Qualquer dia, ainda arranjo maneira de me declararem insolvente por causa desta mania de andar sempre a comprar protectores de pés...
Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Da Teoria do Perfume
O perfume não engana ninguém, um cabrão topa-se à distância.
Não se pode descrever, é uma sensação, um prenúncio, um travo no perfume de uma pessoa denuncia automaticamente o conteúdo do cérebro.
Não se pode descrever, é uma sensação, um prenúncio, um travo no perfume de uma pessoa denuncia automaticamente o conteúdo do cérebro.
Trauma ou estupidez, bola de cristal, sorte ou adivinhação, não se saberá, sabe-se que um nariz apurado salva a vida de muita gente, não há como enganar, o almíscar é um elemento que entra na maioria dos perfumes, quando é demais, é porque o perfume pertence a uma gama comprada por gente pouco séria.
Mesmo assim, e porque ainda se acredita no sistema, e o in dubio pro reo é um princípio tão bonito, não nos podemos pôr a julgar os outros por dá cá aquela palha, aliás, julgar o quê, não há pretensões a ser deus, ainda menos magistrado, cada um amanha-se como quer, que tem o próximo a ver com o assunto a não ser por pura vontade malévola de crucificar?
Como tal, dá-se uma abébia, um benefício de dúvida, não custa nada, se nos fossemos guiar pelas primeiras impressões nos outros, não tarda nada vivíamos todos em ilhas desertas.
Porém, uma pessoa que há muitos anos vira frangos, que é como quem diz, há anos que observa atentamente os comportamentos sociais de determinadas estirpes de pessoas, sabe reconhecer um risco quando o vê, sabe e não há volta a dar, há pessoas que já vêm com um pirilampo vermelho gigantesco por cima da cabeça, o arauto das más notícias, o famoso red alert, red alert! Portanto, o que se vê é mais que certo, a primeira impressão nunca falhará muito, apenas se decide fechar os olhos uns segundos para dar a hipótese de estarmos enganados, uma cortesia para que os outros não pensem que somos anti-sociais e seres malcriados.
Todavia, queridos amigos, as pulgas são animais fantásticos, capazes de não deixar dormir uma criatura quando lhes dá para chatear, e quando se põem atrás da orelha, é um vê se te avias de mordedelas para ver se a criatura não adormece, nem pode, tem mais é que estar atento, vem aí um cabrão.
Não que haja a veleidade de ser como um Presidente da República, antes Primeiro-Ministro, que tudo sabe, nunca se engana e raramente tem dúvidas, mas lá está, a queimadura do forno frangueiro já alastra, não há como fugir à verdade, o perfume é o identificador nº1 dos porcos que fazem a vida das mulheres uma miséria, todos os avisos vermelhos têm de ser accionados quando chega ao nariz o cheiro demasiado agradável, a cheirar a açúcar com mel, mais uns pozinhos de flores e madeiras, bolas, que é complicado descrever um cheiro, não há maneira de o fazer, de todo, há que ter mas é cautela, não vá cheirar a esturro, que é para não dizer a merda, depois.
Moral da história: fora com o in dubio pro reo no que concerne perfumes masculinos, pôr tudo no mesmo saco e fugir a sete pés.
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Posição Doutrinária
terça-feira, 27 de julho de 2010
Que Desgosto...
Tem uma pessoa um ídolo e fazem-lhe uma coisa destas.
Tem-se as mais altas expectativas e tudo fazem para que sejam goradas.
É um ultrage e uma pouca vergonha!
Poderia só ser o caso de adoração intelectual, que para isso até há mais do que capacidade do dito ídolo, mas não, nem é só isso, que os olhos também comem, e comiam uma grande coisa, mas insistem em tudo escangalhar.
Já não se pode ter um deus pessoal que arranjam logo maneira de arrancar ilusões e destruir fantasias do mais perfeito de todos os seres.
Ora bolas, não se faz!
Tem-se um homem na mais alta das considerações, no mais alto dos pedestais, e o estupor arranja logo maneira de cair do altar abaixo e partir-se em bocadinhos, qual jarra de cristal. Não se faz.
Porque resulta nisto:

Tuomas Holopainen, o Desgraçado
Tem-se as mais altas expectativas e tudo fazem para que sejam goradas.
É um ultrage e uma pouca vergonha!
Poderia só ser o caso de adoração intelectual, que para isso até há mais do que capacidade do dito ídolo, mas não, nem é só isso, que os olhos também comem, e comiam uma grande coisa, mas insistem em tudo escangalhar.
Já não se pode ter um deus pessoal que arranjam logo maneira de arrancar ilusões e destruir fantasias do mais perfeito de todos os seres.
Ora bolas, não se faz!
Tem-se um homem na mais alta das considerações, no mais alto dos pedestais, e o estupor arranja logo maneira de cair do altar abaixo e partir-se em bocadinhos, qual jarra de cristal. Não se faz.
Porque resulta nisto:

Tuomas Holopainen, o Desgraçado
Meus Filhos
É em dias como este, leia-se calor dos infernos, que se percebe, finalmente, porque é que a Reforma Agrária não funcionou, porque têm os alentejanos fama de não gostar de trabalhar e porque é que África é um continente em vias de desenvolvimento.
Como é que se trabalha com um calor destes?!
Como é que se trabalha com um calor destes?!
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Dare Me
Oh, não, não penses que me esqueci de ti.
Que não ponha aquele ar tão contente de criancinha que vai roubar uma bolacha quando ninguém está a olhar, não vale a pena pôr cara de conspurcada inocente, esse eterno vilipêndio no olhar, de quem sofre e carrega as amarguras do mundo nos pobres ombros, esse semblante de mártir, esse ar de Cristo na cruz.
Esquece, porque eu não me esqueci, ainda há-de vir longe o dia em que me esqueça, que isto das mentes rancorosas têm sempre o seu quê de idiotice, quem sou eu para negar a minha própria estupidez, não se pode lutar contra aquilo que é natural, enfim, cada maluco, passo a repetição, sua ideia, não vale a pena, está no sangue, terá que ser.
Mania de regressar dos mortos, com que então. Muito bem, crê-se que sim, há que manter uma mente aberta, tudo será possível até prova em contrário, o que, na prática, quer dizer que tudo o que os outros resolvam inventar, temos que aturar e suportar, pois então, que é isto senão o viver social, comam e calem, que a seguir vem mais. Ou seja, tudo o que se quiser dizer e fazer, está-se à vontade, é tudo do povo, os outros é que são os maus, não é, então faz-se o escarcéu que mais aprouver e os restantes que se fodam, quem vem trás que feche a porta, lá diz a minha avó, e melhor para sabedoria popular não há, os velhos sabem tudo, e o que não sabem, inventam que a idade colmata o resto.
Regressar dos mortos não é lá muito boa ideia. Digo eu, vá, que não sei nada de nada, e hoje estou com um feitio desgraçado, não digo coisa com coisa, que nunca disse, mas enfim, e nem sequer é dizer, é escrever, já nem dá para usar figuras de estilo que vêm logo chatear com a exactidão linguística.
Chateia, o regressar dos que partiram, dizia, porque já se tinha habituado a viver pacificamente sem presenças incómodas, sem pestilências, sem outras coisas que tais e de repente, já cá está o cadáver a melgar, que merda esta, afinal enterram-se os defuntos por uma questão de higiene e depois é isto, quero mas é o meu dinheiro de volta.
Então, então, pensavas que me esquecia de ti? Isso é que era bom.
Não só não me esqueci, como sou obrigada a lembrar-me, porque os mortos afinal não morrem, os cabrões, continuam a vaguear por aí, uma maçada, por isso não há esquecimento nem perdão, como se diz lá para os lados de Baleizão, voltou e mais valia que tivesse ficado na tumba, ah pois é, que isto das voltas linguísticas são tramadas, quando menos se espera, voltam para nos morder o cu, é o que há.
Não me esqueci, pois não. Não podia ser tudo fácil, pois não? Nem se podia contar com tal facto, com os outros talvez, para quem já deu para esse peditório é que já nem por isso.
Não me esqueci, não.
Um bocado tarde para isso.
sábado, 24 de julho de 2010
Cumbersas
- Nem sei o que aquela C. vê naquele R., o gajo é um banana!
- Deve ter outros atributos.
- E depois? É um banana!
- Sim, mas terá outras qualidades, outras coisas que não conheces.
- Porra, é um banana!
- Bem, pelo menos deve enfiar a banana...
- Pois...
- Deve ter outros atributos.
- E depois? É um banana!
- Sim, mas terá outras qualidades, outras coisas que não conheces.
- Porra, é um banana!
- Bem, pelo menos deve enfiar a banana...
- Pois...
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Próxima Semana
Avizinha-se uma semana solitária com todos os pintaínhos fora da capoeira.
Só lá fica o galo chefe.
Adivinhem lá para quem sobrará...
Só lá fica o galo chefe.
Adivinhem lá para quem sobrará...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Coisas felinas
Sabe-se que se tem um gato do demónio quando se vai dar com ele com o focinho enfiado num pacote aberto de Doritos.
Leituras II

História interessante e bem imaginada, nada de muito original, é certo, mas mesmo assim, vale a pena a nota de criatividade.
A escrita é que, infelizmente, deixa muito a desejar; linguajar infantil com pretensões a grande literatura, perdendo-se pontos interessantes para o andamento do conto com capricho de mostrar dotes que não existem. Mostra como que uma espécie de arrogância, como se escrever palavras simples fosse mau demais para a autora, que só se contenta se escrever vocábulos elaborados, acabando por misturá-los com linguagem de costureira. Resulta num desastre, pois então.
Assim se estraga uma boa história.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Super Bock Super Rock - Rescaldo
Por todos os quilos de pó que foram comidos, mais as horas que foram passadas em pé, mais as pessoas, esses seres que infelizmente insistem em existir em todo o lado, que são tão estupidazinhas, benza-as deus, de cada vez que há ajuntamentos, por tudo isto valeu a pena.
A qualidade musical foi tanta que nem há palavras para descrever.
Grande fim-de-semana de festival.
Sábado, dia 17 de Julho:

Julian Casablancas
(excelente cantor, um bocado estouvado, mas extremamente competente)

Hot Chip
(grande surpresa, não dava nada por eles e puseram toda a gente a dançar)

A qualidade musical foi tanta que nem há palavras para descrever.
Grande fim-de-semana de festival.
Sábado, dia 17 de Julho:
Julian Casablancas
(excelente cantor, um bocado estouvado, mas extremamente competente)
Hot Chip
(grande surpresa, não dava nada por eles e puseram toda a gente a dançar)
(confessando que estava por demais céptica em relação a estes senhores, que me pareciam apenas uma bandinha com um cd popularucho mas sem grande consistência, toma lá uma espectáculo brutal!)
Domingo, 18 de Julho:
(tocam benzinho)
(er... kind of...)
E finalmente, o grande, o magnífico, o extraordinário, o lendário PRINCE!!!
E finalmente, o grande, o magnífico, o extraordinário, o lendário PRINCE!!!
A voz, apesar da idade, continua do melhor, a performance do melhor, esbanjava simpatia e carisma. Um ídolo, uma lenda da música.
Foi dos melhores concertos a que já assisti.
Não percebi lá muito bem o que é que aquela Ana Moura foi lá fazer, mas há coisas que nem vale a pena comentar.
Prince é gigante e está tudo dito.
Harry Potter e os Talismãs da Morte
Parece que, afinal, os filmes de Harry Potter não foram vaticinados ao esquecimento.
A primeira parte dos Talismãs da Morte sai em Novembro e a segunda em Julho de 2011.
Só pensar que dividem a última parte da história em duas já dá arrepios.
Aliás, nem sei porque aguardo ansiosamente a estreia dos filmes desta saga se depois passo o filme inteiro a maldizer a minha sorte e o dinheiro que gastei no bilhete, tamanha é a aldrabice que se vê.
Enfim.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Teoria das Compras

Desenganem-se aqueles que pensam, baseados nas premissas empíricas, que a existência é, em si, uma ironia pegada.
Às vezes sim, outras nem tanto, mas no que toca a compras, e isto é mais para o público feminino, não que os homens não façam compras, que fazem, mas pelo menos não são estúpidos que vivam para as fazer, o que se há-de fazer, os géneros serão sempre separados por estas questões menores, nem sempre a ironia, dizia, é aquela que funciona.
Rezam os mais altos ditames da filosofia de bancada, essas bíblias do viver, que quando não há dinheiro, todas as coisas são lindas, tudo parece maravilhoso, tudo se quer comprar; quando o vil metal abunda, já não se encontra nada, tudo desapareceu, oh que triste que estou.
A questão aqui é tão somente a ironia, essa figura pouco lavada, que insiste em aparecer em todo o lado a estragar a vidinha a uns e a outros.
Pois sim.
Experimente-se, então, entrar num estabelecimento comercial de interesse relativo quando anteriormente nada havia para achar graça, com o relevante pormenor da carteira recheada para ver como a ironia vai logo à viola e se sai de uma loja sem nada de especial com os bracinhos carregados com coisas apenas relativamente giras e tal, deixando lá uma fatia relativa do salário.
Ironia relativa, portanto.
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Posição Doutrinária
Cúmulo de Qualquer Coisa
O que é que pode acontecer de tão extraordinário num simples dia de trabalho, igual a tantos outros, nem melhor, nem aparentemente pior?
Ter que entrar pela janela, ajudada por um escadote que já teve tempos áureos, sim, mas já não agora, com uns saltos de sabe-se lá quantos cêntimentros, alçar a perna e ficar presa no caixilho, ou melhor, deixar lá uma parte da nádega esquerda, que nestas coisas, os caixilhos são uns gatunos, se fica lá alguma coisa presa, ficam com ela, que a vida está difícil e temos que nos arranjar como podemos, que é que querem, c'est la vie, e tudo isto porquê, porque alguém se lembrou que hoje era um óptimo dia para mandar abaixo uma parede, e não é uma parede qualquer, é a parede traseira do edifício.Porra.
Mais engraçado é ver pessoas de bem, pessoas jurídicas de sucesso, a ficar com as partes baixas presas no dito caixilho, enfim, sobre os caixilhos já tudo foi dito, quem manda só haver uma escada que permita o acesso a toda a casa, é o que há, e ficar a vê-los ficar azuis e querer mandar uma caralhada e não poderem porque a postura nunca se perde, bardamerda mais à mania das obras e dos arranjinhos nas paredes, vem um gajo trabalhar descansadinho e é logo isto.
Graças a deus que não saí homem do frasco, senão havia de ser pior.
Sobrevive-se, entretanto.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Mortis Causa
Caminhavam lado a lado, encolhidos nos casacos, subindo a rua que terminava lá longe. Não parecia, mas eram similares, filhos dos mesmos laços, unidos, mais que não fosse, pela figura pequenina e vestida de preto, mimada pelos anos, que vinha atrás, conjugando o fôlego com os passos, que os anos só mimam as pessoas no palavreado literário, quando pesam nos ombros a figura de estilo deixa de ter piada. Duas gerações separadas pelos passos. Os herdeiros. De fortuna alguma, da tristeza no olhar, do tempo que passou, do caminhar pesado, de si.
Passando os pesados portões, quase de olhos fechados sabiam o caminho até à casa que procuravam, apenas os mantendo abertos pelo trilho sinuoso debaixo dos pés, que pedia que nele não tropessassem, não fosse estar aberto algum buraco, daqueles de sete palmos, sítio perigoso para se cair, este.
Chegaram. A casa é baixinha, preta, de inscrições nas paredes e outros dizeres. Memorial.
Não se ouve nada, a não ser o vento que passeia por ali, despentando flores, sacudindo a água das poças, arrepiando uma ou outra cabeça escondida no intervalo de outras casinhas que por lá se amontoam. Silêncio e nada.
Olham uns para os outros. A velha figura nada diz, o vazio come-lhe as palavras. Os outros, os que são parecidos, olham também.
E num gesto repentino, um deles pega na vassoura velha, enquanto o outro vai buscar um balde com água. E sem nada acordarem, lavam e esfregam e limpam a casinha. E a velha continua a olhar, sem nada dizer, o que é que pode haver para dizer, limpar é gesto de vivência, os vivos limpam à sua volta para poderem viver, os mortos limpam-nos os vivos, que já nada mais há a fazer, ao menos sempre os vivos mantêm a ilusão de que sobra um último gesto, são coisas da vida, e da morte, porque não, tratar os que já não existem como se fosse seres deste mundo, é assim que se mantém viva a memória, ou o que seja, ao menos que não se passe a eternidade numa casinha feita de teias de aranha e outras sujidades.
Nenhum deles acordou o que que que fosse, e mesmo assim, sincronizados como bailarinos, não deixando passar poeira alguma, limpando todos os poros do mármore.
Nenhum deles acordou nada, mas olham um para o outro e têm a mais longa conversa de sempre sem mexerem os lábios.
Passando os pesados portões, quase de olhos fechados sabiam o caminho até à casa que procuravam, apenas os mantendo abertos pelo trilho sinuoso debaixo dos pés, que pedia que nele não tropessassem, não fosse estar aberto algum buraco, daqueles de sete palmos, sítio perigoso para se cair, este.
Chegaram. A casa é baixinha, preta, de inscrições nas paredes e outros dizeres. Memorial.
Não se ouve nada, a não ser o vento que passeia por ali, despentando flores, sacudindo a água das poças, arrepiando uma ou outra cabeça escondida no intervalo de outras casinhas que por lá se amontoam. Silêncio e nada.
Olham uns para os outros. A velha figura nada diz, o vazio come-lhe as palavras. Os outros, os que são parecidos, olham também.
E num gesto repentino, um deles pega na vassoura velha, enquanto o outro vai buscar um balde com água. E sem nada acordarem, lavam e esfregam e limpam a casinha. E a velha continua a olhar, sem nada dizer, o que é que pode haver para dizer, limpar é gesto de vivência, os vivos limpam à sua volta para poderem viver, os mortos limpam-nos os vivos, que já nada mais há a fazer, ao menos sempre os vivos mantêm a ilusão de que sobra um último gesto, são coisas da vida, e da morte, porque não, tratar os que já não existem como se fosse seres deste mundo, é assim que se mantém viva a memória, ou o que seja, ao menos que não se passe a eternidade numa casinha feita de teias de aranha e outras sujidades.
Nenhum deles acordou o que que que fosse, e mesmo assim, sincronizados como bailarinos, não deixando passar poeira alguma, limpando todos os poros do mármore.
Nenhum deles acordou nada, mas olham um para o outro e têm a mais longa conversa de sempre sem mexerem os lábios.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Las Vagas
Estou completamente viciada nesta música. E nesta banda.
Há anos que a oiço e de vez em quando entra-se-me pelos ouvidos dentro e não sai mais.
E o video é original, ahn!?
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