Já tinha saudades de ler Gregory, do estilo da escrita, da forma como constrói a narrativa, dos pormenores históricos riquíssimos, da forma imprevisível que arranja sempre para terminar a obra.
Venha o próximo, que a curiosidade já mata.
P.S. - Só depois de acabar este livro é que percebi que é, afinal, um que incorpora uma série e que já tinha lido, inclusivamente, o primeiro volume da saga (podia dizer que é das hormonas, mas não vale a pena inventar, porque é mentira, sempre fui estúpida). O que só abona em favor da autora, que soube passar por cima das convenções de escrever um romance juvenil (bela merda) e retomar a sua escrita inteligente.
Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Cinema Nº ... Coiso
Não terá sido das melhores comédias a que assisti, mas não está mal de todo.
O elenco, exceptuando a Anna
Kendrick, é fraquinho que mete dó, as piadas muito sequinhas e o final muito previsível.
Razoável, vá.
O elenco, exceptuando a Anna
Kendrick, é fraquinho que mete dó, as piadas muito sequinhas e o final muito previsível.
Razoável, vá.
Estou de Volta
Por ora.
Daqui a pouco já me vou embora outra vez.
Mas enquanto não há mais nada que fazer, trabalha-se um bocadinho. Ou finge-se que se trabalha, que acaba por ir dar ao mesmo, tendo em conta a silly season que se atravessa.
E está um calor da porra, já agora.
Daqui a pouco já me vou embora outra vez.
Mas enquanto não há mais nada que fazer, trabalha-se um bocadinho. Ou finge-se que se trabalha, que acaba por ir dar ao mesmo, tendo em conta a silly season que se atravessa.
E está um calor da porra, já agora.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Queixume Gestacional # FODA-SE
Chegou o dia.
Sabia-o próximo.
Sabia-o mais que provável.
Sabia-o inevitável.
Não me consigo, no entanto, habituar tão rapidamente à ideia como gostaria.
Faço um esforço e não me sai nada.
Faço um apelo a todas as minhas forças - afinal, haverão coisas piores a caminho!
Faço, juro que faço.
Mas é difícil. Tão difícil...
Não consigo apertar a toga.
Sabia-o próximo.
Sabia-o mais que provável.
Sabia-o inevitável.
Não me consigo, no entanto, habituar tão rapidamente à ideia como gostaria.
Faço um esforço e não me sai nada.
Faço um apelo a todas as minhas forças - afinal, haverão coisas piores a caminho!
Faço, juro que faço.
Mas é difícil. Tão difícil...
Não consigo apertar a toga.
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Do Estabelecimento da Maternidade
Seis anos passados e voltamos sempre ao mesmo.
A mesma conversa.
O mesmo queixume.
As mesmas porras estúpidas sempre a acontecerem.
Este foi o caminho que eu escolhi, é o que digo constantemente a mim própria, um mantra pegajoso que me leva a compreender os perigos dos caminhos da auto-comiseração.
Eu escolhi este caminho. Eu escolhi este lugar. O que equivale a dizer, eu escolhi ficar.
E escolhi mal. Vejo isso agora, assim como vi há um ano atrás, ou dois, ou quatro, ou mesmo há seis.
E a minha vida, pelo menos a profissional, acaba por ser um reviver intenso de umas quantas músicas do Tony Carreira - quão triste pode ser um fenómeno destes?!
A vida que eu escolhi - não sei se é ou não um título de uma canção deste senhor, mas já ouvi esta frase algures e tenho a certeza que é dele. Tradução: mama e não chores, que é para aprenderes a não fazer escolhas de merda.
O mesmo de sempre - repetição da tradução supra. Não vale a pena dizer mais nada.
Ai destino, ai destino - se bem que não é destino porra nenhuma, já que tive a oportunidade e a deixei passar completamente ao lado. Agora, mais uma vez aguenta sem chorar que é para não seres ursa.
E outras tantas músicas deste afamado senhor que deverão descrever a minha vida como nenhum outro o conseguiu fazer porque, vejamos, é a minha vida e não lhe faltava mais nada senão isto.
Tudo isto porque vou de férias e não tinha nada que ir.
Isto é verídico.
A mesma conversa.
O mesmo queixume.
As mesmas porras estúpidas sempre a acontecerem.
Este foi o caminho que eu escolhi, é o que digo constantemente a mim própria, um mantra pegajoso que me leva a compreender os perigos dos caminhos da auto-comiseração.
Eu escolhi este caminho. Eu escolhi este lugar. O que equivale a dizer, eu escolhi ficar.
E escolhi mal. Vejo isso agora, assim como vi há um ano atrás, ou dois, ou quatro, ou mesmo há seis.
E a minha vida, pelo menos a profissional, acaba por ser um reviver intenso de umas quantas músicas do Tony Carreira - quão triste pode ser um fenómeno destes?!
A vida que eu escolhi - não sei se é ou não um título de uma canção deste senhor, mas já ouvi esta frase algures e tenho a certeza que é dele. Tradução: mama e não chores, que é para aprenderes a não fazer escolhas de merda.
O mesmo de sempre - repetição da tradução supra. Não vale a pena dizer mais nada.
Ai destino, ai destino - se bem que não é destino porra nenhuma, já que tive a oportunidade e a deixei passar completamente ao lado. Agora, mais uma vez aguenta sem chorar que é para não seres ursa.
E outras tantas músicas deste afamado senhor que deverão descrever a minha vida como nenhum outro o conseguiu fazer porque, vejamos, é a minha vida e não lhe faltava mais nada senão isto.
Tudo isto porque vou de férias e não tinha nada que ir.
Isto é verídico.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Já tinha algumas saudades do 'meu' caríssimo Simon Scarrow.
Como sempre, escrita fluída e límpida, capacidade de descrição no auge, enredo bem esquematizado e deveras intrigante. Continuo a preferir os livros mais recentes, em que todas estas qualidades estão elevadas ao seu expoente máximo mas, como já referi antes, é sempre bom ler a própria evolução de um autor.
Muito bom.
Como sempre, escrita fluída e límpida, capacidade de descrição no auge, enredo bem esquematizado e deveras intrigante. Continuo a preferir os livros mais recentes, em que todas estas qualidades estão elevadas ao seu expoente máximo mas, como já referi antes, é sempre bom ler a própria evolução de um autor.
Muito bom.
terça-feira, 12 de julho de 2016
Queixume Gestacional #4
Nunca.
Mais.
Consumo.
Açúcar.
Na.
Minha.
Vida.
Sim, fui fazer o teste de curva glicémica.
Sim, juro que nunca mais como merdas doces.
Nunca.
Mais.
Mais.
Consumo.
Açúcar.
Na.
Minha.
Vida.
Sim, fui fazer o teste de curva glicémica.
Sim, juro que nunca mais como merdas doces.
Nunca.
Mais.
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Do Estabelecimento da Maternidade
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Campeões, Caralho!
E eu, patriota muito fraquinha, que não acreditei que pudessem chegar tão longe nem que fossem ganhar alguma coisa, chorei como uma criança nos últimos dois minutos, quando o árbitro deu o apito final, quando o nome de Portugal foi gravado na taça e quando o capitão levantou o caneco na tribuna, com toda a gente aos saltos, numa imagem que irá durar para sempre.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Queixume Gestacional #3
Depois de 3 meses a vomitar as tripas, eis que chega a fase da fome de loba.
Comer.
Comer.
Comer.
E depois ficar enjoada como uma pescada e ficar horas em poder ver comida.
Para depois voltar tudo ao mesmo.
No fim, já devo ter mais 30kg.
Merda para mim.
Comer.
Comer.
Comer.
E depois ficar enjoada como uma pescada e ficar horas em poder ver comida.
Para depois voltar tudo ao mesmo.
No fim, já devo ter mais 30kg.
Merda para mim.
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Do Estabelecimento da Maternidade
terça-feira, 5 de julho de 2016
Um Coiso Qualquer
Dou por mim muitas vezes a pensar porque razão não me dão ouvidos mais vezes.
Não que tenha sempre razão.
Não que a queira ter.
Não que seja ponto de honra que as pessoas me oiçam e sigam aquilo que digo sem questionar e sem pestanejar.
Nada disso. Até porque já discorri longamente sobre esta temática.
Apenas me irrita sobremaneira quando aquilo que avisei acaba por acontecer.
E fica tudo com cara de cu, a olhar para o ar, como se o acontecimento fosse de uma estranheza igual a um elefante a conduzir um camião TIR em plena autoestrada.
Mas não estava na cara?
Mas não era obvio?
Mas era preciso ter uma inteligência acima da média para perceber?
Ora foda-se mais a isto.
Nem sei para que me ralo.
Querem foder-se para aí todos? Força!
Querem acreditar nas alminhas boas que existem? Óptimo!
Querem cair na mesma esparrela de sempre? Olha ca bom.
See if I care.
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Queixume Gestacional #2
Tirando os três primeiros meses um pouco nauseados, não me tenho podido queixar muito das mazelas que minha nova condição me reserva.
Porém, há bem pouco tempo, a nova condição apercebeu-se que tenho pés e tornozelos e não achou bem; deve achar pouco estético, se calhar pouco higiénico ou simplesmente inútil.
Maneiras que resolve atacá-los como se não houvesse amanhã.
Maneiras que deixei de ter pés e tornozelos, agora tenho trambolhos.
Maneiras que agora sou praticamente uma idosa e tenho um banquinho debaixo da secretária (que mais não é que o troley dos julgamentos, deitado) para colocar os pés, em permanência.
Maneiras que a minha posição para ver televisão passou a ser sentada no sofá com as perninhas esticadas sobre uma almofada, em cima da mesa de apoio.
Maneiras que tenho algum pudor em usar calcas justas ou leggings porque os meus trambolhos vêem-se à distância e não há ninguém, mas ninguém mesmo que, vendo o meu estado interessante, não me venha a correr guinchar aos ouvidos "Tás tão inchada, filha". (eu sei, seus cabrões, eu sei!)
Maneiras que é isto.
Porém, há bem pouco tempo, a nova condição apercebeu-se que tenho pés e tornozelos e não achou bem; deve achar pouco estético, se calhar pouco higiénico ou simplesmente inútil.
Maneiras que resolve atacá-los como se não houvesse amanhã.
Maneiras que deixei de ter pés e tornozelos, agora tenho trambolhos.
Maneiras que agora sou praticamente uma idosa e tenho um banquinho debaixo da secretária (que mais não é que o troley dos julgamentos, deitado) para colocar os pés, em permanência.
Maneiras que a minha posição para ver televisão passou a ser sentada no sofá com as perninhas esticadas sobre uma almofada, em cima da mesa de apoio.
Maneiras que tenho algum pudor em usar calcas justas ou leggings porque os meus trambolhos vêem-se à distância e não há ninguém, mas ninguém mesmo que, vendo o meu estado interessante, não me venha a correr guinchar aos ouvidos "Tás tão inchada, filha". (eu sei, seus cabrões, eu sei!)
Maneiras que é isto.
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Do Estabelecimento da Maternidade
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Bye, Game of Thrones!
Parece que ainda agora começou... passou num instante.
Pessoalmente, esta deve ter sido das melhores temporadas da série. Tanto pelo facto finalmente se poder ver para onde segue a história, tanto também (e, confesso, esta é a melhor parte, pelo menos para mim) pelo facto de não haver aldrabices e a história simplesmente seguir uma linha contínua sem estupidez à mistura.
Daquilo que li sobre este último episódio (sim, eu vou propositadamente à procura de spoilers) vai ser bom. Muito bom.
O problema será, como sempre, a longa espera de 10 meses que ainda teremos até à próxima temporada.
Já quanto ao ilustre (not) George R.R. Martin, que está desde 2011 a embarretar os seus fãs ao transmitir-lhes que está a escrever o próximo livro, espero que vá levar bem no meio do olho do seu gigante traseiro. Quem me dera poder fazer uma promessa solene em como nunca mais leria mais nada dele nem nunca iria ler mais nenhum livro da saga A Song of Ice and Fire, que era o que o nojento merecia, mas não vale a pena; já se sabe que não vou cumprir, não é verdade?
Amostra de Gato - XXX
E depois há esta miséria que, vingando-se de ter estado um fim-de-semana sozinho, resolve alapar o seu peludo cu no lavatório, logo pela manhã, quando uma pessoa precisa desesperadamente de se despachar...
Da Passeata
Pois que estive em Serralves e achei um piadão.
As exposições são magníficas e o espaço exterior é qualquer coisa de extraordinário.
Vale muito a pena.
Apetece-me Grandemente Ser Porca 55
Tenho para mim, mas mesmo só para mim, que não são coisas que se andam aí pela rua fora a badalar, e eu que até gosto de ingleses e até gosto de badalar, que a 'resposta' popular a este referendo não é mais do que um resquício de desculpa para justificar o xenofobismo e chauvinismo que, lamento, mas estes caros amigos sempre tiveram um bocadinho, contra quem acham que não deve estar na terra deles.
Mas isso sou só eu, claro.
Mas isso sou só eu, claro.
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Comentário Jurídico da Latrina,
Posição Doutrinária
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Este deve ter sido o livro com a história mais triste que tive oportunidade de ler.
Não me recordo de ficar tão angustiada com a miséria, tristeza e sofrimento de personagens como as de Esteiros. Talvez Levantado do Chão tenha tido um efeito semelhante, mas aí, que me perdoem, o génio de Saramago colmata qualquer miséria.
Não é o caso deste; a miséria é mesmo real e está à porta de qualquer um.
Depois ainda estranham que seja de esquerda...
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Queixume Gestacional #1
A primeira coisa que fiz quando descobri que carregava uma nova vida na minha pança foi deixar de fumar.
E por acaso, nos primeiros tempos, e para minha própria surpresa, foi coisa que não me custou nada; de um dia para o outro, a bolsa do tabaco foi arrumada numa gaveta, juntamente com os 257895 isqueiros e nunca mais pensei no assunto. O que, para quem fuma há 15 anos, foi um feito e tanto.
Claro que nessa altura passava meio dia com a cabeça enfiada na pia a vomitar todo o conteúdo do estomago até ao sangramento, sendo que a outra metade era passada enjoada como uma pescada, evitando até beber porque até a porra da água me dava vómitos. Portanto, pensar em fumar não estava nos meus planos mais próximos.
E nisto entrei no 2º trimestre. Deixei de ter vómitos, deixei de ter enjoos, deixei de parecer uma bulímica em fase aguda. E continuei a deixar os cigarros de lado.
Porém, sinto a falta do tabaco como se não houvesse amanhã.
Quando ninguém está a ver, ganhei o hábito de esgueirar-me para as salas dos meus colegas fumadores e enfiar o nariz nos maços de tabaco que guardam nas gavetas ou deixam em cima das mesas, inalando profundamente aquele aroma divino, matando, com o nariz, as saudades dos tempos em que me armava em chaminé da siderurgia.
Nunca mais acendi um cigarro. Nunca mais dei uma passinha que fosse.
E, porra, tenho tantas saudades.
Há uma avestruz aqui no escritório que teima comigo que eu devia fumar porque assim passo a vida ansiosa e isso passa para o puto. Ainda me explicarão convenientemente esta teoria... Não fumo na mesma. O meu guilty pleasure passa agora por cheirar ao longe, muito ao longe, o fumo que os outros expelem. Whatever.
Porém, nunca o tabaco me fez tanta falta como quando tenho picos de trabalho e preciso severamente de me concentrar.
Por exemplo, agora; tenho uma merda dum recurso para acabar, chato, enfadonho, difícil, sem fundamento.
A inspiração não vem. Antes, ia lá fora, fumava dois ou três cigarros e quando me voltava a sentar, em frente ao computador, sabia mais ou menos o que escrever.
Agora, levanto-me e vou lá fora na mesma, mas dou três voltas ao jardim e volto para dentro, frustrada e completamente vazia de novos pensamentos jurídicos.
Moral da história: ainda surgirá uma nova teoria médica em que, para além de associarem o tabaco a uma data de malefícios para a saúde, ainda o vão relacionar com uma inteligência maior e descoberta de novas invenções ou qualquer porra que o valha.
Podem crer.
E por acaso, nos primeiros tempos, e para minha própria surpresa, foi coisa que não me custou nada; de um dia para o outro, a bolsa do tabaco foi arrumada numa gaveta, juntamente com os 257895 isqueiros e nunca mais pensei no assunto. O que, para quem fuma há 15 anos, foi um feito e tanto.
Claro que nessa altura passava meio dia com a cabeça enfiada na pia a vomitar todo o conteúdo do estomago até ao sangramento, sendo que a outra metade era passada enjoada como uma pescada, evitando até beber porque até a porra da água me dava vómitos. Portanto, pensar em fumar não estava nos meus planos mais próximos.
E nisto entrei no 2º trimestre. Deixei de ter vómitos, deixei de ter enjoos, deixei de parecer uma bulímica em fase aguda. E continuei a deixar os cigarros de lado.
Porém, sinto a falta do tabaco como se não houvesse amanhã.
Quando ninguém está a ver, ganhei o hábito de esgueirar-me para as salas dos meus colegas fumadores e enfiar o nariz nos maços de tabaco que guardam nas gavetas ou deixam em cima das mesas, inalando profundamente aquele aroma divino, matando, com o nariz, as saudades dos tempos em que me armava em chaminé da siderurgia.
Nunca mais acendi um cigarro. Nunca mais dei uma passinha que fosse.
E, porra, tenho tantas saudades.
Há uma avestruz aqui no escritório que teima comigo que eu devia fumar porque assim passo a vida ansiosa e isso passa para o puto. Ainda me explicarão convenientemente esta teoria... Não fumo na mesma. O meu guilty pleasure passa agora por cheirar ao longe, muito ao longe, o fumo que os outros expelem. Whatever.
Porém, nunca o tabaco me fez tanta falta como quando tenho picos de trabalho e preciso severamente de me concentrar.
Por exemplo, agora; tenho uma merda dum recurso para acabar, chato, enfadonho, difícil, sem fundamento.
A inspiração não vem. Antes, ia lá fora, fumava dois ou três cigarros e quando me voltava a sentar, em frente ao computador, sabia mais ou menos o que escrever.
Agora, levanto-me e vou lá fora na mesma, mas dou três voltas ao jardim e volto para dentro, frustrada e completamente vazia de novos pensamentos jurídicos.
Moral da história: ainda surgirá uma nova teoria médica em que, para além de associarem o tabaco a uma data de malefícios para a saúde, ainda o vão relacionar com uma inteligência maior e descoberta de novas invenções ou qualquer porra que o valha.
Podem crer.
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Do Estabelecimento da Maternidade
Até Metem Nojo
Chamam àquilo jogar?!
Foda-se, vão-se lavar por baixo!!!
Deviam ter perdido; era de maneira que se acabavam logo as peneiras.
Foda-se, vão-se lavar por baixo!!!
Deviam ter perdido; era de maneira que se acabavam logo as peneiras.
Cinema Nº ... Coiso
Não costumo desgostar dos filmes que este senhor faz. Normalmente são profundos e têm sempre uma ideia original a suster a coisa.
Não é o caso deste.
Não que as cenas de foda não estejam boas, que estão, e bem realizadas e tudo mais
; mas a história subjacente é fraquinha e assaz insípida, o que faz com que o filmes seja, afinal, um filme pornográfico como tantos outros só que realizado por um gajo francês e sobejamente conhecido.
O que é uma pena.
Não é o caso deste.
Não que as cenas de foda não estejam boas, que estão, e bem realizadas e tudo mais
; mas a história subjacente é fraquinha e assaz insípida, o que faz com que o filmes seja, afinal, um filme pornográfico como tantos outros só que realizado por um gajo francês e sobejamente conhecido.
O que é uma pena.
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Nonsense talking Nº ... Qualquer Coisa
- Sr. Y, não se esqueça que amanhã é o dia do julgamento. Esteja lá a horas para falarmos um pouco antes, está bem?
- Sim, Dra. Fique descansada.
(no dia seguinte:)
- Estou, Dra.? Já estou aqui.
- Aqui, onde?
- Na esquadra.
- Na esquadra?!
- Sim, então hoje não é o dia do julgamento?
- Mas o julgamento não é na esquadra, Sr. Y!
- Ai não? Então é onde?
- No tribunal, Sr. Y.
- Aaaaaaahhhh. Está bem, então vou lá ter, Dra.
- Sim, Dra. Fique descansada.
(no dia seguinte:)
- Estou, Dra.? Já estou aqui.
- Aqui, onde?
- Na esquadra.
- Na esquadra?!
- Sim, então hoje não é o dia do julgamento?
- Mas o julgamento não é na esquadra, Sr. Y!
- Ai não? Então é onde?
- No tribunal, Sr. Y.
- Aaaaaaahhhh. Está bem, então vou lá ter, Dra.
Nonsense Talking Nº ... Qualquer Coisa
(conversa via SMS com cliente)
- Sr. Y, envie-me por favor nome e morada completa da testemunha.
- Vou já mandar, Dra.
(envia o nome mas a morada está incompleta)
- Sr. Y., falta o código postal.
- Meu ou dele?
- Sr. Y, envie-me por favor nome e morada completa da testemunha.
- Vou já mandar, Dra.
(envia o nome mas a morada está incompleta)
- Sr. Y., falta o código postal.
- Meu ou dele?
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Informação Dramática
Daqui a um mísero mês, devo já estar de férias.
E o resto, interessa muito pouco.
E o resto, interessa muito pouco.
Qualquer Semelhança com a Realidade é Pura Coincidência - parte 52º
Mesmo assim à bruta.
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Teorias do Homicídio Qualificado
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Queixume do Fim-de-Semana Prolongado
Não haverá com certeza sentimento mais português do que andar aos pulinhos pela casa fora, todos contentinhos e alegres, só porque amanhã é feriado.
E se é feriado, não se trabalha.
E se não se trabalha, vai tudo a correr esticar-se ao sol.
E se vai tudo a correr esticar-se ao sol, normalmente vão todos abancar na Margem Sul.
E se vão todos abancar para a Margem Sul, significa que, para aqueles que lá vivem, é deveras chato e ninguém lá pode estar.
E é muito aborrecido. É uma merda, vá.
Toda a gente às cotoveladas uns aos outros, nas filas para os gelados, nas filas para as bebidas, nas filas do trânsito, e nas filas para a casa-de-banho. Mais os putos a berrar, mais os animais a jogar à bola, mais uns idiotas a correr entre toalhas que atiram areia para cima de toda a gente, mais aqueles que levam aqueles cãezinhos minúsculos para a praia, mais todo o santo povo no mesmo sítio ao mesmo tempo.
Vão para o caralho, foda-se.
Tomara que chova.
E se é feriado, não se trabalha.
E se não se trabalha, vai tudo a correr esticar-se ao sol.
E se vai tudo a correr esticar-se ao sol, normalmente vão todos abancar na Margem Sul.
E se vão todos abancar para a Margem Sul, significa que, para aqueles que lá vivem, é deveras chato e ninguém lá pode estar.
E é muito aborrecido. É uma merda, vá.
Toda a gente às cotoveladas uns aos outros, nas filas para os gelados, nas filas para as bebidas, nas filas do trânsito, e nas filas para a casa-de-banho. Mais os putos a berrar, mais os animais a jogar à bola, mais uns idiotas a correr entre toalhas que atiram areia para cima de toda a gente, mais aqueles que levam aqueles cãezinhos minúsculos para a praia, mais todo o santo povo no mesmo sítio ao mesmo tempo.
Vão para o caralho, foda-se.
Tomara que chova.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Ao Vivo e a Cores
E agora, para algo completamente diferente, um momento de verdadeira felicidade.
Não que seja meu hábito pespegar aqui as minhas trombas, até porque não desejo de forma alguma ser processada por gente que ganhou glaucomas à minha custa, mas este é um episódio particularmente especial.
Este senhor enorme que insiste em rodear-me com o seu bracinho é Simon Scarrow.
Simon Scarrow é autor de vários livros que já tive o privilégio de ler (e mandar bitaites a seguir aqui, como é meu apanágio) e um dos melhores autores da actualidade no que toca ao romance histórico, pelo que obviamente que não poderia perder a oportunidade de lhe pedir um ou dois autógrafos (pedi 3, na realidade).
Não é senhor de grandes falas (ou é muito tímido ou incrivelmente mal educado), mas é simpático o bastante para deixar-se fotografar ao lado de uma idiota com o sorriso mais estúpido alguma vez visto.
Têm de me perdoar; para além das hormonas que abundam no meu corpo e que operam as mais diversas transformações no meu cérebro já de si desguarnecido, não é todos os dias que se conhece um escritor predilecto.
Não que seja meu hábito pespegar aqui as minhas trombas, até porque não desejo de forma alguma ser processada por gente que ganhou glaucomas à minha custa, mas este é um episódio particularmente especial.
Este senhor enorme que insiste em rodear-me com o seu bracinho é Simon Scarrow.
Simon Scarrow é autor de vários livros que já tive o privilégio de ler (e mandar bitaites a seguir aqui, como é meu apanágio) e um dos melhores autores da actualidade no que toca ao romance histórico, pelo que obviamente que não poderia perder a oportunidade de lhe pedir um ou dois autógrafos (pedi 3, na realidade).
Não é senhor de grandes falas (ou é muito tímido ou incrivelmente mal educado), mas é simpático o bastante para deixar-se fotografar ao lado de uma idiota com o sorriso mais estúpido alguma vez visto.
Têm de me perdoar; para além das hormonas que abundam no meu corpo e que operam as mais diversas transformações no meu cérebro já de si desguarnecido, não é todos os dias que se conhece um escritor predilecto.
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Comentário Jurídico da Latrina
Touch Da Fishy
Lá está, para inimputável só me falta mesmo a sentença...
Qualquer Semelhança com a Realidade é Pura Coincidência - parte 50º
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Teorias do Homicídio Qualificado
Mais do Mesmo
A parte boa de ver "Game of Thrones" nesta temporada é que como não há livros onde basear a série, basicamente não há nada que aldrabar, visto que está tudo por fazer e tudo por dizer.
O que para mim é óptimo, diga-se.
Era deveras chato para a minha pessoa estar constantemente a espumar da boca ao ver todas as alarvidades que inventavam e todas as barbaridades que faziam acontecer sem o mínimo de adesão à realidade descrita na obra.
Assim é muito mais fácil e, diga-se, muito mais aliciante; o que antes era só uma adaptação de uma obra extraordinária tornou-se agora uma série quase extraordinária em si.
Nada mau.
Nada mau, mesmo
O que para mim é óptimo, diga-se.
Era deveras chato para a minha pessoa estar constantemente a espumar da boca ao ver todas as alarvidades que inventavam e todas as barbaridades que faziam acontecer sem o mínimo de adesão à realidade descrita na obra.
Assim é muito mais fácil e, diga-se, muito mais aliciante; o que antes era só uma adaptação de uma obra extraordinária tornou-se agora uma série quase extraordinária em si.
Nada mau.
Nada mau, mesmo
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Piadas de Propriedade Privada,
Posição Doutrinária
O Sr. Presidente
Entretanto, o Ti Marcelo, todo contente por ser finalmente Presidente da República (e, porra, há muito tempo que não via uma pessoa tão feliz por ocupar um cargo público) já começou a fazer das suas.
Ai e tal tenho dúvidas sobre as barrigas de aluguer.
Exacto, ponham um padreca a decidir sobre estas coisas, ponham e quando deram por isso estamos de volta aos tempos em que a interrupção voluntária da gravidez também era proibida.
Enfim, com este ser naquele cargo, diria eu, é, desafortunadamente, o mínimo que se pode esperar...
Ai e tal tenho dúvidas sobre as barrigas de aluguer.
Exacto, ponham um padreca a decidir sobre estas coisas, ponham e quando deram por isso estamos de volta aos tempos em que a interrupção voluntária da gravidez também era proibida.
Enfim, com este ser naquele cargo, diria eu, é, desafortunadamente, o mínimo que se pode esperar...
I'm Back Again ... Naturally
Não me lembro de ter feito tamanho interregno neste espaço.
Meses havia que escrevia pouco, meses havia que escrevia demais, só coisas parvas maioritariamente. Mas escrevia sempre alguma coisa, mais que não fosse vinha cá postar uma música ranhosa qualquer, daquelas que costumo ouvir. Nestes últimos tempos, nem isso.
Pensava em mil coisas para escrever, mas acabava por nunca o fazer. A azáfama do dia-a-dia também não ajudou grande coisa, e havia sempre alguma coisa mais premente que vir ao espaço que me acompanha já há quase 9 anos, sem nunca me falhar. E eu acabei por lhe falhar.
Porém, tive um bom motivo. Um grande motivo.
Um motivo que me tira o folego e me enche ainda de surpresa. Um motivo que me faz ter mais medo do que alguma vez tive e, simultaneamente, me faz sentir mais adulta e completamente diferente do que tenho sido até agora.
Quem é que estou a tentar enganar?
Preciso de me queixar e de expiar todos os meus temores e nada melhor do que recorrer ao depositário de parvoíces que tem sido um belo escape ao longo de todos estes anos.
Preciso de exorcizar todo o queixume de batalhar dentro de mim para sair antes que me deixe louca. Haverá razão melhor para voltar?
Volto um pouco mais pesada, já está bom de ver.
Mas é um peso bom. Muito bom.
Meses havia que escrevia pouco, meses havia que escrevia demais, só coisas parvas maioritariamente. Mas escrevia sempre alguma coisa, mais que não fosse vinha cá postar uma música ranhosa qualquer, daquelas que costumo ouvir. Nestes últimos tempos, nem isso.
Pensava em mil coisas para escrever, mas acabava por nunca o fazer. A azáfama do dia-a-dia também não ajudou grande coisa, e havia sempre alguma coisa mais premente que vir ao espaço que me acompanha já há quase 9 anos, sem nunca me falhar. E eu acabei por lhe falhar.
Porém, tive um bom motivo. Um grande motivo.
Um motivo que me tira o folego e me enche ainda de surpresa. Um motivo que me faz ter mais medo do que alguma vez tive e, simultaneamente, me faz sentir mais adulta e completamente diferente do que tenho sido até agora.
Quem é que estou a tentar enganar?
Preciso de me queixar e de expiar todos os meus temores e nada melhor do que recorrer ao depositário de parvoíces que tem sido um belo escape ao longo de todos estes anos.
Preciso de exorcizar todo o queixume de batalhar dentro de mim para sair antes que me deixe louca. Haverá razão melhor para voltar?
Volto um pouco mais pesada, já está bom de ver.
Mas é um peso bom. Muito bom.
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Piadas de Propriedade Privada,
Posição Doutrinária
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Today's Mood ou a Ronda do Queixume
Hoje é daqueles dias em que só me apetece pegar num taco de baseball e começar a distribuir fruta coim ele pelas pinhas de todas as avestruzes com quem tenho o azar de me cruzar constantemente e que, desafortunadamente, fazem parte do meu quotidiano.
E contra isto, um batatal inteiro.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Lolão
Não é que seja espectadora assídua do Walking Dead, mas dei por mim a ver a parte final do episodio final da última temporada, aquela de que todos falam porque, afinal, não se sabe quem é que foi assassinado.
No entanto, na minha mente torcida, esta era a única imagem que me surgia:
Mas isso sou eu, que para inimputável só me falta a sentença.
No entanto, na minha mente torcida, esta era a única imagem que me surgia:
Mas isso sou eu, que para inimputável só me falta a sentença.
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O Direito tornou-me inimputável
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 54
Quando comecei nesta vida, e agora parece que ando nas esquinas a vender o corpo quando, na verdade, só queria dizer quando principiei a minha jornada na judicatura, adorava fazer serviço de rua.
Tudo servia para sair debaixo da asa do patrono, que era chato como a potassa, não que agora tenha deixado de ser, está até pior se for possível tal façanha, a diferença agora é que já me estou positivamente a cagar.
Portanto, conservatórias, notários, finanças, juntas de freguesia, era um festival, corria tudo e fazia tudo para demorar sempre o mais possível; andar na boa vai ela é que é bom.
Agora, cada vez que tenho que ir à rua é um suplício, tamanha a preguiça que sobre mim se abateu. Só de pensar no caminho todo até chegar ao destino, das pessoas que vou ter que ver e aturar, começam-me logo a dar os calores e arranjo todas as desculpas e mais algumas para não ir.
Isto porque, sendo eu um bicho que odeia usar do direito de atendimento preferencial (normalmente sou mal atendida e insultada pela populaça em fúria), cada vez que chego a uma qualquer repartição pública, só há disto:
Tudo servia para sair debaixo da asa do patrono, que era chato como a potassa, não que agora tenha deixado de ser, está até pior se for possível tal façanha, a diferença agora é que já me estou positivamente a cagar.
Portanto, conservatórias, notários, finanças, juntas de freguesia, era um festival, corria tudo e fazia tudo para demorar sempre o mais possível; andar na boa vai ela é que é bom.
Agora, cada vez que tenho que ir à rua é um suplício, tamanha a preguiça que sobre mim se abateu. Só de pensar no caminho todo até chegar ao destino, das pessoas que vou ter que ver e aturar, começam-me logo a dar os calores e arranjo todas as desculpas e mais algumas para não ir.
Isto porque, sendo eu um bicho que odeia usar do direito de atendimento preferencial (normalmente sou mal atendida e insultada pela populaça em fúria), cada vez que chego a uma qualquer repartição pública, só há disto:
Pensamentos que Me Ocorrem Enquanto cabeceio Alegremente em Cima do Expediente
Acaso a sonolência que carrego em mim fosse passível de pagar alguma espécie de imposto, a esta altura do campeonato, já estava insolvente.
terça-feira, 5 de abril de 2016
The Panama Papers
A pior parte, diria eu, de se ser adulta é o cinismo e o descrédito que se tem no mundo e em quem o habita.
Não é que concorde em absoluto com a 'evasão' que estas condutas comportam, mas, quer dizer, é assim tão estranho que os abastados ponham a cheta ao fresco?!
Nunca visto ...
Não é que concorde em absoluto com a 'evasão' que estas condutas comportam, mas, quer dizer, é assim tão estranho que os abastados ponham a cheta ao fresco?!
Nunca visto ...
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Posição Doutrinária
Qualquer Coisa Serve
Sou uma vergonha de uma blogger, essa é a verdade.
Não sou capaz de arranjar meia dúzia de minutos diários para vir aqui escrever uma alarvidades, deixar um post estúpido de gatos, uma música foleira daquelas que só eu consigo ouvir ou simplesmente um 'estou vida, ó para mim aqui tão bela'.
Antes andava sempre nesta vida, a pesquisar porras para colocar aqui, a destilar os meus ódios e a elaborar grandes teorias do queixume para a posteridade.
Não que alguma coisa desse mundo tenha findado; continuo a guardar coisas em pastinhas para colocar aqui mais tarde - só que alguma não cegam a ver nunca a luz do dia; continuo a ter imensos ódios para destilar - apenas elaboro os homicídios na minha cabeça em vez de os escrever; continuo a ter bastante com que me queixar - só que às vezes meto para dentro em vez de mandar umas caralhadas, como devia ser.
Vamos inverter esta tendência, shall we?
Está oficialmente (re)aberta a época da queixinha e dos habitués do estaminé.
Não sou capaz de arranjar meia dúzia de minutos diários para vir aqui escrever uma alarvidades, deixar um post estúpido de gatos, uma música foleira daquelas que só eu consigo ouvir ou simplesmente um 'estou vida, ó para mim aqui tão bela'.
Antes andava sempre nesta vida, a pesquisar porras para colocar aqui, a destilar os meus ódios e a elaborar grandes teorias do queixume para a posteridade.
Não que alguma coisa desse mundo tenha findado; continuo a guardar coisas em pastinhas para colocar aqui mais tarde - só que alguma não cegam a ver nunca a luz do dia; continuo a ter imensos ódios para destilar - apenas elaboro os homicídios na minha cabeça em vez de os escrever; continuo a ter bastante com que me queixar - só que às vezes meto para dentro em vez de mandar umas caralhadas, como devia ser.
Vamos inverter esta tendência, shall we?
Está oficialmente (re)aberta a época da queixinha e dos habitués do estaminé.
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Comentário Jurídico da Latrina,
Posição Doutrinária
terça-feira, 29 de março de 2016
segunda-feira, 28 de março de 2016
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Tirando o pequeno pormenor de ter uma letrinha do tamanho de formigas (e de eu estar tão velha que já nem consigo ler um livro com um tamanho de letra a menos sem me queixar), está muito bem.
segunda-feira, 7 de março de 2016
Coisa Mai Linda
Desculpem lá, agora assim esta tirada do nada, mas este penteadinho parte-me toda.
Está mesmo à maneira. Tão lindo que nem sei que lhe diga.
A somar às meias sobrancelhas (presumo que seja moda lá para aquelas bandas, não sei), fica assim qualquer coisa digna de nota.
Pois que calha assim.
Está mesmo à maneira. Tão lindo que nem sei que lhe diga.
A somar às meias sobrancelhas (presumo que seja moda lá para aquelas bandas, não sei), fica assim qualquer coisa digna de nota.
Pois que calha assim.
30, Caralh*
Tenho 30 anos.
30.
30 anos.
Lembro-me de ser pequena, ouvir não-sei-quem dizer que fulano ou sicrano tinha 25 anos e eu achar, coitado, está mesmo velho e com os pés para a cova.
Agora tenho eu 30 anos e parece-me que só agora é que a vida começou. Parece que ainda agora acabei o curso, que ainda agora comecei a trabalhar, qua ainda agora me agreguei à Ordem, que ainda agora me casei. Parece mesmo que ainda tenho vinte e poucos anos e que a vida acabou de começar.
Talvez não. Talvez esteja mesmo a ficar velha, talvez esteja a perder a frescura dos anos. Talvez.
O caminho até aqui não foi nada mau. Espero que o que estará para vir também não seja nada de se deitar fora.
Não sei.
Uma coisa é certa: tenho uma família e uns amigos extraordinários. E essa é a melhor prenda que alguma vez me foi oferecida. A única coisa que pretendo é que assim se mantenha, por muitos e longos anos.
O resto, que ça foda.
30.
30 anos.
Lembro-me de ser pequena, ouvir não-sei-quem dizer que fulano ou sicrano tinha 25 anos e eu achar, coitado, está mesmo velho e com os pés para a cova.
Agora tenho eu 30 anos e parece-me que só agora é que a vida começou. Parece que ainda agora acabei o curso, que ainda agora comecei a trabalhar, qua ainda agora me agreguei à Ordem, que ainda agora me casei. Parece mesmo que ainda tenho vinte e poucos anos e que a vida acabou de começar.
Talvez não. Talvez esteja mesmo a ficar velha, talvez esteja a perder a frescura dos anos. Talvez.
O caminho até aqui não foi nada mau. Espero que o que estará para vir também não seja nada de se deitar fora.
Não sei.
Uma coisa é certa: tenho uma família e uns amigos extraordinários. E essa é a melhor prenda que alguma vez me foi oferecida. A única coisa que pretendo é que assim se mantenha, por muitos e longos anos.
O resto, que ça foda.
sexta-feira, 4 de março de 2016
terça-feira, 1 de março de 2016
Tenho sempre mixed feelings relativamente a "Game of Thrones", já que adoram aldrabar a porra da série toda com historietas estúpidas que nunca na vida foram escritas pelo autos, mas agora que nesta série há a promessa generalizada de que não haverá lugar a aldrabices (porque ainda não há livro) sinto assim uma espécie de saudade da coisa.
Deve passar-me depressa quando Abril chegar, cheira-me...
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Ainda Sobre os Oscars
O Tom Hardy ia bem bom e podre de estiloso, como, aliás, é seu apanágio, mas a porca que levou com ele estava boa era para ir apanhar azeitona.
Leo and the Oscar
Depois de muitos, muitos anos a sofrer e a penar injustamente, finalmente Dicaprio leva o Oscar para casa.
Devo dizer que fiquei agradada; há muito que o considero um actor de mão cheia e que já era tempo de um reconhecimento à escala global.
Porém, há que deixar uma nota: o papel em The Revenant não foi o melhor que fez até à data. Até porque o filme não é consensual (eu gostei, apesar de tudo). Outras interpretações terão merecido aplauso superior, como é o caso, e este é só um pequeno exemplo, de O Lobo de Wall Street.
vale pelo esforço, pela perseverança e pelo talento demonstrado ao longo de todos estes anos.
Très bien!
Devo dizer que fiquei agradada; há muito que o considero um actor de mão cheia e que já era tempo de um reconhecimento à escala global.
Porém, há que deixar uma nota: o papel em The Revenant não foi o melhor que fez até à data. Até porque o filme não é consensual (eu gostei, apesar de tudo). Outras interpretações terão merecido aplauso superior, como é o caso, e este é só um pequeno exemplo, de O Lobo de Wall Street.
vale pelo esforço, pela perseverança e pelo talento demonstrado ao longo de todos estes anos.
Très bien!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Ai Sim?
O capitalismo selvagem é uma coisa horrenda, que destrói a sociedade e leva o homem pelos caminhos da decadência.
Digo eu, que nada sei, nem pretendo saber, mas sou obrigada a levar com esta ideologia estúpida todos os dias pelas trombas abaixo.
O ilustre edifício que alberga o meu domicilio profissional tem aquecimento central movido a força de uma caldeira toda maricas, cheia de tecnologias e porras, movida, por sua vez, a gasóleo, muito lindo e cheiroso e caro como a gaita, que é armazenado num depósito industrial algures nas entranhas do jardim.
Para aquecer a casa, estão radiadores em todas as salas, nas salas maiores há mais do que um, havendo os ditos bichos nas casas-de-banho.
Sucede, porém, como tudo na vida, nem tudo são rosas, e a maravilha do aquecimento haveria de ter algum defeito: quando as portas ou janelas estão abertas, pela maior entrada de ar que arrefece o espaço, a caldeira começa a trabalhar com maior vigor para compensar o arrefecimento provocado pela circulação de ar extra, gastando na proporção da força empreendida.
Houve um desgraçado que, vendo-se aflito, resolveu, à hora do almoço, ir aliviar a sua tripa. Foi cagar, portanto. E como não queria que ninguém levasse com o cheiro da sua bufa enquanto trabalhava, abriu a janela da casa-de-banho em basculante para o perfume se evaporar mais depressa. Mas não desligou o radiador, pelo que a caldeira dançava alegremente na sua casinha enquanto meio depósito ia à viola.
Eis que chega a besta e, deparando-se com o cenário supra descrito, dá um grito para meia casa ouvir: "Quem é que foi arrear o calhau?"
Face à estranheza da questão, toooooooda a gente parou o que estava a fazer e ficou a ouvir. "Então os meninos não sabem que não podem abrir a janela no inverno, que a caldeira gasta muito?! Julgam que andamos a roubar?!"
Alguém lhe deve ter dito (provavelmente foi o cagão) que, caso não abrisse a janela, ficava a cheirar a ETAR pela casa fora e não havia direito de fazer as pessoas trabalhar literalmente num ambiente de merda.
Ficámos, assim, a ser que, para o nosso ilustre patronato, mais vale ter cheiro pestilento e merdoso, a colar-se às nossas peles e roupas, a agoniar-nos até à 15ª geração, do que gastar um milésimo de mililitro de gasóleo a mais por causa do aquecimento.
Portanto, aqui, nesta casa, mais vale levar com a bomboca do cheirinho a cagalhão acabado de fazer do que gastar mais um cêntimo que seja no filha-da-ganda-puta do gasóleo.
Nem vale a pena tecer mais comentários; tudo fala por si, não é verdade??
E por aí?
Digo eu, que nada sei, nem pretendo saber, mas sou obrigada a levar com esta ideologia estúpida todos os dias pelas trombas abaixo.
O ilustre edifício que alberga o meu domicilio profissional tem aquecimento central movido a força de uma caldeira toda maricas, cheia de tecnologias e porras, movida, por sua vez, a gasóleo, muito lindo e cheiroso e caro como a gaita, que é armazenado num depósito industrial algures nas entranhas do jardim.
Para aquecer a casa, estão radiadores em todas as salas, nas salas maiores há mais do que um, havendo os ditos bichos nas casas-de-banho.
Sucede, porém, como tudo na vida, nem tudo são rosas, e a maravilha do aquecimento haveria de ter algum defeito: quando as portas ou janelas estão abertas, pela maior entrada de ar que arrefece o espaço, a caldeira começa a trabalhar com maior vigor para compensar o arrefecimento provocado pela circulação de ar extra, gastando na proporção da força empreendida.
Houve um desgraçado que, vendo-se aflito, resolveu, à hora do almoço, ir aliviar a sua tripa. Foi cagar, portanto. E como não queria que ninguém levasse com o cheiro da sua bufa enquanto trabalhava, abriu a janela da casa-de-banho em basculante para o perfume se evaporar mais depressa. Mas não desligou o radiador, pelo que a caldeira dançava alegremente na sua casinha enquanto meio depósito ia à viola.
Eis que chega a besta e, deparando-se com o cenário supra descrito, dá um grito para meia casa ouvir: "Quem é que foi arrear o calhau?"
Face à estranheza da questão, toooooooda a gente parou o que estava a fazer e ficou a ouvir. "Então os meninos não sabem que não podem abrir a janela no inverno, que a caldeira gasta muito?! Julgam que andamos a roubar?!"
Alguém lhe deve ter dito (provavelmente foi o cagão) que, caso não abrisse a janela, ficava a cheirar a ETAR pela casa fora e não havia direito de fazer as pessoas trabalhar literalmente num ambiente de merda.
Ficámos, assim, a ser que, para o nosso ilustre patronato, mais vale ter cheiro pestilento e merdoso, a colar-se às nossas peles e roupas, a agoniar-nos até à 15ª geração, do que gastar um milésimo de mililitro de gasóleo a mais por causa do aquecimento.
Portanto, aqui, nesta casa, mais vale levar com a bomboca do cheirinho a cagalhão acabado de fazer do que gastar mais um cêntimo que seja no filha-da-ganda-puta do gasóleo.
Nem vale a pena tecer mais comentários; tudo fala por si, não é verdade??
E por aí?
Leituras ... Qualquer Coisa Serve
Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
É a voz de alguem que nos falla,
Mas que, se escutamos, cala,
Por ter havido escutar.
E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos,
Que ella nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.
São ilhas afortunadas,
São terras sem ter logar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos dispertando,
Cala a voz, e ha só o mar.
Não serão necessárias mais palavras.
Amostra de Gato XXVIII
Diz que hoje é dia mundial do gato.
Não sei bem se esta coisa que habita lá em casa se pode considerar gato (é mais um sorvedor de comida, maldisposto, malcriado e resmungão), mas é o que se arranja.
Não sei bem se esta coisa que habita lá em casa se pode considerar gato (é mais um sorvedor de comida, maldisposto, malcriado e resmungão), mas é o que se arranja.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Na senda das coisas que não interessam a ponta de um chaveiro, sempre se dirá que até num filme já de si interessante e carregado de acção como Mad Max: Fury Road, Tom Hardy salta à vista de qualquer expectador incauto que, mesmo porco, bruto e sisudo, é o maior lá da aldeia dele, porra.
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Benfeitorias Voluptuárias
Coisas Que Vejo Por Aí # 34
Não que isto interesse ponta de um corno ressequido, mas esta porra é mesmo, mesmo boa.
E era só isto.
E era só isto.
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Comentário Jurídico da Latrina
Leituras ... Qualquer Coisa Serve
Fiz um grande esforço para me manter acordada durante dois terços do livro, juro.
Não só porque a história só começa a ficar realmente interessante lá mais para o fim, mas porque, para além das partes descritivas absolutamente medonhas, ainda se observam as mentalidades "poucochinhas" de outros tempos que só me irritam porque as reconheço em pessoínhas que vejo por aí.
Tirando isso, não está mal.
Não só porque a história só começa a ficar realmente interessante lá mais para o fim, mas porque, para além das partes descritivas absolutamente medonhas, ainda se observam as mentalidades "poucochinhas" de outros tempos que só me irritam porque as reconheço em pessoínhas que vejo por aí.
Tirando isso, não está mal.
Cinema Nº ... Coiso
Não será o melhor filme de Tarantino.
Não que não seja bom, atenção. É.
A banda sonora é extraordinária, a fotografia está maravilhosa e a densidade das personagens é digna de nota.
O problema é o argumento, que é assim a modos que um tanto rebuscado. Tanto que se torna parvo.
Mas a coisa boa de ver as obras de Tarantino é que este homem nunca perde o norte a si próprio e, mesmo com todos aqueles chavões dignos de si, consegue sempre contar uma coisa nova.
Bonzinho, vá.
Não que não seja bom, atenção. É.
A banda sonora é extraordinária, a fotografia está maravilhosa e a densidade das personagens é digna de nota.
O problema é o argumento, que é assim a modos que um tanto rebuscado. Tanto que se torna parvo.
Mas a coisa boa de ver as obras de Tarantino é que este homem nunca perde o norte a si próprio e, mesmo com todos aqueles chavões dignos de si, consegue sempre contar uma coisa nova.
Bonzinho, vá.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Cinema Nº ... Coiso
Nada de drama, nada de fatalidades, nada de choros compulsivos nem gente a fingir que morre de desgosto. Até a música é sóbria.
Não percebo, no entanto, a nomeação da Rachel McAdams para melhor atriz secundária; o papel é tão insípido como a própria, que deve ser a coisinha mais sem talento que anda por aí.
Muito bom, no geral.
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