sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mas Qu'É Isto?!

Tuomas, seu paspalho.
Ai casaste, foi?
Ai não disseste nada, é?
Com essa delambida, feia como os trovões e ainda por cima com idade para ser tua filha, pois então?!

Toma, puta:

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Alan Rickman 1946 - 2016

Não posso crer. Simplesmente não posso.
Como é que este homem desapareceu?
Como pôde isto suceder?
Porra mais a isto.





Cinema Nº ... Coiso


Não que seja grande amante da saga, mas sei reconhecer um bom filme quando o vejo.
É claramente o caso deste; absolutamente brutal.
Venham mais!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

David Bowie 1947 - 2016

Nem parece real, mas a verdade é que desapareceu um dos maiores ícones da música deste século e do século XX.
Deixa, no entanto, um legado imenso que o fará imortal.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Salty As Fuck - 11

Tenho um problema com a desonestidade intelectual.
Estou profundamente convicta que esta figura anda de mãos dadas com a inveja latente.
De mãos dadas... andam a comer-se forte e feio, é o que é, numa jarvardice pegada, repleta de badalhoquice e sado-maso.

Há uns tempos, fiz um julgamento de um crime de burla agravada.
A matéria em causa era confusa, muito intrincada e até para se perceber a mecânica da alegada burla era preciso um considerável esforço de concentração, sob pena de não se perceber um boi daquilo que estava ali a ser discutido.

Escusado será dizer que, na qualidade de defensora de um dos arguidos, fiz os possíveis para me valer da confusão inerente à própria situação e dificultar a prova ao máximo, coisa que, diga-se, fiz brilhantemente em conluio com o Colega, defensor do co-arguido. Saiu tão bem, mas tão bem que não se fez prova nenhuma, o que enfureceu deveras o magistrado do Ministério Público.

Estava tão fulo, o moço, coitadinho. Todo ele era frustração, o pobre. E todo ele era filha-da-putice, pois que, furioso de não poder ver mais não sei quantos gandins na pildra, que é essa a sua missão de vida, livrar a sociedade da escumalha que comete crimes e cenas, em alegações finais, não vai de modas e resolve dar um ar de sua graça sem gracinha nenhuma: "a prova não se fez, não por especial mérito da defesa, mas porque o Ministério Público, que tem o ónus da prova, não logrou provar aquilo a que se propunha".

Grandessíssimo e alternadíssimo cabrão. "Não por especial mérito da defesa"?! Oi?! Mas então?!
O que me parece é que há uma grande falta capacidade de enxergar convenientemente e uma invejazinha porca a segredar-lhe ao ouvido.
Incapaz de admitir o mérito alheio, não resiste à desonestidade, lá está, de atacar o que não merece reparo.

Atribui esta mui ilustre tirada ao facto daquele animal, cheio de calos na mão direita, já se vai perceber porquê, não ver uma mulher desde a implantação da República e, por isso, ter feito um veto ao banho mais ou menos desde a Revolução dos Cravos e que a porcaria entranhada tenha chegado ao cérebro. Fiz-lhe aquele arzinho de nojo porreiro em que me tornei perita e mandei-o foder-se. Quando chegar a sentença, levas com ela pelas trombas abaixo, borrego da porra.

Pensava eu, na minha inocência, que tinha sido um episódio isolado e que coisas destas não ocorrem assim tão frequentemente quanto isso.
Enganei-me. Não porque sou de facto inocente mas porque tenho, afinal, memória curta. Porque efectivamente me esqueci para quem trabalho há já 5 anos. E porque me esqueci da cepa de que este charolês é feito.

Estive entretida a fazer uma qualquer peça processual que, falta-se-me a modéstia, estava porreira, pá. Bem feitinha, cheia de referências doutrinárias, outras tantas jurisprudenciais, estava mesmo boazinha, a gaja. Vai parar à mesa da besta, para análise. Volta para a minha, pela mão do próprio. "Pode enviar", diz ele, "acrescente só aqui que vai juntar este e este documento. No global, não está mal. Continue."
"Não está mal", ó meu coirão de merda?!
Cai-te um tomate por fazer um elogio a cada 5 anos?
E "não está mal" porquê, porque não foste tu que fizeste, não é? Porque se fosses havias de fazer uma bela coisa, que as coisas que tu fazes são todas para cima de espectaculares, as que os outros fazem ou são uma merda ou não estão mal. Peça em que não se corrige nada é uma chatice; mais valia ter sido feito por um aluno da primária porque assim dava gozo na hora de mandar vir, era um festival. Certo?

Palmas para o reconhecimento pelo trabalho prestado. Vale muito a pena uma pessoa esforçar-se.
A tromba que fiz deve ter reflectido o texto supra, porque o carneiro olhou para mim e, com um sorrisinho macaco, ainda diz: "Não se pode elogiar muito as pessoas que a seguir só fazem asneiras".

Fiquei eu muito abespinhada com o procurador punheteiro para nada.
Vivo com um há estes anos todos e é disto a toda a hora.
Não sei de que me queixo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Vá Lá, Vá Lá...

Afinal sempre choveu um bolinho-rei para estas paragens.
E estava bom que doía, caraças.
Este mesmo bolo, que tem ganho tudo o que é concurso de bolos da especialidade por estas paragens, desapareceu em menos de nada.
Porque cada um comeu três fationas. E mais houvesse.
Ainda bem que já acabaram as festas; qualquer dia não há calças que me sirvam.

Dia de Reis

Houve uma época nesta casa de tristes em que o dia de reis era comemorado à grande, com o melhor bolo-rei que esta terra sinistra tem para oferecer (a sério, é mesmo bom), com bebidas quentes e muita galhofa.
Houve uma época assim, houve. Mas já passou.
O que não deixa de ser deveras penoso.


















É que a porra do bolo é mesmo bom, caraças.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

In Loving Memory Of

Três longos anos passaram e ainda vejo o teu sorriso e oiço a tua voz quando fecho os olhos.

Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - Parte 46ª


Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve

Falar só por falar é fácil, não custa nada e faz um brilharete tremendo.
Uma coisa parece-nos mal, soa mal e cheira ligeiramente mal à distância e toca de falar horrivelmente sobre a tal coisa.
É fácil, mas também extremamente perigoso.
É assim que nascem os preconceitos e as ideias mais parvas de sempre. Do falar sem conhecer e julgar todos os livros pelas suas odiosas capas. É feio, muito feio.

No entanto, na minha pessoa, coisas as há que não resultam tão bem com esta premissa.
Isto porque há um elemento em mim, seja instinto, seja estupidez, que me permite de antemão e sem nada saber sobre uma coisa dizer, com toda a propriedade, não gosto.

Ainda antes de ler, já sabia de antemão que não gostava de Nicholas Sparks.

Vi um único filme baseado numa obra escrita por ele (As Palavras que Nunca te Direi) e jurei para nunca mais; ainda nem tinha chegado a meio do filme e já estava intoxicada com o cheiro a azeite. Ainda por cima, é só tragédia e a história acaba mal, mal, mal, o que só dá vontade não só de chorar como de cortar os pulsos por se ter perdido tempo de vida a ver semelhante merda.

Muitas pessoas do meu trato, no entanto, leem frequentemente as obras que este autor publica, são seguidores religiosos, vão ao cinema ver a adaptação, ficam muito contentinhos a ler e a ver a história. Apesar de me fazer repensar muitas vezes nas relações de amizade que tenho, respeito o gosto que cultivam e, como não me tentam evangelizar para passar gostar, fine by me.
Nunca tinha lido nada de Sparks e era relativamente feliz na minha escolha.

Até há bem pouco tempo em que, desafortunadamente, fiquei sem nada para ler e fui desencantar este livro a uma prateleira poeirenta, há muito esquecida.

Não é que tenha algum prazer em afirmar aos quatro ventos que tenho sempre razão (... ok, tenho um bocadinho, mas é pouco ...) mas já sabia que não ia gostar.

E não me enganei.
Detestei.
Mesmo.

Fiz um enorme esforço, intelectual e até mesmo físico, para conseguir levar até ao fim a empreitada de leitura. Há anos que não fazia um tão grande esforço para não atirar um livro pela janela fora e atentem que estamos a falar da mesma pessoa que, voluntariamente e muito antes de ser leitura obrigatória a português, leu Os Maias, Uma Família Inglesa e A Morgadinha dos Canaviais. Portanto, tenho alguma resistência a literatura exasperante.

Mas isto é demais. É mau demais, triste demais, pobre demais, estúpido demais, lamechas demais.
Uma história sem pés nem cabeça, um moralismo encapotado a meter dó, só com frases feitas, verdadeiramente medonhas e arrepiantes.
Há sempre uma tragédia qualquer nas histórias de Sparks: ou têm cancro, ou são órfãos, ou a família não gosta deles, ou morrem de acidentes de viação.
Nesta história, há de tudo um pouco, portanto já conseguem ver a qualidade da obra.
Esperava, não obstante, que existissem descrições de fazedura de amor terno e doce, ou filmi di fóda, como costumo dizer várias vezes ao dia, como não houvesse amanhã, já que é isso que salta à vista em filmes que tiveram por base a obra deste senhor, mas nada. Nada de nada.
Puta que pariu esta merda, a sério.

Nem tuuuuudo é mau, há que dizê-lo sem medo. O retrato da perda e do desgosto é francamente boa e a última carta que o personagem Ira escreve à mulher já falecida é verdadeiramente enternecedora. Fora isso, uma bosta.

Ao pesquisar na web a imagem supra, dei com o trailer (vão, portanto, fazer mais uns milhões com uma história de merda e encher as cabeças das pessoas de póneis e confettis) e, já aí, dá para perceber que até nas histórias parvas e insípidas aldrabam o guião e que nada, mas mesmo nada corresponde à realidade literária.
Um nojo, portanto.

Till Lindemann

Ontem também foi dia de anos deste senhor, é importante não esquecer.
Um bocado velhote e tal, mas igual a si próprio.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Ano Novo

E a frase da noite não podia deixar de ser: "quando penso em ti, tudo é lamechas e pachacha"

Feliz ano de 2016!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Do Piropo que Agora É Crime

Obviamente que existirão outros assuntos mais prementes que ainda não têm resolução à vista.

Claro que há outras preocupações a que a Assembleia da República e o Governo têm de atender.

Toda a gente percebe isto, mas estão, pelos vistos, com sérias dificuldades em perceber também que esta 'coisa' do piropo também é uma coisa séria.


E o motivo de tanta estranheza, meus caros, é triste, mas tem de ser dito: para além de ligeiramente obtusos, são homens.
E não compreendem o que é ir descansadinho no meio da rua e ouvirem barbaridades e obscenidades que vos fazem sentir pouco seguros e pouco lavados.
No simples acto de andar na rua.
No seu próprio país.
Num país supostamente livre, em que os cidadãos vivem em suposta segurança.

Não percebem porque acham que isto é conversa de feminista, de gente desocupada que se ofende com tudo e mais alguma coisa ou, de longe a minha preferida, conversa de púdicas que se acham no direito de se sentir ofendidas mas no fundo só querem levar com ele à bruta. Não percebem porque são homens e porque curiosamente aos homens nunca ninguém se lembrou de gritar "comia-te todo" ou "saca-me um bico", sob pena de levarem um enxerto de porrada pelas ventas abaixo.

A esses queridos, só desejo uma coisa: que venham a ter FILHAS. Muitas filhas. Raparigas giras, saudáveis e bem feitas, ou não, também podem ser porcas e mal jeitosas, mas não obstante, mulheres, e que queiram andar na rua à vontadinha e que lhe salte ao caminho um ou dois ordinários a dizer estas alarvidades.

Para ver se gostam.

Coisas Que Vejo Por Aí # 31

Mais uma oferenda de Natal, à qual vinham acopladas quatro magníficas contas.
E não é que gosto disto, mas mesmo assim como o caraças?!

(Não) Desejos para 2016

Não vou pedir nada para 2016, a não ser saúde, como dizem os velhos.

Já perdi a conta às coisas que peço e que nunca se concretizem, já perdi a conta às coisas que me tiram, que me arrancam e levam para longe.

De 2013 para cá não tenho feito mais nada senão enterrar os meus entes queridos. Fiquei vazia da sua presença e tenho em mim uma saudade crescente a cada dia de passa e que não consigo apaziguar.
Razão pela qual quero que se foda tudo.



Saúdinha da boa para toda a gente!

Tuomas, filho, Tu Desculpa ...




Não sei se abonará grande coisa a favor do álbum, mas a verdade é que fica muito melhor em instrumental.
Todo o álbum.
Porque as músicas capazes ficam excelentes e as que não valem a ponta de um corninho ficam assim a modos que para lá de boas.

Ai a Porra - Volume ... Tipo Cenas

É triste envelhecer.
Já foram os tempos áureos, é a conclusão a que tenho chegado nestes dias.
Nada mais será igual ao que um dia foi e é deveras triste.



Tanto palavreado idiota para dizer que já não consigo enfardar como antigamente enfardava na época natalícia, fazendo misturas inimagináveis, comendo caixas e caixas de chocolates, aviando pratadas de rabanadas, fazendo uma javardice digna de um suíno, sem ficar com uma crise de fígado e um desarranjo do trato gástrico como aquele em que tenho andado nos últimos dias.

Merda para mim.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Lemmy Kilmister 1945 - 2015

Hoje é um dia muito triste para o rock.

Coisas Que Vejo Por Aí #30

Ofertado por ocasião do Natal.
Só tenho a dizer coisas boas.
As tonalidades são lindas, a pigmentação é excelente, a caixa que vem forrada num veludinho espectacular cabe em qualquer bolso e é a alegria do meu ser. Ó para mim capitalista da maquilhagem.
I'm in love.

Amostra de Gato XXVII

'Há chá? Apetece-me chá', diz ele já com os bigodes enfiados na chávena.
Não há remédio para isto...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 53

Ainda sou do tempo em que aquele órgão espectacular da Ordem dos Advogados que está mais próximo dos que trabalham na área metropolitana de Lisboa, que nos dá formação e aulas e coisas boas e cenas se chamava Conselho Distrital de Lisboa. Obviamente que ninguém se referia à coisa como Conselho Distrital de Lisboa, toda a gente tratava por CDL. Era muito mais fácil e rápido: o CDL isto, o CDL aquilo, e estava a andar de lambreta.

Porém, recentemente resolveram mudar o nome ao bicho e chamar-lhe Conselho Regional de Lisboa.
Tudo muito bem, porém, resolveram formar também uma sigla, à semelhança do que acontecia anteriormente, e a brilhante abreviatura surgida é, nada mais nada menos, que CRL.

Esta seria uma não-questão para uma pessoa normal; porém, para a minha pessoa, é uma forte de hilaridade, dado que, tendo vivido grande parte da minha existência em centros urbanos duvidosos, 'crl' é a abreviatura óbvia para aquela tão querida palavra do vernáculo português que serve para designar tudo e mais alguma coisa, principiada por 'c' e terminada em 'o' e que lá para o meio tem 'aralh'. Portanto, cada vez que o 'CRL' me envia coisas é uma festa.

A gota de água foi hoje quando recebo isto no e-mail:


Agora leiam a abreviatura em modo vernáculo e tentem manter-se sérios.

Feliz Natal também para vocês...

 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Happy Christmas!


Ainda nem é Véspera da Véspera e Já ninguém Trabalha ...

Podia começar aqui a dançar a valsa ou a cantar ópera que ninguém me impedia.
Não está ninguém a trabalhar.
Comarca fechada para Natal.

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve


Extremamente bem escrito, apesar de um pouco irrealista. Conta uma história praticamente desconhecida do trabalho artístico de Klimt e dos que o acompanharam no processo criativo.
Bom!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Best Part of Christmas

Presentes!
Este ano fiz uma lista e tudo.
Tão crescida e ainda tão parvinha, benzá deus...

Natal dos Pobres de Espírito


A época natalícia seria, em teoria e mesmo para quem não tem convicções religiosas mas que se vê envolvido no espírito colectivo, um tempo de paz e amor.

No entanto, para quem habita numa casinha cheia de monstros civilistas (that's an oldy...) sita nesta comarca de mitras, não será bem assim.

Boss e Bossa chatearam-se. Numa cena muito pouco ortodoxa, entre gritos, berros, lágrimas e impropérios, mandaram a boa educação e o recato que a gestão societária recomenda às urtigas e, como se diz por aqui, pegaram-se forte e feio. E mesmo muito a sério.

Parecia ser o fim.

Cada um a fazer as malas para seu lado, sem sequer se olharem, os dias que se seguiram foram negros e tortuosos, principalmente para quem os acompanha, depende do trabalho que é dado e nada tem que ver com a cúpula decisória. Durante semanas a fio, olhávamos uns para os outros como se estivéssemos à beira de um abismo e na próxima hora alguém nos empurrasse e obrigasse a dar o passo em frente.

A pouco e pouco, a treva levantou-se e chegou alguma luz, sem, porém, o brilho de outrora. As malas desfizeram-se, o machado de guerra não foi enterrado, mas pelo menos foi guardado. Desde então vivemos num eterno dia de nevoeiro, sem qualquer perspectiva de sol. E assim irá permanecer, ao que parece, durante muito tempo.

Pessoalmente, que nunca os tinha visto em tamanhos propósitos, não sabia se tinha mais vontade de rir ou de chorar, embora, confesso, a vontade de rir era capaz de suplantar a de chorar, pois que, sendo uma pessoa horrível, as discussões dão-me sempre vontade de rir.

Embora com algumas melhorias no que ao humor colectivo diz respeito, como é apanágio destas cenas típicas de bailado da chefia, quem se lixa é o mexilhão, que é como quem diz, o pessoal que, como é o meu triste caso, consegui nada mais nada menos do que uma sobrecarga de funções e ainda, e esta é a parte que realmente lixa, é termos o Natal cancelado.
Não o Natal-Natal a sério, não é que alguém venha trabalhar nos dias 24 ou 25, mas jantar de natal corporativo e troca de prendas de amigo secreto, ardeu.

E não é por causa daquela velha conversa cordial, ah é melhor não fazer, que não há ambiente e é chato; não, não, nada disso.
Foi mesmo comunicado a toda a casinha, das bocas daquelas duas renas empalhadas, não há nada para ninguém, tenham paciência.


Isto não se faz, desculpem lá.

Esta é a melhor época para se trabalhar aqui; anda tudo folgado, tudo contentinho, tudo bem disposto, volta e meia há bolo rei para toda a gente. E com um olho no jantarinho, que normalmente tem lugar em sítio chique, e outro nos copos que se vão emborcar a seguir, a coisa passa-se muito bem.

Agora, we're getting shit for Christmas.

Se o Natal tem de ser assim, ao menos que o ano de 2016 traga, se não paz, ao menos uns almocinhos extra para compensar o pessoal.

Ca porra esta ...

Ainda Numa Toada de Potter ...


E Com Isto Estamos Quase no Natal, Não É Verdade?


Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - Parte 45ª

Poderia pôr aqui todas as que me faltam, mas penso que este também pode resumir o que está em falta.

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve


Sou muito apologista daquela frase feita 'volta sempre ao lugar onde já foste feliz', apesar de a maior parte das vezes se ouvir esta expressão com o sentido exactamente contrário por causa daquela música relativamente idiota do Rui Veloso, mas o que é que isso interessa agora, vamos mas é andar com isto que há mais que fazer.

Por isso, volto sempre a Harry Potter.
De cada vez que leio os livros, descubro qualquer coisa nova e fico com uma nova imagem mental dos acontecimentos e dos personagens.

Desta vez, entre outros, fiquei com a ideia que o Ron Weasley é francamente idiota e do mais estúpido que há.
Não que esta ideia não transpareça nos outros livros, mas está mais à vista no último: a quantidade de parvoíces que lhe saem daquela boa, a juntar às atitudes pouco inteligentes acabam por não deixar no leitor um grande apego ao personagem. Percebo agora que a autora, J.K. Rowling, se tenha arrependido amargamente de não ter, antes, feito o arranjinho entre o Potter e a Granger, porque o Weasley é, à falta de melhor adjectivo, fraquinho.

E era só isto.

E Não Querem Lá Ver ...?


Eu que, feita ursa, estive tanto tempo a dormir, que nem comentei que temos um governo de Esquerda?? Com o apoio do Bloco e do PCP, a sério?!

Contra todas as perspectivas e todos os ventos e marés que se levantaram contra a ideia, veio um tempo diferente e verdadeiramente inédito para este país.

Vamos ver até onde podemos ir.

Para já, é aguardar com alguma esperança.

Cinema Nº ... Coiso - O Último, Prometo

Voltei ao meu certame (palavra amorosa) preferido: Ciclo de Cinema Israelita, que já vai no 8º ano consecutivo.
Gosto sempre de ir a este festival, ver o meu povo, como diz o meu ilustre marido. Tem sempre coisas novas, gente engraçada e uma perspectiva diferente de cultura.

Este ano, numa toada mais séria do que a do ano anterior, onde só me apeteceu comédias, vi este:

 
Conta a história de três irmãos que procuram desesperadamente o segredo da sua mãe, após a morte desta.
 Poder-se-ia esperar daqui um dramalhão e um chorrilho de clichés, mas nada disso sucede.
Apesar da carga dramática do argumento, tem muitos traços de humor e um final verdadeiramente surpreendente exactamente porque foge a todos os clichés em que se afogam os filmes do género, e é brilhante por isso.
Muito bom!



Coisas Que Vejo Por Aí # 29 (para desanuviar antes de atacar novamente)


É sempre bom quando a arte chega ao sítio onde se mora.
E a minha ilustre terra de residência, que já se sabe que as minhas origens são mais longínquas e também mais mitras, tem muita oferta artística e cultural.

Tive o privilégio de assistir a Hamlet, que dispensa apresentações, no dia da estreia.
O texto, absolutamente extraordinário, contou com uma encenação particularmente boa,  interpretações razoáveis e cenários bem imaginados.

Talvez por ser a noite de estreia, notava-se algum nervosismo no elenco, principalmente no protagonista, que teve ligeiros percalços ao longo das 4 horas de actuação. Nada que bata, no entanto, o verdadeiro terror provocado pelo próprio encenador que também participava na peça que, esquecendo-se do texto, deixou escapar uma ou outra expressão de vernáculo em todo o seu esplendor. (pode dar-se o caso de ter ouvido mal, mas para ouvir vernáculo, e dizê-lo, claro está, estou cá eu). Mas mesmo assim, não foi nada mau.

Way to go!

Cinema Nº ... Coiso - Mais Um, Ainda

Adorei.
As interpretações, a história, o contexto histórico.
Muito bom!

Cinema Nº ... Coiso - Mais Uma Vez

Muito tocante, principalmente por contar uma história quase desconhecida.
Muito bom.

Cinema Nº ... Coiso - Outra Vez

Muito interessante.
Tudo. A história, a fotografia, as interpretações.
E Mr. Hardy. Que é das coisinhas mai lindas e mai jeitosas que caminham neste mundo.
Ohhhh, Mr. Hardy, Mr. Hardy...
Só por ele vale a pena.

Cinema Nº ... Coiso

E para recomeçar as hostilidades, nada melhor que um despejar imenso de um imenso rol de filmes entretanto visualizados.
Comecemos:

Não está nada mau, não senhor.
Foi um belo final para uma série (com o Daniel Craig) que começou mais ou menos.
A coisa boa é que este Craig das couves já não volta mais.
Razoável, vá.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Hello?

Ainda está aí alguém?

É que não morri, ao contrário do que possa parecer...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Amostra de Gato - XXVI


'É pá, ó minha, qu'ésta merda, ainda ontem cabia aqui na boa e agora sou obrigado a ficar com a bunda de fora, como um reles chouriço?! Vê lá se arranjas móveis decentes, mas é!'
, diz ele com aquela cara de cu que deus nosso senhor que arranjou.

Nada a Fazer - XXII


É impressão minha ou o Canadá acabou de eleger um Primeiro-Ministro sexy as hell?


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Impasse

Mas chega a haver governo ou não?

Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - Parte 44ª


Cinema Nº ... Coiso

Não me lembro de ter visto, nos últimos tempos, um filme tão pretencioso e com tão pouco para oferecer.
O argumento, não sendo nada original, poderia estar melhor trabalhado até parecer uma coisa decente. Não há praticamente banda sonora. A fotografia está mediocre. Os actores - quase todos - são muito fraquinhos. Basicamente, acharam por bem contar a vida do bandido focando-se mais no aspecto animalesco da sua personalidade (é cá dos meus, tudo o que o chateava, matava) deixando de parte a coisa gira, que é a metodologia da profissão exercida.
A única coisa que está engraçadinha é a caracterização dos personagens, principalmente a de Johnny Depp, que está irreconhecível e extremamente bem construído. O pior é que dá a ideia que gastaram todo o orçamento do filme na maquilhagem e com os trocos fizeram o resto do filme.
Muito fraco.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Apetece-me Grandemente ser Porca #52

Ajudem-me lá aqui...

Sou só eu que acho que este zinho, para além de ter um olho para cada lado, anda a dar, forte e feio no eyeliner?!


Por Outro Lado

Já comecei a comprar prendas de Natal.

Sempre bom quando o entusiasmo chega cedo, certo?

Politiquices

Cheira-me que temos um grande vendaval por coisa nenhuma.

Ainda bem que tentam sacar alguma coisa positiva e apostar forte, mas acho que se estão a esquecer de uma coisa que, parecendo que não, que o homem em si é miserável, mas não podemos ignorá-lo, vem a demonstrar-se deveras pertinente: e o Cavaco, vai nesta conversa?

Leituras Nº ... Coiso

Torna-se muito interessante porque está relatado como se fosse uma amálgama extremamente organizada de memórias e peripécias deste momento fulcral da história do século XX.
Ninguém merece é ler um livro com umas letrinhas tão pequeninas, bolas...

Não Morri

... Pelo menos, por ora.
Estou só um bocadinho apagada.

Deve ser da chuva.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - Parte 43ª


Cinema Nº ... Coiso

Adorável.
Divertido.
Inteligente.

Muito, muito bom!

(Nota: é preciso salientar que estou bastante impressionada com as gerações mais novas, que é como quem diz, o bando de putos que estavam na mesma sala que eu para ver o filme. Tirando a parte do intervalo em que corriam por todos os lados e saltavam por cima dos pés de toda a gente, portaram-se incrivelmente. Já estive em salas com adultos muito mais barulhentos. Sehr gut!)

Cinema Nº ... Coiso

Não está mauzinho de todo, apesar do final um tanto surpreendente.
Woody Allen tem vindo a decair desde March Point; ao menos, não aparece no filme, o que só pode ser considerado uma benção.
Razoável.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - Parte 41ª


(esta vale pelo episódios que tiveram lugar durante o meu período de descanso, que dá muito trabalho estar a contabilizar tudo)

Leituras ... Qualquer Coisa Serve

É triste, mas a verdade é que está miserável. Tantos pormenores, tantas histórias paralelas interessantes e não há talento nenhum a escrever.
Seca, seca, seca.
Uma pena, porque material bom não falta.

Cinema Nº ... Coiso

Tudo funciona bem, neste filme.
O argumento, a banda sonora, os efeitos especiais...
E os protagonistas, que têm os dois muita saúdinha, com a graça de deus.

Muito bom.

Cinema Nº ... Coiso

Um bocado mortiço, mas com valentes sustos e um final um tanto original.

Cinema Nº ... Coiso

Não é nada de original, é certo, mas prega cada susto que dá dó.
Para filme de terror, é do melhorzinho que aí anda.

Leituras ... Qualquer Coisa Serve

(Tive bastante tempo em mãos, acreditem)

Que Grisham escreve bem, não há dúvida. Que sabe semear o interesse no leitor, também não. Que as histórias que escreve são riquíssimas em pormenores excelentes, também é ponto assente.

Mas também sabe dar grandes banhadas no culminar da história. Uma pessoa passa não sei quanto tempo com o friozinho na barriga para ler um grande desfecho e só encontra é coisa insípidas. Uma pena, que estragou uma autêntica obra de arte.

Enfim.

Leituras ... Qualquer Coisa Serve

Não havia o segundo livro da saga em lado nenhum; tive que me contentar com este, com uma míseras migalhas da história anterior.
Nada mau, claro, que este homem só escreve obras de arte.

Leituras ... Qualquer Coisa Serve

Adorei ler este porque, a bem da verdade, é o livro primeiro de Simon Scarrow na saga das Águias. E dá um duplo gosto: observar que o senhor é talentoso desde a primeira linha que escreve e perceber a evolução na escrita.
Muito bom.
Não descanso enquanto não ler a colecção toda.

Por outro lado, como é que é possível esquecer um lugar destes?!

Se durante a maior parte da vida tentei convencer-me a mim própria que o dinheiro não trazia felicidade, sou obrigada a rever os meus valores quando me lembro o quão feliz fui com férias capitalistas.

Só me apetece ter uma tirada à velha e dizer, se houver vida e saúde, para o ano pode ser que haja mais.

Não Morri

Estou só deveras triste porque as férias, com as quais passei meses a fio a sonhar, passaram tão rápido que já (quase) não me lembro delas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Vacances

Indo eu de férias, só quero mesmo é que se foda tudo.
Até Setembro!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Fosse Foder-se e Faria Melhor Figura

As pessoas lembraram-se todas do dia de anos dele, ligaram-lhe a dar os parabéns.
Fazem-lhe uma grande festa quando chega, beijinhos e abraços para todo o lado.
Vai tudo almoçar fora com disposição de celebração.
Compram-lhe um presente e um postal que todos assinam com a maior das bondades e verdadeiro sentimento de congratulação.
Compram-lhe um bolo, velas, bebidas, preparam-lhe um lanchinho de aniversário.
E o cabrão com uma puta duma azia, duma má disposição que chega a raiar a má educação.

Se isto não é ingratidão, não sei que seja.