
Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
sábado, 31 de outubro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Diálogos
- Seria pedir muito se me mostrasse uma minuta do contrato?
- A quê?
- Uma minuta, um esboço, um rascunho de um contrato. Assim como um modelo...
( ligeiro rubor que invade o rosto da senhora )
- Ah... sim...pois...
- Não me pode mostrar?
- Er... posso, sim...
- Pois...
- Mas para que quer isso?
- Para dar uma olhadela, só para me familiarizar.
- Ah, sim, claro!...E para quê?
- A quê?
- Uma minuta, um esboço, um rascunho de um contrato. Assim como um modelo...
( ligeiro rubor que invade o rosto da senhora )
- Ah... sim...pois...
- Não me pode mostrar?
- Er... posso, sim...
- Pois...
- Mas para que quer isso?
- Para dar uma olhadela, só para me familiarizar.
- Ah, sim, claro!...E para quê?
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Era um Creme pá Alma, ou lá o qu' é...
Todas as noites, ao pegar no boiãozinho com o creme milagroso, penso se não existirão também cremes para, em vez de prevenir rugas, reparar outro tipo de cortes, sulcos e imperfeicções.
E, tivesse eu um creme desses, seria capaz de o aplicar, ou teria de desistir porque não conseguia encontrar onde o pôr?
Curariam as rugas, apagariam os sulcos criados, os cortes profundos?
Pena que não exista tal bálsamo.
E, tivesse eu um creme desses, seria capaz de o aplicar, ou teria de desistir porque não conseguia encontrar onde o pôr?
Curariam as rugas, apagariam os sulcos criados, os cortes profundos?
Pena que não exista tal bálsamo.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Clap, Clap, Clap!!!!!
Uma grande salva de palmas para o Serviço Nacional de Saúde, que não deixe ninguém doente nem coxo!
Muito bem!
Muito bem!
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
O Dogma
É muito triste quando percebemos que nos mentiram.
É ainda mais triste quando se percebe que andámos anos a fio enganados, enrolados na mentira, acreditando piamente que o que nos ensinavam era real, e mais importante, correspondente àquilo que acontece na prática.
Quando se descobre que assim não é, mesmo que tudo nos tenha preparado para tal, para o mundo frio e cruel que há lá fora, não deixa de ser um facto dificil de assimilar. A inocência já lá vai há muito, porém existe sempre uma esperança que assim não seja, ou que, vá-se lá saber porquê, se consiga mudar alguma coisa ao redor com os actos quotidianos.
É mentira.
Mentira.
Mentira.
Tudo falso, tudo podre, tudo sem brilho, tudo corrupto, tudo destituído de integridade. É somente esta a verdade, que ninguém se iluda.
O último reduto de esperança acaba de cair. Partiu-se, quebrou-se.
Quanto tempo mais até tudo mostrar a sua verdadeira face?
É ainda mais triste quando se percebe que andámos anos a fio enganados, enrolados na mentira, acreditando piamente que o que nos ensinavam era real, e mais importante, correspondente àquilo que acontece na prática.
Quando se descobre que assim não é, mesmo que tudo nos tenha preparado para tal, para o mundo frio e cruel que há lá fora, não deixa de ser um facto dificil de assimilar. A inocência já lá vai há muito, porém existe sempre uma esperança que assim não seja, ou que, vá-se lá saber porquê, se consiga mudar alguma coisa ao redor com os actos quotidianos.
É mentira.
Mentira.
Mentira.
Tudo falso, tudo podre, tudo sem brilho, tudo corrupto, tudo destituído de integridade. É somente esta a verdade, que ninguém se iluda.
O último reduto de esperança acaba de cair. Partiu-se, quebrou-se.
Quanto tempo mais até tudo mostrar a sua verdadeira face?
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Mais um
É como apanhar o autocarro em hora de ponta.
Quando se entra, já está tudo cheio, e é-se obrigado a espremer a si mesmo e aos outros para arranjar um sítio minimamente vago onde agarrar um varão, um apoio de assento, uma argola ou os cabelos de alguém, e rezar para que não venha nenhuma senhora gorda a querer passar sabe-se lá para onde.
Não se sabe bem porquê mas quanto mais avantajado é o cu, maior a tentação de o esfregar por tudo o que é gente no transporte público para chegar a um destino que só o próprio conhece e que não facilita em nada a sobrevivência naquele espaço, onde parece que ninguém gosta de sabão e água.
Vai-se em pé, que é como quem diz, com uma mão a suster todo o peso do corpo, que a outra tem os livros, e os dois pés que deus ofertou estão animadamente a balançar no ar graças à perícia de condução do senhor que vai ao volante, que acha muito mais proveitoso ir a coçar o nariz com uma mão e com a outra a gesticular, enquanto insulta primorosamente um político qualquer, e isto tudo, durante a conversa com uma senhora de abundante cabelo pintado de amarelo, que masca pastilha elástica como se fosse uma batedeira em movimento perpétuo.
E tudo isto enquanto se descreve a eterna curva de uma rotunda. Se se tiver sorte, várias, porque se vive numa zona de franca expansão populacional, logo o primeiro passo para criar condições é fazer rotundas à doida.
Enquanto isto, já não se tem braço, que ficou agarrado àquela argola, ou pedaço de plástico dobrado em dois, ou qualquer coisa, as pessoas sentadas confortavelmente, olham para quem vai de pé e quase a morrer com ar de regozijo.
Não conseguem evitar.
Gostam de ver os outros a sofrer, a desejar que alguém lhe ceda o lugar, a pensar em como estão confortáveis enquanto aqueles ali já deram sete cabeçadas contra o vidro e outras tantas contra a cabeça da velha cheia de sacos de compras.
E como é bom ser superior, nem que seja por causa de um lugar num autocarro.
Nestes momentos, todos os que vão sentados se apercebem porque chegou Hitler ou Napoleão tão longe; com certeza que não deve ser desagradável de todo ter semelhante sentimento de poder a toda a hora e instante...
É exactamente o mesmo que apanhar o autocarro em hora de ponta...
Quando se entra, já está tudo cheio, e é-se obrigado a espremer a si mesmo e aos outros para arranjar um sítio minimamente vago onde agarrar um varão, um apoio de assento, uma argola ou os cabelos de alguém, e rezar para que não venha nenhuma senhora gorda a querer passar sabe-se lá para onde.
Não se sabe bem porquê mas quanto mais avantajado é o cu, maior a tentação de o esfregar por tudo o que é gente no transporte público para chegar a um destino que só o próprio conhece e que não facilita em nada a sobrevivência naquele espaço, onde parece que ninguém gosta de sabão e água.
Vai-se em pé, que é como quem diz, com uma mão a suster todo o peso do corpo, que a outra tem os livros, e os dois pés que deus ofertou estão animadamente a balançar no ar graças à perícia de condução do senhor que vai ao volante, que acha muito mais proveitoso ir a coçar o nariz com uma mão e com a outra a gesticular, enquanto insulta primorosamente um político qualquer, e isto tudo, durante a conversa com uma senhora de abundante cabelo pintado de amarelo, que masca pastilha elástica como se fosse uma batedeira em movimento perpétuo.
E tudo isto enquanto se descreve a eterna curva de uma rotunda. Se se tiver sorte, várias, porque se vive numa zona de franca expansão populacional, logo o primeiro passo para criar condições é fazer rotundas à doida.
Enquanto isto, já não se tem braço, que ficou agarrado àquela argola, ou pedaço de plástico dobrado em dois, ou qualquer coisa, as pessoas sentadas confortavelmente, olham para quem vai de pé e quase a morrer com ar de regozijo.
Não conseguem evitar.
Gostam de ver os outros a sofrer, a desejar que alguém lhe ceda o lugar, a pensar em como estão confortáveis enquanto aqueles ali já deram sete cabeçadas contra o vidro e outras tantas contra a cabeça da velha cheia de sacos de compras.
E como é bom ser superior, nem que seja por causa de um lugar num autocarro.
Nestes momentos, todos os que vão sentados se apercebem porque chegou Hitler ou Napoleão tão longe; com certeza que não deve ser desagradável de todo ter semelhante sentimento de poder a toda a hora e instante...
É exactamente o mesmo que apanhar o autocarro em hora de ponta...
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Lado Contrário do Espelho
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Coisas de Uma Existência
Às vezes, percebe-se porque avança a Administração Pública tão devagar...
A quantidade de CV's que se mandam para todo o sítio e mais algum, e vem uma carta, paga com o dinheiro do contribuinte, a avisar que se recebeu o dito CV.
Obrigado, minha senhora, pela simpatia, mas não era preciso. Calculei que tivesse chegado ao destino, não era preciso dar-se ao trabalho.
Enfim...
A quantidade de CV's que se mandam para todo o sítio e mais algum, e vem uma carta, paga com o dinheiro do contribuinte, a avisar que se recebeu o dito CV.
Obrigado, minha senhora, pela simpatia, mas não era preciso. Calculei que tivesse chegado ao destino, não era preciso dar-se ao trabalho.
Enfim...
A Burra do Século
Este é o video do momento. Por mais que o assunto já canse na televisão, é só passar os olhos pela web para ver que isto ainda dá alguns frutos.
Já longamente se discorreu sobre a estupidez da atitude e da protagonista, mas não custa reiterar. Sim, esta senhora deve muito pouco à inteligência e à cultura, ela e as outras que se sentam naquele programa duvidoso, dizendo alarvidades e futilidades sem fim. Sim, esta senhora, para além de sonsa, é preconceituosa. Sim, esta senhora tem a mania que é comediante, mas tem tanto de entertainer como um coveiro.
E depois, muito arrependida e chocada com o impacto que isto teve veio retratar-se com isto :
Pede desculpa num minuto pela estupidez que andou a espalhar pelas ruas para aí em dez. E ainda vem com aquela lata gigantesca, com aquela cara de parva, que tem avô e tio e bisavó português, que se sente muito ligada ao país...Sim, minha senhora, tem tudo a ver. Ter avós portugueses é sinónimo de se andar a insultar uma terra que, feita tola, ainda a recebe de braços abertos e a considera uma estrela.
Ora, ora, minha senhora...
Não tem vergonha?
Mas deixe estar, como diz uma avó que eu cá sei, bem portuguesa, por sinal, as acções ficam com quem as pratica.
O que é mais estúpido ainda é que, passando os olhos pelo YouCoisoTube, onde estão inúmeros destes videos, ainda se podem ler os comentários das gentes do país natal desta senhora que a apoiam, que dizem ainda pior dos portugueses, que aplaudem freneticamente uma acção insultuosa destas.
Dá que pensar...
Em vez de andarmos todos a falar mal da senhora, devíamos era pagar na mesma moeda.
Pegávamos numa zinha qualquer e íamos de câmara em punho fazer umas reportagenzinhas a uns sitios lindos que os Brasil tem, e umas realidades porreiras, e pode ser que haja mais gente envergonhada.
Hã, que tal? Patriótico, não?
Incrível...
Não se pode ir a lado nenhum sem que toda a gente já saiba de tudo e mais alguma coisa da vida alheia.
Não se pode sair de casa sem contar com a esperteza alheia em investigação profissional na áera da cuscuvilhice aguda.
Não se pode andar na rua descansado sem que venha alguém que saiba de tudo o que é feito.
-Ah, a mestranda..., seguido de um desdenhoso tch! quando se fala na dita área do mestrado.
Pois, um mestrado em judicatura de árvores e passarinhos é subitamente mais importante e interessante que um estudo aprofundado do direito público.
Futuramente, fico avisada que, no dia em que me dedicar ao crime ou começar a sair com senhores de 3ª idade com vista a obter as suas fortunas em testamento, sou logo apanhada, condenada em primeira instância sem possibilidade de recurso e escorraçada da sociedade.
Não se pode sair de casa sem contar com a esperteza alheia em investigação profissional na áera da cuscuvilhice aguda.
Não se pode andar na rua descansado sem que venha alguém que saiba de tudo o que é feito.
-Ah, a mestranda..., seguido de um desdenhoso tch! quando se fala na dita área do mestrado.
Pois, um mestrado em judicatura de árvores e passarinhos é subitamente mais importante e interessante que um estudo aprofundado do direito público.
Futuramente, fico avisada que, no dia em que me dedicar ao crime ou começar a sair com senhores de 3ª idade com vista a obter as suas fortunas em testamento, sou logo apanhada, condenada em primeira instância sem possibilidade de recurso e escorraçada da sociedade.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Oh Yeah
Parece que, afinal, ainda existem resquícios de justiça material neste mundo cão.
Parece que, afinal, cada um sempre tem aquilo que merece.
Parece que, afinal, quem é mau sempre se fode.
O Antro trabalha em maneiras misteriosas.
É realmente uma pena existir um Ministério da Justiça que regista num sistema central as infracções cometidas pelos cidadãos porque haveria muito que discorrer sobre este fenómeno.
Parece que, afinal, cada um sempre tem aquilo que merece.
Parece que, afinal, quem é mau sempre se fode.
O Antro trabalha em maneiras misteriosas.
É realmente uma pena existir um Ministério da Justiça que regista num sistema central as infracções cometidas pelos cidadãos porque haveria muito que discorrer sobre este fenómeno.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Como diria um que eu cá sei...
Antes dos 30, já estarei no Prozac.
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Piadas de Propriedade Privada
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
É O Que É
A natureza comporta, na sua génese, una seres com asas, comummente denominados aves. Ou pássaros, tanto faz.
Há-os de várias estirpes e espécies, de todos os tamanhos e feitios, para todos os gostos e tendências.
Há os passarinhos, fofinhos e pequenos, que chilreiam alegremente enquanto saltitam pelo chão à procura de alguma migalha perdida.
Há os passarões, porcos e transmissores de doenças, que abundam em todos os sítios em que existam casas e carros onde cagar em cima.
E depois há as aves de agoiro. Aquelas existências que, onde quer que se vá, estão sempre, mais que não seja para ocupar o espaço e lançar a confusão.
Para onde quer que uma pessoa se vire, lá vem ao fundo do corredor, agitando as suas peninhas vaidosas, espalhando a peçonha, lembrando que uma boa oportunidade pode sempre ser estoirada quando se recordam coisas do passado.
Lembram que já sabem de onde se veio e para onde se vai. E mesmo que tenham que fazer, não faz mal, há que estar presente para recordar aos outros que possivelmente não vai correr bem e que se vai falhar. Redondamente.
Empestam o ar, truncam as expectativas e os sonhos, existem para preencher um espaço que seria de uma outra pessoa por mérito próprio, mas que desgraçadamente foi ocupado por este passarão, ditador de um destino negro para as almas.
Quantas vezes mais se verão estes seres?
Quantos existirão por aí?
Quantos existirão para cada um de nos?
Quando morrerão?
Estar-se-á a falar de passarões ou pessoas?
Quem sabe?
Há-os de várias estirpes e espécies, de todos os tamanhos e feitios, para todos os gostos e tendências.
Há os passarinhos, fofinhos e pequenos, que chilreiam alegremente enquanto saltitam pelo chão à procura de alguma migalha perdida.
Há os passarões, porcos e transmissores de doenças, que abundam em todos os sítios em que existam casas e carros onde cagar em cima.
E depois há as aves de agoiro. Aquelas existências que, onde quer que se vá, estão sempre, mais que não seja para ocupar o espaço e lançar a confusão.
Para onde quer que uma pessoa se vire, lá vem ao fundo do corredor, agitando as suas peninhas vaidosas, espalhando a peçonha, lembrando que uma boa oportunidade pode sempre ser estoirada quando se recordam coisas do passado.
Lembram que já sabem de onde se veio e para onde se vai. E mesmo que tenham que fazer, não faz mal, há que estar presente para recordar aos outros que possivelmente não vai correr bem e que se vai falhar. Redondamente.
Empestam o ar, truncam as expectativas e os sonhos, existem para preencher um espaço que seria de uma outra pessoa por mérito próprio, mas que desgraçadamente foi ocupado por este passarão, ditador de um destino negro para as almas.
Quantas vezes mais se verão estes seres?
Quantos existirão por aí?
Quantos existirão para cada um de nos?
Quando morrerão?
Estar-se-á a falar de passarões ou pessoas?
Quem sabe?
Triste e Redonda Verdade
As pessoas que melhor estariam a fazer tijolo continuam vivas e a cirandar pelo mundo.
domingo, 11 de outubro de 2009
Dia de Reflexão?
Já acabou, certo?
Já é de madrugada, não é?
Já se pode dizer que não se tem vontade de aturar aquele senhor que manda comer queijadas, pois não?
E já não se está mesmo a ver quem nos vai calhar na rifa, não é?...
Já é de madrugada, não é?
Já se pode dizer que não se tem vontade de aturar aquele senhor que manda comer queijadas, pois não?
E já não se está mesmo a ver quem nos vai calhar na rifa, não é?...
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