Isto é imperdoável, mas enfim...
Há que tempos que não ouvia Rammstein. (sim, isso para mim é que é pecado)
Hoje calhou conduzir um carro que não o meu e calhou ouvir o Mutter no caminho até à casinha de monstros civilistas.
Voltei a arrepiar-me toda, tal como da primeira vez que o ouvi.
Voltei a vibrar com cada música, tal como da primeira vez, mais agora que já ouvi ao vivo (mais que uma vez, diga-se) todas as músicas deste álbum.
Voltei a cantarolar cada música, como se fosse uma lengalenga ou uma canção que se aprende em criança e nunca mais se esquece.
Porque razão não ouvia estes senhores há tanto tempo é um mistério, se até ao puto canto músicas deles para o adormecer (resulta, meus caros, resulta!), mas hoje é dia de recuperar o tempo perdido.
Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
sexta-feira, 12 de maio de 2017
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Coisas Que Vejo Por Aí #39
Passando à frente da futilidade que isto possa representar, tenho que partilhar um verdadeiro achado.
Não será segredo para ninguém que sou grande apreciadora dos pincéis da Real Techniques. Tenho vários, que é para não dizer muitos, e não tenho dúvidas em afirmar que são dos melhores que o mercado tem para oferecer. O material é bom, a durabilidade é para lá de excelente e o preço é bastante aceitável.
Estas belezas estavam à venda numa loja do Almada Fórum (e isto só há coisa de um ano e pouco, porque os primeiros pincéis comprei online, que a este país no fim do mundo as coisas chegam com anos de atraso), mas esta colecção Bold Metals tinha tudo o que a colecção original tinha no que diz respeito à qualidade, excepto o preço que, falando português correcto, era uma tremenda duma pouca vergonha e uma ladroagem inqualificável.
Sucede que toda a gente percebeu isso e não compraram os ditos, que se amontoaram, tristíssimos nas prateleiras, até que os lojistas (adoro linguagem geriátrica) resolveram vendê-los ao desbarato porque não iriam mais repor o stock.
E foi assim que adquiri esta coisa maravilhosa, que custava a módica quantia de € 33,50, por ... (tambores, por favor) ... € 17! Ficou ainda mais barato que no próprio site da marca. Uma pechincha autêntica!
A felicidade de ser pobre é ficar tremenda e genuinamente feliz pelas baratezas desta vida.
Não sei se ria, se chore...
Não será segredo para ninguém que sou grande apreciadora dos pincéis da Real Techniques. Tenho vários, que é para não dizer muitos, e não tenho dúvidas em afirmar que são dos melhores que o mercado tem para oferecer. O material é bom, a durabilidade é para lá de excelente e o preço é bastante aceitável.
Estas belezas estavam à venda numa loja do Almada Fórum (e isto só há coisa de um ano e pouco, porque os primeiros pincéis comprei online, que a este país no fim do mundo as coisas chegam com anos de atraso), mas esta colecção Bold Metals tinha tudo o que a colecção original tinha no que diz respeito à qualidade, excepto o preço que, falando português correcto, era uma tremenda duma pouca vergonha e uma ladroagem inqualificável.
Sucede que toda a gente percebeu isso e não compraram os ditos, que se amontoaram, tristíssimos nas prateleiras, até que os lojistas (adoro linguagem geriátrica) resolveram vendê-los ao desbarato porque não iriam mais repor o stock.
E foi assim que adquiri esta coisa maravilhosa, que custava a módica quantia de € 33,50, por ... (tambores, por favor) ... € 17! Ficou ainda mais barato que no próprio site da marca. Uma pechincha autêntica!
A felicidade de ser pobre é ficar tremenda e genuinamente feliz pelas baratezas desta vida.
Não sei se ria, se chore...
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Piadas de Propriedade Privada,
Posição Doutrinária
quarta-feira, 10 de maio de 2017
#souestúpidaegosto
Recentemente, mais propriamente no passado dia 30 de Abril, decidi que o mês de Maio haveria de ser o mês sem açúcar.
Desde então não tenho consumido doces nem derivados dessa espécie, leia-se bolos, chocolate, refrigerante, bolachas e todas essas tentações maravilhosas que até então povoavam a minha vida numa alegre procissão de diabetes.
Ainda pensei ir mais longe e fiz um pequeno périplo pela dispensa e pelo frigorifico para investigar a tabela nutricional de cada alimento, disposta a deitar fora todos aqueles que tivessem açúcar, mas desisti. Porque tinha que deixar de ter comida em casa; toda a porra tem açúcar, inclusive o leite. O leite, senhores, o leite!!!
Assim, e não querendo ser uma maluquinha dos radicalismos alimentares, decidi só erradicar os açúcares abertamente açúcares (os pecados) e até agora tenho-me portado muito bem.
Um colega cá do escritório fez anos, fez-se a habitual comemoração com bolo e Coca-Cola e eu nada comi ou bebi dessa estirpe.
O meu Sogro fez anos e nem cheirei sequer uma fatia de bolo.
Até passei a beber café sem açúcar, o que tem sido surpreendentemente agradável.
Nem um rebuçado eu como.
Não será propriamente uma dieta, mas achei que estava na altura de deixar de comer como uma abadessa e quis começar por algum lado, e comecei por onde o corte seria óbvio.
Tradução: ando com o dobro do mau feitio. Só me apetece rachar cabeças a eito a toda a hora e tenho fantasias ordinárias com a minha pessoa a ir comprar um taco de baseball para andar com ele rua abaixo a partir as pinhas de quem me chateia. Nem é tanto sentir a falta dos doces, é mesmo um reavivar de tendências assassinas que aparentemente estavam apaziguadas pela gula.
Quem me manda a mim ser parva?
Desde então não tenho consumido doces nem derivados dessa espécie, leia-se bolos, chocolate, refrigerante, bolachas e todas essas tentações maravilhosas que até então povoavam a minha vida numa alegre procissão de diabetes.
Ainda pensei ir mais longe e fiz um pequeno périplo pela dispensa e pelo frigorifico para investigar a tabela nutricional de cada alimento, disposta a deitar fora todos aqueles que tivessem açúcar, mas desisti. Porque tinha que deixar de ter comida em casa; toda a porra tem açúcar, inclusive o leite. O leite, senhores, o leite!!!
Assim, e não querendo ser uma maluquinha dos radicalismos alimentares, decidi só erradicar os açúcares abertamente açúcares (os pecados) e até agora tenho-me portado muito bem.
Um colega cá do escritório fez anos, fez-se a habitual comemoração com bolo e Coca-Cola e eu nada comi ou bebi dessa estirpe.
O meu Sogro fez anos e nem cheirei sequer uma fatia de bolo.
Até passei a beber café sem açúcar, o que tem sido surpreendentemente agradável.
Nem um rebuçado eu como.
Não será propriamente uma dieta, mas achei que estava na altura de deixar de comer como uma abadessa e quis começar por algum lado, e comecei por onde o corte seria óbvio.
Tradução: ando com o dobro do mau feitio. Só me apetece rachar cabeças a eito a toda a hora e tenho fantasias ordinárias com a minha pessoa a ir comprar um taco de baseball para andar com ele rua abaixo a partir as pinhas de quem me chateia. Nem é tanto sentir a falta dos doces, é mesmo um reavivar de tendências assassinas que aparentemente estavam apaziguadas pela gula.
Quem me manda a mim ser parva?
Apetece-me Grandemente Ser Porca #58
Haverá, com toda a certeza, um lugar especial no inferno para as pessoas que gostam de terminar as frases com a expressão tenho dito.
Se calhar é só da minha pessoa (muito provavelmente), mas soa-me sempre a um incrível pretensiosismo, snobismo e um ligeiro toque de infantilidade. Observo pessoas porreiras, algumas das quais até são pessoas que aprecio (o que vem sendo uma raridade), a dizerem coisas interessantes, sim senhor, e depois concluem com esta pérola de sabedoria. Tenho dito. Que lindo.
Parece um chavão da missa. Mais um bocado e estão a ajoelhar-se para o dizer, não?
Enforquem-se, pá.
Se calhar é só da minha pessoa (muito provavelmente), mas soa-me sempre a um incrível pretensiosismo, snobismo e um ligeiro toque de infantilidade. Observo pessoas porreiras, algumas das quais até são pessoas que aprecio (o que vem sendo uma raridade), a dizerem coisas interessantes, sim senhor, e depois concluem com esta pérola de sabedoria. Tenho dito. Que lindo.
Parece um chavão da missa. Mais um bocado e estão a ajoelhar-se para o dizer, não?
Enforquem-se, pá.
"Lindo Menino. Neste Momento, 'Tás Detido" - Dissertação Sobre o Estado de Polícia em que Afinal Vivemos
O que me espanta é que ainda haja gente que acha muito bem que aquele militar da GNR, leia-se brutamontes descerebrado, tenha usado uma manobra toda karateca num pobre diabo que estava a usar uma porra de um telefone, a fazer um escarcéu qualquer numa qualquer repartição de Finanças (que funcionam todas muita bem, benzás deus).
Porque, como está bom de ver, o senhor do telemóvel estava a matar pessoas e aquele foi um acto heróico; aquele homem salvou vidas!
Não, estava a sequestrá-las e o bófia, com uma coragem inigualável, pôs fim àquele terror!
Não, não, estava com um pau a bater em toda a gente e o senhor polícia, com enorme sacrifício pessoal, foi lá fazer-lhe frente!
Pois, exacto, como já se viu, é já a seguir...
O homem estava a pôr em perigo alguém?
Estava a ser violento?
Estava a ameaçar a vida e a integridade física de outros?
Não, estava apenas a ser malcriado e a filmar num espaço proibido.
Que se saiba, não é comportamento que justifique o uso da força como se de um estado de necessidade se tratasse.
Portanto, NÃO SE JUSTIFICA a conduta do jagunço que lhe deitou as mãos ao pescoço para o deter. Há procedimentos a seguir. Que chamasse reforços e que procedessem à detenção segundo as normas em vigor. Não é um "acto que mereça público louvor", é uma pouca vergonha e um atentado aos pilares da democracia e de um Estado de Direito.
Sendo porca até à 15ª geração, apetece-me dizer que isto não é por acaso, é apenas meramente gratuito; se fosse um homem caucasiano, a coisa dava-se? Se fosse um português, isto aconteceria?
Não perdendo tempo com demagogias, digo abertamente que não.
Claro que não.
Só se atacam os fracos, os que não têm defesa, os que não podem ripostar, os que não têm voz. Lamento, mas há aqui um quê de racismo. E uma enorme dose de violência policial contra o cidadão comum da qual não se fala, mas que devia dar azo a um debate público.
A porra da polícia, parece, não faz mais nada senão partir para o enxovalho e para a porrada. Assim de repente, lembro-me da agressão a um adepto do Benfica em Guimarães, com um cassetete de aço, lembro-me do pontapé na cabeça a um membro de uma claque e tantos outros casos em que a polícia resolve ser absolutamente pidesca e abusar do poder que detém.
E isto, meus caros, deveria encher-nos, a todos, de vergonha. É preciso tomar medidas. É preciso diligenciar para que estes casos conheçam um castigo exemplar para a "autoridade" que agiu de forma animalesca e profundamente desregrada.
Andámos todos, nem há duas semanas, todos contentes a comemorar o 25 de Abril e as liberdades conquistadas para depois andarmos a aplaudir actos de violência da polícia contra o cidadão sem razão aparente?! Por amor da santa!
Triste será o dia em que, voltando ao passado de regime ditatorial, um acto desmedido e desproporcionado da polícia não tenha consequências.
Terá chegado tal dia?
Porque, como está bom de ver, o senhor do telemóvel estava a matar pessoas e aquele foi um acto heróico; aquele homem salvou vidas!
Não, estava a sequestrá-las e o bófia, com uma coragem inigualável, pôs fim àquele terror!
Não, não, estava com um pau a bater em toda a gente e o senhor polícia, com enorme sacrifício pessoal, foi lá fazer-lhe frente!
Pois, exacto, como já se viu, é já a seguir...
O homem estava a pôr em perigo alguém?
Estava a ser violento?
Estava a ameaçar a vida e a integridade física de outros?
Não, estava apenas a ser malcriado e a filmar num espaço proibido.
Que se saiba, não é comportamento que justifique o uso da força como se de um estado de necessidade se tratasse.
Portanto, NÃO SE JUSTIFICA a conduta do jagunço que lhe deitou as mãos ao pescoço para o deter. Há procedimentos a seguir. Que chamasse reforços e que procedessem à detenção segundo as normas em vigor. Não é um "acto que mereça público louvor", é uma pouca vergonha e um atentado aos pilares da democracia e de um Estado de Direito.
Sendo porca até à 15ª geração, apetece-me dizer que isto não é por acaso, é apenas meramente gratuito; se fosse um homem caucasiano, a coisa dava-se? Se fosse um português, isto aconteceria?
Não perdendo tempo com demagogias, digo abertamente que não.
Claro que não.
Só se atacam os fracos, os que não têm defesa, os que não podem ripostar, os que não têm voz. Lamento, mas há aqui um quê de racismo. E uma enorme dose de violência policial contra o cidadão comum da qual não se fala, mas que devia dar azo a um debate público.
A porra da polícia, parece, não faz mais nada senão partir para o enxovalho e para a porrada. Assim de repente, lembro-me da agressão a um adepto do Benfica em Guimarães, com um cassetete de aço, lembro-me do pontapé na cabeça a um membro de uma claque e tantos outros casos em que a polícia resolve ser absolutamente pidesca e abusar do poder que detém.
E isto, meus caros, deveria encher-nos, a todos, de vergonha. É preciso tomar medidas. É preciso diligenciar para que estes casos conheçam um castigo exemplar para a "autoridade" que agiu de forma animalesca e profundamente desregrada.
Andámos todos, nem há duas semanas, todos contentes a comemorar o 25 de Abril e as liberdades conquistadas para depois andarmos a aplaudir actos de violência da polícia contra o cidadão sem razão aparente?! Por amor da santa!
Triste será o dia em que, voltando ao passado de regime ditatorial, um acto desmedido e desproporcionado da polícia não tenha consequências.
Terá chegado tal dia?
Salvador Sobral
Só porque o moço, agora, conseguiu-nos um lugar na final, não vou desatar a dizer bem dele. Até porque, no meu humilde ver, não há grande coisa para dizer; é o que é, está à vista e é um hypster, ao fim e ao cabo.
Mas já que está tudo muito contentinho, eu também estou.
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Estava à espera de não gostar nada, mas enganei-me redondamente.
Uma mistura de policial com romance histórico, com grande equilíbrio de linguagem e um final que, não sendo inesperado, é surpreendente pela forma como é descrito.
Um boa surpresa.
Uma mistura de policial com romance histórico, com grande equilíbrio de linguagem e um final que, não sendo inesperado, é surpreendente pela forma como é descrito.
Um boa surpresa.
Dia da Mãe
O meu rebento veio da escolinha com um presente para sua Mãe e depois foi com o Pai comprar um presente só dele.
Já estou a ficar diabética com tanto melaço que para aqui vai.
Mas adorei.
Já estou a ficar diabética com tanto melaço que para aqui vai.
Mas adorei.
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Do Estabelecimento da Maternidade
Ai Sim?
Ultimamente, para além de andar desaparecida para o mundo, tenho vindo a padecer de uma série de maleitas. O que não seria nada de extraordinário se fossem doenças ditas normais, que toda a gente tem de vez em quando, uma gripe, uma pontada, um arranhão, tudo derivado de pequenos acidentes domésticos e infortúnios que fazem parte do dia-a-dia.
Mas não.
Não, não senhor.
Os meus males são típicos da terceira idade. Alguns também porque sou estúpida, mas maioritariamente porque me acodem doenças de velha.
Vejamos:
Resolvendo fazer praliné de caramelo e nozes, achei que era boa ideia testar a temperatura do caramelo com a ponta dos dedos.
Isto porque, e isto é absolutamente verídico, passou-me pela cabeça, meio segundo antes de fazer a idiotice de mergulhar os dedos no açúcar fervente, uma história que corre na família acerca da minha bisavó, que já não conheci, que virava as brasas do seu carvoeiro com as mãos; pensando cá para mim que, correndo parte do sangue dela nas minha veias, o meu corpo estaria preparado para grandes temperaturas porque tal já me estaria no ADN.
Claro que me fodi grandemente. Este incidente deu-se efectivamente porque sou estúpida, mas há que dizer que fui logo a correr pôr manteiga, tal como uma boa e típica velha. Depois também me fartei de gemer com dores, igual a uma idosa, maneiras que equilibrei um bocado as coisas.
Não contente com a merda do caramelo já me ter rebentado com os dedos, tudo graças à minha imensa inteligência, como está bom de ver, depois de já tudo frio e com as nozes aprisionadas dentro do açúcar, decidi provar a minha obra.
Estava delicioso, diga-se.
Não obstante, parti um dente ao trincar aquela porra. Um dente da frente. DA FRENTE, CARALHO! Vá de ir a correr para o dentista para consertar o túnel aberto no meio da boca (era só uma lasca, mas a mim parecia-me uma vala comum escancarada a céu aberto).
Depois de feito o arranjo do meu lindo dentinho, o senhor doutor dentista deu-me uma palestra sobre a minha nova vida, dali em diante: nada de trincar fruta rija, cuidado com os frios e os quentes, nada de comer entrecosto à dentada, o máximo de cuidado daqui para a frente. Só faltava recomendar-me Corega para fixar a dentadura, porra. Entrei, portanto, no dentista com 31 anos, saí de lá com 84. Merda mais a isto.
Como já estava tudo a correr tão bem, nesse mesmo dia, olho para os meus ricos pés e vejo uma porra de uma mancha numa unha. Já se está mesmo a ver o que é, não é... Aceitando o meu destino de idosa a dar as últimas, lá me resigno a fazer uma porcaria de um tratamento às unhas que vai durar um mês. UM MÊS INTEIRO com porras nos pés sem poder calçar sapatinhos bonitos porque ficam à vista as ligaduras das minhas leprosidades.
Como é que uma pessoa (relativamente) nova fica velha tão depressa?!
Caralhos ma fodam mais à sorte.
E você?
Mas não.
Não, não senhor.
Os meus males são típicos da terceira idade. Alguns também porque sou estúpida, mas maioritariamente porque me acodem doenças de velha.
Vejamos:
Resolvendo fazer praliné de caramelo e nozes, achei que era boa ideia testar a temperatura do caramelo com a ponta dos dedos.
Isto porque, e isto é absolutamente verídico, passou-me pela cabeça, meio segundo antes de fazer a idiotice de mergulhar os dedos no açúcar fervente, uma história que corre na família acerca da minha bisavó, que já não conheci, que virava as brasas do seu carvoeiro com as mãos; pensando cá para mim que, correndo parte do sangue dela nas minha veias, o meu corpo estaria preparado para grandes temperaturas porque tal já me estaria no ADN.
Claro que me fodi grandemente. Este incidente deu-se efectivamente porque sou estúpida, mas há que dizer que fui logo a correr pôr manteiga, tal como uma boa e típica velha. Depois também me fartei de gemer com dores, igual a uma idosa, maneiras que equilibrei um bocado as coisas.
Não contente com a merda do caramelo já me ter rebentado com os dedos, tudo graças à minha imensa inteligência, como está bom de ver, depois de já tudo frio e com as nozes aprisionadas dentro do açúcar, decidi provar a minha obra.
Estava delicioso, diga-se.
Não obstante, parti um dente ao trincar aquela porra. Um dente da frente. DA FRENTE, CARALHO! Vá de ir a correr para o dentista para consertar o túnel aberto no meio da boca (era só uma lasca, mas a mim parecia-me uma vala comum escancarada a céu aberto).
Depois de feito o arranjo do meu lindo dentinho, o senhor doutor dentista deu-me uma palestra sobre a minha nova vida, dali em diante: nada de trincar fruta rija, cuidado com os frios e os quentes, nada de comer entrecosto à dentada, o máximo de cuidado daqui para a frente. Só faltava recomendar-me Corega para fixar a dentadura, porra. Entrei, portanto, no dentista com 31 anos, saí de lá com 84. Merda mais a isto.
Como já estava tudo a correr tão bem, nesse mesmo dia, olho para os meus ricos pés e vejo uma porra de uma mancha numa unha. Já se está mesmo a ver o que é, não é... Aceitando o meu destino de idosa a dar as últimas, lá me resigno a fazer uma porcaria de um tratamento às unhas que vai durar um mês. UM MÊS INTEIRO com porras nos pés sem poder calçar sapatinhos bonitos porque ficam à vista as ligaduras das minhas leprosidades.
Como é que uma pessoa (relativamente) nova fica velha tão depressa?!
Caralhos ma fodam mais à sorte.
E você?
terça-feira, 9 de maio de 2017
Puta Que Pariu Esta Merda Toda
Depois de não-sei-quantos dias em que a Judicatura me acertou com o seu punho de ferro, mesmo em cheio nas trombas, posso finalmente respirar fundo um bocadinho, que está quase, quase no fim.
Sem entrar pelas agruras técnicas e que obrigam a levantar cedo e a deitar tarde por causa desta merda, apraz somente dizer, e esperar com muito fervor, que haja, afinal, um lugar especial no inferno para as pessoas que mentem em tribunal e para os juízes que acreditam nelas, esperando, com igual ardor, que apanhem todos doenças venéreas muito dolosas nas ilustres partes baixas.
#pócaralho
Sem entrar pelas agruras técnicas e que obrigam a levantar cedo e a deitar tarde por causa desta merda, apraz somente dizer, e esperar com muito fervor, que haja, afinal, um lugar especial no inferno para as pessoas que mentem em tribunal e para os juízes que acreditam nelas, esperando, com igual ardor, que apanhem todos doenças venéreas muito dolosas nas ilustres partes baixas.
#pócaralho
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Numa altura em que só se fala de vacinas e da importância de vacinar os putos, o ilustríssimo Centro de Saúde de Almada, aqui já sobejamente falado pela imensurável qualidade das pessoas que lá trabalham, tem esgotadas as vacinas do Plano Nacional de Vacinação que se devem administrar aos 6 meses de vida.
Tentando ao máximo fugir à vontade de utilizar vernáculo e de falar mal de todo um sistema nacional de saúde que já tantas vezes me valeu em alturas de necessidade, fiquemos-nos pela ironia da situação e bom fim de semana:
Tentando ao máximo fugir à vontade de utilizar vernáculo e de falar mal de todo um sistema nacional de saúde que já tantas vezes me valeu em alturas de necessidade, fiquemos-nos pela ironia da situação e bom fim de semana:
Ai Sim?
Parece que não sou só eu que sou estúpida e gosto.
Num processo, e sei isto porque passo os meus dias a ouvir as gravações das 358584 sessões de julgamento, em que estavam em causa dois putos, chamemos-lhes, Miquelina e Leonardo, aquela andorinha ébria a quem tenho a infelicidade de chamar patrão, passou uma inquirição, que lhe coube em sorte, INTEIRINHA a chamar Miquelino ao rapaz e Leonarda à miúda. E ninguém deu conta, aparentemente.
Apenas aparentemente.
Porque é possível ouvir, muito ao de leve, a avestruz ao lado dele a rir-se do infortúnio e a deixá-lo enterrar-se, sozinho.
Escusado será dizer que essa avestruz sou eu.
E você?
Num processo, e sei isto porque passo os meus dias a ouvir as gravações das 358584 sessões de julgamento, em que estavam em causa dois putos, chamemos-lhes, Miquelina e Leonardo, aquela andorinha ébria a quem tenho a infelicidade de chamar patrão, passou uma inquirição, que lhe coube em sorte, INTEIRINHA a chamar Miquelino ao rapaz e Leonarda à miúda. E ninguém deu conta, aparentemente.
Apenas aparentemente.
Porque é possível ouvir, muito ao de leve, a avestruz ao lado dele a rir-se do infortúnio e a deixá-lo enterrar-se, sozinho.
Escusado será dizer que essa avestruz sou eu.
E você?
quinta-feira, 20 de abril de 2017
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Da Inoculação
Sempre me foi dito que, quando tivesse filhos, até as notícias haveriam de soar de forma diferente nos meus ouvidos.
Sempre pensei, também, que era mais uma daquelas conversas fiadas sobre a mudança abissal na vida de uma pessoa quando chegam os rebentos, do género nunca mais se comem batatas assadas ou daqui para a frente dormimos todos com os pés de fora porque os bebés mamam nos tornozelos e outras parvoíces que tais.
É verdade que a vida muda, não há que enganar, mais que não seja porque passa a viver outra pessoa numa casa que antes era só nossa, mas também não será propriamente uma avalanche de coisas más a acontecerem na vida.
Mas esta conversa das notícias é verdade.
Todas as notícias concernentes a crianças passam a entrar pelos olhos dentro directas ao coração. Todas as notícias que possam indirectamente dizer respeito a crianças entram pelos olhos dentro e encravam-se no coração na mesma.
Porque todas essas crianças podiam, afinal, ser os nossos filhos e só vemos os nossos garotos no lugar daqueles seres e é inevitável colocarmo-nos na posição daqueles pais e pensar automaticamente podia ser comigo, podia ser o meu filho naquela situação.
A notícia da morte daquela miúda é mais um exemplo desta realidade. É uma tragédia, uma coisa monstruosa. Não há palavras para expressar a enormidade disto. Quando nem a medicina consegue salvar uma vida tão jovem, alguma coisa cai dentro de quem ouve e se perde para sempre. Correu tudo mal.
Dois tipos de sentimentos assolaram o meu pensamento quando tomei conhecimento disto:
Pesar, tristeza profunda, empatia.
Independentemente das causas, houve uma vida que se perdeu, uma vida que nem chegou a começar. Nem consigo pensar na dor daqueles pais, daquela família. Porque antes de se apontar o dedo, há que ter presente que aquela gente, hoje, vai chegar a casa e não vai poder abraçar a sua filha. Não vai poder vê-la nem mais ouvir a sua voz. Há uma mãe e um pai que hoje vão dormir sem poder dar um beijo de boa noite ao seu rebento. Nunca mais. Independentemente de vacinas e profilaxias várias, hoje morreu uma filha, uma neta, uma sobrinha, uma amiga. Morreu parte daquela família, deixando atrás de si um rasto de miséria e desconsolo. Estamos todos sujeitos a uma coisa destas. As crianças são seres frágeis, poderia ser com qualquer um de nós. Podia ser comigo, podia ser o meu filho.
Raiva, ódio, desespero, por outro lado.
Tenho algumas ganas de espetar um garfo nos olhos daquela gente. Tal como poderia ser comigo, poderia ser o meu filho, poderia, da mesma forma, ser o meu filho a apanhar uma porra de uma doença de um puto cujos paizinhos anormais decidiram não o vacinar. Os putos andam na rua, na casa de outras pessoas, nos infantários; como é se estiver um miúdo doente num sítio destes que transmita a doença de forma democrática, a toda a gente? Serei eu obrigada a fechar o meu filho em casa com medo do contágio? Serei eu obrigada a pedir aos responsáveis do infantário onde o deixo todos os dias que me mostrem os boletins de vacinas de todos os catraios que lá estão? Serei eu boa da cabeça por deixar o meu filho num infectário, com uma doença destas à solta, uma doença que poderia ser prevenida?
Não há desculpas quando se trata de saúde pública e é disso que estamos a falar. Saúde pública, saúde de todos nós. As vacinas são gratuitas, estão disponíveis para todos. Num país em que tanta coisa funciona tão mal, as vacinas estão sempre lá para quem as quiser, mesmo fora de tempo, pode sempre fazer-se qualquer coisa e administrar uma dose. Vai-se sempre a tempo de fazer o que é certo, não só para o próprio, mas para os filhos de toda a gente.
A doença estava erradicada porque, há 50 anos, começou a preparar-se a imunidade que hoje existe. Imunidade essa que foi toda para o maneta porque há umas cavalgaduras, algures no mundo, decidiram que vacinas eram boas para pendurar nos cornos de quem as dava e imunizar as crianças, tá quieto. Por causa desses deficientes mentais hoje enfrentamos o problema outra vez.
Há 23 anos que não morria uma pessoa de sarampo em Portugal.
Hoje voltámos à estaca zero.
Pelo que li, existiram razões para que a vacina não fosse dada a esta miúda.
Não sou ninguém para julgar. Mais uma vez, podia ser comigo, podia ser o meu filho. Nada impede que, de hoje para amanhã, também venha uma doença má que me ponha na posição dos pais que hoje se despedem da sua filha. Não está em causa a perda, nem as razões que levaram a que não se administrassem as vacinas àquela criança.
Está em causa a decisão de não vacinar que prejudica objectivamente os outros, que leva a que os outros vejam os seus filhos doentes e às portas da morte porque há uma avestruz estúpida que ainda acredita que as vacinas causam autismo.
Leiam. Informem-se. Perguntem aos médicos. Não façam medicina pelas próprias mãos.
Salvem a vida dos próprios filhos, salvem a vida dos filhos dos outros.
Salvem a vida de todos nós e deixem-se de merdas, caralho.
Sempre pensei, também, que era mais uma daquelas conversas fiadas sobre a mudança abissal na vida de uma pessoa quando chegam os rebentos, do género nunca mais se comem batatas assadas ou daqui para a frente dormimos todos com os pés de fora porque os bebés mamam nos tornozelos e outras parvoíces que tais.
É verdade que a vida muda, não há que enganar, mais que não seja porque passa a viver outra pessoa numa casa que antes era só nossa, mas também não será propriamente uma avalanche de coisas más a acontecerem na vida.
Mas esta conversa das notícias é verdade.
Todas as notícias concernentes a crianças passam a entrar pelos olhos dentro directas ao coração. Todas as notícias que possam indirectamente dizer respeito a crianças entram pelos olhos dentro e encravam-se no coração na mesma.
Porque todas essas crianças podiam, afinal, ser os nossos filhos e só vemos os nossos garotos no lugar daqueles seres e é inevitável colocarmo-nos na posição daqueles pais e pensar automaticamente podia ser comigo, podia ser o meu filho naquela situação.
A notícia da morte daquela miúda é mais um exemplo desta realidade. É uma tragédia, uma coisa monstruosa. Não há palavras para expressar a enormidade disto. Quando nem a medicina consegue salvar uma vida tão jovem, alguma coisa cai dentro de quem ouve e se perde para sempre. Correu tudo mal.
Dois tipos de sentimentos assolaram o meu pensamento quando tomei conhecimento disto:
Pesar, tristeza profunda, empatia.
Independentemente das causas, houve uma vida que se perdeu, uma vida que nem chegou a começar. Nem consigo pensar na dor daqueles pais, daquela família. Porque antes de se apontar o dedo, há que ter presente que aquela gente, hoje, vai chegar a casa e não vai poder abraçar a sua filha. Não vai poder vê-la nem mais ouvir a sua voz. Há uma mãe e um pai que hoje vão dormir sem poder dar um beijo de boa noite ao seu rebento. Nunca mais. Independentemente de vacinas e profilaxias várias, hoje morreu uma filha, uma neta, uma sobrinha, uma amiga. Morreu parte daquela família, deixando atrás de si um rasto de miséria e desconsolo. Estamos todos sujeitos a uma coisa destas. As crianças são seres frágeis, poderia ser com qualquer um de nós. Podia ser comigo, podia ser o meu filho.
Raiva, ódio, desespero, por outro lado.
Tenho algumas ganas de espetar um garfo nos olhos daquela gente. Tal como poderia ser comigo, poderia ser o meu filho, poderia, da mesma forma, ser o meu filho a apanhar uma porra de uma doença de um puto cujos paizinhos anormais decidiram não o vacinar. Os putos andam na rua, na casa de outras pessoas, nos infantários; como é se estiver um miúdo doente num sítio destes que transmita a doença de forma democrática, a toda a gente? Serei eu obrigada a fechar o meu filho em casa com medo do contágio? Serei eu obrigada a pedir aos responsáveis do infantário onde o deixo todos os dias que me mostrem os boletins de vacinas de todos os catraios que lá estão? Serei eu boa da cabeça por deixar o meu filho num infectário, com uma doença destas à solta, uma doença que poderia ser prevenida?
Não há desculpas quando se trata de saúde pública e é disso que estamos a falar. Saúde pública, saúde de todos nós. As vacinas são gratuitas, estão disponíveis para todos. Num país em que tanta coisa funciona tão mal, as vacinas estão sempre lá para quem as quiser, mesmo fora de tempo, pode sempre fazer-se qualquer coisa e administrar uma dose. Vai-se sempre a tempo de fazer o que é certo, não só para o próprio, mas para os filhos de toda a gente.
A doença estava erradicada porque, há 50 anos, começou a preparar-se a imunidade que hoje existe. Imunidade essa que foi toda para o maneta porque há umas cavalgaduras, algures no mundo, decidiram que vacinas eram boas para pendurar nos cornos de quem as dava e imunizar as crianças, tá quieto. Por causa desses deficientes mentais hoje enfrentamos o problema outra vez.
Há 23 anos que não morria uma pessoa de sarampo em Portugal.
Hoje voltámos à estaca zero.
Pelo que li, existiram razões para que a vacina não fosse dada a esta miúda.
Não sou ninguém para julgar. Mais uma vez, podia ser comigo, podia ser o meu filho. Nada impede que, de hoje para amanhã, também venha uma doença má que me ponha na posição dos pais que hoje se despedem da sua filha. Não está em causa a perda, nem as razões que levaram a que não se administrassem as vacinas àquela criança.
Está em causa a decisão de não vacinar que prejudica objectivamente os outros, que leva a que os outros vejam os seus filhos doentes e às portas da morte porque há uma avestruz estúpida que ainda acredita que as vacinas causam autismo.
Leiam. Informem-se. Perguntem aos médicos. Não façam medicina pelas próprias mãos.
Salvem a vida dos próprios filhos, salvem a vida dos filhos dos outros.
Salvem a vida de todos nós e deixem-se de merdas, caralho.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Ai Sim?
Estando a ouvir gravações de inquirições de testemunhas, prestados em julgamento, para auxiliar no espectacular recurso que tenho para fazer já amplamente publicitado neste espaço de queixume e preguiça , constato que o barulho de fundo que se ouve, algumas vezes por cima das vozes dos depoentes, de um qualquer ser, sem sombra de educação e regras de conduta em sociedade, a assoar-se como se estivesse a tocar trombone na banda filarmónica de Alguidares de Baixo, não é mais ninguém a não ser a minha pessoa.
Já não bastava estar sempre a fungar, as mais das vezes a tentar esconder o risinho idiota sempre que ouvia a palavra pila (e com isto percebe-se que não passo de uma atrasada que vai para julgamentos de coisas sérias como se fosse para a matiné do cinema), como ainda fica guardado para a posteridade, no caraças do sistema de gravação em uso naquele Tribunal do inferno, a minha falta de chá e profundo talento para ser estúpida.
Devia ter imensa vergonha, mas não me acode nenhuma.
E você?
Já não bastava estar sempre a fungar, as mais das vezes a tentar esconder o risinho idiota sempre que ouvia a palavra pila (e com isto percebe-se que não passo de uma atrasada que vai para julgamentos de coisas sérias como se fosse para a matiné do cinema), como ainda fica guardado para a posteridade, no caraças do sistema de gravação em uso naquele Tribunal do inferno, a minha falta de chá e profundo talento para ser estúpida.
Devia ter imensa vergonha, mas não me acode nenhuma.
E você?
*Suspiro*
Fundamento para recurso: Isto é aqui uma cabala que está aqui enfiada, Dra.!, diz o arguido, muito afoito.
Face a isto:
Face a isto:
Queixume Pós Gestacional #13
Ter filhos é, afinal, um estado de constante preocupação e desgaste, em que se passa a vida toda amargurada por deixar o rebento sabe deus onde, sabe deus com quem para ir trabalhar no fim do mundo, ou pelo menos assim parece, passando o resto do dia a pensar nele, se estará feliz, se sentirá a minha falta, esperando que a força com que se pensa nele até ele chegue, esperando que esteja inteiro, que esteja bem.
E com isto nasceu-me entretanto outra pachacha, que só uma não chegava para tanta conice (lá está...) e tanta porra de tanta mariquice.
E com isto nasceu-me entretanto outra pachacha, que só uma não chegava para tanta conice (lá está...) e tanta porra de tanta mariquice.
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Do Estabelecimento da Maternidade
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Cada vez que abro um qualquer jornal ou vejo um telejornal e só me entram pelos olhos dentro porras de bombardeamentos com as bombas mais potentes do mundo, (olhem olhem eu tenho uma bomba e vocês não), mais a porcaria dos lançamentos de mísseis (massive fail, Coreia do Norte...) ou merdas de bombas com gás sarin (foda-se, a sério, caralho?!), isto é a única coisa que me ocorre:
É um bocado como diz o meu caro amigo Simon Scarrow... Estão a ver porque é que a História é importante?
Eu diria antes, não sendo, nem de perto nem de longe, tão ilustre como tão ilustre autor, estão a ver o que dá dormir nas putas das aulas de História, animais do caralho?!
Merda mais a isto.
É um bocado como diz o meu caro amigo Simon Scarrow... Estão a ver porque é que a História é importante?
Eu diria antes, não sendo, nem de perto nem de longe, tão ilustre como tão ilustre autor, estão a ver o que dá dormir nas putas das aulas de História, animais do caralho?!
Merda mais a isto.
Prendinhas de Páscoa
E depois os bebés desta vida vêm da escolinha com estas coisas "feitas por eles" e é amoroso, fofinho, queridíssimo e póneis e leite condensado e porras que tais.
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Do Estabelecimento da Maternidade
Ai Sim?
Todos os anos a mesma coisa, a mesma conversa, a mesma estupidez: comer como uma abadessa que não vê comida há 15 anos e depois, nos dias seguintes, arrepender-se amargamente.
Merda mais à Páscoa do senhor, é o que é.
E você?
Merda mais à Páscoa do senhor, é o que é.
E você?
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Isto Só a Mim...
quinta-feira, 13 de abril de 2017
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Queixume Pós Gestacional #12
Os bebés são seres maquiavélicos.
Por baixo daqueles olhos de corça e de todas as preguinhas de fofura, está uma máquina capaz de contaminar até o mais saudável dos seres, até que não sobre mais nada desse ser que não seja, ranho, dor de garganta e uma tosse digna de um tísico.
Também são óptimos a dar peidos audíveis a 5000m de distância.
Mas essencialmente são muito bons a contaminar os pais com as suas peçonhas.
Portanto, porra para mim, como está bom de ver.
Por baixo daqueles olhos de corça e de todas as preguinhas de fofura, está uma máquina capaz de contaminar até o mais saudável dos seres, até que não sobre mais nada desse ser que não seja, ranho, dor de garganta e uma tosse digna de um tísico.
Também são óptimos a dar peidos audíveis a 5000m de distância.
Mas essencialmente são muito bons a contaminar os pais com as suas peçonhas.
Portanto, porra para mim, como está bom de ver.
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Do Estabelecimento da Maternidade
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Queixume Pós Gestacional # 11
Claro que é normal, claro que é expectável, claro que faz tudo parte de criar um rebento, mas nada prepara uma pessoa para o encolher do coração quando o puto fica doente.
Foda-se que é demais...
Foda-se que é demais...
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Do Estabelecimento da Maternidade
Coisas Que Vejo Por AÍ #38
Não sendo tão bom como o primeiro, há que dizer que prega uns valentes sustos e a imagem é tão forte e tão sugestiva que é impossível não ficar a pensar no que se viu por longas horas.
Muito bom.
Muito bom.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Não sei muito bem o que pensar deste livro...
É história é muito interessante, o contexto histórico (ocupação nazi da Grécia) ainda mais. A descrição das batalhas é poderosa e vívida. As personagens, não sendo muito densas, são constantes e coerentes. Consigo vislumbrar o 'velho' Simon Scarrow da Saga da Águia atrás destas linhas.
No entanto, falta-lhe alguma coisa. Não é uma obra para se ficar agarrado até à última página, num sufoco para ver como acaba a narrativa. Não é marcante nem deixa particulares saudades. Provavelmente ia com as expectativas muito altas, tendo em conta aquilo a que estou habituada da parte deste autor. Entristece-me um pouco dizer que me desiludiu, mas não me resta outra alternativa senão dizê-lo abertamente: já li melhor.
Um pena, porque este homem escreve divinalmente. Não é que agora não o tenha feito, mas falta ali alguma coisa...
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Ai Sim? - Update II
A merda pior destas porcarias acontecerem, nem mencionando a cara a parecer um cesto de nêsperas cheias de abelhas, é a porra do sono que se tem por causa da medicação.
Já adormecei duas vezes em cima do expediente.
Já dei por mim a tentar apagar escritos a caneta pensando que eram a lápis.
Já tentei acender um cigarro com um clip.
Gostava de saber como vou conseguir chegar a casa hoje...
Merda para mim, mais a esta porra toda.
E você?
Já adormecei duas vezes em cima do expediente.
Já dei por mim a tentar apagar escritos a caneta pensando que eram a lápis.
Já tentei acender um cigarro com um clip.
Gostava de saber como vou conseguir chegar a casa hoje...
Merda para mim, mais a esta porra toda.
E você?
Ai Sim? - Update
Parece que afinal não havia cá terçolho nenhum, havia era uma puta de uma reacção alérgica a uma merda qualquer que resolvi pôr nas trombas e de lá saiu um cogumelo.
Mas quem me manda a mim ser ursa?! Lá vai uma pessoa para a fila das urgências levar com cortisona na veia que é para abrir a pestana. Como há muito tempo não tinha uma coisa destas, a divina providência achou que era melhor não me esquecer. Merda para mim.
Moral da história: nunca se pode estar bem.
E você?
Mas quem me manda a mim ser ursa?! Lá vai uma pessoa para a fila das urgências levar com cortisona na veia que é para abrir a pestana. Como há muito tempo não tinha uma coisa destas, a divina providência achou que era melhor não me esquecer. Merda para mim.
Moral da história: nunca se pode estar bem.
E você?
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Ai Sim?
E como a minha vidinha andava descansadinha e não tenho nada com que me aborrecer, afinal o que é a vida sem as questiúnculas que lhe dão sal, tenho um trambolho gigante no olho esquerdo, também conhecido como terçol ou terçolho ou o caralho que, para efeitos desta conversa, vem dar ao mesmo, que me dá umas dores espectaculares e que está tão pequenino, tão pequenino que já me impede a visão, principalmente quando olho para baixo.
Estava mesmo a merecer, não é?
E você?
Estava mesmo a merecer, não é?
E você?
"Isto é uma coisa como deve de ser, isto é um monte de Merda!"
Apesar de não simpatizar nada com o senhor Stanisic, já não passo sem isto. Também porque diz um cento de asneiras em meia dúzia de palavras; padecendo eu do mesmo mal, não posso deixar de estar solidária.
Acho que é um fascínio mórbido por constatar que há por aí muito restaurante que tem verdadeiras lixeiras instaladas na cozinha e, apesar do nojo, não consigo desviar o olhar.
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Comentário Jurídico da Latrina
quinta-feira, 30 de março de 2017
quarta-feira, 29 de março de 2017
Queixume Pós Gestacional #10
O meu rebento é tão branquinho, tão branquinho que até eu, que tenho cor de lula, pareço amarela ao pé dele.
Coisa boa de sua mãe.
Coisa boa de sua mãe.
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Do Estabelecimento da Maternidade
Devo ser a única demente que sai à rua sem verificar na mala e em todos os bolsos que possui se trouxe o telemóvel, o que seria extremamente útil tendo em consideração a hora de espera até a diligência judicial começar.
Nunca tinha reparado como as paredes do tribunal estão tão porcamente lavadas...
#souestúpidaegosto
Nunca tinha reparado como as paredes do tribunal estão tão porcamente lavadas...
#souestúpidaegosto
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Isto Só a Mim...
terça-feira, 28 de março de 2017
Vikings
Tenho muitas saudades desta série, mas vivemos num fim de mundo que demora 578 anos a colocar no ar a porra dos episódios.
Bolas mais a isto...
Bolas mais a isto...
Coisas Que Vejo Por Aí #38
Recebi estas coisas maravilhosas pelo Natal (o estado desta espelunca é formidável e atreito a novidades, como já se está a ver) e temos sido muito felizes juntos.
Para lá de bons, para lá de versáteis, tudo o que uma pessoa pode desejar.
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Comentário Jurídico da Latrina
segunda-feira, 27 de março de 2017
Reminiscências #18
Na senda das memórias protagonizadas pelo progenitor, para além das que já tive oportunidade de contar, há uma que ainda me dá vontade de rir.
Com a inocência própria da idade, lembro-me de perguntar ao meu ilustríssimo Pai por que razão o símbolo do Partido Socialista era uma mão fechada.
A face neutra daquele homem a responder "É uma mão fechada porque se a mão estivesse aberta caía o dinheiro que lá estava" é coisa para me pôr bem disposta no mais negro dos dias.
Com um Pai destes, como é possível não desenvolver sentido de humor.
Com a inocência própria da idade, lembro-me de perguntar ao meu ilustríssimo Pai por que razão o símbolo do Partido Socialista era uma mão fechada.
A face neutra daquele homem a responder "É uma mão fechada porque se a mão estivesse aberta caía o dinheiro que lá estava" é coisa para me pôr bem disposta no mais negro dos dias.
Com um Pai destes, como é possível não desenvolver sentido de humor.
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Piadas de Propriedade Privada
O problema do IKEA é um problema equivalente às cerejas. Não se consegue entrar naquela maldita loja e comprar um único objecto.
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Piadas de Propriedade Privada,
Posição Doutrinária
sexta-feira, 24 de março de 2017
Ele Há Coisas...
Tenho o estômago tão esquisito, tão esquisito que faz tamanho barulho que juro que pensei que estava a ouvir trovoada ao longe.
Depois lembrei-me que poderia ser a minha barriga a produzir semelhante barulheira e, agradecendo aos céus por não estar ninguém na mesma sala, ainda podiam pensar tratar-se de gases traseiros e que eu era uma porcalhona sem vergonha, pensei que talvez tenha comido algum material radiactivo.
Vai, portanto, nascer-me um alho porro na testa, não tarda nada.
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Isto Só a Mim...
quinta-feira, 23 de março de 2017
Reminiscências #17
Quando era miúda e saíamos para passear ou em férias, o habitual era ir de carro, por esses montes e vales, nas porras das estradas nacionais, cheias de buracos e lombas, mas assim é que era bonito, que se vêem mais coisas. Velhos...
Nesses caminhos perdidos para lá do caraças, não raras vezes surgia o sinal de perigo de queda de pedras. E eu, na minha ignorância, perguntava ao meu pai qual o significado de tal sinal.
E ele respondia sempre: "Aqui atiram pedras às pessoas que vão a passar. Tens que ir sossegadinha no banco para não te verem, senão podes levar com uma pedra"
Escusado será dizer que, feita ursa, acreditava nele.
Nesses caminhos perdidos para lá do caraças, não raras vezes surgia o sinal de perigo de queda de pedras. E eu, na minha ignorância, perguntava ao meu pai qual o significado de tal sinal.
E ele respondia sempre: "Aqui atiram pedras às pessoas que vão a passar. Tens que ir sossegadinha no banco para não te verem, senão podes levar com uma pedra"
Escusado será dizer que, feita ursa, acreditava nele.
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Piadas de Propriedade Privada
quarta-feira, 22 de março de 2017
Coisas de Cá X
Nesta terra do senhor, é sabido, há muitas alminhas armadas em parvas. Isso não é novidade para ninguém.
Tendo isto por certo, não consigo deixar de "admirar", com as devidas aspas, o vizinho da frente que implica profundamente que estacionem os carros em frente à sua garagem. O que até é compreensível, diga-se, e se há norma que consta do Código da Estrada é a da proibição de estacionamento em frente a garagens.
Porque não há direito a uma pessoa, que anda o dia inteiro a trabalhar, chegar a casa e não poder enfiar o seu carrinho na sua humilde casinha porque está um trambolho a bloquear a passagem. Há quem até adquira umas plaquinhas maricas para pregar nos portões para lembrar aos espertalhões para irem estacionar lá para a coisa da mãe deles.
Tudo muito lindo e muito certo.
Se isto fosse numa terra de gente normal, como está bom de ver.
Isto porque o bom do vizinho não quer que saiam da frente para conseguir ter espaço de manobra e enfiar o carro na garagem.
Não senhor.
O vizinho pretende que não estacionem em frente à sua garagem para poder ser ele a lá estacionar. Isso mesmo. À frente da garagem.
Porque a primeira preocupação de quem tem uma garagem não é enfiar lá o carro, é estacionar em frente dela, como será óbvio.
E porque ninguém tem nada a ver com o facto de o homem ter a puta da garagem cheia de tralhas até ao tecto e de precisar de tirar de lá de dentro, de vez em quando, qual coelho de cartola, meia dúzia de merdas para as levar não sei para onde, que não é isso que está em causa, mas parece que o carro que lá estiver estacionado atrapalha deveras todo este desalfandegar.
Pois que o que é mesmo bom, não sei se já frisei, é ter uma garagem para estacionar o carro do lado de fora da mesma. Estou fascinada com isto, desculpem.
O que é certo é que o estupor do homem tinha o carro estacionado em frente à merda da garagem, mas precisou de o tirar para ir fazer a vidinha dele. Acto contínuo, veio de lá uma lambisgóia qualquer e pousou a sua viatura em frente à garagem, já que o estacionamento nesta terra do demónio anda pelas ruas da amargura.
E o que é que o bom do amigo vizinho faz??
Estaciona do outro lado da rua, EM FRENTE AO ESCRITÓRIO, a apitar insistentemente, durante UMA PUTA DE UMA TARDE INTEIRA. A sério, com a mão pousada na buzina UMA TARDE INTEIRA, mas que merda, caralho???????!!!!!!!
Chamar a polícia? Chamar um reboque da Polícia Municipal? Não, para quê?! As buzinas vão mudar o mundo e o melhor é começar já a usá-las para ficarmos todos satisfeitos. Fosse enfiá-la no cuzinho, ao invés...
Ainda por cima para pôr, não o carro dentro da garagem, mas em frente à garagem!!!!
Mas o que é isto??!!
Não venham cá dizer que não é do ar da serra, porque não há outro fenómeno que explique isto.
Foda-se.
Tendo isto por certo, não consigo deixar de "admirar", com as devidas aspas, o vizinho da frente que implica profundamente que estacionem os carros em frente à sua garagem. O que até é compreensível, diga-se, e se há norma que consta do Código da Estrada é a da proibição de estacionamento em frente a garagens.
Porque não há direito a uma pessoa, que anda o dia inteiro a trabalhar, chegar a casa e não poder enfiar o seu carrinho na sua humilde casinha porque está um trambolho a bloquear a passagem. Há quem até adquira umas plaquinhas maricas para pregar nos portões para lembrar aos espertalhões para irem estacionar lá para a coisa da mãe deles.
Tudo muito lindo e muito certo.
Se isto fosse numa terra de gente normal, como está bom de ver.
Isto porque o bom do vizinho não quer que saiam da frente para conseguir ter espaço de manobra e enfiar o carro na garagem.
Não senhor.
O vizinho pretende que não estacionem em frente à sua garagem para poder ser ele a lá estacionar. Isso mesmo. À frente da garagem.
Porque a primeira preocupação de quem tem uma garagem não é enfiar lá o carro, é estacionar em frente dela, como será óbvio.
E porque ninguém tem nada a ver com o facto de o homem ter a puta da garagem cheia de tralhas até ao tecto e de precisar de tirar de lá de dentro, de vez em quando, qual coelho de cartola, meia dúzia de merdas para as levar não sei para onde, que não é isso que está em causa, mas parece que o carro que lá estiver estacionado atrapalha deveras todo este desalfandegar.
Pois que o que é mesmo bom, não sei se já frisei, é ter uma garagem para estacionar o carro do lado de fora da mesma. Estou fascinada com isto, desculpem.
O que é certo é que o estupor do homem tinha o carro estacionado em frente à merda da garagem, mas precisou de o tirar para ir fazer a vidinha dele. Acto contínuo, veio de lá uma lambisgóia qualquer e pousou a sua viatura em frente à garagem, já que o estacionamento nesta terra do demónio anda pelas ruas da amargura.
E o que é que o bom do amigo vizinho faz??
Estaciona do outro lado da rua, EM FRENTE AO ESCRITÓRIO, a apitar insistentemente, durante UMA PUTA DE UMA TARDE INTEIRA. A sério, com a mão pousada na buzina UMA TARDE INTEIRA, mas que merda, caralho???????!!!!!!!
Chamar a polícia? Chamar um reboque da Polícia Municipal? Não, para quê?! As buzinas vão mudar o mundo e o melhor é começar já a usá-las para ficarmos todos satisfeitos. Fosse enfiá-la no cuzinho, ao invés...
Ainda por cima para pôr, não o carro dentro da garagem, mas em frente à garagem!!!!
Mas o que é isto??!!
Não venham cá dizer que não é do ar da serra, porque não há outro fenómeno que explique isto.
Foda-se.
terça-feira, 21 de março de 2017
Da Série "Sou Inimputável e Gosto"
Não há forma de negar a demência e, por conseguinte, a inimputabilidade latente de uma pessoa que, deparando-se constantemente num recurso com a expressão, com as devidas aspas, como está bom de ver, que não somos ordinários gratuitamente, "chupar a pila", em contexto de crime de abuso sexual, está permanentemente com o riso no canto da boca, não pelo gozo da situação em si, mas pelo facto de a palavra pila ser, no mínimo, estúpida, cretina e absolutamente ridícula.
E contra isto, pila, perdão, batatas.
E contra isto, pila, perdão, batatas.
segunda-feira, 20 de março de 2017
Coisas Que Vejo Por Aí #37
Isto é absolutamente espectacular. (E não, não é um objecto fálico vibrante, embora de certos ângulos pareça)
Estou encantada, pela facilidade de utilização, pelos resultados, pelo facto de não danificar o cabelo.
Tenho andado por aí aos saltinhos com cabelo de querubim e tenho gostado muito.
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Piadas de Propriedade Privada
Ai Sim?
Depois de franca e atenta observação, concluo que sou uma choninhas que não sabe dar, na hora, uma resposta como deve ser a quem a merece. Isto apesar de achar que sou muita badass, francamente arisca e muita má e o caralho e de andar rua acima, rua abaixo a achar-me um poço de frontalidade.
Um dia destes, apareceu numa qualquer fotografia minha numa qualquer rede social, acompanhada de outros dois estarolas como eu, todos em poses de gozo, claramente a tentar produzir uma fotografia cómica. Veio logo, não se sabe bem de onde, uma idiota qualquer comentar que agora, obviamente referindo-se à minha condição de mãe, devia dar o exemplo.
E agora, pensarão as pessoas, se calhar a fotografia mostrava-me em trajes menores ou estava com uma mama de fora. Se calhar, a devassa, estava com a coisa ao léu ou a mostrar o traseiro. Talvez, ainda, estivesse em pose convidativa à prática de relações pouco lavadas, vendendo o corpo, meu, não obstante, pelas ruas.
Não, nada disso. Estava de dedinho esticado, em riste, tal como a pessoa que estava ao meu lado, como é, aliás, meu apanágio, que o que não faltam no meu perfil são fotografias minhas com os dedos esticadinhos, principalmente o do meio, a acenar alegremente a toda uma população.
Mas, na óptica daquela javarda, que no meio dos outros vai à missa três vezes ao dia, é muito séria e não comete pecados, mas no recato do lar é uma porca igual às outras e ainda fica toda contente, e isto era o que deveria ter-lhe dito na altura, mas fui estúpida, como é também meu apanágio, a minha recente qualidade de mãe não me permitiria fazer aquelas figuras porque tinha que dar o exemplo. Porque aquela dava o exemplo todos os dias, como está bom de ver, e como é melhor que toda a gente ainda se passeia pelos perfis dos outros a mandar bocas sobre o que o próximo, tão bíblica que eu estou meu deus, anda a fazer ou, pior, sobre o que deve fazer.
A minha pessoa, que para cretina só lhe falta um selo na testa com esse dizer, ainda foi na conversa do não respondas, ainda tentou desviar o assunto para o nonsense talking, mas o efeito perdeu-se. Perdeu-se porque eu é que tive que enfiar a carapuça de me ver criticada em praça pública por um crime que não cometi e a escanchada ainda se deve ter ficado a rir.
E eu, que sou tão assertiva, tão directa, tão frontal, deixei passar e nada disse, quando podia e devia ter mandado imediatamente a vaca ir ordenhar-se lá para a terra dela.
Tudo para depois ficar a remoer na questão, sem chegar a conclusão nenhuma.
Portanto, sou estúpida, faço por isso e ainda gosto.
E você?
Um dia destes, apareceu numa qualquer fotografia minha numa qualquer rede social, acompanhada de outros dois estarolas como eu, todos em poses de gozo, claramente a tentar produzir uma fotografia cómica. Veio logo, não se sabe bem de onde, uma idiota qualquer comentar que agora, obviamente referindo-se à minha condição de mãe, devia dar o exemplo.
E agora, pensarão as pessoas, se calhar a fotografia mostrava-me em trajes menores ou estava com uma mama de fora. Se calhar, a devassa, estava com a coisa ao léu ou a mostrar o traseiro. Talvez, ainda, estivesse em pose convidativa à prática de relações pouco lavadas, vendendo o corpo, meu, não obstante, pelas ruas.
Não, nada disso. Estava de dedinho esticado, em riste, tal como a pessoa que estava ao meu lado, como é, aliás, meu apanágio, que o que não faltam no meu perfil são fotografias minhas com os dedos esticadinhos, principalmente o do meio, a acenar alegremente a toda uma população.
Mas, na óptica daquela javarda, que no meio dos outros vai à missa três vezes ao dia, é muito séria e não comete pecados, mas no recato do lar é uma porca igual às outras e ainda fica toda contente, e isto era o que deveria ter-lhe dito na altura, mas fui estúpida, como é também meu apanágio, a minha recente qualidade de mãe não me permitiria fazer aquelas figuras porque tinha que dar o exemplo. Porque aquela dava o exemplo todos os dias, como está bom de ver, e como é melhor que toda a gente ainda se passeia pelos perfis dos outros a mandar bocas sobre o que o próximo, tão bíblica que eu estou meu deus, anda a fazer ou, pior, sobre o que deve fazer.
A minha pessoa, que para cretina só lhe falta um selo na testa com esse dizer, ainda foi na conversa do não respondas, ainda tentou desviar o assunto para o nonsense talking, mas o efeito perdeu-se. Perdeu-se porque eu é que tive que enfiar a carapuça de me ver criticada em praça pública por um crime que não cometi e a escanchada ainda se deve ter ficado a rir.
E eu, que sou tão assertiva, tão directa, tão frontal, deixei passar e nada disse, quando podia e devia ter mandado imediatamente a vaca ir ordenhar-se lá para a terra dela.
Tudo para depois ficar a remoer na questão, sem chegar a conclusão nenhuma.
Portanto, sou estúpida, faço por isso e ainda gosto.
E você?
Chupem!
Para todos aqueles que ficaram muito contentinhos pelo facto do Benfica ter patinado contra o Paços de Ferreira, mas afinal, vai-se a ver e têm que enfiar as bandeirinhas no cuzinho:
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Teorias do Homicídio Qualificado
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Confesso que estava à espera do gostar mais.
Cornwell escreve bem, é inegável, mas também aprecia grandemente estar meio ano a descrever coisas que se explicam em meia dúzia de linhas. Também é francamente bom a apanhar desprevenido o leitor incauto, da mesma forma que é excelente a adormecê-lo.
A história é boa, é o que vale aqui.
Father's Day
Estes dias passam, agora, a ter outro significado.
Até agora, o Dia do Pai era apenas sinónimo de ter Pai.
Agora é também sinónimo de ser Pai.
Principalmente quando eles voltam da escolinha com um presente pendurado debaixo do braço, para oferecer no dia alumiado.
É tão fofo, tão fofo que até apetece vomitar póneis.
Ain't love grand?
Até agora, o Dia do Pai era apenas sinónimo de ter Pai.
Agora é também sinónimo de ser Pai.
Principalmente quando eles voltam da escolinha com um presente pendurado debaixo do braço, para oferecer no dia alumiado.
É tão fofo, tão fofo que até apetece vomitar póneis.
Ain't love grand?
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Do Estabelecimento da Maternidade
sexta-feira, 17 de março de 2017
Apetece-me Grandemente Ser Porca #57
Pelos visto, ser advogado em Lisboa é sinónimo de ir para julgamento com a parca cabeleira toda empastada em gel, meticulosamente penteada para trás, a parecer o capo da máfia, enquanto uma nuvem de perfume gravita em volta do corpanzil.
Que sexy.
Só que não.
Que sexy.
Só que não.
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Piadas de Propriedade Privada,
Profissão: Advogada
Salty as Fuck #19
Até a voz dele me faz comichão nos ouvidos.
Porra, ninguém merece
Ai de Mim ...
O mal de ser ter já 31 anos é que já não se pode calçar uns magníficos sapatinhos, lindos que só eles, sem 'amolecê-los' antes, leia-se andar com eles para aí um mês ou dois antes de poderem sair à rua.
Caso contrário, anda-se o dia todo a saltar em cima da bela calçada portuguesa, puta que pariu mais a mania de ainda porem esses calhaus no caraças do passeio, até parece que não há cimenteiras a fornecer betão às toneladas, para chegar ao fim e não conseguir sequer ter os sapatos pendurados nos dedos dos pés, tanto ou tão pouco que é preciso ir a conduzir descalça.
Merda para mim, é o que é.
#souestúpidaegosto
Caso contrário, anda-se o dia todo a saltar em cima da bela calçada portuguesa, puta que pariu mais a mania de ainda porem esses calhaus no caraças do passeio, até parece que não há cimenteiras a fornecer betão às toneladas, para chegar ao fim e não conseguir sequer ter os sapatos pendurados nos dedos dos pés, tanto ou tão pouco que é preciso ir a conduzir descalça.
Merda para mim, é o que é.
#souestúpidaegosto
sexta-feira, 10 de março de 2017
Nonsense Talking Nº ... Qualquer Coisa
- Antes de enviar pelo correio vai passar isso por fax, ok?
- Fax?!
- Sim, fax.
- Mas... fax?
- Sim, fax, sabe o que é?
- Sei. Mas como é que eu mando isto por fax para ele?
- Tem o nº de fax, mete na máquina e segue.
- Mas ele tinha dito que queria que eu imprimisse para ele ler, não era para mandar por fax.
- Mas você não vai mandar isso por fax para o Dr., vai mandar para a ANSR antes de mandar por correio.
- Ah.
- Percebeu?
- Percebi.
- Acho que não percebi.
#pócaralho
- Fax?!
- Sim, fax.
- Mas... fax?
- Sim, fax, sabe o que é?
- Sei. Mas como é que eu mando isto por fax para ele?
- Tem o nº de fax, mete na máquina e segue.
- Mas ele tinha dito que queria que eu imprimisse para ele ler, não era para mandar por fax.
- Mas você não vai mandar isso por fax para o Dr., vai mandar para a ANSR antes de mandar por correio.
- Ah.
- Percebeu?
- Percebi.
- Acho que não percebi.
#pócaralho
quinta-feira, 9 de março de 2017
Ai Sim?
Sou aquela pessoa que vai num instante comprar café (sim, porque agora nesta bela casa fizeram questão de rebentar com a máquina podre que cá havia cujo café era oferecido pelo patronato e, no seu lugar, puseram uma linda e brilhante máquina modernaça, toda boa e maravilhosa, mas sustentada a cápsulas pagas pelos funcionários, mas que merda vem a ser esta que agora até nos retiram o privilégio de beber um café verdadeiramente merdoso, não se admite) e, logo à entrada, dá com os olhos numa mini feira do livro do estabelecimento.
Escusado será dizer que fiquei meio ano a namorar as obras e acabei por escolher um com um título interessante e um prólogo aceitável.
Depois de pagar é que me ocorreu que não fiquei lá muito bem impressionada com a última obra que li daquele autor...
Quem é que estou a tentar enganar?, o que gostei mesmo no livro foi o preço.
Sou oficialmente uma pechinchona (acabei de inventar) de livros.
E você?
Escusado será dizer que fiquei meio ano a namorar as obras e acabei por escolher um com um título interessante e um prólogo aceitável.
Depois de pagar é que me ocorreu que não fiquei lá muito bem impressionada com a última obra que li daquele autor...
Quem é que estou a tentar enganar?, o que gostei mesmo no livro foi o preço.
Sou oficialmente uma pechinchona (acabei de inventar) de livros.
E você?
quarta-feira, 8 de março de 2017
Queixume Pós Gestacional #9
Não há estupidez suficiente para a assinalar o acto de atirar com uma peça de roupa para o cabide e depois, dias após, ir lá buscá-la para a vestir outra vez, sem observar devidamente se a dita peça de roupa está em condições.
Esta especial atenção tem necessariamente de se ter quando se tem filhos pequenos, em idade de consumo das primeiras papas, que, como é sabido, é maior a quantidade de papa que aterra nas imediações que na boca do puto.
Tudo isto para dizer que andei a manhã inteira com uma imensa nódoa de papa voadora na camisola, tendo feito, inclusivamente, um julgamento inteiro com esta gloriosa medalha ao peito sem ter dado por nada. Só reparei depois, já na parte da tarde, na minha condição vergonhosa mas já era tarde demais.
Portanto, sou uma porca que não lava a roupa e achei digno partilhar este facto com o mundo.
E era só isto.
Esta especial atenção tem necessariamente de se ter quando se tem filhos pequenos, em idade de consumo das primeiras papas, que, como é sabido, é maior a quantidade de papa que aterra nas imediações que na boca do puto.
Tudo isto para dizer que andei a manhã inteira com uma imensa nódoa de papa voadora na camisola, tendo feito, inclusivamente, um julgamento inteiro com esta gloriosa medalha ao peito sem ter dado por nada. Só reparei depois, já na parte da tarde, na minha condição vergonhosa mas já era tarde demais.
Portanto, sou uma porca que não lava a roupa e achei digno partilhar este facto com o mundo.
E era só isto.
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Do Estabelecimento da Maternidade,
Isto Só a Mim...
terça-feira, 7 de março de 2017
Salty as Fuck # 18
Tratam mal os colaboradores, são sempre todos uma merda sem serventia mas dão-lhes bolo pelos anos e ficam ofendidos se não aceitam.
Vá-se lá perceber esta corja.
Vá-se lá perceber esta corja.
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Isto Só a Mim...,
Ossos do Ofício,
Piadas de Propriedade Privada
Apetece-me Grandemente Ser Porca #56
Hoje, estava eu descansadinha na sala de audiências à espera que começasse a diligência - fosse eu a chegar atrasada era o descalabro, mas como é o senhor-doutor-juiz-meritíssimo está tudo fixe - quando reparo num colega, estagiário, a chegar com uma mala de viagem pela mão (e não era um troley, se é isso que estão a pensar) todo muito contentinho e todo muito senhor de si.
Escolhida a cadeira, pousa toda a parafernália e retira de dentro do seu baú de viagem uma toga num cabide (!) e envolta naquela película de plástico daquelas de lavandaria. E fica ali a olhar para a toga, completamente embevecido, à espera que ela se vista sozinha. Lá se decide a colocar a vestimenta, não sem antes sacar de um rolinho autocolante e esfregar em toda a extensão do tecido. Só faltava mesmo um espelho para se admirar e estava a coisa feita.
Pobre coitado.
Já eu, não sabia se tinha mais vontade de me rir se de ir lá dar-lhe uma pancadinha nas costas e explicar-lhe a agruras da vida judiciária, mas fui antes comer uma peça de fruta, depois de me recostar na cadeira a ver o espectáculo.
Mas isso sou só eu, que não tenho vergonha.
Escolhida a cadeira, pousa toda a parafernália e retira de dentro do seu baú de viagem uma toga num cabide (!) e envolta naquela película de plástico daquelas de lavandaria. E fica ali a olhar para a toga, completamente embevecido, à espera que ela se vista sozinha. Lá se decide a colocar a vestimenta, não sem antes sacar de um rolinho autocolante e esfregar em toda a extensão do tecido. Só faltava mesmo um espelho para se admirar e estava a coisa feita.
Pobre coitado.
Já eu, não sabia se tinha mais vontade de me rir se de ir lá dar-lhe uma pancadinha nas costas e explicar-lhe a agruras da vida judiciária, mas fui antes comer uma peça de fruta, depois de me recostar na cadeira a ver o espectáculo.
Mas isso sou só eu, que não tenho vergonha.
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Ossos do Ofício,
Profissão: Advogada
Salty as Fuck #17
Na senda da rubrica do ai se fosse eu:
O chefe dos palermas esqueceu-se que tinha julgamento, numa manhã destas.
Liga para o escritório a funcionária judicial a perguntar se lhe tinha acontecido alguma coisa, que normalmente é tão pontual e hoje já tinha passado meia hora desde a chamada e não estava lá a avestruz. Escusado será dizer que ainda tivemos que andar à procura dele, que se tinha enfiado num buraco qualquer, e lá foi ele, todo lampeiro, porque é tão bom e tão especial que até o Tribunal espera por ele.
Não será necessário repetir o subtítulo, pois não?
O chefe dos palermas esqueceu-se que tinha julgamento, numa manhã destas.
Liga para o escritório a funcionária judicial a perguntar se lhe tinha acontecido alguma coisa, que normalmente é tão pontual e hoje já tinha passado meia hora desde a chamada e não estava lá a avestruz. Escusado será dizer que ainda tivemos que andar à procura dele, que se tinha enfiado num buraco qualquer, e lá foi ele, todo lampeiro, porque é tão bom e tão especial que até o Tribunal espera por ele.
Não será necessário repetir o subtítulo, pois não?
Até sou pessoa para gostar e vibrar com o Festival da Canção, tanto o nacional como a gloriosa final lá fora, como dizem as pessoas idosas.
Todos os anos vejo religiosamente e todos os anos fico tristíssima por levarmos fracas representações quando temos tanta e tão rica música para mostrar. Se bem que tenho algumas saudades da Suzy e do seu Quero Ser
Bom, adiante.
Parece que se escolheu o Sr. Salvador Sobral para nos representar. E até havia muita coisa aceitável naquele concurso; até fiquei surpreendida por não haver fadinhos contentes, tamanha a diversidade que este ano se nos apresentava. Compositores de renome e até alguns artistas - quão idosa estou eu hoje?! - sobejamente conhecidos chegaram-se à frente e fizeram do Festival uma coisa honrada de novo. Foi bonito de ser ver, não se diga que não.
E depois escolhe-se isto. Quer dizer, até nem é muito mau, tendo em conta participações passadas, em que a pimbalhada levou a melhor; a música é bonita e tem uma orquestração interessante, mas é claramente música da moda, completamente trendy e com um cheirete a hypster que mete dó.
Tudo na interpretação deste moço tresanda a ya tão não quero saber mas dizem que sou artista. Aqueles tiques de cabeça, a fazer lembrar uma mula embriagada no meio do pasto, não abonam nada à música e parece somente que meteu ácidos antes de subir ao palco. Hei-de experimentar cantar com o nariz entupido, numa das minha crises de sinusite (vocês não sabem mas este post é patrocinado por uma loja de produtos geriátricos na Torre da Marinha), para ver se o resultado sai igual... Já para não falar na quantidade de óleo naquele cabelo que dava para fritar ali uns filetes num instante. E da roupa que deve ter ido buscar àqueles bidões da caridade. Quando falo de hypster, é isto mesmo. Aposto que tem o último modelo do iPhone no bolso.
Porém, anda toda a gente muito entusiasmadinha com a música, que é tão linda, tão bem apetrechada, tão elogiada lá fora (lá está...) e mais isto e aquilo. Não é demais repetir que já levámos bem pior, mas estou quase para apostar qualquer coisa que não me faça falta que, agora que levamos este estilo de canção toda melosa e modernaça, toooooda a gente vai levar música de carrinhos de choque.
Só para não parecer maledicente em demasia, vou dizer o que anda tudo a dizer: ai ca lindo.
Coisas Que Vejo Por Aí #36
Por enquanto esse mito que diz que quando nascem os filhos os pais passam a receber merda como presentes nas ocasiões alumiadas, como Natal ou aniversário, não tem passado disso mesmo, de um mito. É melhor não gabar muito.
Entre outros objectos preciosíssimos, dos quais falarei com a devida propriedade mais tarde, ofertaram-me estas coisas lindas, maravilhosas e cheirosas:
Textura óptima, cor vibrante e um acabamento ligeiramente mate. Tem também um lápis de contorno, ainda mais mate, mas que, sendo muito cremoso, gasta-se rapidamente. Já para não falar do facto de ser de plástico e para afiar ser o cabo dos trabalhos.
Tirando isso, é para lá de espectacular.
Entre outros objectos preciosíssimos, dos quais falarei com a devida propriedade mais tarde, ofertaram-me estas coisas lindas, maravilhosas e cheirosas:
Textura óptima, cor vibrante e um acabamento ligeiramente mate. Tem também um lápis de contorno, ainda mais mate, mas que, sendo muito cremoso, gasta-se rapidamente. Já para não falar do facto de ser de plástico e para afiar ser o cabo dos trabalhos.
Tirando isso, é para lá de espectacular.
quarta-feira, 1 de março de 2017
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Salty as Fuck #17
Já a melhor parte de estar aqui no dia de hoje, toda podre, toda dorida e com vontade absolutamente nula de estar a produzir qualquer coisa, é que amanhã não se trabalha, como demonstração espectacular de quão bons patrões nos calharam em sorte (sendo certo que uma está na neve e outro passou a manhã no surf, o que é sempre bom).
#pócaralho
#pócaralho
Worst Day Of May Life - Parte III
Pelo facto de ter ficado com a fronha toda amassada pela aterragem filha-da-puta, que me fodeu toda, é preciso dizer, já não preciso de gastar dinheiro em máscaras de Carnaval, que já tenho a cara toda enfeitada.
Se isto não é olhar para o lado mais feliz da vida, não sei o que mais possa ser.
Se isto não é olhar para o lado mais feliz da vida, não sei o que mais possa ser.
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Isto Só a Mim...
Worst day Of My Life - Parte II
Sem dúvida a melhor parte de toda a experiência é ver as fotografias, depois de se ter quase morrido nas alturas com não-sei-quantos longos segundos sem conseguir fazer entrar oxigénio no corpo.
Principalmente as caras de cu que uma pessoa, lutando pela sobrevivência, faz a cair a 200km/h de uma altura de 4200m.
Não ponho aqui porque tenho honesta vergonha dos propósitos naquela altura porque, a bem da verdade, é de partir o coco a rir. Caras dignas da melhor comédia, a sério.
Para compensar, vou na rua a rir-me sozinha da minha triste figura, ficando todo o povão a olhar para mim, maluquinha, com a cara em obras e a rir-me como uma perdida.
Já se está mesmo a ver o que vai acontecer da próxima vez que for ao cabeleireiro e me estiverem a lavar a cabeça, não é...?!
Só me falta a sentença, já se sabe...
Principalmente as caras de cu que uma pessoa, lutando pela sobrevivência, faz a cair a 200km/h de uma altura de 4200m.
Não ponho aqui porque tenho honesta vergonha dos propósitos naquela altura porque, a bem da verdade, é de partir o coco a rir. Caras dignas da melhor comédia, a sério.
Para compensar, vou na rua a rir-me sozinha da minha triste figura, ficando todo o povão a olhar para mim, maluquinha, com a cara em obras e a rir-me como uma perdida.
Já se está mesmo a ver o que vai acontecer da próxima vez que for ao cabeleireiro e me estiverem a lavar a cabeça, não é...?!
Só me falta a sentença, já se sabe...
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O Direito tornou-me inimputável
Queixume Pós Gestacional #7
Passei tanto tempo com fomes de alimentos proibidos, a 'aguar' (expressão muito típica da minha ilustre terra e que deve ler-se 'augar') por coisas simples como queijos moles, chouriços e presunto (já para não falar no maldito sushi, cuja fome me perseguiu durante 39 longas semanas) que cada vez que, agora já sem qualquer tipo de restrição alimentar, vou, toda lampeira, comer como uma abadessa, ainda paro muitas vezes a pensar se posso comer estas coisas boas.
Isto quando, às vezes esquecida, já vai o prato a meio e se me vem à memória que não poderia estar a comer este ou aquele alimento, ainda tenho 1,2 microssegundos de pânico, pensando que o puto vai nascer com um alho-porro na testa à pala da minha gula desenfreada. Depois lembro-me das vinte e nove horas e meia de trabalho de parto para o bezerro sair e deixo-me logo de merdas, comendo o que mais haja.
Tão bom, não é?
Isto quando, às vezes esquecida, já vai o prato a meio e se me vem à memória que não poderia estar a comer este ou aquele alimento, ainda tenho 1,2 microssegundos de pânico, pensando que o puto vai nascer com um alho-porro na testa à pala da minha gula desenfreada. Depois lembro-me das vinte e nove horas e meia de trabalho de parto para o bezerro sair e deixo-me logo de merdas, comendo o que mais haja.
Tão bom, não é?
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Worst Day Of My Life
E olhem que pari sem anestesia...
E esborrachei as trombas na aterragem...
Nada se compara com este sufoco de cair no vazio sem conseguir respirar.
Foda-se, não me apanham noutra.
Tirando isso, foi horrível.
E esborrachei as trombas na aterragem...
Nada se compara com este sufoco de cair no vazio sem conseguir respirar.
Foda-se, não me apanham noutra.
Tirando isso, foi horrível.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Salty as Fuck #16
Como ser advogado é uma profissão de risco para o cérebro, de vez em quando acontecem coisas como ir todo lampeiro para o tribunal, a pensar que se tinha audiência prévia no dia de hoje, dia 24 de Fevereiro, às 10h quando afinal a porra da audiência prévia só terá lugar no dia 24 de Março, pela mesma hora.
Distrações todos temos e não faz de nós menos profissionais nem mais estúpidos por causa disso, são coisas que acontecem. Quando a chefia fica a saber do sucedido, esboça um sorriso e, com uma pancadinha amigável nas costas, limita-se a dizer: "Deixe lá."
Não é por nada, nem por mera inveja do distraído, mas se fosse comigo estaria o caldo entornado e não faltariam adjectivos menos bondosos e simpáticos para qualificar a minha falta de atenção e devaneio.
Como daquela vez em que fui para não-sei-onde, creio que Mafra ou uma terra sinistra parecida, em dia de feriado municipal e quando regressei ao ninho após a viagem frustrada, não faltaram logo comentários muito queridos e abonadores da minha pessoa, começando e acabando com a máxima de para que queria eu a agenda jurídica se nem sequer me servia dela para ver os feriados das terras vizinhas.
O que chateia nem é o ralhete, nem a falta de atenção em si, que existe e por isso tem que ser corrigida; é mais a diferença de tratamento, numa verdadeira acepção da expressão uns filhos outros enteados.
Portanto, o que apraz dizer, em vez das caralhadas habituais é simplesmente: ai se fosse eu...
Distrações todos temos e não faz de nós menos profissionais nem mais estúpidos por causa disso, são coisas que acontecem. Quando a chefia fica a saber do sucedido, esboça um sorriso e, com uma pancadinha amigável nas costas, limita-se a dizer: "Deixe lá."
Não é por nada, nem por mera inveja do distraído, mas se fosse comigo estaria o caldo entornado e não faltariam adjectivos menos bondosos e simpáticos para qualificar a minha falta de atenção e devaneio.
Como daquela vez em que fui para não-sei-onde, creio que Mafra ou uma terra sinistra parecida, em dia de feriado municipal e quando regressei ao ninho após a viagem frustrada, não faltaram logo comentários muito queridos e abonadores da minha pessoa, começando e acabando com a máxima de para que queria eu a agenda jurídica se nem sequer me servia dela para ver os feriados das terras vizinhas.
O que chateia nem é o ralhete, nem a falta de atenção em si, que existe e por isso tem que ser corrigida; é mais a diferença de tratamento, numa verdadeira acepção da expressão uns filhos outros enteados.
Portanto, o que apraz dizer, em vez das caralhadas habituais é simplesmente: ai se fosse eu...
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Salty as Fuck #15
Habitamos profissionalmente numa casa velha. Embora bem arranjadinha e adaptada à modernidade dos dias correntes, padece de muitas e vastas maleitas, próprias da idade, que os proprietários vão remendando aqui e acolá.
Hoje, estava tudo na sua vidinha, ao que parece, que a minha pessoa estava fora nas andanças costumeiras, quando cai o tecto da sala de reuniões. Assim. Do nada. Ouve-se um grande estrondo e, quando se dá por ela, está o estuque e a madeira todos no chão, em cima da mesa, das cadeiras, dos móveis, enquanto se abria uma goela preta e imunda, toda podre e cheia de teias de aranha, por cima das cabeças de todos.
Claro que toda a gente se mobilizou para arrumar e limpar imediatamente a sala, até porque havia clientes a chegar e parece que dá um bocado de mau aspecto recebê-los numa barraca em ruínas. Ninguém se queixou, toda a gente meteu mãos à obra num instante.
O que mete mesmo nojo, mais nojo que aquelas teias cheias de moscas mortas que agora pendem da bocarra aberta no tecto é que aquele barrigudo de merda - que é assim que na minha ilustre terra se chama aos gajos que não fazem ponta de corno - em vez de se dobrar para varrer o chão, apanhar o entulho, aspirar o pó, tirar a carpete, limpar a poeira nos móveis, e todas as outras coisas que estão por fazer numa sala onde acabou - for fuck sake, caralho! - de cair a porra do tecto, põe-se ao longe a mandar bitaites estúpidos, a mandar a trabalhar quem já está ocupado (lindo...) e aos gritinhos porque as coisas não estão a ser feitas como sua majestade deseja. Tudo porque o bode não pode sujar-se, como está bom de ver.
Nem vale a pena começar a tecer grandes considerandos porque senão nunca mais daqui saímos, tamanha a estupidez, cretinismo e mesquinhez associadas.
Apenas pergunto se não poderia ter o tecto caído em cima dele quando estivesse a dar consulta.
Hoje, estava tudo na sua vidinha, ao que parece, que a minha pessoa estava fora nas andanças costumeiras, quando cai o tecto da sala de reuniões. Assim. Do nada. Ouve-se um grande estrondo e, quando se dá por ela, está o estuque e a madeira todos no chão, em cima da mesa, das cadeiras, dos móveis, enquanto se abria uma goela preta e imunda, toda podre e cheia de teias de aranha, por cima das cabeças de todos.
Claro que toda a gente se mobilizou para arrumar e limpar imediatamente a sala, até porque havia clientes a chegar e parece que dá um bocado de mau aspecto recebê-los numa barraca em ruínas. Ninguém se queixou, toda a gente meteu mãos à obra num instante.
O que mete mesmo nojo, mais nojo que aquelas teias cheias de moscas mortas que agora pendem da bocarra aberta no tecto é que aquele barrigudo de merda - que é assim que na minha ilustre terra se chama aos gajos que não fazem ponta de corno - em vez de se dobrar para varrer o chão, apanhar o entulho, aspirar o pó, tirar a carpete, limpar a poeira nos móveis, e todas as outras coisas que estão por fazer numa sala onde acabou - for fuck sake, caralho! - de cair a porra do tecto, põe-se ao longe a mandar bitaites estúpidos, a mandar a trabalhar quem já está ocupado (lindo...) e aos gritinhos porque as coisas não estão a ser feitas como sua majestade deseja. Tudo porque o bode não pode sujar-se, como está bom de ver.
Nem vale a pena começar a tecer grandes considerandos porque senão nunca mais daqui saímos, tamanha a estupidez, cretinismo e mesquinhez associadas.
Apenas pergunto se não poderia ter o tecto caído em cima dele quando estivesse a dar consulta.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Salty as Fuck #14
Maneiras que tem sido mais ou menos este o espírito por aqui nos últimos tempos, mas mais vale estar calada porque a merda é sempre toda igual, queixinhas para aqui, queixinhas para acolá, e depois fica-se sempre na mesma como a lesma até ao dia em que se morre e não se deixa nada para trás, nem uma marca nem uma memória, nem coisa nenhuma e acabamos por ser sempre todos as mesmas mulas de carga, fazer alguma coisa para mudar é que está de gesso, que é lá isso que dá trabalho e anda tudo sem vontade, maneiras que volta tudo à mesma dança quotidiana, fastidiosa e que mata aos poucos e não vale a pena estar-se tudo a chatear, mais vale estar-se tudo a borrifar.
Ou então não.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Reminiscências #16
Às vezes, quando estou no meio de um qualquer afazer, lembro-me daquele dia na escola primária, algures na 1ª classe, em que levei um tabefe no rabo da senhora professora.
Já não era tempo de réguadas, ou orelhas de burro ou coças de meia-noite na escola, mas ainda não se estava nos tempos áureos de hoje em dia, em que uma coisa destas dava direito a pendurarem a senhora professora pelos pés num poste, sem roupa e com ferros em brasa a serem-lhe enfiados pelos orifícios corporais sem pausa para almoço. Como está bom de ver, devia estar a fazer qualquer coisa que me mandaram e a gaja, como déspota que era, resolveu fazer tábua rasa dos direitos adquiridos no 25 de Abril e enfardou-me um estaladão pelas nalgas dentro.
Naquele tempo, e agora parece que recuámos ao tempo em que o messias dos outros ainda caminhava pela terra, a minha Avó ia esperar-me ao portão da escola, juntamente com outras mães e avós desta vida que, sem nada para fazer, iam zelar pela segurança dos seus mais-que-queridos no caminho escola-casa.
Já não sei o que terá fundamentado tal conduta, se não achei grande graça ao tabefe que levei (provável) ou se tinha medo que a senhora professora se adiantasse e fosse dizer à temível Avó o que tinha feito (muito provável), o que é certo é que assim que pus o pé fora da porta do edifício e assim que avisto aquela cabeleira toda branca, dou um grito: "Ó Avó, hoje apanhei!".
Gargalhada geral, está visto.
A pobre mulher, com o rosto escondido dentro de uma mão, ria-se de perdida. Mas deu algum resultado: acabou por achar alguma graça e, daquela vez, não ouvi ralhar.
Às vezes, lembro-me disto, e de outras histórias da minha longínqua infância. Normalmente quando estou a conduzir em fila e a polícia está mesmo ao lado ou então quando vou ao cabeleireiro e me estão a lavar a cabeça, que o riso tem um sentido de oportunidade tremendo.
Já não era tempo de réguadas, ou orelhas de burro ou coças de meia-noite na escola, mas ainda não se estava nos tempos áureos de hoje em dia, em que uma coisa destas dava direito a pendurarem a senhora professora pelos pés num poste, sem roupa e com ferros em brasa a serem-lhe enfiados pelos orifícios corporais sem pausa para almoço. Como está bom de ver, devia estar a fazer qualquer coisa que me mandaram e a gaja, como déspota que era, resolveu fazer tábua rasa dos direitos adquiridos no 25 de Abril e enfardou-me um estaladão pelas nalgas dentro.
Naquele tempo, e agora parece que recuámos ao tempo em que o messias dos outros ainda caminhava pela terra, a minha Avó ia esperar-me ao portão da escola, juntamente com outras mães e avós desta vida que, sem nada para fazer, iam zelar pela segurança dos seus mais-que-queridos no caminho escola-casa.
Já não sei o que terá fundamentado tal conduta, se não achei grande graça ao tabefe que levei (provável) ou se tinha medo que a senhora professora se adiantasse e fosse dizer à temível Avó o que tinha feito (muito provável), o que é certo é que assim que pus o pé fora da porta do edifício e assim que avisto aquela cabeleira toda branca, dou um grito: "Ó Avó, hoje apanhei!".
Gargalhada geral, está visto.
A pobre mulher, com o rosto escondido dentro de uma mão, ria-se de perdida. Mas deu algum resultado: acabou por achar alguma graça e, daquela vez, não ouvi ralhar.
Às vezes, lembro-me disto, e de outras histórias da minha longínqua infância. Normalmente quando estou a conduzir em fila e a polícia está mesmo ao lado ou então quando vou ao cabeleireiro e me estão a lavar a cabeça, que o riso tem um sentido de oportunidade tremendo.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Parece que hoje é Dia Mundial do Gato.
Queria parecer contente com a celebração de tal criatura majestosa, mas não consigo.
Tenho saudades, grandes e dolorosas, do meu querido e felpudo amigo que partiu há 6 meses e que deixou a minha vida infinitamente mais pobre. Tenho em mim o desgosto cravado, que carrego comigo para qualquer parte e não consigo deixar de olhar para aquela casa, agora vazia e cinzenta, e não ver um olho azul a espreitar, uma causa de fora de uma cadeira ou uma pata em cima de um parto ou copo, na cozinha.
Ainda por cima, agora que tenho um bebé fofo e rechonchudo não lhe posso mostrar a maravilha que é ter um animal de estimação que se aloja no peito, se torna parte de nós e nos acompanha para o resto da vida.
Still miss you, baby.
Still miss you.
Queria parecer contente com a celebração de tal criatura majestosa, mas não consigo.
Tenho saudades, grandes e dolorosas, do meu querido e felpudo amigo que partiu há 6 meses e que deixou a minha vida infinitamente mais pobre. Tenho em mim o desgosto cravado, que carrego comigo para qualquer parte e não consigo deixar de olhar para aquela casa, agora vazia e cinzenta, e não ver um olho azul a espreitar, uma causa de fora de uma cadeira ou uma pata em cima de um parto ou copo, na cozinha.
Ainda por cima, agora que tenho um bebé fofo e rechonchudo não lhe posso mostrar a maravilha que é ter um animal de estimação que se aloja no peito, se torna parte de nós e nos acompanha para o resto da vida.
Still miss you, baby.
Still miss you.
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Lado Contrário do Espelho
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Qualquer Semelhança Com a Realidade Já Não É Pura Coincidência
Tanto tempo a destilar ódio que agora sinto falta de não ter nada com que embirrar.
Não que lhe sinta a falta, nem nada disso, porra nem pensar.
Mas confesso que sinto alguma falta da rúbrica do 'Qualquer Semelhança'. Saudosa, fui à procura numa pasta de vídeos os que guardava para aquela etiqueta, para ver se podia aproveitar algum dos que lá estão para outras ocasiões e dei com os olhos neste.
Guardei-o para o dia em que ele se fodesse todo e fosse definitivamente para a puta que o pariu - vede a minha capacidade visionária e divinatória: sempre soube que isto havia de dar asneira, mas não vale a pena estar para aqui a repetir a mesma história que já repeti 26545 vezes e cujo bottom line é eu tinha razão - e acabei por me esquecer de a colocar aqui (como foi possível?!)
Deixo-o aqui como lembrete do que foi e de como mais vale rir agora de toda a merda que poderia ter sido (bem pior, como está bom de ver).
Não que lhe sinta a falta, nem nada disso, porra nem pensar.
Mas confesso que sinto alguma falta da rúbrica do 'Qualquer Semelhança'. Saudosa, fui à procura numa pasta de vídeos os que guardava para aquela etiqueta, para ver se podia aproveitar algum dos que lá estão para outras ocasiões e dei com os olhos neste.
Guardei-o para o dia em que ele se fodesse todo e fosse definitivamente para a puta que o pariu - vede a minha capacidade visionária e divinatória: sempre soube que isto havia de dar asneira, mas não vale a pena estar para aqui a repetir a mesma história que já repeti 26545 vezes e cujo bottom line é eu tinha razão - e acabei por me esquecer de a colocar aqui (como foi possível?!)
Deixo-o aqui como lembrete do que foi e de como mais vale rir agora de toda a merda que poderia ter sido (bem pior, como está bom de ver).
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Teorias do Homicídio Qualificado
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Tem tudo para correr mal: escrito na primeira pessoa, o que normalmente é prelúdio de obra pobre, sobre acontecimentos (no início) muito pouco interessantes sobre uma personagem dúbia e extremamente controversa.
No entanto, as primeira impressões são enganadoras e posso afirmar, com toda a honestidade, que se revelou uma história rica em pormenores deliciosos e repleta de relatos históricos sobre a Revolução Francesa, os períodos do Terror e do Directório e a ascensão de Bonaparte ao poder que não se encontram em livros de História.
Relevo o final surpreende e muito original.
Muito bom.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Mais do Mesmo
Chupa, puta.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Queixume Pós Gestacional #6
A única pequena mágoa que guardo é que antigamente, e parece que estou a falar de há 10 anos atrás, chegada a sexta-feira era dia de jantarinho fora e cineminha.
Ele era sushi, ele era bifes, ele era pizza, ele era tudo e mais um par de botas. E depois, filmes e mais filmes. Às vezes pipocas.
Agora não.
Mas chego a casa e tenho uma Corujinha que se ri quando olho para ele e que fica genuinamente contente por me ver.
E é tão fixe, caraças.
Ele era sushi, ele era bifes, ele era pizza, ele era tudo e mais um par de botas. E depois, filmes e mais filmes. Às vezes pipocas.
Agora não.
Mas chego a casa e tenho uma Corujinha que se ri quando olho para ele e que fica genuinamente contente por me ver.
E é tão fixe, caraças.
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Do Estabelecimento da Maternidade
Salty as Fuck #13
Ainda mal cheguei e já nada esta puta desta casa no mesmo vendaval do costume.
Ainda mal cheguei e já só oiço falar em merdas que já oiço há sete anos.
Ainda mal cheguei e só oiço ora cochichos, ora berros, todos sobre o mesmo tema.
Reunião anual.
Que é como quem diz, hora de levar na boca colectiva e individualmente, seja à frente de quem for.
Ainda mal cheguei e já só quero ir embora.
Ainda mal cheguei e já só oiço falar em merdas que já oiço há sete anos.
Ainda mal cheguei e só oiço ora cochichos, ora berros, todos sobre o mesmo tema.
Reunião anual.
Que é como quem diz, hora de levar na boca colectiva e individualmente, seja à frente de quem for.
Ainda mal cheguei e já só quero ir embora.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Este é um livro muito amargo.
Amargo na escrita, amargo na condução da narrativa, amargo no desfecho.
É das obras mais pequenas desta série mas que ninguém se deixe enganar pelo tamanho: dentro deste pequeno livro está, sobejamente bem escrito, diga-se, a essência do sucesso de Scarrow. Grandes textos descritivos que não maçam, batalhas incríveis, feitos notáveis, perdas irreparáveis, derrotas totais. E o sentimento de desespero, dor e mágoa que atravessa todo o livro entranha-se no peito do leitor para não mais o deixar.
Classificar como 'muito bom' ou 'excelente' é apoucar uma obra absolutamente fabulosa.
Não percebo bem porque raio haveria Scarrow de, depois de ter passado 13 livros a chamar Quinto Licínio Cato ao personagem, de repente, passa a chamar-lhe Marco Licínio Cato ou mesmo Marco Quinto Cato. Se é para o aproximar de uma personagem histórica real, creio que não serão bem contemporâneos. Ainda pensei em escrever, muito indignada, ao Sr. Scarrow e mandar vir, mas depois caí em mim e percebi que já ter chateado a senhora da editora, que foi muito simpática ao responde-me, já era demais e fui antes comer uma peça de fruta.
Amargo na escrita, amargo na condução da narrativa, amargo no desfecho.
É das obras mais pequenas desta série mas que ninguém se deixe enganar pelo tamanho: dentro deste pequeno livro está, sobejamente bem escrito, diga-se, a essência do sucesso de Scarrow. Grandes textos descritivos que não maçam, batalhas incríveis, feitos notáveis, perdas irreparáveis, derrotas totais. E o sentimento de desespero, dor e mágoa que atravessa todo o livro entranha-se no peito do leitor para não mais o deixar.
Classificar como 'muito bom' ou 'excelente' é apoucar uma obra absolutamente fabulosa.
Não percebo bem porque raio haveria Scarrow de, depois de ter passado 13 livros a chamar Quinto Licínio Cato ao personagem, de repente, passa a chamar-lhe Marco Licínio Cato ou mesmo Marco Quinto Cato. Se é para o aproximar de uma personagem histórica real, creio que não serão bem contemporâneos. Ainda pensei em escrever, muito indignada, ao Sr. Scarrow e mandar vir, mas depois caí em mim e percebi que já ter chateado a senhora da editora, que foi muito simpática ao responde-me, já era demais e fui antes comer uma peça de fruta.
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Mais uma obra que não se consegue parar de ler e que arrasta o leitor para a angústia ao
ver a obra terminar.
O factor surpresa no final do livro mostra que Scarrow não se encosta à fama que criou e que consegue aplicar um valente murro nos queixos de quem o lê.
Soberbo.
ver a obra terminar.
O factor surpresa no final do livro mostra que Scarrow não se encosta à fama que criou e que consegue aplicar um valente murro nos queixos de quem o lê.
Soberbo.
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Quando se gosta verdadeiramente do universo de Harry Potter, qualquer historieta, ainda que remotamente relacionada com tal mundo, é um afago para a vista. E para o coração.
Quando falamos de uma história que relata o que sucedeu 19 anos depois é um reviver imenso e sempre muitíssimo agradável.
Atrás da simplicidade quase infantil do texto está claramente o génio de Rowling.
Pena que esta autora não tenha querido desenvolver para a escrita narrativa este conto dramático, que é uma pena ver chegar ao fim.
Pelo menos permite matar saudades de Harry Potter e seus amigos.
Muito bom.
Quando falamos de uma história que relata o que sucedeu 19 anos depois é um reviver imenso e sempre muitíssimo agradável.
Atrás da simplicidade quase infantil do texto está claramente o génio de Rowling.
Pena que esta autora não tenha querido desenvolver para a escrita narrativa este conto dramático, que é uma pena ver chegar ao fim.
Pelo menos permite matar saudades de Harry Potter e seus amigos.
Muito bom.
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Boas descrições, grande enredo, excelente contexto histórico.
Muita acção e violência que apimenta este conto de aventuras dos velhos amigos, Macro e Cato.
Ajax deixou de ser um personagem demagogo para ser um completamente idiota.
Releve-se o fim deste ser que deixa um sabor amargo na boca e que fazem com que o leitor tenha vontade de mandar os dois livros (que versam sobre o Ajax) com os quais perdeu tempo a ler pela janela fora: depois de tanto esforço e perseguição ver o vilão da história, por mais estúpido que possa ser, a ser comido por um crocodilo (!!!) em vez de morrer às mãos dos heróis é deveras frustrante.
Mais uma vez, como em A Águia no Deserto, dá a sensação que o final do livro foi escrito à pressa e sem arte.
Uma pena.
Muita acção e violência que apimenta este conto de aventuras dos velhos amigos, Macro e Cato.
Ajax deixou de ser um personagem demagogo para ser um completamente idiota.
Releve-se o fim deste ser que deixa um sabor amargo na boca e que fazem com que o leitor tenha vontade de mandar os dois livros (que versam sobre o Ajax) com os quais perdeu tempo a ler pela janela fora: depois de tanto esforço e perseguição ver o vilão da história, por mais estúpido que possa ser, a ser comido por um crocodilo (!!!) em vez de morrer às mãos dos heróis é deveras frustrante.
Mais uma vez, como em A Águia no Deserto, dá a sensação que o final do livro foi escrito à pressa e sem arte.
Uma pena.
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Macro e Cato estão de volta à Britânia para combater, uma vez mais, o exército de Caráctaco. História extremamente empolgante que prende o leitor até à ultima página.
Nota-se cada vez mais a evolução na escrita de Scarrow, que supera todas as expectativas e contos anteriores.
Nota-se cada vez mais a evolução na escrita de Scarrow, que supera todas as expectativas e contos anteriores.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
George Michael
Não podia deixar de assinalar a minha profunda e sincera tristeza pelo desaparecimento do músico.
Isto porque, para além da inegável qualidade do trabalho e do enorme talento, a verdade é que, segundo lendas que pairam na minha família, parece que devo a existência a este senhor, que fez uns belos álbuns com umas belas músicas ao som das quais fui concebida (iuuuu, sinistralidade on sight).
Resta a memória que, essa, com toda a certeza não se desvanecerá dado o imenso legado deixado às próximas gerações.
Espero que o vosso Natal tenha sido bom. O meu foi para lá de porreiro, com as montanhas de comida habituais e o convívio bonacheirão dos familiares que sobram.
Apraz especialmente contatar que aquele mito de, assim que nascem os putos, os pais deixam de receber presentes é falso. Absolutamente falso!
Será melhor não deitar muitos foguetes, que este foi só o primeiro ano...
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Queixume Pós Gestacional #5
Não é segredo para ninguém que sou uma ferverosa apoiante do sistema nacional de saúde.
Toda a vida me servi dele. Toda a vida fui bem tratada, bem atendida, a tempo e com resultados bastante positivos.
Nunca me coibi de fazer boa publicidade ao serviço público e confesso que sempre tive algumas dúvidas quanto à idoneidade de uma pessoa que falasse mal gratuitamente desta instituição.
Não digo que não existam problemas, que existem e são bastante graves, ou que as pessoas não têm de que se queixar. Não é verdade; há muito ainda que fazer e muito o que melhorar. Apenas, até à data, não tinha tido qualquer experiência no sistema nacional de saúde que não fosse boa.
Até levar o puto ao centro de saúde de Almada para fazer o teste do pézinho.
A começar pelo facto de ter que se agendar o dito teste, o que para uma coisa que tem de ser feita até ao 6º dia de vida dos petizes e haver mais bebés em Almada que couves numa horta, faz imenso sentido.
Mas o que mete mesmo nojo é o escrutínio a que nos sujeitam.
Assim que, respondendo ao que me foi perguntado, disse que tinha sido seguida, durante a gravidez, por obstetra em clínica privada foi o descalabro.
Quando disse que tinha parido no Hospital de Cascais em vez de no bendito Garcia de Orta, foi o fim. Parecia que, ao invés, havia dito que nunca fui ao médico durante os nove meses e que tinha dado à luz numa casa de banho pública.
Fui sujeita a uma série de perguntas invasivas da minha privacidade, acerca das minhas escolhas e dos profissionais que me tinham seguido. Tiveram a lata e o descaramento de me perguntar inclusivamente o porquê de ter feito semelhantes opções.
Como não ficaram de todo contentes com as respostas, mas que é isto, gente que vai ao médico onde quer, mudaram o alvo da atenção para o rapaz e fizeram-lhe uma inspecção digna do Dia da Defesa Nacional.
Escusado será dizer que implicaram com tudo: com o peso, com a roupa que trazia vestida, com o tamanho da fralda, com o modo como pousámos o ovo com o miúdo lá dentro. E fizeram questão de frizar que a minha pessoa estava a amamental mal, sem querer saber se tinha leite ou não (a verdade é que não tinha e, duas semanas depois, a merda do leite sumiu-se para nunca mais voltar, mas isso não era importante para aquela vacaria).
Resumindo, tudo fizeram e disseram para que nos sentissemos os piores pais do mundo, em especial, a porca da mãe que não tinha nada que ir parir do outro lado do rio e de arranjar a obstetra que lhe apetecia, mas onde é que isto já se viu.
Portanto, puta que pariu esta merda toda.
Anda uma pessoa, no seu inocente socialismo, a dizer maravilhas do sistema de saúde que o Estado arranjou para depois lhe calharem estas escanchadas de merda, velhas como a terra que nunca nas suas vidas miseráveis devem ter frequentado um curso de enfermagem que não fosse um dado nas Novas Oportunidades (com todo o respeito pelas Novas Oportunidades), que fodem a cabeça o pessoal mais que imberbe nestas andanças da maternidade.
Deveria ter pena delas, que não conhecem mais da vida que aquilo que a revista Maria lhes mostra ou aquilo que as pessoas dos bairros problemáticos de Almada lhes trazem, mas não tenho. Porque aposto que com as pessoas do bairro não falam elas assim, que ainda há respeito pelas classes desfavorecidas. Pelas classes mais ou menos é que não há respeito nenhum.
Para o caralho com as gentinhas de merda.
Cada vez que penso que tenho que lá voltar para porras de vacinações e o caralho, até fico com cólicas em sítios que nem sabia que era possível ter cólicas. Ainda hoje, quando fomos ao passeio das vacinas dos dois meses, uma daquelas charolesas me perguntou se já tinha marcado a consulta e que pediatra é que tinha escolhido para o puto. E tu com isso, ó desocupada dum raio? És tu que marcas as consultas ou estás à espera de me dar lições de deveres maternais? Se calhar estavas à espera que levasse o miúdo ao médico de clínica geral que atende 56747463 crianças por dia e não toma atenção a nenhuma, como o que vocês aí têm, em vez de o levar a um pediatra, não?
Foda-se mais a isto.
Toda a vida me servi dele. Toda a vida fui bem tratada, bem atendida, a tempo e com resultados bastante positivos.
Nunca me coibi de fazer boa publicidade ao serviço público e confesso que sempre tive algumas dúvidas quanto à idoneidade de uma pessoa que falasse mal gratuitamente desta instituição.
Não digo que não existam problemas, que existem e são bastante graves, ou que as pessoas não têm de que se queixar. Não é verdade; há muito ainda que fazer e muito o que melhorar. Apenas, até à data, não tinha tido qualquer experiência no sistema nacional de saúde que não fosse boa.
Até levar o puto ao centro de saúde de Almada para fazer o teste do pézinho.
A começar pelo facto de ter que se agendar o dito teste, o que para uma coisa que tem de ser feita até ao 6º dia de vida dos petizes e haver mais bebés em Almada que couves numa horta, faz imenso sentido.
Mas o que mete mesmo nojo é o escrutínio a que nos sujeitam.
Assim que, respondendo ao que me foi perguntado, disse que tinha sido seguida, durante a gravidez, por obstetra em clínica privada foi o descalabro.
Quando disse que tinha parido no Hospital de Cascais em vez de no bendito Garcia de Orta, foi o fim. Parecia que, ao invés, havia dito que nunca fui ao médico durante os nove meses e que tinha dado à luz numa casa de banho pública.
Fui sujeita a uma série de perguntas invasivas da minha privacidade, acerca das minhas escolhas e dos profissionais que me tinham seguido. Tiveram a lata e o descaramento de me perguntar inclusivamente o porquê de ter feito semelhantes opções.
Como não ficaram de todo contentes com as respostas, mas que é isto, gente que vai ao médico onde quer, mudaram o alvo da atenção para o rapaz e fizeram-lhe uma inspecção digna do Dia da Defesa Nacional.
Escusado será dizer que implicaram com tudo: com o peso, com a roupa que trazia vestida, com o tamanho da fralda, com o modo como pousámos o ovo com o miúdo lá dentro. E fizeram questão de frizar que a minha pessoa estava a amamental mal, sem querer saber se tinha leite ou não (a verdade é que não tinha e, duas semanas depois, a merda do leite sumiu-se para nunca mais voltar, mas isso não era importante para aquela vacaria).
Resumindo, tudo fizeram e disseram para que nos sentissemos os piores pais do mundo, em especial, a porca da mãe que não tinha nada que ir parir do outro lado do rio e de arranjar a obstetra que lhe apetecia, mas onde é que isto já se viu.
Portanto, puta que pariu esta merda toda.
Anda uma pessoa, no seu inocente socialismo, a dizer maravilhas do sistema de saúde que o Estado arranjou para depois lhe calharem estas escanchadas de merda, velhas como a terra que nunca nas suas vidas miseráveis devem ter frequentado um curso de enfermagem que não fosse um dado nas Novas Oportunidades (com todo o respeito pelas Novas Oportunidades), que fodem a cabeça o pessoal mais que imberbe nestas andanças da maternidade.
Deveria ter pena delas, que não conhecem mais da vida que aquilo que a revista Maria lhes mostra ou aquilo que as pessoas dos bairros problemáticos de Almada lhes trazem, mas não tenho. Porque aposto que com as pessoas do bairro não falam elas assim, que ainda há respeito pelas classes desfavorecidas. Pelas classes mais ou menos é que não há respeito nenhum.
Para o caralho com as gentinhas de merda.
Cada vez que penso que tenho que lá voltar para porras de vacinações e o caralho, até fico com cólicas em sítios que nem sabia que era possível ter cólicas. Ainda hoje, quando fomos ao passeio das vacinas dos dois meses, uma daquelas charolesas me perguntou se já tinha marcado a consulta e que pediatra é que tinha escolhido para o puto. E tu com isso, ó desocupada dum raio? És tu que marcas as consultas ou estás à espera de me dar lições de deveres maternais? Se calhar estavas à espera que levasse o miúdo ao médico de clínica geral que atende 56747463 crianças por dia e não toma atenção a nenhuma, como o que vocês aí têm, em vez de o levar a um pediatra, não?
Foda-se mais a isto.
sábado, 3 de dezembro de 2016
My Name Is Fulla Shit
Estou a ter um dia particularmente desinspirado.
Significa tão somente que tenho uma série de impropérios e queixumes para deitar cá para fora e não consigo arranjar uma maneira minimamente airosa para o fazer.
Quem é que estou a tentar enganar? O que queria mesmo era escrever um texto mega encriptado a exorcisar uns males que para aqui andam.
Falar mal, portanto. Queria dizer um monte de alarvidades cá sobre coisas e não me apetecia muito que quem lesse percebesse exactamente a quem me refiro ou a quem me refiro.
Apetecia-me, afinal, ser cobarde e deixar camuflado todas as parvoíces que tenho vontade de dizer. Como é meu apanágio, no fim de contas.
Porém, hoje não sei se consigo.
A verdade é que estou um bocado chateada. Tudo porque subitamente me vi próxima de uma avestruz, não na literalidade da palavras, como é óbvio, que até costumava apreciar mas que, pelo comportamento demonstrado ao longo de sei lá quantos anos, passei a não gostar nada. Antes até tolerava; atribuía o comportamento estranho à excentricidade da personalidade. Agora acho só estúpido. Provavelmente sempre foi assim; à minha pessoa só agora é que bateu.
Não gosto lá muito que me mintam.
Também não aprecio muito que me façam de estúpida, contando mentiras que facilmente se descobrem. Requer-se de quem mente que a mentira seja minimamente engenhosa para que o interlocutor não descubra a mentira. E esse engenho até é algo meritório, requer muita imaginação e argúcia. Agora percebo que não há engenho nenhum, é mesmo só estupidez e vontade de fazer os outros de otários.
Tenho um certo problema com a má educação, também. A inconveniência das conversas é coisa que me causa alguma comichão no olho esquerdo. Estar à mesa a mandar bitaites idiotas e a fazer juízos de valor do comportamento alheio é coisa para me causar alguma confusão. Abancar na casa dos outros sem ser convidado dá-me uma imediata vontade de começar a servir chá laxante. Tanto ou tão pouco que obriga quem recebe a colocar o abancador delicadamente na rua, recorrendo a um mecanismo tão velho quanto (pensava) eficaz de "olha desculpa lá mas tenho que sair" (da minha própria casa, atente-se!). Mas o que me tira mesmo do sério é a ilustre resposta a esta tirada que pode surgir aos mais incauto dos idiotas que ainda se dão ao trabalho de ser educados: Então podes ir que eu fico aqui.
Ahn?!
Ficas na minha casa enquanto eu me vou embora???
A sério? Terei ouvido bem?!
Pensava eu que teria ouvido todas as tiradas de má educação aquando do meu casamento, em que tive oportunidade de ouvir toda a estupidez humana no que quis respeito a exigências (vejam só...) dos convidados. Afinal, estava profundamente enganada. Ainda estava mais para vir.
Portanto, só me resta praguejar e mandar vir.
Quésta merda, caralho?!
Lá que não tenhas apanhado o suficiente em pequeno não te dá o direito de esfregar a má educação nas trombas dos outros, esperando que todos reconheçam a majestade do gesto.
Acabou-se a parcimónia.
Porque se me acabou a paciência.
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