Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Subtilezas
Quando se diz :
Paizinho, o espelho do lado do condutor está a abanar como doido. Podes ver o que se passa?
A tradução é :
Paizinho querido, parti o espelho com as minhas próprias mãos ao tentar virá-lo para dentro, já tentei de tudo, mas aquela merda não encaixa. Por favor, não grites.
Paizinho, o espelho do lado do condutor está a abanar como doido. Podes ver o que se passa?
A tradução é :
Paizinho querido, parti o espelho com as minhas próprias mãos ao tentar virá-lo para dentro, já tentei de tudo, mas aquela merda não encaixa. Por favor, não grites.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Ai a política, a política...
Isto é o cúmulo.
Não há vergonha nenhuma na política nacional.
Também, ao que parece, não mais nada para fazer.
Não está em curso uma campanha eleitoral? Não têm com que se ocupar?
Francamente...
Não há vergonha nenhuma na política nacional.
Também, ao que parece, não mais nada para fazer.
Não está em curso uma campanha eleitoral? Não têm com que se ocupar?
Francamente...
A quem servir a carapuça
Há gente sem vergonha nenhuma na cara.
Reformulando, há gente sem vergonha absolutamente nenhuma na puta da cara.
Mandam e desmandam, fazem toda a gente andar ao sabor dos seus humores, amuam e voltam a ficar bem, têm grandes problemas mentais que certamente desculparão toda esta dança, são ingratos e esquecidos, mandam boquinhas maldosas e inventam mil histórias para verem os outros sofrer, são incapazes de um gesto de amizade e, como se não bastasse todas as minhoquices, ainda há o velho mas nunca cansativo número da vítima incompreendida, ultrajada e vilipendiada por todos, coitadinhos, uns mártires do senhor.
Quantos haverá por esse mundo fora?
Certamente um número considerável.
Porquê, então, existir apenas uma pessoa a ter que levar com isto?
Porque é que há só um desgraçado que atura este concurso de dança para esquizofrénicos?
E depois ainda ousam falar em justiça, senhor!
Reformulando, há gente sem vergonha absolutamente nenhuma na puta da cara.
Mandam e desmandam, fazem toda a gente andar ao sabor dos seus humores, amuam e voltam a ficar bem, têm grandes problemas mentais que certamente desculparão toda esta dança, são ingratos e esquecidos, mandam boquinhas maldosas e inventam mil histórias para verem os outros sofrer, são incapazes de um gesto de amizade e, como se não bastasse todas as minhoquices, ainda há o velho mas nunca cansativo número da vítima incompreendida, ultrajada e vilipendiada por todos, coitadinhos, uns mártires do senhor.
Quantos haverá por esse mundo fora?
Certamente um número considerável.
Porquê, então, existir apenas uma pessoa a ter que levar com isto?
Porque é que há só um desgraçado que atura este concurso de dança para esquizofrénicos?
E depois ainda ousam falar em justiça, senhor!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
E por falar em...
... ver como se saem os outros no programa do Gato Fedorento, Manuela Ferreira Leite, que lá esteve ontem, não teria futuro algum se acaso decidisse enveredar pela comédia quando a sua carreira política chegar ao fim.
Minha senhora, poderá ter muitos outros talentos, mas o de se fazer engraçadinha não está, definitivamente, contemplado.
Descontraia, é só uma brincadeira!
Feitiozinho...
Minha senhora, poderá ter muitos outros talentos, mas o de se fazer engraçadinha não está, definitivamente, contemplado.
Descontraia, é só uma brincadeira!
Feitiozinho...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Como Foi Isto Arranjado?
Às vezes, não há certeza de que os senhores que fazem a política vejam nas pessoas mais do que números. Números, bem entendido, que apenas servem para lhes dar votos, e pouco mais. Ou então, estão convencidos que as pessoas são todas parvas.
Vejamos, por exemplo, a Dra. Manuela Ferreira Leite.
Não quer o TGV. Não quer, porque não, porque é caro, porque não temos dinheiro, porque não podemos esbanjar, porque estamos em crise.
Tudo bem, até aqui. Cada um saberá o que defende, há que ser coerente com as políticas e projectos do partido para o futuro.
E onde é que entram os espanhóis?
Ah, os espanhóis são maus, e porcos, e gandins, e só cá vêm para bater na gente, e matar a gente, e chupar o dinheiro da gente. Toda a gente sabe que os grandes problemas deste país são todos da responsabilidade dos espanhóis.
O que nunca se tinha reparado é que Portugal não é, afinal, uma província de Espanha. Ai não? Não se sabia, há quanto tempo foi isso? Pensava-se que eram uns vizinhos mal encarados, uma espécie de senhorios maldosos ou assim. E desde quando é que é assim?
Não se sabia que ainda tínhamos que levar com aquela frase lapidar de Espanha nem bom vento nem bom casamento, ou não estivesse o preceito um pouco ultrapassado.
Sim, os espanhóis tem interesse em construir o TGV até à fronteira. Mas os portugueses também. Ou acham que o dinheirinho fica cá a ganhar pó? Sim, os espanhóis podem não ser as melhores pessoas do mundo, só pensam nos interesses deles; todos os países fazem o mesmo. É preciso não esquecer que as negociações, em varias áreas, com os ditos porcos espanhóis, são também para ajudar a desenvolver este quadradinho à beira mar plantado. Que bem precisa. Além disso, se fossemos esperar que tivéssemos dinheiro, que não estivéssemos em crise, que pudéssemos investir sem ponderar os custos, ainda vivíamos em grutas e andávamos todos nus.
Que me lembre nunca houve dinheiro para nada, esteve-se sempre em crise, sempre com grandes défices, sempre com grandes percentagens de desemprego, com baixa produtividade. Com todas aquelas coisas que alegram os dias de toda a gente quando se levanta. Nunca houve um dia sequer em que a ideia base fosse estamos muita bem. Se fossem perguntarem pela rua fora no melhor dia de todos, todos haveriam de responder está mau.
Portanto, Sra. Dra., olhe para a frente.
Diz uma tira de BD, a melhor de sempre, Mafalda, de Quino, que o "problema dos velhos é que vêem o futuro com a nuca".
Explica muita coisa, não?
Vejamos, por exemplo, a Dra. Manuela Ferreira Leite.
Não quer o TGV. Não quer, porque não, porque é caro, porque não temos dinheiro, porque não podemos esbanjar, porque estamos em crise.
Tudo bem, até aqui. Cada um saberá o que defende, há que ser coerente com as políticas e projectos do partido para o futuro.
E onde é que entram os espanhóis?
Ah, os espanhóis são maus, e porcos, e gandins, e só cá vêm para bater na gente, e matar a gente, e chupar o dinheiro da gente. Toda a gente sabe que os grandes problemas deste país são todos da responsabilidade dos espanhóis.
O que nunca se tinha reparado é que Portugal não é, afinal, uma província de Espanha. Ai não? Não se sabia, há quanto tempo foi isso? Pensava-se que eram uns vizinhos mal encarados, uma espécie de senhorios maldosos ou assim. E desde quando é que é assim?
Não se sabia que ainda tínhamos que levar com aquela frase lapidar de Espanha nem bom vento nem bom casamento, ou não estivesse o preceito um pouco ultrapassado.
Sim, os espanhóis tem interesse em construir o TGV até à fronteira. Mas os portugueses também. Ou acham que o dinheirinho fica cá a ganhar pó? Sim, os espanhóis podem não ser as melhores pessoas do mundo, só pensam nos interesses deles; todos os países fazem o mesmo. É preciso não esquecer que as negociações, em varias áreas, com os ditos porcos espanhóis, são também para ajudar a desenvolver este quadradinho à beira mar plantado. Que bem precisa. Além disso, se fossemos esperar que tivéssemos dinheiro, que não estivéssemos em crise, que pudéssemos investir sem ponderar os custos, ainda vivíamos em grutas e andávamos todos nus.
Que me lembre nunca houve dinheiro para nada, esteve-se sempre em crise, sempre com grandes défices, sempre com grandes percentagens de desemprego, com baixa produtividade. Com todas aquelas coisas que alegram os dias de toda a gente quando se levanta. Nunca houve um dia sequer em que a ideia base fosse estamos muita bem. Se fossem perguntarem pela rua fora no melhor dia de todos, todos haveriam de responder está mau.
Portanto, Sra. Dra., olhe para a frente.
Diz uma tira de BD, a melhor de sempre, Mafalda, de Quino, que o "problema dos velhos é que vêem o futuro com a nuca".
Explica muita coisa, não?
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Uau!!

Grande projecto, o do Gato Fedorento.
De chorar a rir.
Também ajuda que os convidado deêm o cuzinho à paródia, não é só fazer campanha eleitoral à descarada. Não é, Sr. Primeiro Ministro?
Deixe estar, levou que contar. Mas esteve razoável, descontraído e tal.
( não se pode estar sempre a falar bem, porque ainda julgam que o PS me paga alguma coisa )
Veremos como se saem os outros.
sábado, 12 de setembro de 2009
O Cancro vestido de Gala
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
A sério, que merda vem a ser esta?
Anda por aí uma revista feminina, muito conceituada, tanto na cena nacional como internacional, que se propõe revolucionar o mundo das mulheres.
Uma revista que se auto intitula moderna, futurista, que proclama ter renovado o perfil feminino na sociedade, ajudando e aconselhando as fêmeas a usarem o que têm para conquistar o seu lugar no mundo. Uma revista do século XXI, para mulheres de mente aberta, independentes, decididas...
E, lá para o meio, há uma tirada assim:
Para recuperar um namorado que anda desaparecido ou não telefona, escreva o nome dele por baixo de uma vela rosa. Acenda e espere!
Lá para os lados do 7º ano, revistas juvenis tinham secções inteiras dedicadas à feitiçaria de vão de escada para resolver todo o tipo de coisas. Era comum, estava na moda. E também era direccionado a cabecinhas bem mais frescas e verdes do que o público alvo da dita revista feminina.
Onde está a credibilidade de uma publicação com "dicas" destas?
Onde fica a expectativa das pessoas que a leiem com trampa desta?
Saber-se-á das dificuldades de uma editora em pôr nas bancas todos os meses novidades e assuntos cativantes, mas será preciso recorrer ao Alcina Lameiras style para segurar leitores?
Se a memória não falha, num passado não muito distante, uma publicação da mesma revista revelava o que, em anos incontáveis de existência, tinham sido os piores conselhos dirigidos à plateia feminina, de onde se destacava, claramente e sem qualquer sombra de dúvida, o dever de plantar uma cebola num vaso de cada vez que se arranjava um namorado novo, para que desse força à relação.
Ora, quem, num momento exactamente anterior, que é como quem diz, na revista do mês passado, afirma, como quem não teme, que fazer inveredar por caminhos de feitiçaria, tiradas directamente das páginas da SuperPop de 1997, não era a melhor solução para colocar as mulheres na vanguarda da sociedade, estará agora confiante que quem lê, para além de esquecer o que leu, vá a correr encher a casa de velas rosa com papeluchos lá debaixo para fazer voltar um tipo que nem se digna a ligar?
Pois sim.
Moral da história : quem lê o que não presta, habilita-se a encher o cérebro com areia.
Sim, está bem. Toda a gente enche a boca para dizer mal e apelidar de frivolidade as revistas femininas, mas a verdade é que, de uma maneira ou de outra, vão lá todas enfiar o nariz, nem que seja numa sala de espera de dentista.
Ver frases como a supra citada é que não.
Se não têm do que falar, deixem em branco. Fica melhor.
Uma revista que se auto intitula moderna, futurista, que proclama ter renovado o perfil feminino na sociedade, ajudando e aconselhando as fêmeas a usarem o que têm para conquistar o seu lugar no mundo. Uma revista do século XXI, para mulheres de mente aberta, independentes, decididas...
E, lá para o meio, há uma tirada assim:
Para recuperar um namorado que anda desaparecido ou não telefona, escreva o nome dele por baixo de uma vela rosa. Acenda e espere!
Lá para os lados do 7º ano, revistas juvenis tinham secções inteiras dedicadas à feitiçaria de vão de escada para resolver todo o tipo de coisas. Era comum, estava na moda. E também era direccionado a cabecinhas bem mais frescas e verdes do que o público alvo da dita revista feminina.
Onde está a credibilidade de uma publicação com "dicas" destas?
Onde fica a expectativa das pessoas que a leiem com trampa desta?
Saber-se-á das dificuldades de uma editora em pôr nas bancas todos os meses novidades e assuntos cativantes, mas será preciso recorrer ao Alcina Lameiras style para segurar leitores?
Se a memória não falha, num passado não muito distante, uma publicação da mesma revista revelava o que, em anos incontáveis de existência, tinham sido os piores conselhos dirigidos à plateia feminina, de onde se destacava, claramente e sem qualquer sombra de dúvida, o dever de plantar uma cebola num vaso de cada vez que se arranjava um namorado novo, para que desse força à relação.
Ora, quem, num momento exactamente anterior, que é como quem diz, na revista do mês passado, afirma, como quem não teme, que fazer inveredar por caminhos de feitiçaria, tiradas directamente das páginas da SuperPop de 1997, não era a melhor solução para colocar as mulheres na vanguarda da sociedade, estará agora confiante que quem lê, para além de esquecer o que leu, vá a correr encher a casa de velas rosa com papeluchos lá debaixo para fazer voltar um tipo que nem se digna a ligar?
Pois sim.
Moral da história : quem lê o que não presta, habilita-se a encher o cérebro com areia.
Sim, está bem. Toda a gente enche a boca para dizer mal e apelidar de frivolidade as revistas femininas, mas a verdade é que, de uma maneira ou de outra, vão lá todas enfiar o nariz, nem que seja numa sala de espera de dentista.
Ver frases como a supra citada é que não.
Se não têm do que falar, deixem em branco. Fica melhor.
Aquilo que é, e mais nada
Não se luta, há que aceitar.
Desde o berço até à cova, trabalho duro. Pelo meio, nada.
De todos os sonhos, nem um sobrevive para contar a história, morreram todos pelo caminho sinuoso, sem regresso. Ou será que alguma vez chegaram a nascer?
Não se esperneia, há que calar.
De todos, o pior. Não havia nada mais a escolher que fosse mais podre. Pois foi esse mesmo o eleito.
Descrença.
Desrespeito.
Despeito.
De que vale?
Puta que te pariu.
Desde o berço até à cova, trabalho duro. Pelo meio, nada.
De todos os sonhos, nem um sobrevive para contar a história, morreram todos pelo caminho sinuoso, sem regresso. Ou será que alguma vez chegaram a nascer?
Não se esperneia, há que calar.
De todos, o pior. Não havia nada mais a escolher que fosse mais podre. Pois foi esse mesmo o eleito.
Descrença.
Desrespeito.
Despeito.
De que vale?
Puta que te pariu.
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Lado Contrário do Espelho
Assim é
Soa por aí que existem, algures nesse Portugal profundo, uns campos de rezas que fornecem ao rezador umas luzes no campo da orientação de voto.
Nem se vai entrar por áreas pantanosas; havendo liberdade de ir ajoelhar onde mais lhe aprouver, cada um saberá o que faz.
Mas, chegará a longa mão da religiosidade tão longe quanto chega a decisão sagrada de escolher governantes?
Chegará o campo do obscurantismo a ser tão negro que influencia a consciência do que deveria estar a salvo de quaisquer flutuações?
Haverá que remexer no que de mais profundo possui a alma democrática?
Até onde chega a cegueira de quem conduz almas?
Até onde vai a estupidez de quem ajoelha?
Nem se vai entrar por áreas pantanosas; havendo liberdade de ir ajoelhar onde mais lhe aprouver, cada um saberá o que faz.
Mas, chegará a longa mão da religiosidade tão longe quanto chega a decisão sagrada de escolher governantes?
Chegará o campo do obscurantismo a ser tão negro que influencia a consciência do que deveria estar a salvo de quaisquer flutuações?
Haverá que remexer no que de mais profundo possui a alma democrática?
Até onde chega a cegueira de quem conduz almas?
Até onde vai a estupidez de quem ajoelha?
terça-feira, 8 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Pergunta do Dia
Porque são as pessoas umas filhas da puta para os seus pares?
Porque não conseguem aguentar a sua vidinha miserável sem olhar para a dos outros com uma dor de corno tão grande que chega a causar urticária.
Porque não descansam enquanto não estragam o que os outros têm para, assim, serem iguais.
Porque são nojentas, pobres almas perdidas e quebradas, que sujam o conceito de amizade.
Porque são iguais a si mesmas.
Porque não conseguem aguentar a sua vidinha miserável sem olhar para a dos outros com uma dor de corno tão grande que chega a causar urticária.
Porque não descansam enquanto não estragam o que os outros têm para, assim, serem iguais.
Porque são nojentas, pobres almas perdidas e quebradas, que sujam o conceito de amizade.
Porque são iguais a si mesmas.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Here We Go
Seguindo a dica de E., isto é brutal.
Pergunta-se o que acontece a uma selecção nacional que não tem jogadores portugueses suficientes para jogar como deve ser...
Pergunta-se o que acontece a uma selecção nacional que não tem jogadores portugueses suficientes para jogar como deve ser...
'Ya!
Vejamos:
Há um certo Telejornal, às sextas-feiras, num certo canal, com uma certa senhora jornalista que gosta de primar pela originalidade de apresentação e enveredar pelos caminhos do comentário político.
Há um senhor Primeiro Ministro que se queixou, uma ou duas vezes, que o certo Telejornal, no certo canal, com certa senhora jornalista lhe fazia uma perseguição sem precedentes, que falava mal dele, que era uma caça ao homem, uma pouca vergonha.
Até que um dia...
Quem manda no certo canal resolve cancelar o dito Telejornal com a dita senhora.
O que sucede?
2+2=5
Tente-se, então, a lógica aristotélica:
O Telejornal foi mandado cancelar.
O Primeiro Ministro não gosta do Telejornal.
O Primeiro Ministro mandou cancelar o Telejornal. Porque não gosta dele.
Fácil, não? Assim se chega rapidamente à conclusão de que o Primeiro Ministro é mauzão que faz o que bem entende e manda os opositores para a Bastilha, para que morram lá e sejam comidos pelos ratos, que aqui ninguém fala mal de mim, mas qué isto, eu é que sei.
Exacto.
Porque toda a gente sabe que o Primeiro Ministro é mentecapto, para além de parvinho e idiota, e vai fazer mesmo um espalhafato destes praticamente à boca das urnas para causar um furacão e pôr em causa a eleição dele mesmo.
Exacto.
Porque o Governo anda a dormir e vai fazer pressão anti-democrática, que é como quem diz, cala aí a boca de quem não gosto, que este país já anda com a rédea solta desde 74.
Exacto.
Porque o senhor Primeiro Ministros escolhe mesmo agora, na altura em que anda tudo sensível por causa das eleições, tentar calar alguém à força toda, para dar nas vistas, topas?, porque antes não fazia mal falarem dele.
Ah, mas espera lá, que o dito Telejornal tinha umas informações muito importantes sobre o caso Freeport.
Ah, então está bem, a culpa é do Primeiro-Mauzão-Ministro que persegue os inocentes portadores da verdade.
Qual verdade?
É que quem assiste àquele Telejornal pode ficar informado sobre muita coisa, mas sobre o caso Freeport, ui!, aquilo é um desatino!
O Sócras é culpado no Freeport
Ah! De quê?
Não sei, mas que é culpado, lá isso é de certeza.
Incrível.
Belisca-se o bracinho de um telejornal pouco idóneo, e a culpa é do Governo. Exerce pressões, o malandro. Porque a empresa detentora da estação não manda na televisão, pois. Quem manda é o Governo, mau e tirano, que controla tudo, tudo!
Clap, clap, clap! Uma salva de palmas para a oposição, que tão brilhantemente se soube aproveitar de uma situação destas!!! Porque obviamente ter argumentos, mesmo que parvos, para descredibilizar o Governo é muito mais importante que ter ideias e empenhar-se na campanha.
Há um certo Telejornal, às sextas-feiras, num certo canal, com uma certa senhora jornalista que gosta de primar pela originalidade de apresentação e enveredar pelos caminhos do comentário político.
Há um senhor Primeiro Ministro que se queixou, uma ou duas vezes, que o certo Telejornal, no certo canal, com certa senhora jornalista lhe fazia uma perseguição sem precedentes, que falava mal dele, que era uma caça ao homem, uma pouca vergonha.
Até que um dia...
Quem manda no certo canal resolve cancelar o dito Telejornal com a dita senhora.
O que sucede?
2+2=5
Tente-se, então, a lógica aristotélica:
O Telejornal foi mandado cancelar.
O Primeiro Ministro não gosta do Telejornal.
O Primeiro Ministro mandou cancelar o Telejornal. Porque não gosta dele.
Fácil, não? Assim se chega rapidamente à conclusão de que o Primeiro Ministro é mauzão que faz o que bem entende e manda os opositores para a Bastilha, para que morram lá e sejam comidos pelos ratos, que aqui ninguém fala mal de mim, mas qué isto, eu é que sei.
Exacto.
Porque toda a gente sabe que o Primeiro Ministro é mentecapto, para além de parvinho e idiota, e vai fazer mesmo um espalhafato destes praticamente à boca das urnas para causar um furacão e pôr em causa a eleição dele mesmo.
Exacto.
Porque o Governo anda a dormir e vai fazer pressão anti-democrática, que é como quem diz, cala aí a boca de quem não gosto, que este país já anda com a rédea solta desde 74.
Exacto.
Porque o senhor Primeiro Ministros escolhe mesmo agora, na altura em que anda tudo sensível por causa das eleições, tentar calar alguém à força toda, para dar nas vistas, topas?, porque antes não fazia mal falarem dele.
Ah, mas espera lá, que o dito Telejornal tinha umas informações muito importantes sobre o caso Freeport.
Ah, então está bem, a culpa é do Primeiro-Mauzão-Ministro que persegue os inocentes portadores da verdade.
Qual verdade?
É que quem assiste àquele Telejornal pode ficar informado sobre muita coisa, mas sobre o caso Freeport, ui!, aquilo é um desatino!
O Sócras é culpado no Freeport
Ah! De quê?
Não sei, mas que é culpado, lá isso é de certeza.
Incrível.
Belisca-se o bracinho de um telejornal pouco idóneo, e a culpa é do Governo. Exerce pressões, o malandro. Porque a empresa detentora da estação não manda na televisão, pois. Quem manda é o Governo, mau e tirano, que controla tudo, tudo!
Clap, clap, clap! Uma salva de palmas para a oposição, que tão brilhantemente se soube aproveitar de uma situação destas!!! Porque obviamente ter argumentos, mesmo que parvos, para descredibilizar o Governo é muito mais importante que ter ideias e empenhar-se na campanha.
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