quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 66




Ou muito me engano, ou "tá rolando um lóvi" entre estas duas avestruzes...

Ele é olhares meigos no filme, ele é surpresas nos concertos da moça, ele é este clima de romance em plena festa dos Oscars.
Não sei, não... Parece-vos encenação?
É que à minha pessoa não parece nada.
Ah e tal, mas a Irina é bem boa e a Lady Gaga não tem nada para competir com ela. Sim, meus amores, até parece que o figurino é alguma coisa comparado com a química...
Parece-me que a Irina está aqui está com as malinhas à porta porque Lady Gaga está a conquistar terreno como gente grande.


Mas isso sou só eu, que não percebo nada de nada e só mando uns bitaites de vez em quando.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Massive Attack em Lisboa



Aqui há dias fui ver estes senhores e adorei.
Mesmo.
Não era muito fã da banda, conhecia alguns trabalhos, mas nada de muito exaustivo. Ficava-me pelo lendário Teardrop e pouco mais.
Porém, ao vivo é outra história.
São magníficos, apesar de não dirigirem uma única palavra ao público. O espectáculo é muito visual, que acompanha a música na perfeição e faz do concerto uma coisa de outra dimensão, com um som absolutamente tremendo e cru.
Muito bom.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Hoje É Um Dia Que Promete

Perdi os meus cigarros, sabe-se lá onde e de que forma. Já não bastava gastar dinheiro em coisas que matam, agora também há que gastar dinheiro duas vezes, o que é óptimo.

Rasguei as calças, como dizia a minha avó, no entre-pernas. Alcei uma perna para enrolar a bainha e eis que se ouve um mini-rugido e surgem duas bocas abertas nas coxas. O que é sinónimo da pouca qualidade do tecido, não tem nada que ver com gordura localizada, como está bom de ver.

Pensando que tinha trazido um bom almoço, às quatro da tarde estou esganada de fome.

Os meus colegas andam numa competição para quem me mata do coração primeiro, com os seus passinhos de gato, chegando de mansinho e pregando-me ao chão, tamanho os sustos que tenho apanhado com estes borregos a aproximarem-se sem aviso prévio.

O meu cabelo anda tão esquisito, tão estúpido e tão merdas, voando por todos os lados, que me dói a raiz das mudanças constantes de direcção, que é a dor mais estúpida de sempre.




E só são agora quatro e meia; nem imagino o que vem por aí.

Na Senda das Parvoíces Que Me Fazem Rir


Todos os Exemplos Neste Texto Foram Presenciados pela Autora - A Maior Parte Deles, Todos os Dias



Quem comigo habitualmente convive, sabe que tenho a imensa vontade de, um dia que venha a ser Primeira-Ministra, de obrigar os idosos a saírem à rua somente das 12h às 16h e, desta forma, desembaraçar a circulação, permitindo à população ativa governar a sua vida sem atrasos nem perdas de tempo em filas intermináveis porque há um velho a pagar 20 contas do multibanco ou porque foi comprar duas latas de atum e agora não consegue encontrar os cupões de desconto e por isso toca de esvaziar o porta-moedas e procurar calmamente enquanto toda a gente bufa.

Sim, já sei, um dia também serei velha (se tiver sorte). Os meus pais também serão velhos.
Calha a todos, bem sei.

Não vou ser diferente destes velhos que andam na rua a molengar e a fazer asneiras, chateando de morte toda a gente com o seu vagar imenso.
Vou, com certeza, levantar-me às 6 da manhã para ir onde toda a gente que tem que ir trabalhar também precisa de ir.
Vou andar a 20 km/h na estrada quando toda a gente precisa de se despachar para o trabalho.
Vou abrir as asas em frente a um expositor numa loja e mais ninguém vai poder ver nada, porque estou lá a ocupar tudo.
Vou mandar para trás uma meia de leite que não está quente o suficiente.
Irei às compras com o meu esposo e vou resmungar que ele se esquece de tudo o que o mandei comprar, enquanto me esqueço de levar sacos para levar as compras.
Vou fazer isso tudo, bem sei, se chegar a velha.

Até lá, enquanto sou mais ou menos jovem, os velhos são sinónimo de bufar enquanto se espera e, por isso, resmungo.
Como uma velha.

Fod*-Te, Desocupada Dum Raio



Lido Numa Qualquer Rede Social:



"Sinto-me indignada. Hoje a tarde andei cerca de 2h a procura de uma pastelaria mais a minha família para podermos lanchar e estava tudo bastante cheio... Mas até ai tudo bem... Boa sorte para os estabelecimentos... Mas o que me indignou foi ver que havia lá gente que vai para as pastelarias quer seja com os computadores ou fazer sopa de letras,ler o jornal da semana passada, ou apenas mecher no telemóvel e assim ocupar uma mesa de 4 pessoas toda a tarde.... Essa gente não tem família para visitar?? Não tem nada pra fazer em casa?? E antes que comecem a criticar, sim eu presenciei que muitos deles apenas tomaram um café e ali ficaram ocupando espaço e fazendo com que crianças e idosos tivessem de lanchar em pé... Mais respeito gente... Se não tem movimento tudo bem, agora qual a necessidade de estar em um estabelecimento todo dia a ocupar lugar?? É que isso acaba por prejudicar o estabelecimento porque as pessoas vêem que não tem lugar e vão embora... Pensem bem nisso..."





Portanto, já não se pode passar a tarde a borregar num qualquer café que vem logo o exército da estupidez pôr de fora as suas garras.


Já descorri longamente sobre o que penso das pessoas que se dedicam a comentar publicações na internet.

Já sei o que a casa gasta e quando tenho o azar de ler, ainda que de fugida, alguma coisa que estas ilustres mentes escrevem, não consigo deixar de me espantar.



Quem é que perde tempo com coisas destas?

Quem é que se indigna com o que não tem indignação?

Quem é que é assim tão miúdinho?



Era tão mais fácil ceder à tentação de utilizar apenas vernáculo neste texto... Mas será melhor não, que isso já eu faço todos os dias e depois torna-se demasiado repetitivo.


É mais deixar no ar as mesmas questões que esta criatura deixou: se a senhora tivesse família para visitar, certamente não tinha tempo de estar a chatear com o facto das pessoas andarem na vida delas, em cafés e esplanadas, a fazerem o que bens lhe apetece.

Poderia perguntar-se à senhora se também ela não tem nada para fazer em casa.

Ou, ainda, perguntar-lhe se não tem comida em casa e se terá efetiva necessidade de andar a gastar dinheiro em lanches na rua. Porque se é para nos estarmos a meter na vida dos outros como se fossemos donos do pedaço, aos menos que o façamos com profundidade. Coisas pela rama é que não.



Não, isso é demasiado estúpido e apenas enuncia a gigantesca perda de tempo que é discutir ou fazer ver a realidade a quem, coitado, não tem dois neurónios pensantes.


Não vale a pena gastar latim a explicar o civismo a quem não o aprendeu na escola ou em casa na tenra infância.

Não vale a pena debater com quem se acha dono de tudo e não sabe viver em comunidade.

Não vale a pena dizer o que quer que seja a gente que perde tempo a comentar idiotices sobre os comportamentos normais das outras pessoas.

Já agora, também não vale a pena perder dois míseros minutos com quem, até para expressar boçalidades, não o sabe fazer sem dar 50 erros ortográficos a cada 40 palavras.



Portanto, voltem ao título, por favor.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Uma pessoa abre o jornal, liga a televisão, abre qualquer app de rede social e só se vê miséria, morte, desgraça, tragédia.

Por isso, desviemos a atenção da tristeza com música:

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Sétima

O patronato nesta casa anda louco, como é possível concluir do estudo superficial de episódios recentes.

Hoje, aquele que manda mais chamou-me para me entregar um processo que queria que tratasse.
Um processo cheio de merda, para falar bem e depressa, com mais pontas soltas que cabelos meus ao vento, com documentos desirmanados e porcaria tanta que dava para encher uma fossa séptica.

No entanto, o sentido de humor daquela múmia que habitualmente nem existe, estava em alta.

Com um sorriso desmesurado, passou-se a pasta para a mão, dizendo:

 - Toma, desembrulha!, enquanto mandava para o ar a sua gargalhada característica.






Foi aqui que vim parar.

Meanwhile in Esgástulo - Parte Décima Sexta

Aqui há dias, estava todo o povão desta casa a almoçar na sala da copa quando entra a segunda figura do patronato.

 - O que é que estão a comer, que cheira tão bem?, grita para o ar com ar de louco demasiado bem disposto, como se tivesse acabado de empoar o nariz.

E vá de enfiar - e isto é literal, não é exagero - o nariz em cada um dos pratos, tecendo todo o tipo de comentários agradáveis sobre as iguarias em cima da mesa.

Antes de ir embora, completamente estouvado pelo próprio entusiasmo, remata: Essa comida que vocês trazem, é toda confeccionada domesticamente, não é? (Não, filho, todos os dias vamos buscar comida à fábrica, a confecção é puramente industrial.)


Voltámos, portanto, ao tempo das girafas em lingerie, ficando todos aturdidos com a bizarria que acabámos de assistir.






Foi aqui que vim parar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Esta já é a 5ª semana deste longo mês de merda.
5ª semana, meus caros.
E ainda faltam DOIS DIAS para esta porcaria ter fim. E o dia de hoje ainda nem vai a meio.

Bolas, ninguém merece...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Coisas Que Vejo por Aí # 61

Sinto que precisava de uma banda sonora grandiosa qualquer a aparecer enquanto escrevo estas linhas. Género, canto angelical ou, quem sabe, um Te Deum.

Tudo, meus caros, porque descobri a pólvora no que à aplicação de maquilhagem diz respeito.

Há uns tempos, depois de ter visto alguns reviews e tutoriais por esse Youtube fora, fiquei verdadeiramente impressionada com isto:

Isto é uma esponja de maquilhagem de microfibra aveludada que promete um acabamento rápido, sem absorver muito os produtos líquidos, versátil e barato, da Juno & Co.

Sendo pouco adepta de esponjas e preferindo milhões de vezes os pincéis, fiquei céptica que este produto fosse assim tão bom.

No entanto, sou uma maria-vai-com-as-outras e estando já há algum tempo à procura de um esponja que não custasse € 20,00 e durasse dois meses, achei que era boa ideia mandar vir umas coisas destas lá das Américas.

Depois de alguns dias de espera (parece que apanhei o tráfego intenso do Ano Novo e por isso demorou mais um pouco que o habitual), lá me chegou a encomenda.


Devo dizer que li cuidadosamente as instruções da embalagem e que vi (e revi) muitos tutoriais e opiniões que correm por essa internet fora sobre este produto.

Que é, diga-se, absolutamente FAN-TÁS-TI-CO.


Basta molhar em água corrente uns segundos (e espremer, obviamente) e esta coisa cresce como se fosse um cogumelo. Fica fofinha, grande e maleável, pronta a utilizar.
Depois é só aplicar o produto (no rosto ou na esponja, conforme a preferência, embora no livro de instruções diga que é preferível aplicar directamente no rosto, mas eu não quero e quem manda sou eu e aplico na esponja e mai' nada) e avançar com o espalhamento com leves batidas (experimentem arrastar uma base líquida na pele com a esponja, para ver o resultado...).

A base rende imenso com esta esponja. Porque o material não absorve tanto como uma esponja tradicional e permite uma aplicação uniforme, não se gasta tanto, sendo muito mais económico que aplicar com pincel.

O acabamento é mais acetinado e mais perfeito, já que não tem o problema da marcação das cerdas do pincel na pele.

Não se suja por aí além, nem mancha, estando pronta para mais rondas assim que se enche de água e espreme.

As diferentes faces permitem a aplicação de vários produtos que não somente a base. Costumo utilizar a parte de baixo (recta) para a base, a parte pontiaguda para o corrector de olheiras e para o pó solto e a parte redondinha para espalhar o corretor de cor (aquele que tem várias cores para tapar cada imperfeição, estilo roda dos alimentos).

Para todas estas aplicações, a Juno porta-se lindamente, sempre com o mesmo acabamento natural e acetinado.

Uma base com cobertura média é potenciada com esta esponja. Uma base com cobertura total fica imaculada quando aplicada com esta pequena nuvem.

Tenho a sensação que a maquilhagem me dura mais quando a aplico com a esponja e que deixa a pele muitíssimo suave.
Não faz abrir a base nem deixa marcas na pele. Tem também outros formatos para todo o tipo de aplicações e funções, se bem que acho desnecessário porque coisinha mais versátil que isto, não há.

O preço? 6 míseros dólares por uma coisa tão maravilhosa (arrota, Beautyblender!). Claro que há que contar com os portes de envio, que não são propriamente baratos (cerca de 9 dólares), portanto compensa comprar em quantidade (que foi o que fiz, by the way).


É, portanto, assim uma coisa fora de série e estou severamente tentada em encomendar para aí umas 500 para poder encher uma banheira com isto e enfiar-me lá dentro a delirar.


Obviamente que também tem alguns pontos negativos, como sejam, o facto de não ser perfeita na aplicação de pó solto quando está molhada (creio que para esta aplicação será melhor utilizar a esponja seca), ou ser necessário insistir na aplicação em zonas com relevo (olhos, nariz) e não chegar a secar de um dia para o outro. No entanto, creio que os pontos negativos são batidos, de longe, por todas as vantagens que este milagre aveludado comporta.


Revolucionou a forma como aplico a maquilhagem e faz a diferença entre chegar ao fim do dia com cara de quem andou na horta a cavar com a testa e ter um ar decente.

Para lá de excelente!



 Estou profundamente convicta que esta é das melhores músicas de 'dor de corno' alguma vez feitas.

Coisas Que Vejo Por Aí # 60



Pela primeira vez em muito, muito tempo, dei de caras com um primer de olhos que cumpre aquilo que promete.

Para quem, como eu, que sofre de produção anormal de sebinho nas pálpebras, encontrar um primer que controle este flagelo é uma demanda sem fim à vista. 
Encontrar um primer que, ao mesmo tempo que não deixa que os olhos pareçam o papel que seca as batatas fritas, ainda potencia a cor, dando-lhe uma base estável, é praticamente tarefa impossível.

Ora, quando se encontra um produto que faz exactamente isso, é coisa digna de celebração.

Quem diria que esta coisa minúscula seria uma poção tão forte e tão potente?!


E o preço? O preço é outro 'alerta pobreza': € 3,49.

O que é que se pode querer mais?

Coisas Que Vejo por Aí # 59

Seguem-se uma série de posts dedicados a coisas absolutamente fúteis e que não interessam ponta de um chaveiro, mas que descobri recentemente e que me trouxeram alegria e histerismo até mais não.


Começando por isto:


Esta maravilha não só é estupenda no preço (regularmente, custa € 9,90, mas comprei a € 7,49; alerta pobreza!), mas principalmente é estupenda no desempenho.
É dos casos em que a publicidade, como a que consta na imagem, é mesmo verdadeira.
Uma só passagem deixa as pestanas com uma curvatura digna de uma montanha russa e com um volume visível a 500 metros de distancia.

Não deixa resíduos.
Não borra.
A escova não arrasta demasiado produto.
As pestanas não ficam demasiado rígidas.

É um pouco difícil de remover, no entanto, mas, para além de ser expectável num produto deste segmento, não é nada que uma água micelar/desmaquilhante bifásico não resolva num instante.


Excelente!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Por causa deste filme, nunca mais, mas NUNCA MAIS mesmo, vejo filmes de super heróis.
Fiquei tão triste, tão desgostosa.
Uma valente merda de filme, é o que é.
Tirando isso, a interpretação de Hugh Jackman é qualquer coisa.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve

Outra oferenda natalícia que me deixou felicíssima.

A Mafalda fez parte da minha infância, desde que me compraram alguns livros e, depois, a primeira edição portuguesa de Toda a Mafalda. Que ainda hoje tenho, algures na casa dos meus pais, toda esfrangalhada, rabiscada e sem capa, amostra do tratamento carinhoso que lhe dei de todas as vezes que o li, que foram mesmo muitas.

Portanto, receber esta edição especial comemorativa dos 50 anos do personagem mais contestatário de sempre foi uma alegria imensa, que me levou às lágrimas.

Li tudo de uma assentada, revivendo memórias de infância e revisitando o sarcasmo e argúcia desta miúda que via os problemas do mundo de forma mais realista e crua que muitos adultos.
Foi, portanto, um prazer para os olhos e para a alma.

Não deixo, no entanto, de notar que das antigas edições da D. Quixote para esta nova, da Verbo, houve, sabe-se lá porquê (embora consiga imaginar), necessidade de traduzir todas as tiras e lamentavelmente a tradução não foi a melhor, perdendo alguma graça e muitas vezes o próprio contexto. Fazendo, obviamente, a ressalva que provavelmente este é um comentário de uma aficionada que sabe as tiras quase todas de cor e portanto competir com a sabichanice que em mim habita é tarefa árdua.

Tirando isso, foi absolutamente divinal relembrar Mafalda.

Tal como ocorreu ao longo de muitos anos, vou revisitá-la muitas vezes daqui para a frente.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Coisas Que Vejo por Aí # 58

Praticamente desde que foram lançadas que andava a fazer olhinhos de carneiro mal morto às paletas da Huda Beauty.
Para além das cores lindas, o que li e vi sobre elas pareciam ser de boa qualidade, versáteis, duradouras.

Esperei largos meses até que a marca fosse comercializada e depois comecei a chatear toda a gente para contribuir para a minha felicidade e ofertar-me semelhante objecto.


Tenho a sorte de ter um sócio conjugal atento às minhas pedinchices e esta beleza chegou no Natal.

Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que é o melhor produto de maquilhagem que tive até hoje e a melhor paleta de maquilhagem que já vi ( e atentai que tenho umas de óptima qualidade, umas oferecidas, outras que me custaram um rim).

A qualidade é para lá de excelente.
Apesar de esfarelar um pouco quando se passa o pincel, nenhuma destas sombras tem fallout.  Nenhuma.
Nem mesma a preta.

A pigmentação é extraordinária, sendo provavelmente das poucas sombras que são exactamente iguais na pele ao que são na paleta (desculpa, Urban Decay...), mas mesmo assim são fáceis de esfumar e ficam com efeito dégradée demasiado perfeito para ser verdade.

As sombras mates são mesmo mates, sem ponta de brilho. As sombras brilhantes são mesmo brilhantes e não, não são de glitter, são mesmo pigmentos prensados, suficiente para fazer a diferença entre um produto sofrível e um produto diferente de tudo o que já se viu.

Estas sombras atingem o seu expoente máximo quando aplicadas com os dedos (onde é que isto já se viu, senhores?!) e há uma delas que é meia-molhada-meia-seca, se é que faz algum sentido e é perfeita no acabamento.

Todas as cores combinam entre si, não há nenhuma que destoe nem nenhuma combinação que não possa ser feita. Quer se queira seguir das dicas da própria Huda (ou do resto da internet que experimentou isto), quer se queira inventar, não há muita margem de erro, as cores são tão bonitas que nem que seja uma só fica poderosa e diferente de todas as outras.

É possível, com estas cores, criar uma maquilhagem muitíssimo elaborada como é também possível usá-las num look de dia-a-dia, misturando algumas sombras para um efeito mais discreto. São, portanto, do mais versátil que há.



Claro que não é um produto isento de mácula.

O facto de esfarelar confere à sombra uma longevidade limitada, gastando-se mais rapidamente que outras do mesmo segmento.

Por serem extremamente pigmentadas e com cores muito fortes, não é muito indicada a principiantes; esfumam bem, mas ainda é preciso alguma técnica para depositar a cor ao invés de a arrastar, sob pena de tudo se transformar num imensa bola de fogo pelo rosto inteiro. Também o leque de cores não será muito adequado para quem goste de cores mais neutras ou que aprecie um look mais natural.

O preço não é propriamente baixo (cerca de € 66,00), mas não considero propriamente um facto negativo porque vale cada cêntimo. A sério.





Enfim, temos namoro pegado para os próximos tempos, como está bom de vez.
Fiquei fã e que ultimamente não quero outra coisa senão isto.

5 estrelas!


Já Disse Que Odeio Janeiro?

Parece que o Natal foi há décadas, que a Passagem de Ano nem existiu e ainda vamos a meio deste mês de merda, que não tem fim, não tem cor nem propósito.


O que é que acontece em Janeiro? Normalmente só miséria e inverno.
O que é que se passa em Janeiro? Habitualmente nada que possa ter relevo.
Quando é que Janeiro acaba? Por este andar, lá para Maio.



Porra, que é demais.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

14 de Abril de 2019



Tendo em conta o tempo que já se esperou, 14 de Abril está mesmo aí à porta.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Não Sei Se Me Apetece Viver Neste País

Parece que o inverno deu cabo dos neurónios das pessoas que habitam nesta bela terra à beira mar plantada.

Na última semana, só se tem ouvido falar de proliferação de ideias agressivas e atentatórias da democracia e da sociedade livre em geral.

Entrevistas a um nazi, criminoso condenado como mero "autor de declarações polémicas" num espaço sem direito ao contraditório e sem confrontação.

Políticos (?) que apelam à intolerância e à maldade nos seus eleitores, ao colocarem cartazes perguntando porque recebem alguns remunerações se "não fazem nada".

Psicólogos religiosos que organizam "curas" para a homossexualidade, formando autênticas seitas, muito ao estilo "american idiot".


O que é isto?
O que vem a ser isto?
Que raio de está a passar?
Onde é que andam todos com a cabeça?


Felizmente, ainda há vozes, e muitas, que se levantam contra esta proliferação de ignorância, intolerância, violência, falta de sentido cívico e falta de sensibilidade democrática.

No entanto, não é de ignorar estas manifestações, assobiando para o lado, fingindo que o populismo e a extrema-direita não chegam cá e que, portanto, não é problema nosso nem temos de facto motivos para nos preocuparmos com estas coisas, que estão lá bem longe.

Não estão.

Estão aqui, mesmo ao lado, à espreita, à espera de todos os silêncios e de todos os assobios para o lado para se infiltrarem, para obliterarem a tolerância e a sã convivência social, prontas para destruírem o que levou 44 anos a erguer. Porque é tão mais fácil ceder ao fácil, ao rápido e à prontidão de culpar os outros, os mais pequenos, os excluídos, pelos problemas estruturais da sociedade, ao invés de pensar e lutar para alterar o que possa estar errado. Porque é tão mais fácil debitar opiniões infundadas, factos falsos e rumores do que parar para pensar pela própria cabeça. Mas porque, essencialmente, é mais fácil querer obrigar os outros a viverem como queremos do que abrir a mente e colocar-se no lugar de outrem, sendo tolerante e inclusivo.


É preciso estar atento, denunciar, fazer ouvir uma voz de razoabilidade acima de toda a estupidez fácil, bacoca e inverdadeira.

É preciso não assobiar para o lado, indignar-se.
É preciso.


Sob pena de, um dia destes, isso voltar a não nos ser permitido.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019



 Lamento a insistência, mas esta música continua, na minha óptica, completamente válida em 2019.

Coisas Que Vejo Por Aí # 57


Descobri estas coisinhas por mero acaso.

Basicamente estavam em promoção (alerta pobreza) e tive muita fé que isto não transformasse a minha pele num alho-porro de alergias, o que felizmente não sucedeu.


Muito pelo contrário, aliás.
Fiquei agradavelmente surpreendida, é preciso dizer. A aplicação é fácil, não obstante a máscara ser em tecido. O resultado é, de facto, uma pele substancialmente mais hidratada, o que é visível logo após a aplicação.

Para barateza, não é nada mau. Se funciona comigo, que tenho pele de baixa qualidade, é coisa de relevo.

Janeiro nem era Janeiro Sem Me Queixar Amargamente

Não será segredo para ninguém que odeio o mês de Janeiro (sim, escrevo à moda antiga, com letra maiúscula e tudo, e então?).

É tal e qual o peixe-espada: comprido e chato.

Está frio (mas ao menos não chove, é certo), está trânsito, há preguiça, a casa ainda está desarrumada com as bugigangas do Natal, os presentes desta quadra ainda espreitam fora dos seus lugares, há todo um milhão de merdas que ainda não está nos eixos.


Porém, o pior do mês de Janeiro é a oferta de saldos.

Não há tasco nenhum nesta terra que não tenha saldos, promoções, liquidações, ofertas, preços especiais. Tuuuuuudo o que é comerciante sabe muito bem como cativar o pobre e enfia-lhe pelos olhos dentro toda uma panóplia de coisas coloridas a preços da uva mijona.

O que é, diga-se, um descalabro total, porque uma pessoa nem se consegue concentrar devidamente nos produtos, só consegue olhar para os preços e para as pechinchas que representam.


É muito triste ser consumista.
É também um bocado triste ser pobre. De espírito, essencialmente.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Coisas que vejo por Aí # 56



Na senda das coisas que não interessam a ninguém a não ser a mim, devo dizer que esta belezura, não sendo nada de extraordinário, surpreende pela durabilidade.

Tenho-a, à vontade, desde maio (!) e até agora, que está em fim de vida, não secou nem perdeu capacidades. Não é, no entanto, nada fora de série nem é melhor que nenhuma da sua gama. Dá volume, sim, mas nada a que a Maybelline não tenha habituado e a escova agarra demasiado produto, o que é muitíssimo propicio a acidentes com borradelas.
Não obstante, é uma máscara fiável e uma compra sempre segura.


Muito satisfatório, vá.

Benfica x Rio Ave


Pois que ontem fui à bola e apreciei sobremaneira.

Tirando os primeiros vinte minutos em que jogámos mal como as casas, sofremos dois golos e não concretizámos um passe, foi tudo excelente, desde o ambiente naquela casa rubra, cheia que nem um ovo, até à bifana na rua, no meio do frio.

Nada Mais que Isto


Envergonha-me até à 15ª geração que unicamente por causa de audiências de um programa da manhã (que se leia e se interiorize o ridículo - programa da manhã...!) se mostrem branqueamento de crimes e de criminosos.

Chega de estupidez, pode ser?


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

'Xau, Vitória

Tardou, mas foi.
Só se lamenta ser após levarmos dois secos (por auto-culpa, segundo parece) naquela bela terra de Portimão.

Até Quando É Demasiado Tarde para Músicas de Natal?




 Porque encontrei esta e adorei.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Bem Vindo, 2019

Gostava imenso de saber o que é que há de tão urgente para fazer neste início de 2019 que me obrigue a vir trabalhar dois miseráveis dias...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Boas Entradas, É o que se Quer!


Balancete do Costume

Nem vale a pena tecer qualquer comentários acerca da rapidez com que este ano passou, porque rapidamente chagamos à conclusão de que acabámos, afinal, de entrar em 2018, que ainda foi ontem, que o tempo não pára, que estamos velhos e não tarda nada estamos a saltar de uma ponte, tamanho o desgosto.

Este ano não foi nada mau, é preciso dizê-lo.
Fui feliz, satisfeita, tive trabalho, saúde, família, amigos.
Li coisas óptimas, vi filmes e séries excelentes, enfardei como uma abadessa em diversas ocasiões.


Porém, este 2018, até agora (é preciso fazer a ressalva) deve ter sido o primeiro em muitos anos que não tive que me despedir de pessoas que me eram queridas, o que já não acontecia há longos anos.
E isso, para mim, é uma vitória.




Só posso desejar que 2019 seja igual.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Coisas que Vejo Por Aí #55




Está ou não está um espectáculo de um cover?!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018


Natal não é Natal sem uma crise de fígado no dia 26...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018


Bona Mater deseja a todos um grande e feliz Natal!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Quinta - Vol. 2

Chegados a dia 21 de Dezembro, somos, sim, a única empresa/agremiação de gentes assalariadas neste prédio, nesta zona, nesta cidade, neste distrito, neste país, que não teve celebração colectiva de Natal.
Já se sabia, não causa surpresa, mas não é por isso que tem de ser aceite de bom grado.








Foi aqui que vim parar, a este cesto de fuínhas.

Merry Christmas!

Coisas que Vejo Por Aí # 54



Na senda das coisas que não interessam a ninguém a não ser a mim, encontrei esta pequena preciosidade e desde então tenho sido muito feliz.
A Wet n Wild é uma marca low cost de maquilhagem, muito apreciada pelos gurus da maquilhagem e que para gáudio das gentes pobres desta vida, como eu, vende-se no Continente.
Não que tenha experimentado grande coisa desta marca - a bem da verdade, não experimentei mais nada senão isto - mas gosto sobejamente. E também gosto do preço (€ 3,99), mas isso não interessa nada.
O efeito é bom, não é gorduroso e esbate na perfeição.
Muito bom.

'Bonita Aurélia'


Então e este ano não dá na televisão esta preciosidade?!
Nada bate isto no campeonato do lugar comum!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Apetece-me Grandemente Ser Porca #65

É época de paz e amor, bem sei, mas em mim mora uma espécie de nazi que não tem paciência nem fôlego para aturar gente que posta (linda expressão...) nas redes sociais notícias falsas, amor de mãe, amor de filho, frases feitas, bocarras para o vizinho do lado, foleiradas em português do Brasil.

Bem sei também que já me pronunciei sobre esta temática vezes sem conta aqui, mas é de facto coisa para me tirar do sério.


Porquê, senhores, porquê?

Não quero saber se vocês amam muito a vossa mãezinha e os vossos filhos; ainda bem que o fazem, mas tem mesmo de ser em modo lamechas, com frases sem conteúdo, mal escritas e foleiras?
Não preciso estar sempre a levar pelos olhos adentro que não-sei-quem tem inveja das vossas vidas, dos amigos e do convívio, porque o importante é o amor e o caraças... É pá, ninguém quer saber! Isso é brega e desnecessário, onde é que se quer chegar com essas cenas tristes? Isso mais não é gente chica-esperta com a firme convicção que é moralmente superior aos outros. Isso, meus caros, é parvo.

Não quero saber se acreditam em notícias falsas ou se pretendem ir a manifestações organizadas pela extrema-direita. A beleza da democracia reside justamente na liberdade de cada um ser estúpido à vontade, mas sem esfregar a estupidez na cara dos outros. E estando instantaneamente a levar na cara as esfregas dos outros com coisas que são, vá, parvas, sem nexo e escorrendo azeite, começo a ficar um bocado saturada.

Tudo isto para dizer que, decidindo tomar medidas drásticas, decidir usar muitas vezes o botão 'não seguir' de todas as avestruzes que nas minhas redes sociais postam coisas que não me apetece ver.

O que significa que tenho usado este botão todos os dias.

O que significa que, não tarda nada, estou a queixar-me que o Facebook é uma seca.




E era só isto.

Já É Natal

Há muitos, muitos anos, num Natal, lembro-me de vir à rua, deixando para trás o calor e a azáfama da sala onde estava toda a família, enfrentando, ao invés, o ar frio da noite.

O silêncio era o mais impressionante. Não que fosse opressivo, não que fosse brutal; havia apenas sossego, o mundo recolhido, o Natal a acontecer. Não é por acaso que aquela é a 'noite silenciosa'.

Olhei em redor e nunca a paisagem me pareceu tão harmoniosa, tão perfeita, tão bela. Todas as luzes acesas, todas as estrelas brilhantes, o ar frio mas simultaneamente confortável e reparador.

Desde então, passei todos os Natais seguintes à espera de voltar a testemunhar esta imagem perfeita, mas nunca mais a encontrei. Dela agora, resta apenas a memória.

Uma memória excelente.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018





Como é costume, neste estaminé e na minha pessoa, chegado o mês de Dezembro é ver-me por aí pelos cantos, cheia de preguiça e com uma vontade enorme de fugir do local de trabalho para estar ou em casa a ver televisão e a enfardar ou na rua a respirar o ar de Natal que por aí paira.

Que é a mesma coisa que dizer, não me apetece fazer um orvalho, deixem-me sair daqui para ir borregar para outro sítio.

O que, claro está, não acontece.

Portanto, só me resta queixar amargamente da minha sorte e esperar que o tempo passe depressa.


Que não passa.
Mesmo que peça muito e com muita força.



Enfim.

Desafio Whamageddon


Ainda não fui apanhada, mas cheira-me que não dure muito tempo.
Na esmagadora maioria dos locais que frequento, está a passar música ambiente de Natal, pelo que é mesmo milagre ter sobrevivido tanto tempo.
Apostas?


Só naquela, agora que Mourinho foi despedido, podia vir trabalhar para um clube que eu cá sei, tipo o Benfica...?
Fazia-nos jeito e tenho a certeza que a ele também, que ficar desempregado é terrível.

Não?



Entretanto, começou a terceira temporada de Berlin Station e tem sido a febre que se sabe.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Quinta

Este ano, tal como no anterior, o Natal corporativo deverá ser celebrado só depois da quadra propriamente dita.
Já não devia constituir qualquer surpresa, mas, mesmo assim, é chatinho, vá.
No ano passado, celebrámos o Natal a 27 de Dezembro. Porém, no dia 13 já tínhamos o convite feito e já sabíamos o que nos aguardava.

Este ano, está de gesso. Nada nesta casa indica que se aproxima a melhor época do ano.
Nem uma única luzinha, nem uma árvore de Natal no tamanho de um apara-lápis, nem uma coroa na porta, nem gente contente, nem uma oferenda de Bolo-Rei.

Nada.
Nadinha.
Raspas e vento.


Tudo porque o patrão odeia o Natal, portanto estamos todos proibidos de mencionar a temática e de andar por aí pelos cantos a pedinchar almocinhos e coisas doces.
Por outro lado, para a semana só se trabalha dois míseros dias, oferta do patronato.



Não se pode ter tudo, não é verdade?


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

É Só Disto, por Aqui

Outro dia, estava eu na farmácia à espera de aviar uma receita (atentai que tenho 84 anos, já sabeis) quando, no hiato de troca de música no telemóvel, começo a ouvir a conversa entre o farmacêutico e as pessoas que atendia, um casal de jovens.

Claro que depois de perceber o tema da conversa, pus a música de lado, embora continuasse de fones nos ouvidos, a fingir que olhava para o ecrã do aparelho.

Os pobres jovens queriam tão somente a pílula do dia seguinte, a qual solicitaram ao senhor farmacêutico.

Este último, que é um calhau com olhos que deve ter assumido como sua missão de vida evangelizar todas a gente com as suas ideias de génio enquanto as grita para meio mundo ouvir, em vez de virar costas para ir à procura do medicamento, começa de interrogar a rapariga com todo o género de perguntas íntimas: quando é que tinha sido a relação desprotegida (deviam estar a foder ao relento, só pode), quantas vezes é que aquilo lhe tinha acontecido na vida (umas sete só na semana passada, filho), se tinha vida sexual ativa (não, fugiu agora de um convento), há quanto tempo a tinha iniciado (aos 91, como está bom de ver), o que é que tinham feito quando tinham dado por isso (foram ouvir sermões para a farmácia, não é óbvio?), se estavam a usar preservativo ou não (não, que os preservativos estão caros; usaram tripa de porco), se tinham feito de propósito ou não (o que é isto?!), se tinham feito "retirada estratégica" (de onde, do mercado ou da frente de batalha?), entre outras doçuras destas.

Tudo perguntado a altos berros, para a populaça da farmácia ouvir.

Sem pudor nenhum, sem respeito pela privacidade da moça.
Já para não falar do machismo intrínseco de só estar a questionar a rapariga, enquanto o rapaz só assistia. Ele bem se tentava meter e responder no lugar dela, mas o orangotango do farmacêutico não deixava: já tinha engatado o alvo, não havia nada a fazer.

Fiquei com vergonha alheia.

Se o medicamento em causa é de venda livre, há necessidade deste espectáculo para o povo ver?
Claro que é um medicamento de recurso, não quer dizer que seja vendido sem se avisar o consumidor dos riscos da toma continuada, mas fazer um interrogatório destes, à frente de toda a gente, apenas à rapariga, como se apenas a ela cabesse a responsabilidade e o dever de cuidado, não é forma de fazer aviso sobre o potencial perigo de um medicamento.

É fomentar a caça às bruxas.
É desrespeitar a privacidade das pessoas.
É ser condescendente e arrogante.

Pergunto-me se lá tivesse ido uma qualquer pessoa pedir um clister se também seria questionado acerca do tamanho, cor e formato dos cagalhões.

Honestamente...




Por outro lado, quem me manda ficar a ouvir a conversa dos outros, se é para me chatear a seguir?

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Isto Não é um lançamento de Escada

Pronto, e não tendo a minha pessoa nada para ler, lá terei de voltar ao Harry Potter, não é verdade?

É sempre à beira do Natal que ficou sem literatura. E juro que não é de propósito, a sério que não.
Não é pedinchice, está bem? "Ah e tal, não tenho nada que ler, ofereçam-me lá livros e coiso..."



Mas podia ser.

20 Anos Depois do Nobel a Saramago



"O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava. Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas — e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»"







Por causa deste e doutros textos como este, é que este Homem é eterno.

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve



Este foi muito penoso de acabar.
Não que a história não fosse interessante, não que o autor não saiba escrever, não que não houvesse o que contar. Mais pela forma de escrita  em espiral, em que conclusões e reflexões se misturam sem critério.
Não obstante, é uma boa obra, escrita pela mão de um escritor fora de série.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018




É quase Natal, portanto é uma óptima altura para continuar a rir de coisas completamente idiotas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018



 Finalmente, a espera terminou!

Auto Cenas Para Betume Facial

Este fim-de-semana fui participar uma coisa gira e que me encheu de gozo, um workshop de auto-maquilhagem. Que é coisa que não gosto nada, como toda a gente sabe.






Reuniu-se uma grupeta bem disposta e divertida e uma tarde inteira passou-se num sopro. Aprenderam-se coisas novas, aperfeiçoaram-se as aptidões que já se tinham, formou-se um convívio engraçado, regado a chá e gargalhadas.

Mesmo muito bom.


Xmas Time

Adoro o Natal, não é segredo para ninguém e, de há alguns anos para cá, cultivo fortemente a tradição 'adventícia'.

Que é como quem diz, todos os anos ando a chatear toda a gente para me ser ofertado um calendário do advento, que enfardo alegre e religiosamente todos os dias até ao dia 24 deste belo mês.
Normalmente, quem me oferece esta coisinha maravilhosa é o meu sócio conjugal, sempre atento aos meus caprichos.
Este ano, não fez a coisa por menos e ofereceu-me uma coisa gigantona destas:




Que estou a a-d-o-r-a-r e constantemente a contar as horas e os minutos para chegar a casa e comer.


Tenho 5 anos, eu sei.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Today's Mood

É um pouco disto, sim.
Continuo a não ter muito juízo, maneiras que me continuo a rir de coisas parvas.

Coisas Que Vejo Por Aí #54


Habitualmente, o estilo de humor de Bruno Nogueira não é coisa que me faça rir por aí além, nem é coisa para me fazer ficar a assistir.
É coisa para, habitualmente, me fazer mudar de canal.


Excepcionalmente, aparecem coisas como esta série, para lá de espectacular que vale mesmo muito a pena.
Muito bom.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Entretanto, É Natal


De Repente, Outra Vez Nos 12

Sim, isto vai acontecer.
Não, não tenho vergonha.

Muita, pelo menos.

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Quarta


Quando os meninos se portam mal, são castigados em conformidade.
Da primeira vez que o patrãozinho deu pela ficha da chaleira enfiada na tomada, inventou um exercício de simulação de incêndio e fez-nos descer 6 lanços de escadas a pé. Tudo para tomarmos consciência que podia haver um incêndio por causa da mania de deixar as fichas nas tomadas.
Como não foi ouvido, tomou esta medida muito madura e extremamente eficaz.


Foi aqui que vim parar.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Coisas que vejo por Aí #53

Não que seja muito habitual na minha pessoa, dada a pouca qualidade da minha pele, mas a verdade é que, num achaque severo de forretice, achei estas duas coisinhas a um preço para lá de espectacular (€ 3,50 cada)

E, como maria-vai-com-as-outras que sou, achei que era um preço óptimo por cores da moda (adoro o meu próprio linguajar de terceira idade, quão triste é isto?!) e resolvi experimentar.
Depois de me certificar que não morria com a reacção alérgica, claro.


Devo dizer que usei bastante, durante vários dias, em diversas ocasiões.
Tinha lido (e visto) imensas reviews que falavam maravilhas destas coisas, portanto, esperava qualquer coisa com substância.
Esqueci-me, porém, que é um produto da Primark e, portanto, não há milagres.

Atenção, acho louvável que tenham versões baratas (por amor de deus, sou pobre, porra!) de produtos caros (este dois são dupes das mini-paletas da Huda Beauty), mas acho igualmente estranho como é que pode haver gente a dizer só coisas boas disto.

Vamos lá ver: as cores são lindas e as caixinhas são amorosas, mas acho que devem ser estes os dois únicos pontos bons que tenho a apontar.

O fallout (basicamente o pó que escorre alegremente do pincel para partes da cara que não o olho) é gigantesco.

Esfumadas, as cores desaparecem quase por completo. E não, não se trata de fusão das cores umas nas outras, é mesmo a pigmentação que quase não existe.

As sombras mates têm sub tons muito parecidos; esfumando, é tudo igual.

As sombras glitter são absolutamente histéricas, a cor esvai-se num ápice e só fica o brilho.

Mas, e esta é uma questão muito pessoal, sinto que todas as sombras das duas paletas têm exactamente a mesma base laranja. Isto porque, seja com  sombras da Amber, seja com sombras da Berry, é certo e sabido, chega-se ao fim de todo um dia e os olhos estão da mesma cor: laranja.

Também é possível que isto só aconteça comigo, que aplico mal a sombra ou tenho umas pálpebras mais oleosas que o chão de uma oficia de reboques. Admito que sim.

Por isso é que já testei várias vezes, em várias ocasiões e circunstâncias, chegando sempre à mesma conclusão: o preço é bom, a qualidade nem por isso.




É pena, porque a Primark tem coisas boas, é inegável. A paletas de sombras ficam de fora deste universo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Puta que Pariu

O que estava mesmo, mesmo a precisar era que o meu telemóvel morresse e me deixasse absolutamente alheada do mundo, com toda a informação dos últimos anos da minha vida lá alojada sem lhe poder aceder, sem, ainda para mais, poder matar os tempos de espera com coisa nenhuma que não seja olhar para as mãos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Não Se Faz

Estes senhores (para não lhes chamar um nome feio, mas já agora, são os Rammstein, melhor banda do mundo) decidiram fazer mais uma digressão (será que é a última?!) e deixaram de fora esta terra à beira mar plantada.



Isto lá é coisa que se faça?!

Supernatural


Sim, eu ainda vejo isto.
Sim, ainda acompanho febrilmente todos os passos destes moços.
Sim, dá-me um especial gozo chegar ao fim de cada temporada.

Não, não tenho vergonha.

Venha a 14ª (!) temporada.

Coisas que Vejo por Aí #52

Ganhei esta nova mania de usar óleo de corpo em vez de creme de corpo e a minha vida, devo dizer, revolucionou-se.
Passei de ter uma pele ressequida tipo bacalhau, causada única e exclusivamente pela preguiça de pôr creme todos os dias (principalmente no inverno, que está um frio demasiado polar para uma pessoa andar com as peles à mostra enquanto se esfrega com cremes) para uma pele suave como o rabinho dum bebé.

Tudo porque óleo corporal é de uma rapidez atroz na colocação (tudo se faz logo a seguir ao duche, sem secar e anda de lambreta) e na absorção e os efeitos práticos sentem-se praticamente logo a seguir.
Comecei por usar um d'O Boticário que era bonzinho, sim senhor, mas era caro como tudo e tinha um cheiro demasiado enjoativo.

Entretanto, descobri este, que é metade do preço (pechincha), cheira maravilhosamente e o efeito é 10 vezes mais poderoso.

Muito bom, sim senhor.



Digo eu, que finjo perceber muito disto.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Por outro lado, dá-me um especial gozo ver que todos aqueles atrasados que me atormentavam o espírito sendo uns sacanas de uns bullies hoje, com a graça do senhor, estão carecas e a trabalhar no Leroy Merlin porque estudar nunca foi coisa que os assistisse.

Arrotem.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

É Normal?

Nos últimos tempos, e porque trabalhar é com certeza coisa que não assiste a gente com dois neurónios, alguém decidiu que o que era mesmo boa ideia era criar no Facebook um grupo de antigos alunos escola que frequentei.

As pessoas normais poderiam perguntar-se, qual escola, mas a minha pessoa só frequentou três escolas em toda a sua vidinha triste: a escola primária, a faculdade e no meio destas duas, do 5º ao 12º ano, um antro de gente ranhosa, mal parida e mal amanhada, pelo que, na verdade, a escolha de escolas é muito reduzida.

Sem escamotear a parte académica, que muito agradeço, a minha aversão àquela escola vem unicamente da congregação a que pertence, que é a Igreja Católica.
Obviamente que não foi por escolha minha que ali estudei,mas durante todos aqueles anos que ali estive, percebi que religiosidade e crendices que tais andam normalmente de mãos dadas com pessoas podres de alma e sem nada para oferecer que não seja igualmente pobre e igualmente mesquinho como as suas mentes atrofiadas. E isso aplicava-se maioritariamente aos alunos mas também aos professores, extensível ao restante pessoal.


E, portanto, como está bom de ver, não tenho saudades nenhumas dos tempos de estudante do ensino (agora obrigatório), não tenho saudades nenhumas das pessoas com as quais me cruzei durante aquele tempo todo e por minha vontade nunca mais me lembraria que algum dia frequentei aquele antro de atrasados.


No entanto, e mesmo tendo vindo criteriosa na escolha das amizades facebookianas, houve uma alma que decidiu convidar-me para o tal grupo e, feita parva, movida unicamente por uma curiosidade mórbida e um desejo masoquista de sofrer com recordações do passado, aceitei.


Claro que a minha alma aflita pensou logo que aquele era o grupo de estúpidos de há vinte anos e que não iam fazer mais nada senão gozar uns com os outros, insultar-se e espalhar boatos, fazer bullying contra tudo e todos, principalmente os mais fracos, como sempre foi, aliás, apanágio daqueles espíritos iluminados.



Qual não é o meu espanto quando verifico, afinal, que está toda a gente felicíssima por se 'reunir' novamente, que estavam com saudades dos tempos de escola, que gostam, afinal, de recordar os velhos tempos e com uma distância de 20 anos, são todos pais de família e gente normal.


Quão estranho é isto?!
Ainda na senda de Berlin Station, há que dizer que têm uma excelente música como genérico:

Coisas que vejo por Aí #51


Ainda me falta o último episódio da segunda temporada, mas posso já adiantar que está melhor que a primeira. O que é, diga-se, um grande elogio, porque a primeira temporada foi para lá de espectacular. E as segundas temporadas de grandes séries tendem a ser uma bosta pegada, pelo que é uma inversão de tendência e verdadeiramente original.

Segundo li, vai haver uma terceira temporada e é preciso dizer, sem sombra de vergonha, que mal posso esperar.




Ah, os protagonistas continuam com uma saúde incrível.
Just sayin'.

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Terceira

Entretanto, chegaram-nos dois estagiários (que a que só fazia recados já foi à vida dela, como está bom de ver) e tem sido uma alegria.

São tão verdinhos, tão verdinhos que quando olho para eles até me admiro como não usam chucha.
Acabadinhos de sair da faculdade, pairam por aqui com aquele ar assustado, mas extremamente competente, de quem vem trabalhar todos os dias de fato e gravata e usa botões de punho, mas depois não sabe distinguir uma fotocopiadora duma reclamação de créditos.

Andam sempre os dois juntinhos para todo o lado (qualquer dia dá romance, estou mesmo a ver), chegam juntos, saem juntos, lancham juntos, almoçam juntos, fazem tudo juntos, sempre lado a lado.

Parecem, portanto, duas testemunhas de Jeová a passearem-se pelos corredores, espalhando a palavra do senhor.

E eu sou má, obviamente olvidando o meu ar de parva quando tinha a idade deles.


Não presto.

Das Bizarrias da Profissão

Tenho para mim que coisas inéditas ou simplesmente parvas que se passam na Judicatura só se passam comigo.
É apenas uma sensação que tenho, vá, mais que não seja porque não oiço ninguém comentar que lhes sucedem factos tão estranhos no seu dia-a-dia profissional como os que às vezes sucedem à minha pessoa.

Por exemplo, na segunda-feira passada, uma qualquer secretaria de Tribunal de uma terra macaca que não vale a pena mencionar qual é, mas que fica ali para a linha chique e que em tempos já foi governada por um senhor condenado por práticas pouco lavadas no que a impostos diz respeito, contactou com a minha pessoa, inquirindo-me, directa e desavergonhadamente, se o julgamento, agendado para dali a dois dias e no qual represento o autor, sempre se iria realizar e se não quereriam já as partes chegar a acordo.

Absolutamente abismada com a questão que me estava a ser colocada, ainda balbuciei umas coisas incoerentes, tipo babuína que no fundo sou, mas arranjei forma de perguntar por que motivo estava o Tribunal a fazer esta pergunta dois dias antes do julgamento.

É que normalmente, e o meu público que é quase todo ele profissional forense não me deixará mentir, os funcionários só rondam as partes como se fossem abelhas de volta do pote do mel à procura de um acordo quando já se fez a chamada e estamos a, vá, dez minutos de entrar para a sala.

É verdade que alguns funcionários são mais chatos que outros, também é verdade que alguns juízes são mais insistentes que outros na busca do acordo.


Mas este desplante todo não é costumeiro.

Maneiras que a resposta que obtive à minha ingénua pergunta "porque é que me está a telefonar com perguntas de merda se podemos resolver isto daqui a 48 horas?" foi: "porque a sra. dra. Juiz quer que a gente pergunte".

Face a isto, não tive coragem para mandar ninguém bardamerda, como me estava grandemente a apetecer.

Ou melhor, o que deveria ter dito era que esperasse pelo dia da diligência, calona da gaita, que logo se via se havia acordo ou não.
Bem sabemos que fazer julgamentos é cansativo, há que os preparar, ler as peças, estudar, tirar notas, fazer o trabalhinho de casa, no fundo. Já para não falar das deslocações, dos Tribunais no fim do mundo, dos cafés de merda que gravitam em volta destes edifícios, que encontrar um café decente nas imediações dos Tribunais é uma tarefa difícil, mais a conversa de merda dos clientes, a conversa de merda dos colegas, a conversa de merda de toda a gente, os tempos mortos, as intermináveis esperas. Para quem, depois, ainda tem que fazer a sentença, estudar de novo, rever o que foi dito, fundamentar a sentença ainda é pior, porque o trabalho continua muito depois de ter acabado o julgamento.
Não obstante, acho que, por menos por ora, não se apontam armas às cabeças de ninguém para seguirem a carreira da magistratura e, em primeira e última análise, só segue essa vida quem quer, portanto... vá, temos pena.


Mal comparando, esta chamada supersónica é como se fosse a um qualquer supermercado e ainda antes de ter feito as compras já estar numa caixa a pagar.

Onde é que já se viu esta pouca vergonha?





sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Coisas Boas


E, de repente, passaram dois anos inteiros desde que chegou o rebento.

Para mim, mais parece que acabou de suceder, tamanha a surpresa que ainda me causa.

Ainda tenho dificuldade em perceber que aquele torresmo pequenino já não é tão torresmo quanto isso, que é uma pequena pessoa, com vontades e humores, com birras e coisas fofas, tanto quanto qualquer adulto.

Normalmente, significa que estou a ficar velha muito depressa e que não tarda estou bem boa para ir para um lar, mas digo que vale a pena cada segundo com o texuguinho, que esta todos os dias os limites da paciência, mas que ensina as coisas doces da maternidade, como limpar porcaria de todos os lados e apanhar brinquedos dos sítios mais estranhos como o bidé.

Tirando isso, é só doçura.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Mais do Mesmo



Nisto se observam as grandes bandas.
Uma música de álbum que não é nada de especial, tocada ao vivo fica muitíssimo mais rica.
20 anos depois souberam reinventá-la.

Digam lá que isto não é espantoso?

Merda Mais a Isto

Já por diversas vezes manifestei a minha posição doutrinária quanto à existência de Joanas nas proximidades da minha pessoa.

Pelo que não pode surpreender ninguém que odeie gente com este nome, que tendem a ter uma cara correspondente ao nojo de nome que têm e, concomitantemente, uma personalidade de merda a acompanhar aquele "puta nome".

Ora bem, tendo isto presente, o que é que haveria de me acontecer?
Ter uma nova colega chamada Joana. Obviamente e como não podia deixar de ser.


A cara que tem coitadinha, deve tê-la enfiado numa batedeira industrial porque nada daquilo parece obra da natureza.
A personalidade condiz com o nome, como não?! Ainda dizem que não tenho razão...

Maneiras que tenho vindo trabalhar cheia de vontade de cometer homicídio.



A quem mais poderia isto suceder?

Traumas

Anda toda a gente tão preocupada com os putos a serem obrigados a beijar os avós (e ainda mais preocupados em difamar a criatura que se atreveu a manifestar a sua opinião num país livre e democrático, mas enfim) e ninguém fala de um flagelo muito maior.

Que é, nem mais, nem menos, a obrigação de dar beijinhos, não aos avós, que isso é básico, diria eu, mas àquelas velhas a cheirar a velório, com bigodes que picam e salivas ácidas, velhas essas que não conhecemos de lado nenhum, mas que são primas da enteada da tia-avó do merceeiro ou o raio que as parta, mas que temos obrigatoriamente de cumprimentar senão somos malcriadões e apanhamos quando chegamos a casa caso não depositemos dois ósculos naquelas fronhas encarcilhadas.

Nisso ninguém fala, porra.

Aqui Só Para Ti

Anda toda a gente com a Maria Leal na boca.
Salvo seja, claro.

Obviamente que não me vou pôr a mandar bitaites, que isso o Correio da Manhã já faz brilhantemente e com muito mais audiência que eu.

Até porque, segundo consta, estão a correr termos processos judiciais e tudo, porque a justiça é que vai resolver, a justiça é que faz e acontece, as pessoas dizem o que lhes apetece, mas a justiça é que é.
Pois, pois... Soubessem vocês o que a justiça não faz pelo cidadão, não eram tão lestos a depositar as vossas esperanças no sistema judicial.

Adiante.


Há dois pormenores nesta história toda que me fazem muita confusão: uma é o facto de aparentemente tooooooooooooda a gente ter acreditado que a senhora tinha 33 anos. Outra é nunca ninguém (?!) ter percebido que ela usava lentes de contacto coloridas. 

Mas...
Mas... então...
Mas... mas...

COMO, CARALHO??!

Não salta logo à vista?!
Não é preciso ser-se muito esperto, nem tremendamente inteligente. Está à vista.
Não?

Não, pronto, se calhar sou sou eu...

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Cinema Nº ... Qualquer Coisa

Deuses, que voltei ao cinema depois de não sei quantos meses...! Confétis!!!!
À falta de melhor, visualizei este.


Ia com as expectativas muito em baixo, pelas críticas que tenho lido. Tudo o que era crítico do género mandou-se fortemente aos arames com esta produção e desancou sem dó nem piedade no filme, dizendo tudo menos doçuras.

Portanto, ia à espera de levar uma banhada de todo o tamanho, sendo certo que não podia deixar de ver, já que pertence ao universo Conjuring e mesmo não tendo a sua mão talentosa na realização, tem James Wan na produção executiva, o  que é sempre uma mais-valia.

Ora bem, sucede que apreciei imenso o filme.
Claro que a crítica tem alguma razão nos comentários que tece.

Todo o filme está repleto de lugares comuns do terror, como as 'mãozinhas marotas' a surgirem por trás do personagem, as sombras que passam em frente ao ecrã, as aparições nos espelhos, os vultos negros ao longe. Também foram buscar inspiração a outros filmes, do género e não só, e não é incomum, ao longo do filme, o espectador conseguir identificar outros filmes onde já viu uma cena parecida.
O final é um tanto estúpido e francamente mal explicado, em que salta à vista a ligação forçada ao segundo filme de Conjuring. Os efeitos sonoros, apesar de impressionantes, são amiúde repetitivos e escassos, havendo vários e longos momentos em que não há som a acompanhar a imagem.

A imagem dos 'monstros' também se torna repetitiva e isto não é bem uma crítica, é como um queixume. Nos seus filmes, James Wan habituou quem o vê a introduzir não só o monstro principal, como também outros monstros, outras criaturas. Logo, quando nos assustamos num filme deste realizador não há garantias que estejamos somente a levar com o antagonista pelos olhos dentro, daí o efeito de maior surpresa. Aqui não há nada disto, é só um monstrinho e mais nada.

De resto, francamente bom.
As interpretações estão óptimas (o que, para um filme de terror, é de se lhe tirar o chapéu) e as personagens são densas e bem construídas.
O efeito visual é bom, apesar de muito escurecido. Percebe-se que a ideia é imergir o espectador na atmosfera de pesadelo que ronda pelo filme, mas creio que se perde ali alguns pormenores visuais, o que é uma pena, porque o cenário é incrível.
A música é arrepiante, no bom sentido, pecando apenas por ser escassa.
Os efeitos especiais são tremendos e consigo vislumbrar o génio de Wan e o seu fascínio por figuras veladas, o que, é preciso dizer, traz um encanto ao filme e ajuda a não deixar cair em desgraça o último capitulo desta saga.
Muito razoável.