sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Tarantino à Presidência



Porque Tarantino nunca falha.
Genial.
Pela coragem que nunca ninguém tem, nos filmes sobre a II Guerra Mundial, ( sim, para dar veracidade à coisa, certo...), de estraçalhar até não sobrar uma migalha os maus da fita.

Falemos Mal

Pois sim, que se está com disposição de matar alguém.

Não há mais nada para fazer, é o mote.
Exacto, até aqui, é facto assente; no meio de tanta gente honesta e trabalhadora, há sempre um peru qualquer que não tem ocupação, ou pelo menos, não uma no verdadeiro sentido da palavra.
Sim, e depois?

Depois, meus caros?
Depois inventa-se, não é óbvio?

Porque só claramente quem não tem o que fazer é que vai inventar, há que passar o tempo; lá diz o outro que a necessidade aguça o engenho.

Navega um ser, descansado e relaxado da vida, este sim, sem nada para fazer, pela blogosfera fora, quando se depara com publicidade do outro mundo. Alguém se dedica a embelezar calhaus, a metê-los em bolsas e a vendê-los como se fosse um jogo de dominó. Ou jogo do galo. Ou das Barbies. Ou outra merda qualquer.
Para que serve? Er...
Indefinido.

Ai, mente mundana, que só diz asneiras, que nada produz e nada constrói, só critica e não compreende o sentido além do materialismo.

Exacto, mas e para que servem os calhaus?

Vazio.

Ainda por cima vindo de uns lados que mereciam ser abalroados por um camião. Bem, talvez dois, para ficar tudo destruidinho, just to make sure.
Mas, por outro lado, seria desnecessário o estrago material dos camiões, usados por pessoas de bem, que trabalham; bastava que os lados mordessem a língua e morreriam instantaneamente, tal a quantidade de veneno expelido.

Sim, claro.
E os calhaus, para que servem?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Que grande pouca Vergonha...

Tudors.




Grande série.


Bela história.


Grande e belo protagonista.





Assiste um ser, descansadinho ao que parece uma boa reconstituição histórica, quando, lá para o início, aparece a irmã de Henrique VIII forçada a casar com o rei português por razões de aliança politica. Nada de espanto até aqui, prática mais que comum ao longo dos séculos por gente a dormir com outros de outros países para tudo se dar bem e serem uma grande família.


Vai a Dama para a corte portuguesa, onde desposa o rei tuga, que sofria de gota, era velho e tinhoso, de pés encardidos e ar de rufia tarado, baboso e infame.

Digno de nota também o facto de o rei falar um português que mete nojo, claramente um inglês que aprendeu português num curso por correspondência, enquanto que os senhores que habitavam na corte falarem português correcto porque, enfim, são portugueses.

De relevar ainda que os insultos proferidos contra a Dama inglesa estarem em perfeita harmonia com as regras gramaticais. Obviamente que soa muito melhor puta, vaca e cabra maldita em português a sério do que o personagem real no apogeu das suas falas.


Lindo.

Não fosse tudo inventado para a grande série e acrescentado à bela história.

Nunca houve tal Dama, muito menos tal rei português.

Nunca existiu.


Bem, pelo lado positivo, já se deixou de configurar o rectângulo à beira mar plantado como região espanhola, há evolução.

Mas porque é que calha sempre um tinhoso qualquer a fazer de tuga, um que nem os pés lava?? Raio de diplomacia...

Não que seja comum aqui, mas não há mais nada para fazer...

José Sócrates esteve bem, ontem na entrevista.
Vá, esteve muito bem.
Ora bolas, deixemos os eufemismos, há que dar ênfase a coisa...
José Sócrates esteve muita bem ontem, na entrevista à RTP.
Calmo e sereno, esqueceu os tempos de gritaria e prepotência, e deu uma imagem de candidato seguro, responsável e credível. Longe vão os tempos do eu é que sei, vocês não percebem nada, eu é que sei governar. Agora, é tempo de assumir erros ( sim, isto é mesmo verdade! ), mas sobretudo de olhar para o futuro com vontade de trabalhar, com vontade de fazer mais, de levar o país para a frente.

Oh deus, qualquer dia ainda o PS me vem buscar a casa só para lhes escrever os panfletos de campanha...

José Sócrates esteve mesmo bem. Está a apostar forte na campanha e começa desde cedo a tentar marcar uma posição. mas..., e perdoe-se o tendencialismo implícito, ou não, o baile que deu a Judite de Sousa foi impressionante. Não que ele seja algum principiante no que concerne pisar os nervos da dita senhora, só que desta vez, em vez de lhe abrir os olhos e de lhe mandar duas ou três rebocadas daquelas dignas de arrancar uma arvore, limitou-se a sorrir, a usar a ironia de vez em quando, e a responder como gente grande, sem medo, concisamente.Ao que parece, a dita senhora e o Sr. primeiro ministro não se dão muito a relações cordiais em entrevistas. Mas desta vez, em vez de fazer perguntas que pretendem ser embaraçosas, com laivos de pretenciosismo e um nada implícito tendencialismo político, levou que contar.
Ou nunca tinham reparado que a senhora não gosta muito dos candidatos socialistas?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Olhai, senhor,
tua ovelha perdida no vale das sombras,
teme pela vida, enquanto busca salvação.

Vede, senhor,
tua serva amada no meio da perdição,
no meio do esgoto, no meio da podridão, no meio da luz.

Olhai, senhor,
pedaços dela que os lobos arrancam,
sedentos da sua alma.

Vede, senhor,
que fizestes dela, para onde a levastes, por que montes a arrastastes,
em que inferno a fizestes cair.

Olhai, senhor,
tua serva quebrada.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Olhai, senhor,
tua serva quebrada.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Recomendado


Vale pela história, pelo filme em si, de grande qualidade.
Vale, obviamente, pelo intérprete.

Sim, isto é Real - III

Olhó 'Nanás ´Squinho!

Era uma vez um pobre cidadão que veio morar para Nenhures, mas que na verdade, era originário de uma certa região autónoma conhecida, entre outros, pelos belos ananases.
Quis o pobre cidadão, afastado da terra que o viu nascer, trazer para Nenhures uns ananases, não só para matar saudades de casa, como para ter que fazer e que mostrar aos vizinhos. Como todos sabem, ananases são muitas vezes motivo de espanto e invejas alheias.
Haviam passado 8 longos anos desde que ananás tinha sido plantado em Nenhures, no quintal do pobre cidadão, sem qualquer resultado.
Até que um belo dia, o pobre cidadão, farto da merda do ananás que só dava folhas e nada de fruta, avança com toda a cólera sobre os ditos, e, enchendo os pulmões de todo o ar que conseguia, grita que ou dão coisa que se veja ou bem podem entregar a alma ao criador porque iam todos ser cortadinhos às postas.
E, não querem lá ver, os ananases nascem todos, lindos como o sol, e estão para durar.
Obviamente que o cidadão, já não pobre, que agora tem ananases, crê piamente que foi por sua intervenção que a fruta desabrochou.
Até faz sentido que assim pense, são ironias da vida doméstica, quem não as tem?



Porém...



Isto vinha numa folha de um jornal. Uma entrevista ao senhor que faz nascer ananases em Nenhures.

Real. Isto é muito real.

Sim, isto é Real - II




Fixem-se apenas no nome, que já dá que fazer.

Sim, isto é Real - I



Algures na bela cidade de B.

Pax Julia e Arrebaldes

Por esse país fora :

Sonega
Teimosas
Pouca Farinha
Chaminé de Cima
Chaminé de Baixo
Casa Velha
Fornalhas Novas
Escanchados
Machada Velha
Vale de Narizes
Cabeça Gorda
Cegonha
Folgada
Sapos
A do Pinto
Pias
Marmelar

Não se fica indiferente.

Back on Track

De volta, algures por aqui.

domingo, 9 de agosto de 2009

Boas Férias

Ainda me lembrava de uma coisinha ou outra para praguejar e dizer mal, mas a época é de sol e calor, que mesmo as criaturas das trevas necessitam.

De regresso em breve.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Happy Birthday

Nasceu de uma conversa da treta, de um capricho, como uma forma de entertenimento num verão solitário. Um cesto de memórias e angústias, um armazém de desabafos, jurídicos e não jurídicos, um pote onde cabia o mundo, um mundo cheio de tudo o que os olhos conseguiam abraçar.

Desenvolveu-se sem uma das partes que o gerou e tornou-se instrumento indispensável para quem trilhou um caminho tão sinuoso como a Judicatura o pode ser.
Durante seis centenas de posts, o resguardo de quem desabafa para não enlouquecer, o porto que garantiu a sanidade do autor, que correspondia silenciosamente aos apertos, às mágoas, às desventuras, ao que o universo traz de menos bom. Serviu de partilha do que de bom existiu e existe. Serviu de diário para pontas de dedos de quem não aguenta viver sem escrever, mesmo que apenas disparates.

Hoje completa 2 anos de existência.
Hoje é indispensável, mais do que o vício do princípio. Hoje é inspiração para escrever mais além do que era febre de exibicionismo de outrora. Hoje é Mãe de Família, uma Boa Mãe, que protege e acarinha a filha de espírito inquieto, de coração ao largo, de expectativas sombrias e sonhos secretos.
Hoje é Bona Mater Familias, em evolução, é certo, mas tão mais do que era no início.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Korn no Auge



Um dos melhores covers de sempre.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Miau para Mim

Ter um animal em casa tem muito que se lhe diga.

Dar-lhes de comer e deixá-los trepar para o sofá enquanto se vê televisão é normal.
Deixá-los à solta, receber seus conjuges, observá-los a entrar pela janela ainda é como o outro.

Limpar a porcaria e a terra de um vaso que viu o seu conteudo espalhado no chão porque o bicho não conseguiu aguentar as necessidades, ainda vá.

Agora, vê-los a definhar, a miar aflitivamente e a ronronar como um motor a diesel porque estão efermos já é diferente. O que fazer, ninguém sabe. Como fazer, também não.
Pior que tudo é aconchegá-los no colo porque não aguentam mais nada.

Ter um animal em casa tem muito que se lhe diga.

Ide-vos F*der!!

Isto é uma pouca vergonha, um ultraje!

É preciso existir um YoucoisoTube para se constatar que finais de filmes não são um suspiro, porque eles afinal ficam juntos mas não se beijam, e há que ter todo o trabalho a imaginar a coisa.

Ok, é romântico e tal. É mas é um ultraje quando se descobre que há países que tiveram direito não só a uma cena extra, mas à união das bocas das personagens!

Gasta-se dinheiro num bilhete de cinema, depois perde-se tempo a ir buscar o filme a servidores ilegais, para só se ver a verdadeira essência da coisa noutro sitio.

Francamente, é fazer pouco de quem trabalha!




O filme em causa é Pride and Prejudice.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

What's New

Anda um ser, descansadinho, a viajar por essa auto-estrada de informação que é a blogosfera, quando se depara com um fenómeno daqueles.

Quem tem um novo espaço, usado para criticar sabe o senhor o quê?




Queixinhas, pois está claro.


Resta saber quem lhe pediu a opinião para o que quer que fosse...


Por motivos de não poder ter na folha de registo criminal nada para além de nada consta é que não se indica o dito espaço queixoso; havia de ser bonito, sim...

Ora Toma Lá

Toma lá 5€, passa para cá a chave.

Uma pessoa a imaginar cenários românticos para uma entrega de chave, um momento arrebatador, triste e nostálgico, em que todas as memórias de um ano inteiro metidas numa caixinha de metal, saltariam cá para fora para mostrar o quão tristes se sentem por serem agora esboços de outrora e não mais presente, e bate com a penca na porta.

Qual romantismo, qual batatas! Assina mas é aqui, e vai-te embora com ( míseros ) 5€, que é dinheiro público, não penses, andar para aqui a esbanjar a cheta do contribuinte...

Já não há canções de amor, diz um que cá sei.
Já não é mas é despedidas. Já foram.