Ofertado por ocasião do Natal.
Só tenho a dizer coisas boas.
As tonalidades são lindas, a pigmentação é excelente, a caixa que vem forrada num veludinho espectacular cabe em qualquer bolso e é a alegria do meu ser. Ó para mim capitalista da maquilhagem.
I'm in love.
Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Amostra de Gato XXVII
'Há chá? Apetece-me chá', diz ele já com os bigodes enfiados na chávena.
Não há remédio para isto...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 53
Ainda sou do tempo em que aquele órgão espectacular da Ordem dos Advogados que está mais próximo dos que trabalham na área metropolitana de Lisboa, que nos dá formação e aulas e coisas boas e cenas se chamava Conselho Distrital de Lisboa. Obviamente que ninguém se referia à coisa como Conselho Distrital de Lisboa, toda a gente tratava por CDL. Era muito mais fácil e rápido: o CDL isto, o CDL aquilo, e estava a andar de lambreta.
Porém, recentemente resolveram mudar o nome ao bicho e chamar-lhe Conselho Regional de Lisboa.
Tudo muito bem, porém, resolveram formar também uma sigla, à semelhança do que acontecia anteriormente, e a brilhante abreviatura surgida é, nada mais nada menos, que CRL.
Esta seria uma não-questão para uma pessoa normal; porém, para a minha pessoa, é uma forte de hilaridade, dado que, tendo vivido grande parte da minha existência em centros urbanos duvidosos, 'crl' é a abreviatura óbvia para aquela tão querida palavra do vernáculo português que serve para designar tudo e mais alguma coisa, principiada por 'c' e terminada em 'o' e que lá para o meio tem 'aralh'. Portanto, cada vez que o 'CRL' me envia coisas é uma festa.
A gota de água foi hoje quando recebo isto no e-mail:
Agora leiam a abreviatura em modo vernáculo e tentem manter-se sérios.
Feliz Natal também para vocês...
Porém, recentemente resolveram mudar o nome ao bicho e chamar-lhe Conselho Regional de Lisboa.
Tudo muito bem, porém, resolveram formar também uma sigla, à semelhança do que acontecia anteriormente, e a brilhante abreviatura surgida é, nada mais nada menos, que CRL.
Esta seria uma não-questão para uma pessoa normal; porém, para a minha pessoa, é uma forte de hilaridade, dado que, tendo vivido grande parte da minha existência em centros urbanos duvidosos, 'crl' é a abreviatura óbvia para aquela tão querida palavra do vernáculo português que serve para designar tudo e mais alguma coisa, principiada por 'c' e terminada em 'o' e que lá para o meio tem 'aralh'. Portanto, cada vez que o 'CRL' me envia coisas é uma festa.
A gota de água foi hoje quando recebo isto no e-mail:
Agora leiam a abreviatura em modo vernáculo e tentem manter-se sérios.
Feliz Natal também para vocês...
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Ainda nem é Véspera da Véspera e Já ninguém Trabalha ...
Podia começar aqui a dançar a valsa ou a cantar ópera que ninguém me impedia.
Não está ninguém a trabalhar.
Comarca fechada para Natal.
Não está ninguém a trabalhar.
Comarca fechada para Natal.
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Extremamente bem escrito, apesar de um pouco irrealista. Conta uma história praticamente desconhecida do trabalho artístico de Klimt e dos que o acompanharam no processo criativo.
Bom!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Natal dos Pobres de Espírito
A época natalícia seria, em teoria e mesmo para quem não tem convicções religiosas mas que se vê envolvido no espírito colectivo, um tempo de paz e amor.
No entanto, para quem habita numa casinha cheia de monstros civilistas (that's an oldy...) sita nesta comarca de mitras, não será bem assim.
Boss e Bossa chatearam-se. Numa cena muito pouco ortodoxa, entre gritos, berros, lágrimas e impropérios, mandaram a boa educação e o recato que a gestão societária recomenda às urtigas e, como se diz por aqui, pegaram-se forte e feio. E mesmo muito a sério.
Parecia ser o fim.
Cada um a fazer as malas para seu lado, sem sequer se olharem, os dias que se seguiram foram negros e tortuosos, principalmente para quem os acompanha, depende do trabalho que é dado e nada tem que ver com a cúpula decisória. Durante semanas a fio, olhávamos uns para os outros como se estivéssemos à beira de um abismo e na próxima hora alguém nos empurrasse e obrigasse a dar o passo em frente.
A pouco e pouco, a treva levantou-se e chegou alguma luz, sem, porém, o brilho de outrora. As malas desfizeram-se, o machado de guerra não foi enterrado, mas pelo menos foi guardado. Desde então vivemos num eterno dia de nevoeiro, sem qualquer perspectiva de sol. E assim irá permanecer, ao que parece, durante muito tempo.
Pessoalmente, que nunca os tinha visto em tamanhos propósitos, não sabia se tinha mais vontade de rir ou de chorar, embora, confesso, a vontade de rir era capaz de suplantar a de chorar, pois que, sendo uma pessoa horrível, as discussões dão-me sempre vontade de rir.
Embora com algumas melhorias no que ao humor colectivo diz respeito, como é apanágio destas cenas típicas de bailado da chefia, quem se lixa é o mexilhão, que é como quem diz, o pessoal que, como é o meu triste caso, consegui nada mais nada menos do que uma sobrecarga de funções e ainda, e esta é a parte que realmente lixa, é termos o Natal cancelado.
Não o Natal-Natal a sério, não é que alguém venha trabalhar nos dias 24 ou 25, mas jantar de natal corporativo e troca de prendas de amigo secreto, ardeu.
E não é por causa daquela velha conversa cordial, ah é melhor não fazer, que não há ambiente e é chato; não, não, nada disso.
Foi mesmo comunicado a toda a casinha, das bocas daquelas duas renas empalhadas, não há nada para ninguém, tenham paciência.
Isto não se faz, desculpem lá.
Esta é a melhor época para se trabalhar aqui; anda tudo folgado, tudo contentinho, tudo bem disposto, volta e meia há bolo rei para toda a gente. E com um olho no jantarinho, que normalmente tem lugar em sítio chique, e outro nos copos que se vão emborcar a seguir, a coisa passa-se muito bem.
Agora, we're getting shit for Christmas.
Se o Natal tem de ser assim, ao menos que o ano de 2016 traga, se não paz, ao menos uns almocinhos extra para compensar o pessoal.
Ca porra esta ...
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Piadas de Propriedade Privada
Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - Parte 45ª
Poderia pôr aqui todas as que me faltam, mas penso que este também pode resumir o que está em falta.
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Teorias do Homicídio Qualificado
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Sou muito apologista daquela frase feita 'volta sempre ao lugar onde já foste feliz', apesar de a maior parte das vezes se ouvir esta expressão com o sentido exactamente contrário por causa daquela música relativamente idiota do Rui Veloso, mas o que é que isso interessa agora, vamos mas é andar com isto que há mais que fazer.
Por isso, volto sempre a Harry Potter.
De cada vez que leio os livros, descubro qualquer coisa nova e fico com uma nova imagem mental dos acontecimentos e dos personagens.
Desta vez, entre outros, fiquei com a ideia que o Ron Weasley é francamente idiota e do mais estúpido que há.
Não que esta ideia não transpareça nos outros livros, mas está mais à vista no último: a quantidade de parvoíces que lhe saem daquela boa, a juntar às atitudes pouco inteligentes acabam por não deixar no leitor um grande apego ao personagem. Percebo agora que a autora, J.K. Rowling, se tenha arrependido amargamente de não ter, antes, feito o arranjinho entre o Potter e a Granger, porque o Weasley é, à falta de melhor adjectivo, fraquinho.
E era só isto.
E Não Querem Lá Ver ...?
Eu que, feita ursa, estive tanto tempo a dormir, que nem comentei que temos um governo de Esquerda?? Com o apoio do Bloco e do PCP, a sério?!
Contra todas as perspectivas e todos os ventos e marés que se levantaram contra a ideia, veio um tempo diferente e verdadeiramente inédito para este país.
Vamos ver até onde podemos ir.
Para já, é aguardar com alguma esperança.
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Comentário Jurídico da Latrina,
Posição Doutrinária
Cinema Nº ... Coiso - O Último, Prometo
Voltei ao meu certame (palavra amorosa) preferido: Ciclo de Cinema Israelita, que já vai no 8º ano consecutivo.
Gosto sempre de ir a este festival, ver o meu povo, como diz o meu ilustre marido. Tem sempre coisas novas, gente engraçada e uma perspectiva diferente de cultura.
Este ano, numa toada mais séria do que a do ano anterior, onde só me apeteceu comédias, vi este:
Conta a história de três irmãos que procuram desesperadamente o segredo da sua mãe, após a morte desta.
Poder-se-ia esperar daqui um dramalhão e um chorrilho de clichés, mas nada disso sucede.
Apesar da carga dramática do argumento, tem muitos traços de humor e um final verdadeiramente surpreendente exactamente porque foge a todos os clichés em que se afogam os filmes do género, e é brilhante por isso.
Muito bom!
Gosto sempre de ir a este festival, ver o meu povo, como diz o meu ilustre marido. Tem sempre coisas novas, gente engraçada e uma perspectiva diferente de cultura.
Este ano, numa toada mais séria do que a do ano anterior, onde só me apeteceu comédias, vi este:
Poder-se-ia esperar daqui um dramalhão e um chorrilho de clichés, mas nada disso sucede.
Apesar da carga dramática do argumento, tem muitos traços de humor e um final verdadeiramente surpreendente exactamente porque foge a todos os clichés em que se afogam os filmes do género, e é brilhante por isso.
Muito bom!
Coisas Que Vejo Por Aí # 29 (para desanuviar antes de atacar novamente)
É sempre bom quando a arte chega ao sítio onde se mora.
E a minha ilustre terra de residência, que já se sabe que as minhas origens são mais longínquas e também mais mitras, tem muita oferta artística e cultural.
Tive o privilégio de assistir a Hamlet, que dispensa apresentações, no dia da estreia.
O texto, absolutamente extraordinário, contou com uma encenação particularmente boa, interpretações razoáveis e cenários bem imaginados.
Talvez por ser a noite de estreia, notava-se algum nervosismo no elenco, principalmente no protagonista, que teve ligeiros percalços ao longo das 4 horas de actuação. Nada que bata, no entanto, o verdadeiro terror provocado pelo próprio encenador que também participava na peça que, esquecendo-se do texto, deixou escapar uma ou outra expressão de vernáculo em todo o seu esplendor. (pode dar-se o caso de ter ouvido mal, mas para ouvir vernáculo, e dizê-lo, claro está, estou cá eu). Mas mesmo assim, não foi nada mau.
Way to go!
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Das Coisas fora dos limites do 202º CC
Cinema Nº ... Coiso - Outra Vez
Muito interessante.
Tudo. A história, a fotografia, as interpretações.
E Mr. Hardy. Que é das coisinhas mai lindas e mai jeitosas que caminham neste mundo.
Ohhhh, Mr. Hardy, Mr. Hardy...
Só por ele vale a pena.
Tudo. A história, a fotografia, as interpretações.
E Mr. Hardy. Que é das coisinhas mai lindas e mai jeitosas que caminham neste mundo.
Ohhhh, Mr. Hardy, Mr. Hardy...
Só por ele vale a pena.
Cinema Nº ... Coiso
E para recomeçar as hostilidades, nada melhor que um despejar imenso de um imenso rol de filmes entretanto visualizados.
Comecemos:
Não está nada mau, não senhor.
Foi um belo final para uma série (com o Daniel Craig) que começou mais ou menos.
A coisa boa é que este Craig das couves já não volta mais.
Razoável, vá.
Comecemos:
Não está nada mau, não senhor.
Foi um belo final para uma série (com o Daniel Craig) que começou mais ou menos.
A coisa boa é que este Craig das couves já não volta mais.
Razoável, vá.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
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