Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Ano Velho
Já está perto o fim do ano.
Passou a correr, pelo menos nesta última parte do ano.
Tantas e tantas vezes me queixei da vida, que não tinha nada para fazer, que era inútil, um parasita, uma verme sugador dos recursos parentais, e agora, só me apetece queixar das malditas horas a que me levanto, do trabalho que tenho para fazer, do sono que nunca vai embora por mais cafés que beba.
Inevitavelmente, tudo muda. Não há controlo sobre as voltas do mundo.
Enfim.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Feliz Natal!
Bona Mater Familias deseja a todos um grande e feliz Natal!
Encerramento das festividades neste blog nos próximos dias.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Confissões de Quem Não Tem Férias na Semana do Natal
E porquê?
Porque as pessoas são previdentes e gostam de passar esta época no conforto do lar, e marcam uns dias de férias para esta altura.
E porquê?
Porque esta é uma época tramanda para andar na rua, está frio, e chuva e vento, e tal, é muito melhor ficar com o cu no fofo do que fazer pela vida.
Enfim, vidas...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Pergunta (s) do Dia
Ninguém trabalha?
Não, pelos vistos, ninguém trabalha.
Logo, não há trânsito.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Confissão é o reconhecimento que a parte faz da realidade de um facto que lhe é desfavorável e favorece a parte contrária
Pergunta do Dia
Pode ser uma hipocrisia, mas a verdade é que toda a gente responde da mesma maneira, mesmo que tal signifique mentir com quantos dentes possui na boca.
Crê-se que somente a partir de uma certa idade é que as pessoas perdem a vergonha de mostrar que não estão bem perante os outros, e respondem à pergunta com um "Olhe, muito mal", seguido de uma conversa interminável, de conteúdo cheio de queixumes e palavras cansadas de outra estirpe, normalmente sobre doenças, sintomas e afins, choradinho sobre a vida difícil, sobre a desgraça que se abate sobre a cabeça.
Antes disso, mentem.
Até porque ninguém tem nada a ver com os assuntos privados de cada um.
Pergunta-se se as pessoas não achariam que as outras pessoas, às quais perguntam se estão bem, se respondessem com a verdade, não as achariam ligeiramente perturbadas...
Parece que houve Terramoto esta Madrugada
Toda a gente fala nisto e não posso comentar.
Há umas semanas quando dei o alarme de terramoto, porque tinha a mesa de cabeceira a andar de um lado para o outro, toda a gente me chamou maluca e disseram que estava a sonhar.
Quando há acção a sério, estou a dormir.
Ora bolas.
Digno de Filme
Toda a gente se atira para as bermas e para cima das faixas ao lado para deixar passar os senhores que iam cumprir a lei e a ordem.
Dá-se conta que se é um ser desvastado pelo Direito em geral quando se dá pela coisa de pensar que tipo de responsabilidade do Estado poderia ou não haver se alguém se esborrachasse por causa do desvio que teve de fazer devido à pressa dos senhores moinas.
Enfim...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Querido Pai Natal - Adenda
- Telemóvel - depois de anos de existência em comunhão, o telemóvel que possuía resolveu viajar para o mundo onde não há ecrã, só teclas. Logo, não dá para fazer nada, nem programar o alarme. Logo, preciso mesmo de um.
Carry On My Wayward Son
Ouvi esta música num episódio de Sobrenatural, e apaixonei-me.
O video não tem muita qualidade, mas compreende-se porque já é antigo.
Carry on my wayward son
There'll be peace when you are done
Lay your weary head to rest
Don't you cry no more
Once I rose above the noise and confusion
Just to get a glimpse beyond this illusion
I was soaring ever higher
But I flew too high
Though my eyes could see I still was a blind man
Though my mind could think I still was a mad man
I hear the voices when I'm dreaming
I can hear them say
Masquerading as a man with a reason
My charade is the event of the season
And if I claim to be a wise man, well
It surely means that I don't know
On a stormy sea of moving emotion
Tossed about I'm like a ship on the ocean
I set a course for winds of fortune
But I hear the voices say
No!
Carry on, you will always remember
Carry on, nothing equals the splendor
The center lights around your vanity
But surely heaven waits for you
Carry on my wayward son
There'll be peace when you are done
Lay your weary head to rest
Don't you cry (don't you cry no more)
Abstraiam-se das figuras dos músicos, por favor.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Acontece II
- os carros não arrancam com a 3ª engatada
- pelos vistos, é permitido andar de máximos ligados à noite no meio de uma 2ª Circular atafulhada de carros
- apesar de os computadores já não serem a pouca vergonha que eram, se não se salvar o trabalho, ele vai com os porcos
- os telemóveis também morrem e deixam um vazio no coração dos donos.
- podem pedir-se indemnizações basicamente por causa do caralho mais velho
- não tenho tema para o trabalho de Ordenamento Administrativo
Ai, ai...
The Sacrament
Porque no trânsito não há nada para fazer a não ser olhar para o tecto do carro, ouve-se música.
Encontrei um cd da Idade da Pedra de uma banda que sempre constou do meu espólio, desde as idades-pitas, e que foi recordado entre o percurso sempre amoroso do IC19.
Já me tinha esquecido das músicas que lá constavam.
Esta é uma delas.
Querido Pai Natal
Mas quero presentes, mesmo assim, porque sou filha de gente, como todos, e Natal é tempo de boa vontade entre os homens, e se não for, passa a ser. Se todos usufruem do capitalismo e do materialismo, porque não eu?
Assim sendo, gostaria:
1) Sapatos - é uma coisa que faz falta para que as pessoas não andem com os pés no chão. Além disso, a modernidade trouxe um ou dois modelos que realmente enchem o olho, e agora que sou obrigada a andar sempre como se fosse para um encontro com o Presidente da República devido à profissão, agradecia uns tamancos para me empoleirar. Desde que sejam a atirar para o preto e redondos, que sapatos de bico não servem para nada a não ser para matar baratas nos cantos das salas.
2) Livros Jurídicos - uma das desvantagens de ter sido aluna de Direito Público é que os meus livros e códigos da parte privada da Judicatura encontram-se todos desactualizados. Enfim, dizem que é uma mania da lei, que gosta de inovar e está sempre a mudar.
3) Gato - tenho saudades do meu, que se mudou para a Quinta das Tabuletas no Natal passado, deixando uma marca na alma e uma substituta de merda, que para além de maluca, ainda me bufa e se atira a mim.
4) Fuzilamento do Queixinhas - quanto mais tempo passa, mais o odeio. Está sempre onde estou de uma maneira ou de outra, e não há maneira de me livrar dele. Nem o romance com a subalterna o cura, bolas!
5) Perceber como funcionam certos artigos do Código Civil - como os animais ferozes e maléficos, as sebes vivas e o estilicídio. Não sei para que servem.

