me!
- Mas você ainda não era nascido quando o D. Carlos morreu...!
- ... Ah, pois... mas a minha avó lembrava-se dele lá ter ido.
- Então, mas era você que se lembrava ou era a sua avó?
- Er... era a minha avó...Mas eu lembro-me dela a contar isto! É quase a mesma coisa.
- Deve ser.
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Piadas de Propriedade Privada
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Leituras XLVI
Bem descrito e bem estruturado, perde apenas pela previsibilidade do desenlace final.
Não obstante ainda a história não estar nem a meio e já se ter vislumbrado a trama e o final, não está mau de todo.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Querido Treinador
... por amor da santinha, feche lá a cremalheira, que mais parece um serial killer.
Bolas, que sinistralidade rodoviária...
Querido Pai Natal - Vol. I
Quero uma coisa destas:
É que, querido Pai Natal, quando faço estragos, ao menos que seja em grande.
Assim, grande e gorda, que faça muito estardalhaço e provoque muita destruição.
Para limpar o sebo de muita gente ao mesmo tempo e ainda fazer um festival de entulho.É que, querido Pai Natal, quando faço estragos, ao menos que seja em grande.
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Contratos de Compra e Venda Natalícios
Da Futilidade XVII
Apreciava imenso ter uma coisa destas (o manequim, não os colares da avó...)
Podia dar-me para pior, é verdade...
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Nonsense Talking XVII
- Ai, muda isso de canal! Que horror!
- Porquê?
- Estão a difamar o cadáver do Khadafi!
- Porquê?
- Estão a difamar o cadáver do Khadafi!
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Piadas de Propriedade Privada
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Da Futilidade XVI
Não que interesse muito, mas isto é mesmo bom.
Faz descobrir uma pele de pêssego numa selva de borbulhagem e pontos negros.
Leituras XLV
Extraordinária descrição da vida a bordo de um navio, extraordinárias personagens, extraordinária história de um rabequista que era escritor e que, ao ser empurrado e trapaceado para a morte, trapaceou toda a gente para a posteridade.
Muito bom.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Reminiscências #7
Já foi assim há tanto tempo?!
Bolas, ia jurar que tinha sido há meia dúzia de anos...
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 7
Digo eu, que nada sei nem pretendo saber, que gajas as há que, por mais produtos de beleza que apliquem, por mais maquilhagem que coloquem, por melhor que se vistam, por melhores que sejam as roupas que envergam, não se saberá porquê, nem como ocorre semelhante fenómeno, mas a verdade é que não conseguem deixar de ter aquele arzinho vulgarucho e putéfio com que foram abençoadas à nascença.
E era só isto.
E era só isto.
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Posição Doutrinária
Fim do Mundo ... Sem Cuecas - Adenda IV
O mundo, afinal, está mesmo para acabar.
Um requerimento de não-sei-quantas páginas a pugnar pela improcedência de uma excepção dilatória deduzida pela parte contrária, cheio de questõezinhas jurisprudencialmente discutíveis, com um pedido feito às três pancadas e nem um único reparo, nem uma única correcção, nem um ténue isto está uma merda, um ligeiro não gosto disto.
Nada.
Claro que também não houve lugar a elogios, que é isso, era só o que faltava, mas agora andamos aqui a brincar com a tropa, que merda vem a ser esta, mas note-se que o fim dos tempos está próximo. Muito próximo...
Um requerimento de não-sei-quantas páginas a pugnar pela improcedência de uma excepção dilatória deduzida pela parte contrária, cheio de questõezinhas jurisprudencialmente discutíveis, com um pedido feito às três pancadas e nem um único reparo, nem uma única correcção, nem um ténue isto está uma merda, um ligeiro não gosto disto.
Nada.
Claro que também não houve lugar a elogios, que é isso, era só o que faltava, mas agora andamos aqui a brincar com a tropa, que merda vem a ser esta, mas note-se que o fim dos tempos está próximo. Muito próximo...
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Ai Sim?
Sou uma pessoa que perde roupa dentro do próprio armário.
E você?
E você?
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Quesitos da Base Instrutória
Cinema XLVII
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Fim do Mundo ... Sem Cuecas - Adenda III
São 15h12 e o mundo continua no lugar onde está.
Não implodiu, não explodiu, não caiu nada na terra que a faça desviar do seu eixo.
Vale a pena esperar até à meia-noite ou podemos prosseguir descansadamente com as nossas vidinhas?
Não implodiu, não explodiu, não caiu nada na terra que a faça desviar do seu eixo.
Vale a pena esperar até à meia-noite ou podemos prosseguir descansadamente com as nossas vidinhas?
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Fim do Mundo ... Sem Cuecas - Adenda
Fim do Mundo ... Sem Cuecas
Supostamente, o mundo acaba amanhã e ainda há tanta coisa por dizer e por fazer.
Mas quem é que agendou esta data? Isto não dá jeito nenhum...
Falta acabar de comprar as prendas de Natal; se bem que inútil, visto que se o mundo acaba, não fica cá ninguém para abrir as prendas, ao menos ficava a ideia de que me tinha lembrado das pessoas.
Falta arrumar aquela espelunca a que chamo de quarto. Outro aspecto completamente pointless, mas enfim, ao menos que fique a imagem de uma pessoa arrumada.
Falta abraçar as pessoas importantes pela última vez. E a minha gata.
Falta mandar o Sabichão da Horta para o caralho que o foda. Isto vai saber bem.
Falta mandar uma bofa no focinho daquele P., burguesinho de merda armado em aristocrata que não tem onde cair morto, esperando que nacionalizem a casinha dele lá no Além.
Falta comprar uns Louboutins; outra coisa pointless. Ça foda.
Falta fumar o último cigarro.
Falta fazer tanta coisa... Haverá lugar a adendas até ao fim do dia.
Mas quem é que agendou esta data? Isto não dá jeito nenhum...
Falta acabar de comprar as prendas de Natal; se bem que inútil, visto que se o mundo acaba, não fica cá ninguém para abrir as prendas, ao menos ficava a ideia de que me tinha lembrado das pessoas.
Falta arrumar aquela espelunca a que chamo de quarto. Outro aspecto completamente pointless, mas enfim, ao menos que fique a imagem de uma pessoa arrumada.
Falta abraçar as pessoas importantes pela última vez. E a minha gata.
Falta mandar o Sabichão da Horta para o caralho que o foda. Isto vai saber bem.
Falta mandar uma bofa no focinho daquele P., burguesinho de merda armado em aristocrata que não tem onde cair morto, esperando que nacionalizem a casinha dele lá no Além.
Falta comprar uns Louboutins; outra coisa pointless. Ça foda.
Falta fumar o último cigarro.
Falta fazer tanta coisa... Haverá lugar a adendas até ao fim do dia.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 6
PSD quer que portugueses juntem atributos de águia, dragão, leão e formiga
Acho muito bem. Assim como assim, um autêntico jardim zoológico já isto anda, por isso, a diferença não será assim tanta...
Acho muito bem. Assim como assim, um autêntico jardim zoológico já isto anda, por isso, a diferença não será assim tanta...
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Posição Doutrinária
Note to Self - Vol. Não-Sei-das-Quantas
Nunca mais, mas nunca mais, comer sopa de feijão.
Nunca.
Mais.
Nunca.
Mais.
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Posição Doutrinária
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Eu e Ele # 13
Infantilidades à parte, a coisa que ela mais gostava era de sair do gabinete dele, entrar no dela e, ainda virada para a porta, fazer-lhe uma caralhada bem arregaçada.
Calha assim, pois então.
Calha assim, pois então.
Leituras XLIV

Desta vez, houve um engano.
Para quem fussa nas estantes da biblioteca, avidamente, e o mero título que sugira uma história com 400 anos é automaticamente confundido com romance histórico, acontecem destas coisas.
Saiu na rifa um livro de História e não um livros de histórias; mas ainda bem que houve lugar à leitura desta obra. Ficou a conhecer-se os meandros da corte do Rei Sol e da mulher que teve nela, talvez, o maior papel. Ficou a conhecer-se os hábitos e costumes, as intrigas e conspirações, as pessoas e lugares, como se tivessemos sido transportados para aquela época.
Este não é, definitivamente, um livro de História qualquer.
É soberbo.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
A Propósito de Ter Passado
Com tanta euforia, esqueci-me de uma coisa importantíssima.
Aqui fica o meu agradecimento público e enorme reconhecimento ao Dr. Marques Batista, formador de Processo Civil no CDL, dos melhores professores da minha carreira académica.
E era só isto.
Aqui fica o meu agradecimento público e enorme reconhecimento ao Dr. Marques Batista, formador de Processo Civil no CDL, dos melhores professores da minha carreira académica.
E era só isto.
Cinema XLVI
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
OE 2012
Chegou, finalmente, o tempo de mostrar a verdadeira face.
E a verdadeira face é mostrar a vontade de esmagar a economia.
Diga-me lá, senhor Primeiro-Ministro, se crê realmente que retirar os subsídios de férias e Natal vai ajudar em alguma coisa ao incremento do consumo e da economia nacional?
Diga lá, senhor Primeiro-Ministro, se crê verdadeiramente que mais meia hora de jornada de trabalho por dia ajuda alguma coisa à produtividade?
Deixe-me dizer-lhe umas pequenas coisinhas, senhor Primeiro-Ministro...
Tivesse o senhor vivido e nascido neste país, e não em Marte, saberia perfeitamente que quando ouve os senhores empresários e resolve atender as suas reivindicações, está a trilhar um caminho que não o do progresso. Num qualquer outro país, estas medidas funcionariam, mas não em Portugal.
Sabe porquê?
Por causa da mentalidade.
Mentalidade essa que dita que qualquer tuga que chegue a cargo de chefia fica automaticamente formatado para explorar os subordinados.
Pergunte a qualquer patrãozinho se acha que os trabalhadores a seu cargo prestam para alguma coisa. Vai logo dizer-lhe que não, que são uns preguiçosos, que não produzem, que só querem direitos, que não servem para nada e que o melhor era mesmo reduzir-lhes os salários, aumentar-lhes o horário de trabalho, tirar-lhes as férias e os fins-de-semana, já agora, não, o melhor é cortar-lhes de vez os salários, virem trabalhar de graça que não fazem mais que a obrigação deles em trabalhar para o bem da economia. Ai não querem?, então, rua e sem indemnização, que é assim que se lida com essa gentalha pobre que tem que trabalhar para sobreviver e sustentar as famílias.
Num qualquer país evoluído, sim, provavelmente resultaria, mas não aqui, que a mentalidade não deixa. Estas medidas vão ser usadas para explorar, enriquecer quem já é rico e deixar miserável quem já está em dificuldades.
Não tenha dúvidas, estamos em Portugal.
Ao atender a estas reivindicações, senhor Primeiro-Ministro, naquilo que você gosta tanto de chamar de reuniões de consertação social, e a implementar estas medidas no sector público, está a abrir o precedente para inserção destas medidad no sector privado. Sector privado, senhor Primeiro-Ministro, aquele que sustenta a economia e que é sempre o mais sacrificado.
A jornada de 40 horas semanais de trabalho é uma conquista de Abril, sabia?
Olhe o que acabou de fazer com ela...
Já agora, que está numa de cortar e até já pensou em cortar nos feriados, acabe também com o 25 de Abril e com o 1º de Maio, reduza-os progressivamente até não existirem, nem um, nem outro, para quê?, já não fazem sentido. Com a República, que também não faz falta nenhuma, agora já temos mulheres nuas em cada esquina, não precisamos daquela com as mamas de fora, e ainda por cima, gorda que mete dó. Acabe também com o Natal e com a Páscoa, com o Corpo do senhor e com o 1 de Novembro. Ai não, espere lá, que os de direita andam sempre a bater com a mãozinha no peito e a dobrar o joelhinho ao senhor, com esses não pode, é verdade, queira desculpar.
Está a transformar este país num charco de merda, senhor Primeiro-Ministro, e ao implementar medidas descabidas que vão em muito para além do acordado com a Troika, está a acabar com ele aos poucos.
Parabéns.
Quando V.Exa. foi eleito, fiz um vaticínio: a de que não ficaria no poder a tempo do Natal.
Continue assim, senhor Primeiro-Ministro.
É que, sabe, eu adoro ter razão.
E a verdadeira face é mostrar a vontade de esmagar a economia.
Diga-me lá, senhor Primeiro-Ministro, se crê realmente que retirar os subsídios de férias e Natal vai ajudar em alguma coisa ao incremento do consumo e da economia nacional?
Diga lá, senhor Primeiro-Ministro, se crê verdadeiramente que mais meia hora de jornada de trabalho por dia ajuda alguma coisa à produtividade?
Deixe-me dizer-lhe umas pequenas coisinhas, senhor Primeiro-Ministro...
Tivesse o senhor vivido e nascido neste país, e não em Marte, saberia perfeitamente que quando ouve os senhores empresários e resolve atender as suas reivindicações, está a trilhar um caminho que não o do progresso. Num qualquer outro país, estas medidas funcionariam, mas não em Portugal.
Sabe porquê?
Por causa da mentalidade.
Mentalidade essa que dita que qualquer tuga que chegue a cargo de chefia fica automaticamente formatado para explorar os subordinados.
Pergunte a qualquer patrãozinho se acha que os trabalhadores a seu cargo prestam para alguma coisa. Vai logo dizer-lhe que não, que são uns preguiçosos, que não produzem, que só querem direitos, que não servem para nada e que o melhor era mesmo reduzir-lhes os salários, aumentar-lhes o horário de trabalho, tirar-lhes as férias e os fins-de-semana, já agora, não, o melhor é cortar-lhes de vez os salários, virem trabalhar de graça que não fazem mais que a obrigação deles em trabalhar para o bem da economia. Ai não querem?, então, rua e sem indemnização, que é assim que se lida com essa gentalha pobre que tem que trabalhar para sobreviver e sustentar as famílias.
Num qualquer país evoluído, sim, provavelmente resultaria, mas não aqui, que a mentalidade não deixa. Estas medidas vão ser usadas para explorar, enriquecer quem já é rico e deixar miserável quem já está em dificuldades.
Não tenha dúvidas, estamos em Portugal.
Ao atender a estas reivindicações, senhor Primeiro-Ministro, naquilo que você gosta tanto de chamar de reuniões de consertação social, e a implementar estas medidas no sector público, está a abrir o precedente para inserção destas medidad no sector privado. Sector privado, senhor Primeiro-Ministro, aquele que sustenta a economia e que é sempre o mais sacrificado.
A jornada de 40 horas semanais de trabalho é uma conquista de Abril, sabia?
Olhe o que acabou de fazer com ela...
Já agora, que está numa de cortar e até já pensou em cortar nos feriados, acabe também com o 25 de Abril e com o 1º de Maio, reduza-os progressivamente até não existirem, nem um, nem outro, para quê?, já não fazem sentido. Com a República, que também não faz falta nenhuma, agora já temos mulheres nuas em cada esquina, não precisamos daquela com as mamas de fora, e ainda por cima, gorda que mete dó. Acabe também com o Natal e com a Páscoa, com o Corpo do senhor e com o 1 de Novembro. Ai não, espere lá, que os de direita andam sempre a bater com a mãozinha no peito e a dobrar o joelhinho ao senhor, com esses não pode, é verdade, queira desculpar.
Está a transformar este país num charco de merda, senhor Primeiro-Ministro, e ao implementar medidas descabidas que vão em muito para além do acordado com a Troika, está a acabar com ele aos poucos.
Parabéns.
Quando V.Exa. foi eleito, fiz um vaticínio: a de que não ficaria no poder a tempo do Natal.
Continue assim, senhor Primeiro-Ministro.
É que, sabe, eu adoro ter razão.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Leituras XLIII

Escrita densa e complexa, com aprofundamento extraordinário do âmago das personagens, descrições completas e com laivos de existencialismo.
Fizeram um bom filme de uma boa obra.
Cinema XLV

Elenco de luxo, história razoavelmente bem estruturada. Nada de grandes originalidades, mas não está nada mau de todo, dando uma imagem bastante realista do que poderia acontecer numa situação de epidemia à escala global.
Matt Damon: quanto mais velho, mais 'chubbie'; quanto mais 'chubbie', mais sexy.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Em tempos idos, já houve oportunidade de expressar a teoria de que, algures na poeira dos séculos, havia sido, com toda a certeza, um homem.
Pois que um homem, em dias felizes, nada mais fará do que sentar-se no sofá, com uma bejeca e tremoços, a ver a bola ou um filme de gajas, ou pornografia.
A minha pessoa, para celebrar a passagem de uma fase importante da sua vida, senta-se no sofázinho, depois de despejar uma Budweiser, enfia meio litro de coca-cola pela goela abaixo, enquanto devora doritos e vê o Supernatural, uma série que, toda a gente sabe, só tem gajos feios, obviamente.
Então, fui ou não ou homem?
Pois que um homem, em dias felizes, nada mais fará do que sentar-se no sofá, com uma bejeca e tremoços, a ver a bola ou um filme de gajas, ou pornografia.
A minha pessoa, para celebrar a passagem de uma fase importante da sua vida, senta-se no sofázinho, depois de despejar uma Budweiser, enfia meio litro de coca-cola pela goela abaixo, enquanto devora doritos e vê o Supernatural, uma série que, toda a gente sabe, só tem gajos feios, obviamente.
Então, fui ou não ou homem?
12-15-13
Pelo ano de espera, pelos míseros 3 meses de aulas, pelas 5 semanas de estudo, pelas 12 horas que me fez passar naquela sala, pelo mês inteiro de espera, pela má vontade.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Prendas de Natal
Ainda agora voltei da minha primeira aquisição natalícia e já acho que o que comprei é uma merda.
Incrível...
Incrível...
Ultimamente, dei por mim em Silent Hill.
Ninguém por perto, uma neblina terrível em cada esquina, gente com as faces desfiguras a tentar atacar os seres incautos ao menor dos movimentos, uma atmosfera de perigo, fantasmas e laivos de ódio a todo o instante.
Agora, a neblina começa a desaparecer, as pessoas não parecem tão horríveis nem tentam assassinar ninguém ao primeiro olhar, só ao segundo, a atmosfera, lentamente, começa a ser respirável, os espectros de ódio começam a ver a luz e a desaparecer.
Só o silêncio permanece.
O que não deixa de ser estranho.
É sempre estranho aterrar em Silent Hill.
Porém, lá dizia o poeta, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Há-de chegar o dia em que estranharei o regresso das antigas gargalhadas.
Ninguém por perto, uma neblina terrível em cada esquina, gente com as faces desfiguras a tentar atacar os seres incautos ao menor dos movimentos, uma atmosfera de perigo, fantasmas e laivos de ódio a todo o instante.
Agora, a neblina começa a desaparecer, as pessoas não parecem tão horríveis nem tentam assassinar ninguém ao primeiro olhar, só ao segundo, a atmosfera, lentamente, começa a ser respirável, os espectros de ódio começam a ver a luz e a desaparecer.
Só o silêncio permanece.
O que não deixa de ser estranho.
É sempre estranho aterrar em Silent Hill.
Porém, lá dizia o poeta, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Há-de chegar o dia em que estranharei o regresso das antigas gargalhadas.
' ... Às vezes, gosto mesmo mais de conversar que de foder. Frases. Um balde de água fria, um balde de água quente, mais outro de água fria. O problema das palavras é que a falar conseguimos meter-nos num beco sem saída. Em contrapartida, a foder ninguém se mete num beco.'
In O Doente Inglês, Michael Ondaatje
E pergunta-se, como quem não quer a coisa, se foder não é, também, e em certa medida, meter num beco?
In O Doente Inglês, Michael Ondaatje
E pergunta-se, como quem não quer a coisa, se foder não é, também, e em certa medida, meter num beco?
Nada a Fazer IX

Este homem é, vá, fofo. Muito fofinho.
Que, na linguagem de uma pessoa que conheço e de quem, por acaso, até gosto bastante, traduzido dá uma coisa do género, sexy, sexy, sexy.
Acrescente-se ao sexy, o sorriso travesso, o olhar desmesuradamente sensual e um scottish accent digno de nota.
Ai, os homens ingleses, os homens ingleses...
Ingleses e gadelhudos... a minha perdição...
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Benfeitorias Voluptuárias
Cinema XLIV
Dos melhores filmes que tive oportunidade de ver.
Denso. Profundo. Verdadeiro. Tocante.
Muito, muito bom.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Salty as Fuck 5
O mal de ser estúpido é que se acaba por dar importância àquilo que os outros pensam de nós.
O mal de ser estúpido reside no facto de, mesmo inconscientemente, se dar razão àqueles que nos culpam de alguma coisa, mesmo que, objectivamente, não haja lugar a qualquer culpa.
O mal de ser estúpido é que se tende a ficar tristinho e deprimidinho com as merdas que os outros fazem mas que de alguma forma são sempre culpa do elo mais fraco, apenas porque este existe, e com a forma como somos tratados só porque há birras e recalcamentos na mente de quem manda.
Tomo hoje uma decisão. Para o presente e para o futuro.
Decido deixar de ser estúpida e, consequentemente, de ter que carregar todos os malefícios da condição de estupidez.
Porque o pior que pode acontecer é exactamente aquilo que já decidi fazer.
E contra isso?
Nem mais...
Batatinhas.
O mal de ser estúpido reside no facto de, mesmo inconscientemente, se dar razão àqueles que nos culpam de alguma coisa, mesmo que, objectivamente, não haja lugar a qualquer culpa.
O mal de ser estúpido é que se tende a ficar tristinho e deprimidinho com as merdas que os outros fazem mas que de alguma forma são sempre culpa do elo mais fraco, apenas porque este existe, e com a forma como somos tratados só porque há birras e recalcamentos na mente de quem manda.
Tomo hoje uma decisão. Para o presente e para o futuro.
Decido deixar de ser estúpida e, consequentemente, de ter que carregar todos os malefícios da condição de estupidez.
Porque o pior que pode acontecer é exactamente aquilo que já decidi fazer.
E contra isso?
Nem mais...
Batatinhas.
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Posição Doutrinária
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Leituras XLII
Os escritores mais antigos, e portanto, clássicos, têm a ligeira tendência para escrever de forma a adormecer o leitor. Deixam-no tão sossegado e relaxado que só dá vontade de adormecer.
É o que acontece com Lolita. O que deveria ser uma livro que deixaria o seu leitor incauto em estado de alerta, acaba por ser um estado de dormência em forma de livro, enquanto se passeia pela sociedade norte-americana dos anos 50, pela mente de um pedófilo e pela vivência de uma ninfita.
Razoável, tirando a forma de escrita.
E Mai Nada
Assim, de chofre, sem mais, sem espinnhas, sem pormenores ou explicações, que não são nada necessários, não há hóme melhor que o meu.
Sic.
Sic.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Diria a minha sábia Avó que não se deseja a morte aos outros porque vem no nosso caminho.
Não se deseja que ninguém morra porque nos arriscamos a morrer ou a ver morrer alguém que nos é querido.
Qualquer coisa relacionado com o karma, portanto. Ou com aquela teoria malabarista de tudo o que desejamos e fazemos aos outros, temos o retorno em triplicado.
Whatever.
A verdade é que desejar a morte já não satisfaz minimamente.
Sonhar acordada com empalamentos, atropelos, ataques cardíacos fulminantes, AVC's, e outros acidentes igualmente horríveis não me traz qualquer tipo de consolo. Ouvir uma ambulância a passar na rua e pensar espero que tenha sido aquela besta a morrer já não apazigua o sofrimento ou o ódio que passeia cá dentro.
Arquitectar planos, extremamente elaborados e, pasme-se!, fáceis de executar para assassinar bestas é o passo seguinte. E tem sido um passo muito bem dado. Passar à prática já será outra conversa, que nunca vai existir, pois que não há lugar a trabalhar como Agente da Justiça com homicídios qualificados no registo criminal, mas enquanto isso, aposto que nem o CSI mais competente do mundo seria capaz de competir com a mestria mortífera da minha imaginação aguçada e criminosa.
O mais triste de tudo é que me tornei uma potestativa assassina por causa de um vira-latas com complexo de Napoleão.
Senhor, como a tua serva quebrada se vende por pouco...
Não se deseja que ninguém morra porque nos arriscamos a morrer ou a ver morrer alguém que nos é querido.
Qualquer coisa relacionado com o karma, portanto. Ou com aquela teoria malabarista de tudo o que desejamos e fazemos aos outros, temos o retorno em triplicado.
Whatever.
A verdade é que desejar a morte já não satisfaz minimamente.
Sonhar acordada com empalamentos, atropelos, ataques cardíacos fulminantes, AVC's, e outros acidentes igualmente horríveis não me traz qualquer tipo de consolo. Ouvir uma ambulância a passar na rua e pensar espero que tenha sido aquela besta a morrer já não apazigua o sofrimento ou o ódio que passeia cá dentro.
Arquitectar planos, extremamente elaborados e, pasme-se!, fáceis de executar para assassinar bestas é o passo seguinte. E tem sido um passo muito bem dado. Passar à prática já será outra conversa, que nunca vai existir, pois que não há lugar a trabalhar como Agente da Justiça com homicídios qualificados no registo criminal, mas enquanto isso, aposto que nem o CSI mais competente do mundo seria capaz de competir com a mestria mortífera da minha imaginação aguçada e criminosa.
O mais triste de tudo é que me tornei uma potestativa assassina por causa de um vira-latas com complexo de Napoleão.
Senhor, como a tua serva quebrada se vende por pouco...
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
Leituras XLIII
Mais uma obra de David Liss que se lê e a lágrimazinha final, por ver uma história tão rica e tão cheia acabar, acaba por aparecer.
Descrição potente e arrasadora, personagens cada vez mais consistentes, mais reais e vívidas, intriga e mistério ao rubro, teoria da conspiração ao virar de cada página, final surpreendente.
Benjamin Weaver é simplesmente apaixonante, astuto, sensual, intenso. Maravilhoso.
Muito, muito bom.
Ontem, viu o povo na rua. O verdadeiro povo.
Mais do que uma manifestação, viu a realidade a passar. Viu o sofrimento, viu o dia-a-dia de gente comum que nada faz mais do que sobreviver como pode no mundo da precaridade e da falta de respeito, viu a luta constante para não sucumbir à miséria.
Viu 425€ de salário líquido.
Viu trabalhadores a quem tiraram a pausa de 15 minutos diários para comer.
Viu trabalhadores em luta por 22 dias de férias.
Viu trabalhadores à beira do despedimento colectivo com um aviso prévio de 2 dias.
E percebeu que talvez o mundo que os nossos pais tentaram construir com a Revolução talvez não tenha resultado assim tão bem. Talvez não tenha resultado nada bem. Talvez tenha sido um grande fiasco. E o fiasco maior foi o facto de incutirem nos filhos a crença de que poderia ser real.
E foi para isto que criámos o Estado Social...
Mais do que uma manifestação, viu a realidade a passar. Viu o sofrimento, viu o dia-a-dia de gente comum que nada faz mais do que sobreviver como pode no mundo da precaridade e da falta de respeito, viu a luta constante para não sucumbir à miséria.
Viu 425€ de salário líquido.
Viu trabalhadores a quem tiraram a pausa de 15 minutos diários para comer.
Viu trabalhadores em luta por 22 dias de férias.
Viu trabalhadores à beira do despedimento colectivo com um aviso prévio de 2 dias.
E percebeu que talvez o mundo que os nossos pais tentaram construir com a Revolução talvez não tenha resultado assim tão bem. Talvez não tenha resultado nada bem. Talvez tenha sido um grande fiasco. E o fiasco maior foi o facto de incutirem nos filhos a crença de que poderia ser real.
E foi para isto que criámos o Estado Social...
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