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segunda-feira, 25 de maio de 2015

8

Não sou pessoa de lamechice nem de pieguice nem de outras marmeladas que tais.
Não sou.
Já se sabe.
Passe-se à frente.

O que não significa que não tenha sentimentos.
Que os tenho. Em grande e larga escala.
E dias os há que merecem que se afaste, ainda que por meros momentos, a premissa da parvoíce instalada e se dê o enaltecimento devido ao que se tem. Que é tão grande e tão bom.

Há 8 anos atrás, começava uma nova etapa. Acabavam-se os dias negros, as desilusões, os temores, a pouca fé na humanidade. Começava uma boa fase. A melhor.
E foi o inaugurar de uma nova era, que se tornou a si própria naquilo que as palavras já indiciam: todos os dias têm algo de diferente, mas sempre com a componente de novidade. Porque tem sempre um sabor de frescura. Passaram-se 8 anos e ainda me parece que foi ontem, e que é tudo novo e brilhante.
Depois de tantos anos a maldizer a minha sorte e deitar ao vento tantas palavras de amargura e rancor, afinal o príncipe encantado sempre existia. E chegou para me dar mais do que mereço e mais do que pedi.
Sempre é verdade aquilo que se diz sobre as almas gémeas; existem mesmo e partilhar a vida com elas é o mesmo que vestir a própria pele: natural e sublime.




terça-feira, 25 de novembro de 2014

Wedding Finals - Parte II

 Palácio de Seteais

E passei a noite de núpcias aqui.
Está tudo dito, não está?
Posso ir-me embora, não posso?

Wedding Finals

E foi tão bom que passou, invariavelmente e tal como todos os dias e horas boas, a correr.
Valeu a pena todo o esforço dos preparativos, o stress, os nervos, a correria.
Um dia cheio de coisas boas, e sorrisos, e abraços, e beijinhos, e amigos, e família, e lágrimas, muitas lágrimas, que a emoção chegou e nunca mais deixou de nos acompanhar.
E eu, que não sou dada a pieguices, nem a lamechices, nem a esses episódios diabéticos, tive direito a um dia magnífico e memorável.
O melhor dia que já tive.
E agora sou uma mulher casada, com uma aliança paneleira no dedo e tudo.

Não que tenha por hábito espetar com as minhas trombas aqui, mas desta vez, e só desta vez, vou abrir uma excepção.
E estava bem boa, caraças.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Holidays





Basicamente, uma rambóia desgraçada, um sopro de calor, uma terra maravilhosa e, quando se dá por isso, já se está outra vez cá.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Não Há Sorte Nenhuma

365 dias inteiros num ano para uma pessoa ficar doente.
Tem de ser exactamente nos 8 dias antes, que é para a coisa ficar divertida, foda-se.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Wedding Arrangements - Parte 23

Mesas.
Putas das mesas.
Puta dos lugares das mesas mais à puta que os pariu.

Check!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Wedding Arrangements - Parte 22

E vai chover.
Com toda a certeza, vai chover, a somar a todas as outras coisas que vão correr mal.
Enfim.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Wedding Arrangements - Parte 21

Ele há pessoas a quem lhes falta a vitamina da educação.

Antes, achava que a educação era uma coisa que se ensinava, que se aprendia em casa e na escola, enquanto se é petiz e que nos serve pela vida fora, para não sermos desagradáveis e estúpidos uns com os outros. Quando via alguém a ser malcriado, partia imediatamente do pressuposto que haviam faltado a umas boas aulas ou que os paizinhos se estavam marimbando para eles e não lhes proporcionaram a devida assistência educacional.

Agora que já vi mais coisas do mundo, posso afirmar, com toda a certeza, que estava errada, e hoje é dia de festa, a minha pessoa a admitir que estava errada, senhores que vai cair um santo de um qualquer altar, dia memorável, este.

A educação é uma enzima, uma vitamina, uma célula, um átomo, uma merda qualquer, que nasce com as pessoas, que faz parte do seu material genético. Tal componente é aperfeiçoado em casa e através do ensino. Porém, não é possível aperfeiçoar o que é inexistente. Algumas pessoas nascem sem este elemento e, como tal, não se podem construir paredes e tecto onde não há fundações.

Esta foi a conclusão de alguns anos de observação atenta, particularmente nos último meses.


Deixando de lado as tretas e passando a malhar, que há pessoas quem têm de trabalhar o que, já se viu, não é claramente o meu caso, que sou uma folgada de vida boa.


Meus amores, a ver se nos entendemos: ao serem convidados para um casamento, não apenas os noivos têm muito gosto que se lhes juntem neste momento de felicidade e alegria, como também são convidados num outro sentido, que é ocuparem o lugar que lhes pertence. Que é o lugar do convidado. Só.

Mandarem palpites sobre os mais diversos aspectos da organização daquele dia é uma prerrogativa que que está reservada para um grupo muito restrito de pessoas, como sejam os pais, os padrinhos (not), eventualmente a família (mesmo muito) chegada. Encabeçada pelos próprios nubentes, obviamente.

Podem guardar os palpites e outros arremessos que tais para o vosso próprio casamento ou para outra ocasião em que sejam vossas mercês a despender tempo e dinheiro para organizar.
Por exemplo, quando recebem pessoas na vossa casa, tipo a sogra ou aquela prima afastada que vos ofereceu um naperon para pôr na chapeleira do carro. Ou quando vão passear ao fim-de-semana ao shopping e levam as criancinhas todas a gritar dentro dos carrinhos.

No casamento dos outros, é que não dá lá muito jeito.

Portanto, e como é notório que vos falta aquela célula de ADN que não permite que os conceitos de educação, civilidade e urbanidade penetrem nos vossos sistemas, não vale a pena estarem com grandes discursos ou mesmo ultimatos sobre o lugar onde se querem sentar porque, meu queridos, isto não é à vontade do corpo.
Já sei que têm não-sei-quantos problemas psicológicos porque não se querem sentar ao pé de não-sei-quem com quem não falam, porque querem ficar ao lado da noiva ou ao lado da prima do noivo, porque não querem ficar numa mesa na ponta da sala, porque não querem ficar numa mesa no meio da sala ou outro problema do foro anal qualquer que vos surja no momento.

Estou familiarizada com todas essas questões que vos incomodam.
E sou sensível a elas no momento em que tal for relevante, acreditem.
 
Que é o mesmo que dizer, vocês sentam-se onde eu mandar e mais nada.

Porque onde vos mandar sentar já está preparado para todas as eventualidades que as vossas maleitas psiquiátricas necessitam. Caso não queiram, podem sempre pegar no prato e ir comer lá para fora.

Ou isso ou uma mesa ao pé do WC, que dá sempre jeito.


Que vos parece?

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Wedding Arrangements - Parte 19

Acabei de me lembrar.

Por imposições cabeleirísticas, não posso cortar o cabelo até ao casamento.
O que faz com que já esteja praticamente há um ano sem cortar a melena.
O que é um verdadeiro record.

O que significa que, naquele dia, vou mascarada de cigana.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Wedding Arrangements - Parte 17

Porra bem grande onde pendurar os nomes das mesas e das pessoas que lá sentarão seus ilustres cus - check!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Wedding Arrangements - Parte 16

A verdade é que tenho muito pouca experiência na área, confesso.
Não percebo nada disto, não sei o que é suposto fazer, nem como reagir, nem sequer o que esperar.
Talvez esteja a lidar com as coisas dando-lhes demasiada importância, transformando-as em camiões quando têm o tamanho de formigas, talvez esteja a agir com uma ligeireza absurda, assobiando para o lado para não ver o cogumelo nuclear mesmo ali à frente. Não sei. Nem quero saber, a bem da verdade.

Porém, fico um pouco aturdida com a atitude das pessoas face aos convites que lhes são entregues.

Não sei dizer, que hoje também não sei nada, rai's ma partam, se é da confiança que têm com quem os convida, se é da parvoíce intrínseca, se é da falta de vergonha, de educação ou se outro nutriente qualquer, mas a verdade é que ocorrem fenómenos deveras estranhos, e atentai que já tenho ouvido falar em paranormalidades no que a casamentos diz respeito, parece que a ocasião pede estranheza e não há nada melhor que um casório para espalhar toneladas de surrealidade.

Tomando umas notas mentais, tenho que perguntar aos que já casaram se também lhes ocorreram estes fenómenos aquando da sua data... Será que é normal e eu, feita ursa empalhada, é que acho estúpido? Será que o erro é de quem convida que não se precaveu devidamente para estes acontecimentos? Será que não é assim tão estranho? Casados deste mundo, ajudai uma alma quebrada!

Posto isto, deixando a conversa da treta, que já vai longa e há quem tenha mais que fazer e sítios para onde ir, não é claramente o meu caso, que estando no local de trabalho, trabalho é coisa que não me assiste neste momento, ficou a minha pessoa positivamente fodida, estava a tentar escapar ao verbo foder, embora relativamente adequado no que a casamentos diz respeito, mas pouco educado no que concerne a linguagem, olha que se foda, vai mesmo assim, com o fenómeno (recente, que sou novata nestas andanças) de entregar o convitezinho, todo bonitinho, todo paneleiro, devidamente identificado, com os destinatários todos discriminados e, do outro lado, à velocidade de TGV, salta de lá a pergunta do 'e o meu namorado/marido/gajo-que-ando-a-comer-há-3-meses/filho/enteado/gato/cão/whatever, também pode ir?'

Oi?!
Pode ir?
Mas ir onde, à fonte buscar água?
Então mas ... Mas, mas ... está no convite o nome dos destinatários, é preciso ser mais explícito que isto?

Não? Sou eu que sou palhaça? Encontro-me demasiado aturdida para articular um discurso mais coerente.
Já me deparei com esta situação por duas vezes.
Julguei que estavam a brincar comigo.
Depois percebi que era a sério e fiquei sem saber o que dizer.

Acho só ligeiramente mal-educado e fiquei um bocadinho chateada. Que é como quem diz, mas qu'éssa merda, caralho?

Digam-me só se é normal ou não, por favor. E expliquem-me se a normalidade consiste na pergunta por parte dos convidados, que é legitima e vem em tempo, e a minha pessoa é que é das beiras e lá estas coisas não se usam, ou se, por outro lado, estou a ser vítima da falta de porrada que os outros deveriam ter tido em crianças.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Wedding Arrangements - Parte 15

Lembrei-me agora que ainda não tenho aquela merda onde se penduram os nomes dos convidados para que saibam onde se vão sentar.

Mais uma treta para gastar tempo e dinheiro, mas enfim.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Wedding Arrangements - Parte 14

Já com o vestido em casa, pergunto-me como é que alguma vez me vou enfiar ali dentro...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

'Só Escolhes Música de M*rda'

Quão difícil pode ser escolher uma puta de uma música para, acabada a cerimónia de casamento em si, ficarem os noivos a receber parabéns e demais felicitações das pessoas?

Esta era boa, ó:

Wedding Arrangements - Parte 13

Bonecos parvos para pôr no bolo, maneira muito esperta de gastar uma nota preta em merdas, ainda por cima para umas tretas que de certeza absoluta que alguém me vai roubar e nunca mais os vejo - check!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Wedding Arrangements - Parte 12

5785495 horas depois, estão as putas das ementas todas enroladas, enfeitadas, depenadas, extravasadas e outros adjectivos terminadas em adas, tais como foda-se esta merda toda.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Wedding Arrangements - Parte 11

Depois da tourada de forrar mais um cesto, ainda arranjei maneira de embelezar 578562 recipientes para colocar o arroz que me atirarão às trombas.

Não tenho amor à vida.