quarta-feira, 17 de abril de 2019

Tão Isto




A Páscoa não começa sem que se enfarde o primeiro ovo de chocolate.
Portanto, só começa agora.

Bom Demais Para Não Partilhar

terça-feira, 9 de abril de 2019

Meanwhile In Ergástulo - Parte Décima Nona

Neste sítio do demo, há, nada mais, nada menos, que 4 casas-de-banho, duas a cada ponta do escritório.
Obviamente, o proletariado, para despachar a coisa e  não perder meio ano com as calças na mão e cu sentado na pia, serve-se da latrina que estiver mais próxima do seu gabinete.

A não ser que vá cagar, porque, nesse caso, vão à casa-de-banho mais longe, para não se darem à morte.

Digo eu, depois de longa observação, já que claramente parece que não tenho o que fazer.



Foi aqui que vim parar.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Esta semana, tive a (in)felicidade de encontrar a minha antiga entidade patronal num qualquer tribunal desta ilustre comarca da metrópole.

Vinha com a sua nova prole, uma pobre miúda, verdinha até na pele, que foi apresentada como a minha estagiária. Sem qualquer laivo de personalidade própria, como está bom de ver.

Depois dos cumprimentos da praxe, vira-se para a moça e, referindo-se à minha pessoa, diz-lhe: "Está a ver aqueles processos todos mal feitos que estão para lá no escritório? Foi esta senhora que os fez."


Devia ter-lhe, nessa altura dito, que o tempo dele de lançar bocas ordinárias e de me espezinhar já tinha acabado, que era por causa daquela conduta miserável que toda a gente que trabalhava com ele o tinha deixado, que por causa da maldade intrínseca e da falta de calor humano tinha uma sociedade que destruiu e que agora estava fadado a trabalhar sozinho, como um reles advogado de vão de escada, coisa que criticou durante anos e alto e bom som.



Mas, feita estúpida, não fiz nada disso.
Limitei-me a rir e a simular pressa, que tinha mais que fazer.

Mas arrependi-me de não ter dito nada.
Porque agora ando a remoer estas merdas e nunca mais tenho sossego interno.



Merda para mim.

Ai Sim?

Um destes dias, feita ursa, deixei o telemóvel em casa, com a pressa de sair e chegar a horas aos sítios, coisa muito comum nos seres humanos assalariados.

Como o mundo foi evoluindo, nada se faz se não se tiver um telemóvel à mão.
E não, não se trata somente de não saber o que se faz com as mãos quando se está parado, é mesmo uma necessidade básica. Por exemplo, já não se pode usar confortavelmente o homebanking de certas instituições bancárias porque o sucesso de uma transacção depende da inserção de um código enviado, através de sms, para o dito telemóvel.


Isto tudo para dizer que precisei de pagar umas contas e não consegui usar o homebanking porque deixei a porra do telefone em casa.

Então tive que usar a porra de um multibanco.

E fazer a triste figura que passo a vida a maldizer, de uma autêntica idosa a pagar 20 contas na máquina e a deixar atrás de si uma fila interminável de pessoas que bufam e desesperam.


No fim, a pagar uma conta qualquer, saiu-me, disparada pela boca fora, qual velha sem filtro, um eloquentíssimo "que gatunagem esta". Só para depois me arrepender de o ter dito em voz alta, já que estava atrás de mim uma senhora que, ouvindo a estupidez, se começa a rir sozinha.

E assim acaba a minha dignidade e moral para falar dos velhos, dado que cada vez mais, sou um deles.



Não há salvação para mim.

E você?

domingo, 31 de março de 2019

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve


Este senhor sabe cativar o leitor, disso não haja qualquer dúvida. Sabe aguçar a curiosidade e deixar a salivar por mais pormenores, por mais história, por mais desenvolvimentos.
Tal como fez nos livros da história principal, fê-lo aqui com grande mestria.
As personagens podiam, no entanto, ter nomes não tão iguais entre si, o que propicia a confusão, mas o conteúdo é tão bom que que se esquece desse pormenor.

Muito bom.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Eu, viciada nestes senhores me confesso, há dias que esperava pelo lançamento da nova música. Andava sempre aos pulinhos entre o Youtube e a página oficial para ver havia novidades.
Maneiras que ontem, às 17h em ponto, estive a ver em directo o lançamento do video da novíssima música, que faz parte do álbum que sai a 17 de Maio.
(sim, não tenho nada para fazer; não, não tenho vergonha)


Há que dizer, com toda a franqueza e sinceridade: estes rapazes nunca me desiludem. 
Nunca.
Jamais.
Sabem sempre o que fazer, que rumo tomar, que portas abrir. Nunca tropeçam, nunca saem do eixo, nunca fazem coisas sem qualidade.
Não foi diferente, desta vez.
A sonoridade é fresca e, ainda assim, soa a clássico Rammstein. O video é polémico, como todos os outros que fizeram até agora. Promete um álbum intenso e cheio de música divina.



segunda-feira, 25 de março de 2019

Não se Admite

A falta de vergonha da judicatura em atacar-me de forma tão violenta e tão cretina que me deixa sem tempo para escrevinhar aqui umas baboseiras.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve





Oferenda de aniversário, foi dos maiores privilégios que tive oportunidade de passar os olhos.

Tinha lido o livro há muitos anos e agora revivi a história, com ilustrações magníficas e extremamente enternecedoras.

Vale muito a pena. Pela história, pelo simbolismo, pela mensagem.


Muito bom. 

Leitura Nº ... Qualquer Coisa Serve


Esperava mais, honestamente.
Esperava mais pormenores sumarentos, mais histórias reais.
Esperava um bocadinho mais de estudo quanto à presença de algumas destas instituições noutros países que não somente França e Estado Unidos.

O capítulo dedicado à Carbonária é extraordinariamente pobre e nem sequer menciona a importância desta agremiação na história recente portuguesa, nomeadamente no seu envolvimento no assassinato de D. Carlos e da Implantação da República.
Quanto a este último acontecimento, também o papel da Maçonaria Portuguesa é completamente arredado, como se nunca tivesse existido.
O que é uma pena. Compreendo, porém, que os países periféricos não tenham tanto interesse para serem mencionados em livros de grande tiragem europeia.
Também as imagens que acompanham o livro nada têm que ver com o que lá é mencionado, revelando mais enchimento de chouriços que ilustração de obra.

O capítulo dedicado à Máfia é, no entanto, extraordinário, de uma nitidez de palavras dignas de um argumento de um filme. É, sem dúvida, a melhor parte do livro.

Razoável, apenas.

Cinema Nº ... Coiso

Confétis para quem, como eu não ia ao cinema há mais de 6 meses!
Tenho uma vergonha imensa de escrever isto, mas enfim.



Estava à espera de um campeonato de porrada com esta escolha, mas enganei-me redondamente.
Não é que não seja uma filme de ação, que é, mas tem uns laivos de humor que lhe dão uma graça fora do comum, bem como as interpretações, a fotografia e a realização, que estão igualmente fora do vulgar.
É sempre bom voltar ao cinema para ter surpresas destas.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Dia Internacional da Mulher

Este dia não era suposto ser celebrado.

Não era suposto ser necessário assinalá-lo.

Não era suposto ser necessário falarmos da igualdade de género, não era suposto precisarmos de rever as nossas condutas, de reeducar filhos e pais, não era suposto precisarmos de nos relembrar que ainda há gente a ser discriminada pelo simples facto de ser mulher.


Era, sim, suposto termos uma sociedade igualitária em todos os quadrantes.
Era suposto ganharmos o mesmo salário para funções iguais, era suposto fazermos todos as mesmas tarefas domésticas, era suposto não haver violência de género, era suposto tratarmo-nos todos como aquilo que somos: pessoas.


Ultimamente, tenho sentido muita vergonha de viver neste país.

Tenho observado e presenciado comportamentos que demonstram que mais não somos que umas criaturas pré-históricas.

Todos os dias, de há uns meses para cá, tenho ouvido os meus compatriotas que, ao saberem de noticias sobre violações e assedio sexual a mulheres, têm como primeiro impulso culpabilizar essas mulheres, apelidando-as de oferecidas (e outras coisas menos doces), que se puseram a jeito, que estavam mesmo a pedi-las, que não podem vestir roupa provocante se não querem ser violadas.  Ou seja, desculpabilizando o criminoso em detrimento da própria vitima.

Tenho ouvido os meus compatriotas muito condoídos com as mortes de 12 mulheres em 2 meses, todas em contexto de violência doméstica, mas a fazerem zero denúncias e a assobiarem para o lado (assobiar para o lado é equivalente a aplicação de pena disciplinar de advertência) quando há um juiz a debitar a Bíblia em acórdãos para justificar e desculpabilizar agressões a mulheres.

Tenho ouvido os meus compatriotas a queixarem-se amargamente das coisas que agora inventam, que agora já não se pode dizer nem fazer nada, coisas inocentes como piropos e aquelas doçuras que se ouvem quando se vai na rua e se passa por um bando de orangotangos, que é sempre agradável, que se levantam logo ondas de indignação.

Tenho ouvido os meus compatriotas a insultarem pessoas que pertencem a associações feministas, como se o facto de lhes chamarem histéricas, esganiçadas e lambedoras de sei-lá-o-quê fosse mais que suficiente para lhes acabar com os argumentos mais que válidos.


Tenho assistido a estes comportamentos completamente boquiaberta, à espera que pare tudo e alguém grite de um dos lados: "é para os apanhados!".
Mas, desafortunadamente, esse grito não vem.

Isto está mesmo a acontecer.


Esta sociedade, sob uma capa de progressista e moderna, trata as mulheres como um ser inferior.


Um ser que ganha menos, que trabalha mais em tarefas domésticas, que trata mais dos filhos.

Um ser inferior que não pode andar na rua como quer porque senão corre o risco de ser violentada e aí, é bem feita.

Um ser inferior que não pode defender os seus direitos, nem bater o pé, nem indignar-se com a discriminação que é logo histérica, burra, comunista, arrivista, esganiçada, feminista, lambareira.

Um ser inferior que faz 1000 queixas de violência doméstica e mesmo assim acaba morta numa valeta porque ninguém a ouviu.

Um ser inferior que é discriminado pelas do seu próprio género porque a educação que teve e a consciência colectiva, mesmo que inconscientemente, está presente e diz: o homem é dominante.



Este é o século XXI que temos. O século XXI a que temos direito. Um século XXI mergulhado nas trevas, com toda a gente a indignar-se muito mas inconscientemente a pensar e a agir contra a igualdade.

Tenho sentido não só vergonha de todos estes comportamentos, mas também um outro sentimento nasceu em mim, um sentimento bem mais básico: medo.
Passei a ter medo que, caso me aconteça alguma coisa e seja eu vítima de violência, qualquer que seja, por ser mulher, vai toda a gente tratar-me de maneira diferente e assobiar para o lado.

Creio que é chegada a altura de mudarmos este padrão de comportamento.

Chegou a altura de dizer basta a este clima de diferenciação.


Temos 10.000 anos de evolução em cima; vamos continuar a viver na pré-história? Vamos continuar a tratar-nos como seres humanos de primeira e de segunda? Vamos continuar a tolerar as pequenas coisas que fazem a diferenciação negativa entre homens e mulheres? Vamos continuar a viver nesta neblina de medo e discriminação?

Ou vamos fazer a diferença, mudando comportamentos, mudando mentalidades, educando os nossos filhos para a igualdade e o progresso, censurando comportamentos misóginos, criticando activamente discriminação de género, batendo o pé e recusando rótulos?

Um dia, o dia de hoje vai ser um dia como outro qualquer.
Até lá, temos um longo caminho a percorrer.
Que se comece hoje.



quinta-feira, 7 de março de 2019

Salvem o Neto

Quem já jogou 548962 vezes o jogo das mocas com pregos, cus e cagalhões, ponha o dedo no ar!!

Entretanto, Fiquei Mais Velha



E foi um dia maravilhoso.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Oitava

Sou a única avestruz neste prédio a vir trabalhar à Segunda-Feira de Carnaval.

Tudo porque o patronato é fuinha


Foi aqui que vim parar.

E Nada Mais Interessa


Conan Osíris

É oficial: o Conan Osíris será o representante português na Eurovisão.

Honestamente, não percebo a celeuma. O rapaz tem aquele estilo estouvado e tal estilo reflecte-se na música. Mas não é caso para se rasgar as vestes, tamanha a indignação.


Para já, há que ter em conta que, salvo raras excepções, os outros concorrentes eram muito fraquinhos. Até estou admirada como é que não concorreram fadinhos tristes e fadinhos contentes, como foi nosso apanágio durante tanto tempo...


Depois, há que ter em consideração que tudo o que é estranho ou diferente demora a ser aceite pelas mentes iluminadas que habitam nesta terra.
Aqui, tudo se acha a sumidade da abertura mental e do progressismo, mas não conseguem apagar da memória a Sô-Dóna-Simóne que tão bem cantou no tempo em que a Eurovisão tinha uma orquestra e aquilo é que era.

No fundo, muito como se passa hoje em dia nos restantes quadrantes da sociedade: não somos nada racistas, mas não gostamos lá muito de pretos e ciganos.
Não temos nada contra homossexuais, mas preferíamos uma doença terminal a que um filho nosso gostasse de pilinha.
Achamos que a violência domestica é um flagelo, mas nem pestanejamos com o facto de a um certo juiz desembargador ser aplicada uma pena disciplinar de advertência por debitar nos seus acórdãos alarvidades dignas da Idade Média no que à dignidade da mulher diz respeito.

Somos mesmo assim: pequeninos, mesquinhos, atrasadinhos, embora nos achemos boas pessoas, que no fundo é isso que interessa e que deus-noss-senhor-nos-abençoe ou uma porra qualquer.


E, sendo isto assim para tudo, porque é que haveria de se diferente no festival da Canção?

Não adoro o rapaz nem a música dele, mas reconheço-lhe graça e expressividade. E prefiro mil vezes o Conan do que a música pimba que levámos DUAS VEZES à Eurovisão, que nos devia ter enchido de vergonha até à 15ª geração, mas disso ninguém fala.


Além disso e, meus amores, esta é a parte mais relevante: é um concurso de música. Nunca ninguém quer saber disto, e agora está tudo muito indignado??

Vão-se lavar por baixo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Não Sei Se Ria, Se Chore...

Confesso-me baralhada...

ISTO é suposto ser um texto irónico e, portanto, satírico à visão do antigamente ou é mesmo a sério?!

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 66




Ou muito me engano, ou "tá rolando um lóvi" entre estas duas avestruzes...

Ele é olhares meigos no filme, ele é surpresas nos concertos da moça, ele é este clima de romance em plena festa dos Oscars.
Não sei, não... Parece-vos encenação?
É que à minha pessoa não parece nada.
Ah e tal, mas a Irina é bem boa e a Lady Gaga não tem nada para competir com ela. Sim, meus amores, até parece que o figurino é alguma coisa comparado com a química...
Parece-me que a Irina está aqui está com as malinhas à porta porque Lady Gaga está a conquistar terreno como gente grande.


Mas isso sou só eu, que não percebo nada de nada e só mando uns bitaites de vez em quando.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Massive Attack em Lisboa



Aqui há dias fui ver estes senhores e adorei.
Mesmo.
Não era muito fã da banda, conhecia alguns trabalhos, mas nada de muito exaustivo. Ficava-me pelo lendário Teardrop e pouco mais.
Porém, ao vivo é outra história.
São magníficos, apesar de não dirigirem uma única palavra ao público. O espectáculo é muito visual, que acompanha a música na perfeição e faz do concerto uma coisa de outra dimensão, com um som absolutamente tremendo e cru.
Muito bom.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Hoje É Um Dia Que Promete

Perdi os meus cigarros, sabe-se lá onde e de que forma. Já não bastava gastar dinheiro em coisas que matam, agora também há que gastar dinheiro duas vezes, o que é óptimo.

Rasguei as calças, como dizia a minha avó, no entre-pernas. Alcei uma perna para enrolar a bainha e eis que se ouve um mini-rugido e surgem duas bocas abertas nas coxas. O que é sinónimo da pouca qualidade do tecido, não tem nada que ver com gordura localizada, como está bom de ver.

Pensando que tinha trazido um bom almoço, às quatro da tarde estou esganada de fome.

Os meus colegas andam numa competição para quem me mata do coração primeiro, com os seus passinhos de gato, chegando de mansinho e pregando-me ao chão, tamanho os sustos que tenho apanhado com estes borregos a aproximarem-se sem aviso prévio.

O meu cabelo anda tão esquisito, tão estúpido e tão merdas, voando por todos os lados, que me dói a raiz das mudanças constantes de direcção, que é a dor mais estúpida de sempre.




E só são agora quatro e meia; nem imagino o que vem por aí.

Na Senda das Parvoíces Que Me Fazem Rir


Todos os Exemplos Neste Texto Foram Presenciados pela Autora - A Maior Parte Deles, Todos os Dias



Quem comigo habitualmente convive, sabe que tenho a imensa vontade de, um dia que venha a ser Primeira-Ministra, de obrigar os idosos a saírem à rua somente das 12h às 16h e, desta forma, desembaraçar a circulação, permitindo à população ativa governar a sua vida sem atrasos nem perdas de tempo em filas intermináveis porque há um velho a pagar 20 contas do multibanco ou porque foi comprar duas latas de atum e agora não consegue encontrar os cupões de desconto e por isso toca de esvaziar o porta-moedas e procurar calmamente enquanto toda a gente bufa.

Sim, já sei, um dia também serei velha (se tiver sorte). Os meus pais também serão velhos.
Calha a todos, bem sei.

Não vou ser diferente destes velhos que andam na rua a molengar e a fazer asneiras, chateando de morte toda a gente com o seu vagar imenso.
Vou, com certeza, levantar-me às 6 da manhã para ir onde toda a gente que tem que ir trabalhar também precisa de ir.
Vou andar a 20 km/h na estrada quando toda a gente precisa de se despachar para o trabalho.
Vou abrir as asas em frente a um expositor numa loja e mais ninguém vai poder ver nada, porque estou lá a ocupar tudo.
Vou mandar para trás uma meia de leite que não está quente o suficiente.
Irei às compras com o meu esposo e vou resmungar que ele se esquece de tudo o que o mandei comprar, enquanto me esqueço de levar sacos para levar as compras.
Vou fazer isso tudo, bem sei, se chegar a velha.

Até lá, enquanto sou mais ou menos jovem, os velhos são sinónimo de bufar enquanto se espera e, por isso, resmungo.
Como uma velha.

Fod*-Te, Desocupada Dum Raio



Lido Numa Qualquer Rede Social:



"Sinto-me indignada. Hoje a tarde andei cerca de 2h a procura de uma pastelaria mais a minha família para podermos lanchar e estava tudo bastante cheio... Mas até ai tudo bem... Boa sorte para os estabelecimentos... Mas o que me indignou foi ver que havia lá gente que vai para as pastelarias quer seja com os computadores ou fazer sopa de letras,ler o jornal da semana passada, ou apenas mecher no telemóvel e assim ocupar uma mesa de 4 pessoas toda a tarde.... Essa gente não tem família para visitar?? Não tem nada pra fazer em casa?? E antes que comecem a criticar, sim eu presenciei que muitos deles apenas tomaram um café e ali ficaram ocupando espaço e fazendo com que crianças e idosos tivessem de lanchar em pé... Mais respeito gente... Se não tem movimento tudo bem, agora qual a necessidade de estar em um estabelecimento todo dia a ocupar lugar?? É que isso acaba por prejudicar o estabelecimento porque as pessoas vêem que não tem lugar e vão embora... Pensem bem nisso..."





Portanto, já não se pode passar a tarde a borregar num qualquer café que vem logo o exército da estupidez pôr de fora as suas garras.


Já descorri longamente sobre o que penso das pessoas que se dedicam a comentar publicações na internet.

Já sei o que a casa gasta e quando tenho o azar de ler, ainda que de fugida, alguma coisa que estas ilustres mentes escrevem, não consigo deixar de me espantar.



Quem é que perde tempo com coisas destas?

Quem é que se indigna com o que não tem indignação?

Quem é que é assim tão miúdinho?



Era tão mais fácil ceder à tentação de utilizar apenas vernáculo neste texto... Mas será melhor não, que isso já eu faço todos os dias e depois torna-se demasiado repetitivo.


É mais deixar no ar as mesmas questões que esta criatura deixou: se a senhora tivesse família para visitar, certamente não tinha tempo de estar a chatear com o facto das pessoas andarem na vida delas, em cafés e esplanadas, a fazerem o que bens lhe apetece.

Poderia perguntar-se à senhora se também ela não tem nada para fazer em casa.

Ou, ainda, perguntar-lhe se não tem comida em casa e se terá efetiva necessidade de andar a gastar dinheiro em lanches na rua. Porque se é para nos estarmos a meter na vida dos outros como se fossemos donos do pedaço, aos menos que o façamos com profundidade. Coisas pela rama é que não.



Não, isso é demasiado estúpido e apenas enuncia a gigantesca perda de tempo que é discutir ou fazer ver a realidade a quem, coitado, não tem dois neurónios pensantes.


Não vale a pena gastar latim a explicar o civismo a quem não o aprendeu na escola ou em casa na tenra infância.

Não vale a pena debater com quem se acha dono de tudo e não sabe viver em comunidade.

Não vale a pena dizer o que quer que seja a gente que perde tempo a comentar idiotices sobre os comportamentos normais das outras pessoas.

Já agora, também não vale a pena perder dois míseros minutos com quem, até para expressar boçalidades, não o sabe fazer sem dar 50 erros ortográficos a cada 40 palavras.



Portanto, voltem ao título, por favor.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Uma pessoa abre o jornal, liga a televisão, abre qualquer app de rede social e só se vê miséria, morte, desgraça, tragédia.

Por isso, desviemos a atenção da tristeza com música:

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Sétima

O patronato nesta casa anda louco, como é possível concluir do estudo superficial de episódios recentes.

Hoje, aquele que manda mais chamou-me para me entregar um processo que queria que tratasse.
Um processo cheio de merda, para falar bem e depressa, com mais pontas soltas que cabelos meus ao vento, com documentos desirmanados e porcaria tanta que dava para encher uma fossa séptica.

No entanto, o sentido de humor daquela múmia que habitualmente nem existe, estava em alta.

Com um sorriso desmesurado, passou-se a pasta para a mão, dizendo:

 - Toma, desembrulha!, enquanto mandava para o ar a sua gargalhada característica.






Foi aqui que vim parar.

Meanwhile in Esgástulo - Parte Décima Sexta

Aqui há dias, estava todo o povão desta casa a almoçar na sala da copa quando entra a segunda figura do patronato.

 - O que é que estão a comer, que cheira tão bem?, grita para o ar com ar de louco demasiado bem disposto, como se tivesse acabado de empoar o nariz.

E vá de enfiar - e isto é literal, não é exagero - o nariz em cada um dos pratos, tecendo todo o tipo de comentários agradáveis sobre as iguarias em cima da mesa.

Antes de ir embora, completamente estouvado pelo próprio entusiasmo, remata: Essa comida que vocês trazem, é toda confeccionada domesticamente, não é? (Não, filho, todos os dias vamos buscar comida à fábrica, a confecção é puramente industrial.)


Voltámos, portanto, ao tempo das girafas em lingerie, ficando todos aturdidos com a bizarria que acabámos de assistir.






Foi aqui que vim parar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Esta já é a 5ª semana deste longo mês de merda.
5ª semana, meus caros.
E ainda faltam DOIS DIAS para esta porcaria ter fim. E o dia de hoje ainda nem vai a meio.

Bolas, ninguém merece...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Coisas Que Vejo por Aí # 61

Sinto que precisava de uma banda sonora grandiosa qualquer a aparecer enquanto escrevo estas linhas. Género, canto angelical ou, quem sabe, um Te Deum.

Tudo, meus caros, porque descobri a pólvora no que à aplicação de maquilhagem diz respeito.

Há uns tempos, depois de ter visto alguns reviews e tutoriais por esse Youtube fora, fiquei verdadeiramente impressionada com isto:

Isto é uma esponja de maquilhagem de microfibra aveludada que promete um acabamento rápido, sem absorver muito os produtos líquidos, versátil e barato, da Juno & Co.

Sendo pouco adepta de esponjas e preferindo milhões de vezes os pincéis, fiquei céptica que este produto fosse assim tão bom.

No entanto, sou uma maria-vai-com-as-outras e estando já há algum tempo à procura de um esponja que não custasse € 20,00 e durasse dois meses, achei que era boa ideia mandar vir umas coisas destas lá das Américas.

Depois de alguns dias de espera (parece que apanhei o tráfego intenso do Ano Novo e por isso demorou mais um pouco que o habitual), lá me chegou a encomenda.


Devo dizer que li cuidadosamente as instruções da embalagem e que vi (e revi) muitos tutoriais e opiniões que correm por essa internet fora sobre este produto.

Que é, diga-se, absolutamente FAN-TÁS-TI-CO.


Basta molhar em água corrente uns segundos (e espremer, obviamente) e esta coisa cresce como se fosse um cogumelo. Fica fofinha, grande e maleável, pronta a utilizar.
Depois é só aplicar o produto (no rosto ou na esponja, conforme a preferência, embora no livro de instruções diga que é preferível aplicar directamente no rosto, mas eu não quero e quem manda sou eu e aplico na esponja e mai' nada) e avançar com o espalhamento com leves batidas (experimentem arrastar uma base líquida na pele com a esponja, para ver o resultado...).

A base rende imenso com esta esponja. Porque o material não absorve tanto como uma esponja tradicional e permite uma aplicação uniforme, não se gasta tanto, sendo muito mais económico que aplicar com pincel.

O acabamento é mais acetinado e mais perfeito, já que não tem o problema da marcação das cerdas do pincel na pele.

Não se suja por aí além, nem mancha, estando pronta para mais rondas assim que se enche de água e espreme.

As diferentes faces permitem a aplicação de vários produtos que não somente a base. Costumo utilizar a parte de baixo (recta) para a base, a parte pontiaguda para o corrector de olheiras e para o pó solto e a parte redondinha para espalhar o corretor de cor (aquele que tem várias cores para tapar cada imperfeição, estilo roda dos alimentos).

Para todas estas aplicações, a Juno porta-se lindamente, sempre com o mesmo acabamento natural e acetinado.

Uma base com cobertura média é potenciada com esta esponja. Uma base com cobertura total fica imaculada quando aplicada com esta pequena nuvem.

Tenho a sensação que a maquilhagem me dura mais quando a aplico com a esponja e que deixa a pele muitíssimo suave.
Não faz abrir a base nem deixa marcas na pele. Tem também outros formatos para todo o tipo de aplicações e funções, se bem que acho desnecessário porque coisinha mais versátil que isto, não há.

O preço? 6 míseros dólares por uma coisa tão maravilhosa (arrota, Beautyblender!). Claro que há que contar com os portes de envio, que não são propriamente baratos (cerca de 9 dólares), portanto compensa comprar em quantidade (que foi o que fiz, by the way).


É, portanto, assim uma coisa fora de série e estou severamente tentada em encomendar para aí umas 500 para poder encher uma banheira com isto e enfiar-me lá dentro a delirar.


Obviamente que também tem alguns pontos negativos, como sejam, o facto de não ser perfeita na aplicação de pó solto quando está molhada (creio que para esta aplicação será melhor utilizar a esponja seca), ou ser necessário insistir na aplicação em zonas com relevo (olhos, nariz) e não chegar a secar de um dia para o outro. No entanto, creio que os pontos negativos são batidos, de longe, por todas as vantagens que este milagre aveludado comporta.


Revolucionou a forma como aplico a maquilhagem e faz a diferença entre chegar ao fim do dia com cara de quem andou na horta a cavar com a testa e ter um ar decente.

Para lá de excelente!



 Estou profundamente convicta que esta é das melhores músicas de 'dor de corno' alguma vez feitas.

Coisas Que Vejo Por Aí # 60



Pela primeira vez em muito, muito tempo, dei de caras com um primer de olhos que cumpre aquilo que promete.

Para quem, como eu, que sofre de produção anormal de sebinho nas pálpebras, encontrar um primer que controle este flagelo é uma demanda sem fim à vista. 
Encontrar um primer que, ao mesmo tempo que não deixa que os olhos pareçam o papel que seca as batatas fritas, ainda potencia a cor, dando-lhe uma base estável, é praticamente tarefa impossível.

Ora, quando se encontra um produto que faz exactamente isso, é coisa digna de celebração.

Quem diria que esta coisa minúscula seria uma poção tão forte e tão potente?!


E o preço? O preço é outro 'alerta pobreza': € 3,49.

O que é que se pode querer mais?

Coisas Que Vejo por Aí # 59

Seguem-se uma série de posts dedicados a coisas absolutamente fúteis e que não interessam ponta de um chaveiro, mas que descobri recentemente e que me trouxeram alegria e histerismo até mais não.


Começando por isto:


Esta maravilha não só é estupenda no preço (regularmente, custa € 9,90, mas comprei a € 7,49; alerta pobreza!), mas principalmente é estupenda no desempenho.
É dos casos em que a publicidade, como a que consta na imagem, é mesmo verdadeira.
Uma só passagem deixa as pestanas com uma curvatura digna de uma montanha russa e com um volume visível a 500 metros de distancia.

Não deixa resíduos.
Não borra.
A escova não arrasta demasiado produto.
As pestanas não ficam demasiado rígidas.

É um pouco difícil de remover, no entanto, mas, para além de ser expectável num produto deste segmento, não é nada que uma água micelar/desmaquilhante bifásico não resolva num instante.


Excelente!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Por causa deste filme, nunca mais, mas NUNCA MAIS mesmo, vejo filmes de super heróis.
Fiquei tão triste, tão desgostosa.
Uma valente merda de filme, é o que é.
Tirando isso, a interpretação de Hugh Jackman é qualquer coisa.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve

Outra oferenda natalícia que me deixou felicíssima.

A Mafalda fez parte da minha infância, desde que me compraram alguns livros e, depois, a primeira edição portuguesa de Toda a Mafalda. Que ainda hoje tenho, algures na casa dos meus pais, toda esfrangalhada, rabiscada e sem capa, amostra do tratamento carinhoso que lhe dei de todas as vezes que o li, que foram mesmo muitas.

Portanto, receber esta edição especial comemorativa dos 50 anos do personagem mais contestatário de sempre foi uma alegria imensa, que me levou às lágrimas.

Li tudo de uma assentada, revivendo memórias de infância e revisitando o sarcasmo e argúcia desta miúda que via os problemas do mundo de forma mais realista e crua que muitos adultos.
Foi, portanto, um prazer para os olhos e para a alma.

Não deixo, no entanto, de notar que das antigas edições da D. Quixote para esta nova, da Verbo, houve, sabe-se lá porquê (embora consiga imaginar), necessidade de traduzir todas as tiras e lamentavelmente a tradução não foi a melhor, perdendo alguma graça e muitas vezes o próprio contexto. Fazendo, obviamente, a ressalva que provavelmente este é um comentário de uma aficionada que sabe as tiras quase todas de cor e portanto competir com a sabichanice que em mim habita é tarefa árdua.

Tirando isso, foi absolutamente divinal relembrar Mafalda.

Tal como ocorreu ao longo de muitos anos, vou revisitá-la muitas vezes daqui para a frente.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Coisas Que Vejo por Aí # 58

Praticamente desde que foram lançadas que andava a fazer olhinhos de carneiro mal morto às paletas da Huda Beauty.
Para além das cores lindas, o que li e vi sobre elas pareciam ser de boa qualidade, versáteis, duradouras.

Esperei largos meses até que a marca fosse comercializada e depois comecei a chatear toda a gente para contribuir para a minha felicidade e ofertar-me semelhante objecto.


Tenho a sorte de ter um sócio conjugal atento às minhas pedinchices e esta beleza chegou no Natal.

Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que é o melhor produto de maquilhagem que tive até hoje e a melhor paleta de maquilhagem que já vi ( e atentai que tenho umas de óptima qualidade, umas oferecidas, outras que me custaram um rim).

A qualidade é para lá de excelente.
Apesar de esfarelar um pouco quando se passa o pincel, nenhuma destas sombras tem fallout.  Nenhuma.
Nem mesma a preta.

A pigmentação é extraordinária, sendo provavelmente das poucas sombras que são exactamente iguais na pele ao que são na paleta (desculpa, Urban Decay...), mas mesmo assim são fáceis de esfumar e ficam com efeito dégradée demasiado perfeito para ser verdade.

As sombras mates são mesmo mates, sem ponta de brilho. As sombras brilhantes são mesmo brilhantes e não, não são de glitter, são mesmo pigmentos prensados, suficiente para fazer a diferença entre um produto sofrível e um produto diferente de tudo o que já se viu.

Estas sombras atingem o seu expoente máximo quando aplicadas com os dedos (onde é que isto já se viu, senhores?!) e há uma delas que é meia-molhada-meia-seca, se é que faz algum sentido e é perfeita no acabamento.

Todas as cores combinam entre si, não há nenhuma que destoe nem nenhuma combinação que não possa ser feita. Quer se queira seguir das dicas da própria Huda (ou do resto da internet que experimentou isto), quer se queira inventar, não há muita margem de erro, as cores são tão bonitas que nem que seja uma só fica poderosa e diferente de todas as outras.

É possível, com estas cores, criar uma maquilhagem muitíssimo elaborada como é também possível usá-las num look de dia-a-dia, misturando algumas sombras para um efeito mais discreto. São, portanto, do mais versátil que há.



Claro que não é um produto isento de mácula.

O facto de esfarelar confere à sombra uma longevidade limitada, gastando-se mais rapidamente que outras do mesmo segmento.

Por serem extremamente pigmentadas e com cores muito fortes, não é muito indicada a principiantes; esfumam bem, mas ainda é preciso alguma técnica para depositar a cor ao invés de a arrastar, sob pena de tudo se transformar num imensa bola de fogo pelo rosto inteiro. Também o leque de cores não será muito adequado para quem goste de cores mais neutras ou que aprecie um look mais natural.

O preço não é propriamente baixo (cerca de € 66,00), mas não considero propriamente um facto negativo porque vale cada cêntimo. A sério.





Enfim, temos namoro pegado para os próximos tempos, como está bom de vez.
Fiquei fã e que ultimamente não quero outra coisa senão isto.

5 estrelas!


Já Disse Que Odeio Janeiro?

Parece que o Natal foi há décadas, que a Passagem de Ano nem existiu e ainda vamos a meio deste mês de merda, que não tem fim, não tem cor nem propósito.


O que é que acontece em Janeiro? Normalmente só miséria e inverno.
O que é que se passa em Janeiro? Habitualmente nada que possa ter relevo.
Quando é que Janeiro acaba? Por este andar, lá para Maio.



Porra, que é demais.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

14 de Abril de 2019



Tendo em conta o tempo que já se esperou, 14 de Abril está mesmo aí à porta.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Não Sei Se Me Apetece Viver Neste País

Parece que o inverno deu cabo dos neurónios das pessoas que habitam nesta bela terra à beira mar plantada.

Na última semana, só se tem ouvido falar de proliferação de ideias agressivas e atentatórias da democracia e da sociedade livre em geral.

Entrevistas a um nazi, criminoso condenado como mero "autor de declarações polémicas" num espaço sem direito ao contraditório e sem confrontação.

Políticos (?) que apelam à intolerância e à maldade nos seus eleitores, ao colocarem cartazes perguntando porque recebem alguns remunerações se "não fazem nada".

Psicólogos religiosos que organizam "curas" para a homossexualidade, formando autênticas seitas, muito ao estilo "american idiot".


O que é isto?
O que vem a ser isto?
Que raio de está a passar?
Onde é que andam todos com a cabeça?


Felizmente, ainda há vozes, e muitas, que se levantam contra esta proliferação de ignorância, intolerância, violência, falta de sentido cívico e falta de sensibilidade democrática.

No entanto, não é de ignorar estas manifestações, assobiando para o lado, fingindo que o populismo e a extrema-direita não chegam cá e que, portanto, não é problema nosso nem temos de facto motivos para nos preocuparmos com estas coisas, que estão lá bem longe.

Não estão.

Estão aqui, mesmo ao lado, à espreita, à espera de todos os silêncios e de todos os assobios para o lado para se infiltrarem, para obliterarem a tolerância e a sã convivência social, prontas para destruírem o que levou 44 anos a erguer. Porque é tão mais fácil ceder ao fácil, ao rápido e à prontidão de culpar os outros, os mais pequenos, os excluídos, pelos problemas estruturais da sociedade, ao invés de pensar e lutar para alterar o que possa estar errado. Porque é tão mais fácil debitar opiniões infundadas, factos falsos e rumores do que parar para pensar pela própria cabeça. Mas porque, essencialmente, é mais fácil querer obrigar os outros a viverem como queremos do que abrir a mente e colocar-se no lugar de outrem, sendo tolerante e inclusivo.


É preciso estar atento, denunciar, fazer ouvir uma voz de razoabilidade acima de toda a estupidez fácil, bacoca e inverdadeira.

É preciso não assobiar para o lado, indignar-se.
É preciso.


Sob pena de, um dia destes, isso voltar a não nos ser permitido.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019



 Lamento a insistência, mas esta música continua, na minha óptica, completamente válida em 2019.

Coisas Que Vejo Por Aí # 57


Descobri estas coisinhas por mero acaso.

Basicamente estavam em promoção (alerta pobreza) e tive muita fé que isto não transformasse a minha pele num alho-porro de alergias, o que felizmente não sucedeu.


Muito pelo contrário, aliás.
Fiquei agradavelmente surpreendida, é preciso dizer. A aplicação é fácil, não obstante a máscara ser em tecido. O resultado é, de facto, uma pele substancialmente mais hidratada, o que é visível logo após a aplicação.

Para barateza, não é nada mau. Se funciona comigo, que tenho pele de baixa qualidade, é coisa de relevo.

Janeiro nem era Janeiro Sem Me Queixar Amargamente

Não será segredo para ninguém que odeio o mês de Janeiro (sim, escrevo à moda antiga, com letra maiúscula e tudo, e então?).

É tal e qual o peixe-espada: comprido e chato.

Está frio (mas ao menos não chove, é certo), está trânsito, há preguiça, a casa ainda está desarrumada com as bugigangas do Natal, os presentes desta quadra ainda espreitam fora dos seus lugares, há todo um milhão de merdas que ainda não está nos eixos.


Porém, o pior do mês de Janeiro é a oferta de saldos.

Não há tasco nenhum nesta terra que não tenha saldos, promoções, liquidações, ofertas, preços especiais. Tuuuuuudo o que é comerciante sabe muito bem como cativar o pobre e enfia-lhe pelos olhos dentro toda uma panóplia de coisas coloridas a preços da uva mijona.

O que é, diga-se, um descalabro total, porque uma pessoa nem se consegue concentrar devidamente nos produtos, só consegue olhar para os preços e para as pechinchas que representam.


É muito triste ser consumista.
É também um bocado triste ser pobre. De espírito, essencialmente.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Coisas que vejo por Aí # 56



Na senda das coisas que não interessam a ninguém a não ser a mim, devo dizer que esta belezura, não sendo nada de extraordinário, surpreende pela durabilidade.

Tenho-a, à vontade, desde maio (!) e até agora, que está em fim de vida, não secou nem perdeu capacidades. Não é, no entanto, nada fora de série nem é melhor que nenhuma da sua gama. Dá volume, sim, mas nada a que a Maybelline não tenha habituado e a escova agarra demasiado produto, o que é muitíssimo propicio a acidentes com borradelas.
Não obstante, é uma máscara fiável e uma compra sempre segura.


Muito satisfatório, vá.

Benfica x Rio Ave


Pois que ontem fui à bola e apreciei sobremaneira.

Tirando os primeiros vinte minutos em que jogámos mal como as casas, sofremos dois golos e não concretizámos um passe, foi tudo excelente, desde o ambiente naquela casa rubra, cheia que nem um ovo, até à bifana na rua, no meio do frio.

Nada Mais que Isto


Envergonha-me até à 15ª geração que unicamente por causa de audiências de um programa da manhã (que se leia e se interiorize o ridículo - programa da manhã...!) se mostrem branqueamento de crimes e de criminosos.

Chega de estupidez, pode ser?


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

'Xau, Vitória

Tardou, mas foi.
Só se lamenta ser após levarmos dois secos (por auto-culpa, segundo parece) naquela bela terra de Portimão.

Até Quando É Demasiado Tarde para Músicas de Natal?




 Porque encontrei esta e adorei.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Bem Vindo, 2019

Gostava imenso de saber o que é que há de tão urgente para fazer neste início de 2019 que me obrigue a vir trabalhar dois miseráveis dias...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Boas Entradas, É o que se Quer!


Balancete do Costume

Nem vale a pena tecer qualquer comentários acerca da rapidez com que este ano passou, porque rapidamente chagamos à conclusão de que acabámos, afinal, de entrar em 2018, que ainda foi ontem, que o tempo não pára, que estamos velhos e não tarda nada estamos a saltar de uma ponte, tamanho o desgosto.

Este ano não foi nada mau, é preciso dizê-lo.
Fui feliz, satisfeita, tive trabalho, saúde, família, amigos.
Li coisas óptimas, vi filmes e séries excelentes, enfardei como uma abadessa em diversas ocasiões.


Porém, este 2018, até agora (é preciso fazer a ressalva) deve ter sido o primeiro em muitos anos que não tive que me despedir de pessoas que me eram queridas, o que já não acontecia há longos anos.
E isso, para mim, é uma vitória.




Só posso desejar que 2019 seja igual.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Coisas que Vejo Por Aí #55




Está ou não está um espectáculo de um cover?!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018


Natal não é Natal sem uma crise de fígado no dia 26...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018


Bona Mater deseja a todos um grande e feliz Natal!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Quinta - Vol. 2

Chegados a dia 21 de Dezembro, somos, sim, a única empresa/agremiação de gentes assalariadas neste prédio, nesta zona, nesta cidade, neste distrito, neste país, que não teve celebração colectiva de Natal.
Já se sabia, não causa surpresa, mas não é por isso que tem de ser aceite de bom grado.








Foi aqui que vim parar, a este cesto de fuínhas.

Merry Christmas!

Coisas que Vejo Por Aí # 54



Na senda das coisas que não interessam a ninguém a não ser a mim, encontrei esta pequena preciosidade e desde então tenho sido muito feliz.
A Wet n Wild é uma marca low cost de maquilhagem, muito apreciada pelos gurus da maquilhagem e que para gáudio das gentes pobres desta vida, como eu, vende-se no Continente.
Não que tenha experimentado grande coisa desta marca - a bem da verdade, não experimentei mais nada senão isto - mas gosto sobejamente. E também gosto do preço (€ 3,99), mas isso não interessa nada.
O efeito é bom, não é gorduroso e esbate na perfeição.
Muito bom.

'Bonita Aurélia'


Então e este ano não dá na televisão esta preciosidade?!
Nada bate isto no campeonato do lugar comum!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Apetece-me Grandemente Ser Porca #65

É época de paz e amor, bem sei, mas em mim mora uma espécie de nazi que não tem paciência nem fôlego para aturar gente que posta (linda expressão...) nas redes sociais notícias falsas, amor de mãe, amor de filho, frases feitas, bocarras para o vizinho do lado, foleiradas em português do Brasil.

Bem sei também que já me pronunciei sobre esta temática vezes sem conta aqui, mas é de facto coisa para me tirar do sério.


Porquê, senhores, porquê?

Não quero saber se vocês amam muito a vossa mãezinha e os vossos filhos; ainda bem que o fazem, mas tem mesmo de ser em modo lamechas, com frases sem conteúdo, mal escritas e foleiras?
Não preciso estar sempre a levar pelos olhos adentro que não-sei-quem tem inveja das vossas vidas, dos amigos e do convívio, porque o importante é o amor e o caraças... É pá, ninguém quer saber! Isso é brega e desnecessário, onde é que se quer chegar com essas cenas tristes? Isso mais não é gente chica-esperta com a firme convicção que é moralmente superior aos outros. Isso, meus caros, é parvo.

Não quero saber se acreditam em notícias falsas ou se pretendem ir a manifestações organizadas pela extrema-direita. A beleza da democracia reside justamente na liberdade de cada um ser estúpido à vontade, mas sem esfregar a estupidez na cara dos outros. E estando instantaneamente a levar na cara as esfregas dos outros com coisas que são, vá, parvas, sem nexo e escorrendo azeite, começo a ficar um bocado saturada.

Tudo isto para dizer que, decidindo tomar medidas drásticas, decidir usar muitas vezes o botão 'não seguir' de todas as avestruzes que nas minhas redes sociais postam coisas que não me apetece ver.

O que significa que tenho usado este botão todos os dias.

O que significa que, não tarda nada, estou a queixar-me que o Facebook é uma seca.




E era só isto.

Já É Natal

Há muitos, muitos anos, num Natal, lembro-me de vir à rua, deixando para trás o calor e a azáfama da sala onde estava toda a família, enfrentando, ao invés, o ar frio da noite.

O silêncio era o mais impressionante. Não que fosse opressivo, não que fosse brutal; havia apenas sossego, o mundo recolhido, o Natal a acontecer. Não é por acaso que aquela é a 'noite silenciosa'.

Olhei em redor e nunca a paisagem me pareceu tão harmoniosa, tão perfeita, tão bela. Todas as luzes acesas, todas as estrelas brilhantes, o ar frio mas simultaneamente confortável e reparador.

Desde então, passei todos os Natais seguintes à espera de voltar a testemunhar esta imagem perfeita, mas nunca mais a encontrei. Dela agora, resta apenas a memória.

Uma memória excelente.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018





Como é costume, neste estaminé e na minha pessoa, chegado o mês de Dezembro é ver-me por aí pelos cantos, cheia de preguiça e com uma vontade enorme de fugir do local de trabalho para estar ou em casa a ver televisão e a enfardar ou na rua a respirar o ar de Natal que por aí paira.

Que é a mesma coisa que dizer, não me apetece fazer um orvalho, deixem-me sair daqui para ir borregar para outro sítio.

O que, claro está, não acontece.

Portanto, só me resta queixar amargamente da minha sorte e esperar que o tempo passe depressa.


Que não passa.
Mesmo que peça muito e com muita força.



Enfim.

Desafio Whamageddon


Ainda não fui apanhada, mas cheira-me que não dure muito tempo.
Na esmagadora maioria dos locais que frequento, está a passar música ambiente de Natal, pelo que é mesmo milagre ter sobrevivido tanto tempo.
Apostas?


Só naquela, agora que Mourinho foi despedido, podia vir trabalhar para um clube que eu cá sei, tipo o Benfica...?
Fazia-nos jeito e tenho a certeza que a ele também, que ficar desempregado é terrível.

Não?



Entretanto, começou a terceira temporada de Berlin Station e tem sido a febre que se sabe.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Quinta

Este ano, tal como no anterior, o Natal corporativo deverá ser celebrado só depois da quadra propriamente dita.
Já não devia constituir qualquer surpresa, mas, mesmo assim, é chatinho, vá.
No ano passado, celebrámos o Natal a 27 de Dezembro. Porém, no dia 13 já tínhamos o convite feito e já sabíamos o que nos aguardava.

Este ano, está de gesso. Nada nesta casa indica que se aproxima a melhor época do ano.
Nem uma única luzinha, nem uma árvore de Natal no tamanho de um apara-lápis, nem uma coroa na porta, nem gente contente, nem uma oferenda de Bolo-Rei.

Nada.
Nadinha.
Raspas e vento.


Tudo porque o patrão odeia o Natal, portanto estamos todos proibidos de mencionar a temática e de andar por aí pelos cantos a pedinchar almocinhos e coisas doces.
Por outro lado, para a semana só se trabalha dois míseros dias, oferta do patronato.



Não se pode ter tudo, não é verdade?


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

É Só Disto, por Aqui

Outro dia, estava eu na farmácia à espera de aviar uma receita (atentai que tenho 84 anos, já sabeis) quando, no hiato de troca de música no telemóvel, começo a ouvir a conversa entre o farmacêutico e as pessoas que atendia, um casal de jovens.

Claro que depois de perceber o tema da conversa, pus a música de lado, embora continuasse de fones nos ouvidos, a fingir que olhava para o ecrã do aparelho.

Os pobres jovens queriam tão somente a pílula do dia seguinte, a qual solicitaram ao senhor farmacêutico.

Este último, que é um calhau com olhos que deve ter assumido como sua missão de vida evangelizar todas a gente com as suas ideias de génio enquanto as grita para meio mundo ouvir, em vez de virar costas para ir à procura do medicamento, começa de interrogar a rapariga com todo o género de perguntas íntimas: quando é que tinha sido a relação desprotegida (deviam estar a foder ao relento, só pode), quantas vezes é que aquilo lhe tinha acontecido na vida (umas sete só na semana passada, filho), se tinha vida sexual ativa (não, fugiu agora de um convento), há quanto tempo a tinha iniciado (aos 91, como está bom de ver), o que é que tinham feito quando tinham dado por isso (foram ouvir sermões para a farmácia, não é óbvio?), se estavam a usar preservativo ou não (não, que os preservativos estão caros; usaram tripa de porco), se tinham feito de propósito ou não (o que é isto?!), se tinham feito "retirada estratégica" (de onde, do mercado ou da frente de batalha?), entre outras doçuras destas.

Tudo perguntado a altos berros, para a populaça da farmácia ouvir.

Sem pudor nenhum, sem respeito pela privacidade da moça.
Já para não falar do machismo intrínseco de só estar a questionar a rapariga, enquanto o rapaz só assistia. Ele bem se tentava meter e responder no lugar dela, mas o orangotango do farmacêutico não deixava: já tinha engatado o alvo, não havia nada a fazer.

Fiquei com vergonha alheia.

Se o medicamento em causa é de venda livre, há necessidade deste espectáculo para o povo ver?
Claro que é um medicamento de recurso, não quer dizer que seja vendido sem se avisar o consumidor dos riscos da toma continuada, mas fazer um interrogatório destes, à frente de toda a gente, apenas à rapariga, como se apenas a ela cabesse a responsabilidade e o dever de cuidado, não é forma de fazer aviso sobre o potencial perigo de um medicamento.

É fomentar a caça às bruxas.
É desrespeitar a privacidade das pessoas.
É ser condescendente e arrogante.

Pergunto-me se lá tivesse ido uma qualquer pessoa pedir um clister se também seria questionado acerca do tamanho, cor e formato dos cagalhões.

Honestamente...




Por outro lado, quem me manda ficar a ouvir a conversa dos outros, se é para me chatear a seguir?

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Isto Não é um lançamento de Escada

Pronto, e não tendo a minha pessoa nada para ler, lá terei de voltar ao Harry Potter, não é verdade?

É sempre à beira do Natal que ficou sem literatura. E juro que não é de propósito, a sério que não.
Não é pedinchice, está bem? "Ah e tal, não tenho nada que ler, ofereçam-me lá livros e coiso..."



Mas podia ser.

20 Anos Depois do Nobel a Saramago



"O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava. Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas — e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»"







Por causa deste e doutros textos como este, é que este Homem é eterno.

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve



Este foi muito penoso de acabar.
Não que a história não fosse interessante, não que o autor não saiba escrever, não que não houvesse o que contar. Mais pela forma de escrita  em espiral, em que conclusões e reflexões se misturam sem critério.
Não obstante, é uma boa obra, escrita pela mão de um escritor fora de série.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018




É quase Natal, portanto é uma óptima altura para continuar a rir de coisas completamente idiotas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018



 Finalmente, a espera terminou!

Auto Cenas Para Betume Facial

Este fim-de-semana fui participar uma coisa gira e que me encheu de gozo, um workshop de auto-maquilhagem. Que é coisa que não gosto nada, como toda a gente sabe.






Reuniu-se uma grupeta bem disposta e divertida e uma tarde inteira passou-se num sopro. Aprenderam-se coisas novas, aperfeiçoaram-se as aptidões que já se tinham, formou-se um convívio engraçado, regado a chá e gargalhadas.

Mesmo muito bom.


Xmas Time

Adoro o Natal, não é segredo para ninguém e, de há alguns anos para cá, cultivo fortemente a tradição 'adventícia'.

Que é como quem diz, todos os anos ando a chatear toda a gente para me ser ofertado um calendário do advento, que enfardo alegre e religiosamente todos os dias até ao dia 24 deste belo mês.
Normalmente, quem me oferece esta coisinha maravilhosa é o meu sócio conjugal, sempre atento aos meus caprichos.
Este ano, não fez a coisa por menos e ofereceu-me uma coisa gigantona destas:




Que estou a a-d-o-r-a-r e constantemente a contar as horas e os minutos para chegar a casa e comer.


Tenho 5 anos, eu sei.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Today's Mood

É um pouco disto, sim.
Continuo a não ter muito juízo, maneiras que me continuo a rir de coisas parvas.

Coisas Que Vejo Por Aí #54


Habitualmente, o estilo de humor de Bruno Nogueira não é coisa que me faça rir por aí além, nem é coisa para me fazer ficar a assistir.
É coisa para, habitualmente, me fazer mudar de canal.


Excepcionalmente, aparecem coisas como esta série, para lá de espectacular que vale mesmo muito a pena.
Muito bom.

terça-feira, 27 de novembro de 2018