Fiquei seriamente desiludida com este, não esperava que Mr. Grisham se desleixasse desta maneira.
Não é nenhum romance de cordel, atenção, nem está mal escrito para lá da salvação.
A história até seria interessante se o autor se tivesse dado ao trabalho de aprofundar a temática e de construir personagens que tivessem mais que um véu muito ténue de realidade por cima da cabeça.
Não cativa, não deixa saudades, nada ao estilo a que habituou.
Fraquinho.
Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
segunda-feira, 17 de junho de 2019
6 Semanas e uns Pós
Ser adulto é contar os dias e horas que faltam para as férias, tal como os miúdos contam os dias para uma festa ou um concerto ou um acontecimento social particularmente interessante.
Com a diferença que os miúdos esperam ansiosamente para fazer alguma coisa, enquanto os adultos esperam ansiosamente a data em que podem finalmente fazer nada.
Com a diferença que os miúdos esperam ansiosamente para fazer alguma coisa, enquanto os adultos esperam ansiosamente a data em que podem finalmente fazer nada.
Mais do Mesmo
E nada melhor para celebrar um regresso que com um video novo da banda favorita, não é verdade?
Já saiu há umas semanas, mas a minha pessoa andava demasiado entretida a levar com coisas jurídicas pelas fussas abaixo, por isso fica aqui a devida nota.
Já saiu há umas semanas, mas a minha pessoa andava demasiado entretida a levar com coisas jurídicas pelas fussas abaixo, por isso fica aqui a devida nota.
Sim, tenho Deixado Isto ao Abandono
Nada a fazer quando a judicatura nos atinge em cheio nas trombas, com todo o seu poderio e força.
segunda-feira, 27 de maio de 2019
Breves Notas Sobre as Eleições
- O melão do CDS é qualquer coisa digna de nota, principalmente com aquela cara de desgraçado de Nuno Melo, que fez uma campanha absurda, a fazer questão de não parabenizar o PS;
- O PS parece que ganhou as eleições para governantes do universo; não há ninguém que os acalme;
- 70% de nós não quis saber do voto para nada. Isto é preocupante. Não sei se ria da estupidez ou se chore pela ignorância.
- O PS parece que ganhou as eleições para governantes do universo; não há ninguém que os acalme;
- 70% de nós não quis saber do voto para nada. Isto é preocupante. Não sei se ria da estupidez ou se chore pela ignorância.
A parte pior de ter mais de 30 anos é a quantidade de maleitas que nos podem afectar.
Por exemplo, nesta última semana estive ligeiramente constipada e ligeiramente apanhada das costas.
Aqui há uns anos, uns anti-gripais e uns emplastros remediavam a coisa e ficava tudo bem.
Agora também resolvem, mas demoram o dobro do tempo e uma pessoa deixa de ter condições de fazer as coisas quotidianas, como apanhar 527 brinquedos do chão e varrer as migalhas de bolo que o herdeiro espalha pelo chão.
Não se admite.
Por exemplo, nesta última semana estive ligeiramente constipada e ligeiramente apanhada das costas.
Aqui há uns anos, uns anti-gripais e uns emplastros remediavam a coisa e ficava tudo bem.
Agora também resolvem, mas demoram o dobro do tempo e uma pessoa deixa de ter condições de fazer as coisas quotidianas, como apanhar 527 brinquedos do chão e varrer as migalhas de bolo que o herdeiro espalha pelo chão.
Não se admite.
terça-feira, 21 de maio de 2019
For No Fucking Reason
Nem sei como começar, a não ser da maneira que melhor me caracteriza: foda-se mais esta merda.
Estou para lá de desiludida.
Sinto genuinamente que perdi 8 anos da minha vida a ver uma série que me trouxe absolutamente nada.
Nada e tempo perdido, nada mais que isto.
Sinto que me fizeram acompanhar durante estes anos todos uma miríade de personagens, a sua evolução, as suas desventuras, os seus percalços e agora não só me dão um final às três pancadas como ainda fazem questão de não me explicar o que sucedeu para que este final fosse possível.
Podiam ter finalizado a trama assim, é verdade.
O final não me espanta por aí além, mas podiam ter feito uma coisa de qualidade que não pressupusesse seis episódios com duração de uma novela e dividissem, ao invés, em episódios de 45 minutos, como as séries normais fazem.
Podiam ter dado mais ênfase aos pormenores que tanto gostavam nas primeiras temporadas. Não deram e assim parece um argumento preguiçoso, mal preparado e de mau gosto.
De que serviu acompanharmos o percurso da Daenerys?
De que serviu termos visto a miúda ser vendida pelo próprio irmão, casada à força, maltratada, violada, queimada, escorraçada, derrotada, sozinha e depois rodeada de gente, salvadora do mundo, quebradora de correntes, vitoriosa, rainha?
Para que serviu, se depois a tratam como louca em dois episódios e a despacham para outro mundo?
Quando ela matou os opressores, ninguém se lhe opôs; mudaram de ideias por iniciativa de Tyrion e unicamente porque ela lhe matou os irmãos. De que serviu, afinal?
De quer serviu sabermos a história de Jon Snow, sabermos as suas origens, quem eram os seus pais, de onde vinha e a que estava destinado? De que serviu sabermos que, para além de corajoso e muitíssimo dotado nas artes da guerra, era um homem fiel, leal, se depois o tratam como um criminoso, escorraçado, esquecido, depois de tudo o que fez, depois de, principalmente, ter decidido fazer a vontade a Tyrion, o verdadeiro antagonista? Foi usado como uma marioneta reles e deixado a um canto quando era demasiado incómodo. Tudo obra daquela anão seboso. De que serviu, afinal?
De que serviu assistirmos a todas as guerras naquela país, as pretensões, a reunião de exércitos, as linhagens alinhadas, se afinal a solução era a democracia?
De que serviu termos andado a ouvir durante 8 anos que o importante era servir o Domínio, proteger o Território, proteger o Trono de Ferro porque essa era uma instituição que perduraria muito além da vida dos Reis?
De que serviu vermos Varys fazer de tudo o que lhe era possível para proteger a instituição se depois as cartas que escreveu não tiveram, afinal, destino e, pior, os sobreviventes desagregaram o país que com tanto afinco ele tentou manter?
De que serviu acompanharmos Bran na sua viagem, a mais importante das jornadas, para que ele se pudesse tornar os olhos do mundo e a memória dos homens se depois o confinam ao dever de reinar?
De que serviu exasperarmos com o pequeno conselho, pejado de criminosos, mafiosos, corruptos e maldosos, que governavam efectivamente no reinado de Robert Baratheon, Joffrey ou Cersei, se acabamos exactamente da mesma maneira?
É triste perceber-se que em seis episódios se matou a ideia subjacente a 8 anos de construção.
Sinto-me perfeitamente defraudada e quero profundamente que a HBO se foda.
Nunca mais vejo televisão.
Estou para lá de desiludida.
Sinto genuinamente que perdi 8 anos da minha vida a ver uma série que me trouxe absolutamente nada.
Nada e tempo perdido, nada mais que isto.
Sinto que me fizeram acompanhar durante estes anos todos uma miríade de personagens, a sua evolução, as suas desventuras, os seus percalços e agora não só me dão um final às três pancadas como ainda fazem questão de não me explicar o que sucedeu para que este final fosse possível.
Podiam ter finalizado a trama assim, é verdade.
O final não me espanta por aí além, mas podiam ter feito uma coisa de qualidade que não pressupusesse seis episódios com duração de uma novela e dividissem, ao invés, em episódios de 45 minutos, como as séries normais fazem.
Podiam ter dado mais ênfase aos pormenores que tanto gostavam nas primeiras temporadas. Não deram e assim parece um argumento preguiçoso, mal preparado e de mau gosto.
De que serviu acompanharmos o percurso da Daenerys?
De que serviu termos visto a miúda ser vendida pelo próprio irmão, casada à força, maltratada, violada, queimada, escorraçada, derrotada, sozinha e depois rodeada de gente, salvadora do mundo, quebradora de correntes, vitoriosa, rainha?
Para que serviu, se depois a tratam como louca em dois episódios e a despacham para outro mundo?
Quando ela matou os opressores, ninguém se lhe opôs; mudaram de ideias por iniciativa de Tyrion e unicamente porque ela lhe matou os irmãos. De que serviu, afinal?
De quer serviu sabermos a história de Jon Snow, sabermos as suas origens, quem eram os seus pais, de onde vinha e a que estava destinado? De que serviu sabermos que, para além de corajoso e muitíssimo dotado nas artes da guerra, era um homem fiel, leal, se depois o tratam como um criminoso, escorraçado, esquecido, depois de tudo o que fez, depois de, principalmente, ter decidido fazer a vontade a Tyrion, o verdadeiro antagonista? Foi usado como uma marioneta reles e deixado a um canto quando era demasiado incómodo. Tudo obra daquela anão seboso. De que serviu, afinal?
De que serviu assistirmos a todas as guerras naquela país, as pretensões, a reunião de exércitos, as linhagens alinhadas, se afinal a solução era a democracia?
De que serviu termos andado a ouvir durante 8 anos que o importante era servir o Domínio, proteger o Território, proteger o Trono de Ferro porque essa era uma instituição que perduraria muito além da vida dos Reis?
De que serviu vermos Varys fazer de tudo o que lhe era possível para proteger a instituição se depois as cartas que escreveu não tiveram, afinal, destino e, pior, os sobreviventes desagregaram o país que com tanto afinco ele tentou manter?
De que serviu acompanharmos Bran na sua viagem, a mais importante das jornadas, para que ele se pudesse tornar os olhos do mundo e a memória dos homens se depois o confinam ao dever de reinar?
De que serviu exasperarmos com o pequeno conselho, pejado de criminosos, mafiosos, corruptos e maldosos, que governavam efectivamente no reinado de Robert Baratheon, Joffrey ou Cersei, se acabamos exactamente da mesma maneira?
É triste perceber-se que em seis episódios se matou a ideia subjacente a 8 anos de construção.
Sinto-me perfeitamente defraudada e quero profundamente que a HBO se foda.
Nunca mais vejo televisão.
segunda-feira, 20 de maio de 2019
sexta-feira, 17 de maio de 2019
Tudo Igual
Queixo-me muitas vezes que me sinto a envelhecer de dia para dia e não é raro o momento em que sinto que está tudo a passar depressa demais.
No entanto, nas últimas semanas, tenho sentido em mim a miúda de 13/14 anos que não dorme nem come a pensar que está para sair um novo álbum da sua banda favorita.
Não tenho feito mais nada senão contar os dias, horas, minutos e segundos até à data marcada para o lançamento.
Isto para não mencionar as espreitadelas constantes ao Instagram para ver quando há video novo. Nem para mencionar o facto de esperar para ver os vídeos em directo no Youtube.
Hoje vou sair a voar do escritório para me ir enfiar na Fnac mais próxima e comprar a gaita do CD, porque, basicamente, fuck yeah.
Passaram 19 ou 20 anos, nem sei precisar convenientemente.
Mas sei que estou igual à pita que era, igualmente entusiasmada, igualmente histérica, igualmente acalorada com a possibilidade de assistir a mais um lançamento.
A coisa boa de ser adulta no meio deste histerismo todo é que a) não preciso de pedir autorização aos pais para ir ao shopping ou esperar que os pais lá vão para me poderem dar boleia e b) já não preciso de andar durante meses a contar os tostões e a poupar feita louca porque (outra vez) fuck yeah, o dinheiro é meu, gasto-o como quiser.
Moral da história: tenho montes de rugas; juízo, nem vê-lo.
quarta-feira, 15 de maio de 2019
Conan Osíris
Tive genuína pena de ver arredado o Conan Osíris do Festival da Canção.
Achei que teve uma actuação irrepreensível e que deu tudo o que tinha. Foi tremendamente injusto terem escolhido países como São Marino e Eslovénia, que têm músicas horríveis e sem ponta de alma, deixando de fora o miúdo.
Enfim.
Para a próxima, já se sabe que não se pode deixar o concorrente ir de verde...
Já se está mesmo a ver que o final da série vai ser uma tremenda duma bosta.
Já se está mesmo a ver que para o argumentistas é mais importante que se fale do final da série, independentemente de ser bem ou mal, do que ter trabalho a escrever coisas com pés e cabeça.
Já nem sei se quero ver o resto...
segunda-feira, 13 de maio de 2019
Backstreet's Back, Alright!
Vergonha é coisa que não me acode, como, creio, está mais que comprovado.
E, por isso, sem vergonha nenhuma, assumo: fui ver Backstreet Boys ao Altice Arena no sábado passado.
Contrariamente a 99% dos meus pares do sexos feminino, nunca tinha ido ver os senhores ao vivo. Quando digo isto em público, um certo olhar de pena com laivos de incompreensão recai sobre mim com origem nas ditas moças da minha idade.
Consigo perceber que devo ter perdido oportunidades únicas de estar aos berros e a arrancar cabelos durante duas horas, enquanto lágrimas de emoção me corriam cara abaixo.
Consigo perceber que perdi muitíssimos temas de conversa interessantes de 1996 a 1999.
Aliás, lembro-me perfeitamente de, nos dias seguintes ao primeiro concerto dos então rapazes, na Praça de Touros em Cascais, na escola, haver uma excitação como nunca se viu, uma alegria incontrolável, um sentimento de união como poucas vezes se havia visto.
A mim passou-me um bocado ao lado; não que tivesse a mania que era melhor que as outras, nada disso.
A questão é que, pura e simplesmente, a febre de Backstreet Boys atingiu-me muito depois do fenómeno e, logo depois, contraí uma bem maior e que me acompanha até aos dias de hoje.
Por isso, foi com alguma expectativa que os fui ver.
Aterrada com a possibilidade de ver uma banda de cotas decadentes, com discurso saudosista e que passa mais tempo a falar do que a atuar, vi o Altice encher até às costuras de gente da minha idade, igualmente excitada com a perspectiva de voltar a ver os rapazes de 'Everybody'.
Não se viam miúdas histéricas em parte nenhuma, não se via ninguém a puxar os cabelos, nem a desmaiar, nem a guinchar, nem a atirar cuecas para o palco.
Vi, sim, pessoas que há 20 anos eram exactamente essas miúdas; não se comportavam agora dessa forma, mas mantinham a mesma curiosidade e a mesma excitação, embora contida.
Os rapazes estão mais velhinhos, sim, mas envelheceram bem e continuam com uma energia invejável.Durante duas horas não pararam, sempre aos pulos, sempre a dançar.
O espectáculo está bem orquestrado e disfarça bem o facto de a maior parte deles não ter uma voz por aí além.
Gostam nitidamente do público português, a quem só dirigiram palavras de apreciação, gratidão e amor. O público pagou na mesma moeda, cantando a plenos pulmões TODAS as músicas.
Passou-me várias vezes pela cabeça que eles não precisavam mesmo nada de cantar; bastava-lhes a banda e fazer a coreografia.O público cantou por eles, numa voz una de quase 20 mil pessoas.
Deram uma roupagem nova e moderna aos velhos êxitos, o que não lhes tirou nada, só acrescentou.
Senti o chão tremer em 'Quit Playin' Games' e 'I Want it That Way', em que fiquei surda com tantos gritos e, por longos minutos, senti-me num moche de um concerto de heavy metal.
Uma pequena nota para mim própria: sou uma ursa.
O meu Backstreet Boy preferido sempre foi o Kevin. Em minha defesa, bastava olhar para o rapaz há umas boas décadas atrás: moreno, olhos verdes, sexy até à 15ª geração, era uma afago à vista. No entanto, como então e como agora, a voz nunca foi exactamente o ponto forte do senhor; se antes era fraquinha, agora não existe.
Em defesa dele, há que dizer que as vozes de quase todos eles envelheceram francamente e estão para lá de salvação.
Todos, menos de um: A.J. McLean é dono de um vozeirão único e muitíssimo equilibrado.
Sozinho, segura a banda inteira, toma conta do espectáculo do início ao fim.
Foi rei e senhor de todas as músicas e se a banda hoje faz um concerto muito decente e com qualidade, a ele lho devem.
O bigodinho sinistro de há 26 anos deu lugar a uma barbinha muito interessante e está um pedaço de mau caminho.
Isto tudo para concluir: andei 20 anos enganada e a apreciar o boy errado. Sou estúpida e gosto, pois claro.
Saí de lá a sentir-me outra vez com 12 anos, com a alma rejuvenescida e francamente feliz por ter assistido a um fenómeno geracional.
Muito bom!
Consigo perceber que devo ter perdido oportunidades únicas de estar aos berros e a arrancar cabelos durante duas horas, enquanto lágrimas de emoção me corriam cara abaixo.
Consigo perceber que perdi muitíssimos temas de conversa interessantes de 1996 a 1999.
Aliás, lembro-me perfeitamente de, nos dias seguintes ao primeiro concerto dos então rapazes, na Praça de Touros em Cascais, na escola, haver uma excitação como nunca se viu, uma alegria incontrolável, um sentimento de união como poucas vezes se havia visto.
A mim passou-me um bocado ao lado; não que tivesse a mania que era melhor que as outras, nada disso.
A questão é que, pura e simplesmente, a febre de Backstreet Boys atingiu-me muito depois do fenómeno e, logo depois, contraí uma bem maior e que me acompanha até aos dias de hoje.
Por isso, foi com alguma expectativa que os fui ver.
Aterrada com a possibilidade de ver uma banda de cotas decadentes, com discurso saudosista e que passa mais tempo a falar do que a atuar, vi o Altice encher até às costuras de gente da minha idade, igualmente excitada com a perspectiva de voltar a ver os rapazes de 'Everybody'.
Não se viam miúdas histéricas em parte nenhuma, não se via ninguém a puxar os cabelos, nem a desmaiar, nem a guinchar, nem a atirar cuecas para o palco.
Vi, sim, pessoas que há 20 anos eram exactamente essas miúdas; não se comportavam agora dessa forma, mas mantinham a mesma curiosidade e a mesma excitação, embora contida.
Os rapazes estão mais velhinhos, sim, mas envelheceram bem e continuam com uma energia invejável.Durante duas horas não pararam, sempre aos pulos, sempre a dançar.
O espectáculo está bem orquestrado e disfarça bem o facto de a maior parte deles não ter uma voz por aí além.
Gostam nitidamente do público português, a quem só dirigiram palavras de apreciação, gratidão e amor. O público pagou na mesma moeda, cantando a plenos pulmões TODAS as músicas.
Passou-me várias vezes pela cabeça que eles não precisavam mesmo nada de cantar; bastava-lhes a banda e fazer a coreografia.O público cantou por eles, numa voz una de quase 20 mil pessoas.
Deram uma roupagem nova e moderna aos velhos êxitos, o que não lhes tirou nada, só acrescentou.
Senti o chão tremer em 'Quit Playin' Games' e 'I Want it That Way', em que fiquei surda com tantos gritos e, por longos minutos, senti-me num moche de um concerto de heavy metal.
Uma pequena nota para mim própria: sou uma ursa.
O meu Backstreet Boy preferido sempre foi o Kevin. Em minha defesa, bastava olhar para o rapaz há umas boas décadas atrás: moreno, olhos verdes, sexy até à 15ª geração, era uma afago à vista. No entanto, como então e como agora, a voz nunca foi exactamente o ponto forte do senhor; se antes era fraquinha, agora não existe.
Em defesa dele, há que dizer que as vozes de quase todos eles envelheceram francamente e estão para lá de salvação.
Todos, menos de um: A.J. McLean é dono de um vozeirão único e muitíssimo equilibrado.
Sozinho, segura a banda inteira, toma conta do espectáculo do início ao fim.
Foi rei e senhor de todas as músicas e se a banda hoje faz um concerto muito decente e com qualidade, a ele lho devem.
O bigodinho sinistro de há 26 anos deu lugar a uma barbinha muito interessante e está um pedaço de mau caminho.
Isto tudo para concluir: andei 20 anos enganada e a apreciar o boy errado. Sou estúpida e gosto, pois claro.
Saí de lá a sentir-me outra vez com 12 anos, com a alma rejuvenescida e francamente feliz por ter assistido a um fenómeno geracional.
Muito bom!
sexta-feira, 10 de maio de 2019
quinta-feira, 9 de maio de 2019
Archie É Nome de Quê?
Tiro o meu chapéu à senhora Duquesa que, dois dias depois de depositar um ser humano no mundo, à conta do seu próprio esforço, teve coragem para se empoleirar naqueles stilletos maravilhosos e ainda ter um ar fresco enquanto posava para a fotografia.
Claro que - e isto é mesmo importante - não fez questão de esconder a barriga ainda proeminente nem o inchaço do rosto e dos tornozelos. Para toda a gente ver que sair linda e maravilhosa da maternidade é a maior das mentiras e uma pouca vergonha descomunal.
Estou mesmo impressionada com a senhora, a sério.
O pós-parto é das coisinhas mais horríveis que podem suceder a uma pessoa.
O cansaço a rasar o esgotamento, a falta de sono, as dores, as costuras doridas, as peçonhas que saem de sítios esquisitos, o leite a subir, as mamas a rebentar, a barriga a encolher devagar, o miúdo que chora, a angustia, o desconforto... é uma merda. A maior merda de sempre.
Era mesmo eu que me ia empoleirar em andas de 10 cm dois dias depois, ainda por cima para ir ali dez minutos fazer conversa de chacha.
Portanto, muito respeito para esta senhora.
quarta-feira, 8 de maio de 2019
Merda Mais a Isto
Tenho para mim que estará para nascer uma pessoa que venha limpar o meu casebre que NÃO parta os meus pertences, NEM esfrangalhe os pés dos móveis com a delicadeza a deslocar o aspirador, NEM deixe marcas de lixívia nos cortinados, NEM outras porras quaisquer que entretanto já vi acontecer.
terça-feira, 7 de maio de 2019
Mais Guerra dos Tronos
Entretanto, com tantas emoções, ainda não vi o episódio desta semana de Guerra dos Tronos.
Mas já sei que numa cena qualquer aparece um copo de café em cima de uma mesa, ali, todo largado, solitário, à espera de uma edição de imagem que não veio, o que não pode deixar de ser motivo de galhofa.
E, como sempre, a internet responde de forma excepcional a estes lapsos:
Mas já sei que numa cena qualquer aparece um copo de café em cima de uma mesa, ali, todo largado, solitário, à espera de uma edição de imagem que não veio, o que não pode deixar de ser motivo de galhofa.
E, como sempre, a internet responde de forma excepcional a estes lapsos:
Outra vez Estes Gajos...
Ainda na toada de música maravilhosa, os 'meus rapazes' lançaram mais uma música (que já sei de cor, como está bom de ver), ao seu melhor estilo, sem ser nada de especial, como que a abrir o apetite para o grande lançamento do álbum.
Não desiludem, não me canso de o dizer.
Radio não tem metade do poderio de Deutschland, mas não deixa de ser notável e francamente expressiva. O prelúdio, esperemos, do bom trabalho que está por ser descoberto.
Nunca mais é dia 17...
Radio não tem metade do poderio de Deutschland, mas não deixa de ser notável e francamente expressiva. O prelúdio, esperemos, do bom trabalho que está por ser descoberto.
Nunca mais é dia 17...
Ennio Morricone
Ennio Morricone esteve em Lisboa, num dos concertos da sua tour final e encheu o Altice Arena de palmas, sorrisos, emoções e música elevada ao expoente da perfeição.
Do alto dos seus 90 anos, a dirigir uma orquestra e um coro para lá de qualquer reparo, continua o Mestre que sempre se espera dele, de uma simplicidade e, simultaneamente, de uma grandeza que só se imagina no Olimpo.
Ontem, tive o privilégio de assistir a um dos mais belos concertos de sempre.
Ontem, derramei umas quantas lágrimas com a emoção que só a música confere.
Ontem, senti-me verdadeiramente afortunada por ter vivenciado a representação de várias obras-primas.
Hoje, ainda estou meia zonza com o que lá ouvi.
Hoje, ainda nem acredito.
Do alto dos seus 90 anos, a dirigir uma orquestra e um coro para lá de qualquer reparo, continua o Mestre que sempre se espera dele, de uma simplicidade e, simultaneamente, de uma grandeza que só se imagina no Olimpo.
Ontem, tive o privilégio de assistir a um dos mais belos concertos de sempre.
Ontem, derramei umas quantas lágrimas com a emoção que só a música confere.
Ontem, senti-me verdadeiramente afortunada por ter vivenciado a representação de várias obras-primas.
Hoje, ainda estou meia zonza com o que lá ouvi.
Hoje, ainda nem acredito.
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Acabar um livro de George R.R. Martin é simultaneamente um prazer e uma angústia.
Prazer porque não há ninguém melhor a escrever fantasia e a criar um universo paralelo na mente do leitor extraordinariamente rico e crivado de pormenores reais.
Angústia porque sabe-se lá quando é que a criatura resolve acabar de escrever o que começou agora.
Se lhe dá na veneta conferir tanto pormenor a esta história dos Targaryan como deu às Crónicas de Fogo e Gelo, estamos tramados...
O que é certo é que 1) não se pode gostar de nada que esta homem escreva senão nunca mais é publicado e 2) é absolutamente perfeito e deixa uma sede imaginária a quem lê que não é passível de descrição.
Para lá de excelente.
Ouvi Dizer...
... que houve para aí uma crise política, com um Primeiro-Ministro a dar uma lição de política selvagem e altamente eficaz aos seus adversários.
É verdade?
É verdade?
Novo Vício
Como já havia pouco que fazer com tantos momentos de ócio, resolvi dar uma abanadela e implementar esta coisa nova.
Que é como quem diz, agora não faço mais nada da minha vida senão papar tudo o que esta maravilha do streaming tem para oferecer.
Para começar, já marcharam estas; agora, é ver-me a não sair de casa nos próximos anos.
Que é como quem diz, agora não faço mais nada da minha vida senão papar tudo o que esta maravilha do streaming tem para oferecer.
Para começar, já marcharam estas; agora, é ver-me a não sair de casa nos próximos anos.
terça-feira, 30 de abril de 2019
quarta-feira, 24 de abril de 2019
terça-feira, 23 de abril de 2019
Meanwhile in Érgástulo - Parte Vigésima Primeira
Na senda do queixume infra, poderá pensar-se que sou, ao fim e ao cabo, uma ingrata da quinta casa e uma preguiçosa sem vergonha.
Isto porque sua excelência o patronato acabou, afinal, por nos dar a tarde de quinta-feira santa.
Não sem antes, como está bom de ver e daí o presente queixume, nos lixar o esquema, bem lixadinho.
Foi o povão todo almoçar, a arrastar-se e de trombas por sermos as únicas avestruzes a trabalhar naquela tarde.
Foi tudo para o café arrastar-se mais um bocado porque a vontade de trabalhar não existia e nada foi feito para a fazer regressar.
Estávamos tristemente a regressar quando nos salta o velho patrão ao caminho.
'Que estão a fazer aqui?', pergunta aquela andorinha idosa. Estamos a vender perus, Sr. Dr., como está bom de ver. 'Nós vamos fechar à tarde, ninguém vos avisou, ninguém vos disse nada?', questiona com algum espanto.
Não, estupor de velho, quem é que haveria de nos avisar que temos a tarde livre senão o próprio chefe dos macacos, não me dizes? E depois ainda põe aquela cara de fronha enrugada, como quem não tem nada a ver com o assunto.
E assim se perde, à vontade, hora e meia de mini-férias.
Ser velho é muito triste, é só o que tenho a dizer.
Foi aqui que vim parar.
Isto porque sua excelência o patronato acabou, afinal, por nos dar a tarde de quinta-feira santa.
Não sem antes, como está bom de ver e daí o presente queixume, nos lixar o esquema, bem lixadinho.
Foi o povão todo almoçar, a arrastar-se e de trombas por sermos as únicas avestruzes a trabalhar naquela tarde.
Foi tudo para o café arrastar-se mais um bocado porque a vontade de trabalhar não existia e nada foi feito para a fazer regressar.
Estávamos tristemente a regressar quando nos salta o velho patrão ao caminho.
'Que estão a fazer aqui?', pergunta aquela andorinha idosa. Estamos a vender perus, Sr. Dr., como está bom de ver. 'Nós vamos fechar à tarde, ninguém vos avisou, ninguém vos disse nada?', questiona com algum espanto.
Não, estupor de velho, quem é que haveria de nos avisar que temos a tarde livre senão o próprio chefe dos macacos, não me dizes? E depois ainda põe aquela cara de fronha enrugada, como quem não tem nada a ver com o assunto.
E assim se perde, à vontade, hora e meia de mini-férias.
Ser velho é muito triste, é só o que tenho a dizer.
Foi aqui que vim parar.
sexta-feira, 19 de abril de 2019
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Meanwhile in Ergástulo - Parte Vigésima
Ao velho patrão deu-lhe uma ventania na carapuça e resolveu presentear o proletariado com um dia de folga, à escolha entre a segunda-feira de Páscoa e a sexta-feira seguinte, que calha entre um feriado e o fim de semana. Sem desarmonias quanto à escolha, feita entre colegas, está tudo a esfregar as mãozinhas de contentamento. Afinal, houve um progresso significativo do ano passado para este: no ano anterior, foi-nos dada a tarde de quinta-feira santa, com má vontade e trombas até ao chão. Este ano, desfrutamos de um dia INTEIRO à nossa escolha para borregarmos alegremente!
Óptimo.
Excelente.
Maravilhoso.
Fantástico.
Para lá de estupendo.
Não que me esteja a queixar, nem nada que se pareça (estou, pois).
Quem de dera que todos os anos se lembrasse de ser generoso como está agora a ser.
Quem de dera que todos os anos se lembrasse de ser generoso como está agora a ser.
Porém, há que ser pragmático.
Nada está a funcionar hoje.
Nada.
Absolutamente nada.
Nem instituições públicas ou privadas.
Ninguém trabalha nesta cidade.
Neste edifício, somos os únicos que cá estamos.
Custa muito mais ter esta espelunca a funcionar, com os gastos de água e energia, do que fechar as portas - para todos - um mísero dia.
É que, embora o pessoal seja exímio na arte de disfarçar e fingir que tem imenso trabalho, todos sabemos que não há grande coisa para fazer - basta ver a facilidade e a descontração com que toda a gente se encosta aos umbrais das portas das salas uns dos outros, a conversar sobre a falta de gasolina e os folares da Páscoa.
Portanto, estamos a consumir recursos a fingir que trabalhamos, o que não deixa de ser cómico, é evidente, mas também é só parvo.
Moral da história: O QUE É QUE ESTAMOS TODOS AQUI A FAZER, CARALH*?
Foi aqui que vim parar.
quarta-feira, 17 de abril de 2019
segunda-feira, 15 de abril de 2019
terça-feira, 9 de abril de 2019
Meanwhile In Ergástulo - Parte Décima Nona
Neste sítio do demo, há, nada mais, nada menos, que 4 casas-de-banho, duas a cada ponta do escritório.
Obviamente, o proletariado, para despachar a coisa e não perder meio ano com as calças na mão e cu sentado na pia, serve-se da latrina que estiver mais próxima do seu gabinete.
A não ser que vá cagar, porque, nesse caso, vão à casa-de-banho mais longe, para não se darem à morte.
Digo eu, depois de longa observação, já que claramente parece que não tenho o que fazer.
Foi aqui que vim parar.
Obviamente, o proletariado, para despachar a coisa e não perder meio ano com as calças na mão e cu sentado na pia, serve-se da latrina que estiver mais próxima do seu gabinete.
A não ser que vá cagar, porque, nesse caso, vão à casa-de-banho mais longe, para não se darem à morte.
Digo eu, depois de longa observação, já que claramente parece que não tenho o que fazer.
Foi aqui que vim parar.
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Isto Só a Mim...,
Piadas de Propriedade Privada
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Esta semana, tive a (in)felicidade de encontrar a minha antiga entidade patronal num qualquer tribunal desta ilustre comarca da metrópole.
Vinha com a sua nova prole, uma pobre miúda, verdinha até na pele, que foi apresentada como a minha estagiária. Sem qualquer laivo de personalidade própria, como está bom de ver.
Depois dos cumprimentos da praxe, vira-se para a moça e, referindo-se à minha pessoa, diz-lhe: "Está a ver aqueles processos todos mal feitos que estão para lá no escritório? Foi esta senhora que os fez."
Devia ter-lhe, nessa altura dito, que o tempo dele de lançar bocas ordinárias e de me espezinhar já tinha acabado, que era por causa daquela conduta miserável que toda a gente que trabalhava com ele o tinha deixado, que por causa da maldade intrínseca e da falta de calor humano tinha uma sociedade que destruiu e que agora estava fadado a trabalhar sozinho, como um reles advogado de vão de escada, coisa que criticou durante anos e alto e bom som.
Mas, feita estúpida, não fiz nada disso.
Limitei-me a rir e a simular pressa, que tinha mais que fazer.
Mas arrependi-me de não ter dito nada.
Porque agora ando a remoer estas merdas e nunca mais tenho sossego interno.
Merda para mim.
Vinha com a sua nova prole, uma pobre miúda, verdinha até na pele, que foi apresentada como a minha estagiária. Sem qualquer laivo de personalidade própria, como está bom de ver.
Depois dos cumprimentos da praxe, vira-se para a moça e, referindo-se à minha pessoa, diz-lhe: "Está a ver aqueles processos todos mal feitos que estão para lá no escritório? Foi esta senhora que os fez."
Devia ter-lhe, nessa altura dito, que o tempo dele de lançar bocas ordinárias e de me espezinhar já tinha acabado, que era por causa daquela conduta miserável que toda a gente que trabalhava com ele o tinha deixado, que por causa da maldade intrínseca e da falta de calor humano tinha uma sociedade que destruiu e que agora estava fadado a trabalhar sozinho, como um reles advogado de vão de escada, coisa que criticou durante anos e alto e bom som.
Mas, feita estúpida, não fiz nada disso.
Limitei-me a rir e a simular pressa, que tinha mais que fazer.
Mas arrependi-me de não ter dito nada.
Porque agora ando a remoer estas merdas e nunca mais tenho sossego interno.
Merda para mim.
Ai Sim?
Um destes dias, feita ursa, deixei o telemóvel em casa, com a pressa de sair e chegar a horas aos sítios, coisa muito comum nos seres humanos assalariados.
Como o mundo foi evoluindo, nada se faz se não se tiver um telemóvel à mão.
E não, não se trata somente de não saber o que se faz com as mãos quando se está parado, é mesmo uma necessidade básica. Por exemplo, já não se pode usar confortavelmente o homebanking de certas instituições bancárias porque o sucesso de uma transacção depende da inserção de um código enviado, através de sms, para o dito telemóvel.
Isto tudo para dizer que precisei de pagar umas contas e não consegui usar o homebanking porque deixei a porra do telefone em casa.
Então tive que usar a porra de um multibanco.
E fazer a triste figura que passo a vida a maldizer, de uma autêntica idosa a pagar 20 contas na máquina e a deixar atrás de si uma fila interminável de pessoas que bufam e desesperam.
No fim, a pagar uma conta qualquer, saiu-me, disparada pela boca fora, qual velha sem filtro, um eloquentíssimo "que gatunagem esta". Só para depois me arrepender de o ter dito em voz alta, já que estava atrás de mim uma senhora que, ouvindo a estupidez, se começa a rir sozinha.
E assim acaba a minha dignidade e moral para falar dos velhos, dado que cada vez mais, sou um deles.
Não há salvação para mim.
E você?
Como o mundo foi evoluindo, nada se faz se não se tiver um telemóvel à mão.
E não, não se trata somente de não saber o que se faz com as mãos quando se está parado, é mesmo uma necessidade básica. Por exemplo, já não se pode usar confortavelmente o homebanking de certas instituições bancárias porque o sucesso de uma transacção depende da inserção de um código enviado, através de sms, para o dito telemóvel.
Isto tudo para dizer que precisei de pagar umas contas e não consegui usar o homebanking porque deixei a porra do telefone em casa.
Então tive que usar a porra de um multibanco.
E fazer a triste figura que passo a vida a maldizer, de uma autêntica idosa a pagar 20 contas na máquina e a deixar atrás de si uma fila interminável de pessoas que bufam e desesperam.
No fim, a pagar uma conta qualquer, saiu-me, disparada pela boca fora, qual velha sem filtro, um eloquentíssimo "que gatunagem esta". Só para depois me arrepender de o ter dito em voz alta, já que estava atrás de mim uma senhora que, ouvindo a estupidez, se começa a rir sozinha.
E assim acaba a minha dignidade e moral para falar dos velhos, dado que cada vez mais, sou um deles.
Não há salvação para mim.
E você?
domingo, 31 de março de 2019
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Este senhor sabe cativar o leitor, disso não haja qualquer dúvida. Sabe aguçar a curiosidade e deixar a salivar por mais pormenores, por mais história, por mais desenvolvimentos.
Tal como fez nos livros da história principal, fê-lo aqui com grande mestria.
As personagens podiam, no entanto, ter nomes não tão iguais entre si, o que propicia a confusão, mas o conteúdo é tão bom que que se esquece desse pormenor.
Muito bom.
sexta-feira, 29 de março de 2019
Eu, viciada nestes senhores me confesso, há dias que esperava pelo lançamento da nova música. Andava sempre aos pulinhos entre o Youtube e a página oficial para ver havia novidades.
Maneiras que ontem, às 17h em ponto, estive a ver em directo o lançamento do video da novíssima música, que faz parte do álbum que sai a 17 de Maio.
(sim, não tenho nada para fazer; não, não tenho vergonha)
Há que dizer, com toda a franqueza e sinceridade: estes rapazes nunca me desiludem.
Nunca.
Jamais.
Sabem sempre o que fazer, que rumo tomar, que portas abrir. Nunca tropeçam, nunca saem do eixo, nunca fazem coisas sem qualidade.
Não foi diferente, desta vez.
A sonoridade é fresca e, ainda assim, soa a clássico Rammstein. O video é polémico, como todos os outros que fizeram até agora. Promete um álbum intenso e cheio de música divina.
A sonoridade é fresca e, ainda assim, soa a clássico Rammstein. O video é polémico, como todos os outros que fizeram até agora. Promete um álbum intenso e cheio de música divina.
segunda-feira, 25 de março de 2019
Não se Admite
A falta de vergonha da judicatura em atacar-me de forma tão violenta e tão cretina que me deixa sem tempo para escrevinhar aqui umas baboseiras.
segunda-feira, 11 de março de 2019
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Tinha lido o livro há muitos anos e agora revivi a história, com ilustrações magníficas e extremamente enternecedoras.
Vale muito a pena. Pela história, pelo simbolismo, pela mensagem.
Muito bom.
Leitura Nº ... Qualquer Coisa Serve
Esperava mais, honestamente.
Esperava mais pormenores sumarentos, mais histórias reais.
Esperava um bocadinho mais de estudo quanto à presença de algumas destas instituições noutros países que não somente França e Estado Unidos.
O capítulo dedicado à Carbonária é extraordinariamente pobre e nem sequer menciona a importância desta agremiação na história recente portuguesa, nomeadamente no seu envolvimento no assassinato de D. Carlos e da Implantação da República.
Quanto a este último acontecimento, também o papel da Maçonaria Portuguesa é completamente arredado, como se nunca tivesse existido.
O que é uma pena. Compreendo, porém, que os países periféricos não tenham tanto interesse para serem mencionados em livros de grande tiragem europeia.
Também as imagens que acompanham o livro nada têm que ver com o que lá é mencionado, revelando mais enchimento de chouriços que ilustração de obra.
O capítulo dedicado à Máfia é, no entanto, extraordinário, de uma nitidez de palavras dignas de um argumento de um filme. É, sem dúvida, a melhor parte do livro.
Razoável, apenas.
Cinema Nº ... Coiso
Confétis para quem, como eu não ia ao cinema há mais de 6 meses!
Tenho uma vergonha imensa de escrever isto, mas enfim.
Estava à espera de um campeonato de porrada com esta escolha, mas enganei-me redondamente.
Não é que não seja uma filme de ação, que é, mas tem uns laivos de humor que lhe dão uma graça fora do comum, bem como as interpretações, a fotografia e a realização, que estão igualmente fora do vulgar.
É sempre bom voltar ao cinema para ter surpresas destas.
Tenho uma vergonha imensa de escrever isto, mas enfim.
Estava à espera de um campeonato de porrada com esta escolha, mas enganei-me redondamente.
Não é que não seja uma filme de ação, que é, mas tem uns laivos de humor que lhe dão uma graça fora do comum, bem como as interpretações, a fotografia e a realização, que estão igualmente fora do vulgar.
É sempre bom voltar ao cinema para ter surpresas destas.
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Comentário Jurídico da Latrina
sexta-feira, 8 de março de 2019
Dia Internacional da Mulher
Este dia não era suposto ser celebrado.
Não era suposto ser necessário assinalá-lo.
Não era suposto ser necessário falarmos da igualdade de género, não era suposto precisarmos de rever as nossas condutas, de reeducar filhos e pais, não era suposto precisarmos de nos relembrar que ainda há gente a ser discriminada pelo simples facto de ser mulher.
Era, sim, suposto termos uma sociedade igualitária em todos os quadrantes.
Era suposto ganharmos o mesmo salário para funções iguais, era suposto fazermos todos as mesmas tarefas domésticas, era suposto não haver violência de género, era suposto tratarmo-nos todos como aquilo que somos: pessoas.
Ultimamente, tenho sentido muita vergonha de viver neste país.
Tenho observado e presenciado comportamentos que demonstram que mais não somos que umas criaturas pré-históricas.
Todos os dias, de há uns meses para cá, tenho ouvido os meus compatriotas que, ao saberem de noticias sobre violações e assedio sexual a mulheres, têm como primeiro impulso culpabilizar essas mulheres, apelidando-as de oferecidas (e outras coisas menos doces), que se puseram a jeito, que estavam mesmo a pedi-las, que não podem vestir roupa provocante se não querem ser violadas. Ou seja, desculpabilizando o criminoso em detrimento da própria vitima.
Tenho ouvido os meus compatriotas muito condoídos com as mortes de 12 mulheres em 2 meses, todas em contexto de violência doméstica, mas a fazerem zero denúncias e a assobiarem para o lado (assobiar para o lado é equivalente a aplicação de pena disciplinar de advertência) quando há um juiz a debitar a Bíblia em acórdãos para justificar e desculpabilizar agressões a mulheres.
Tenho ouvido os meus compatriotas a queixarem-se amargamente das coisas que agora inventam, que agora já não se pode dizer nem fazer nada, coisas inocentes como piropos e aquelas doçuras que se ouvem quando se vai na rua e se passa por um bando de orangotangos, que é sempre agradável, que se levantam logo ondas de indignação.
Tenho ouvido os meus compatriotas a insultarem pessoas que pertencem a associações feministas, como se o facto de lhes chamarem histéricas, esganiçadas e lambedoras de sei-lá-o-quê fosse mais que suficiente para lhes acabar com os argumentos mais que válidos.
Tenho assistido a estes comportamentos completamente boquiaberta, à espera que pare tudo e alguém grite de um dos lados: "é para os apanhados!".
Mas, desafortunadamente, esse grito não vem.
Isto está mesmo a acontecer.
Esta sociedade, sob uma capa de progressista e moderna, trata as mulheres como um ser inferior.
Um ser que ganha menos, que trabalha mais em tarefas domésticas, que trata mais dos filhos.
Um ser inferior que não pode andar na rua como quer porque senão corre o risco de ser violentada e aí, é bem feita.
Um ser inferior que não pode defender os seus direitos, nem bater o pé, nem indignar-se com a discriminação que é logo histérica, burra, comunista, arrivista, esganiçada, feminista, lambareira.
Um ser inferior que faz 1000 queixas de violência doméstica e mesmo assim acaba morta numa valeta porque ninguém a ouviu.
Um ser inferior que é discriminado pelas do seu próprio género porque a educação que teve e a consciência colectiva, mesmo que inconscientemente, está presente e diz: o homem é dominante.
Este é o século XXI que temos. O século XXI a que temos direito. Um século XXI mergulhado nas trevas, com toda a gente a indignar-se muito mas inconscientemente a pensar e a agir contra a igualdade.
Tenho sentido não só vergonha de todos estes comportamentos, mas também um outro sentimento nasceu em mim, um sentimento bem mais básico: medo.
Passei a ter medo que, caso me aconteça alguma coisa e seja eu vítima de violência, qualquer que seja, por ser mulher, vai toda a gente tratar-me de maneira diferente e assobiar para o lado.
Creio que é chegada a altura de mudarmos este padrão de comportamento.
Chegou a altura de dizer basta a este clima de diferenciação.
Temos 10.000 anos de evolução em cima; vamos continuar a viver na pré-história? Vamos continuar a tratar-nos como seres humanos de primeira e de segunda? Vamos continuar a tolerar as pequenas coisas que fazem a diferenciação negativa entre homens e mulheres? Vamos continuar a viver nesta neblina de medo e discriminação?
Ou vamos fazer a diferença, mudando comportamentos, mudando mentalidades, educando os nossos filhos para a igualdade e o progresso, censurando comportamentos misóginos, criticando activamente discriminação de género, batendo o pé e recusando rótulos?
Um dia, o dia de hoje vai ser um dia como outro qualquer.
Até lá, temos um longo caminho a percorrer.
Que se comece hoje.
Não era suposto ser necessário assinalá-lo.
Não era suposto ser necessário falarmos da igualdade de género, não era suposto precisarmos de rever as nossas condutas, de reeducar filhos e pais, não era suposto precisarmos de nos relembrar que ainda há gente a ser discriminada pelo simples facto de ser mulher.
Era, sim, suposto termos uma sociedade igualitária em todos os quadrantes.
Era suposto ganharmos o mesmo salário para funções iguais, era suposto fazermos todos as mesmas tarefas domésticas, era suposto não haver violência de género, era suposto tratarmo-nos todos como aquilo que somos: pessoas.
Ultimamente, tenho sentido muita vergonha de viver neste país.
Tenho observado e presenciado comportamentos que demonstram que mais não somos que umas criaturas pré-históricas.
Todos os dias, de há uns meses para cá, tenho ouvido os meus compatriotas que, ao saberem de noticias sobre violações e assedio sexual a mulheres, têm como primeiro impulso culpabilizar essas mulheres, apelidando-as de oferecidas (e outras coisas menos doces), que se puseram a jeito, que estavam mesmo a pedi-las, que não podem vestir roupa provocante se não querem ser violadas. Ou seja, desculpabilizando o criminoso em detrimento da própria vitima.
Tenho ouvido os meus compatriotas muito condoídos com as mortes de 12 mulheres em 2 meses, todas em contexto de violência doméstica, mas a fazerem zero denúncias e a assobiarem para o lado (assobiar para o lado é equivalente a aplicação de pena disciplinar de advertência) quando há um juiz a debitar a Bíblia em acórdãos para justificar e desculpabilizar agressões a mulheres.
Tenho ouvido os meus compatriotas a queixarem-se amargamente das coisas que agora inventam, que agora já não se pode dizer nem fazer nada, coisas inocentes como piropos e aquelas doçuras que se ouvem quando se vai na rua e se passa por um bando de orangotangos, que é sempre agradável, que se levantam logo ondas de indignação.
Tenho ouvido os meus compatriotas a insultarem pessoas que pertencem a associações feministas, como se o facto de lhes chamarem histéricas, esganiçadas e lambedoras de sei-lá-o-quê fosse mais que suficiente para lhes acabar com os argumentos mais que válidos.
Tenho assistido a estes comportamentos completamente boquiaberta, à espera que pare tudo e alguém grite de um dos lados: "é para os apanhados!".
Mas, desafortunadamente, esse grito não vem.
Isto está mesmo a acontecer.
Esta sociedade, sob uma capa de progressista e moderna, trata as mulheres como um ser inferior.
Um ser que ganha menos, que trabalha mais em tarefas domésticas, que trata mais dos filhos.
Um ser inferior que não pode andar na rua como quer porque senão corre o risco de ser violentada e aí, é bem feita.
Um ser inferior que não pode defender os seus direitos, nem bater o pé, nem indignar-se com a discriminação que é logo histérica, burra, comunista, arrivista, esganiçada, feminista, lambareira.
Um ser inferior que faz 1000 queixas de violência doméstica e mesmo assim acaba morta numa valeta porque ninguém a ouviu.
Um ser inferior que é discriminado pelas do seu próprio género porque a educação que teve e a consciência colectiva, mesmo que inconscientemente, está presente e diz: o homem é dominante.
Este é o século XXI que temos. O século XXI a que temos direito. Um século XXI mergulhado nas trevas, com toda a gente a indignar-se muito mas inconscientemente a pensar e a agir contra a igualdade.
Tenho sentido não só vergonha de todos estes comportamentos, mas também um outro sentimento nasceu em mim, um sentimento bem mais básico: medo.
Passei a ter medo que, caso me aconteça alguma coisa e seja eu vítima de violência, qualquer que seja, por ser mulher, vai toda a gente tratar-me de maneira diferente e assobiar para o lado.
Creio que é chegada a altura de mudarmos este padrão de comportamento.
Chegou a altura de dizer basta a este clima de diferenciação.
Temos 10.000 anos de evolução em cima; vamos continuar a viver na pré-história? Vamos continuar a tratar-nos como seres humanos de primeira e de segunda? Vamos continuar a tolerar as pequenas coisas que fazem a diferenciação negativa entre homens e mulheres? Vamos continuar a viver nesta neblina de medo e discriminação?
Ou vamos fazer a diferença, mudando comportamentos, mudando mentalidades, educando os nossos filhos para a igualdade e o progresso, censurando comportamentos misóginos, criticando activamente discriminação de género, batendo o pé e recusando rótulos?
Um dia, o dia de hoje vai ser um dia como outro qualquer.
Até lá, temos um longo caminho a percorrer.
Que se comece hoje.
quinta-feira, 7 de março de 2019
Salvem o Neto
Quem já jogou 548962 vezes o jogo das mocas com pregos, cus e cagalhões, ponha o dedo no ar!!
segunda-feira, 4 de março de 2019
Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Oitava
Sou a única avestruz neste prédio a vir trabalhar à Segunda-Feira de Carnaval.
Tudo porque o patronato é fuinha
Foi aqui que vim parar.
Tudo porque o patronato é fuinha
Foi aqui que vim parar.
Conan Osíris
É oficial: o Conan Osíris será o representante português na Eurovisão.
Honestamente, não percebo a celeuma. O rapaz tem aquele estilo estouvado e tal estilo reflecte-se na música. Mas não é caso para se rasgar as vestes, tamanha a indignação.
Para já, há que ter em conta que, salvo raras excepções, os outros concorrentes eram muito fraquinhos. Até estou admirada como é que não concorreram fadinhos tristes e fadinhos contentes, como foi nosso apanágio durante tanto tempo...
Depois, há que ter em consideração que tudo o que é estranho ou diferente demora a ser aceite pelas mentes iluminadas que habitam nesta terra.
Aqui, tudo se acha a sumidade da abertura mental e do progressismo, mas não conseguem apagar da memória a Sô-Dóna-Simóne que tão bem cantou no tempo em que a Eurovisão tinha uma orquestra e aquilo é que era.
No fundo, muito como se passa hoje em dia nos restantes quadrantes da sociedade: não somos nada racistas, mas não gostamos lá muito de pretos e ciganos.
Não temos nada contra homossexuais, mas preferíamos uma doença terminal a que um filho nosso gostasse de pilinha.
Achamos que a violência domestica é um flagelo, mas nem pestanejamos com o facto de a um certo juiz desembargador ser aplicada uma pena disciplinar de advertência por debitar nos seus acórdãos alarvidades dignas da Idade Média no que à dignidade da mulher diz respeito.
Somos mesmo assim: pequeninos, mesquinhos, atrasadinhos, embora nos achemos boas pessoas, que no fundo é isso que interessa e que deus-noss-senhor-nos-abençoe ou uma porra qualquer.
E, sendo isto assim para tudo, porque é que haveria de se diferente no festival da Canção?
Não adoro o rapaz nem a música dele, mas reconheço-lhe graça e expressividade. E prefiro mil vezes o Conan do que a música pimba que levámos DUAS VEZES à Eurovisão, que nos devia ter enchido de vergonha até à 15ª geração, mas disso ninguém fala.
Além disso e, meus amores, esta é a parte mais relevante: é um concurso de música. Nunca ninguém quer saber disto, e agora está tudo muito indignado??
Vão-se lavar por baixo.
Honestamente, não percebo a celeuma. O rapaz tem aquele estilo estouvado e tal estilo reflecte-se na música. Mas não é caso para se rasgar as vestes, tamanha a indignação.
Para já, há que ter em conta que, salvo raras excepções, os outros concorrentes eram muito fraquinhos. Até estou admirada como é que não concorreram fadinhos tristes e fadinhos contentes, como foi nosso apanágio durante tanto tempo...
Depois, há que ter em consideração que tudo o que é estranho ou diferente demora a ser aceite pelas mentes iluminadas que habitam nesta terra.
Aqui, tudo se acha a sumidade da abertura mental e do progressismo, mas não conseguem apagar da memória a Sô-Dóna-Simóne que tão bem cantou no tempo em que a Eurovisão tinha uma orquestra e aquilo é que era.
No fundo, muito como se passa hoje em dia nos restantes quadrantes da sociedade: não somos nada racistas, mas não gostamos lá muito de pretos e ciganos.
Não temos nada contra homossexuais, mas preferíamos uma doença terminal a que um filho nosso gostasse de pilinha.
Achamos que a violência domestica é um flagelo, mas nem pestanejamos com o facto de a um certo juiz desembargador ser aplicada uma pena disciplinar de advertência por debitar nos seus acórdãos alarvidades dignas da Idade Média no que à dignidade da mulher diz respeito.
Somos mesmo assim: pequeninos, mesquinhos, atrasadinhos, embora nos achemos boas pessoas, que no fundo é isso que interessa e que deus-noss-senhor-nos-abençoe ou uma porra qualquer.
E, sendo isto assim para tudo, porque é que haveria de se diferente no festival da Canção?
Não adoro o rapaz nem a música dele, mas reconheço-lhe graça e expressividade. E prefiro mil vezes o Conan do que a música pimba que levámos DUAS VEZES à Eurovisão, que nos devia ter enchido de vergonha até à 15ª geração, mas disso ninguém fala.
Além disso e, meus amores, esta é a parte mais relevante: é um concurso de música. Nunca ninguém quer saber disto, e agora está tudo muito indignado??
Vão-se lavar por baixo.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
Não Sei Se Ria, Se Chore...
Confesso-me baralhada...
ISTO é suposto ser um texto irónico e, portanto, satírico à visão do antigamente ou é mesmo a sério?!
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 66
Ou muito me engano, ou "tá rolando um lóvi" entre estas duas avestruzes...
Ele é olhares meigos no filme, ele é surpresas nos concertos da moça, ele é este clima de romance em plena festa dos Oscars.
Não sei, não... Parece-vos encenação?
É que à minha pessoa não parece nada.
Ah e tal, mas a Irina é bem boa e a Lady Gaga não tem nada para competir com ela. Sim, meus amores, até parece que o figurino é alguma coisa comparado com a química...
Parece-me que a Irina está aqui está com as malinhas à porta porque Lady Gaga está a conquistar terreno como gente grande.
Mas isso sou só eu, que não percebo nada de nada e só mando uns bitaites de vez em quando.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
Massive Attack em Lisboa
Aqui há dias fui ver estes senhores e adorei.
Mesmo.
Não era muito fã da banda, conhecia alguns trabalhos, mas nada de muito exaustivo. Ficava-me pelo lendário Teardrop e pouco mais.
Porém, ao vivo é outra história.
São magníficos, apesar de não dirigirem uma única palavra ao público. O espectáculo é muito visual, que acompanha a música na perfeição e faz do concerto uma coisa de outra dimensão, com um som absolutamente tremendo e cru.
Muito bom.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
Hoje É Um Dia Que Promete
Perdi os meus cigarros, sabe-se lá onde e de que forma. Já não bastava gastar dinheiro em coisas que matam, agora também há que gastar dinheiro duas vezes, o que é óptimo.
Rasguei as calças, como dizia a minha avó, no entre-pernas. Alcei uma perna para enrolar a bainha e eis que se ouve um mini-rugido e surgem duas bocas abertas nas coxas. O que é sinónimo da pouca qualidade do tecido, não tem nada que ver com gordura localizada, como está bom de ver.
Pensando que tinha trazido um bom almoço, às quatro da tarde estou esganada de fome.
Os meus colegas andam numa competição para quem me mata do coração primeiro, com os seus passinhos de gato, chegando de mansinho e pregando-me ao chão, tamanho os sustos que tenho apanhado com estes borregos a aproximarem-se sem aviso prévio.
O meu cabelo anda tão esquisito, tão estúpido e tão merdas, voando por todos os lados, que me dói a raiz das mudanças constantes de direcção, que é a dor mais estúpida de sempre.
E só são agora quatro e meia; nem imagino o que vem por aí.
Rasguei as calças, como dizia a minha avó, no entre-pernas. Alcei uma perna para enrolar a bainha e eis que se ouve um mini-rugido e surgem duas bocas abertas nas coxas. O que é sinónimo da pouca qualidade do tecido, não tem nada que ver com gordura localizada, como está bom de ver.
Pensando que tinha trazido um bom almoço, às quatro da tarde estou esganada de fome.
Os meus colegas andam numa competição para quem me mata do coração primeiro, com os seus passinhos de gato, chegando de mansinho e pregando-me ao chão, tamanho os sustos que tenho apanhado com estes borregos a aproximarem-se sem aviso prévio.
O meu cabelo anda tão esquisito, tão estúpido e tão merdas, voando por todos os lados, que me dói a raiz das mudanças constantes de direcção, que é a dor mais estúpida de sempre.
E só são agora quatro e meia; nem imagino o que vem por aí.
Todos os Exemplos Neste Texto Foram Presenciados pela Autora - A Maior Parte Deles, Todos os Dias
Quem comigo habitualmente convive, sabe que tenho a imensa vontade de, um dia que venha a ser Primeira-Ministra, de obrigar os idosos a saírem à rua somente das 12h às 16h e, desta forma, desembaraçar a circulação, permitindo à população ativa governar a sua vida sem atrasos nem perdas de tempo em filas intermináveis porque há um velho a pagar 20 contas do multibanco ou porque foi comprar duas latas de atum e agora não consegue encontrar os cupões de desconto e por isso toca de esvaziar o porta-moedas e procurar calmamente enquanto toda a gente bufa.
Sim, já sei, um dia também serei velha (se tiver sorte). Os meus pais também serão velhos.
Calha a todos, bem sei.
Não vou ser diferente destes velhos que andam na rua a molengar e a fazer asneiras, chateando de morte toda a gente com o seu vagar imenso.
Vou, com certeza, levantar-me às 6 da manhã para ir onde toda a gente que tem que ir trabalhar também precisa de ir.
Vou andar a 20 km/h na estrada quando toda a gente precisa de se despachar para o trabalho.
Vou abrir as asas em frente a um expositor numa loja e mais ninguém vai poder ver nada, porque estou lá a ocupar tudo.
Vou mandar para trás uma meia de leite que não está quente o suficiente.
Irei às compras com o meu esposo e vou resmungar que ele se esquece de tudo o que o mandei comprar, enquanto me esqueço de levar sacos para levar as compras.
Vou fazer isso tudo, bem sei, se chegar a velha.
Até lá, enquanto sou mais ou menos jovem, os velhos são sinónimo de bufar enquanto se espera e, por isso, resmungo.
Como uma velha.
Fod*-Te, Desocupada Dum Raio
Lido Numa Qualquer Rede Social:
"Sinto-me indignada. Hoje a tarde andei cerca de 2h a procura de uma pastelaria mais a minha família para podermos lanchar e estava tudo bastante cheio... Mas até ai tudo bem... Boa sorte para os estabelecimentos... Mas o que me indignou foi ver que havia lá gente que vai para as pastelarias quer seja com os computadores ou fazer sopa de letras,ler o jornal da semana passada, ou apenas mecher no telemóvel e assim ocupar uma mesa de 4 pessoas toda a tarde.... Essa gente não tem família para visitar?? Não tem nada pra fazer em casa?? E antes que comecem a criticar, sim eu presenciei que muitos deles apenas tomaram um café e ali ficaram ocupando espaço e fazendo com que crianças e idosos tivessem de lanchar em pé... Mais respeito gente... Se não tem movimento tudo bem, agora qual a necessidade de estar em um estabelecimento todo dia a ocupar lugar?? É que isso acaba por prejudicar o estabelecimento porque as pessoas vêem que não tem lugar e vão embora... Pensem bem nisso..."
Portanto, já não se pode passar a tarde a borregar num qualquer café que vem logo o exército da estupidez pôr de fora as suas garras.
Já descorri longamente sobre o que penso das pessoas que se dedicam a comentar publicações na internet.
Já sei o que a casa gasta e quando tenho o azar de ler, ainda que de fugida, alguma coisa que estas ilustres mentes escrevem, não consigo deixar de me espantar.
Quem é que perde tempo com coisas destas?
Quem é que se indigna com o que não tem indignação?
Quem é que é assim tão miúdinho?
Era tão mais fácil ceder à tentação de utilizar apenas vernáculo neste texto... Mas será melhor não, que isso já eu faço todos os dias e depois torna-se demasiado repetitivo.
É mais deixar no ar as mesmas questões que esta criatura deixou: se a senhora tivesse família para visitar, certamente não tinha tempo de estar a chatear com o facto das pessoas andarem na vida delas, em cafés e esplanadas, a fazerem o que bens lhe apetece.
Poderia perguntar-se à senhora se também ela não tem nada para fazer em casa.
Ou, ainda, perguntar-lhe se não tem comida em casa e se terá efetiva necessidade de andar a gastar dinheiro em lanches na rua. Porque se é para nos estarmos a meter na vida dos outros como se fossemos donos do pedaço, aos menos que o façamos com profundidade. Coisas pela rama é que não.
Não, isso é demasiado estúpido e apenas enuncia a gigantesca perda de tempo que é discutir ou fazer ver a realidade a quem, coitado, não tem dois neurónios pensantes.
Não vale a pena gastar latim a explicar o civismo a quem não o aprendeu na escola ou em casa na tenra infância.
Não vale a pena debater com quem se acha dono de tudo e não sabe viver em comunidade.
Não vale a pena dizer o que quer que seja a gente que perde tempo a comentar idiotices sobre os comportamentos normais das outras pessoas.
Já agora, também não vale a pena perder dois míseros minutos com quem, até para expressar boçalidades, não o sabe fazer sem dar 50 erros ortográficos a cada 40 palavras.
Portanto, voltem ao título, por favor.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Sétima
O patronato nesta casa anda louco, como é possível concluir do estudo superficial de episódios recentes.
Hoje, aquele que manda mais chamou-me para me entregar um processo que queria que tratasse.
Um processo cheio de merda, para falar bem e depressa, com mais pontas soltas que cabelos meus ao vento, com documentos desirmanados e porcaria tanta que dava para encher uma fossa séptica.
No entanto, o sentido de humor daquela múmia que habitualmente nem existe, estava em alta.
Com um sorriso desmesurado, passou-se a pasta para a mão, dizendo:
- Toma, desembrulha!, enquanto mandava para o ar a sua gargalhada característica.
Foi aqui que vim parar.
Hoje, aquele que manda mais chamou-me para me entregar um processo que queria que tratasse.
Um processo cheio de merda, para falar bem e depressa, com mais pontas soltas que cabelos meus ao vento, com documentos desirmanados e porcaria tanta que dava para encher uma fossa séptica.
No entanto, o sentido de humor daquela múmia que habitualmente nem existe, estava em alta.
Com um sorriso desmesurado, passou-se a pasta para a mão, dizendo:
- Toma, desembrulha!, enquanto mandava para o ar a sua gargalhada característica.
Foi aqui que vim parar.
Meanwhile in Esgástulo - Parte Décima Sexta
Aqui há dias, estava todo o povão desta casa a almoçar na sala da copa quando entra a segunda figura do patronato.
- O que é que estão a comer, que cheira tão bem?, grita para o ar com ar de louco demasiado bem disposto, como se tivesse acabado de empoar o nariz.
E vá de enfiar - e isto é literal, não é exagero - o nariz em cada um dos pratos, tecendo todo o tipo de comentários agradáveis sobre as iguarias em cima da mesa.
Antes de ir embora, completamente estouvado pelo próprio entusiasmo, remata: Essa comida que vocês trazem, é toda confeccionada domesticamente, não é? (Não, filho, todos os dias vamos buscar comida à fábrica, a confecção é puramente industrial.)
Voltámos, portanto, ao tempo das girafas em lingerie, ficando todos aturdidos com a bizarria que acabámos de assistir.
Foi aqui que vim parar.
- O que é que estão a comer, que cheira tão bem?, grita para o ar com ar de louco demasiado bem disposto, como se tivesse acabado de empoar o nariz.
E vá de enfiar - e isto é literal, não é exagero - o nariz em cada um dos pratos, tecendo todo o tipo de comentários agradáveis sobre as iguarias em cima da mesa.
Antes de ir embora, completamente estouvado pelo próprio entusiasmo, remata: Essa comida que vocês trazem, é toda confeccionada domesticamente, não é? (Não, filho, todos os dias vamos buscar comida à fábrica, a confecção é puramente industrial.)
Voltámos, portanto, ao tempo das girafas em lingerie, ficando todos aturdidos com a bizarria que acabámos de assistir.
Foi aqui que vim parar.
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Coisas Que Vejo por Aí # 61
Sinto que precisava de uma banda sonora grandiosa qualquer a aparecer enquanto escrevo estas linhas. Género, canto angelical ou, quem sabe, um Te Deum.
Tudo, meus caros, porque descobri a pólvora no que à aplicação de maquilhagem diz respeito.
Há uns tempos, depois de ter visto alguns reviews e tutoriais por esse Youtube fora, fiquei verdadeiramente impressionada com isto:
Isto é uma esponja de maquilhagem de microfibra aveludada que promete um acabamento rápido, sem absorver muito os produtos líquidos, versátil e barato, da Juno & Co.
Sendo pouco adepta de esponjas e preferindo milhões de vezes os pincéis, fiquei céptica que este produto fosse assim tão bom.
No entanto, sou uma maria-vai-com-as-outras e estando já há algum tempo à procura de um esponja que não custasse € 20,00 e durasse dois meses, achei que era boa ideia mandar vir umas coisas destas lá das Américas.
Depois de alguns dias de espera (parece que apanhei o tráfego intenso do Ano Novo e por isso demorou mais um pouco que o habitual), lá me chegou a encomenda.
Devo dizer que li cuidadosamente as instruções da embalagem e que vi (e revi) muitos tutoriais e opiniões que correm por essa internet fora sobre este produto.
Que é, diga-se, absolutamente FAN-TÁS-TI-CO.
Basta molhar em água corrente uns segundos (e espremer, obviamente) e esta coisa cresce como se fosse um cogumelo. Fica fofinha, grande e maleável, pronta a utilizar.
Depois é só aplicar o produto (no rosto ou na esponja, conforme a preferência, embora no livro de instruções diga que é preferível aplicar directamente no rosto, mas eu não quero e quem manda sou eu e aplico na esponja e mai' nada) e avançar com o espalhamento com leves batidas (experimentem arrastar uma base líquida na pele com a esponja, para ver o resultado...).
A base rende imenso com esta esponja. Porque o material não absorve tanto como uma esponja tradicional e permite uma aplicação uniforme, não se gasta tanto, sendo muito mais económico que aplicar com pincel.
O acabamento é mais acetinado e mais perfeito, já que não tem o problema da marcação das cerdas do pincel na pele.
Não se suja por aí além, nem mancha, estando pronta para mais rondas assim que se enche de água e espreme.
As diferentes faces permitem a aplicação de vários produtos que não somente a base. Costumo utilizar a parte de baixo (recta) para a base, a parte pontiaguda para o corrector de olheiras e para o pó solto e a parte redondinha para espalhar o corretor de cor (aquele que tem várias cores para tapar cada imperfeição, estilo roda dos alimentos).
Para todas estas aplicações, a Juno porta-se lindamente, sempre com o mesmo acabamento natural e acetinado.
Uma base com cobertura média é potenciada com esta esponja. Uma base com cobertura total fica imaculada quando aplicada com esta pequena nuvem.
Tenho a sensação que a maquilhagem me dura mais quando a aplico com a esponja e que deixa a pele muitíssimo suave.
Não faz abrir a base nem deixa marcas na pele. Tem também outros formatos para todo o tipo de aplicações e funções, se bem que acho desnecessário porque coisinha mais versátil que isto, não há.
O preço? 6 míseros dólares por uma coisa tão maravilhosa (arrota, Beautyblender!). Claro que há que contar com os portes de envio, que não são propriamente baratos (cerca de 9 dólares), portanto compensa comprar em quantidade (que foi o que fiz, by the way).
É, portanto, assim uma coisa fora de série e estou severamente tentada em encomendar para aí umas 500 para poder encher uma banheira com isto e enfiar-me lá dentro a delirar.
Obviamente que também tem alguns pontos negativos, como sejam, o facto de não ser perfeita na aplicação de pó solto quando está molhada (creio que para esta aplicação será melhor utilizar a esponja seca), ou ser necessário insistir na aplicação em zonas com relevo (olhos, nariz) e não chegar a secar de um dia para o outro. No entanto, creio que os pontos negativos são batidos, de longe, por todas as vantagens que este milagre aveludado comporta.
Revolucionou a forma como aplico a maquilhagem e faz a diferença entre chegar ao fim do dia com cara de quem andou na horta a cavar com a testa e ter um ar decente.
Para lá de excelente!
Tudo, meus caros, porque descobri a pólvora no que à aplicação de maquilhagem diz respeito.
Há uns tempos, depois de ter visto alguns reviews e tutoriais por esse Youtube fora, fiquei verdadeiramente impressionada com isto:
Isto é uma esponja de maquilhagem de microfibra aveludada que promete um acabamento rápido, sem absorver muito os produtos líquidos, versátil e barato, da Juno & Co.
Sendo pouco adepta de esponjas e preferindo milhões de vezes os pincéis, fiquei céptica que este produto fosse assim tão bom.
No entanto, sou uma maria-vai-com-as-outras e estando já há algum tempo à procura de um esponja que não custasse € 20,00 e durasse dois meses, achei que era boa ideia mandar vir umas coisas destas lá das Américas.
Depois de alguns dias de espera (parece que apanhei o tráfego intenso do Ano Novo e por isso demorou mais um pouco que o habitual), lá me chegou a encomenda.
Devo dizer que li cuidadosamente as instruções da embalagem e que vi (e revi) muitos tutoriais e opiniões que correm por essa internet fora sobre este produto.
Que é, diga-se, absolutamente FAN-TÁS-TI-CO.
Basta molhar em água corrente uns segundos (e espremer, obviamente) e esta coisa cresce como se fosse um cogumelo. Fica fofinha, grande e maleável, pronta a utilizar.
Depois é só aplicar o produto (no rosto ou na esponja, conforme a preferência, embora no livro de instruções diga que é preferível aplicar directamente no rosto, mas eu não quero e quem manda sou eu e aplico na esponja e mai' nada) e avançar com o espalhamento com leves batidas (experimentem arrastar uma base líquida na pele com a esponja, para ver o resultado...).
A base rende imenso com esta esponja. Porque o material não absorve tanto como uma esponja tradicional e permite uma aplicação uniforme, não se gasta tanto, sendo muito mais económico que aplicar com pincel.
O acabamento é mais acetinado e mais perfeito, já que não tem o problema da marcação das cerdas do pincel na pele.Não se suja por aí além, nem mancha, estando pronta para mais rondas assim que se enche de água e espreme.
As diferentes faces permitem a aplicação de vários produtos que não somente a base. Costumo utilizar a parte de baixo (recta) para a base, a parte pontiaguda para o corrector de olheiras e para o pó solto e a parte redondinha para espalhar o corretor de cor (aquele que tem várias cores para tapar cada imperfeição, estilo roda dos alimentos).
Para todas estas aplicações, a Juno porta-se lindamente, sempre com o mesmo acabamento natural e acetinado.
Uma base com cobertura média é potenciada com esta esponja. Uma base com cobertura total fica imaculada quando aplicada com esta pequena nuvem.
Tenho a sensação que a maquilhagem me dura mais quando a aplico com a esponja e que deixa a pele muitíssimo suave.
Não faz abrir a base nem deixa marcas na pele. Tem também outros formatos para todo o tipo de aplicações e funções, se bem que acho desnecessário porque coisinha mais versátil que isto, não há.
O preço? 6 míseros dólares por uma coisa tão maravilhosa (arrota, Beautyblender!). Claro que há que contar com os portes de envio, que não são propriamente baratos (cerca de 9 dólares), portanto compensa comprar em quantidade (que foi o que fiz, by the way).
É, portanto, assim uma coisa fora de série e estou severamente tentada em encomendar para aí umas 500 para poder encher uma banheira com isto e enfiar-me lá dentro a delirar.
Obviamente que também tem alguns pontos negativos, como sejam, o facto de não ser perfeita na aplicação de pó solto quando está molhada (creio que para esta aplicação será melhor utilizar a esponja seca), ou ser necessário insistir na aplicação em zonas com relevo (olhos, nariz) e não chegar a secar de um dia para o outro. No entanto, creio que os pontos negativos são batidos, de longe, por todas as vantagens que este milagre aveludado comporta.
Revolucionou a forma como aplico a maquilhagem e faz a diferença entre chegar ao fim do dia com cara de quem andou na horta a cavar com a testa e ter um ar decente.
Para lá de excelente!
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Posição Doutrinária
Coisas Que Vejo Por Aí # 60
Para quem, como eu, que sofre de produção anormal de sebinho nas pálpebras, encontrar um primer que controle este flagelo é uma demanda sem fim à vista.
Encontrar um primer que, ao mesmo tempo que não deixa que os olhos pareçam o papel que seca as batatas fritas, ainda potencia a cor, dando-lhe uma base estável, é praticamente tarefa impossível.
Ora, quando se encontra um produto que faz exactamente isso, é coisa digna de celebração.
Quem diria que esta coisa minúscula seria uma poção tão forte e tão potente?!
E o preço? O preço é outro 'alerta pobreza': € 3,49.
O que é que se pode querer mais?
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Coisas Que Vejo por Aí # 59
Seguem-se uma série de posts dedicados a coisas absolutamente fúteis e que não interessam ponta de um chaveiro, mas que descobri recentemente e que me trouxeram alegria e histerismo até mais não.
Começando por isto:
Esta maravilha não só é estupenda no preço (regularmente, custa € 9,90, mas comprei a € 7,49; alerta pobreza!), mas principalmente é estupenda no desempenho.
É dos casos em que a publicidade, como a que consta na imagem, é mesmo verdadeira.
Uma só passagem deixa as pestanas com uma curvatura digna de uma montanha russa e com um volume visível a 500 metros de distancia.
Não deixa resíduos.
Não borra.
A escova não arrasta demasiado produto.
As pestanas não ficam demasiado rígidas.
É um pouco difícil de remover, no entanto, mas, para além de ser expectável num produto deste segmento, não é nada que uma água micelar/desmaquilhante bifásico não resolva num instante.
Excelente!
Começando por isto:
Esta maravilha não só é estupenda no preço (regularmente, custa € 9,90, mas comprei a € 7,49; alerta pobreza!), mas principalmente é estupenda no desempenho.
É dos casos em que a publicidade, como a que consta na imagem, é mesmo verdadeira.
Uma só passagem deixa as pestanas com uma curvatura digna de uma montanha russa e com um volume visível a 500 metros de distancia.
Não deixa resíduos.
Não borra.
A escova não arrasta demasiado produto.
As pestanas não ficam demasiado rígidas.
É um pouco difícil de remover, no entanto, mas, para além de ser expectável num produto deste segmento, não é nada que uma água micelar/desmaquilhante bifásico não resolva num instante.
Excelente!
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Outra oferenda natalícia que me deixou felicíssima.
A Mafalda fez parte da minha infância, desde que me compraram alguns livros e, depois, a primeira edição portuguesa de Toda a Mafalda. Que ainda hoje tenho, algures na casa dos meus pais, toda esfrangalhada, rabiscada e sem capa, amostra do tratamento carinhoso que lhe dei de todas as vezes que o li, que foram mesmo muitas.
Portanto, receber esta edição especial comemorativa dos 50 anos do personagem mais contestatário de sempre foi uma alegria imensa, que me levou às lágrimas.
Li tudo de uma assentada, revivendo memórias de infância e revisitando o sarcasmo e argúcia desta miúda que via os problemas do mundo de forma mais realista e crua que muitos adultos.
Foi, portanto, um prazer para os olhos e para a alma.
Não deixo, no entanto, de notar que das antigas edições da D. Quixote para esta nova, da Verbo, houve, sabe-se lá porquê (embora consiga imaginar), necessidade de traduzir todas as tiras e lamentavelmente a tradução não foi a melhor, perdendo alguma graça e muitas vezes o próprio contexto. Fazendo, obviamente, a ressalva que provavelmente este é um comentário de uma aficionada que sabe as tiras quase todas de cor e portanto competir com a sabichanice que em mim habita é tarefa árdua.
Tirando isso, foi absolutamente divinal relembrar Mafalda.
Tal como ocorreu ao longo de muitos anos, vou revisitá-la muitas vezes daqui para a frente.
A Mafalda fez parte da minha infância, desde que me compraram alguns livros e, depois, a primeira edição portuguesa de Toda a Mafalda. Que ainda hoje tenho, algures na casa dos meus pais, toda esfrangalhada, rabiscada e sem capa, amostra do tratamento carinhoso que lhe dei de todas as vezes que o li, que foram mesmo muitas.
Portanto, receber esta edição especial comemorativa dos 50 anos do personagem mais contestatário de sempre foi uma alegria imensa, que me levou às lágrimas.
Li tudo de uma assentada, revivendo memórias de infância e revisitando o sarcasmo e argúcia desta miúda que via os problemas do mundo de forma mais realista e crua que muitos adultos.
Foi, portanto, um prazer para os olhos e para a alma.
Não deixo, no entanto, de notar que das antigas edições da D. Quixote para esta nova, da Verbo, houve, sabe-se lá porquê (embora consiga imaginar), necessidade de traduzir todas as tiras e lamentavelmente a tradução não foi a melhor, perdendo alguma graça e muitas vezes o próprio contexto. Fazendo, obviamente, a ressalva que provavelmente este é um comentário de uma aficionada que sabe as tiras quase todas de cor e portanto competir com a sabichanice que em mim habita é tarefa árdua.
Tirando isso, foi absolutamente divinal relembrar Mafalda.
Tal como ocorreu ao longo de muitos anos, vou revisitá-la muitas vezes daqui para a frente.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Coisas Que Vejo por Aí # 58
Praticamente desde que foram lançadas que andava a fazer olhinhos de carneiro mal morto às paletas da Huda Beauty.
Para além das cores lindas, o que li e vi sobre elas pareciam ser de boa qualidade, versáteis, duradouras.
Esperei largos meses até que a marca fosse comercializada e depois comecei a chatear toda a gente para contribuir para a minha felicidade e ofertar-me semelhante objecto.
Tenho a sorte de ter um sócio conjugal atento às minhas pedinchices e esta beleza chegou no Natal.
Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que é o melhor produto de maquilhagem que tive até hoje e a melhor paleta de maquilhagem que já vi ( e atentai que tenho umas de óptima qualidade, umas oferecidas, outras que me custaram um rim).
A qualidade é para lá de excelente.
Apesar de esfarelar um pouco quando se passa o pincel, nenhuma destas sombras tem fallout. Nenhuma.
Nem mesma a preta.
A pigmentação é extraordinária, sendo provavelmente das poucas sombras que são exactamente iguais na pele ao que são na paleta (desculpa, Urban Decay...), mas mesmo assim são fáceis de esfumar e ficam com efeito dégradée demasiado perfeito para ser verdade.
As sombras mates são mesmo mates, sem ponta de brilho. As sombras brilhantes são mesmo brilhantes e não, não são de glitter, são mesmo pigmentos prensados, suficiente para fazer a diferença entre um produto sofrível e um produto diferente de tudo o que já se viu.
Estas sombras atingem o seu expoente máximo quando aplicadas com os dedos (onde é que isto já se viu, senhores?!) e há uma delas que é meia-molhada-meia-seca, se é que faz algum sentido e é perfeita no acabamento.
Todas as cores combinam entre si, não há nenhuma que destoe nem nenhuma combinação que não possa ser feita. Quer se queira seguir das dicas da própria Huda (ou do resto da internet que experimentou isto), quer se queira inventar, não há muita margem de erro, as cores são tão bonitas que nem que seja uma só fica poderosa e diferente de todas as outras.
É possível, com estas cores, criar uma maquilhagem muitíssimo elaborada como é também possível usá-las num look de dia-a-dia, misturando algumas sombras para um efeito mais discreto. São, portanto, do mais versátil que há.
Claro que não é um produto isento de mácula.
O facto de esfarelar confere à sombra uma longevidade limitada, gastando-se mais rapidamente que outras do mesmo segmento.
Por serem extremamente pigmentadas e com cores muito fortes, não é muito indicada a principiantes; esfumam bem, mas ainda é preciso alguma técnica para depositar a cor ao invés de a arrastar, sob pena de tudo se transformar num imensa bola de fogo pelo rosto inteiro. Também o leque de cores não será muito adequado para quem goste de cores mais neutras ou que aprecie um look mais natural.
O preço não é propriamente baixo (cerca de € 66,00), mas não considero propriamente um facto negativo porque vale cada cêntimo. A sério.
Enfim, temos namoro pegado para os próximos tempos, como está bom de vez.
Fiquei fã e que ultimamente não quero outra coisa senão isto.
5 estrelas!
Para além das cores lindas, o que li e vi sobre elas pareciam ser de boa qualidade, versáteis, duradouras.
Esperei largos meses até que a marca fosse comercializada e depois comecei a chatear toda a gente para contribuir para a minha felicidade e ofertar-me semelhante objecto.
Tenho a sorte de ter um sócio conjugal atento às minhas pedinchices e esta beleza chegou no Natal.
Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que é o melhor produto de maquilhagem que tive até hoje e a melhor paleta de maquilhagem que já vi ( e atentai que tenho umas de óptima qualidade, umas oferecidas, outras que me custaram um rim).
A qualidade é para lá de excelente.
Apesar de esfarelar um pouco quando se passa o pincel, nenhuma destas sombras tem fallout. Nenhuma.
Nem mesma a preta.
A pigmentação é extraordinária, sendo provavelmente das poucas sombras que são exactamente iguais na pele ao que são na paleta (desculpa, Urban Decay...), mas mesmo assim são fáceis de esfumar e ficam com efeito dégradée demasiado perfeito para ser verdade.
As sombras mates são mesmo mates, sem ponta de brilho. As sombras brilhantes são mesmo brilhantes e não, não são de glitter, são mesmo pigmentos prensados, suficiente para fazer a diferença entre um produto sofrível e um produto diferente de tudo o que já se viu.
Estas sombras atingem o seu expoente máximo quando aplicadas com os dedos (onde é que isto já se viu, senhores?!) e há uma delas que é meia-molhada-meia-seca, se é que faz algum sentido e é perfeita no acabamento.Todas as cores combinam entre si, não há nenhuma que destoe nem nenhuma combinação que não possa ser feita. Quer se queira seguir das dicas da própria Huda (ou do resto da internet que experimentou isto), quer se queira inventar, não há muita margem de erro, as cores são tão bonitas que nem que seja uma só fica poderosa e diferente de todas as outras.
É possível, com estas cores, criar uma maquilhagem muitíssimo elaborada como é também possível usá-las num look de dia-a-dia, misturando algumas sombras para um efeito mais discreto. São, portanto, do mais versátil que há.
Claro que não é um produto isento de mácula.
O facto de esfarelar confere à sombra uma longevidade limitada, gastando-se mais rapidamente que outras do mesmo segmento.
Por serem extremamente pigmentadas e com cores muito fortes, não é muito indicada a principiantes; esfumam bem, mas ainda é preciso alguma técnica para depositar a cor ao invés de a arrastar, sob pena de tudo se transformar num imensa bola de fogo pelo rosto inteiro. Também o leque de cores não será muito adequado para quem goste de cores mais neutras ou que aprecie um look mais natural.
O preço não é propriamente baixo (cerca de € 66,00), mas não considero propriamente um facto negativo porque vale cada cêntimo. A sério.
Enfim, temos namoro pegado para os próximos tempos, como está bom de vez.
Fiquei fã e que ultimamente não quero outra coisa senão isto.
5 estrelas!
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Posição Doutrinária
Já Disse Que Odeio Janeiro?
Parece que o Natal foi há décadas, que a Passagem de Ano nem existiu e ainda vamos a meio deste mês de merda, que não tem fim, não tem cor nem propósito.
O que é que acontece em Janeiro? Normalmente só miséria e inverno.
O que é que se passa em Janeiro? Habitualmente nada que possa ter relevo.
Quando é que Janeiro acaba? Por este andar, lá para Maio.
Porra, que é demais.
O que é que acontece em Janeiro? Normalmente só miséria e inverno.
O que é que se passa em Janeiro? Habitualmente nada que possa ter relevo.
Quando é que Janeiro acaba? Por este andar, lá para Maio.
Porra, que é demais.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Não Sei Se Me Apetece Viver Neste País
Parece que o inverno deu cabo dos neurónios das pessoas que habitam nesta bela terra à beira mar plantada.
Na última semana, só se tem ouvido falar de proliferação de ideias agressivas e atentatórias da democracia e da sociedade livre em geral.
Entrevistas a um nazi, criminoso condenado como mero "autor de declarações polémicas" num espaço sem direito ao contraditório e sem confrontação.
Políticos (?) que apelam à intolerância e à maldade nos seus eleitores, ao colocarem cartazes perguntando porque recebem alguns remunerações se "não fazem nada".
Psicólogos religiosos que organizam "curas" para a homossexualidade, formando autênticas seitas, muito ao estilo "american idiot".
O que é isto?
O que vem a ser isto?
Que raio de está a passar?
Onde é que andam todos com a cabeça?
Felizmente, ainda há vozes, e muitas, que se levantam contra esta proliferação de ignorância, intolerância, violência, falta de sentido cívico e falta de sensibilidade democrática.
No entanto, não é de ignorar estas manifestações, assobiando para o lado, fingindo que o populismo e a extrema-direita não chegam cá e que, portanto, não é problema nosso nem temos de facto motivos para nos preocuparmos com estas coisas, que estão lá bem longe.
Não estão.
Estão aqui, mesmo ao lado, à espreita, à espera de todos os silêncios e de todos os assobios para o lado para se infiltrarem, para obliterarem a tolerância e a sã convivência social, prontas para destruírem o que levou 44 anos a erguer. Porque é tão mais fácil ceder ao fácil, ao rápido e à prontidão de culpar os outros, os mais pequenos, os excluídos, pelos problemas estruturais da sociedade, ao invés de pensar e lutar para alterar o que possa estar errado. Porque é tão mais fácil debitar opiniões infundadas, factos falsos e rumores do que parar para pensar pela própria cabeça. Mas porque, essencialmente, é mais fácil querer obrigar os outros a viverem como queremos do que abrir a mente e colocar-se no lugar de outrem, sendo tolerante e inclusivo.
É preciso estar atento, denunciar, fazer ouvir uma voz de razoabilidade acima de toda a estupidez fácil, bacoca e inverdadeira.
É preciso não assobiar para o lado, indignar-se.
É preciso.
Sob pena de, um dia destes, isso voltar a não nos ser permitido.
Na última semana, só se tem ouvido falar de proliferação de ideias agressivas e atentatórias da democracia e da sociedade livre em geral.
Entrevistas a um nazi, criminoso condenado como mero "autor de declarações polémicas" num espaço sem direito ao contraditório e sem confrontação.
Políticos (?) que apelam à intolerância e à maldade nos seus eleitores, ao colocarem cartazes perguntando porque recebem alguns remunerações se "não fazem nada".
Psicólogos religiosos que organizam "curas" para a homossexualidade, formando autênticas seitas, muito ao estilo "american idiot".
O que é isto?
O que vem a ser isto?
Que raio de está a passar?
Onde é que andam todos com a cabeça?
Felizmente, ainda há vozes, e muitas, que se levantam contra esta proliferação de ignorância, intolerância, violência, falta de sentido cívico e falta de sensibilidade democrática.
No entanto, não é de ignorar estas manifestações, assobiando para o lado, fingindo que o populismo e a extrema-direita não chegam cá e que, portanto, não é problema nosso nem temos de facto motivos para nos preocuparmos com estas coisas, que estão lá bem longe.
Não estão.
Estão aqui, mesmo ao lado, à espreita, à espera de todos os silêncios e de todos os assobios para o lado para se infiltrarem, para obliterarem a tolerância e a sã convivência social, prontas para destruírem o que levou 44 anos a erguer. Porque é tão mais fácil ceder ao fácil, ao rápido e à prontidão de culpar os outros, os mais pequenos, os excluídos, pelos problemas estruturais da sociedade, ao invés de pensar e lutar para alterar o que possa estar errado. Porque é tão mais fácil debitar opiniões infundadas, factos falsos e rumores do que parar para pensar pela própria cabeça. Mas porque, essencialmente, é mais fácil querer obrigar os outros a viverem como queremos do que abrir a mente e colocar-se no lugar de outrem, sendo tolerante e inclusivo.
É preciso estar atento, denunciar, fazer ouvir uma voz de razoabilidade acima de toda a estupidez fácil, bacoca e inverdadeira.
É preciso não assobiar para o lado, indignar-se.
É preciso.
Sob pena de, um dia destes, isso voltar a não nos ser permitido.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Coisas Que Vejo Por Aí # 57
Descobri estas coisinhas por mero acaso.
Basicamente estavam em promoção (alerta pobreza) e tive muita fé que isto não transformasse a minha pele num alho-porro de alergias, o que felizmente não sucedeu.
Muito pelo contrário, aliás.
Fiquei agradavelmente surpreendida, é preciso dizer. A aplicação é fácil, não obstante a máscara ser em tecido. O resultado é, de facto, uma pele substancialmente mais hidratada, o que é visível logo após a aplicação.
Para barateza, não é nada mau. Se funciona comigo, que tenho pele de baixa qualidade, é coisa de relevo.
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Comentário Jurídico da Latrina,
Posição Doutrinária
Janeiro nem era Janeiro Sem Me Queixar Amargamente
Não será segredo para ninguém que odeio o mês de Janeiro (sim, escrevo à moda antiga, com letra maiúscula e tudo, e então?).
É tal e qual o peixe-espada: comprido e chato.
Está frio (mas ao menos não chove, é certo), está trânsito, há preguiça, a casa ainda está desarrumada com as bugigangas do Natal, os presentes desta quadra ainda espreitam fora dos seus lugares, há todo um milhão de merdas que ainda não está nos eixos.
Porém, o pior do mês de Janeiro é a oferta de saldos.
Não há tasco nenhum nesta terra que não tenha saldos, promoções, liquidações, ofertas, preços especiais. Tuuuuuudo o que é comerciante sabe muito bem como cativar o pobre e enfia-lhe pelos olhos dentro toda uma panóplia de coisas coloridas a preços da uva mijona.
O que é, diga-se, um descalabro total, porque uma pessoa nem se consegue concentrar devidamente nos produtos, só consegue olhar para os preços e para as pechinchas que representam.
É muito triste ser consumista.
É também um bocado triste ser pobre. De espírito, essencialmente.
É tal e qual o peixe-espada: comprido e chato.
Está frio (mas ao menos não chove, é certo), está trânsito, há preguiça, a casa ainda está desarrumada com as bugigangas do Natal, os presentes desta quadra ainda espreitam fora dos seus lugares, há todo um milhão de merdas que ainda não está nos eixos.
Porém, o pior do mês de Janeiro é a oferta de saldos.
Não há tasco nenhum nesta terra que não tenha saldos, promoções, liquidações, ofertas, preços especiais. Tuuuuuudo o que é comerciante sabe muito bem como cativar o pobre e enfia-lhe pelos olhos dentro toda uma panóplia de coisas coloridas a preços da uva mijona.
O que é, diga-se, um descalabro total, porque uma pessoa nem se consegue concentrar devidamente nos produtos, só consegue olhar para os preços e para as pechinchas que representam.
É muito triste ser consumista.
É também um bocado triste ser pobre. De espírito, essencialmente.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Coisas que vejo por Aí # 56
Na senda das coisas que não interessam a ninguém a não ser a mim, devo dizer que esta belezura, não sendo nada de extraordinário, surpreende pela durabilidade.
Tenho-a, à vontade, desde maio (!) e até agora, que está em fim de vida, não secou nem perdeu capacidades. Não é, no entanto, nada fora de série nem é melhor que nenhuma da sua gama. Dá volume, sim, mas nada a que a Maybelline não tenha habituado e a escova agarra demasiado produto, o que é muitíssimo propicio a acidentes com borradelas.
Não obstante, é uma máscara fiável e uma compra sempre segura.
Muito satisfatório, vá.
Benfica x Rio Ave
Pois que ontem fui à bola e apreciei sobremaneira.
Tirando os primeiros vinte minutos em que jogámos mal como as casas, sofremos dois golos e não concretizámos um passe, foi tudo excelente, desde o ambiente naquela casa rubra, cheia que nem um ovo, até à bifana na rua, no meio do frio.
Nada Mais que Isto
Envergonha-me até à 15ª geração que unicamente por causa de audiências de um programa da manhã (que se leia e se interiorize o ridículo - programa da manhã...!) se mostrem branqueamento de crimes e de criminosos.
Chega de estupidez, pode ser?
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
'Xau, Vitória
Tardou, mas foi.
Só se lamenta ser após levarmos dois secos (por auto-culpa, segundo parece) naquela bela terra de Portimão.
Só se lamenta ser após levarmos dois secos (por auto-culpa, segundo parece) naquela bela terra de Portimão.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Bem Vindo, 2019
Gostava imenso de saber o que é que há de tão urgente para fazer neste início de 2019 que me obrigue a vir trabalhar dois miseráveis dias...
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
Balancete do Costume
Nem vale a pena tecer qualquer comentários acerca da rapidez com que este ano passou, porque rapidamente chagamos à conclusão de que acabámos, afinal, de entrar em 2018, que ainda foi ontem, que o tempo não pára, que estamos velhos e não tarda nada estamos a saltar de uma ponte, tamanho o desgosto.
Este ano não foi nada mau, é preciso dizê-lo.
Fui feliz, satisfeita, tive trabalho, saúde, família, amigos.
Li coisas óptimas, vi filmes e séries excelentes, enfardei como uma abadessa em diversas ocasiões.
Porém, este 2018, até agora (é preciso fazer a ressalva) deve ter sido o primeiro em muitos anos que não tive que me despedir de pessoas que me eram queridas, o que já não acontecia há longos anos.
E isso, para mim, é uma vitória.
Só posso desejar que 2019 seja igual.
Este ano não foi nada mau, é preciso dizê-lo.
Fui feliz, satisfeita, tive trabalho, saúde, família, amigos.
Li coisas óptimas, vi filmes e séries excelentes, enfardei como uma abadessa em diversas ocasiões.
Porém, este 2018, até agora (é preciso fazer a ressalva) deve ter sido o primeiro em muitos anos que não tive que me despedir de pessoas que me eram queridas, o que já não acontecia há longos anos.
E isso, para mim, é uma vitória.
Só posso desejar que 2019 seja igual.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
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