Mostrar mensagens com a etiqueta Lado Contrário do Espelho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lado Contrário do Espelho. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 4 de maio de 2018

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Há dias em que, por maior boa vontade que se tenha, por maior boa disposição, por maior vontade de galhofar e levar as coisas com ligeireza, não há volta a dar ao que não tem remédio possível.

Estou fadada a caminhar sozinha e sem amigos nesta casota do inferno perdida no meio da metrópole.

Hoje, perdi mais uma. Toda a gente a partir, nada fica para trás.

Enfim.
Amanhã será melhor, com certeza.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Criptográfico

Em tempos conheci e convivi com uma pessoa que era, básica e friamente, uma merda.

Tal pessoa gostava muito de dizer coisas que eram, também elas, básica e friamente, uma merda.
Tinha gosto em ofender as pessoas, em machucá-las e deixá-las abaladas. Em deixá-las na merda, resumindo. Um alegria de convivência, portanto.

Ora, tal pessoa, certa vez, proferiu uma série de impropérios acerca de uma outra pessoa.
Palavras grosseiras, maldosas, horrendas, que pretendiam ser um vaticínio, tão sábio e metapsíquico era o ogre falante.

À data, ficou tudo muito indignado, e com razão, quando foram ouvidos os impropérios, principalmente porque eram injustos e puras inverdades. Ficou sempre no ar aquela névoa de ressentimento face à desproporcionalidade da predição.

Anos passaram.
Uma sucessão de acontecimentos vieram a dar, afinal, razão ao ogre. Que, no fim das contas, tinha acertado em cheio na leitura que fez da pessoa em causa e na previsão de futuro, que veio a revelar-se muito acertada. O visado, esse, nem percebeu.





Deixando de lado o palavreado já de si muito pouco erudito, é isto que me fode, mais do que tudo o resto.
Aquele monte de merda tinha razão, previu tudo isto, acertou em cheio e agora deve estar a rir-se que nem uma hiena ébria à conta de todos.



Foda-se mais a isto, caralho.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

E fiquei oficialmente sem nada para ler, o que na minha pessoa dá direito a tempos intermináveis de tédio e convulsões mentais de grande calibre.


Odeio quando isto acontece, mesmo agora que basicamente tenho tempo para ler 5 minutos na casa-de-banho e já é um pau.
Quase que sinto que a minha vida não tem sentido se não tiver um livro à cabeceira...


Enfim, vem aí o Natal, não é, pode ser que tenha sorte, não é...

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Doce Sabor

Não será certamente segredo para ninguém que me custou horrores sair da espelunca antiga maioritariamente por causa das pessoas que deixei para trás. Particularmente, uma pessoa, a minha companheira de desventura e infortúnio em terras da Mitra Land.

Não será, também, certamente, segredo para ninguém que recentemente trouxe para o Ergástulo essa pessoa que me fazia mais falta, mais que não seja porque o publicitei aqui.

Numa feliz coincidência, acaso do destino e golpe de sorte, houve falta de pessoal. Assim que pude, fui buscá-la, e agora somos companheiras jurídicas na Metrópole.

Porém, é preciso também esclarecer devidamente, não foi só pela bondade do meu coração que o fiz nem somente pelo gosto de trabalhar ao lado dela, enquanto profissional.

Também o fiz por satisfação pessoal.

Pela desforra.

Por vingança, vá.

Sempre achei que o que aquela gente merecia era ficar sem ninguém de um dia para o outro, esperando que quando se vissem sozinhos pudessem repensar as suas condutas.
Sempre achei que já que não queriam saber das pessoas para nada e, para eles, não éramos mais do que um peso na estrutura, um custo que era preciso eliminar, mas valia fazer-lhes logo o serviço e bater com a porta.

Sempre achei que o que eles mereciam mesmo era, vá, foderem-se à grande.

Pelo que ouço, está mesmo a acontecer, a foda é de facto grande.



Não serei directamente responsável por tal evento. Talvez indirectamente. Talvez, só.





Não conseguem ver, mas tenho um enorme ar de satisfação ao escrever estas últimas linhas.


Não presto.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

I'm Done

Ser pobre também é viver no espírito miúdinho e hipócrita de não poder ir mais além porque sabemos que, no fundo, não merecemos.

Aquela aura de coitadinhez medrosa que é intrínseca a quem não conhece mais do que a vidinha honrada pega-se às nossas peles e entranham-se nas nossas mentes de forma a que não consigamos viver as nossas vidas sem que haja uma nuvem invisível permanentemente sobre as nossas cabeças, que nos obriga a mantê-las bem baixinhas para não haver estragos nem aventuras.

E isto é-nos incutido desde pequenos. Não faças isso que é perigoso, não faças planos porque não sabes se é certo, não te rias de manhã que à noite estás a chorar, muito riso pouco siso, não se ri muito que é sinal de ventania, não dês um passo maior que a perna, isso não é para ti, sonhas muito alto, quando maior é a subida maior é a queda.
Podia continuar aqui o dia todo com aquelas frases lapidares das mães e das avós que, educadas assim, não conhecem outra realidade e insistem em transmitir estes valores judaico-cristãos aos filhos e netos, não sabendo que os estão a condenar a uma vida de infortúnio porque, no fim de tudo, no fim do dia, ou é pecado porque ofende a modéstia que um qualquer deus quer para nós ou não merecemos porque é bom demais e as coisas boas nunca acontecem a mais ninguém a não ser aos outros.

A filosofia da nova era encontrou formas de contornar esta realidade e faz proliferar outros chavões igualmente bacocos como não, não, o sonho é que é, quem sonha sempre alcança, quem luta sempre consegue, luta, batalha e conseguirás, não desistir, não deitar a toalha ao chão, procurar alternativas, lutar e persistir, insistir e todo um chorrilho de vazio contente e que vende milhares de livros de auto-ajuda para quem só está bem a olhar para o que não existe.

No entanto, a educação que nos foi dada é a base de tudo o que acabamos por ser.

Por isso, por mais frases feitas que se leiam e postem nas redes sociais, acabamos por nos conformar com o que de mau nos sucede e aceitamos, de cabeça baixa, porque somos pobres, principal e essencialmente de espírito, mas somos muito honradinhos, lavadinhos e humildes, e isso é que conta.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

"Todos os dias penso em ti e nos vários momentos fixes que passámos juntas"

É por causa destas e doutras, igualmente fofinhas e igualmente tocantes, que ainda olho todos os dias para trás e todos os dias questiono a minha escolha, perguntando-me se foi a certa, se foi para melhor, se foi pelo melhor.

Ainda não sei responder (algum dia saberei?) e, no entretanto, sofro horrores por estar longe. Não penso, obviamente na antiga entidade patronal - a bem da verdade, quero se essa se foda - mas não consigo deixar de ter, pelo menos por ora, um amargo de boca gigante e lágrimas constantemente a cair por deixar para trás uma amiga tão querida e tão importante.


Foda-se mais a isto.








Eu não disse que a hora do queixume haveria de chegar?

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A porra toda de se ser velha e de ter doenças de velha é que não se pode ter uma porra duma constipaçãozinha que a puta da sinusite (uma verdadeira velha diria sinÓzite) faz o estado constipacional prolongar-se durante semanas a fio.

Apercebo-me agora que há pelo menos 3 dias que olfacto e paladar não me assistem (o facto de só agora me aperceber disto é sinal que a doença já chegou ao cérebro) e não vejo modo de isto melhorar.

Principalmente depois daquele farmacêutico panasca, aquela louca, me ralhar (sim, isto é verídico) porque lhe pedi um spray nasal com cortisona.
Maneiras que vim embora da farmácia com um sprayzinho de ervas e outros produtos naturais, que faz tanto efeito como as rezas em Fátima.


Foda-se mais à minha vida.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Da Inoculação

Sempre me foi dito que, quando tivesse filhos, até as notícias haveriam de soar de forma diferente nos meus ouvidos.
Sempre pensei, também, que era mais uma daquelas conversas fiadas sobre a mudança abissal na vida de uma pessoa quando chegam os rebentos, do género nunca mais se comem batatas assadas ou daqui para a frente dormimos todos com os pés de fora porque os bebés mamam nos tornozelos e outras parvoíces que tais.

É verdade que a vida muda, não há que enganar, mais que não seja porque passa a viver outra pessoa numa casa que antes era só nossa, mas também não será propriamente uma avalanche  de coisas más a acontecerem na vida.



Mas esta conversa das notícias é verdade.
Todas as notícias concernentes a crianças passam a entrar pelos olhos dentro directas ao coração. Todas as notícias que possam indirectamente dizer respeito a crianças entram pelos olhos dentro e encravam-se no coração na mesma.
Porque todas essas crianças podiam, afinal, ser os nossos filhos e só vemos os nossos garotos no lugar daqueles seres e é inevitável colocarmo-nos na posição daqueles pais e pensar automaticamente podia ser comigo, podia ser o meu filho naquela situação.

A notícia da morte daquela miúda é mais um exemplo desta realidade. É uma tragédia, uma coisa monstruosa. Não há palavras para expressar a enormidade disto. Quando nem a medicina consegue salvar uma vida tão jovem, alguma coisa cai dentro de quem ouve e se perde para sempre. Correu tudo mal.



Dois tipos de sentimentos assolaram o meu pensamento quando tomei conhecimento disto:

Pesar, tristeza profunda, empatia.
Independentemente das causas, houve uma vida que se perdeu, uma vida que nem chegou a começar. Nem consigo pensar na dor daqueles pais, daquela família. Porque antes de se apontar o dedo, há que ter presente que aquela gente, hoje, vai chegar a casa e não vai poder abraçar a sua filha. Não vai poder vê-la nem mais ouvir a sua voz. Há uma mãe e um pai que hoje vão dormir sem poder dar um beijo de boa noite ao seu rebento. Nunca mais. Independentemente de vacinas e profilaxias várias, hoje morreu uma filha, uma neta, uma sobrinha, uma amiga. Morreu parte daquela família, deixando atrás de si um rasto de miséria e desconsolo. Estamos todos sujeitos a uma coisa destas. As crianças são seres frágeis, poderia ser com qualquer um de nós. Podia ser comigo, podia ser o meu filho.

Raiva, ódio, desespero, por outro lado.
Tenho algumas ganas de espetar um garfo nos olhos daquela gente. Tal como poderia ser comigo, poderia ser o meu filho, poderia, da mesma forma, ser o meu filho a apanhar uma porra de uma doença de um puto cujos paizinhos anormais decidiram não o vacinar.  Os putos andam na rua, na casa de outras pessoas, nos infantários; como é se estiver um miúdo doente num sítio destes que transmita a doença de forma democrática, a toda a gente? Serei eu obrigada a fechar o meu filho em casa com medo do contágio? Serei eu obrigada a pedir aos responsáveis do infantário onde o deixo todos os dias que me mostrem os boletins de vacinas de todos os catraios que lá estão? Serei eu boa da cabeça por deixar o meu filho num infectário, com uma doença destas à solta, uma doença que poderia ser prevenida?

Não há desculpas quando se trata de saúde pública e é disso que estamos a falar. Saúde pública, saúde de todos nós. As vacinas são gratuitas, estão disponíveis para todos. Num país em que tanta coisa funciona tão mal, as vacinas estão sempre lá para quem as quiser, mesmo fora de tempo, pode sempre fazer-se qualquer coisa e administrar uma dose. Vai-se sempre a tempo de fazer o que é certo, não só para o próprio, mas para os filhos de toda a gente.

A doença estava erradicada porque, há 50 anos, começou a preparar-se a imunidade que hoje existe. Imunidade essa que foi toda para o maneta porque há umas cavalgaduras, algures no mundo, decidiram que vacinas eram boas para pendurar nos cornos de quem as dava e imunizar as crianças, quieto. Por causa desses deficientes mentais hoje enfrentamos o problema outra vez.

Há 23 anos que não morria uma pessoa de sarampo em Portugal.
Hoje voltámos à estaca zero.

Pelo que li, existiram razões para que a vacina não fosse dada a esta miúda.
Não sou ninguém para julgar. Mais uma vez, podia ser comigo, podia ser o meu filho. Nada impede que, de hoje para amanhã, também venha uma doença má que me ponha na posição dos pais que hoje se despedem da sua filha. Não está em causa a perda, nem as razões que levaram a que não se administrassem as vacinas àquela criança.
Está em causa a decisão de não vacinar que prejudica objectivamente os outros, que leva a que os outros vejam os seus filhos doentes e às portas da morte porque há uma avestruz estúpida que ainda acredita que as vacinas causam autismo.

Leiam. Informem-se. Perguntem aos médicos. Não façam medicina pelas próprias mãos.
Salvem a vida dos próprios filhos, salvem a vida dos filhos dos outros.

Salvem a vida de todos nós e deixem-se de merdas, caralho.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Parece que hoje é Dia Mundial do Gato.
Queria parecer contente com a celebração de tal criatura majestosa, mas não consigo.
Tenho saudades, grandes e dolorosas, do meu querido e felpudo amigo que partiu há 6 meses e que deixou a minha vida infinitamente mais pobre. Tenho em mim o desgosto cravado, que carrego comigo para qualquer parte e não consigo deixar de olhar para aquela casa, agora vazia e cinzenta, e não ver um olho azul a espreitar, uma causa de fora de uma cadeira ou uma pata em cima de um parto ou copo, na cozinha.
Ainda por cima, agora que tenho um bebé fofo e rechonchudo não lhe posso mostrar a maravilha que é ter um animal de estimação que se aloja no peito, se torna parte de nós e nos acompanha para o resto da vida.

Still miss you, baby.
Still miss you.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Miss You So Much

Ainda não me consegui habituar.
Já passou uma semana e tenho sempre a sensação de o estar a ver em toda a parte. Quando olho de novo, afinal, era só um saco tombado a um canto, uma sombra de um casaco, uma partida que o cérebro pregou.
Ainda o oiço a esgravatar a caixa da areia ou a arranhar o sofá e os tapetes. Só para depois perceber que é só o frigorífico a fazer um barulho qualquer ou a vizinha de cima a andar pela casa ou as obras do 4º andar.
Ainda estou à espera de o ver pendurado na banheira quando puxo a cortina do duche para o lado.
Ainda vou todos os dias espreitar debaixo das mesas, no assento das cadeiras, e acho sempre que o vejo lá deitado a dormir. Só para depois perceber que nem mesmo querendo o consigo ver de novo.

Não me consigo habituar.
Não consigo compreender o que se passou.
Não consigo.
Ainda não consigo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

I Love You, Lenine

Entre todos os dias estranhos que já passei, nunca nada se assemelha aos dias de perda.

Perda.
Essa palavra estúpida, tão vaga e ao mesmo tempo tão tenebrosa, que aprendi a temer mais do que qualquer outra coisa, mais do que o fim da minha própria existência.
Perda.
Esse vazio avassalador, essa montanha russa de desespero e solidão. Essa porta negra que se abre e nunca mais se fecha.
Perda.

Ontem perdi um amigo. Um grande amigo. O melhor dos amigos. Estava destinado a ser também o melhor amigo do meu filho por nascer. Estava destinado a ser a nossa imagem de marca para toda a vida. Estava destinado a ser o dono da nossa casa para todo o sempre. Mas partiu antes de tempo, muito antes do tempo dele e muito, muito antes do que pudéssemos esperar. De repente veio a doença que não pudemos prever e, num ápice, veio a morte, que o envolveu no seu abraço, o tocou com as suas enormes asas e o levou, levou para longe, para longe de mim, para longe da casa que era dele, para longe de todos nós, que o amávamos como se fosse um igual.

Ontem perdi um familiar, dos mais próximos. Um familiar equivalente a pai, mãe, marido, filho, avós que já não tenho, irmãos que nunca tive. Perdi o primeiro fruto de amor, construído por mim e por Ele, a primeira pedra do nosso lar. Perdi aquele que estava destinado a ser a primeira companhia da outra parte de nós que está a chegar. Desculpa, Filho, que te privei do conforto, do carinho e do calor do nosso felpudo, que te teria adorado e teria adorado mordiscar-te os pés, acordar-te cedo para brincar ou enfiar-te o nariz húmido no ouvido logo pela fresca.

Ontem perdi uma parte de mim. E agora só resta vazio e solidão onde ele um dia esteve. Vagueio pela casa à sua procura, tão grande sem a sua presença pequenina, só encontro restos onde ele tocou, onde ele brincou e onde um dia dormiu sossegadamente. Ele esteve aqui e agora partiu. Foi-se. Foi-se embora para sempre, para um lugar muito, muito longe, para um sítio para o qual não o posso acompanhar, onde não o voltarei a ver. Foi descansar longe da sua casa, longe dos sítios que sempre conheceu, longe de mim. Longe de mim.

Ontem pedi ajuda. Olhei para cima e pedi ajuda, pela primeira vez em muitos anos. Um sinal, pensei, um milagre, um só milagre e eu converto-me, passo a seguir e a adorar quem quer que me esteja a ouvir. Por favor. Mas ninguém ouviu. Ninguém quis saber. Ninguém veio em meu auxílio, nem meu nem dele, que se finou com todo o peso do sofrimento do mundo nas suas costas pequeninas. Ninguém veio porque não havia ninguém para vir. E eu, que quis acreditar, por um minuto, um segundo que fosse que havia compaixão e amor no universo e que tudo o que a racionalidade me diz seria tudo mentira, fui enganada e deixada à minha sorte. Bem aventurados os que têm fé, porque nunca estão verdadeiramente sozinhos, têm sempre a esperança consigo.

Ontem perdi-me. Perdi-o. Para sempre. E eu, que já sofri tantas perdas, a quem já foram roubadas tantas presenças importantes, que assisti ao sofrer e definhar de tantas pessoas boas e de uma riqueza extraordinária que preencheram a minha vida de uma forma única, nunca me senti tão derrotada, tão devastada, tão sozinha, tão impotente e tão miserável como hoje.

Hoje. Hoje a vida parece continuar. Aparentemente, apenas. Para mim, parece que parei no tempo, num tempo negro, fundo, insondável, incerto, interminável, onde algures, no fim dessa estrada, está ele e a sua presença que já não posso sentir, apenas recordar.

Adeus, meu amor pequenino.
Adeus, Lenine.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Today's Mood ou a Ronda do Queixume


Hoje é daqueles dias em que só me apetece pegar num taco de baseball e começar a distribuir fruta coim ele pelas pinhas de todas as avestruzes com quem tenho o azar de me cruzar constantemente e que, desafortunadamente, fazem parte do meu quotidiano.

E contra isto, um batatal inteiro.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Da Idade Idosa

Estou a ficar velha.
Muito velha.
Detecto que não tenho tanta paciência, que já de si era pouca, para disparates e coisas normais da pouca sapiência. Não tenho paciência para a estupidez e a distração. Não tenho paciência para a vida, no fundo.
Pergunta aquela alminha, com o ar mais natural do mundo, o que é o balcão nacional do arrendamento.
Depois de recuperar lentamente do AVC que se me deu entretanto, lá consigo levantar-me do chão e olhar para a criatura, como antes nunca a tinha olhado.
Entretanto esqueci-me que também já fui estagiária e que nem hoje sei o que devia saber, quanto mais ... Esqueci-me que felizmente ainda fiz o estágio em nova e que não tenho 50 anos nem uma casa cheia de filhos para tratar enquanto tento trabalhar alguma coisa na advocacia.
Esqueci-me o que era ser largada às feras e ter orais todos os dias, enquanto os colegas andavam às voltas com novas questões para me colocar e embaraçar.
Esqueci-me de tudo isso.
Mas não disse nada.
Mas pensei, pensei muitas coisas das quais não me orgulho nem só um bocadinho.
Perdi a juventude, hoje, porque me esqueci o que é ser estagiário e saber pouco, avaliado por advogados, que não sabem nada.

Estou velha.
Muito velha.

terça-feira, 31 de março de 2015