segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Hoje

Começo a gostar de Direito Comercial.



Isto é como dar de comer e beber fartamente a um condenado à morte, uns minutos antes da execução da pena. A esperança acaba com o resto.

Nova Aquisição



Oh sim, é mesmo o que parece.
Oh yeah, é mesmo para enfiar nos cornos.
E sim, comprei para usar nas festividades.

Rammlied



Para ilustrar o post anterior.

Não se prendam pela parte inicial e passem à frente uns bons 4 minutos, que os portugueses, filmes não é com eles.

Se Não Sabes Rezar, Para Que Te Ajoelhas?

Passeava alegremente, embuída no espírito de Natal, quando todo o mundo também resolveu sair à rua, de tal modo que nem deambular para ver montras dava sob pena de levar coices de todos os lados.

Entro numa loja, como se de último recurso se tratasse, sempre a fugir à multidão e a preguejar entredentes. Até que pus os olhos no escaparate e aquela passou a ser a melhor loja de sempre.

Encontrei isto,


que é como quem diz Pussy, single do novo disco de Rammstein ( que por acaso já consta na minha esfera de presentes mais que certos ). Estava ali tão só, tão carente, tão a chamar por mim, que não resisti a agarrar nele e a levá-lo para casa, para o juntar a toda a minha colecção de singles de dita banda que tenho, que é como quem diz, todos.

Apesar de não ter ainda ouvido grande coisa do novo trabalho, sim, porque sou boa menina e não fui chafurdar no que me hão-de dar, tenho resistido até à febre, levei para casa, toda contente. Quer dizer, levei até à viatura, que por acaso dispõe da tecnologia que permite ouvir antes de chegar à habitação.

Não me desiludi. Obviamente que Pussy é um intro comercial, uma música 'orelhuda', que chama a atenção, uma forma de promover o disco. Mas é totalmente a la Rammstein. Tem o cheiro deles, tem o sabor deles. Principalmente na segunda música que o cdzinho minúsculo ofertava. E ainda ganhei um poster.

Ouvir aqueles senhores é como reencontrar amigos de longa data, que mesmo não se vendo há tempos consideráveis, têm sempre conversa, têm sempre o que mostrar, o que contar.
Ouvi-los é como ouvir uma música esquecida à muito, como recordar, como voltar a vê-los mais uma vez.

Perguntei-me muitas vezes se me arrenpenderei algum dia de não ter ido ao Pavilhão Atlântico no dia 8 de Novembro para os ver.
Perguntei-me até ao dia que encontrei o single naquela loja manhosa e o fiz meu.

Como disse algures, sem qualquer ponta de mentira, de romantismo ou até exagero, Rammstein não é simplesmente uma banda. É uma espécie de religião, uma coisa que vem de dentro, uma coisa chamada música. Por todas as fases que uma existência providencia, Rammstein está em todas elas. É uma doença e simultaneamente uma cura.

Arrepender-me-ei de não os ter ido ver, mais uma vez?
Não.
Ao ouvi-los, percebi que não estaria certo ir ver sem ter ouvido, sem ter sentido, sem ter batido cá dentro primeiro. Não estaria certo ir sem saber cantar, nem sequer trautear as melodias que tanto trabalho deram a fazer ( literalmente ).
Não me perdoaria ir tão pobremente preparada para um encontro com os meus velhos e mais fiéis amigos.
Nem eles me perdoariam, se alguma dia pudessem saber.

Não há mais nada que fazer...

Qual o lugar onde se desaconselha fortemente a celebração de contratos, sob pena de incumprimento inimente?



Em Mora.


Ah, ah.

Ai Sim?

Eu possuo um gato fêmea que come Oreo e Pringles.











E você?

sábado, 28 de novembro de 2009

Diálogos

- Quer arredondar?
- O quê?
- O preço.
- Para quê?
- Para dar.
- A quem?
- A uma instituição.
- Qual?
- Uma que ajuda.
- Ajuda quem?
- Não sei.
- Ok, pode ser.

Xmas Shopping II

Uma verdadeira loucura.
Hoje, toda a gente resolveu não ir trabalhar para se ir enfiar num qualquer shopping, levando tudo atrás de si. Já não pode um ser com uma tarde livre andar a fazer compras que vêm logo milhões de gentes. Mas o pior nem é isso, milhões de gentes ainda se atura; porque raio é que esses milhões de gentes têm que trazer para o meio das compras toda a família que possuem?
E porquê, meu deus, têm que levar para o meio do inferno das compras os malditos carrinhos de transporte de crianças?
A sério, crianças pequenas, nas compras de Natal??!
Não se está mesmo a ver que querem tudo o que vêem e depois quando lhes dizem que não pode ser desatam num berreiro desalmado?
Não se está mesmo a ver que isso é uma espécie de tortura para os pequenos?
Ai coitadinhas das pessoas que não têm onde deixar os filhos.
Pois.
Com a quantidade de serviços disponíveis para o efeito, acho difícil arranjar uma solução, pois...
E se não trouxessem a família inteira para o meio da rua, já tinham onde deixar os rebentos. Pelo menos não atropelavam ninguém com a merda dos carrinhos, e não faziam aquele ar de indignação como se toda a gente à face da terra tivesse que saber que os carrinhos-transporta-putos-alguns-dos-quais-quase-do-tamanho-de-ogres têm prioridade em todas as vias de acesso e também o direito subjectivo a abalroar o que lhes aprouver.

Francamente.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

2,5

Porque parece que foi ontem.
Porque sim.
Porque é perfeito.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quem diria?

Portugal tem uma equipa de Quidditch.

Chama-se Braga Brommfleet, e ascendeu recentemente ao topo das tabelas com o seu inovador sistema de marcação de beaters.

In O Quiddicht através dos Tempos, Kennilworthy Whisp ( quer dizer, J.K.Rowling)




É sempre bom saber.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Finalmente!




Encontrei os pedaços que faltavam à colecção!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ele há coisas muito estranhas.

De repente, parece que tudo o que é gente ficou ininputável.
Zangam-se, fazem birras, gritam, gesticulam com carrinhos de Algés, batem o pé...

Enfim...

Pergunta do Dia

Porque é que, numa Auto-Estrada ou via similar, com três faixas, maravilhosas e disponíveis, há sempre um estupor a pastelar na faixa do meio, dando azo a acidentes, travagens bruscas, atrasos, crises de impaciência, praguejamento e eventuais ataques cardíacos?

a) Porque são uns chicos-espertos que têm a mania que conduzem velozmente e depois nem sabem qual dos pedais do carro é o acelerador.

b) Porque são estúpidos e gostam de empatar o trânsito. De propósito.

c) Porque acham que a faixa do meio é a que melhor permite um bom vislumbre da paisagem circundante.

d) Porque acham giro que com tantas faixas à escolha dê para andar na que se quiser.

e) Porque sim.

f) Todas as anteriores.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ai Sim?

Eu conduzo alegremente a minha bela viatura numa estrada que se transformou um lago, sem que a água chegue às velas do motor.







E você?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O que não acontece todos os dias

Ser esbaforido corre pela rua fora, de casaco a voar atrás, com a melena numa fúria, cheia de pêlos de gato e bigodes de leite, tentando fugir à chuva, tentando chegar a horas ao compromisso.

Depois de percorrer três vezes a mesma rua, sempre à chuva, sem conseguir dar com o raio da porta pretendida, depois de praguejar alto e bom som, de perguntar a quatro ou cinco idosos o caminho, que costumam saber sempre onde tudo fica, mas que tinham ar de nem saber onde estavam, lá se acha o dito sítio, percebendo de imediato que se passou as três vezes que se percorreu a rua mesmo rente ao lugar.

Largando pingos de água por toda a parte, ser esbaforido entra por ali dentro, com todo o rubor do mundo na cara, dá de caras com um senhor cheio de enfeites e pulseiras de todos os feitios,com a perna traçada de tédio e raiva às pessoas que não sabem ver horas, tira os pertences ao ser, leva-os para um canto escuro e manda sentar.

Cheia de vergonha do aspecto que traz, com ar de mendiga a contrastar fortemente com o chão e paredes impecáveis, senta-se numa cadeira com escabelo incorporado, enquanto o cabelo é mergulhado numa pia e encharcado com todos os produtos do mundo.

E depois, o senhor cheio de enfeites e pulseiras de todos os feitios mete-lhe as mãos no cabelo, com arte, sabedoria, mestria, paixão. E depois senta o ser esbaforido, que olha com tristeza o seu rosto pintalgado de vermelho, gatinho e vestígios de leite, e puxa, e repuxa, e volta a puxar a melena indomável, até ao fim, quando já parece uma toalha de seda, e o rosto já não parece o de uma pedinte.

E ser esbaforido, que agora é um ser eufórico, tem vontade de beijar o senhor cheio de enfeites e pulseiras de todos os feitios, pelo magnífico trabalho.

Oh deus, como sou fútil.

Prémio Arco-Íris


Isabel Moreira foi distinguida, entre outras personalidades, como Ricardo Araújo Pereira, com o Prémio Arco-Íris, pela luta contra a homofobia.


Dá gosto ver que, por mais anos que passem, há pessoas que nunca mudam.

E ainda bem!

Diálogos

Numa casinha que vende coisas perfumadas, maquilhagens e afins, está uma criatura, aflita, indecisa entre duas caixinhas coloridas com variedades brilhantes para pôr na cara, que é como quem diz, estojos de maquilhagem.
A dita caixinha serve para ofertar no Natal, sendo fruto de uma ideia peregrina para uma pessoa de dificil gosto.
- Ai que estou indecisa. Não sei qual delas levo. Não me pode dar uma ajuda? - pergunta criatura a uma trabalhadora da loja, muito simpatica.
- Com certeza.
- O que lhe parece? Não sei de qual gosto mais.
- Hummm. É para oferecer?
- É, sim.
- Prenda de Natal?
- Pois.
- E a pessoa pinta-se?

E qual o fundamento de oferecer tal coisa se a pessoa não se pintasse?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Cinema




Qualquer coisa a atirar para a imitação reles do conceito Matrix.
Nem Bruce Willis salva...

Xmas Shopping

Fica tudo a olhar feito parvo quando se manda embrulhar algum objecto no acto da compra. Como se duvidassem das intenções da pessoa ao pedir para envolver com papel colorido a coisa que compraram; nunca se sabe quantos psicopatas andam por aí a lamber presentes... E depois perguntam, educadamente, sem esconderem a curiosidade, se é oferta para o Natal.
Não, não é para o Natal, é para quem a comprei.
Suspiro.
Sim, para o Natal, por favor.

Não se pode andar a fazer compras de Natal sem que as senhoras das lojas o digam, porque é crime público. Só elas, e apenas elas têm a competência para decretar o tempo de compras. Para se poderem queixar magnificamente que o trabalho dá cabo delas nos dias 22 e 23 de Dezembro quando todo o povo sai à rua para gastar o subsídio.

E depois corre-se tudo á procura daquelas coisas - leia-se calças, camisas, vestidos, sapatos - que se viu naquela loja ainda no fim de setembro e já tudo desandou, já tudo tem uma nova amostra da colecção de Inverno, já nada está no sítio devido, foi tudo comido!

Não me venham cá com histórias; comprar com antecedência é garantir que não se escolhe em segunda mão.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Saga Luz e Escuridão



Anda por aí uma febre de vampiragem. Na literatura, entenda-se.
Por todo o lado só se vêem livros e mais livros sobre a temática, uns que todos conhecem, outros clássicos, outros de autores que enriqueceram à conta das personagens com dentinhos aguçados, outros que só de olhar para a capa da vontade de proibir a liberdade de expressão. Enfim, para todos os gostos, para todas as medidas de personalidades, para todos os bolsos ( uns mais que outros... ).

De repente, tudo o que é gente leu alguma coisa sobre vampiros nos últimos tempos, e anda-me tudo de cabeça às voltas por causa do Robert Pattinson, ou lá como se chama o Cedric do Harry Potter... Por estas bandas, também se leu qualquer coisa sobre vampiros, mas sem nunca chegar a pegar no motivo do vendaval vampírico, que é como quem diz Stephenie Meyer e a sua saga Luz e Escuridão, basicamente por duas razões, uma de preservação de neurónios, outra por já saber o que a casa gasta.

Como boa menina, li há uns tempos Nómada, da mesma autora, para ficar com uma ideia da escrita e do estilo da senhora, para não falar mal gratuitamente só porque se arma em intelectual.
O resultado foi desastroso. Não é que a senhora escreva mal, até tem jeito para prender o leitor, para o fazer virar febrilmente as páginas, tentando chegar ao fim da história. O problema é exactamente o conteúdo, que é zero, principalmente em Nómada, que não tem nada para contar a não ser que o mundo foi invadido por aliens que se montam no rabo dos humanos e passam a ser eles, e entretanto há uma rapariga que resiste. E de resto não há mais nada.
Tinha-se toda a relutância em gastar tempo e dinheiro a ler mais livros que falem do nada. E a febre continuava, e depois chegaram os filmes adaptados, e já vem outro a caminho. Perde-se a paciência, e ainda por cima nem se pode participar no “debate” porque nem falar mal se pode...porque não se conhece.

Graças aos queridos R. e R., que me livraram de uma vida apartada de vampiros, da pobreza, porque comprar aqueles livros todos era bancarrota na certa e da ignorância, leu-se tudo de uma assentada.



Er... enfim, é qualquer coisa melhor que Nómada. Não que a história faça muito sentido, vampiros e tal, mas tem quase aquele envolvimento a la Potter, dos mitos inseridos na vida normal de todos os dias, dando a sensação que poderia ser real. O elemento bom da escrita da autora está lá, é cativante, prende o leitor até ao fim. Não é muito profunda, mas não se crê que isso seja importante para a novela em questão.
Já as personagens, algumas são de se lhe tirar o chapéu, em alguns casos, outros, de se lhes enfiar o chapéu pela cabeça abaixo e mandá-los conduzir um camião a seguir.

Desde quando é que existem vampiros vegetarianos e bonzinhos? Só mesmo para se poder dizer que ele, vampirão, é o bom da história... São vampiros, a natureza deles é atacar pessoas porque precisam de comer, não me parece que alguém levasse a mal se o fizessem, bolas!
Bella Swan é uma maricas, sedenta de atenção e amor ( depressa, um balde, vou vomitar ) e uma cobardolas do pior, que está sempre prestes a desfalecer quando a acção está no auge, já para não falar na quantidade de vezes em que arranja maneira de cair num buraco. Gosta tanto do vampirão que mal consegue respirar, que morre sem ele, que a sua alma se despedaça ( réplica do vómito ), em resumo, uma galinha tonta; depois de ser transformada em vampira, é a maior. Toda boa, confiante, contida, madura, forte e poderosa... tanta coisa com os vampiros recém-nascidos serem maus e incontroláveis, que andam por aí a morder e a arranhar toda a gente, e depois a senhora é mansa que nem um cordeiro, porque se controla e sabe que não o deve fazer... Uau.
Já o vampirão, Edward, é outro galinha, sempre a protegê-la de tudo e mais alguma coisa, parece mais pai dela que qualquer outra coisa.
E depois há o lobisomem, Jacob, aquela personagem que merecia um tacho de água a ferver pelas ventas abaixo... a sério, quem é que cria uma personagem tão estúpida, céus??? Cheio de fanfarronice, idiota e sem miolos; ainda me hão de explicar se Bella gostava tanto do vampirão, qual é a cena com o lobisomem? Quase morreu quando Edward a abandona, pois vai-se logo pendurar no pescoço do outro, e fica triste por magoá-lo, fica toda dividida e faz um grande drama quando tem de escolher entre os dois.
Escolher entre os dois??? Mas então e o amor infinito pelo vampiro? Pois.
A melhor parte disto é que quando ela é transformada em vampira, o lobisomem é só amiguinho e mais nada... e ainda no que diz respeito ao lobo malcheiroso, vai-se logo apaixonar pela filha de Bella e Edward mal ela nasce ( uma coisa qualquer relacionada com instinto animal, que se manifesta quando menos se espera ), que tem um nome estrambólico, mesmo que cresça rapidamente, não era de esperar que alguém lhe chegasse a roupa ao pêlo? Mesmo a sério, para o matar a pô-lo a andar da história? Bella ainda tenta fazê-lo, mas depois dá em coisa nenhuma, porque matar é errado e la-la-la. Ora bolas, raio de moralismo estúpido!

Mas o moralismo idiota toma o grande destaque no que toca a sexo.
Nunca se viu tanto preconceito implícito; aquela conversa do tradicionalismo do vampiro, que tem cento e tal anos, serve muito bem para camuflar o preconceito e o cinismo, podre, falso do americano típico. Muito liberais, tão à frente, tão modernos, e depois sexo só depois do casamento, transmitindo o que realmente pensam numa história educativa para jovens mentes. Hipócritas dum raio! Só há cenas verdadeiramente ardentes depois do casamento, quando as duas almas se unem como iguais... Nem se sabe como as personagens sobreviveram às aulas de educação sexual na escola...




No fim, quando a história se encaminha para a acção, pura e dura, tudo se resume ao diálogo, e ao sacrifício de Bella.
Aqui, crê-se que a autora leu Harry Potter de mais, e que se inspirou vergonhosamente no poder do amor e do sacrifício do feiticeiro inglês adaptando-a alegremente à história da vampira palerma.
E viveram felizes para sempre, claro está.

Enfim, assim caminha a literatura vampiresca.
O conceito não deixa de ser interessante, e é sempre bom ler sobre as fantasias mais negras na cabeça de um escritor.
Não dá para esquecer que é um livro para jovens, mais que não seja pelas mensagens escondidas de moral e bons costumes, pela pouca profundidade de algumas personagens, pela previsibilidade do final.

É a vampiragem nas ruas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

É bem feito, pois!

Não se pode andar descansado. E javardolas. É a conclusão.
Como se já não bastasse a estupidez intrínseca, há que vestir uma camisa demasiado curta com umas calças com a cintura demasiado descaída, de tal maneira que não é possível sentar-se ou baixar-se para apanhar qualquer coisa que caiu no chão sem mostrar o rego e a roupa interior ao mundo.
Coisas que acontecem quando se escolhe a vestimenta de olhos selados de sono, a estupidez paga-se com o riso escarninho na cara dos outros. É bem feito.

Ora, quem havia de encontrar-se, justamente, no Antro, quando se transporta no corpo semelhante apelo à parvoíce?

Lollipop. Lawrence of the Labia. ( personagem do Antro, conhecida pelo assedio e pela barriguinha nojenta de 9 meses a pender do único fatinho que possui.) Quem não percebeu, comunique.

Está um ser, a tentar ser descansadinho e discreto, para não dar azo a regos à mostra, a vestir o casaco cobridor de poucas decências, para não ir lá para fora fumar em pelota, quando o raio do casaco resolve fugir e obrigar a uma ginástica que tem como resultado a pança toda à mostra, mais um bocado das costas e sabe deus o que mais.
Envergonhada até à mais remota geração de antepassados, olha-se em volta, para ver se ninguem viu o descalabro.

Qual quê! Já Lawrence of the Labia, encostado ao balcão do bar, como uma pega à espera na esquina, com os olhos em bico e um fio de baba pendente do canto da boca, como um cão, viu tudo e prepara-se para seguir também lá para fora, para ver se há mais strip tease barato.
Tudo por causa de umas reles calças.

Raio de existência.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quem se Lembra?


Rua Sésamo - 40 anos.






Estou velha, é a conclusão geral.

domingo, 8 de novembro de 2009

Pois

A desilusão vem dos sítios mais inesperados.
Principalmente, a desilusão vem das pessoas mais inesperadas.

O que se torna realemente triste é que, de alguma forma, já se esperava, já se sabia, já se contava.

O que não deixa de ser irónico é a altura do campeonato.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Rammstein - Pussy



É uma vergonha, mas a censura existe.
Não sabem ver as coisas além da pouca vergonha, estas mentes deslavadas.

Ainda não me decidi se vou vê-los ( de novo ) no domingo ou não... É o que faz a falta do vil metal-

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

The Bonfire Night

Remember, remember the Fifth of November,
The Gunpowder Treason and Plot,
I know of no reason
Why the Gunpowder Treason
Should ever be forgot.
Guy Fawkes, Guy Fawkes, t'was his intent
To blow up the King and Parli'ment.
Three-score barrels of powder below
To prove old England's overthrow;
By God's providence he was catch'd
With a dark lantern and burning match.
Holloa boys, holloa boys, let the bells ring.
Holloa boys, holloa boys, God save the King!
And what should we do with him? Burn him!

Li e Gostei


Tanta coisa, tanta conversa, tanta celeuma, barulho e polémica, e afinal é mais um livro de Saramago.


E não se entenda nisto qualquer tom reprovador ou depreciativo, mais um livro de Saramago é sempre uma obra prima, uma festa para os olhos, para a mente.


O que se quer dizer é que é mesmo ao estilo do escritor; não há em Caim nada de extraordinariamente maldoso acerca da igreja e de deus que não haja também noutras obras suas.


Para quem nunca reparou, o autor é particularmente crítico no que à religião diz respeito, factor largamente demonstrado em quase toda a extensão da sua escrita.




No entanto, consegue-se perceber porque tanta gente vociferou contra este livro, e também em jeito de interpretação pessoal, crê-se que a linguagem é, de certo modo, mais aberta, menos complexa, muito mais simplificada, o que dá para perceber o que se passa no enredo muito mais facilmente do que em qualquer outro escrito de José Saramago. Imagina-se que com a complexidade das personagens e da mensagem a ser transmitida, alguma coisa teria de ser suavizada para transmitir a ideia pretendida, e foi a linguagem. Assim, é muito mais simples perceber quando é que se casca forte e feio na religião, porque não há subterfúgios da linguagem, não há metáforas, nem complicações, nem faltas de pontuação;simplesmente, conta-se o que há a contar e chega.


Para quem for leitor assíduo do senhor, sabe que esta temática é uma constante, está sempre lá, seja de que maneira for. Só que antes andava tudo muito ocupado com sabe-se lá o quê para admitirem, sequer, que para além de falarem mal sem nada lerem, mesmo que o fizessem, pois é meus filhos, nem perceber conseguiam.


Deixá-lo, são coisas que acontecem.

Meus Filhos, Ide Ver!



Vale mesmo a pena!
Matt Damon é excelente!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Triste e Redonda Verdade II

Quem se julga mais esperto que a maioria dos habitantes da terra, acaba por fazer uma figurinha bastante triste. Deplorável, diga-se. Principalmente quando se põem a fazer leituras interpretativas e futuristas.



Até dá gosto ver.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Preso por ter cão, preso por não ter...

Se se disser que as pessoas são intrinsecamente boas, mas que ocasionalemente têm também rasgos de maldade atroz, porém o que sobressai é obviamente a bondade, é-se tomado por estúpido e ingénuo, que ainda acredita em contos de fadas.

Se se disser que as pessoas são intrinsecamente más e que muito raramente têm uns pequenos rasgos de bondade, porém o que salta à vista é a maldade pura, é-se um descrente, um péssimista, um otário, um condenado a acreditar no fracasso.

Então, em que é que ficamos?
Poder-se-á expressar um opinião sem que nos venham logo cair em cima?
Poder-se-á pensar no que se quiser sem que sejamos escorraçados da sociedade?

sábado, 31 de outubro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Diálogos

- Seria pedir muito se me mostrasse uma minuta do contrato?
- A quê?
- Uma minuta, um esboço, um rascunho de um contrato. Assim como um modelo...
( ligeiro rubor que invade o rosto da senhora )
- Ah... sim...pois...
- Não me pode mostrar?
- Er... posso, sim...
- Pois...
- Mas para que quer isso?
- Para dar uma olhadela, só para me familiarizar.
- Ah, sim, claro!...E para quê?
Há dias em que se farta da própria estupidez.
E da estupidez dos outros.

Quando nada se percebe, mais vale gritar; a mensagem continua a não passar, mas ao menos é recepcionada em óptimas condições acústicas!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Era um Creme pá Alma, ou lá o qu' é...

Todas as noites, ao pegar no boiãozinho com o creme milagroso, penso se não existirão também cremes para, em vez de prevenir rugas, reparar outro tipo de cortes, sulcos e imperfeicções.

E, tivesse eu um creme desses, seria capaz de o aplicar, ou teria de desistir porque não conseguia encontrar onde o pôr?

Curariam as rugas, apagariam os sulcos criados, os cortes profundos?


Pena que não exista tal bálsamo.
Um dia.
Como todos os outros.
O que se conta é que é diferente.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Andar de muletas sucks.

Moral da história : andar com tino e ver os degraus.

domingo, 25 de outubro de 2009

XXIX


Praia Grande


The place to be.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Clap, Clap, Clap!!!!!

Uma grande salva de palmas para o Serviço Nacional de Saúde, que não deixe ninguém doente nem coxo!
Muito bem!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Dogma

É muito triste quando percebemos que nos mentiram.
É ainda mais triste quando se percebe que andámos anos a fio enganados, enrolados na mentira, acreditando piamente que o que nos ensinavam era real, e mais importante, correspondente àquilo que acontece na prática.

Quando se descobre que assim não é, mesmo que tudo nos tenha preparado para tal, para o mundo frio e cruel que há lá fora, não deixa de ser um facto dificil de assimilar. A inocência já lá vai há muito, porém existe sempre uma esperança que assim não seja, ou que, vá-se lá saber porquê, se consiga mudar alguma coisa ao redor com os actos quotidianos.
É mentira.
Mentira.
Mentira.
Tudo falso, tudo podre, tudo sem brilho, tudo corrupto, tudo destituído de integridade. É somente esta a verdade, que ninguém se iluda.
O último reduto de esperança acaba de cair. Partiu-se, quebrou-se.
Quanto tempo mais até tudo mostrar a sua verdadeira face?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ando lá, mas já não pertenço verdadeiramente ali.

Mais um

É como apanhar o autocarro em hora de ponta.

Quando se entra, já está tudo cheio, e é-se obrigado a espremer a si mesmo e aos outros para arranjar um sítio minimamente vago onde agarrar um varão, um apoio de assento, uma argola ou os cabelos de alguém, e rezar para que não venha nenhuma senhora gorda a querer passar sabe-se lá para onde.
Não se sabe bem porquê mas quanto mais avantajado é o cu, maior a tentação de o esfregar por tudo o que é gente no transporte público para chegar a um destino que só o próprio conhece e que não facilita em nada a sobrevivência naquele espaço, onde parece que ninguém gosta de sabão e água.

Vai-se em pé, que é como quem diz, com uma mão a suster todo o peso do corpo, que a outra tem os livros, e os dois pés que deus ofertou estão animadamente a balançar no ar graças à perícia de condução do senhor que vai ao volante, que acha muito mais proveitoso ir a coçar o nariz com uma mão e com a outra a gesticular, enquanto insulta primorosamente um político qualquer, e isto tudo, durante a conversa com uma senhora de abundante cabelo pintado de amarelo, que masca pastilha elástica como se fosse uma batedeira em movimento perpétuo.
E tudo isto enquanto se descreve a eterna curva de uma rotunda. Se se tiver sorte, várias, porque se vive numa zona de franca expansão populacional, logo o primeiro passo para criar condições é fazer rotundas à doida.

Enquanto isto, já não se tem braço, que ficou agarrado àquela argola, ou pedaço de plástico dobrado em dois, ou qualquer coisa, as pessoas sentadas confortavelmente, olham para quem vai de pé e quase a morrer com ar de regozijo.
Não conseguem evitar.
Gostam de ver os outros a sofrer, a desejar que alguém lhe ceda o lugar, a pensar em como estão confortáveis enquanto aqueles ali já deram sete cabeçadas contra o vidro e outras tantas contra a cabeça da velha cheia de sacos de compras.
E como é bom ser superior, nem que seja por causa de um lugar num autocarro.
Nestes momentos, todos os que vão sentados se apercebem porque chegou Hitler ou Napoleão tão longe; com certeza que não deve ser desagradável de todo ter semelhante sentimento de poder a toda a hora e instante...


É exactamente o mesmo que apanhar o autocarro em hora de ponta...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Coisas de Uma Existência

Às vezes, percebe-se porque avança a Administração Pública tão devagar...

A quantidade de CV's que se mandam para todo o sítio e mais algum, e vem uma carta, paga com o dinheiro do contribuinte, a avisar que se recebeu o dito CV.

Obrigado, minha senhora, pela simpatia, mas não era preciso. Calculei que tivesse chegado ao destino, não era preciso dar-se ao trabalho.

Enfim...

A Burra do Século



Este é o video do momento. Por mais que o assunto já canse na televisão, é só passar os olhos pela web para ver que isto ainda dá alguns frutos.

Já longamente se discorreu sobre a estupidez da atitude e da protagonista, mas não custa reiterar. Sim, esta senhora deve muito pouco à inteligência e à cultura, ela e as outras que se sentam naquele programa duvidoso, dizendo alarvidades e futilidades sem fim. Sim, esta senhora, para além de sonsa, é preconceituosa. Sim, esta senhora tem a mania que é comediante, mas tem tanto de entertainer como um coveiro.

E depois, muito arrependida e chocada com o impacto que isto teve veio retratar-se com isto :



Pede desculpa num minuto pela estupidez que andou a espalhar pelas ruas para aí em dez. E ainda vem com aquela lata gigantesca, com aquela cara de parva, que tem avô e tio e bisavó português, que se sente muito ligada ao país...Sim, minha senhora, tem tudo a ver. Ter avós portugueses é sinónimo de se andar a insultar uma terra que, feita tola, ainda a recebe de braços abertos e a considera uma estrela.

Ora, ora, minha senhora...
Não tem vergonha?

Mas deixe estar, como diz uma avó que eu cá sei, bem portuguesa, por sinal, as acções ficam com quem as pratica.

O que é mais estúpido ainda é que, passando os olhos pelo YouCoisoTube, onde estão inúmeros destes videos, ainda se podem ler os comentários das gentes do país natal desta senhora que a apoiam, que dizem ainda pior dos portugueses, que aplaudem freneticamente uma acção insultuosa destas.

Dá que pensar...

Em vez de andarmos todos a falar mal da senhora, devíamos era pagar na mesma moeda.

Pegávamos numa zinha qualquer e íamos de câmara em punho fazer umas reportagenzinhas a uns sitios lindos que os Brasil tem, e umas realidades porreiras, e pode ser que haja mais gente envergonhada.

Hã, que tal? Patriótico, não?

Incrível...

Não se pode ir a lado nenhum sem que toda a gente já saiba de tudo e mais alguma coisa da vida alheia.
Não se pode sair de casa sem contar com a esperteza alheia em investigação profissional na áera da cuscuvilhice aguda.
Não se pode andar na rua descansado sem que venha alguém que saiba de tudo o que é feito.

-Ah, a mestranda..., seguido de um desdenhoso tch! quando se fala na dita área do mestrado.

Pois, um mestrado em judicatura de árvores e passarinhos é subitamente mais importante e interessante que um estudo aprofundado do direito público.


Futuramente, fico avisada que, no dia em que me dedicar ao crime ou começar a sair com senhores de 3ª idade com vista a obter as suas fortunas em testamento, sou logo apanhada, condenada em primeira instância sem possibilidade de recurso e escorraçada da sociedade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Oh Yeah

Parece que, afinal, ainda existem resquícios de justiça material neste mundo cão.



Parece que, afinal, cada um sempre tem aquilo que merece.



Parece que, afinal, quem é mau sempre se fode.





O Antro trabalha em maneiras misteriosas.

É realmente uma pena existir um Ministério da Justiça que regista num sistema central as infracções cometidas pelos cidadãos porque haveria muito que discorrer sobre este fenómeno.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

É O Que É

A natureza comporta, na sua génese, una seres com asas, comummente denominados aves. Ou pássaros, tanto faz.

Há-os de várias estirpes e espécies, de todos os tamanhos e feitios, para todos os gostos e tendências.

Há os passarinhos, fofinhos e pequenos, que chilreiam alegremente enquanto saltitam pelo chão à procura de alguma migalha perdida.

Há os passarões, porcos e transmissores de doenças, que abundam em todos os sítios em que existam casas e carros onde cagar em cima.

E depois há as aves de agoiro. Aquelas existências que, onde quer que se vá, estão sempre, mais que não seja para ocupar o espaço e lançar a confusão.
Para onde quer que uma pessoa se vire, lá vem ao fundo do corredor, agitando as suas peninhas vaidosas, espalhando a peçonha, lembrando que uma boa oportunidade pode sempre ser estoirada quando se recordam coisas do passado.
Lembram que já sabem de onde se veio e para onde se vai. E mesmo que tenham que fazer, não faz mal, há que estar presente para recordar aos outros que possivelmente não vai correr bem e que se vai falhar. Redondamente.

Empestam o ar, truncam as expectativas e os sonhos, existem para preencher um espaço que seria de uma outra pessoa por mérito próprio, mas que desgraçadamente foi ocupado por este passarão, ditador de um destino negro para as almas.

Quantas vezes mais se verão estes seres?


Quantos existirão por aí?


Quantos existirão para cada um de nos?


Quando morrerão?


Estar-se-á a falar de passarões ou pessoas?


Quem sabe?

Triste e Redonda Verdade

As pessoas que melhor estariam a fazer tijolo continuam vivas e a cirandar pelo mundo.

domingo, 11 de outubro de 2009

Eleições Autárquicas

Um dia muito triste para o concelho de Sintra.

Dia de Reflexão?

Já acabou, certo?
Já é de madrugada, não é?

Já se pode dizer que não se tem vontade de aturar aquele senhor que manda comer queijadas, pois não?








E já não se está mesmo a ver quem nos vai calhar na rifa, não é?...

sábado, 10 de outubro de 2009

Ai Sim?

Eu enrolo um cigarro enquanto conduzo.








E você?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Enfim

A existência tem coisas estranhas.
Muito estranhas, a bem da verdade.
A conclusão que se pode tirar é a de que quem vive não regula bem da cabeça e faz o que pode para que a pessoa que está imediatamente ao lado também não jogue com todo o baralho.
Ou talvez seja melhor dizer que anda tudo no mundo a tentar comer o máximo que pode, e se for possível, ainda ir tirar umas lascas ao prato do vizinho.
Ou ainda há a possibilidade de se quererem todos comer uns aos outros, que andam todos aqui para se lixarem, mas essa já é demasiado cliché.

A verdade é que se passa da maior euforia para o mais profundo desespero sem sinais sinais de doença bipolar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

É triste.
É a realidade.

Inutilidade acima de tudo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

AAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!!

Vai um ser descansadinho pela rua fora, para mais um dia de labuta.

Eis senão quando, quem aparece?


Madeixas.


Madeixas vem a sair do Antro com ar de quem já chateou seiscentas e quarenta e sete pessoas e fez perder, pelo menos, três quartos de hora na fila da secretaria a setecentas e oitenta outros pobres seres, muito chateado porque ainda tem que ir para casa de transportes, logo ele, filho de gente rica.
Madeixas sente vontade de desentalar as partes íntimas das calças de ganga, que o estavam a apertar há horas, só que no início ainda era agradável, agora é que já não.
Madeixas, sem vergonha, mete a mão na braguilha, alça a perna como os cães, puxa e desentala a genitália.

Com toda aquela gente a passar na rua.





Quem é que vinha mesmo de frente?
Diligentia, pois claro...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Diálogos

- De que se queixa?
- Fui picada por um mosquito e tenho uma infecção monstra.
- Mosquito? Deixe ver.
- Pois claro.
- Ai que feio que isso está! Levou alguma pancada?
- Não, não levei, isto é a picada! Está infectado!
- Mas está roxo!
- Foi por isso que cá vim.
- Ah!

E já agora...

Parabéns ao SNS, que em 15 minutos põe cá fora uma pessoa com receita nas mãos no hospital mais povoado do distrito de Lisboa!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Parabéns à República


Pelos 99 anos.

E já agora, a Senhora República não deve estar nada orgulhosa do Presidente que tem neste cantinho à beira mar plantado, que se põe a fazer discursos da guarida do seu palácio em vez de ficar calado a assistir às cerimónias, como alguns dos seus antecessores fizeram...

domingo, 4 de outubro de 2009

Verídico!

A, cabeleireira de canídeos, é proprietária de B, cão.
Um dia, C, cabeleireira de pessoas, vai o estrabelecimento comercial de A fazer um penteado ao seu canídeo e não paga, ao que A responde da mesma forma, indo ao cabeleireiro de pessoas de C e não pagando.
Tragicamente, depois deste episódio, B é dado como desaparecido de casa de A, que chora muito. A avista B dentro de um jipe e ainda corre para o apanhar mas já não vai a tempo.
A recebe, depois, um pedido de resgate de B no valor de 2500€.

Quid juris?





E depois os jovens é que são doidos...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Toma Lá, C*brão!

Há por aí um ser que se diverte a fazer carrinhos de Algés aos outdoors com a figura de um certo candidato à Câmara Municipal de Sintra ( e que por acaso é o presidente ) enquanto conduz.
Tanto que quase não vê as curvas.
Tanto que quase se espeta.

Não que o senhor em causa fique especialmente ferido de morte, mas ao menos a frustração de haver incompetência espalhada pelas ruas esvai-se um pouco.

Piadas Jurídicas

Passam-se anos a dizê-las, a aperfeiçoá-las, cria-se um espólio considerável, e quando se sai para o mundo real, ninguém as percebe.
Fica tudo a olhar com cara de cão, claramente a pensar em fumos que dão para rir.

Para além de tudo o que tem feito ( em boa verdade, continua a fazer ), o Direito torna as pessoas mentecaptas aos olhos dos outros.

É triste.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Senhor Que Mora Em Belém

Crê-se piamente que existem coisas mal explicadas na trapalhada que anda pelos meandros da Presidência da República.

Quem são, afinal, os dirigentes do partido do governo que fizeram não-sei-o-quê a alguém?

Quem é que colou o senhor Presidente ao PSD?

Quem pressionou quem?

Quem manipulou o quê/quem?


Porquê tanta celeuma se depois ninguém é claro naquilo que diz?
Porque se fazem queixinhas ao povo se depois o próprio povo não percebe o que está a ser dito?

Fale-se claramente; se não é para dizer, não vale a pena estar a fazer comunicados misteriosos à laia de sou muito mau e poderoso.

Se é para ninguém perceber, que avisem que comunicados criptícos é mais estilo destas bandas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Brand New Life

Amanhã, tudo muda.

Ser crescido tem destas coisas.

Ora bolas...

Há um fenémeno algures na Secretaria de uma Casinha cheia de Monstros Civilistas, em Lisboa.

Chama-se Madeixas.

Para quem não é conhecedor da personagem, Madeixas é o ser sentado do lado de lá do vidro de um espaço de atendimento ao público, que tem claramente a percepção que quem lá vai é só com o intuito de o fazer perder tempo.
Não tem é a noção do tempo que faz perder.

Qual é o sentido e utilidade de uma pessoa que serve para resolver problemas e despachar papelada se não sabe o que está lá a fazer?
Qual é a utilidade de uma pessoa, funcionário de secretaria de faculdade, se não sabe responder às perguntas? Até teria desculpa se fosse novo no serviço, mas não; é uma coluna do Antro. Uma coluna rachada e prestes a cair.

Ai isso não sei, é aqui com a minha colega do lado, trate com ela.

Então, porque não disse logo?
Se não sabe, o que estará ele ali a fazer?

A Melhor Contestatária do Mundo Faz 45 Anos


Parabéns pela figura de eleição em contestação política mundial!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Men are hunted by the vastness of eternity.

And so we ask ourselves, will our actions echo across the centuries?

Will strangers hear our names long after we're gone?
And wonder who we were, how bravely we fought, how fearlessly we loved?

domingo, 27 de setembro de 2009

Sr. Primeiro-Ministro!




E o resto é conversa!!

A quem servir a carapuça II

- Estou a pensar em ir à Lua.
- Aaaaaiiiii!! Muito mau!! Eu conheço um primo de uma colega da uma tia de um cunhado da minha avó que foi lá e morreu, 'tadinho!
Apanharam-no logo à entrada da Lua, roubaram-lhe a carteira, baixaram-lhe as calças e toca de o sodomizar, e depois morreu de urticária por causa da poeira lunar! Muito mau!


Ah pois é!

sábado, 26 de setembro de 2009

XXVIII



Não que tenha muito a ver. Na verdade, não tem nada, muito pelo contrário.

Porém...

Esta música passou na rádio num momento particularmente especial. Inesquecível.
Como todo o tempo que tem passado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tempo da Outra Senhora

Parece que a censura anda por aí.
Estamos a ser vigiados.





Tenham medo.




Muito medo...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Amanhã é dia de São Sobrenatural



O único motivo para ficar especado a ver anúncios de publicidade institucional, contando segundos até ao momento.

É pior que a religião que uma novela cria.


Qualquer dia, canso-me e deixo de escrever em críptico

Às vezes, dá vontade de partir para a violência.
Dá.
Dá vontade de partir as trombas a pessoas até lhes deixar todos os ossinhos da cara feitos em pó.

Oh sim, aquelas pessoas que "mandam e desmandam, fazem todos andar ao sabor dos seus humores, amuam e voltam a ficar bem, são ingratas e esquecidas, mandam boquinhas maldosas e inventam mil histórias para verem os outros sofrer, incapazes de um gesto de amizade e, como se não bastasse, ainda apresentam o velho mas nunca cansativo número da vítima incompreendida, ultrajada e vilipendiada por todos, coitadinhos, uns mártires do senhor", e que, com toda a certeza, terão grandes problemas mentais que explicarão toda esta tramóia, ainda não foram atropeladas por nenhum camião.

Continuam vivas, de saúde e a foder o juízo aos outros.

Porque os outros tentam por tudo que as coisas corram bem, que seja tudo perfeito, dentro do possível, agora que a existência mudou, têm ainda que levar com a loucura de quem nada tem para fazer a não ser desestabilizar.

Não há respeito.
Não há ponta de compreensão.
Não há o mínimo de apreço e decência.





Simplesmente, não há.

Isto Só Aqui

Há por aí um programa de televisão ( ultimamente, é só disto... ) que vai por montes e vales mostrar o que os cidadãos acham estar mal em suas terras. Alertado pelas queixas das pessoas, mostra a toda a gente o que de mal vai por esse país fora, constata as situações negativas e confronta quem de direito para as resolver devidamente. Um verdadeiro serviço comunitário. ( sem qualquer ponta de ironia )

Ora, parece que os munícipes do concelho de Sintra, talvez por serem muitos, talvez por haver demasiados problemas, recorrem com frequência ao dito programa, da SIC, para fazer valer os seus direitos, que de outra forma parecem não ter solução à vista. Queixam-se à televisão quando já se fartaram de queixar à autoridade competente, que nada fez, ou simplesmente fingiu nada ver.

Confrontado com a situação de muitas vezes ter que se justificar perante as câmaras sobre os problemas, que de facto existem, mas para os quais ninguém se mexe para solucionar, o senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra mostrou-se indignado com a frequência das visitas dos jornalistas do programa ( Nós Por Cá ). Achou o Senhor Presidente que já eram demais as visitas em busca de resposta para os problemas dos seus munícipes, e que em vez de o visitarem para se queixarem e o confrontarem com questões bicudas por explicar, deviam era, senhores jornalistas, visitar o concelho para comer uma queijada ou um travesseiro, quem sabe comer um leitãozinho de Negrais, beber um vinho de Colares, ou sentar o rabo na Piriquita a bebericar ginger ale, em vez de virem chatear o senhor Presidente com essas coisinhas pequenas.

Ora, ora, senhor Presidente...
Não tem vergonha?

Em vez de se dedicar à profissão de guia turístico, devia era resolver, de facto, os problemas levantados em vez de mandar as pessoas comer pastéis. Devia esforçar-se para, pelo menos, fingir, que se preocupa com o cargo que ocupa e com as questões inerentes a ele. E não sentir-se indignado quando o confrontam com assuntos que já deviam estar mais que resolvidos. Porque não é mais que a sua obrigação.

Talvez seja tempo de lembrar, senhor Presidente, que há que governar o município em vez de andar a comentar futebol.

Talvez seja tempo de lembrar que, se o confrontam tanto, é porque estão coisas por fazer.

Talvez seja tempo de ter consciência que, se as pessoas se queixam, não é verdadeiramente para o chatear; é porque o seu dever não está cumprido.

Ou não é?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sim, isto é Real - IV

Na intensa actividade em que consiste o zapping,repara-se que estava a ser transmitido um programa, também ele de intensa e profunda actividade cerebral para quem assiste, algures num canal que prima pela grande inteligência da sua programação.

Daqueles que dão logo 3000€ por se acertar numa letra, que o dinheiro anda por aí sem fazer nada e tem de ser dado a qualquer preço. e tal. Como diz uma que eu cá sei, isto é fazer pouco de quem trabalha.

Assim, surge no concurso em causa uma pergunta, simples, a que duas concorrentes deveriam responder correctamente.

Ora, as duas senhoras respondem com números, porque a pergunta exigia como resposta uma data. Uma delas responde 1847. A outra diz 1974.



Qual era a pergunta?


Em que ano foi implantada a República em Portugal?

Sim, isto é mesmo real.

Sim, estamos muito mal.
1 dia.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Subtilezas

Quando se diz :

Paizinho, o espelho do lado do condutor está a abanar como doido. Podes ver o que se passa?


A tradução é :

Paizinho querido, parti o espelho com as minhas próprias mãos ao tentar virá-lo para dentro, já tentei de tudo, mas aquela merda não encaixa. Por favor, não grites.

sábado, 19 de setembro de 2009

So good to see you all again...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ai a política, a política...

Isto é o cúmulo.

Não há vergonha nenhuma na política nacional.
Também, ao que parece, não mais nada para fazer.
Não está em curso uma campanha eleitoral? Não têm com que se ocupar?

Francamente...

A quem servir a carapuça

Há gente sem vergonha nenhuma na cara.
Reformulando, há gente sem vergonha absolutamente nenhuma na puta da cara.

Mandam e desmandam, fazem toda a gente andar ao sabor dos seus humores, amuam e voltam a ficar bem, têm grandes problemas mentais que certamente desculparão toda esta dança, são ingratos e esquecidos, mandam boquinhas maldosas e inventam mil histórias para verem os outros sofrer, são incapazes de um gesto de amizade e, como se não bastasse todas as minhoquices, ainda há o velho mas nunca cansativo número da vítima incompreendida, ultrajada e vilipendiada por todos, coitadinhos, uns mártires do senhor.

Quantos haverá por esse mundo fora?
Certamente um número considerável.



Porquê, então, existir apenas uma pessoa a ter que levar com isto?
Porque é que há só um desgraçado que atura este concurso de dança para esquizofrénicos?

E depois ainda ousam falar em justiça, senhor!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

E por falar em...

... ver como se saem os outros no programa do Gato Fedorento, Manuela Ferreira Leite, que lá esteve ontem, não teria futuro algum se acaso decidisse enveredar pela comédia quando a sua carreira política chegar ao fim.
Minha senhora, poderá ter muitos outros talentos, mas o de se fazer engraçadinha não está, definitivamente, contemplado.
Descontraia, é só uma brincadeira!
Feitiozinho...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Como Foi Isto Arranjado?

Às vezes, não há certeza de que os senhores que fazem a política vejam nas pessoas mais do que números. Números, bem entendido, que apenas servem para lhes dar votos, e pouco mais. Ou então, estão convencidos que as pessoas são todas parvas.

Vejamos, por exemplo, a Dra. Manuela Ferreira Leite.
Não quer o TGV. Não quer, porque não, porque é caro, porque não temos dinheiro, porque não podemos esbanjar, porque estamos em crise.
Tudo bem, até aqui. Cada um saberá o que defende, há que ser coerente com as políticas e projectos do partido para o futuro.
E onde é que entram os espanhóis?
Ah, os espanhóis são maus, e porcos, e gandins, e só cá vêm para bater na gente, e matar a gente, e chupar o dinheiro da gente. Toda a gente sabe que os grandes problemas deste país são todos da responsabilidade dos espanhóis.
O que nunca se tinha reparado é que Portugal não é, afinal, uma província de Espanha. Ai não? Não se sabia, há quanto tempo foi isso? Pensava-se que eram uns vizinhos mal encarados, uma espécie de senhorios maldosos ou assim. E desde quando é que é assim?

Não se sabia que ainda tínhamos que levar com aquela frase lapidar de Espanha nem bom vento nem bom casamento, ou não estivesse o preceito um pouco ultrapassado.
Sim, os espanhóis tem interesse em construir o TGV até à fronteira. Mas os portugueses também. Ou acham que o dinheirinho fica cá a ganhar pó? Sim, os espanhóis podem não ser as melhores pessoas do mundo, só pensam nos interesses deles; todos os países fazem o mesmo. É preciso não esquecer que as negociações, em varias áreas, com os ditos porcos espanhóis, são também para ajudar a desenvolver este quadradinho à beira mar plantado. Que bem precisa. Além disso, se fossemos esperar que tivéssemos dinheiro, que não estivéssemos em crise, que pudéssemos investir sem ponderar os custos, ainda vivíamos em grutas e andávamos todos nus.

Que me lembre nunca houve dinheiro para nada, esteve-se sempre em crise, sempre com grandes défices, sempre com grandes percentagens de desemprego, com baixa produtividade. Com todas aquelas coisas que alegram os dias de toda a gente quando se levanta. Nunca houve um dia sequer em que a ideia base fosse estamos muita bem. Se fossem perguntarem pela rua fora no melhor dia de todos, todos haveriam de responder está mau.

Portanto, Sra. Dra., olhe para a frente.
Diz uma tira de BD, a melhor de sempre, Mafalda, de Quino, que o "problema dos velhos é que vêem o futuro com a nuca".
Explica muita coisa, não?
Devo merecer.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uau!!


Grande projecto, o do Gato Fedorento.

De chorar a rir.

Também ajuda que os convidado deêm o cuzinho à paródia, não é só fazer campanha eleitoral à descarada. Não é, Sr. Primeiro Ministro?
Deixe estar, levou que contar. Mas esteve razoável, descontraído e tal.
( não se pode estar sempre a falar bem, porque ainda julgam que o PS me paga alguma coisa )

Veremos como se saem os outros.
Tudo tem uma lógica qualquer.

O problema é quando a lógica tira férias.

sábado, 12 de setembro de 2009

O Cancro vestido de Gala


Uns, publicitam politiquices, outros enchem a tela com sapatos que adquiriram, outros ainda se divertem a mostrar calhaus coloridos.

Por aqui, descobriu-se uma nova forma de viver menos.
Mas que vale inteiramente os 3.40€.
Existe em sabor a baunilha e chocolate.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Vício



Tears for Fears

A sério, que merda vem a ser esta?

Anda por aí uma revista feminina, muito conceituada, tanto na cena nacional como internacional, que se propõe revolucionar o mundo das mulheres.
Uma revista que se auto intitula moderna, futurista, que proclama ter renovado o perfil feminino na sociedade, ajudando e aconselhando as fêmeas a usarem o que têm para conquistar o seu lugar no mundo. Uma revista do século XXI, para mulheres de mente aberta, independentes, decididas...

E, lá para o meio, há uma tirada assim:

Para recuperar um namorado que anda desaparecido ou não telefona, escreva o nome dele por baixo de uma vela rosa. Acenda e espere!

Lá para os lados do 7º ano, revistas juvenis tinham secções inteiras dedicadas à feitiçaria de vão de escada para resolver todo o tipo de coisas. Era comum, estava na moda. E também era direccionado a cabecinhas bem mais frescas e verdes do que o público alvo da dita revista feminina.

Onde está a credibilidade de uma publicação com "dicas" destas?
Onde fica a expectativa das pessoas que a leiem com trampa desta?

Saber-se-á das dificuldades de uma editora em pôr nas bancas todos os meses novidades e assuntos cativantes, mas será preciso recorrer ao Alcina Lameiras style para segurar leitores?

Se a memória não falha, num passado não muito distante, uma publicação da mesma revista revelava o que, em anos incontáveis de existência, tinham sido os piores conselhos dirigidos à plateia feminina, de onde se destacava, claramente e sem qualquer sombra de dúvida, o dever de plantar uma cebola num vaso de cada vez que se arranjava um namorado novo, para que desse força à relação.

Ora, quem, num momento exactamente anterior, que é como quem diz, na revista do mês passado, afirma, como quem não teme, que fazer inveredar por caminhos de feitiçaria, tiradas directamente das páginas da SuperPop de 1997, não era a melhor solução para colocar as mulheres na vanguarda da sociedade, estará agora confiante que quem lê, para além de esquecer o que leu, vá a correr encher a casa de velas rosa com papeluchos lá debaixo para fazer voltar um tipo que nem se digna a ligar?

Pois sim.

Moral da história : quem lê o que não presta, habilita-se a encher o cérebro com areia.

Sim, está bem. Toda a gente enche a boca para dizer mal e apelidar de frivolidade as revistas femininas, mas a verdade é que, de uma maneira ou de outra, vão lá todas enfiar o nariz, nem que seja numa sala de espera de dentista.

Ver frases como a supra citada é que não.
Se não têm do que falar, deixem em branco. Fica melhor.

Aquilo que é, e mais nada

Não se luta, há que aceitar.

Desde o berço até à cova, trabalho duro. Pelo meio, nada.
De todos os sonhos, nem um sobrevive para contar a história, morreram todos pelo caminho sinuoso, sem regresso. Ou será que alguma vez chegaram a nascer?

Não se esperneia, há que calar.

De todos, o pior. Não havia nada mais a escolher que fosse mais podre. Pois foi esse mesmo o eleito.

Descrença.
Desrespeito.
Despeito.


De que vale?

Puta que te pariu.

Assim é

Soa por aí que existem, algures nesse Portugal profundo, uns campos de rezas que fornecem ao rezador umas luzes no campo da orientação de voto.

Nem se vai entrar por áreas pantanosas; havendo liberdade de ir ajoelhar onde mais lhe aprouver, cada um saberá o que faz.

Mas, chegará a longa mão da religiosidade tão longe quanto chega a decisão sagrada de escolher governantes?
Chegará o campo do obscurantismo a ser tão negro que influencia a consciência do que deveria estar a salvo de quaisquer flutuações?
Haverá que remexer no que de mais profundo possui a alma democrática?

Até onde chega a cegueira de quem conduz almas?
Até onde vai a estupidez de quem ajoelha?
De que vale?

Puta que te pariu.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O que acontece...

... quando a vida perde o sentido?

domingo, 6 de setembro de 2009

Pergunta do Dia

Porque são as pessoas umas filhas da puta para os seus pares?




Porque não conseguem aguentar a sua vidinha miserável sem olhar para a dos outros com uma dor de corno tão grande que chega a causar urticária.
Porque não descansam enquanto não estragam o que os outros têm para, assim, serem iguais.
Porque são nojentas, pobres almas perdidas e quebradas, que sujam o conceito de amizade.

Porque são iguais a si mesmas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Here We Go

Seguindo a dica de E., isto é brutal.

Pergunta-se o que acontece a uma selecção nacional que não tem jogadores portugueses suficientes para jogar como deve ser...

'Ya!

Vejamos:

Há um certo Telejornal, às sextas-feiras, num certo canal, com uma certa senhora jornalista que gosta de primar pela originalidade de apresentação e enveredar pelos caminhos do comentário político.

Há um senhor Primeiro Ministro que se queixou, uma ou duas vezes, que o certo Telejornal, no certo canal, com certa senhora jornalista lhe fazia uma perseguição sem precedentes, que falava mal dele, que era uma caça ao homem, uma pouca vergonha.

Até que um dia...

Quem manda no certo canal resolve cancelar o dito Telejornal com a dita senhora.

O que sucede?

2+2=5

Tente-se, então, a lógica aristotélica:

O Telejornal foi mandado cancelar.
O Primeiro Ministro não gosta do Telejornal.
O Primeiro Ministro mandou cancelar o Telejornal. Porque não gosta dele.

Fácil, não? Assim se chega rapidamente à conclusão de que o Primeiro Ministro é mauzão que faz o que bem entende e manda os opositores para a Bastilha, para que morram lá e sejam comidos pelos ratos, que aqui ninguém fala mal de mim, mas qué isto, eu é que sei.

Exacto.

Porque toda a gente sabe que o Primeiro Ministro é mentecapto, para além de parvinho e idiota, e vai fazer mesmo um espalhafato destes praticamente à boca das urnas para causar um furacão e pôr em causa a eleição dele mesmo.

Exacto.

Porque o Governo anda a dormir e vai fazer pressão anti-democrática, que é como quem diz, cala aí a boca de quem não gosto, que este país já anda com a rédea solta desde 74.

Exacto.

Porque o senhor Primeiro Ministros escolhe mesmo agora, na altura em que anda tudo sensível por causa das eleições, tentar calar alguém à força toda, para dar nas vistas, topas?, porque antes não fazia mal falarem dele.

Ah, mas espera lá, que o dito Telejornal tinha umas informações muito importantes sobre o caso Freeport.

Ah, então está bem, a culpa é do Primeiro-Mauzão-Ministro que persegue os inocentes portadores da verdade.
Qual verdade?
É que quem assiste àquele Telejornal pode ficar informado sobre muita coisa, mas sobre o caso Freeport, ui!, aquilo é um desatino!

O Sócras é culpado no Freeport
Ah! De quê?
Não sei, mas que é culpado, lá isso é de certeza.

Incrível.
Belisca-se o bracinho de um telejornal pouco idóneo, e a culpa é do Governo. Exerce pressões, o malandro. Porque a empresa detentora da estação não manda na televisão, pois. Quem manda é o Governo, mau e tirano, que controla tudo, tudo!

Clap, clap, clap! Uma salva de palmas para a oposição, que tão brilhantemente se soube aproveitar de uma situação destas!!! Porque obviamente ter argumentos, mesmo que parvos, para descredibilizar o Governo é muito mais importante que ter ideias e empenhar-se na campanha.

Tarantino à Presidência



Porque Tarantino nunca falha.
Genial.
Pela coragem que nunca ninguém tem, nos filmes sobre a II Guerra Mundial, ( sim, para dar veracidade à coisa, certo...), de estraçalhar até não sobrar uma migalha os maus da fita.

Falemos Mal

Pois sim, que se está com disposição de matar alguém.

Não há mais nada para fazer, é o mote.
Exacto, até aqui, é facto assente; no meio de tanta gente honesta e trabalhadora, há sempre um peru qualquer que não tem ocupação, ou pelo menos, não uma no verdadeiro sentido da palavra.
Sim, e depois?

Depois, meus caros?
Depois inventa-se, não é óbvio?

Porque só claramente quem não tem o que fazer é que vai inventar, há que passar o tempo; lá diz o outro que a necessidade aguça o engenho.

Navega um ser, descansado e relaxado da vida, este sim, sem nada para fazer, pela blogosfera fora, quando se depara com publicidade do outro mundo. Alguém se dedica a embelezar calhaus, a metê-los em bolsas e a vendê-los como se fosse um jogo de dominó. Ou jogo do galo. Ou das Barbies. Ou outra merda qualquer.
Para que serve? Er...
Indefinido.

Ai, mente mundana, que só diz asneiras, que nada produz e nada constrói, só critica e não compreende o sentido além do materialismo.

Exacto, mas e para que servem os calhaus?

Vazio.

Ainda por cima vindo de uns lados que mereciam ser abalroados por um camião. Bem, talvez dois, para ficar tudo destruidinho, just to make sure.
Mas, por outro lado, seria desnecessário o estrago material dos camiões, usados por pessoas de bem, que trabalham; bastava que os lados mordessem a língua e morreriam instantaneamente, tal a quantidade de veneno expelido.

Sim, claro.
E os calhaus, para que servem?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Que grande pouca Vergonha...

Tudors.




Grande série.


Bela história.


Grande e belo protagonista.





Assiste um ser, descansadinho ao que parece uma boa reconstituição histórica, quando, lá para o início, aparece a irmã de Henrique VIII forçada a casar com o rei português por razões de aliança politica. Nada de espanto até aqui, prática mais que comum ao longo dos séculos por gente a dormir com outros de outros países para tudo se dar bem e serem uma grande família.


Vai a Dama para a corte portuguesa, onde desposa o rei tuga, que sofria de gota, era velho e tinhoso, de pés encardidos e ar de rufia tarado, baboso e infame.

Digno de nota também o facto de o rei falar um português que mete nojo, claramente um inglês que aprendeu português num curso por correspondência, enquanto que os senhores que habitavam na corte falarem português correcto porque, enfim, são portugueses.

De relevar ainda que os insultos proferidos contra a Dama inglesa estarem em perfeita harmonia com as regras gramaticais. Obviamente que soa muito melhor puta, vaca e cabra maldita em português a sério do que o personagem real no apogeu das suas falas.


Lindo.

Não fosse tudo inventado para a grande série e acrescentado à bela história.

Nunca houve tal Dama, muito menos tal rei português.

Nunca existiu.


Bem, pelo lado positivo, já se deixou de configurar o rectângulo à beira mar plantado como região espanhola, há evolução.

Mas porque é que calha sempre um tinhoso qualquer a fazer de tuga, um que nem os pés lava?? Raio de diplomacia...

Não que seja comum aqui, mas não há mais nada para fazer...

José Sócrates esteve bem, ontem na entrevista.
Vá, esteve muito bem.
Ora bolas, deixemos os eufemismos, há que dar ênfase a coisa...
José Sócrates esteve muita bem ontem, na entrevista à RTP.
Calmo e sereno, esqueceu os tempos de gritaria e prepotência, e deu uma imagem de candidato seguro, responsável e credível. Longe vão os tempos do eu é que sei, vocês não percebem nada, eu é que sei governar. Agora, é tempo de assumir erros ( sim, isto é mesmo verdade! ), mas sobretudo de olhar para o futuro com vontade de trabalhar, com vontade de fazer mais, de levar o país para a frente.

Oh deus, qualquer dia ainda o PS me vem buscar a casa só para lhes escrever os panfletos de campanha...

José Sócrates esteve mesmo bem. Está a apostar forte na campanha e começa desde cedo a tentar marcar uma posição. mas..., e perdoe-se o tendencialismo implícito, ou não, o baile que deu a Judite de Sousa foi impressionante. Não que ele seja algum principiante no que concerne pisar os nervos da dita senhora, só que desta vez, em vez de lhe abrir os olhos e de lhe mandar duas ou três rebocadas daquelas dignas de arrancar uma arvore, limitou-se a sorrir, a usar a ironia de vez em quando, e a responder como gente grande, sem medo, concisamente.Ao que parece, a dita senhora e o Sr. primeiro ministro não se dão muito a relações cordiais em entrevistas. Mas desta vez, em vez de fazer perguntas que pretendem ser embaraçosas, com laivos de pretenciosismo e um nada implícito tendencialismo político, levou que contar.
Ou nunca tinham reparado que a senhora não gosta muito dos candidatos socialistas?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Olhai, senhor,
tua ovelha perdida no vale das sombras,
teme pela vida, enquanto busca salvação.

Vede, senhor,
tua serva amada no meio da perdição,
no meio do esgoto, no meio da podridão, no meio da luz.

Olhai, senhor,
pedaços dela que os lobos arrancam,
sedentos da sua alma.

Vede, senhor,
que fizestes dela, para onde a levastes, por que montes a arrastastes,
em que inferno a fizestes cair.

Olhai, senhor,
tua serva quebrada.