segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Oscars 2008

( Pormenores retirados daqui )

Os grandes vencedores :



Com 8 estatuetas, que inclui melhor filme, melhor realizador e melhor argumento adaptado.



Sean Penn, Melhor Actor em "Milk". ( esta foi surpreendente ).





Kate Winslet, Melhor Actriz. ( tão merecido!!!!!!!!! )



Heath Ledger, Melhor Actor Secundário, a título póstumo. ( para o melhor Joker da história do cinema )



Penélope Cruz, Melhor Actriz Secundária, em "Vicky Cristina Barcelona". ( o melhor papel da vida dela, a seguir ao que desempenhou em "Volver" ).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Lufa-Lufa Cinematográfica V



Mais um.
Tão, tão bom ...

Pois Claro! Voodoo!

Queria colocar aqui uma música, mas sucede que não a encontro ; os senhores do YouCoisoTube ( para não virem cá com histórias de difamações de bom nome das marcas e instituições, que dessa patranha já eu tenho um armário cheio ) acham mais divertido postar videos de gente a imitar os cantores do que os cantores propriamente ditos com as melodias que fazem falta em momentos destes.

Antro consome a juventude que começa a escassear. Começa a escassear tão cedo, não se chega a velho, não se chega a ver a luz, morre-se na escuridão, porque não morri eu antes?

Voodoo.
Sinto-me presa num limbo de práticas mágicas pouco limpas. Limbo, teia pegajosa que se cola aos meus pés, que me prende os movimentos, que me aperta o peito, nem respirar consigo.
Voodoo.
Sinto-me enguiçada, presa no mesmo espaço, no mesmo tempo, no mesmo livro, na mesma página, na mesma linha, na mesma palavra, sempre a mesma palavra, sempre a mesma merda, enguiço, corda no pescoço, lâmina nos pulsos, sangue que corre. Não há sangue, secou há anos, secou, mirrou, foi-se, expirou.
Voodoo.
E a pasta preta que diz 2004-2009. Mentira, mentira.Nunca mais saio de lá.

Voodoo.

E o YouCoisoTube não tinha a música que queria...

Im not the one whos so far away
When I feel the snake bit enter my veins.
Never did I wanna be here again,
And I dont remember why I came.

Candles raise my desire,
Why Im so far away.
No more meaning to my life,
No more reason to stay.

Freezing, feeling,
Breathe in, breathe in...
Im coming back again...

Hazing clouds rain on my head,
Empty thoughts fill my ears.
Find my shade by the moonlight,
Why my thoughts arent so clear.

Demons dreaming,
Breathe in, breathe in...
Im coming back again...


Voodoo, voodoo, voodoo, voodoo.

[so far away...
Im not the one whos so far away...
Im not the one whos so far away...
Im not the one whos so far away...]

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Lufa-Lufa Cinematográfica IV



É bom, mas não será vencedor de Óscar.
Digo eu...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

80's Freak II




Não há palavras, é mesmo excelente!

Rock me Amadeus, Falco

Er war ein Punker
Und er lebte in der großen Stadt
Es war Wien, war Vienna
Wo er alles tat
Er hatte Schulden denn er trank
Doch ihn liebten alle Frauen
Und jede rief:
Come on and rock me Amadeus

Amadeus Amadeus, Amadeus
Amadeus Amadeus, Amadeus
Amadeus Amadeus, oh oh oh Amadeus

Er war Superstar
Er war populär
Er war so exaltiert
Because er hatte Flair
Er war ein Virtuose
War ein Rockidol
Und alles rief:
Come on and rock me Amadeus

Amadeus Amadeus, Amadeus
Amadeus Amadeus, Amadeus
Amadeus Amadeus, oh oh oh Amadeus

Come on and rock me Amadeus
Amadeus Amadeus, Amadeus
Amadeus Amadeus, Amadeus
Amadeus Amadeus, oh oh oh Amadeus

Es war um 1780
Und es war in Wien
No plastic money anymore
Die Banken gegen ihn
Woher die Schulden kamen
War wohl jedermann bekannt
Er war ein Mann der Frauen
Frauen liebten seinen Punk

Amadeus Amadeus, Amadeus
Amadeus Amadeus, Amadeus
Amadeus Amadeus, oh oh oh Amadeus

Come and rock me Amadeus...

Amadeus Amadeus, Amadeus
Amadeus Amadeus, Amadeus
Amadeus Amadeus, oh oh oh Amadeus...

Lufa-Lufa Cinematográfica III

O que achei ...







... por 1,49€ !

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Código de Trabalho

E pronto, lá foi promulgada.

Só para obrigarem a comprar um Código novo...

Chupistas.

Lufa-Lufa Cinematográfica II




Desengane-se quem espera um reles filme de época inglês.
Vale mesmo a pena.
Mesmo.

Lufa-Lufa Cinematográfica




O que é dito sobre o filme :

Dúvida
Título original: Doubt
De: John Patrick Shanley
Com: Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams
Género: Drama
Classificacao: M/12

EUA, 2008, Cores, 104 min.


Esquecem-se do essencial.
É excelente.
E que o Óscar fique com Meryl Streep!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fitinhas Duvidosas



Estas gaitas são caras como tudo, um chupismo desgraçado.

Ao que se sujeita uma pessoa para não dar desgostos aos progenitores...

Nip / Tuck

Incrível.
Gosto da parte dos "argumentistas imorais".

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ele, a Coisa

Numa Casinha cheia de Monstros Civilistas, algures em Lisboa, ensinam que os animais são coisas, objecto de relação jurídica, objectos a que o Direito dispensa um estatuto historicamente determinado para os seres inanimados.
Ensinam que os animais são susceptiveis de ocupação, que podem ser perdidos e achados, podem ser ferozes e maléficos, podem ser selvagens e passear alegremente pela propriedade de outros donos que não os seus.
Ensinam tanta coisa referente a animais, sempre com o estatuto de coisa, como sinónimo de dispensável, de comercializável, de alienção.

Nunca ensinam é que este estatuto só se aplica aos animais dos casos práticos, quando se tem um em casa, as coisas mudam de figura.
Nunca passaria pela cabeça de ninguém considerar o que em casa se conserva para aquecer os pés, e aqui o aquecedor fica excluído, como mera coisa, como coisa maléfica, feroz, que pudesse ser vendido e doado como se de um par de chinelos se tratasse.

Assim não é.
Os animais são, juridicamente, coisas. Mas no que aos assuntos afectivos que os donos dessas coisas têm com as mesmas coisas, não o são.

São família.

São amigos.

São partes indispensáveis ao equilíbrio emocional.

São parte. Parte da pessoa, de quem os vê crescer, de quem cuida deles, de quem observa todos os movimentos, desde que são pequenos e mal se equilibram nas patas, até serem grandes e entrarem e saírem de casa sem dar cavaco.
Parte da pessoa que se afeiçoa à coisa que dorme de barriga para cima em qualquer canto onde bata o sol, parte da pessoa que lhes limpa o vomitado da carpete da sala, parte da pessoa que os persegue de vassoura na mão quando vão roubar o bife que serviria para o almoco.
Parte da pessoa que tem sempre a companhia do bicho-coisa que pressente a tristeza e vem sentar-se ao pé do triste, parte da pessoa que dorme mais quentinha porque sua excelência resolve fazer da cama sua propriedade, parte da pessoa que era sempre cumprimentada com um miado e um pedido implícito de festas quando entrava e saía de casa.

Parte.

Perdi a minha parte de tudo isto.

Foi-me tirada, roubada, vilipendiada.

Perdi tudo isto porque perdi a coisa a quem chamava amigo, a quem chamava família, a quem chamava parte.

Perdi a minha coisa.



Abyssus Abyssum Vocat

Os homens são todos iguais. Uns cabrões, porcos e desonestos que vem desassossegar o coração das raparigas inocentes para as levar para o leito ( e não é para dormir ),ou andar com várias ao mesmo tempo, aproveitando a oferta generosa que o mercado tem, ou desprezar a presença da fêmea na sua vida, ou arranjar qualquer outra desculpa para escorraçar, maltratar, vilipendiar, principalmente no que ao foro psicológico diz respeito.
Uns cabrões, uns velhacos, uns suínos que, se hoje só gostam de ficar por baixo para não terem trabalho, daqui a dez anos chegam a casa a atirar com os sapatos para onde calha e a esperar pelo jantar estiraçados no sofá, a coçar a barriga e a gritar, perguntando se se demora muito para comer. Uns palhaços que, ainda agarrados aos pilares do velho machismo, temem a vinda das mulheres para o mundo que ainda acham ser deles, desprezam-nas mesmo que não o digam e crêem piamente que nunca elas os irão igualar. São todos iguais, os homens.

Nem por isso. Se os homens são todos iguais, as mulheres também o são. Tem os mesmos vícios, os mesmos modos, os mesmos instintos, os mesmos comportamentos nas mesmas circunstâncias.

Não, os homens não são todos iguais. Mas ainda há homens que tem tudo de cabrões, de porcos e desonestos, de velhacos, de palhaços que maltratam e vilipendiam, mulheres e os seus pares. Uns disfarçam mais que outros, uns tem mais destas características que outros, os que ainda as possuem já vão escasseando, alguns destes aspectos são mais acentuados, tudo depende e difere.

Não, os homens não são todos iguais. Mas uns, lá dizia o outro, são mais iguais que outros, maneira complicada de dizer, há uns mais cabrões, porcos, velhacos e palhaços, verdadeiros merecedores dos adjectivos que lhes cabem em sorte, estando normalmente reunidos num só exemplar.

Não, os homens não são todos iguais. São todos diferentes, alguns sem nenhum dos defeitos enumerados ou outros esquecidos que são ainda piores. São todos diferentes, nada iguais.

Então, porque se escolhem os que são iguais a escumalha que é toda igual? Porque é irresistível a atracção para o abismo da vulgaridade, no que ao masculino género diz respeito? Porquê a insistência naquilo que se passa horas a abominar? Porquê escolher o que já se sabe ser igual, sabendo também de antemão que o caminho a que se vai dar é igual aquilo que aparenta ser porco, velhaco, nada sério? Porque é que é irresistível o abismo do parco conhecimento sobre a fraca figura masculina? Porque será um atractivo ir experimentar o que já se sabe carecer de qualidade? Porque se insiste em querer trilhar um caminho que se sabe não levar a lado nenhum?

Os homens são todos iguais. É o que é preferível pensar em vez de simplesmente ser-se estúpido o suficiente para ver a poça de lama mesmo em frente, e mesmo assim, ir lá por o pé.

O Queixume do Vício

Porque é que as pessoas fazem as coisas sem terem vontade de as fazer? Porque insistem em encetar que não querem concluir? Porque principiam actividades que sabem que serão feitas de má vontade?

Vicissitudes da condição humana, olha-se para o que a vontade não quer ver nem pintado de amarelo como uma obrigação a cumprir a todo o custo. Também será obrigação o que se pode evitar, mas que se faz na mesma? Que raio de coisa tem de ser feita, mas não obrigatoriamente, mas que obriga, mesmo assim, de tal forma que seja feita, mesmo de má vontade? Que raio de obrigação moral é essa que, confusamente, obriga a morder o pó da contrariedade, a pisar terreno pantanoso o suficiente para se enterrar porcamente até a cintura num belo charco de merda?

E porquê complicar, se a questão, por mais complexa que as palavras possam mostram, é simples como água? Se a questão, simplificada, é porque se submetem as pessoas a coisa que não querem, muito menos precisam?
Resposta : porque de outra maneira não se poderiam queixar de como a vida é madrasta e como as castiga imerecidamente; não se poderiam chorar infinitamente daquilo que os outros lhes fazem; não poderiam sentir-se tristes e azaradas porque só aos outros acontecem coisas boas.

Que seria do ser humano no seu esplendor se não se pudesse queixar, nem que seja por um bocadinho, de toda a conjuntura malvada que lhe desgraça a vida?
Que fazer da vida quando tudo corre bem e se fica sem nada que fazer?

Solução : arranjar cadilhos e queixar-se.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Votação

Aceitam-se sugestões para a melhor música dos anos 80.


Só para fãs do género.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

80's Freak



You spin me right round, baby
right round like a record, baby
Right round round round
You spin me right round, baby
Right round like a record, baby
Right round round round




Dead or Alive, You spin me round

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona




É excelente.
É maravilhoso.
É Woody Allen.




Recomenda-se.

20

Aprendamos, Amor

Aprendamos, amor, com estes montes
Que, tão longe do mar, sabem o jeito
De banhar no azul dos horizontes.
Façamos o que é certo e de direito:
Dos desejos ocultos outras fontes
E desçamos ao mar do nosso leito.


José Saramago, in Os Poemas Possíveis


Não há poemas perfeitos, nunca as declarações de amor são boas o suficiente, nunca as grandes melodias chegam para dizer o que falta.
Tenta-se, pois.
E no tentar se percebe que nunca chega para dizer o que se quer.
E quer-se tudo, e quer-se tanto.
A quem lhe falta o talento, serve-se das palavras de outros.
Porque palavras, preciosos vocábulos, ficam pequenos ao lado do que querem significar.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Será que ...

Mudará a vida de uma pessoa abrir um dicionário e ver que o próprio nome significa :

adj. 2 gén.,
que tem a cor de café com leite;
ocre de camurça. ?


Não parece.

Assim como também não muda a vida de quem no nome carrega o feminino do sinónimo de andarilho.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Uma vela por esta também, já agora...


Kenji Matsuda

Este homem, que é como quem diz, o sósia dele, na versão tuga, despenteada e mal lavada, salvou um dia solitário e chuvoso.

Porque, dizem, o calor vem sempre à mesma hora.


Habitantes do Antro, esperancem-se.
Há luz no Contencioso Administrativo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Excelente, mas de lado ... Ainda assim, excelente!




Prometido.
Cumprido.

Esta é por Processo Penal.
Quem no Antro habita, sabe bem o que significa.

No Fim

Lá para os lados do 9º ou 10º ano, estava muito em voga.
Era a banda da moda, o que era fixe, o que dava pausa, o que todos gostavam. Tudo o que era puto e tinha a mania que tinha pausa ( e não tinhamos todos? )era fã da banda.

Hoje, esta música servia de ambiente num espaço comercial de Lisboa, recordando belos tempos a quem a ouvia.

O que não deixa de ser irónico é a música fazia sentido, não no 9º ano, quando a injustiça social era cool e ser revoltado fazia furor, mas agora que a injustiça realmente existe e ser revoltado é um dado adquirido.

Porque no fim, feitas as contas, nada nunca importa. Muito menos o esforço.



I've tried so hard
And got so far
But in the end,
It doesn't even matter.
I had to fall
To lose it all
But in the end,
It doesn't even matter.



Linkin Park, In the end

Virtude Fácil





Leve.
Engraçado.
Descontraído.

Ideal para dias chuvosos em que bater com a cabeça em vários livros para tentar chegar a algum lado não vale a pena, é o que se percebe.

domingo, 18 de janeiro de 2009

A Velharia



Uma do fundo do baú.
Não são quase todas?

Patti Smith, Because the night

A Chave

... para a felicidade, dizem, é a conciliação de boa saúde e memória curta.

A juventude ajuda à saúde, pelo menos, por enquanto, mas a memória é pesada demais, longa demais.

Estes dois Senhores


Maria João e Mario Laginha

... e a Big Band do Hot Club de Portugal dão, não um concerto, mas um festival.
A maravilha e a magia da música reunidos na genialidade. De todos os intevenientes.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

City of Isabel




( Perdoe-se a fraca qualidade da imagem, mas o Sr. Vangelis não teve tempo para temperar esta bela melodia com um video decente. )

Bela, bela, bela música ...

E numa altura apropriada que dela me lembrei.
Faz-me sempre lembrar aquela que mais vezes me lembro e nunca mais vi.
Faz-me lembrar o que me ensinou e as palavras que dizia, que nunca saiam dos conformes da imensa sabedoria.
Lembro-me dela no conjunto dos dias que passam, lembro-me da imensidão de um olhar carregado de todas as coisas.
Lembro-me dela.

Ora aí está

"Não sou pessimista, o mundo é que é péssimo".

José Saramago


Nada a acrescentar quando a perfeição é dita em nove palavras.
Ou não fosse o maior génio alguma vez nascido a profeli-las.

Quem porfia mata caça

Não há a menor dúvida que o mundo é uma merda pegada porque as pessoas que nele existem assim o fazem.

Pessoas, pessoas ... Sempre as pessoas, sujas, mentirosas, ardilosas e maldosas, cheias de esquemas, de lodo e imundice, que emporcalham a existência na terra.

Pessoas, seres humanos, com a sua beleza bem escondida no seu âmago e que só se mostra na altura do Natal, em que prolifera o cinismo e o fingimento, em que essa beleza não é mais que a mesma aparência de coisa nenhuma, mostram aquilo que de melhor sabem fazer, espezinhar, maltratar, roubar, matar.
Todas iguais na mentira, todas diferentes nas formas de serem a peste e o cancro na vida do próximo.

E assim caminham as formigas doidas, humanas de corpo, monstruosas de espírito. E o que é um ser humano senão uma estirpe monstruosa?

Pena é que ainda haja pessoas que com isto se espantam. Estúpidas. Ou não fossem elas também pessoas.

O Senhor Cardeal

Cérebro ocupado com folhas que necessitam ser lidas e sabidas descura necessariamente o mundo que o rodeia.

Aqui está um belo exemplo do que é falar sem pensar.
Ou melhor, talvez até se pense, mas não se tenha noção as consequências.
Talvez ainda se pense no que se diz e se saiba exactamente até onde se pode ir com palavras arremessadas ao vento.

Talvez se tenha um propósito.

Nunca mais venham é com a conversa do diálogo ecuménico, já se viu que, quando se está distraído, salta o que verdadeiramente se pensa desse tal Ecuménico e que o diálogo com ele bem se podia ir enfiar num sítio escuro.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Enfins



Porque isto está demais e porque a banda me faz lembrar uma coisa que perdi.

Ramones, Spider Man

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A Primeira do Ano Tem Mesmo de Ser Esta ...

" Não sucumbam ao canto da sereia da obtenção de provas a qualquer preço, porquanto isso vos custaria a inutilização absoluta dos meios de prova ilicitamente obtidos, nem sequer se podendo repetir essas provas por outros meios! Por exemplo, se invadistes o domicílio do suspeito sem a devida autorização judicial e nesse local encontrastes a arma do crime, então é como se tivésseis destruído essa prova material... "


E depois a televisão, os jogos de computador, as ganzas, as saídas à noite, os copos, o sexo, a má vida em geral é que deforma a mente dos jovens...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Último Dia



Daqui a umas horas já será um novo ano.
Até lá, boas entradas.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Última do Ano




Nada melhor que encerrar 2008 com uma música velha como a terra, para variar, sempre da mesma gente.
Muito aconteceu neste ano que passa.
Foi bom.

Jingle Bombs



Uma mensagem de Natal 'original' que serve em jeito de comemoração de todas as festas da época.
Boas Festas!

Poema

Regresso às fragas de onde me roubaram.
Ah! Minha serra, minha infância!
Como os rijos carvalhos me acenaram,
Mal eu surgi, cansado, na distância!

Cantava cada fonte à sua porta :
O poeta voltou!
Atrás ia ficando a terra morta
Dos versos o deserto esfarelou.

Depois o céu abriu-se num sorriso,
E eu deitei-me no colo dos penedos
A contar aventuras e segredos
Aos deuses do meu velho paraíso.



Miguel Torga




Vinha isto num saco de pão.

domingo, 28 de dezembro de 2008

E para animar ...



Ich brauche Zeit
Kein Heroin kein Alkohol kein Nikotin
Brauch keine Hilfe
Kein Koffein
Doch Dynamit und Terpentin
Ich brauche Öl für Gasolin
Explosiv wie Kerosin
Mit viel Oktan und frei von Blei
Einen Kraftstoff wie

Benzin

Brauch keinen Freund
Kein Kokain
Brauch weder Arzt noch Medizin
Brauch keine Frau nur Vaselin
Etwas Nitroglyzerin
Ich brauche Geld für Gasolin
Explosiv wie Kerosin
Mit viel Oktan und frei von Blei
Einen Kraftstoff wie

Benzin

Gib mir Benzin

Es fließt durch meine Venen
Es schläft in meinen Tränen
Es läuft mir aus den Ohren
Herz und Nieren sind Motoren

Benzin

Willst du dich von etwas trennen
dann musst du es verbrennen
Willst du es nie wieder sehen
lass es schwimmen in Benzin
Benzin
Ich brauch Benzin
Benzin
Gib mir Benzin


Benzin
, Rammstein


Animai-vos, que o Mundo vai mal ...

Dedicação e Linguística

Quando não se fala bem português, não vale a pena.
Vive-se no pais de Camões que não conhecia outra língua, segundo consta, de maneira que não há outro remédio senão falar como deve ser para quem vive neste rectângulo a beira mar plantado.
Quem não fala bem português, nem tente.
Por mais que se explique, sai tudo trocado.
Por mais que se argumente, sai tudo ao contrário.
E para quem, além de não saber falar, ainda por cima tem falhas de audição, e aparentemente é burro como uma porta, então está o baile armado.
Porque raio é tão difícil perceber a língua na sua acepção plena quando já se nasceu a falá-la?
Porque raio de repente parece que houve uma mudança geográfica e foi-se parar aos confins de África, onde anda tudo aos pulos para pôr os outros na fogueira a assar e ninguém fala o mesmo dialecto?
Porque raio se falta logo àquela aula de português, dada para aí no 5º ano, onde se fala da interpretação?

Dedicar-se à pesca, uma expressão portuguesa, indicadora do que há a fazer quando fenómenos destes acontecem.

Maravilha! II

"Não há clientes em Portugal para tantos advogados".

Marinho Pinto, Lusa, 28-12-2008


Animador...
Com tanta contestação ao sistema judicial, lembrar-se-á o Bastonário do que disse há um ano?

Os Contos de Beedle, O Bardo




"Mas embora procurasse durante muitos anos o terceiro irmão, a Morte nunca consegui encontrá-lo. Só ao atingir uma idade provecta é que o irmão mais novo tirou, finalmente, o Manto da Invisibilidade e o deu ao seu filho. E, então, acolheu a Morte como uma velha amiga, e foi com ela satisfeito, e, como iguais, abandonaram esta vida."


O Conto dos Três Irmãos, J.K.Rowling


Vale a pena. Ainda tem o mesmo cheiro de Harry Potter.

Maravilha!

Parece que anda no ar um surto de gripe que leva as pessoas em massa aos hospitais.
As notícias bailaram hoje em volta deste assunto, como que com medo que toda a população adoecesse de repente e não houvesse solução para todos os efermos que procuram centros hospitalares.
Ao que parece, não é só a gripe que leva as pessoas em debandada aos hospitais, em busca de um conforto sólido para os problemas do corpo ; também o espírito precisa de um conforto maior.
Gente há que acorre a estes centros vendilhões de saúde em troca de taxas moderadoras porque se sente afogueada, triste, devastada, angustiada e ansiosa porque não recebeu o que esperava de presente na noite de Natal. Literalmente frustrada porque não recebeu o presetinho que esperava.
E, oh gente incauta, não são as crianças as atingidas por esta onda de frustração trazida para o seio de uma sociedade saudável por temperaturas baixas e intempéries malditas!
São os adultos os que mal se sentem por verem as suas expectativas materiais goradas!



Fará o Natal mal aos que o vivem?
Ou anda tudo louco?

19




Tudo o que me faz lembrar está escrito e cantado aqui.
Mesmo longe.

Happy Birthday



Tuomas Holopainen

The Poet once wrote :

"If you read this line, remember not the hand that wrote it

Remember only the verse, songmaker's cry the one without tears

For I've given this its strength and it has become my only strength.

Comforting home, mother's lap, chance for immortality where being wanted became a thrill I never knew

The sweet piano writing down my life".



( Devido às festividades da época recentemente celebradas, faltou assinalar esta data. )





sábado, 27 de dezembro de 2008

Depois da Festa

Agora que a comezaina acabou e que já todos enchemos o bandulho de coisas doces, agora que já todos os presentes se abriram e todos estamos contentes ( ou não ) com uma amostra de regresso à normalidade, nada melhor que um abrir de pestanas para constatar que se está num mundo em que nada é perfeito, e que o Natal, como tempo perfeito e de solidariedade e amor entre os Homens, já fez a sua parte no que à hipocrisia diz respeito.

Isto é o melhor dos exemplos.

Numa linguagem infantil de quem nada percebe dos assuntos sérios e realidades profundas e complexas, o isto pode ser traduzido como dois grupos de miúdos, moradores em bairros rivais, em que uns pregam umas bofas nos dentes dos outros e os tais outros respondem com uma chuva de calhaus.

Já numa tirada mais séria e digna de gente crescida, quer isto significar que o grupo de miúdos distribuidor de chapadões ao domicílio afinal atira calhaus e rockets aos quintal dos vizinhos, vizinhos esses, sempre simpáticos e prestáveis, aqui representados pelos tais outros, o outro grupo de miúdos, responde, não com os inocentes calhaus, mas com mísseis e outras coisas que tais, disparados de tanques estrategicamente posicionados para irem acertar na sopa de quem ao lado mora.

Pois sim, questões complexas, profundas, que duram há anos e nos quais ninguém se mete porque só aos intervenientes diz respeito.

Não há mais nada para fazer?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal




Fora com os queixumes e as angústias de todos os dias.
É Natal!



Bona Mater Familias deseja a todos um óptimo Natal!

Copycat

Copycat é um fenómeno interessante, para dizer o mínimo. Estuda-se lá para os lados da psicologia e entende-se, latu sensu, acções de gente cansada demais para inovar e que imita o que pelos outros foi feito. Fala-se no fenómeno, normalmente, quando se fala em serial killers ou assassinos particularmente meticulosos no seu trabalho, tão bem ou mal feito que valerá a pena copiá-lo. Abundam as obras cinematográficas sobre a matéria, nao será uma coisa rara e surpreendente difícil de perceber.

Em vez de ir e fazer alguma coisa nova, imita-se o que antes de fez. Muito engenhoso.
Também existem copycat noutros âmbitos que não somente a arte de retalhar pessoas, o que é deveras interessante.

Só que em vez de copiar formas minuciosas de fazer bater a caçoleta aos outros, há mais a imitação de acções, antes feitas ao próprio, agora espelhadas nas acções de todos os dias para os outros ; faz-se aos outros o que os outros outros fizeram antes aos próprios.
Também se chama ressabianismo, mas tal é palavra que não existe no dicionário ; rancoroso também não se adequa, rancor guarda-se do que se nos foi feito, não quer dizer necessariamente fazer igual ao que antes sucedeu.

Mais interessante ainda é o sentimento de dependência que este tipo de acções cria no fazedor. Não há vida sem uma vingançazinha privada, em louvor dos velhos e bons tempos em que o ser humano mais próximo fez com que a luz do Natal se apagasse de vez. Tal como uma droga.

E não há forma de apagar a necessidade de fazer igual ou ainda pior. Forma-se um ciclo vicioso onde já não se distingue o fim do início, e como tal não há forma de dele se sair.

Copycat existe. Não nos filmes, na vida real. Todos os dias, alguém se vinga do que lhe foi feito. Para um dia mais tarde recordar e poder bradar ao mundo, eu vinguei-me.
Praga que não tem fim.

Copycat existe.

Alvíssaras



Não se dá doces a quem adivinhar quem são ...

Como o tempo passa.

Joy To The World

A raça humana assim caminha. Como sempre caminhou, sem novidade, sem desvios, sem noticia a salientar.
Nem o facto de se aproximar o Natal ajuda a que a natureza se levante da sua confortável poltrona e vá fazer alguma coisa que não o habitual. Nem pensar, Natal é época de fazer coisas fora do comum, como comprar um shopping inteiro, comer uma vaca na consoada, escrever postais de boas festas com frases feitas, desejar boas entradas a pessoas de quem não se gosta só para não ficar mal visto. Isto, sim, é fazer algo de extraordinário.

Passar por cima dos outros.

Pisar o próximo.

Fazer de tudo para eliminar alguém só porque é tão bom como o próprio.

Pôr em causa o trabalho dos outros por causa de caprichos.

Não ter respeito pela opinião alheia.

Não respeitar o trabalho ou o esforço dos outros.

Pensar que se é melhor que todos em redor.

Obrigar os outros a pensar como o próprio, e se mesmo assim o próximo não pensar, usar a coacção.

Fazer queixinhas a superiores hierárquicos quando as coisas não correm como esperado.

Crer piamente que existe uma conspiração internacional a decorrer para matar as boas pessoas, e daí ter que se eliminar os potenciais adversários.

Esqueçam o tempo de paz e amor, esqueçam a época de solidariedade, esqueçam do tempo em que os Homens voltam a ser irmãos.

Esta é a verdadeira natureza humana. Perseguir. Caçar. Matar. Destruir. Esmigalhar.
Os outros. Sempre os outros. Os outros, que por acaso até são da mesma espécie que aquele que caça, de maneira que anda um canibalismo no ar há milhões de anos.
Os estúpidos não só só dão por isso agora, como ainda se espantam.

Haja alegria. Viva o Natal de sempre.

domingo, 21 de dezembro de 2008

sábado, 13 de dezembro de 2008

Lua Muito Cheia ou pelo menos assim o parece

Isto é mesmo giro.
30 000 km fazem a diferença...
Ou não.

Esqueci-me Disto ...



Manoel de Oliveira

É imperdoável lembrar a tempo e horas de memorandos para aqueles que deixam de existir e depois esquecer um aniversário tão marcante como um centenário, ainda por cima de um cineasta, já de si alguém nada dentro do comum.

Porém, também o Presidente da República só hoje o condecorou, é porque o atraso não é assim tão grande.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

10 Anos de Nobel

O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever (...).Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro.Era capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras.

(...) Tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito,(...)o meu avô(...)ao pressentir que a morte o vinha buscar,foi despedir-se das árvores do seu quintal,uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver.



José Saramago, Discursos de Estocolmo.



Já foi assinalado aqui o 10º aniversário do Nobel da Literatura para Saramago.

Porém, não podia deixar passar-se o dia comemorativo e nada acrescentar.

Estas, serão apenas amostras da beleza das palavras nascidas das mãos deste homem, beleza como mais ninguém lhas consegue imprimir.

Um mero e pequeno gesto, de quem não tem vocábulos que cheguem para expressar o que vai na alma quando os olhos encontram as linhas infinitas contadoras de histórias escritas e descritas por alguém sem par.





segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

400º





Durante 400 mensagens, este antro pequenino de perdição sobreviveu.

Acolheu no seu negro seio as amarguras, os devaneios, os rasgos de estupidez e também lucidez que o seu autor aqui depositou.

À laia de comemoração, fica o que nunca aqui faltou ; as músicas, todas na mesma onda, quem as toca, sempre a mesma população, marcos da personalidade de quem gasta as pontas dos dedos a escrever memórias e pensamentos na tela.

Fica, não como despedida, mas como continuação, porque não há vida sem angustia, e quem angustiado é, precisa de expiar o que lhe navega nas veias, e forma de o fazer, é escrever.

Wilder Wein é um clássico para os amantes de Rammstein, no qual Diligentia se encontra no ranking dos 10 mais efervescentes. Não há maneira de apagar as memórias que isto traz, como não há forma alguma de não ver a música como um novo início. De quê, não se sabe ; de alguma coisa será.

O Dia de Hoje

Artigo 41.º
(Liberdade de consciência, de religião e de culto)

1. A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável.

2. Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa.

3. Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis, nem ser prejudicado por se recusar a responder.

4. As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.

5. É garantida a liberdade de ensino de qualquer religião praticado no âmbito da respectiva confissão, bem como a utilização de meios de comunicação social próprios para o prosseguimento das suas actividades.

6. É garantido o direito à objecção de consciência, nos termos da lei. ,


Constituição da República Portuguesa


Quer dizer que o Estado é laico, que não tem religião oficial, que não há imposição de religião aos cidadãos, que cada um é livre de professar o que bem entender, o Estado não se imiscui em nada que diga respeito a crenças de cada um.


Muito bem, muito bonito, democrático e tal.


Estado laico.
Cabimento do feriado hoje celebrado?
Obviamente que todas as razões são boas para não ir trabalhar, ficar na cama até o sol ir bem alto, encafuar-se num centro comercial com mais 500 mil pessoas.
Mesmo assim, qual é o sentido que isto faz?

domingo, 7 de dezembro de 2008

O ( último ) Riso do Escritor




«Temos dificuldades em compreender nos outros aquilo que somos capazes de viver.» , Catarina ou o Sabor da Maçã

António Alçada Baptista


1927 - 2008


Parece que os bons vão primeiro.
Será verdade.

É Oficial



Tarja Turunen


Esta mulher ocupa os dias chuvosos de quem tem necessariamente de sobreviver na selva da contratação pública.

Prende.
Enjaula.
Sequestra.

As horas que poderiam ser melhor aproveitadas, ela rouba.

Os minutos longe da vida, agora resumida a um código recente demais para ter direito a doutrina que o viole da sua privacidade, é ela que os dimunui.

Um fim de semana prolongado passado com a cara enfiada num livro que nunca mais acaba, foi ela que o programou.

Ela. Sempre ela.

Bem, não é bem ela, ela, mas é uma muito parecida. Até demais. Igual a ela, mas não ela.



A insanidade tem destas coisas.

Olha, mais uma!




Rara, rara, rara.
Hoje surgiu na memória esta melodia, já que se anda em mexida no baú de Rammstein, ao menos que fique bem retratada a viagem no tempo, e que se mostre uma raridade, antiguidade tao querida pelos ouvidos destas paragens.

Leg mir das Halsband um
dann geh ich auf die Knie
und fang zu bellen an
der Schmerz ist schon wie nie

Mach den Kafig auf
hol mich ins Sternenreich ja

Komm tuh mir langsam weh
leg mir die Ketten an
und zieh die Knoten fest
damit ich lachen kann

Mach den Kafig auf
hol mich ins Sternenreich ja

Dort wo die Sterne waren
drehn sich Feuerrader
wir feiern eine Leidenschaft
der Schmerz ist schon wie du



Feuerräder, Rammstein

sábado, 6 de dezembro de 2008

A Verdadeira Vingança de Montesquieu

É extraordinário que qualquer sistema filosófico assente nestas três palavras : "Estou-me nas tintas".
Montesquieu

Pois sim, muito inteligente, um marco no seu tempo, influência dramática na história do pensamento jurídico.

Dizia disparates como toda a gente.

Ou será que o disparate é que o dizia a ele?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A Estupidez de Todos os Dias

- O último livro da Bíblia é o índice.

- Abafadores de orelhas é coisa de gente fascista mal vestida, mas a verdade é que cobiçá-los é demais.

- Quem não tem mais nada que fazer, lê o ETAF enquanto engole uma sandes de panado.

- Aquela senhora gorda que finge que está grávida para se poder sentar no comboio quando meio mundo vai de pé ainda não foi desmascarada, ainda hoje fez o mesmo truque e toda a gente engoliu a patranha.

- Quanto mais páginas se lêem de um livro que versa sobre contratos públicos, mais páginas nascem no fim desse mesmo livro, impedindo o leitor de chegar ao fim.

- Sabe-se que a pobreza é grande quando se consegue dar cabo de um mísero fecho de um estojo que durou 4 anos sem nunca quebrar. Sabe-se que a pobreza é ainda maior quando não se tem mais estojo nenhum.

- Sabe-se que se tem alma de terrorista quando apetece usar o isqueiro, não para acender cigarros, mas para pegar fogo ao casaco de penas da pessoa ao lado, para ver o que acontece.

- Simulação de um processo no último dia de aulas para lembrar que não há Natal passado em paz e sossego porque dali a dias já se arrota com 3 exames. Ou frequêcias. Não faz diferença, arrotam-se com elas de qualquer maneira.

- Ler Saramago de pernas para o ar fará melhor ao cérebro do que lê-lo em andamento, num autocarro às escuras.

- Qual será a difrenca entre borbulha perigosamente grande e quisto/porcaria que se enganchou ali/cancro/uma coisa dessas?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Doch nur ein Tier




Ainda hoje há delírio na mente quando esta música surge no pensamento.
Deve ser por ser o primeiro contacto com a banda, que continua a ser de eleição.
Esta, ao vivo, é o auge.

Tier, Rammstein

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

La La La La La



Num dia de frio invernal, esta é a melodia que vem à memória.

Há quanto tempo ...

The sun is sleeping quietly
Once upon a century
Wistful oceans calm and red
Ardent caresses laid to rest
For my dreams I hold my life
For wishes I behold my nights
A truth at the end of time
Losing faith makes a crime

I wish for this night-time to last for a life-time
The darkness around me - shores of a solar sea
Oh how I wish to go down with the sun
Sleeping
Weeping
With you

Sorrow has a human heart
From my God it will depart
I`d sail before a thousand moons
Never finding where to go
222 days of light
Will be desired by a night
A moment for the poet`s play
Until there`s nothing left to say


Sleeping Sun, Nightwish

terça-feira, 25 de novembro de 2008

1 1/2

Um dia que se tornou especial, mas não é porque se lembram dele uma vez por mês.
Um dia sempre comemorado, mas não é por beber café num sitio diferente que é recordado.
Um dia na vida de uma pessoa, mas que não é bonito porque foi bem passado, mas porque deixou marcas. Boas marcas.

Passa meio mundo a queixar-se uma existência inteira das coisas más que os vizinhos malvados lhes fazem, será que se lembram dos acontecimentos que deixam marcas, boas marcas? Alguma vez lhes terá acontecido?

Porque nada volta a ser como antes. O mundo não passa a ser um lugar cor-de-rosa, cheio de flores e passarinhos. Passa a ter cor, a ter vida, a ter interesse, a ter tudo o que precisa e a parecer perfeito.

Há dias em que nem tudo é assim tão perfeito. Há dias em que o cor-de-rosa passa rapidamente a laranja fluorescente, as flores provocam urticária, os pássaros cantam tanto que dá vontade de ter uma pressão de ar à mão. Mas mesmo assim, não perde a cor, não perde a vida, não perde o interesse e nunca deixa de ser prefeito, mesmo que os pássaros caguem em cima de quem passa, mesmo que as comichões sejam por causa das urtigas que crescem à volta das flores.

Porque é aqui que tudo se torna mais claro, mais nítido. Mais cimentado, mais brilhante.
É aqui que o dia que se tornou especial, o dia sempre comemorado, o dia na vida de uma pessoa é recordado, chamado. E tudo volta ao equilíbrio existente.
Perfeito.

Blindness




Pôs
, diria uma pessoa que conheço em jeito de anuência mas que tem a lingua dobrada demais para pronunciar pois.

O realizador está de facto de parabéns ; crê-se que a imagem geral contida na obra de José Saramago está presente e razoavelmente retratada. Há o elemento de choque que o próprio livro contém, mas com o cuidado de ser subtilmente camuflado para não chocar os mais sensiveis ( pelo menos, tenta-se ... ), há a presença da força da personagem principal, há uma história fora do comum.

Não há grandes interpretações por parte dos que interpretam papéis secundários, não há grande rigor a contar a história ( a bem da verdade, existe isto em filmes adaptados de livros ? ).

O filme é bom, atenção. Só não está ao nível do autor da obra que lhe deu origem.
A beleza da linguagem de Saramago aprecia-se directamente nas linhas escritas por sua mão, a autenticidade do texto vivencia-se através da leitura, a crueza do discurso e a brutalidade da descrição sentem-se, não como algo que surja do nada para provocar, mas como uma peça no grande puzzle de toda a história e de toda a mensagem nela contida. E por isso é dificil trazer Saramago para a tela.

As imagens, essas, poderão valer por mil palavras. As dos comuns mortais.

Não as de Saramago.

Bonzear os Pulmões - O que resta do Queixume

Não fumar. Já se sabe.
Já se sabe também que é tudo para bem dos fumadores, e da sua saúde, e da saúde dos que estão à volta. Sabe-se e não vale a pena negar, é uma realidade.
Sabe-se que reclamar contra a perseguição é o mesmo que atirar ovos ao Primeiro-Ministro, pode ter-se toda a razão do mundo mas não deixa de ser um acto de vandalismo. A saúde de todos é um bem maior a proteger, em causa estará a sobrevivência sustentável de toda uma sociedade.

Tudo bem. Levai a bicicleta, tendes razão.

O factor importante que no meio de toda a preocupação e esquizofrenia, de terror psicológico e ar limpo para todos, ficam aqueles que compõem a sociedade, que os quer pôr de parte, os que pagam impostos, que se levantam todos os dias de manhã para trabalhar, os que cumprem obrigações e são medida concreta de direitos. Como todos os outros. Os que não fumam inclusive. Existem direitos para todos, os fumadores não são animais sem personalidade jurídica que o resto do mundo insiste que eles são.

Já paravam com a merda da perseguição, não?

Os não fumadores também têm cancro. Nessa altura dramática, ninguém se lembra de dizer que a culpa é do tabaco ; são simplesmente coisas que acontecem, e das quais ninguém está livre.

Os não fumadores também têm direito ao ar limpo. Obviamente. Os fumadores também tem direito a fumar na sua esfera jurídica, mas mesmo assim são escorraçados para longe. Igualdade? Não, pois não?

Pois a saúde publica.

Também se lembram da saúde pública quando nuestros hermanos constróem uma central nuclear junto à fronteira?

Há um concelho, a 23 minutos de Lisboa, que tem uma linha de super tensão a atravessá-lo de lés a lés. Onde está a saúde pública, então?

Os não fumadores também se constipam e caem à cama com gripes imensas e medonhas. Aí, ninguém lhes vai dizer que têm que deixar de fumar, e que estão piores, ou que o antibiótico não faz efeito, ou que não têm voz por causa do tabaco, pois não?

Aumenta-se o imposto do tabaco como forma de desincetivar o tabagismo. ' bem. E o buraco no sistema de saúde, que é preciso sustentar seja de que maneira for? Obviamente.

Deixem os fumadores em paz. Morrem prematuramente, é certo.
Mas morrem felizes, porque não são prisioneiros de rastreios da tensão arterial.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

E não digas que vens Daqui ...

Comboios dos subúrbios da capital.

Hora de ponta.

Lugares reservados a portadores de deficiência, idosos, grávidas e acompanhantes de colo. Muito giro, proteger quem necessita de especial cuidado, muito bem!

Pessoas com deficiência, dificuldades de locomoção e idosos não têm dificuldade em fazer valer os seus direitos. Aliás, se alguém se lembrar de se sentar nos lugares assinalados e por acaso estiver no mesmo metro quadrado um idoso, mesmo que sem problema algum em ir de pé, logo lembrará ao distraído que lá se sentou que aquele lugar não é para ele, que há pessoas de idade, há que ter respeito, a idade é um posto. Engraçado que a maior parte das vezes, os séniores parecem estar de melhor saúde que a maior parte dos representantes das baixas faixas etárias que ali vão, mas enfim, basta parecer velho para se poder puxar dos galões do assento prioritário.

No caso de senhoras grávidas, a dúvida também não existe. Vão carregadas no meio da maralha, não deve ser pêra doce. Se bem que existe a dúvida se algumas dessas pessoas com passageiro incorporado não estarão apenas e simplesmente com excesso de gorduras saturadas acumuladas ... enfim, há desculpa. É mesmo difícil ir sentado naquelas horas.

Mas ...

Acompanhantes de crianças de colo.
Nunca foram avistados.

O que acontece normalmente é que as pessoas sentam os seus rebentos que já não tem idade para andar ao colo há uns anos valentes, e vão elas próprias em pé, para que as criancinhas possam ir sentadas, enquanto milhares que vão trabalhar ou que vêm do trabalho e precisavam mesmo sentar-se vão em pé que é bastante democrático.
Ninguém nunca diz nada. Provavelmente não querem ofender a mãezinha ou o paizinho da criança, ou arranjar porrada num sitio tão apertado.

Mas é estúpido. E injusto, porque aqueles inimputáveis, além de não pagarem bilhete ou de o pagarem mais barato, vão sentados, refastelados, a cuspirem bolacha para cima de toda a gente, a rirem-se de quem vai carregado com sabe-se lá o que, e que paga muitos euros de passe para ir naquele espacinho minúsculo. DE PÉ!

Em tempos idos, se uma criança se quisesse sentar nos transportes públicos onde houvesse escassez de lugares, diziam logo que naquela idade têm boas perninhas para ir de pé.

Democrático...

domingo, 23 de novembro de 2008

Vais Morrer ... E é Bem Feito !

Existem os seres humanos não fumadores que não suportam a ideia de existirem outros seres humanos com o vicio do fumo e fazem tudo para se livrarem deles. A desculpa, claro, é a saúde pública.
Terão toda a razão do mundo. Não se pretende disto uma ode de apoio e fomento ao tabaco.

Mas podiam parar com a perseguição.


Já conseguiram com que se deixasse de fumar em 90% dos espaços fechados, e como isso inclui cafés, cafés onde o comum dos mortais entra para tomar uma bebida quente, e fazer dois dedos de conversa se for acompanhado.
Isto obriga a um esforço prévio, porque obviamente ir beber café deixou de ser um programa comum, passa a ser uma caça ao tesouro por um mísero café que tenha 3 banquinhos onde um ser humano de estaleca inferior possa sentar o seu rabo canceroso e fumar.

Já conseguiram pôr rastreios das doenças pulmonares, e cardíacas, e diabéticas, e conseguem chatear toda a santa gente, que tem que se medir a tensão, e picar o dedinho com uma agulhita para medir o açúcar no sangue, e depois soprar para um balãozinho para ver se se respira bem ou não, e depois apontar tudo num caderninho para comparar com os próximos exames e rastreios, e não esquecer de fazer exercício, e não comer os enchidos do cozido de domingo, e obviamente não fumar, porque o tabaco é para meninos maus que morrem depressa e não vão para o céu.

Já conseguiram por toda a gente, e quando se diz toda a gente quer dizer não só os não fumadores fanáticos contra aqueles que fumam, como também os não fumadores pacíficos que, como não fumam, também não se incomodam muito que os outros façam com os seus brônquios o que lhes aprouver, contra quem tem a infeliz ideia de puxar de um cigarro numa fila de autocarro.
Porque começa logo tudo a fingir que tosse e a abanar as mãos à frente da cara, como se estivessem a espantar demónios, para expulsar o fumo e tentar fazer perceber ao ser que fuma que se deve sentir mal e apagar o infernal artefacto. E se o pobre não percebe as sinalefas, tosse-se mais alto e os abanicos passam para a esfera do fumador, oh amigo, apague lá isso, há quem queira respirar, ora que coisa. E ainda se o fumador se insurge e diz que pode fumar à vontade onde está porque é a via publica, há logo um chorrilho de palavrões e insultos, onde já se viu estes assassinos a quererem governar o mundo.

Já conseguiram cobrar o este mundo e a cabeça do outro por um maço de cigarros com a desculpa de aumento da receita anual do Estado. Ninguém reclama, ninguém diz nada, e nessas alturas ainda se ouve, nas televisões que entram pela casa dentro das pessoas, a não ser o clássico é bem feito, devia era o aumento ser para o dobro, esses gajos que não fazem nada e só fumam, depois ficam doentes e eu que pague com os meus impostos. Mas sobre quem paga o cancro de quem já se teceram considerandos.

Já conseguiram com que toda a gente venha fumar para a rua, quer faca chuva ou sol, até porque não há outro remédio.
Sim, já sabemos, a saúde pública assim o exige, porque custa muito investir em refrigeradores de interior para libertar o ar das substâncias nocivas das chaminés andantes, e vão lá para fora como os cães, não são melhores que isso de qualquer maneira.

Já se sabe tudo isso.

sábado, 22 de novembro de 2008

Memórias



Lembrei-me disto hoje, já nem sei bem porquê.
Mas é antigo como tudo.

E se fosses fumar lá para a tua terra?

Seres humanos existem que têm um sério problema com outros seres da mesma espécie que tenham como hobbie puxar fumo de uns pauzinhos incandescentes, que é como quem diz, gente que fuma. Esses seres humanos com problemas com outros seres humanos constam como não fumadores.

Apesar de tudo o que se possa dizer acerca dos malefícios do tabaco, que é tudo verdade e mais tarde ou mais cedo, aqueles que fumam acabam numa cama de hospital, carecas, secos, definhados, com laringes electrónicas e ataques cardíacos, com tanta doença até se fica tonto, apesar de tudo o que se diz, não se pode deixar de ter em conta que toda a gente que fuma sabe isto.

Sabem. Claro que sabem. Mesmo que ainda não sintam os efeitos dos pauzinhos mágicos, sabem, conhecem as consequências ; de há uns anos para cá, não há ninguém que não saiba que se pode morrer por fumar, não se pode fugir da informação, se se for esperto o suficiente para um esquivanço aos rastreios que andam pela rua fora a chatear pessoas ou para mudar de canal quando programas educativos do género saltam do ecrã, não dá para escapar às inscrições, que queridas e amorosas, nos pacotes de hastes ardentes de que uma morte lenta e dolorosa aguarda quem mais fumar.

Pergunta-se porque não se avisa, nos mesmo termos, nas mesmas inscrições, nos mesmos rectângulos brancos, que o dinheiro que se dá para comprar a morte, que é como quem diz, cigarros, a maioria é imposto usado para financiar o cancro que, fumando hoje, se terá amanhã ; mas tal já serão contas de um rosário livre de doenças e de imposto.

Os fumadores sabem o que os espera num fim de vida em que a quimioterapia e a sala de operações será uma realidade. Sabem-no porque são informados, conscientes, bons cidadãos, inteligentes, não se metem nas coisas só porque sim. Então, se sabem porque continuam a fumar seria a pergunta lógica que teria de surgir. Porque assim o escolheram. Se toda a gente escolhe caminhos todos os dias, caminhos esses que nem sempre primam por espalharem ou fazerem o bem, e ninguém os critica nem julga por isso, também os fumadores escolheram fumar e bronzear pulmões. Escolheram ter um vicio que arruina a saúde. Mas também há outros, outros e tão piores vícios, e não se vê campanha publicitária para os expurgar, vícios e falhas que se escolhem deliberadamente fazer, e ninguém vai a loja comprar pacotes de maldades dessas e eles vêm com avisos de perigo de morte. Ninguém liga, ninguém quer saber. O tabaco é o fim do mundo, toda a gente sabe.

Porém, a história não termina aqui.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

René Magritte



La Magie Noire





Les Amants





Golconde


110 anos de surrealismo realista.
Ou será realismo mágico?

E foi mesmo dentro...

Daria jeito que isto se tivesse passado, vá, antes de ontem.



Aqui está a amostra que a tramitação do Processo Penal existe mesmo, põe-se em prática e ajuda quem tem teste a não decorar tudo, porque dá no telejornal.

6 Meses Sem Ela

A enfermidade terá as suas vantagens. Muito poucas, mas terá algumas. Umas delas será o sossego para poder ouvir o que ao redor se passa. Quando não se pode falar, porque os bichos que andam no ar acham aprazível viver em garganta alheia, ouve-se melhor e pensa-se mais profundamente quando o barulho da própria voz não perturba o andamento do pensamento.

Percebe-se que está tudo em movimento e que as mentes fervilham alegremente, e que os corpos animados atarefam-se em volta das costumeirices mundanas.

Alguém vai à televisão e diz que o que seria necessário seriam 6 meses sem Democracia, que depois desse tempo, regressaria, para colocar tudo nos eixos.
As mentes fervilham e abrem a boca para dizer asneiras. E os corpos animados atarefam-se em volta das trivialidades e ninguém dá conta que uma alarvidade é dita em frente ao país das formigas ocupadas.

Sempre se ouviu dizer, aqui em terras a 23 minutos de Lisboa, que a idade tudo traz. Será a senilidade a justificação para declarações anti-democráticas? Estará a própria Democracia a dormir, descansadinha, com uma máscara exfoliante e pepinos nos olhos e por isso não pode sentir-se atacada ou ofendida com o sucedido?

Ah, não, esperem lá!

Afinal, era uma crítica, velada por certo, e irónica, sem sombra alguma de dúvida, aos que governam e que esses sim, os malandros que gozam com a Sra. Democracia, que fazem dela um monstro cheio de borbulhas e olheiras, que pode ser afastada durante 6 meses sem que nada o impeça ou alguém dê por isso. Era só uma crítica, uma maneira irónica de dizer mal, forma sarcástica. Ah, então assim já pode ser, pronto, nem se fala mais nisso, foi um engano, era uma crítica e não um ataque à democracia. Claro como é que não se percebeu antes?

A azáfama diária dá cabo das formigas. O Natal que se aproxima também não deve ajudar muito a manter a sanidade. Então, diz-se para todos ouvirem que a Democracia teria de ser afastada por 6 meses e depois espera-se que todos acreditem que de uma ironia se tratou?

Não há resposta para isto? Não há indignação? Não há revolta? Tivemos tanto trabalho a pôr cá uma Democracia a morar, todos os anos andamos no mesmo dia andamos de cravo ao peito, só para enfeitar com certeza, porque quando se ataca as fundações do que se vive todos os dias, todos fazem orelhas moucas porque se trata de uma crítica e tal, e pode-se e é assim. Falta também a ideia do fora de contexto, fica sempre bem.

Algumas pessoas, quando ficam velhas, gostam de apelar ao velhos tempos, à doçura de Salazar, à moral e aos bons costumes, à pureza daquele tempo.

Outros crêem que trazer do novo o Salazar e a sua corja será o remédio para todas as maleitas da Democracia, essa leviana que trouxe a liberdade e a igualdade.

E outros os há ainda que crêem que umas férias para a dita Senhora seriam o indicado.





Qual é a diferença entre as duas últimas premissas?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

domingo, 16 de novembro de 2008

Axel Foley




O que dá na cabeça de uma pessoa.

A verdade é que por estas bandas se acorda com vontade de dirigir uma orquestra, ou porque se sonhou, ou porque o cérebro não dá para mais.

É tambem verdade que isto tem anos e anos de existência, mas marcou uma geração

É ainda mais verdade que quando se está mal disposto, isto alegra qualquer um.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Ministra e os Ovos de Ouro

Se a moda pega ...

E ainda dizem que já não há maneiras originais de protestar. Quer dizer, esta é à moda antiga, mas não deixa de ter piada.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

É mais ou menos, vá ...



Nem o mais que célebre My name is Bond, James Bond é pronunciado ...
É pena.

For Fuck Sake ...

Anda o mundo a preocupar-se com a crise financeira, com o colapso dos mercados, com as dificuldades em cumprimento de obrigações aos bancos.

Estão os mesmos bancos em inúmeras dificuldades.

O maior país do mundo vai ter um novo presidente, o que promete muitas mudanças.

120 mil pessoas saem à rua para fazerem um manguito à Ministra da Educação.

A Universidade de Lisboa está em colapso financeiro, à beira da ruína há meses.

Ainda há guerra no Afeganistão e no Iraque.

Há famílias endividadas, em graves dificuldades.

Ainda não há vacina para o vírus HIV.







Mas o que é verdadeiramente importante é alertar para o flagelo do aborto, que dizima a nossa população e não deixa o mundo avançar, sendo responsável por todas as fatalidades que acontecem todos os dias em todo o lado.






Não há mais nada para fazer?

Curtas

Imagine-se um metro cheio de gente, uns velhos, outros novos, uns cansados, outros nem tanto, com frio ou calor, pensativos, tristes, satisfeitos, remediados, uma amalgama de gente anónima que caminha todos os dias na mesma direcção sem olhar para o lado. No entanto, estão todas estas pessoas no mesmo local, num local que se mexe, que anda sobre carris para levar os passageiros de um lado para o outro para chegarem aos seus destinos, e junta-os o facto de se encontrarem no mesmo sítio, como quem diz, que coincidência estamos todos aqui, é verdade quem diria, gente que nunca se conheceu e nunca mais se verá na vida no mesmo sítio à mesma hora, que engraçado, então não é, olhem para mim a rejubilar com alegria do acaso.

E nisto, há alguém que se lembra de ter pouco trabalho para obter bens que demoram muito tempo a comprar com suor do próprio rosto, e principia a colocar a mão na propriedade alheia. Isto, com toda a gente, no mesmo sítio, à mesma hora já referida a assistir. E assiste impávida e serena, como quem vê um filme, ou um jogo de futebol em que se fez um grande passe que indubitavelmente levará ao golo, entusiasmando-se ligeiramente com o espectáculo como se fosse algo digno de admiração. E quando outro alguém se lembra, oh tristeza profunda pela consciência social, de avisar o pré-lesado do que está prestes a suceder, eis que pode finalmente a multidão rejubilar pela causa que não chegou a dar-se, exactamente a causa contrária por que há segundos se alegrariam se de facto acontecesse.

E vão todos para casa comentar o sucedido, como uma aventura emocionante que viveram na primeira pessoa para poderem dizer de sua justiça, à boca cheia, o mundo está perdido, já nem se pode andar na rua, isto é que anda aqui uma gatunagem, que pouca vergonha, raio de país este, a culpa é do governo porque não faz nada, não, a culpa é do Presidente da República que deixa fazer nada, então e a polícia, a polícia não faz nada nem pode fazer, isto está assim desde a fundação e a culpa é do Afonso Henriques. E vão, todos contentes, porque o mundo é um lugar de perdição, e hoje assistiram a uma amostra dela.

Esqueceram-se foi de dizer que hoje tiveram culpa que o mundo fosse um lugar de cabrice perfeita. Também foram responsáveis. Assistiram e nada fizeram.



Que sentido é que isto faz?

sábado, 8 de novembro de 2008

Hoje Não




Isto é genial.
Diz-se que dizem os franceses que quando se está atolado de merda até ao pescoço não há outro remédio senão cantar.
Nos dias em que o entendimento está perturbado, não há outro remédio senão sentar no escuro e ouvir o que de melhor os outros fazem.
É a mesma coisa, praticamente.


The Arcade Fire, Neon Bible ( live in an elevator )

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

44º Presidente dos EUA






Se ainda há alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta.




Porque, afinal, hoje mudou mesmo o mundo.
Nasceu algo de bonito, dir-se-ia.

A Hormona que anda no Ar

Quantas vezes se pode real e verdadeiramente afirmar que um dia, um dia específico, aquele dia normal, igual a tantos outros, é o dia que muda o rumo das coisas? Quantas vezes se pode dizer com fundo de pura verdade que o dia, comum a tantos outros, é o dia em que a visão do mundo muda substancialmente? Quantas vezes se pode afirmar tal sentença e ter realmente consciência disso?

Muito poucas.

É extremamente raro acordar-se e o céu estar roxo. Ou haver uma revolução em marcha. Ou ter caído uma nave espacial no jardim municipal. Ou um avião. Assim como é raro morrer alguém extraordinário e o globo todo se curvar respeitosamente perante a sua memória ; quer dizer, morrer alguém extraordinário morre todos os dias e deixam devastados quem com eles conviveu, apenas infelizmente nunca o mundo fica a conhecer o quão excepcional foi esse homem ou essa mulher, e perde-se a “magia” e uma oportunidade de mudar o mundo porque a dor e a admiração sofrida fica dentro dos corações dos mais próximos. Quantas vezes acontece o que não se esperava, o que não se queria, o que não se pensava, mas que afinal muda tanta coisa, faz pensar e refazer caminho, com a perspectiva que nada mais voltará ao que antes era?
Quantas vezes acordaram os habitantes dum rectângulo à beira do mar, e tiveram uma revolução no meio da praça, heróis nunca esquecidos, flores vermelhas no chão, nas mãos, nas armas? Uma só vez, e a vida nunca mais foi a mesma. Mudou e seguiu um novo rumo.

Quantas vezes mais se poderá repetir um momento tão único como aquele? Repetir, com o mesmo propósito, nunca mais, acções comemorativas e festejos não contam, o espirito é que se perpetua em tudo o que o acontecimento tocou.
E se um dia qualquer pudesse ser um destes dias em que se muda até a cor do céu?
Poderá ser hoje?

Uma visão romântica, a tocar o lamechas, já, distorcida de nuvens cor de rosa e chupa-chupas coloridos diria que sim, a presunção e a vaidade intrínsecas a este tipo de pensamento ordenaria acordar, um dia, vir à janela, inspirar fundo como se quisesse aspirar o pó do ar circundante, seguido de uma berraria de felicidade contagiante e pegajosa de um dia que é o primeiro do resto de um existência, há uma nuvem que se põe no céu num posição fofinha e logo muda ( ou tem que mudar ) o globo.
A culpa deve ser de alguma hormona que anda no ar. Ou daquelas literaturas que abundam nos escaparates das livrarias e que servem para oferecer às tias, que se está em crise também na imaginação, livros esses que ensinam a canalizar as energias negativas e a respirar alegria e positivismo, euforia e entusiasmo, a vomitar boa disposição quando o tecto está a arder, a chatear os vizinhos com simpatia e melaço, tanto que todos os dias são bons para mudar o mundo porque há que fazer a diferença e implementar coisas positivas, não há quem cale este gajo, não há quem lhe de uma bofa nos dentes, raios partam os malditos livros de auto-ajuda.

Poderia ser mesmo hoje o dia que desvia o rumo inicial das coisas?
Se for mesmo hoje, quando começamos a sentir os efeitos?
Lá longe, que a preguiça é a madre de todos os vícios e o mundo, nisto, não escapa à excepção.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Word Up !



Já estava cá a fazer falta.
Das preferidas, do top.

Quem foi o génio que se lembrou disto?



Yo pretty ladies around the world
Got a weird thing to show you
So tell all the boys and girls
Tell your brother, your sister and your mamma too
We're about to go down
And you know just what to do
Wave your hands in the air like you don't care
Gilde by the people as they start to look and stare
Do your dance, do your dance, do your dance quick mamma
Come on baby tell me what's the word

Word up everybody say
When you hear the call you've got to get it underway
Word up it's the call word
No matter where you say it you know that you'll be heard

Now all you sucker DJ's who think you're fly
There's got to be a reason and we know the reason why
You try to put on those airs and you act real cool
But you got to realize that you're acting like fools
If there's music we can use it
Be free to dance
We don't have the time for psychological romance
No romance, no romance, no romance for me mamma
Come on baby tell me what's the word

Word up everybody say
When you hear the call you've got to get it underway
Word up it's the call word
No matter where you say it you know that you'll be heard

Word up everybody say
When you hear the call you've got to get it underway
Word up it's the call word
No matter where you say it you know that you'll be heard

Word up everybody say
When you hear the call you've got to get it underway
Word up it's the call word
No matter where you say it you know that you'll be heard



Word Up, Korn

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Vá Lá Ver ...




O mundo de olhos postos neles.

Será desta que se muda o mundo?
Ou a estagnação é o ópio dos povos?

Gato ou Gata

O altruísmo é um sentimento nobre. Também será um sentimento e um fenómeno, como se costuma dizer, danado.

Porquê?, pergunta-se.

Responderá alguém mais sábio, que nem aquilo que é bom por natureza é simples de explicar, ou tem sequer uma explicação, plausível pelo menos.
Altruísta será aquele que pensa nos outros primeiramente, que dá a mão para ajudar seja em que circunstância for, que tudo fará para ajudar, dispondo de muitos ou poucos meios. Por contraposição ao egoísmo, obviamente, que não gostará de mais ninguém a não ser de si próprio, e tudo o que vier por arrasto é para próprio proveito.

E se o altruísmo, como sentimento nobre que com toda a certeza é, também fosse uma forma de egoísmo? E se se for altruísta para camuflar o egoísmo que se traz dentro da barriga? Não será o próprio egoísmo que salta de dentro dos corações quando se protegem as acções com amor ao próximo?

Não será líquido, mas é uma explicação.
Ser humano não seria completo se não pusesse em marcha um planozinho qualquer que lixasse o próximo e beneficiasse o próprio. E por que não ir ajudar o próximo com intuito, não de conseguir angariar proveitos directos para o agente, mas de alguma forma aplacar um qualquer sentimento interno que paira no coração, e que incomoda de tal maneira, que se é compelido a fazer-se qualquer coisa, a pôr a mão por baixo, a querer auxiliar de alguma maneira? Que tal, em vez de se tirar partido porcamente da situação de penúria do outro, ir lá, sim senhor, cumprir dever e ajudar, mas e correr para lá porque se sentiu o coração apertado, não de pena, não de compaixão, mas de algo muito mais ... humano. A velha e eterna questão, que assalta o espírito e que faz despertar a mente para outras realidades, outros medos, outras frustrações : e se fosse comigo? Se fosse eu a sentir aquela dor, aquele pesar, aquela mágoa, aquele sofrer, que faria, que iria sentir, quem me valeria na minha hora de susto? E o que possa parecer o maior gesto de altruísmo, colocar-se no lugar da pessoa, sentir as suas dores e ser capaz de ser bom o suficiente para ir oferecer a sua ajuda, não passa, ele mesmo, de uma demonstração de egoísmo? Não será o sentir, na pele, com o que se vê mesmo ao lado, que tudo pode ficar mais difícil, não será egoísmo?

Quem me valerá na minha hora de treva? Será melhor trilhar caminho, fazer aos outros para criar uma espécie de obrigação natural que terão de cumprir um dia mais tarde, quando chegar a minha hora.

E tudo se transforma num grande tubarão de barbatana na bocarra. Egoísmo ou altruísmo, o que faz mover a mão estendida? Por amor ao próximo ou para aplacar as exigências do ego?
O que é bom não tem que ser explicável.

domingo, 2 de novembro de 2008

José Saramago




10º aniversário do Prémio Nobel.

A alguém que desde a primeira linha que escreveu o mereceu.