quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cinema XLV




Elenco de luxo, história razoavelmente bem estruturada. Nada de grandes originalidades, mas não está nada mau de todo, dando uma imagem bastante realista do que poderia acontecer numa situação de epidemia à escala global.








Matt Damon: quanto mais velho, mais 'chubbie'; quanto mais 'chubbie', mais sexy.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Em tempos idos, já houve oportunidade de expressar a teoria de que, algures na poeira dos séculos, havia sido, com toda a certeza, um homem.
Pois que um homem, em dias felizes, nada mais fará do que sentar-se no sofá, com uma bejeca e tremoços, a ver a bola ou um filme de gajas, ou pornografia.

A minha pessoa, para celebrar a passagem de uma fase importante da sua vida, senta-se no sofázinho, depois de despejar uma Budweiser, enfia meio litro de coca-cola pela goela abaixo, enquanto devora doritos e vê o Supernatural, uma série que, toda a gente sabe, só tem gajos feios, obviamente.

Então, fui ou não ou homem?

Assim de Repente...

... perdi 20kg.
Ninguém nota como estou magra e toda boa?

12-15-13

Pelo ano de espera, pelos míseros 3 meses de aulas, pelas 5 semanas de estudo, pelas 12 horas que me fez passar naquela sala, pelo mês inteiro de espera, pela má vontade.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Prendas de Natal

Ainda agora voltei da minha primeira aquisição natalícia e já acho que o que comprei é uma merda.
Incrível...
Ultimamente, dei por mim em Silent Hill.
Ninguém por perto, uma neblina terrível em cada esquina, gente com as faces desfiguras a tentar atacar os seres incautos ao menor dos movimentos, uma atmosfera de perigo, fantasmas e laivos de ódio a todo o instante.
Agora, a neblina começa a desaparecer, as pessoas não parecem tão horríveis nem tentam assassinar ninguém ao primeiro olhar, só ao segundo, a atmosfera, lentamente, começa a ser respirável, os espectros de ódio começam a ver a luz e a desaparecer.
Só o silêncio permanece.
O que não deixa de ser estranho.
É sempre estranho aterrar em Silent Hill.
Porém, lá dizia o poeta, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Há-de chegar o dia em que estranharei o regresso das antigas gargalhadas.
' ... Às vezes, gosto mesmo mais de conversar que de foder. Frases. Um balde de água fria, um balde de água quente, mais outro de água fria. O problema das palavras é que a falar conseguimos meter-nos num beco sem saída. Em contrapartida, a foder ninguém se mete num beco.'

In O Doente Inglês, Michael Ondaatje


E pergunta-se, como quem não quer a coisa, se foder não é, também, e em certa medida, meter num beco?

Nada a Fazer IX

David Tennant
 
Este homem é, vá, fofo. Muito fofinho.


Que, na linguagem de uma pessoa que conheço e de quem, por acaso, até gosto bastante, traduzido dá uma coisa do género, sexy, sexy, sexy.
Acrescente-se ao sexy, o sorriso travesso, o olhar desmesuradamente sensual e um scottish accent digno de nota.

Ai, os homens ingleses, os homens ingleses...

Ingleses e gadelhudos... a minha perdição...







Cinema XLIV

Dos melhores filmes que tive oportunidade de ver.
Denso. Profundo. Verdadeiro. Tocante.
Muito, muito bom.

Cinema XLIII

É Johnny English e está tudo dito.
Não tem a 'magia' do primeiro, mas não está nada mau.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Salty as Fuck 5

O mal de ser estúpido é que se acaba por dar importância àquilo que os outros pensam de nós.
O mal de ser estúpido reside no facto de, mesmo inconscientemente, se dar razão àqueles que nos culpam de alguma coisa, mesmo que, objectivamente, não haja lugar a qualquer culpa.
O mal de ser estúpido é que se tende a ficar tristinho e deprimidinho com as merdas que os outros fazem mas que de alguma forma são sempre culpa do elo mais fraco, apenas porque este existe, e com a forma como somos tratados só porque há birras e recalcamentos na mente de quem manda.

Tomo hoje uma decisão. Para o presente e para o futuro.
Decido deixar de ser estúpida e, consequentemente, de ter que carregar todos os malefícios da condição de estupidez.

Porque o pior que pode acontecer é exactamente aquilo que já decidi fazer.
E contra isso?

Nem mais...
Batatinhas.
Estive a ler posts escritos há um ano atrás e só posso concluir que, nessa altura, era uma pessoa feliz.
Profissionalmente feliz.
Passado um ano, que mais parece um dia, está tudo de pernas para o ar.
Quando muda, não sei.
Se volta ao que era, essa é a única certeza a ter presente: Não.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs

1955 - 2011

Leituras XLII

Os escritores mais antigos, e portanto, clássicos, têm a ligeira tendência para escrever de forma a adormecer o leitor. Deixam-no tão sossegado e relaxado que só dá vontade de adormecer.
É o que acontece com Lolita. O que deveria ser uma livro que deixaria o seu leitor incauto em estado de alerta, acaba por ser um estado de dormência em forma de livro, enquanto se passeia pela sociedade norte-americana dos anos 50, pela mente de um pedófilo e pela vivência de uma ninfita.
Razoável, tirando a forma de escrita.

E Mai Nada

Assim, de chofre, sem mais, sem espinnhas, sem pormenores ou explicações, que não são nada necessários, não há hóme melhor que o meu.
Sic.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Diria a minha sábia Avó que não se deseja a morte aos outros porque vem no nosso caminho.
Não se deseja que ninguém morra porque nos arriscamos a morrer ou a ver morrer alguém que nos é querido.
Qualquer coisa relacionado com o karma, portanto. Ou com aquela teoria malabarista de tudo o que desejamos e fazemos aos outros, temos o retorno em triplicado.
Whatever.
A verdade é que desejar a morte já não satisfaz minimamente.
Sonhar acordada com empalamentos, atropelos, ataques cardíacos fulminantes, AVC's, e outros acidentes igualmente horríveis não me traz qualquer tipo de consolo. Ouvir uma ambulância a passar na rua e pensar espero que tenha sido aquela besta a morrer já não apazigua o sofrimento ou o ódio que passeia cá dentro.
Arquitectar planos, extremamente elaborados e, pasme-se!, fáceis de executar para assassinar bestas é o passo seguinte. E tem sido um passo muito bem dado. Passar à prática já será outra conversa, que nunca vai existir, pois que não há lugar a trabalhar como Agente da Justiça com homicídios qualificados no registo criminal, mas enquanto isso, aposto que nem o CSI mais competente do mundo seria capaz de competir com a mestria mortífera da minha imaginação aguçada e criminosa.
O mais triste de tudo é que me tornei uma potestativa assassina por causa de um vira-latas com complexo de Napoleão.
Senhor, como a tua serva quebrada se vende por pouco...
Não me ocorre mais nada.
Só isto.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ainda mal cheguei e já há sarilho.
Logo vi que o facto de ser 2ª-feira não traria nada de bom.
Logo vi que o mês de Outubro iria começar como Setembro acabou: na merda.
Logo vi.

domingo, 2 de outubro de 2011

Leituras XLIII

Mais uma obra de David Liss que se lê e a lágrimazinha final, por ver uma história tão rica e tão cheia acabar, acaba por aparecer.
Descrição potente e arrasadora, personagens cada vez mais consistentes, mais reais e vívidas, intriga e mistério ao rubro, teoria da conspiração ao virar de cada página, final surpreendente.
Benjamin Weaver é simplesmente apaixonante, astuto, sensual, intenso. Maravilhoso.
Muito, muito bom.
Ontem, viu o povo na rua. O verdadeiro povo.
Mais do que uma manifestação, viu a realidade a passar. Viu o sofrimento, viu o dia-a-dia de gente comum que nada faz mais do que sobreviver como pode no mundo da precaridade e da falta de respeito, viu a luta constante para não sucumbir à miséria.

Viu 425€ de salário líquido.
Viu trabalhadores a quem tiraram a pausa de 15 minutos diários para comer.
Viu trabalhadores em luta por 22 dias de férias.
Viu trabalhadores à beira do despedimento colectivo com um aviso prévio de 2 dias.

E percebeu que talvez o mundo que os nossos pais tentaram construir com a Revolução talvez não tenha resultado assim tão bem. Talvez não tenha resultado nada bem. Talvez tenha sido um grande fiasco. E o fiasco maior foi o facto de incutirem nos filhos a crença de que poderia ser real.

E foi para isto que criámos o Estado Social...