Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
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terça-feira, 26 de junho de 2018
Gasta uma pessoa uma fortuna em cestos decorativos para colocar estrategicamente na sua sala maravilhosa e vêm os putos desta vida enfiar-se dentro deles e tratá-los como se fossem carrinhos de choque.
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terça-feira, 27 de março de 2018
Queixume Pós-Gestacional # 16
Maneiras que estou a ter imensas dificuldades em carregar a bateria do telemóvel porquanto o meu rebento achou que o que era mesmo giro e deveras divertido era roer o terminal de encaixe do carregador.
Maneiras que agora, para carregar a porcaria do telefone, sou obrigada a tê-lo no chão, preso com fita-cola e esperar que não haja trepidação de espécie alguma, sob pena de não passar energia para a porra da bateria.
Maneiras que gastamos rios de dinheiro em brinquedos, os avós gastam rios de dinheiro em brinquedos, os amigos gastam rio de dinheiro em brinquedos e o raça do puto acha muito mais fixe e muitíssimo mais interessante brincar com as coisas dos adultos.
Maneiras que até poderia brincar, atenção que não sou egoísta a esse ponto, mas poderia não destruir as coisas que me fazem falta.
Maneiras que merda para mim.
Maneiras que agora, para carregar a porcaria do telefone, sou obrigada a tê-lo no chão, preso com fita-cola e esperar que não haja trepidação de espécie alguma, sob pena de não passar energia para a porra da bateria.
Maneiras que gastamos rios de dinheiro em brinquedos, os avós gastam rios de dinheiro em brinquedos, os amigos gastam rio de dinheiro em brinquedos e o raça do puto acha muito mais fixe e muitíssimo mais interessante brincar com as coisas dos adultos.
Maneiras que até poderia brincar, atenção que não sou egoísta a esse ponto, mas poderia não destruir as coisas que me fazem falta.
Maneiras que merda para mim.
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segunda-feira, 31 de julho de 2017
Queixume Pós Gestacional # 16
Há, pelo menos, 9 meses que não ia ao cinema.
9 meses.
9 MESES.
Pelo menos.
Ora isto é, de facto, um fenómeno no qual é preciso atentar. E o fenómeno não será outro senão o do fim da boa vida dos paizinhos quando chegam os rebentos.
Merda para mim, portanto.
9 meses.
9 MESES.
Pelo menos.
Ora isto é, de facto, um fenómeno no qual é preciso atentar. E o fenómeno não será outro senão o do fim da boa vida dos paizinhos quando chegam os rebentos.
Merda para mim, portanto.
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terça-feira, 25 de julho de 2017
Queixume Pós Gestacional #15
Estou plenamente convicta que as crianças já deviam nascer com dentes.
Claro que isso implicaria que, ainda na barriga das mães, as mordessem como se não houvesse amanhã.
E claro que isso implicaria também que a amamentação se tornasse impossível: estão a ver uma coisinha de não sei quantos quilos, que não sabe a força que tem, a dar dentadinhas nas mamas enquanto suga o leite?
Mas, ao menos, poupava o sofrimento dos petizes meses mais tarde.
E dava um jeitaço tremendo aos pais, que poderiam dormir mais do que três horas em cada noite, enquanto não estavam a embalar os rebentos com dores na boca.
Fenómeno interessante: quando estão ao colo, não lhes dói nada; assim que são pousados na cama, é vê-los a sofrer horrores com as gengivas em chamas.
Depois não venham cá dizer que as manhas são coisas dos adultos, e não dos bebés.
Claro que isso implicaria que, ainda na barriga das mães, as mordessem como se não houvesse amanhã.
E claro que isso implicaria também que a amamentação se tornasse impossível: estão a ver uma coisinha de não sei quantos quilos, que não sabe a força que tem, a dar dentadinhas nas mamas enquanto suga o leite?
Mas, ao menos, poupava o sofrimento dos petizes meses mais tarde.
E dava um jeitaço tremendo aos pais, que poderiam dormir mais do que três horas em cada noite, enquanto não estavam a embalar os rebentos com dores na boca.
Fenómeno interessante: quando estão ao colo, não lhes dói nada; assim que são pousados na cama, é vê-los a sofrer horrores com as gengivas em chamas.
Depois não venham cá dizer que as manhas são coisas dos adultos, e não dos bebés.
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sexta-feira, 14 de julho de 2017
Queixume Pós Gestacional # 14
A porra de ter filhos é que os putos ficam doentes, cheios de febre, cheios de pintas, meio tristes, rabugentos, chatos e sem vontade de dormir e os pais não dormem de preocupação.
Quando já se está a ver que não passa, agarra-se em tudo e corre-se para o médico, já a pensar que o menino nunca mais vai voltar a ser o que era antes, já a pensar na tragédia, já a pensar em tudo e mais um par de botas.
Para depois as andorinhas dos filhos chegarem ao pé do médico aos pulos e pinotes, sempre a rir, a fazer gracinhas para toda a gente, com um vigor que parece que acabaram de acordar, só para deixar os pais mal vistos.
Que figurinha triste, deuses...
Raça do puto...
Quando já se está a ver que não passa, agarra-se em tudo e corre-se para o médico, já a pensar que o menino nunca mais vai voltar a ser o que era antes, já a pensar na tragédia, já a pensar em tudo e mais um par de botas.
Para depois as andorinhas dos filhos chegarem ao pé do médico aos pulos e pinotes, sempre a rir, a fazer gracinhas para toda a gente, com um vigor que parece que acabaram de acordar, só para deixar os pais mal vistos.
Que figurinha triste, deuses...
Raça do puto...
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quinta-feira, 29 de junho de 2017
Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa
Hóme: Onde está a chucha do miúdo?
Melher: Deve estar no berço.
Hóme: Não está.
Melher: Ele adormeceu com ela. Tem de estar lá.
Hóme: Não está.
Melher: Então deve estar caída, lá para trás do berço. Já procuraste?
Hóme: Já. Não encontro.
Melher: Já afastaste o berço? Pode estar caída mesmo por baixo e só vês se tirares o berço da frente.
Hóme: Já fiz isso e não está. Não está em lado nenhum.
Melher vai ao quarto do miúdo, afasta a porra da cama e encontra logo a porra da chucha.
Melher ri-se muito.
Hóme todo fodido.
Melher: Deve estar no berço.
Hóme: Não está.
Melher: Ele adormeceu com ela. Tem de estar lá.
Hóme: Não está.
Melher: Então deve estar caída, lá para trás do berço. Já procuraste?
Hóme: Já. Não encontro.
Melher: Já afastaste o berço? Pode estar caída mesmo por baixo e só vês se tirares o berço da frente.
Hóme: Já fiz isso e não está. Não está em lado nenhum.
Melher vai ao quarto do miúdo, afasta a porra da cama e encontra logo a porra da chucha.
Melher ri-se muito.
Hóme todo fodido.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
Assim Vai Sendo
Esta semana é óptima para quem trabalha em Lisboa e é preguiçoso, tendo em conta a proximidade de dois feriados. Tendo também em consideração que me insiro nestas duas categorias, ainda só estou há dois dias no poiso novo e ainda não tenho bem uma opinião definida.
O trabalho é bom e interessante, mas as pessoas são estranhas. Provavelmente deve-se ao facto de eu própria ser e ter aspecto de ave rara, mas a verdade é que tenho a nítida sensação que toda a gente olha para mim como se estivesse a ver uma girafa em lingerie a entrar pela casa adentro. E, de novo, provavelmente, deve-se somente à estranheza de ter passado tanto tempo num sítio onde as pessoas são assumida e patologicamente malucas e, agora que estou num local completamente novo, ser tudo deveras bizarro.
Enfim, vamos ver o que trazem estes novos tempos.
Sendo certo que, conhecendo-me como me conheço, não há de tardar nada para me estar a queixar como se não houvesse amanhã.
O trabalho é bom e interessante, mas as pessoas são estranhas. Provavelmente deve-se ao facto de eu própria ser e ter aspecto de ave rara, mas a verdade é que tenho a nítida sensação que toda a gente olha para mim como se estivesse a ver uma girafa em lingerie a entrar pela casa adentro. E, de novo, provavelmente, deve-se somente à estranheza de ter passado tanto tempo num sítio onde as pessoas são assumida e patologicamente malucas e, agora que estou num local completamente novo, ser tudo deveras bizarro.
Enfim, vamos ver o que trazem estes novos tempos.
Sendo certo que, conhecendo-me como me conheço, não há de tardar nada para me estar a queixar como se não houvesse amanhã.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Dia da Mãe
O meu rebento veio da escolinha com um presente para sua Mãe e depois foi com o Pai comprar um presente só dele.
Já estou a ficar diabética com tanto melaço que para aqui vai.
Mas adorei.
Já estou a ficar diabética com tanto melaço que para aqui vai.
Mas adorei.
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sexta-feira, 21 de abril de 2017
Numa altura em que só se fala de vacinas e da importância de vacinar os putos, o ilustríssimo Centro de Saúde de Almada, aqui já sobejamente falado pela imensurável qualidade das pessoas que lá trabalham, tem esgotadas as vacinas do Plano Nacional de Vacinação que se devem administrar aos 6 meses de vida.
Tentando ao máximo fugir à vontade de utilizar vernáculo e de falar mal de todo um sistema nacional de saúde que já tantas vezes me valeu em alturas de necessidade, fiquemos-nos pela ironia da situação e bom fim de semana:
Tentando ao máximo fugir à vontade de utilizar vernáculo e de falar mal de todo um sistema nacional de saúde que já tantas vezes me valeu em alturas de necessidade, fiquemos-nos pela ironia da situação e bom fim de semana:
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Da Inoculação
Sempre me foi dito que, quando tivesse filhos, até as notícias haveriam de soar de forma diferente nos meus ouvidos.
Sempre pensei, também, que era mais uma daquelas conversas fiadas sobre a mudança abissal na vida de uma pessoa quando chegam os rebentos, do género nunca mais se comem batatas assadas ou daqui para a frente dormimos todos com os pés de fora porque os bebés mamam nos tornozelos e outras parvoíces que tais.
É verdade que a vida muda, não há que enganar, mais que não seja porque passa a viver outra pessoa numa casa que antes era só nossa, mas também não será propriamente uma avalanche de coisas más a acontecerem na vida.
Mas esta conversa das notícias é verdade.
Todas as notícias concernentes a crianças passam a entrar pelos olhos dentro directas ao coração. Todas as notícias que possam indirectamente dizer respeito a crianças entram pelos olhos dentro e encravam-se no coração na mesma.
Porque todas essas crianças podiam, afinal, ser os nossos filhos e só vemos os nossos garotos no lugar daqueles seres e é inevitável colocarmo-nos na posição daqueles pais e pensar automaticamente podia ser comigo, podia ser o meu filho naquela situação.
A notícia da morte daquela miúda é mais um exemplo desta realidade. É uma tragédia, uma coisa monstruosa. Não há palavras para expressar a enormidade disto. Quando nem a medicina consegue salvar uma vida tão jovem, alguma coisa cai dentro de quem ouve e se perde para sempre. Correu tudo mal.
Dois tipos de sentimentos assolaram o meu pensamento quando tomei conhecimento disto:
Pesar, tristeza profunda, empatia.
Independentemente das causas, houve uma vida que se perdeu, uma vida que nem chegou a começar. Nem consigo pensar na dor daqueles pais, daquela família. Porque antes de se apontar o dedo, há que ter presente que aquela gente, hoje, vai chegar a casa e não vai poder abraçar a sua filha. Não vai poder vê-la nem mais ouvir a sua voz. Há uma mãe e um pai que hoje vão dormir sem poder dar um beijo de boa noite ao seu rebento. Nunca mais. Independentemente de vacinas e profilaxias várias, hoje morreu uma filha, uma neta, uma sobrinha, uma amiga. Morreu parte daquela família, deixando atrás de si um rasto de miséria e desconsolo. Estamos todos sujeitos a uma coisa destas. As crianças são seres frágeis, poderia ser com qualquer um de nós. Podia ser comigo, podia ser o meu filho.
Raiva, ódio, desespero, por outro lado.
Tenho algumas ganas de espetar um garfo nos olhos daquela gente. Tal como poderia ser comigo, poderia ser o meu filho, poderia, da mesma forma, ser o meu filho a apanhar uma porra de uma doença de um puto cujos paizinhos anormais decidiram não o vacinar. Os putos andam na rua, na casa de outras pessoas, nos infantários; como é se estiver um miúdo doente num sítio destes que transmita a doença de forma democrática, a toda a gente? Serei eu obrigada a fechar o meu filho em casa com medo do contágio? Serei eu obrigada a pedir aos responsáveis do infantário onde o deixo todos os dias que me mostrem os boletins de vacinas de todos os catraios que lá estão? Serei eu boa da cabeça por deixar o meu filho num infectário, com uma doença destas à solta, uma doença que poderia ser prevenida?
Não há desculpas quando se trata de saúde pública e é disso que estamos a falar. Saúde pública, saúde de todos nós. As vacinas são gratuitas, estão disponíveis para todos. Num país em que tanta coisa funciona tão mal, as vacinas estão sempre lá para quem as quiser, mesmo fora de tempo, pode sempre fazer-se qualquer coisa e administrar uma dose. Vai-se sempre a tempo de fazer o que é certo, não só para o próprio, mas para os filhos de toda a gente.
A doença estava erradicada porque, há 50 anos, começou a preparar-se a imunidade que hoje existe. Imunidade essa que foi toda para o maneta porque há umas cavalgaduras, algures no mundo, decidiram que vacinas eram boas para pendurar nos cornos de quem as dava e imunizar as crianças, tá quieto. Por causa desses deficientes mentais hoje enfrentamos o problema outra vez.
Há 23 anos que não morria uma pessoa de sarampo em Portugal.
Hoje voltámos à estaca zero.
Pelo que li, existiram razões para que a vacina não fosse dada a esta miúda.
Não sou ninguém para julgar. Mais uma vez, podia ser comigo, podia ser o meu filho. Nada impede que, de hoje para amanhã, também venha uma doença má que me ponha na posição dos pais que hoje se despedem da sua filha. Não está em causa a perda, nem as razões que levaram a que não se administrassem as vacinas àquela criança.
Está em causa a decisão de não vacinar que prejudica objectivamente os outros, que leva a que os outros vejam os seus filhos doentes e às portas da morte porque há uma avestruz estúpida que ainda acredita que as vacinas causam autismo.
Leiam. Informem-se. Perguntem aos médicos. Não façam medicina pelas próprias mãos.
Salvem a vida dos próprios filhos, salvem a vida dos filhos dos outros.
Salvem a vida de todos nós e deixem-se de merdas, caralho.
Sempre pensei, também, que era mais uma daquelas conversas fiadas sobre a mudança abissal na vida de uma pessoa quando chegam os rebentos, do género nunca mais se comem batatas assadas ou daqui para a frente dormimos todos com os pés de fora porque os bebés mamam nos tornozelos e outras parvoíces que tais.
É verdade que a vida muda, não há que enganar, mais que não seja porque passa a viver outra pessoa numa casa que antes era só nossa, mas também não será propriamente uma avalanche de coisas más a acontecerem na vida.
Mas esta conversa das notícias é verdade.
Todas as notícias concernentes a crianças passam a entrar pelos olhos dentro directas ao coração. Todas as notícias que possam indirectamente dizer respeito a crianças entram pelos olhos dentro e encravam-se no coração na mesma.
Porque todas essas crianças podiam, afinal, ser os nossos filhos e só vemos os nossos garotos no lugar daqueles seres e é inevitável colocarmo-nos na posição daqueles pais e pensar automaticamente podia ser comigo, podia ser o meu filho naquela situação.
A notícia da morte daquela miúda é mais um exemplo desta realidade. É uma tragédia, uma coisa monstruosa. Não há palavras para expressar a enormidade disto. Quando nem a medicina consegue salvar uma vida tão jovem, alguma coisa cai dentro de quem ouve e se perde para sempre. Correu tudo mal.
Dois tipos de sentimentos assolaram o meu pensamento quando tomei conhecimento disto:
Pesar, tristeza profunda, empatia.
Independentemente das causas, houve uma vida que se perdeu, uma vida que nem chegou a começar. Nem consigo pensar na dor daqueles pais, daquela família. Porque antes de se apontar o dedo, há que ter presente que aquela gente, hoje, vai chegar a casa e não vai poder abraçar a sua filha. Não vai poder vê-la nem mais ouvir a sua voz. Há uma mãe e um pai que hoje vão dormir sem poder dar um beijo de boa noite ao seu rebento. Nunca mais. Independentemente de vacinas e profilaxias várias, hoje morreu uma filha, uma neta, uma sobrinha, uma amiga. Morreu parte daquela família, deixando atrás de si um rasto de miséria e desconsolo. Estamos todos sujeitos a uma coisa destas. As crianças são seres frágeis, poderia ser com qualquer um de nós. Podia ser comigo, podia ser o meu filho.
Raiva, ódio, desespero, por outro lado.
Tenho algumas ganas de espetar um garfo nos olhos daquela gente. Tal como poderia ser comigo, poderia ser o meu filho, poderia, da mesma forma, ser o meu filho a apanhar uma porra de uma doença de um puto cujos paizinhos anormais decidiram não o vacinar. Os putos andam na rua, na casa de outras pessoas, nos infantários; como é se estiver um miúdo doente num sítio destes que transmita a doença de forma democrática, a toda a gente? Serei eu obrigada a fechar o meu filho em casa com medo do contágio? Serei eu obrigada a pedir aos responsáveis do infantário onde o deixo todos os dias que me mostrem os boletins de vacinas de todos os catraios que lá estão? Serei eu boa da cabeça por deixar o meu filho num infectário, com uma doença destas à solta, uma doença que poderia ser prevenida?
Não há desculpas quando se trata de saúde pública e é disso que estamos a falar. Saúde pública, saúde de todos nós. As vacinas são gratuitas, estão disponíveis para todos. Num país em que tanta coisa funciona tão mal, as vacinas estão sempre lá para quem as quiser, mesmo fora de tempo, pode sempre fazer-se qualquer coisa e administrar uma dose. Vai-se sempre a tempo de fazer o que é certo, não só para o próprio, mas para os filhos de toda a gente.
A doença estava erradicada porque, há 50 anos, começou a preparar-se a imunidade que hoje existe. Imunidade essa que foi toda para o maneta porque há umas cavalgaduras, algures no mundo, decidiram que vacinas eram boas para pendurar nos cornos de quem as dava e imunizar as crianças, tá quieto. Por causa desses deficientes mentais hoje enfrentamos o problema outra vez.
Há 23 anos que não morria uma pessoa de sarampo em Portugal.
Hoje voltámos à estaca zero.
Pelo que li, existiram razões para que a vacina não fosse dada a esta miúda.
Não sou ninguém para julgar. Mais uma vez, podia ser comigo, podia ser o meu filho. Nada impede que, de hoje para amanhã, também venha uma doença má que me ponha na posição dos pais que hoje se despedem da sua filha. Não está em causa a perda, nem as razões que levaram a que não se administrassem as vacinas àquela criança.
Está em causa a decisão de não vacinar que prejudica objectivamente os outros, que leva a que os outros vejam os seus filhos doentes e às portas da morte porque há uma avestruz estúpida que ainda acredita que as vacinas causam autismo.
Leiam. Informem-se. Perguntem aos médicos. Não façam medicina pelas próprias mãos.
Salvem a vida dos próprios filhos, salvem a vida dos filhos dos outros.
Salvem a vida de todos nós e deixem-se de merdas, caralho.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Queixume Pós Gestacional #13
Ter filhos é, afinal, um estado de constante preocupação e desgaste, em que se passa a vida toda amargurada por deixar o rebento sabe deus onde, sabe deus com quem para ir trabalhar no fim do mundo, ou pelo menos assim parece, passando o resto do dia a pensar nele, se estará feliz, se sentirá a minha falta, esperando que a força com que se pensa nele até ele chegue, esperando que esteja inteiro, que esteja bem.
E com isto nasceu-me entretanto outra pachacha, que só uma não chegava para tanta conice (lá está...) e tanta porra de tanta mariquice.
E com isto nasceu-me entretanto outra pachacha, que só uma não chegava para tanta conice (lá está...) e tanta porra de tanta mariquice.
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segunda-feira, 17 de abril de 2017
Prendinhas de Páscoa
E depois os bebés desta vida vêm da escolinha com estas coisas "feitas por eles" e é amoroso, fofinho, queridíssimo e póneis e leite condensado e porras que tais.
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quarta-feira, 12 de abril de 2017
Queixume Pós Gestacional #12
Os bebés são seres maquiavélicos.
Por baixo daqueles olhos de corça e de todas as preguinhas de fofura, está uma máquina capaz de contaminar até o mais saudável dos seres, até que não sobre mais nada desse ser que não seja, ranho, dor de garganta e uma tosse digna de um tísico.
Também são óptimos a dar peidos audíveis a 5000m de distância.
Mas essencialmente são muito bons a contaminar os pais com as suas peçonhas.
Portanto, porra para mim, como está bom de ver.
Por baixo daqueles olhos de corça e de todas as preguinhas de fofura, está uma máquina capaz de contaminar até o mais saudável dos seres, até que não sobre mais nada desse ser que não seja, ranho, dor de garganta e uma tosse digna de um tísico.
Também são óptimos a dar peidos audíveis a 5000m de distância.
Mas essencialmente são muito bons a contaminar os pais com as suas peçonhas.
Portanto, porra para mim, como está bom de ver.
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segunda-feira, 10 de abril de 2017
Queixume Pós Gestacional # 11
Claro que é normal, claro que é expectável, claro que faz tudo parte de criar um rebento, mas nada prepara uma pessoa para o encolher do coração quando o puto fica doente.
Foda-se que é demais...
Foda-se que é demais...
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quarta-feira, 29 de março de 2017
Queixume Pós Gestacional #10
O meu rebento é tão branquinho, tão branquinho que até eu, que tenho cor de lula, pareço amarela ao pé dele.
Coisa boa de sua mãe.
Coisa boa de sua mãe.
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quarta-feira, 22 de março de 2017
segunda-feira, 20 de março de 2017
Father's Day
Estes dias passam, agora, a ter outro significado.
Até agora, o Dia do Pai era apenas sinónimo de ter Pai.
Agora é também sinónimo de ser Pai.
Principalmente quando eles voltam da escolinha com um presente pendurado debaixo do braço, para oferecer no dia alumiado.
É tão fofo, tão fofo que até apetece vomitar póneis.
Ain't love grand?
Até agora, o Dia do Pai era apenas sinónimo de ter Pai.
Agora é também sinónimo de ser Pai.
Principalmente quando eles voltam da escolinha com um presente pendurado debaixo do braço, para oferecer no dia alumiado.
É tão fofo, tão fofo que até apetece vomitar póneis.
Ain't love grand?
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quarta-feira, 8 de março de 2017
Queixume Pós Gestacional #9
Não há estupidez suficiente para a assinalar o acto de atirar com uma peça de roupa para o cabide e depois, dias após, ir lá buscá-la para a vestir outra vez, sem observar devidamente se a dita peça de roupa está em condições.
Esta especial atenção tem necessariamente de se ter quando se tem filhos pequenos, em idade de consumo das primeiras papas, que, como é sabido, é maior a quantidade de papa que aterra nas imediações que na boca do puto.
Tudo isto para dizer que andei a manhã inteira com uma imensa nódoa de papa voadora na camisola, tendo feito, inclusivamente, um julgamento inteiro com esta gloriosa medalha ao peito sem ter dado por nada. Só reparei depois, já na parte da tarde, na minha condição vergonhosa mas já era tarde demais.
Portanto, sou uma porca que não lava a roupa e achei digno partilhar este facto com o mundo.
E era só isto.
Esta especial atenção tem necessariamente de se ter quando se tem filhos pequenos, em idade de consumo das primeiras papas, que, como é sabido, é maior a quantidade de papa que aterra nas imediações que na boca do puto.
Tudo isto para dizer que andei a manhã inteira com uma imensa nódoa de papa voadora na camisola, tendo feito, inclusivamente, um julgamento inteiro com esta gloriosa medalha ao peito sem ter dado por nada. Só reparei depois, já na parte da tarde, na minha condição vergonhosa mas já era tarde demais.
Portanto, sou uma porca que não lava a roupa e achei digno partilhar este facto com o mundo.
E era só isto.
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quarta-feira, 1 de março de 2017
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