Ganhei esta nova mania de usar óleo de corpo em vez de creme de corpo e a minha vida, devo dizer, revolucionou-se.
Passei de ter uma pele ressequida tipo bacalhau, causada única e exclusivamente pela preguiça de pôr creme todos os dias (principalmente no inverno, que está um frio demasiado polar para uma pessoa andar com as peles à mostra enquanto se esfrega com cremes) para uma pele suave como o rabinho dum bebé.
Tudo porque óleo corporal é de uma rapidez atroz na colocação (tudo se faz logo a seguir ao duche, sem secar e anda de lambreta) e na absorção e os efeitos práticos sentem-se praticamente logo a seguir.
Comecei por usar um d'O Boticário que era bonzinho, sim senhor, mas era caro como tudo e tinha um cheiro demasiado enjoativo.
Entretanto, descobri este, que é metade do preço (pechincha), cheira maravilhosamente e o efeito é 10 vezes mais poderoso.
Muito bom, sim senhor.
Digo eu, que finjo perceber muito disto.
Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Por outro lado, dá-me um especial gozo ver que todos aqueles atrasados que me atormentavam o espírito sendo uns sacanas de uns bullies hoje, com a graça do senhor, estão carecas e a trabalhar no Leroy Merlin porque estudar nunca foi coisa que os assistisse.
Arrotem.
Arrotem.
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Piadas de Propriedade Privada
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
É Normal?
Nos últimos tempos, e porque trabalhar é com certeza coisa que não assiste a gente com dois neurónios, alguém decidiu que o que era mesmo boa ideia era criar no Facebook um grupo de antigos alunos escola que frequentei.
As pessoas normais poderiam perguntar-se, qual escola, mas a minha pessoa só frequentou três escolas em toda a sua vidinha triste: a escola primária, a faculdade e no meio destas duas, do 5º ao 12º ano, um antro de gente ranhosa, mal parida e mal amanhada, pelo que, na verdade, a escolha de escolas é muito reduzida.
Sem escamotear a parte académica, que muito agradeço, a minha aversão àquela escola vem unicamente da congregação a que pertence, que é a Igreja Católica.
Obviamente que não foi por escolha minha que ali estudei,mas durante todos aqueles anos que ali estive, percebi que religiosidade e crendices que tais andam normalmente de mãos dadas com pessoas podres de alma e sem nada para oferecer que não seja igualmente pobre e igualmente mesquinho como as suas mentes atrofiadas. E isso aplicava-se maioritariamente aos alunos mas também aos professores, extensível ao restante pessoal.
E, portanto, como está bom de ver, não tenho saudades nenhumas dos tempos de estudante do ensino (agora obrigatório), não tenho saudades nenhumas das pessoas com as quais me cruzei durante aquele tempo todo e por minha vontade nunca mais me lembraria que algum dia frequentei aquele antro de atrasados.
No entanto, e mesmo tendo vindo criteriosa na escolha das amizades facebookianas, houve uma alma que decidiu convidar-me para o tal grupo e, feita parva, movida unicamente por uma curiosidade mórbida e um desejo masoquista de sofrer com recordações do passado, aceitei.
Claro que a minha alma aflita pensou logo que aquele era o grupo de estúpidos de há vinte anos e que não iam fazer mais nada senão gozar uns com os outros, insultar-se e espalhar boatos, fazer bullying contra tudo e todos, principalmente os mais fracos, como sempre foi, aliás, apanágio daqueles espíritos iluminados.
Qual não é o meu espanto quando verifico, afinal, que está toda a gente felicíssima por se 'reunir' novamente, que estavam com saudades dos tempos de escola, que gostam, afinal, de recordar os velhos tempos e com uma distância de 20 anos, são todos pais de família e gente normal.
Quão estranho é isto?!
As pessoas normais poderiam perguntar-se, qual escola, mas a minha pessoa só frequentou três escolas em toda a sua vidinha triste: a escola primária, a faculdade e no meio destas duas, do 5º ao 12º ano, um antro de gente ranhosa, mal parida e mal amanhada, pelo que, na verdade, a escolha de escolas é muito reduzida.
Sem escamotear a parte académica, que muito agradeço, a minha aversão àquela escola vem unicamente da congregação a que pertence, que é a Igreja Católica.
Obviamente que não foi por escolha minha que ali estudei,mas durante todos aqueles anos que ali estive, percebi que religiosidade e crendices que tais andam normalmente de mãos dadas com pessoas podres de alma e sem nada para oferecer que não seja igualmente pobre e igualmente mesquinho como as suas mentes atrofiadas. E isso aplicava-se maioritariamente aos alunos mas também aos professores, extensível ao restante pessoal.
E, portanto, como está bom de ver, não tenho saudades nenhumas dos tempos de estudante do ensino (agora obrigatório), não tenho saudades nenhumas das pessoas com as quais me cruzei durante aquele tempo todo e por minha vontade nunca mais me lembraria que algum dia frequentei aquele antro de atrasados.
No entanto, e mesmo tendo vindo criteriosa na escolha das amizades facebookianas, houve uma alma que decidiu convidar-me para o tal grupo e, feita parva, movida unicamente por uma curiosidade mórbida e um desejo masoquista de sofrer com recordações do passado, aceitei.
Claro que a minha alma aflita pensou logo que aquele era o grupo de estúpidos de há vinte anos e que não iam fazer mais nada senão gozar uns com os outros, insultar-se e espalhar boatos, fazer bullying contra tudo e todos, principalmente os mais fracos, como sempre foi, aliás, apanágio daqueles espíritos iluminados.
Qual não é o meu espanto quando verifico, afinal, que está toda a gente felicíssima por se 'reunir' novamente, que estavam com saudades dos tempos de escola, que gostam, afinal, de recordar os velhos tempos e com uma distância de 20 anos, são todos pais de família e gente normal.
Quão estranho é isto?!
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Piadas de Propriedade Privada
Coisas que vejo por Aí #51
Ainda me falta o último episódio da segunda temporada, mas posso já adiantar que está melhor que a primeira. O que é, diga-se, um grande elogio, porque a primeira temporada foi para lá de espectacular. E as segundas temporadas de grandes séries tendem a ser uma bosta pegada, pelo que é uma inversão de tendência e verdadeiramente original.
Segundo li, vai haver uma terceira temporada e é preciso dizer, sem sombra de vergonha, que mal posso esperar.
Ah, os protagonistas continuam com uma saúde incrível.
Just sayin'.
Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Terceira
Entretanto, chegaram-nos dois estagiários (que a que só fazia recados já foi à vida dela, como está bom de ver) e tem sido uma alegria.
São tão verdinhos, tão verdinhos que quando olho para eles até me admiro como não usam chucha.
Acabadinhos de sair da faculdade, pairam por aqui com aquele ar assustado, mas extremamente competente, de quem vem trabalhar todos os dias de fato e gravata e usa botões de punho, mas depois não sabe distinguir uma fotocopiadora duma reclamação de créditos.
Andam sempre os dois juntinhos para todo o lado (qualquer dia dá romance, estou mesmo a ver), chegam juntos, saem juntos, lancham juntos, almoçam juntos, fazem tudo juntos, sempre lado a lado.
Parecem, portanto, duas testemunhas de Jeová a passearem-se pelos corredores, espalhando a palavra do senhor.
E eu sou má, obviamente olvidando o meu ar de parva quando tinha a idade deles.
Não presto.
São tão verdinhos, tão verdinhos que quando olho para eles até me admiro como não usam chucha.
Acabadinhos de sair da faculdade, pairam por aqui com aquele ar assustado, mas extremamente competente, de quem vem trabalhar todos os dias de fato e gravata e usa botões de punho, mas depois não sabe distinguir uma fotocopiadora duma reclamação de créditos.
Andam sempre os dois juntinhos para todo o lado (qualquer dia dá romance, estou mesmo a ver), chegam juntos, saem juntos, lancham juntos, almoçam juntos, fazem tudo juntos, sempre lado a lado.
Parecem, portanto, duas testemunhas de Jeová a passearem-se pelos corredores, espalhando a palavra do senhor.
E eu sou má, obviamente olvidando o meu ar de parva quando tinha a idade deles.
Não presto.
Das Bizarrias da Profissão
Tenho para mim que coisas inéditas ou simplesmente parvas que se passam na Judicatura só se passam comigo.
É apenas uma sensação que tenho, vá, mais que não seja porque não oiço ninguém comentar que lhes sucedem factos tão estranhos no seu dia-a-dia profissional como os que às vezes sucedem à minha pessoa.
Por exemplo, na segunda-feira passada, uma qualquer secretaria de Tribunal de uma terra macaca que não vale a pena mencionar qual é, mas que fica ali para a linha chique e que em tempos já foi governada por um senhor condenado por práticas pouco lavadas no que a impostos diz respeito, contactou com a minha pessoa, inquirindo-me, directa e desavergonhadamente, se o julgamento, agendado para dali a dois dias e no qual represento o autor, sempre se iria realizar e se não quereriam já as partes chegar a acordo.
Absolutamente abismada com a questão que me estava a ser colocada, ainda balbuciei umas coisas incoerentes, tipo babuína que no fundo sou, mas arranjei forma de perguntar por que motivo estava o Tribunal a fazer esta pergunta dois dias antes do julgamento.
É que normalmente, e o meu público que é quase todo ele profissional forense não me deixará mentir, os funcionários só rondam as partes como se fossem abelhas de volta do pote do mel à procura de um acordo quando já se fez a chamada e estamos a, vá, dez minutos de entrar para a sala.
É verdade que alguns funcionários são mais chatos que outros, também é verdade que alguns juízes são mais insistentes que outros na busca do acordo.
Mas este desplante todo não é costumeiro.
Maneiras que a resposta que obtive à minha ingénua pergunta "porque é que me está a telefonar com perguntas de merda se podemos resolver isto daqui a 48 horas?" foi: "porque a sra. dra. Juiz quer que a gente pergunte".
Face a isto, não tive coragem para mandar ninguém bardamerda, como me estava grandemente a apetecer.
Ou melhor, o que deveria ter dito era que esperasse pelo dia da diligência, calona da gaita, que logo se via se havia acordo ou não.
Bem sabemos que fazer julgamentos é cansativo, há que os preparar, ler as peças, estudar, tirar notas, fazer o trabalhinho de casa, no fundo. Já para não falar das deslocações, dos Tribunais no fim do mundo, dos cafés de merda que gravitam em volta destes edifícios, que encontrar um café decente nas imediações dos Tribunais é uma tarefa difícil, mais a conversa de merda dos clientes, a conversa de merda dos colegas, a conversa de merda de toda a gente, os tempos mortos, as intermináveis esperas. Para quem, depois, ainda tem que fazer a sentença, estudar de novo, rever o que foi dito, fundamentar a sentença ainda é pior, porque o trabalho continua muito depois de ter acabado o julgamento.
Não obstante, acho que, por menos por ora, não se apontam armas às cabeças de ninguém para seguirem a carreira da magistratura e, em primeira e última análise, só segue essa vida quem quer, portanto... vá, temos pena.
Mal comparando, esta chamada supersónica é como se fosse a um qualquer supermercado e ainda antes de ter feito as compras já estar numa caixa a pagar.
Onde é que já se viu esta pouca vergonha?
É apenas uma sensação que tenho, vá, mais que não seja porque não oiço ninguém comentar que lhes sucedem factos tão estranhos no seu dia-a-dia profissional como os que às vezes sucedem à minha pessoa.
Por exemplo, na segunda-feira passada, uma qualquer secretaria de Tribunal de uma terra macaca que não vale a pena mencionar qual é, mas que fica ali para a linha chique e que em tempos já foi governada por um senhor condenado por práticas pouco lavadas no que a impostos diz respeito, contactou com a minha pessoa, inquirindo-me, directa e desavergonhadamente, se o julgamento, agendado para dali a dois dias e no qual represento o autor, sempre se iria realizar e se não quereriam já as partes chegar a acordo.
Absolutamente abismada com a questão que me estava a ser colocada, ainda balbuciei umas coisas incoerentes, tipo babuína que no fundo sou, mas arranjei forma de perguntar por que motivo estava o Tribunal a fazer esta pergunta dois dias antes do julgamento.
É que normalmente, e o meu público que é quase todo ele profissional forense não me deixará mentir, os funcionários só rondam as partes como se fossem abelhas de volta do pote do mel à procura de um acordo quando já se fez a chamada e estamos a, vá, dez minutos de entrar para a sala.
É verdade que alguns funcionários são mais chatos que outros, também é verdade que alguns juízes são mais insistentes que outros na busca do acordo.
Mas este desplante todo não é costumeiro.
Maneiras que a resposta que obtive à minha ingénua pergunta "porque é que me está a telefonar com perguntas de merda se podemos resolver isto daqui a 48 horas?" foi: "porque a sra. dra. Juiz quer que a gente pergunte".
Face a isto, não tive coragem para mandar ninguém bardamerda, como me estava grandemente a apetecer.
Ou melhor, o que deveria ter dito era que esperasse pelo dia da diligência, calona da gaita, que logo se via se havia acordo ou não.
Bem sabemos que fazer julgamentos é cansativo, há que os preparar, ler as peças, estudar, tirar notas, fazer o trabalhinho de casa, no fundo. Já para não falar das deslocações, dos Tribunais no fim do mundo, dos cafés de merda que gravitam em volta destes edifícios, que encontrar um café decente nas imediações dos Tribunais é uma tarefa difícil, mais a conversa de merda dos clientes, a conversa de merda dos colegas, a conversa de merda de toda a gente, os tempos mortos, as intermináveis esperas. Para quem, depois, ainda tem que fazer a sentença, estudar de novo, rever o que foi dito, fundamentar a sentença ainda é pior, porque o trabalho continua muito depois de ter acabado o julgamento.
Não obstante, acho que, por menos por ora, não se apontam armas às cabeças de ninguém para seguirem a carreira da magistratura e, em primeira e última análise, só segue essa vida quem quer, portanto... vá, temos pena.
Mal comparando, esta chamada supersónica é como se fosse a um qualquer supermercado e ainda antes de ter feito as compras já estar numa caixa a pagar.
Onde é que já se viu esta pouca vergonha?
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Coisas Boas
E, de repente, passaram dois anos inteiros desde que chegou o rebento.
Para mim, mais parece que acabou de suceder, tamanha a surpresa que ainda me causa.
Ainda tenho dificuldade em perceber que aquele torresmo pequenino já não é tão torresmo quanto isso, que é uma pequena pessoa, com vontades e humores, com birras e coisas fofas, tanto quanto qualquer adulto.
Normalmente, significa que estou a ficar velha muito depressa e que não tarda estou bem boa para ir para um lar, mas digo que vale a pena cada segundo com o texuguinho, que esta todos os dias os limites da paciência, mas que ensina as coisas doces da maternidade, como limpar porcaria de todos os lados e apanhar brinquedos dos sítios mais estranhos como o bidé.
Tirando isso, é só doçura.
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Mais do Mesmo
Nisto se observam as grandes bandas.
Uma música de álbum que não é nada de especial, tocada ao vivo fica muitíssimo mais rica.
20 anos depois souberam reinventá-la.
Digam lá que isto não é espantoso?
Merda Mais a Isto
Já por diversas vezes manifestei a minha posição doutrinária quanto à existência de Joanas nas proximidades da minha pessoa.
Pelo que não pode surpreender ninguém que odeie gente com este nome, que tendem a ter uma cara correspondente ao nojo de nome que têm e, concomitantemente, uma personalidade de merda a acompanhar aquele "puta nome".
Ora bem, tendo isto presente, o que é que haveria de me acontecer?
Ter uma nova colega chamada Joana. Obviamente e como não podia deixar de ser.
A cara que tem coitadinha, deve tê-la enfiado numa batedeira industrial porque nada daquilo parece obra da natureza.
A personalidade condiz com o nome, como não?! Ainda dizem que não tenho razão...
Maneiras que tenho vindo trabalhar cheia de vontade de cometer homicídio.
A quem mais poderia isto suceder?
Pelo que não pode surpreender ninguém que odeie gente com este nome, que tendem a ter uma cara correspondente ao nojo de nome que têm e, concomitantemente, uma personalidade de merda a acompanhar aquele "puta nome".
Ora bem, tendo isto presente, o que é que haveria de me acontecer?
Ter uma nova colega chamada Joana. Obviamente e como não podia deixar de ser.
A cara que tem coitadinha, deve tê-la enfiado numa batedeira industrial porque nada daquilo parece obra da natureza.
A personalidade condiz com o nome, como não?! Ainda dizem que não tenho razão...
Maneiras que tenho vindo trabalhar cheia de vontade de cometer homicídio.
A quem mais poderia isto suceder?
Traumas
Anda toda a gente tão preocupada com os putos a serem obrigados a beijar os avós (e ainda mais preocupados em difamar a criatura que se atreveu a manifestar a sua opinião num país livre e democrático, mas enfim) e ninguém fala de um flagelo muito maior.
Que é, nem mais, nem menos, a obrigação de dar beijinhos, não aos avós, que isso é básico, diria eu, mas àquelas velhas a cheirar a velório, com bigodes que picam e salivas ácidas, velhas essas que não conhecemos de lado nenhum, mas que são primas da enteada da tia-avó do merceeiro ou o raio que as parta, mas que temos obrigatoriamente de cumprimentar senão somos malcriadões e apanhamos quando chegamos a casa caso não depositemos dois ósculos naquelas fronhas encarcilhadas.
Nisso ninguém fala, porra.
Que é, nem mais, nem menos, a obrigação de dar beijinhos, não aos avós, que isso é básico, diria eu, mas àquelas velhas a cheirar a velório, com bigodes que picam e salivas ácidas, velhas essas que não conhecemos de lado nenhum, mas que são primas da enteada da tia-avó do merceeiro ou o raio que as parta, mas que temos obrigatoriamente de cumprimentar senão somos malcriadões e apanhamos quando chegamos a casa caso não depositemos dois ósculos naquelas fronhas encarcilhadas.
Nisso ninguém fala, porra.
Aqui Só Para Ti
Anda toda a gente com a Maria Leal na boca.
Salvo seja, claro.
Obviamente que não me vou pôr a mandar bitaites, que isso o Correio da Manhã já faz brilhantemente e com muito mais audiência que eu.
Até porque, segundo consta, estão a correr termos processos judiciais e tudo, porque a justiça é que vai resolver, a justiça é que faz e acontece, as pessoas dizem o que lhes apetece, mas a justiça é que é.
Pois, pois... Soubessem vocês o que a justiça não faz pelo cidadão, não eram tão lestos a depositar as vossas esperanças no sistema judicial.
Adiante.
Há dois pormenores nesta história toda que me fazem muita confusão: uma é o facto de aparentemente tooooooooooooda a gente ter acreditado que a senhora tinha 33 anos. Outra é nunca ninguém (?!) ter percebido que ela usava lentes de contacto coloridas.
Mas...
Mas... então...
Mas... mas...
COMO, CARALHO??!
Não salta logo à vista?!
Não é preciso ser-se muito esperto, nem tremendamente inteligente. Está à vista.
Não?
Não, pronto, se calhar sou sou eu...
Salvo seja, claro.
Obviamente que não me vou pôr a mandar bitaites, que isso o Correio da Manhã já faz brilhantemente e com muito mais audiência que eu.
Até porque, segundo consta, estão a correr termos processos judiciais e tudo, porque a justiça é que vai resolver, a justiça é que faz e acontece, as pessoas dizem o que lhes apetece, mas a justiça é que é.
Pois, pois... Soubessem vocês o que a justiça não faz pelo cidadão, não eram tão lestos a depositar as vossas esperanças no sistema judicial.
Adiante.
Há dois pormenores nesta história toda que me fazem muita confusão: uma é o facto de aparentemente tooooooooooooda a gente ter acreditado que a senhora tinha 33 anos. Outra é nunca ninguém (?!) ter percebido que ela usava lentes de contacto coloridas.
Mas...
Mas... então...
Mas... mas...
COMO, CARALHO??!
Não salta logo à vista?!
Não é preciso ser-se muito esperto, nem tremendamente inteligente. Está à vista.
Não?
Não, pronto, se calhar sou sou eu...
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Comentário Jurídico da Latrina
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Cinema Nº ... Qualquer Coisa
Deuses, que voltei ao cinema depois de não sei quantos meses...! Confétis!!!!
À falta de melhor, visualizei este.
Ia com as expectativas muito em baixo, pelas críticas que tenho lido. Tudo o que era crítico do género mandou-se fortemente aos arames com esta produção e desancou sem dó nem piedade no filme, dizendo tudo menos doçuras.
Portanto, ia à espera de levar uma banhada de todo o tamanho, sendo certo que não podia deixar de ver, já que pertence ao universo Conjuring e mesmo não tendo a sua mão talentosa na realização, tem James Wan na produção executiva, o que é sempre uma mais-valia.
Ora bem, sucede que apreciei imenso o filme.
Claro que a crítica tem alguma razão nos comentários que tece.
Todo o filme está repleto de lugares comuns do terror, como as 'mãozinhas marotas' a surgirem por trás do personagem, as sombras que passam em frente ao ecrã, as aparições nos espelhos, os vultos negros ao longe. Também foram buscar inspiração a outros filmes, do género e não só, e não é incomum, ao longo do filme, o espectador conseguir identificar outros filmes onde já viu uma cena parecida.
O final é um tanto estúpido e francamente mal explicado, em que salta à vista a ligação forçada ao segundo filme de Conjuring. Os efeitos sonoros, apesar de impressionantes, são amiúde repetitivos e escassos, havendo vários e longos momentos em que não há som a acompanhar a imagem.
A imagem dos 'monstros' também se torna repetitiva e isto não é bem uma crítica, é como um queixume. Nos seus filmes, James Wan habituou quem o vê a introduzir não só o monstro principal, como também outros monstros, outras criaturas. Logo, quando nos assustamos num filme deste realizador não há garantias que estejamos somente a levar com o antagonista pelos olhos dentro, daí o efeito de maior surpresa. Aqui não há nada disto, é só um monstrinho e mais nada.
De resto, francamente bom.
As interpretações estão óptimas (o que, para um filme de terror, é de se lhe tirar o chapéu) e as personagens são densas e bem construídas.
O efeito visual é bom, apesar de muito escurecido. Percebe-se que a ideia é imergir o espectador na atmosfera de pesadelo que ronda pelo filme, mas creio que se perde ali alguns pormenores visuais, o que é uma pena, porque o cenário é incrível.
A música é arrepiante, no bom sentido, pecando apenas por ser escassa.
Os efeitos especiais são tremendos e consigo vislumbrar o génio de Wan e o seu fascínio por figuras veladas, o que, é preciso dizer, traz um encanto ao filme e ajuda a não deixar cair em desgraça o último capitulo desta saga.
Muito razoável.
À falta de melhor, visualizei este.
Ia com as expectativas muito em baixo, pelas críticas que tenho lido. Tudo o que era crítico do género mandou-se fortemente aos arames com esta produção e desancou sem dó nem piedade no filme, dizendo tudo menos doçuras.
Portanto, ia à espera de levar uma banhada de todo o tamanho, sendo certo que não podia deixar de ver, já que pertence ao universo Conjuring e mesmo não tendo a sua mão talentosa na realização, tem James Wan na produção executiva, o que é sempre uma mais-valia.
Ora bem, sucede que apreciei imenso o filme.
Claro que a crítica tem alguma razão nos comentários que tece.
Todo o filme está repleto de lugares comuns do terror, como as 'mãozinhas marotas' a surgirem por trás do personagem, as sombras que passam em frente ao ecrã, as aparições nos espelhos, os vultos negros ao longe. Também foram buscar inspiração a outros filmes, do género e não só, e não é incomum, ao longo do filme, o espectador conseguir identificar outros filmes onde já viu uma cena parecida.
O final é um tanto estúpido e francamente mal explicado, em que salta à vista a ligação forçada ao segundo filme de Conjuring. Os efeitos sonoros, apesar de impressionantes, são amiúde repetitivos e escassos, havendo vários e longos momentos em que não há som a acompanhar a imagem.
A imagem dos 'monstros' também se torna repetitiva e isto não é bem uma crítica, é como um queixume. Nos seus filmes, James Wan habituou quem o vê a introduzir não só o monstro principal, como também outros monstros, outras criaturas. Logo, quando nos assustamos num filme deste realizador não há garantias que estejamos somente a levar com o antagonista pelos olhos dentro, daí o efeito de maior surpresa. Aqui não há nada disto, é só um monstrinho e mais nada.
De resto, francamente bom.
As interpretações estão óptimas (o que, para um filme de terror, é de se lhe tirar o chapéu) e as personagens são densas e bem construídas.
O efeito visual é bom, apesar de muito escurecido. Percebe-se que a ideia é imergir o espectador na atmosfera de pesadelo que ronda pelo filme, mas creio que se perde ali alguns pormenores visuais, o que é uma pena, porque o cenário é incrível.
A música é arrepiante, no bom sentido, pecando apenas por ser escassa.
Os efeitos especiais são tremendos e consigo vislumbrar o génio de Wan e o seu fascínio por figuras veladas, o que, é preciso dizer, traz um encanto ao filme e ajuda a não deixar cair em desgraça o último capitulo desta saga.
Muito razoável.
Foram umas Óptimas Comemorações
Festejar apenas no dia da celebração propriamente dita já não se usa; o que está a dar é partir em fins-de-semana plenos de coisas boas, celebrando por dias o que temos de melhor.
E foi tão bom.
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Concertos Participativos da Gulbenkian
Actualizando por aqui a agenda cultural vastíssima (not), fui a uma coisa destas, aqui há umas semanas, ouvir o Requiem de Mozart.
Devo dizer que adorei. A interpretação foi irrepreensível e estive arrepiada do início ao fim.
Muito bom.
Devo dizer que adorei. A interpretação foi irrepreensível e estive arrepiada do início ao fim.
Muito bom.
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Não pespeguei aqui, mas terminando Simon Scarrow, parti para outras aventuras.
Não que tenha valido muito a pena, no entanto.
Sou preguiçosa que dói e ler livros com letrinhas muito juntinhas e muito apertadinhas, muito pequeninas dá-me um sono tremendo. Quando a história que lá se conta, não é por aí além de interessante, dá-se um fenómeno inusitado, que consiste na leitura diagonal da obra em passo de corrida com concentração da atenção na leitura do último capítulo, pelo que, sim senhor, muito bonito e provavelmente bem escrito, mas o autor não sabe cativar, só descrever.
Uma pena.
Não Tenho Tido Oportunidade de Não Fazer Nenhum e Estou Triste
Já uma pessoa não pode borregar alegremente no seu sítio de queixume que se lhe entra logo a Judicatura pelas ventas dentro...
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Segunda
Não contentes com o facto não haver ninguém para passar a vida na rua a fazer coisas que os outros não querem fazer, arranjou-se uma estagiária para o estaminé.
Estagiária é como quem diz, uma moça que, desgraçada, está a tentar acabar o curso na faculdade e vem para aqui fazer uma perninha.
Perninha é como quem diz ajuda das grandes, que esta gente é toda barriguda (como se diz na minha terra) e não quer andar a gastar solas dos sapatos na rua a saltar de conservatória em conservatória, de serviço de finanças em serviço de finanças, de SEF em SEF ou de uma coisa qualquer quando lá pode ir a criadagem.
Desta vez, criadagem não é como quem diz, é mesmo literal, porque eu bem oiço a pobre criatura a destruir quilos de papel na sala ao lado da minha.
Ou então, não a vejo de todo e já sei que está na rua em serviço.
Portanto, foi para isto que se contratou uma estagiária, para destruir papel e andar à chapa do sol a correr de um lado para o outro a pedir mais papel nas repartições competentes.
A velha que em mim habita tem vontade de dizer, olha que coisa, também tu nos primeiros anos não fazias mais nada senão andar na rua a fazer os recados dos outros.
Ao que responde a jovem que também cá mora, e que felicidade é ver que as coisas não melhoram nem evoluem nada ao fim de quase 10 anos.
E entristece-me deveras ver a gaiata (sim, quem nasce em 1995 não tem direito a outra qualificação) a ser escravizada, enquanto nós assistimos, como os carrascos dela.
Foi aqui que vim parar.
Estagiária é como quem diz, uma moça que, desgraçada, está a tentar acabar o curso na faculdade e vem para aqui fazer uma perninha.
Perninha é como quem diz ajuda das grandes, que esta gente é toda barriguda (como se diz na minha terra) e não quer andar a gastar solas dos sapatos na rua a saltar de conservatória em conservatória, de serviço de finanças em serviço de finanças, de SEF em SEF ou de uma coisa qualquer quando lá pode ir a criadagem.
Desta vez, criadagem não é como quem diz, é mesmo literal, porque eu bem oiço a pobre criatura a destruir quilos de papel na sala ao lado da minha.
Ou então, não a vejo de todo e já sei que está na rua em serviço.
Portanto, foi para isto que se contratou uma estagiária, para destruir papel e andar à chapa do sol a correr de um lado para o outro a pedir mais papel nas repartições competentes.
A velha que em mim habita tem vontade de dizer, olha que coisa, também tu nos primeiros anos não fazias mais nada senão andar na rua a fazer os recados dos outros.
Ao que responde a jovem que também cá mora, e que felicidade é ver que as coisas não melhoram nem evoluem nada ao fim de quase 10 anos.
E entristece-me deveras ver a gaiata (sim, quem nasce em 1995 não tem direito a outra qualificação) a ser escravizada, enquanto nós assistimos, como os carrascos dela.
Foi aqui que vim parar.
Coisas Que Vejo Por Aí # 50
Não foi por falta de tentativa, nem de emprenho, nem de vontade.
A verdade é que tentei, muito e com muita força.
Não deu.
Sei que grassam por essa internet fora milhões de reviews desta base, que é milagrosa, que é espantosa, que é a última Coca-cola do deserto, mas, lamento, tenho uma opinião diferente.
A minha base-de-todos-os-dias é a Lasting Finish 25h, da Rimmel, como até já pespeguei aqui, mas desafortunadamente a cor que uso só consigo encontrar no Jumbo. (Já para não falar no preço, que é cerca de três euros mais cara noutros hipermercados, mas adiante, que ninguém tem nada a ver com as pechinchas que encontro.)
Ora, gosto de fazer o meu avio (olá avós deste país, daqui fala-vos uma outra avó) num hiper da concorrência e precisando eu urgentemente de uma base - era isso ou vir trabalhar com a cútis à mostra para todo o povão ver quão mau é o meu revestimento exterior - resolvi dar mais uma hipótese a esta.
Sim, porque já lhe dei várias, saindo para cima de desiludida nessa demanda.
Para começar, foi o bom e o bonito para encontrar uma cor que fosse a adequada para mim. Pesquisando, vi que a cor 120 era um espantoso classic ivory. Ora, ivory é normalmente uma escolha acertada para quem é assim a atirar para cor de lula, porque é uma cor neutra. Depressa descobri que o 120 me fazia parecer uma prima muito próxima de uma laranja, pelo que basicamente usei uma vez, saindo à rua mascarada de militante do PSD e deitei fora.
Não me dei por vencida, no entanto; o preço desta pequena é muito apelativo (€ 9,90) e faltando a oportunidade de comprar a minha preferida, tinha mais é que servir.
Escolhi, então, a cor 115, apenas para descobrir que continuava a parecer uma lâmpada de candeeiro de rua, de tão laranja que parecia. Se me vissem no escuro, ainda me espremiam para ver se dava sumo.
Estava quase a desistir quando finalmente encontrei a cor 110, essa sim, mais clara que as outras, ou não fossem conhecida pelo nome de 'porcelain'.
Porém, tem sub tom amarelo, o que me faz parecer que sofro, ainda que de forma ligeira, de alguma doença do foro hepático, o que não é lá muito simpático. O que era para lá de bom era o mesmo tom, mas com o tal sub tom em rosa, o que parece que só há na cor 105 que, desafortunadamente, ainda não consegui encontrar em nenhuma superfície comercial.
Poderia fechar os olhos a este pequeno lapso de sub tons se o produto cumprisse minimamente os outros requisitos que promete.
Não cumpre.
É demasiado fluída, o que torna a construção em camadas difícil e requer alguma arte ao utilizar o pincel.
Combina melhor com pincéis planos do que com pincéis com acabamento buffing, os meus preferidos. Com estes últimos, a base quase desaparece, o que não creio que seja positivo para quem, como eu, utiliza a base para esconder as imperfeições.
Poderia, mesmo assim, tentar ignorar este aspecto se esta base cumprisse o seu principal (pseudo) atributo, o acabamento mate.
Não sei se tenho uma pele que produz mais óleo que um campo com 150 hectares de girassóis, o que torna impossível que uma base mate cumpra o seu trabalho na minha cútis.
Até admito que possa ser esse o problema, e a minha pele é uma coisa odiosa que faz com que as coisas não funcionem.
Todavia, há bases que utilizo, e outras que já utilizei, que não têm o mesmo problema, pelo que sou obrigada a concluir que talvez o problema não seja meu.
Se por acaso tiver a infeliz ideia de não colocar pó compacto depois de aplicar esta base, toda a luz do sol é reflectida na minha ilustre tromba, de tal modo que até temo provocar algum acidente no trânsito.
Com a aplicação do dito pó, já a meio da manhã consigo vislumbrar o brilho do sebinho na testa e no queixo. Se o pó aplicado for translúcido, o efeito é melhor e o tal sebo demora mais a transparecer na pele. Mas aparece, não haja ilusão.
Creio que é seguro dizer que esta base só atinge o seu expoente máximo - sempre com a ressalva dos pontos acima, é preciso dizer - se utilizar primer, pó translúcido e spray fixador de maquilhagem (que mais não é senão laca para a cara, mas enfim), mas nunca utilizaria, por exemplo, este produto para um evento festivo ou para uma maquilhagem mais trabalhada. Era ver o reboco, como dizem as youtubers brasileiras, a escorrer lentamente da face ao longo do dia e a ir passear para outro lado.
Tentei, a sério que sim. Utilizei isto várias vezes, em diferentes contextos, sempre a fazer experiências.
Não dá. Não percebo tamanho alarido à volta disto. Não cumpre com nada do que promete, o que é uma pena.
Shame, shame, shame.
Ora, gosto de fazer o meu avio (olá avós deste país, daqui fala-vos uma outra avó) num hiper da concorrência e precisando eu urgentemente de uma base - era isso ou vir trabalhar com a cútis à mostra para todo o povão ver quão mau é o meu revestimento exterior - resolvi dar mais uma hipótese a esta.
Sim, porque já lhe dei várias, saindo para cima de desiludida nessa demanda.
Para começar, foi o bom e o bonito para encontrar uma cor que fosse a adequada para mim. Pesquisando, vi que a cor 120 era um espantoso classic ivory. Ora, ivory é normalmente uma escolha acertada para quem é assim a atirar para cor de lula, porque é uma cor neutra. Depressa descobri que o 120 me fazia parecer uma prima muito próxima de uma laranja, pelo que basicamente usei uma vez, saindo à rua mascarada de militante do PSD e deitei fora.
Não me dei por vencida, no entanto; o preço desta pequena é muito apelativo (€ 9,90) e faltando a oportunidade de comprar a minha preferida, tinha mais é que servir.
Escolhi, então, a cor 115, apenas para descobrir que continuava a parecer uma lâmpada de candeeiro de rua, de tão laranja que parecia. Se me vissem no escuro, ainda me espremiam para ver se dava sumo.
Estava quase a desistir quando finalmente encontrei a cor 110, essa sim, mais clara que as outras, ou não fossem conhecida pelo nome de 'porcelain'.
Porém, tem sub tom amarelo, o que me faz parecer que sofro, ainda que de forma ligeira, de alguma doença do foro hepático, o que não é lá muito simpático. O que era para lá de bom era o mesmo tom, mas com o tal sub tom em rosa, o que parece que só há na cor 105 que, desafortunadamente, ainda não consegui encontrar em nenhuma superfície comercial.
Poderia fechar os olhos a este pequeno lapso de sub tons se o produto cumprisse minimamente os outros requisitos que promete.
Não cumpre.
É demasiado fluída, o que torna a construção em camadas difícil e requer alguma arte ao utilizar o pincel.
Combina melhor com pincéis planos do que com pincéis com acabamento buffing, os meus preferidos. Com estes últimos, a base quase desaparece, o que não creio que seja positivo para quem, como eu, utiliza a base para esconder as imperfeições.
Poderia, mesmo assim, tentar ignorar este aspecto se esta base cumprisse o seu principal (pseudo) atributo, o acabamento mate.
Não sei se tenho uma pele que produz mais óleo que um campo com 150 hectares de girassóis, o que torna impossível que uma base mate cumpra o seu trabalho na minha cútis.
Até admito que possa ser esse o problema, e a minha pele é uma coisa odiosa que faz com que as coisas não funcionem.
Todavia, há bases que utilizo, e outras que já utilizei, que não têm o mesmo problema, pelo que sou obrigada a concluir que talvez o problema não seja meu.
Se por acaso tiver a infeliz ideia de não colocar pó compacto depois de aplicar esta base, toda a luz do sol é reflectida na minha ilustre tromba, de tal modo que até temo provocar algum acidente no trânsito.
Com a aplicação do dito pó, já a meio da manhã consigo vislumbrar o brilho do sebinho na testa e no queixo. Se o pó aplicado for translúcido, o efeito é melhor e o tal sebo demora mais a transparecer na pele. Mas aparece, não haja ilusão.
Creio que é seguro dizer que esta base só atinge o seu expoente máximo - sempre com a ressalva dos pontos acima, é preciso dizer - se utilizar primer, pó translúcido e spray fixador de maquilhagem (que mais não é senão laca para a cara, mas enfim), mas nunca utilizaria, por exemplo, este produto para um evento festivo ou para uma maquilhagem mais trabalhada. Era ver o reboco, como dizem as youtubers brasileiras, a escorrer lentamente da face ao longo do dia e a ir passear para outro lado.
Tentei, a sério que sim. Utilizei isto várias vezes, em diferentes contextos, sempre a fazer experiências.
Não dá. Não percebo tamanho alarido à volta disto. Não cumpre com nada do que promete, o que é uma pena.
Shame, shame, shame.
Cheesy Songs From The 80's - parte VI
Faleci um pouco com aqueles cabelos e aquele casaco cor-de-rosa, mas, lá está, são os anos 80 ...
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Não será segredo para ninguém que sou uma pessoa implicante, difícil, queixosa e portadora de um delicado mau feitio.
É também sabido que tenho ódios de estimação, que cultivo com um prazer que pouco faço por esconder.
Portanto, não poderá constituir surpresa para ninguém que quando uma pobre pessoa do meu espectro de conhecimentos cai na teia da minha infantil implicância, nunca mais de lá sai.
Posto isto, apraz dizer que implico profundamente com uma colega de trabalho.
Todos os defeitos que se lembrem que uma pessoa possa ter, garanto, aquela criatura tem.
Maneiras que, estando farta dela, das merdas dela e das merdas que ela me faz até à ponta dos cabelos, resolvi começar a apontar não só as porcarias que ela se lembra de fazer, mas também os favores que me fica a dever, de todas as vezes que tenho que a safar de asneiras que aquela cabeça se lembrou de inventar.
Tenho, portanto, uma lista de favores apontada, qual capo da máfia a recolher o dízimo da protecção.
Não presto.
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
Sou Lá Capaz Disso...
Então e prendinhas de Natal, quem já começou a comprar?
#nãotenhocomquemeralarentãoinventoestascoisas
#nãotenhocomquemeralarentãoinventoestascoisas
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Contratos de Compra e Venda Natalícios
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Mais um que tive muita pena de acabar.
Simon Scarrow não perde a mão ao contar a História através da história de Cato e Macro. Sempre vívido, sempre marcante, leva o leitor na habitual viagem no tempo.
É de salientar que Scarrow não cede à tentação de escrever livros a metro, apesar de anualmente lançar uma obra desta colecção. Narciso, um personagem execrável que esteve presente em todos os livros desta saga e cujo objectivo de vida era enredar os personagens principais nas intrincadas teias da intriga política e das conspirações para derrubar o poder instalado, conheceu o seu fim neste livro. Poderia Scarrow facilmente ceder à tentação de escrever mais um ou dois livros só a contar as peripécias dos dois heróis para acertar contas com o seu arqui-inimigo; até fariam algum sentido que um personagem tão marcante como Narciso merecesse algum destaque e o seu término nesta história fosse digno de uma obra em sua honra. No entanto, não foi essa a escolha do autor e não há como não reconhecer que é de grande nível não ceder a escrever por encomenda.
Com esta obra, terminou uma fase desta história para já levantar o véu à próxima que se avizinha e que é, como sempre, prometedora.
Excelente.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 64
Nem vou dizer o que esta senhora parece porque, como é óbvio, está à vista.
Mas não me passa despercebido que a comunicação social, principalmente nas redes sociais, utilize esta fotografia de cada vez que o CDS propõe alguma medida idiota ou entra em contradição com as posições que tomou anteriormente.
E é preciso dizer que não tenho pena nenhuma.
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Comentário Jurídico da Latrina,
Posição Doutrinária
Apetece-me Grandemente Ser Porca #63
Imagino o ralo do duche na casa-de-banho desta moça (Ariana Grande).
Ninguém lhe diz que este cabelo é horrível de grande?!
Pa-môr-deus, pá!
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Comentário Jurídico da Latrina,
Posição Doutrinária
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Cheesy Songs From the 80's - parte IV
Para acabar bem a semana, e o mês, já agora, nada melhor que foleirada a metro.
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
Cenas de porrada desde sempre despertaram em mim muita curiosidade.
Que me recorde, acho que nunca assisti de perto a nenhuma.
Já estive presente em situações que quase resvalaram para as vias de factos, já cheguei a segurar gente que queria bater noutras gentes, já assisti ao rescaldo da porrada, tendo vislumbrado, muito ao longe, dentes partidos e rostos ensanguentados, mas ver, ver mesmo alguém a andar ao biscoito, nunca vi.
E gostava deveras, estas é a verdade.
Tenho ideia que a coisa não se passa exactamente como nos filmes, em que cada cena de distribuição de fruta é uma sequência magnífica de passos de dança e quem é atingido com um murro ou um pontapé fica sempre na boa e com força suficiente para retaliar e partir o adversário ao meio.
Nada disso.
Tenho, ao invés, a firme convicção que se alguém assentar um murro, pontapé ou cabeçada noutro alguém, essa pessoa já não se consegue levantar mais e fica a ver estrelas durante um bom bocado.
E depois vejo estas cenas e não percebo como é que é possível levar não sei quantos sopapos e continuar de pé. Ou levar com uma cadeira nos cornos e não ficar em coma. Como é possível, afinal?
Acrescente-se que ver cenas de porrada, para a minha pessoa, é o delírio porque só me dá vontade de rir.
Muito.
Demais.
Como uma hiena ébria, é preciso frisar.
Talvez a pergunta que se impõe é, porque não estás tu a trabalhar em vez de estares a perder tempo com filosofias da tanga, mas isso não vem ao caso.
Certo?
Que me recorde, acho que nunca assisti de perto a nenhuma.
Já estive presente em situações que quase resvalaram para as vias de factos, já cheguei a segurar gente que queria bater noutras gentes, já assisti ao rescaldo da porrada, tendo vislumbrado, muito ao longe, dentes partidos e rostos ensanguentados, mas ver, ver mesmo alguém a andar ao biscoito, nunca vi.
E gostava deveras, estas é a verdade.
Tenho ideia que a coisa não se passa exactamente como nos filmes, em que cada cena de distribuição de fruta é uma sequência magnífica de passos de dança e quem é atingido com um murro ou um pontapé fica sempre na boa e com força suficiente para retaliar e partir o adversário ao meio.
Nada disso.
Tenho, ao invés, a firme convicção que se alguém assentar um murro, pontapé ou cabeçada noutro alguém, essa pessoa já não se consegue levantar mais e fica a ver estrelas durante um bom bocado.
E depois vejo estas cenas e não percebo como é que é possível levar não sei quantos sopapos e continuar de pé. Ou levar com uma cadeira nos cornos e não ficar em coma. Como é possível, afinal?
Acrescente-se que ver cenas de porrada, para a minha pessoa, é o delírio porque só me dá vontade de rir.
Muito.
Demais.
Como uma hiena ébria, é preciso frisar.
Talvez a pergunta que se impõe é, porque não estás tu a trabalhar em vez de estares a perder tempo com filosofias da tanga, mas isso não vem ao caso.
Certo?
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Não Se Faz
Este video valeu-me um ataque de riso histérico em pleno horário de expediente.
Ataque esse que foi notado por uma administrativa que passava pelo corredor enquanto lágrimas de agitação inundavam os meus olhos, vindas do riso descontrolado. Felizmente para mim, a senhora fala sozinha enquanto arruma os processos, sendo exactamente isso que estava a fazer naquele momento, pelo que pude alegremente fingir que me ria dela. Não creio que ela tenha ficado muito contente, mas sempre é melhor esta pequena mentirinha do que dar a entender que, enquanto trabalho, estou a ver coisas que dão para rir em sites duvidosos.
Porque, cruzes credo, não faço isso.
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O Direito tornou-me inimputável
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Um tanto difícil de começar, mas relativamente fácil de acabar.
A história, sem ter nada de extraordinário, prende pela forma como a prosa toca a poesia e como a realidade
do personagem principal se confunde com os seus pensamentos e com a sua loucura.
Diferente.
Muito bom.
A história, sem ter nada de extraordinário, prende pela forma como a prosa toca a poesia e como a realidade
do personagem principal se confunde com os seus pensamentos e com a sua loucura.
Diferente.
Muito bom.
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Coisas que Vejo por Aí #49
Novo vício.
Ainda não cheguei ao fim da série, mas, até agora, posso dizer que é do melhorzinho que tenho visto.
Para além de ser protagonizado por seres do meu agrado, mas isso é totalmente secundário. (not)
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
Coisas que Vejo por Aí # 48
Era leve como uma nuvem e, apesar de pigmentado, esbatia-se que era uma beleza e adaptava-se a qualquer tipo de look.
Acho que entretanto foi descontinuado e é uma pena, porque era mesmo excelente.
Então e a novela do Sporting, como vai?
A sério, não é por nada, mas se alguém quiser dar uma coça naquela avestruz que diz-que-é-presidente-mas-afinal-não, apesar de não ser do Sporting e publicamente condenar veementemente a violência gratuita, secretamente têm o meu apoio e até posso indicar um ou dois estabelecimentos que tratam do caso com a maior discrição.
Não?
A sério, não é por nada, mas se alguém quiser dar uma coça naquela avestruz que diz-que-é-presidente-mas-afinal-não, apesar de não ser do Sporting e publicamente condenar veementemente a violência gratuita, secretamente têm o meu apoio e até posso indicar um ou dois estabelecimentos que tratam do caso com a maior discrição.
Não?
Regresso
E assim se acaba a boa vida das férias, num instante se está de volta ao quotidiano chato e enfadonho.
Como já voltei, entretenho-me a odiar toda a gente que ainda está a descansar, pelo que me arrisco a ser comida pela inveja não tarda nada.
Ainda por cima, estive um mês de férias, nem tenho que falar...
Mas falo na mesma: merda para mim.
segunda-feira, 16 de julho de 2018
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Este foi dos melhores livros que alguma vez li. Foi, na verdade, um privilégio.
A escrita fluída transporta o leitor para a mente e para o propósito do personagem principal, sendo impossível não sentir simpatia pelo objectivo final deste.
As personagens são consistentes, profundas, marcantes e marcadas, não sendo raros os momentos de horror ao ler sobre as suas brutais histórias de vida.
Mario Puzo descreve a vingança e os seus tortuosos
caminhos como ninguém.
Soberbo.
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima Segunda
Chega um raiozinho de sol e é ver os velhos desta vida a vestir camisas de manga curta, a deixar ver os seus bracinhos esquisitos, cheios de rugas e pregas, de peles descaídas e manchas de fígado, com um ou dois pêlos desirmanados a acenar em todas as direcções. Balançam-se por aí todos contentes, a achar que estão a fazer uma bela figura.
É certo que venho de um sítio onde o patronato, chegado o verão, gostava de se bambolear pela casa fora de calções e chanatas, mas isso era num sítio onde, assumida e descaradamente, as pessoas não tinham nível apesar de se acharem a cúpula da sociedade, maneiras que isto não devia causar-me espanto.
Mas causa algum, vá.
É certo que venho de um sítio onde o patronato, chegado o verão, gostava de se bambolear pela casa fora de calções e chanatas, mas isso era num sítio onde, assumida e descaradamente, as pessoas não tinham nível apesar de se acharem a cúpula da sociedade, maneiras que isto não devia causar-me espanto.
Mas causa algum, vá.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Cheesy Songs From the 80's - Parte I
A inaugurar esta nova rubrica, coisa de velhos, não é verdade, tinha de ser esta, a coisa mais peganhenta de sempre, mas que fica no ouvido pelo acorde transversal único.
Not Impressed
Sabem aqueles colegas, bem, será mais aquelas colegas, advogadas, bem entendido, que falam como se estivessem na praça, sempre uma oitava acima do timbre socialmente aceitável, que parecem que os seus clientes são sempre as maiores vítimas de todos os horrores jamais perpetrados pelos arguidos, que partem do pressuposto que os advogados desses arguidos são uns criminosos iguais aos clientes que os escolheram, que têm discurso de TV Mais em fusão com CMTV, que isto dos subsídios é o que dá cabo deste país, isso e os emigrantes que vêm para cá receber o RSI, estão a ver o estilo, que só falta porem a mãozinha na cintura enquanto discursam, que são sempre as maiores das suas aldeias, com as quais é impossível chegar a acordo porque não há pinga de razoabilidade naquelas cabeças, que acham que têm uma inteligência acima da média mas que não sabem distinguir suspensão e interrupção do prazo, nem prescrição de caducidade, que têm sempre todas as doenças do mundo e mais algumas mas nunca são tão desgraçadas como os seus clientes, pobres vítimas que sofreram muito e a quem foi feito muito mal, que têm um ar de saloias novas ricas que nem a roupinha da Ferrache consegue disfarçar, sabem esta estirpe de gente que dá mau nome à Classe e que dá vergonha alheia?
Ontem, cruzei-me com uma procuradora assim.
Sem tirar nem pôr.
E é tão triste.
Ontem, cruzei-me com uma procuradora assim.
Sem tirar nem pôr.
E é tão triste.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Não estava à espera de gostar tanto, confesso.
A temática está um pouco batida (basicamente é a revolta da inteligência artificial contra quem a criou) e está um tanto ou quanto inverosímil, mas também ninguém prometeu um relato fiel da história contemporânea.
Tem um registo completamente diferente da escrita do autor, mas não desilude. Prende a atenção e deixa uma ligeira marca.
Muito bom.
sexta-feira, 29 de junho de 2018
Hoje é feriado naquela terra do demónio, mas que também é a minha terra.
Hoje, como no ano passado, estou cheia de inveja daquelas gentes que não estão a trabalhar, que estão a dormir até às três da tarde, que podem passar um fim-de-semana prolongado enquanto eu não tenho outro remédio senão vir labutar. Sem direito a queijadas.
Deve ser das poucas vezes que me lembro daquele buraco...
Hoje, como no ano passado, estou cheia de inveja daquelas gentes que não estão a trabalhar, que estão a dormir até às três da tarde, que podem passar um fim-de-semana prolongado enquanto eu não tenho outro remédio senão vir labutar. Sem direito a queijadas.
Deve ser das poucas vezes que me lembro daquele buraco...
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Então e o Mundial?
O Mundial está uma merda pegada, ia dizer merda do costume, mas não é verdade; se fosse do costume, a Alemanha não tinha ido com os suínos e foi.
Já o nosso Portugal anda por lá e nada mais apraz dizer.
Excepto que o treinador do Irão é um ordinário invejoso, mas não tenho bem a certeza disso ter alguma ligação à nossa equipa.
Ou será que tem?
Já o nosso Portugal anda por lá e nada mais apraz dizer.
Excepto que o treinador do Irão é um ordinário invejoso, mas não tenho bem a certeza disso ter alguma ligação à nossa equipa.
Ou será que tem?
terça-feira, 26 de junho de 2018
Gasta uma pessoa uma fortuna em cestos decorativos para colocar estrategicamente na sua sala maravilhosa e vêm os putos desta vida enfiar-se dentro deles e tratá-los como se fossem carrinhos de choque.
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Do Estabelecimento da Maternidade,
Isto Só a Mim...
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Meanwhile In Ergástulo - Parte Décima Primeira
Aparece-me um miúdo, com os seus 11/12 anos, à porta da minha sala e diz:
- Olá, sou o neto do meu avô.
Uma salva de palmas para o gene da estupidez, que claramente corre no sangue desta gente e não salta geração nenhuma.
Foi aqui que vim parar.
Esta criatura (para não lhe chamar outra coisa) deve ser o único espécime que entra e colisão consigo mesmo.
Nem sei mais que diga; podia ser inocente ao ponto de pensar que, depois de sábado, nunca mais se ouviria falar deste senhor, mas não.
Não, nem pensar. Isto não vai desaparecer só porque perde umas eleições, mas o que é isto? Isso é para aqueles que acreditam na democracia, que não é o caso dele.
Continuo sem perceber o que é isto, mas enfim.
Cinema Nº ... Qualquer Coisa Serve
Há quase um ano (UM ANO, CARALHO!!) que não ia ao cinema, por isso não podia deixar de registar aqui o acontecimento.
Achei que gastar a minha oportunidade anual a ver filmes muito pesados ou muito alternativos ou muito pseudo-intelectuais era só estúpido, por isso resolvi ir ver o filme mais banal e comercial que encontrei: sequela de Jurassic Park.
Toda a gente sabe (se não sabe fica a saber) que gosto imenso desta temática e sou ávida coleccionadora destes filmes. Sendo que, e isto que fique claro, não há nenhum que suplante o primeiro, o Mundo Jurássico não estava mesmo nada mal.
Neste, voltámos à velha temática da venda ilegal dos dinossauros, aos traficantes de dinossauros, aos fabricantes loucos de dinossauros que não se importam de misturar genes de bicharada perigosa para criar espécies ainda mais perigosas e essa treta toda. Acaba por ser uma desilusão porque, lá está, a temática está batida, mas não deixa de ser um filme com efeitos especiais fora de série.
Razoável, vá.
terça-feira, 19 de junho de 2018
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Nos dias seguintes aos feriados é possível perceber duas coisas: que ninguém gosta de trabalhar e que apenas o faz porque, caso contrário, não teria o que comer; e que assim que podem, apalam o seu rabo em casa porque, lá está, trabalhar é chato e faz mal à saúde.
Isto porque ir trabalhar a seguir a um feriado é a pior coisa que pode acontecer a um bom português.
A quantidade de vezes que já maldisse a minha própria estupidez por não ter marcado férias para estes dois dias é absolutamente indizível.
O que é que estou aqui a fazer, quando não está cá mais ninguém, que não eu a a gaja que atende o telefone?
Enfim, o tédio é tanto e tão grande que dei por mim a limpar a minha caixa de e-mail, na qual já não mexia desde 2009.
Quão triste é isto?
Isto porque ir trabalhar a seguir a um feriado é a pior coisa que pode acontecer a um bom português.
A quantidade de vezes que já maldisse a minha própria estupidez por não ter marcado férias para estes dois dias é absolutamente indizível.
O que é que estou aqui a fazer, quando não está cá mais ninguém, que não eu a a gaja que atende o telefone?
Enfim, o tédio é tanto e tão grande que dei por mim a limpar a minha caixa de e-mail, na qual já não mexia desde 2009.
Quão triste é isto?
terça-feira, 12 de junho de 2018
Portanto, Merda para Mim
Ter uma preguiça e uma soneira do tamanho dos Himalaias é demorar duas horas a fazer uma execução de sentença porque a liquidação da obrigação não se faz sozinha e as rendas em dívida não saltam para a folha de cálculo sozinhas, o que é uma pena, dava imenso jeito, mas só há benesses para quem é expedito e produtivo e não é o meu caso.
Continuamos todos sentadinhos a ver o Sporting pegar fogo, com este maníaco à frente da campanha mais perigosa, demolidora e perniciosa que o futebol já teve, não é?
Não devia estar nada ralada, sou do Benfica e por mim, em teoria, o resto do mundo podia arder assadinho no espeto que não deveria causar incómodo.
Mas confesso que já tenho pena dos sportinguistas e do próprio Sporting, que é um clube prestigiado e um adversário talentoso, e que acho que não mereciam tamanho pontapé na sua dignidade.
Isto é, simplesmente, um horror.
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Ainda bem que li o livro depois de ver o filme ou iria ficar seriamente desiludida.
Ao ler este livro, à semelhança do que me sucedeu com O Exótico Hotel Marigold, percebo a dimensão da advertência baseado na obra de; é que é isso mesmo que a expressão indica: baseado.
Os fundamentos da história são os mesmos, o que se constrói em cima destes é completamente diferente.
No caso deste livro, e talvez seja por já ter visto o filme não sei quantas vezes, a obra escrita é bem mais negra, bem mais triste e bem mais pobre em termos de evocação de cheiros e sabores do que o filme. As personagens não têm nada a ver com a sua base, são pura invenção. Um devaneio cheio de segredos não desvendados, o que é frustrante e nada misterioso. Só frustrante.
Mesmo assim, é um livro interessante.
sexta-feira, 8 de junho de 2018
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Há um placard grande com este anúncio mesmo em frente ao meu poiso profissional.
Certa manhã, estava a minha pessoa descansadinha a bronzear os seus pulmões antes de pegar ao serviço, bati com os olhos no dito placard.
E, juro por tudo, não vi um 'c' entre o 'a' e o 'i'; vi nitidamente um 'g'.
E automaticamente interiorizei: as vaginas salvam vidas.
Pensei logo que isso não fazia grande sentido; seria mais algo do género as vaginas dão vida. Mas porque é que alguém estaria a fazer publicidade a vaginas?
Depois percebi.
#souestúpidaegosto
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Merda a Rodos
Acordei com uma disposição de terrorista.
O único pensamento que me dá algum alento é fantasiar que ponho uma bomba num sítio cheio de gente, mas em vez de rolamentos de ferro ou aço, a bomba estaria cheia de merda.
Não sei como se faz uma coisa dessas.
A ideia seria parecida com um balão de água, mas em vez de água, teria merda, merda a rodos. E o balão teria que ter capacidade para, no mínimo, armazenar uns 50 litros de produto. Depois haveria um dispositivo mecânico ou eléctrico que fazia rebentar o balão e as pessoas ficariam não mortas nem despedaçadas, que isso não tem jeito nenhum, mas cobertas de merda até ao ossos.
Era isso que me apetecia fazer hoje.
Alguém me poderia ensinar a fazer uma coisa destas?
O único pensamento que me dá algum alento é fantasiar que ponho uma bomba num sítio cheio de gente, mas em vez de rolamentos de ferro ou aço, a bomba estaria cheia de merda.
Não sei como se faz uma coisa dessas.
A ideia seria parecida com um balão de água, mas em vez de água, teria merda, merda a rodos. E o balão teria que ter capacidade para, no mínimo, armazenar uns 50 litros de produto. Depois haveria um dispositivo mecânico ou eléctrico que fazia rebentar o balão e as pessoas ficariam não mortas nem despedaçadas, que isso não tem jeito nenhum, mas cobertas de merda até ao ossos.
Era isso que me apetecia fazer hoje.
Alguém me poderia ensinar a fazer uma coisa destas?
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Teorias do Homicídio Qualificado
terça-feira, 5 de junho de 2018
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Não há dúvida nenhuma que Mr. King sabe prender o leitor na sua narrativa.
No entanto, não achei que fosse uma obra com grande conteúdo e profundidade. As personagens são amiúde previsíveis e um tanto patetas, quase sem contexto e muitos factos caem de pára-quedas no colo de quem lê sem que tenham, depois, uma conclusão.
O final é desolador e francamente estúpido. Mas a restante obra
é óptima a transmitir trauma e tristeza, o que não pode deixar de ser notado.
No entanto, não achei que fosse uma obra com grande conteúdo e profundidade. As personagens são amiúde previsíveis e um tanto patetas, quase sem contexto e muitos factos caem de pára-quedas no colo de quem lê sem que tenham, depois, uma conclusão.
O final é desolador e francamente estúpido. Mas a restante obra
é óptima a transmitir trauma e tristeza, o que não pode deixar de ser notado.
Detesto andar de táxi, muito porque odeio taxistas.
Acho que são, modo geral, uns animais a conduzir, que acham que as regras de trânsito não se aplicam às suas pessoas e que levam o couro e o cabelo por uma viagem de carro.
Mas também, é preciso dizê-lo com a maior das honestidades, e quem me conhece já o sabe, odeio conversa de merda.
Odeio.
Mesmo.
Fervorosamente.
Pensar que tenho que ir a um lado qualquer e aguentar conversa que não acrescenta nada, que não serve para nada e basicamente só serve para consumir oxigénio é coisa para me deixar mal disposta um dia inteiro. Coisas como festas da terra, ou ir cortar o cabelo, andar de táxi ou estar na paragem do autocarro com uma velha tagarela, ou seja, todas situações que oferecem uma panóplia de conversas de merda que não me interessam ter, são suficientes para não fazer estas coisas. Tipo, tenho aqui umas certidões que preciso de ir buscar à conservatória, mas como tenho de ir de autocarro e o autocarro está cheio de velhas, não tenho ido. Não vou às festas da terra porque 1) não gosto de procissões, 2) as putas das velhas vêm sempre perguntar se não estou mais forte. Só corto o cabelo duas vezes por ano, para não ter que levar com a conversa de merda das cabeleireiras, que ora tagarelam alegremente sobre a vida dos outros ou se põem a descrever o que acontece às suas pachachas depois de terem filhos. Não ando de táxi porque não tenho paciência para conversa de gente que cheia a estofos de pele de vaca.
Ora, ontem precisei de andar de táxi. Não só porque estava meio mundo no metro por causa da greve e, por causa disso, atrasei-me, mas principalmente porque ainda tinha que andar a pé dois quilómetros à chuva. Ora, não demoro uma hora a arranjar-me de manhã para chegar ao pé das pessoas a cheirar a sovaco e com o cabelo a parecer um vendaval em movimento, portanto lá fui.
E tanta conversa de merda que ouvi, senhores. Tanta e com tanta qualidade. Devia ter gravado.
- A menina sabe onde é que está?
- Aaaaaaa... na rotunda do Relógio?
- Não, não.
- Não?
- Não. A menina está dentro do táxi.
Coisas como esta, estão a ver?
- A menina sabe qual é o maior toldo do mundo?
- Aaaaaa, não, não sei.
- É o vestido da mulher.
- Ah.
- Sabe porquê?
- Não, mas acho que o senhor me vai dizer.
- Pois vou. Porque é o único que esconde uma leitaria, uma padaria e uma fábrica de fazer meninos.
Nesta altura, tive um avc e não me recordo bem do que se passou a seguir.
- Então e a menina vai para onde?
- Vou para o Hospital X.
- Ah, está a sentir-se mal?
- Não.
- Vai ao médico?
- Não.
- Vai à pediatria?
- Não.
- Vai àquele médico dos bebés?
- Não.
- Ah... então vai trabalhar?
- Sim.
- Ah, vai a uma reunião com médicos, é isso? Olhe que eles atrasam-se sempre, não vale a pena ir com pressa. Também é médica, a menina?
- Não, sou advogada.
- AH!
Passou o resto do trajecto à procura no telemóvel de uma fotografia de um advogado que era amigo dele e que o tinha safado de uma série de coisas ao longo da vida, tanto que os últimos 900 metros do percurso foram feitos com recurso a subidas de passeios e derrube de pinos na estrada, nas barbas da polícia.
É disto que me calha.
Conversa de merda a rodos.
Conversa sem conteúdo nenhum, na qual sou obrigada a participar sem querer e sem ter coragem para atirar um calhau à cabeça do falador.
Mas porquê eu, senhores?!
Acho que são, modo geral, uns animais a conduzir, que acham que as regras de trânsito não se aplicam às suas pessoas e que levam o couro e o cabelo por uma viagem de carro.
Mas também, é preciso dizê-lo com a maior das honestidades, e quem me conhece já o sabe, odeio conversa de merda.
Odeio.
Mesmo.
Fervorosamente.
Pensar que tenho que ir a um lado qualquer e aguentar conversa que não acrescenta nada, que não serve para nada e basicamente só serve para consumir oxigénio é coisa para me deixar mal disposta um dia inteiro. Coisas como festas da terra, ou ir cortar o cabelo, andar de táxi ou estar na paragem do autocarro com uma velha tagarela, ou seja, todas situações que oferecem uma panóplia de conversas de merda que não me interessam ter, são suficientes para não fazer estas coisas. Tipo, tenho aqui umas certidões que preciso de ir buscar à conservatória, mas como tenho de ir de autocarro e o autocarro está cheio de velhas, não tenho ido. Não vou às festas da terra porque 1) não gosto de procissões, 2) as putas das velhas vêm sempre perguntar se não estou mais forte. Só corto o cabelo duas vezes por ano, para não ter que levar com a conversa de merda das cabeleireiras, que ora tagarelam alegremente sobre a vida dos outros ou se põem a descrever o que acontece às suas pachachas depois de terem filhos. Não ando de táxi porque não tenho paciência para conversa de gente que cheia a estofos de pele de vaca.
Ora, ontem precisei de andar de táxi. Não só porque estava meio mundo no metro por causa da greve e, por causa disso, atrasei-me, mas principalmente porque ainda tinha que andar a pé dois quilómetros à chuva. Ora, não demoro uma hora a arranjar-me de manhã para chegar ao pé das pessoas a cheirar a sovaco e com o cabelo a parecer um vendaval em movimento, portanto lá fui.
E tanta conversa de merda que ouvi, senhores. Tanta e com tanta qualidade. Devia ter gravado.
- A menina sabe onde é que está?
- Aaaaaaa... na rotunda do Relógio?
- Não, não.
- Não?
- Não. A menina está dentro do táxi.
Coisas como esta, estão a ver?
- A menina sabe qual é o maior toldo do mundo?
- Aaaaaa, não, não sei.
- É o vestido da mulher.
- Ah.
- Sabe porquê?
- Não, mas acho que o senhor me vai dizer.
- Pois vou. Porque é o único que esconde uma leitaria, uma padaria e uma fábrica de fazer meninos.
Nesta altura, tive um avc e não me recordo bem do que se passou a seguir.
- Então e a menina vai para onde?
- Vou para o Hospital X.
- Ah, está a sentir-se mal?
- Não.
- Vai ao médico?
- Não.
- Vai à pediatria?
- Não.
- Vai àquele médico dos bebés?
- Não.
- Ah... então vai trabalhar?
- Sim.
- Ah, vai a uma reunião com médicos, é isso? Olhe que eles atrasam-se sempre, não vale a pena ir com pressa. Também é médica, a menina?
- Não, sou advogada.
- AH!
Passou o resto do trajecto à procura no telemóvel de uma fotografia de um advogado que era amigo dele e que o tinha safado de uma série de coisas ao longo da vida, tanto que os últimos 900 metros do percurso foram feitos com recurso a subidas de passeios e derrube de pinos na estrada, nas barbas da polícia.
É disto que me calha.
Conversa de merda a rodos.
Conversa sem conteúdo nenhum, na qual sou obrigada a participar sem querer e sem ter coragem para atirar um calhau à cabeça do falador.
Mas porquê eu, senhores?!
terça-feira, 29 de maio de 2018
segunda-feira, 21 de maio de 2018
António Arnault
Pelo meu (relativo) sucesso a Deontologia Profissional, apenas estudado pela sua obra, o meu intenso e sentido obrigada.
E pelo SNS, já agora.
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Prioridades
Aqui há dias, expressão usada por muitas avós deste país, estava eu numa qualquer fila de um qualquer supermercado, à espera de vez, quando surge uma senhora, carregada com compras, um carrinho de bebé e um puto com os seus 4 anos pela mão. Dirige-se a senhora ao operador de caixa e diz que pretende exercer o direito à prioridade. Perante o olhar incrédulo e francamente carrancudo da maior parte das pessoas da fila, lá põe a senhora as suas compras no tapete rolante. Após pagar, pega nos seus inúmeros pertences e desanda dali.
Atrás da senhora e imediatamente à minha frente, está um animal muito indignado.
Bufa por todos os lados, põe as mãos em todos os bolsos que possui, revira muito os olhos, enquanto pragueja baixinho.
Quando está a pagar as suas compras e muito depois da tal senhora ter ido embora, dirige-se ao empregado da caixa e, a alto e bom som, para toda a gente ouvir os seus rasgos de bestialidade, pergunta-lhe se acaso tivesse ele um carrinho de bebé também poderia passar à frente de toda a gente. Como se o empregado não tivesse percebido o alcance da sua mui astuta pergunta, a cavalgadura volta a repeti-la, desta feita num volume mais elevado, porque toda a gente sabe que se se falar muito alto nestas circunstâncias tem-se automaticamente razão, acrescentando é que há muita gente que acha que isto é tudo direitos, mas o que diz o boneco ali (referindo-se à placa que anuncia o atendimento prioritário) diz que são crianças ao colo, senão é tudo fácil e passamos todos à frente de toda a gente, isso assim é uma alegria.
E ainda se põe a olhar para mim, como quem diz, a menina não acha, como se fosse impossível que ninguém o apoiasse, aquele poço de sabedoria e razão.
Não, animal do caralho, a menina não acha.
O que a menina acha é que tu devias levar com uma melancia na cabeça até gritares por misericórdia ao invés de estares a dizer alarvidades e de estares indignado pelo facto das pessoas exercerem os direitos que, de facto, têm.
A menina acha que tu não tens vergonha nessa fronha de pacóvio por achares que uma pessoa com 5 quilos de compras, um carrinho de bebé com um petiz lá dentro e outro miúdo pequeno pela mão não tem de passar à tua frente, que estás bom de saúde e, a julgar pelo corpanzil bem nutrido, não tens de trabalhar 8 horas por dia e chegar ao fim do dia com energia para dizer asneiras.
É que, sabe, caro senhor com QI de 78, a menina acha que o Estado gasta demasiado dinheiro em educação para pessoas que de facto não a merecem nem a sabem aproveitar. Anos a fio na escola não lhe ensinaram que há pessoas com situações especiais que não podem ser tratadas como os demais porque é injusto, porque essas pessoas merecem um tratamento diferente porque não têm, momentaneamente ou de forma definitiva, as mesmas capacidades que os outros e, só por isso, merecem um acompanhamento especial, sob pena de termos uma sociedade autista e pessoas com carência largadas em sarjetas.
Aliás, quando o Estado estava a gastar dinheiro a dar-lhe aulas de físico-química, ciências da natureza ou história, que, no seu caso, foi um desperdício, devia era ter investido em aulas de formação cívica, em que lhe ensinavam a fazer o IRS, a portar-se convenientemente em sítios públicos, a preencher um cheque, a ser cortês e que as pessoas têm direitos.
O senhor também tem direitos, sabe, um deles é não ser agredido por expressar ideias tristes, que é maioritariamente o que o safa de levar com uma lata de atum de quilo pelas trombas abaixo.
A menina tem a ligeira sensação que o senhor é dono de uma coragem inominável porquanto não foi capaz de mandar vir com a senhora cara-a-cara, aproveitou que ela tenha virado costas para falar mal e barafustar, o que transmite a sua ideia de cidadania.
Para além de que a menina está convicta que o senhor não se atreveria a mandar vir se estivéssemos a falar de um homem, com medo de levar alguma arroxada no focinho se o interpelasse directamente.
A menina também está convicta que se a senhora em causa fosse branca não seria merecedora de metade da sua atenção, mas o racismo, juntamente com o machismo, são cancros sociais dos quais não nos livramos até que pessoas como o senhor animal passem para o outro mundo, portanto estamos mal.
A menina está convencida que este primata deve ser daquela estirpe de suíno que acha mal que se faça greve e que acha ainda pior as pessoas recebam subsídios. Pois também acho que o senhor neandertal não devia ter direito a salário ao fim do mês porque um abutre desses não deve produzir grande coisa e com essa cara de retardado devia, ele sim, ter direito a passar à frente de toda a gente por ser um quase-acéfalo.
No entanto, a culpa também é da menina que em vez de educadamente fazer ver ao senhor que estas atitudes são deploráveis e demonstradoras de uma mesquinhez social, resolveu virar a cara, morder a língua e seguir em frente, deixando-o a achar que tinha feito uma grande coisa e contribuído para o espírito cívico de algibeira que rasa por aí.
Em conclusão, a menina acha, ainda, que um elefante se devia sentar em cima dessa cabeça esférica enquanto toca bateria, mas se calhar isso já é violência a mais para uma questão tão simples.
Ou será que não?
Atrás da senhora e imediatamente à minha frente, está um animal muito indignado.
Bufa por todos os lados, põe as mãos em todos os bolsos que possui, revira muito os olhos, enquanto pragueja baixinho.
Quando está a pagar as suas compras e muito depois da tal senhora ter ido embora, dirige-se ao empregado da caixa e, a alto e bom som, para toda a gente ouvir os seus rasgos de bestialidade, pergunta-lhe se acaso tivesse ele um carrinho de bebé também poderia passar à frente de toda a gente. Como se o empregado não tivesse percebido o alcance da sua mui astuta pergunta, a cavalgadura volta a repeti-la, desta feita num volume mais elevado, porque toda a gente sabe que se se falar muito alto nestas circunstâncias tem-se automaticamente razão, acrescentando é que há muita gente que acha que isto é tudo direitos, mas o que diz o boneco ali (referindo-se à placa que anuncia o atendimento prioritário) diz que são crianças ao colo, senão é tudo fácil e passamos todos à frente de toda a gente, isso assim é uma alegria.
E ainda se põe a olhar para mim, como quem diz, a menina não acha, como se fosse impossível que ninguém o apoiasse, aquele poço de sabedoria e razão.
Não, animal do caralho, a menina não acha.
O que a menina acha é que tu devias levar com uma melancia na cabeça até gritares por misericórdia ao invés de estares a dizer alarvidades e de estares indignado pelo facto das pessoas exercerem os direitos que, de facto, têm.
A menina acha que tu não tens vergonha nessa fronha de pacóvio por achares que uma pessoa com 5 quilos de compras, um carrinho de bebé com um petiz lá dentro e outro miúdo pequeno pela mão não tem de passar à tua frente, que estás bom de saúde e, a julgar pelo corpanzil bem nutrido, não tens de trabalhar 8 horas por dia e chegar ao fim do dia com energia para dizer asneiras.
É que, sabe, caro senhor com QI de 78, a menina acha que o Estado gasta demasiado dinheiro em educação para pessoas que de facto não a merecem nem a sabem aproveitar. Anos a fio na escola não lhe ensinaram que há pessoas com situações especiais que não podem ser tratadas como os demais porque é injusto, porque essas pessoas merecem um tratamento diferente porque não têm, momentaneamente ou de forma definitiva, as mesmas capacidades que os outros e, só por isso, merecem um acompanhamento especial, sob pena de termos uma sociedade autista e pessoas com carência largadas em sarjetas.
Aliás, quando o Estado estava a gastar dinheiro a dar-lhe aulas de físico-química, ciências da natureza ou história, que, no seu caso, foi um desperdício, devia era ter investido em aulas de formação cívica, em que lhe ensinavam a fazer o IRS, a portar-se convenientemente em sítios públicos, a preencher um cheque, a ser cortês e que as pessoas têm direitos.
O senhor também tem direitos, sabe, um deles é não ser agredido por expressar ideias tristes, que é maioritariamente o que o safa de levar com uma lata de atum de quilo pelas trombas abaixo.
A menina tem a ligeira sensação que o senhor é dono de uma coragem inominável porquanto não foi capaz de mandar vir com a senhora cara-a-cara, aproveitou que ela tenha virado costas para falar mal e barafustar, o que transmite a sua ideia de cidadania.
Para além de que a menina está convicta que o senhor não se atreveria a mandar vir se estivéssemos a falar de um homem, com medo de levar alguma arroxada no focinho se o interpelasse directamente.
A menina também está convicta que se a senhora em causa fosse branca não seria merecedora de metade da sua atenção, mas o racismo, juntamente com o machismo, são cancros sociais dos quais não nos livramos até que pessoas como o senhor animal passem para o outro mundo, portanto estamos mal.
A menina está convencida que este primata deve ser daquela estirpe de suíno que acha mal que se faça greve e que acha ainda pior as pessoas recebam subsídios. Pois também acho que o senhor neandertal não devia ter direito a salário ao fim do mês porque um abutre desses não deve produzir grande coisa e com essa cara de retardado devia, ele sim, ter direito a passar à frente de toda a gente por ser um quase-acéfalo.
No entanto, a culpa também é da menina que em vez de educadamente fazer ver ao senhor que estas atitudes são deploráveis e demonstradoras de uma mesquinhez social, resolveu virar a cara, morder a língua e seguir em frente, deixando-o a achar que tinha feito uma grande coisa e contribuído para o espírito cívico de algibeira que rasa por aí.
Em conclusão, a menina acha, ainda, que um elefante se devia sentar em cima dessa cabeça esférica enquanto toca bateria, mas se calhar isso já é violência a mais para uma questão tão simples.
Ou será que não?
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Vergonha Alheia
Não é que perceba grande coisa de futebol.
A bem da verdade, não percebo nada, mas gosto de ver e gosto do espectáculo à volta.
Creio, no entanto, que não é preciso perceber nada de futebol para perceber e compreender que o que se passou ontem na Academia do Sporting não é futebol. Não é desporto. Não é espectáculo.
É violência gratuita.
É vandalismo.
É, pura e simplesmente, criminoso.
Não sou do Sporting, mas não interessa a preferência clubística quando estão em causa eventos desta natureza. Não deixa, nem pode deixar, ninguém indiferente. Se acontece ao Sporting, acontece a qualquer um dos outros clubes.
Ninguém me tira da cabeça que isto foi um ataque encomendado. São demasiadas coincidências; nos últimos tempos só se ouve falar das alarvidades daquele extraterrestre que têm como presidente, um déspota mal iluminado, dos problemas do clube e do constante arremesso de responsabilidades para os jogadores. Agora, vem um arraial de gente e tenta limpar o balneário...? Mesmo que não tenha sido por encomenda, o autor moral, como se ouve por aí, já se sabe quem é.
Sem escrúpulos, sem vergonha. Um ataque deliberado a pessoas indefesas. Devem estar muito orgulhosos.
Animais.
Portanto, um minuto de silêncio pelo futebol português, neste país onde se atacam pessoas à má fila só porque sim.
A bem da verdade, não percebo nada, mas gosto de ver e gosto do espectáculo à volta.
Creio, no entanto, que não é preciso perceber nada de futebol para perceber e compreender que o que se passou ontem na Academia do Sporting não é futebol. Não é desporto. Não é espectáculo.
É violência gratuita.
É vandalismo.
É, pura e simplesmente, criminoso.
Não sou do Sporting, mas não interessa a preferência clubística quando estão em causa eventos desta natureza. Não deixa, nem pode deixar, ninguém indiferente. Se acontece ao Sporting, acontece a qualquer um dos outros clubes.
Ninguém me tira da cabeça que isto foi um ataque encomendado. São demasiadas coincidências; nos últimos tempos só se ouve falar das alarvidades daquele extraterrestre que têm como presidente, um déspota mal iluminado, dos problemas do clube e do constante arremesso de responsabilidades para os jogadores. Agora, vem um arraial de gente e tenta limpar o balneário...? Mesmo que não tenha sido por encomenda, o autor moral, como se ouve por aí, já se sabe quem é.
Sem escrúpulos, sem vergonha. Um ataque deliberado a pessoas indefesas. Devem estar muito orgulhosos.
Animais.
Portanto, um minuto de silêncio pelo futebol português, neste país onde se atacam pessoas à má fila só porque sim.
terça-feira, 15 de maio de 2018
Prometo Que Já Me Vou Calar com Isto, A Sério...
Este homem não canta nada, a música é parva, aborrecida e sem gracinha nenhuma, mas o intérprete é dono de uma beleza muito apelativa à minha pessoa e não podia deixar de figurar aqui literalmente apenas pelos seus lindos olhos. Muito viking, muito barbudinho, muito pouco lavadinho, muitíssimo bem apessoado.
Espécime fantástico, benzó-deus. Espécime fantástico.
Espécime fantástico, benzó-deus. Espécime fantástico.
Vamos Lá Falar da Eurovisão - Os Preferidos
Não percebi nada da letra, mas gostei imenso da batida, do ritmo, dos acordes. Claro que estava longe, muito longe de poder ganhar, mas adorei a atuação.
Esta foi outra que não percebi um boi do que ela disse, mas adorei o ritmo e achei que a moça tinha um cabelo fantástico. Muito bom.
Esta senhora deveria ser A VOZ da Eurovisão, se fossemos lá pela qualidade deste instrumento. Não há palavras para o poderio vocal aqui instalado. Excelente.
Esta foi outra que não percebi um boi do que ela disse, mas adorei o ritmo e achei que a moça tinha um cabelo fantástico. Muito bom.
Esta senhora deveria ser A VOZ da Eurovisão, se fossemos lá pela qualidade deste instrumento. Não há palavras para o poderio vocal aqui instalado. Excelente.
Vamos Lá Falar da Eurovisão - Os Merdas Mais Merdas
Não sei o que isto possa ser, mas confesso que tenho algum medo deste moço. Mais que não seja por ter 21 anos e não falar ponta de inglês, ao ponto de precisar de uma intérprete. Até se poderia perdoar, os sistemas educacionais não são iguais em todo o lado. Mas este espécie cantou uma canção EM INGLÊS, porra. Creio que não serão necessárias mais palavras para descrever a parvoíce que para aqui vai, pois não?
Foleiro, foleiro, foleiro, a escorrer um azeite tão pegajoso que até fico com diabetes só de olhar. Mas o que vem a ser isto?? Ninguém disse a estes moços que os duetos românticos, a fingir namoro teatral deixaram de se usar em 1981, no tempo do 'My Endless Love', esse hino da Pacóvilândia? Por amor da santa, voltem para a escola, meus amores, que tenho a impressão que estão a faltar à aula de Ciências da Natureza para irem à Eurovisão...
Ainda falam mal da música vencedora... O que é isto, senão a Eurovisão a espalhar charme e pernas à mostra desde 1956, à semelhança da amiguinha cipriota? O que é isto senão uma voz muito fraquinha, com uma música ainda mais fraquinha, com o eterno rebolar que mostra tudo menos a música? Ca lindo.
Foleiro, foleiro, foleiro, a escorrer um azeite tão pegajoso que até fico com diabetes só de olhar. Mas o que vem a ser isto?? Ninguém disse a estes moços que os duetos românticos, a fingir namoro teatral deixaram de se usar em 1981, no tempo do 'My Endless Love', esse hino da Pacóvilândia? Por amor da santa, voltem para a escola, meus amores, que tenho a impressão que estão a faltar à aula de Ciências da Natureza para irem à Eurovisão...
Ainda falam mal da música vencedora... O que é isto, senão a Eurovisão a espalhar charme e pernas à mostra desde 1956, à semelhança da amiguinha cipriota? O que é isto senão uma voz muito fraquinha, com uma música ainda mais fraquinha, com o eterno rebolar que mostra tudo menos a música? Ca lindo.
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Comentário Jurídico da Latrina,
Posição Doutrinária
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Vamos Lá Falar da Eurovisão
Ultrapassadas as lágrimas pelo facto de ter estado longe da noite mais 'eurovisiva' do ano, vamos a factos: nada muda na Eurovisão.
A Eurovisão foi sempre, é sempre, será sempre um festival da música pop.
Claro que aparecem músicas de todos os estilos, mas eventualmente acabam sempre por vencer canções pop.
Há excepções, claro; Salvador Sobral e Lordi são dois nomes que surgem imediatamente na mente e que fogem a este paradigma, mas a esmagadora maioria centra-se na música pop.
E não há mal nenhum nisso.
Há pop muito mau e há pop muito bom. Calha que na Eurovisão só se veja maioritariamente pop muito mau, com muita perna de fora, mamas em todas as direcções, letras de treta e acordes que ferem os ouvidos.
Este ano não foi diferente.
Ou achavam que ia ser? Lá porque o Salvador ganhou com uma música diferente, a partir de agora já havia qualidade a rodos no festival, não querem lá ver?
Não, meus amigos.
Isto é só a Eurovisão a ser a Eurovisão. É o festival a ser o que sempre foi: uma agremiação de música ligeira, a que se dá a importância que tem durante os três dias de cada espectáculo e depois nunca mais ninguém se lembra disso até ao ano seguinte.
Serve essencialmente para passar um bom bocado e fazer amigos entre vários países, celebrando as diferenças dentro da união. E mais nada, não vale a pena enervarem-se muito.
Ganhou, portanto, Israel, o meu país preferido.
Não com a minha música preferida (já lá vamos), mas com uma vitória espectável.
'Toy' é o espírito pop-fácil da Eurovisão, tirado a papel químico, como diria a minha saudosa Avó. Lá está, é o que sempre foi. A rapariga é diferente e fez uma interpretação para lá de diferente, igual a si própria. Não vejo qual possa ser o espanto daquela vitória; afinal estava mais ou menos prevista, ou não viram as apostas ao longo de todo este mês que passou?
Agora, se me perguntarem, acho que há muita estupidez a vir à tona com a vitória da moça.
Aparentemente ninguém gosta da música, que é parva, que é música carrinho-de-choque, que não tem conteúdo e tal, que a gaja é uma badocha, que a música é horrível.
Pois a mim só me ficou no ouvido, a gaja é gorda.
E tanta gente que anda por aí só encher a boca a chamar gorda à miúda só porque não gostam da música.
Não há vergonha?? O que é que o aspecto tem a ver com a qualidade da música?
Parece-me que, afinal, a Eurovisão é vista por cerca de 100 milhões de pessoas que estão ali para passar um bom bocado e por outros 100 milhões de frustrados acéfalos que só sabem insultar quando não conseguem perceber. Preferem ir pelo caminho fácil porque, coitadinhos, não chegam mais mais e até um festival de canções é suficiente para despoletar o espírito suíno que desce em cada um. Já no ano passado toda a gente falava mal do Salvador, não porque fossem capazes de dizer, olha não gosto da música, não é o meu estilo, mas antes por causa do cabelo do rapaz, por causa da barba, por causa do casaco, por causa do não-se-quê, porque isso é que era muitíssimo importante, não era?
Lamento, mas de cada vez que ouço alguém seguir pelo caminho do insulto à cantora por causa de uma música que não gostam só penso no dinheiro que o Estado desperdiça com a educação destes animais da quinta e choro muito, que o dinheiro que todos os meses mando para as Finanças é todo gasto em literalmente merda com pernas.
Adiante.
Se calhar é do meu Semitismo assumido, mas parece que há sempre polémicas à volta de tudo o que meta Israel pelo meio. Ora porque a vitória foi política, ora porque foi pelo lobby, ora porque foi encomendado, ora porque é em Jerusalém, não, em Tel Aviv, não, não, em Jerusalém, porra mais a isto, já não se pode ganhar em paz.
Deixem-se de coisas, sim? Não é a ganhar a Eurovisão que se resolve nada e também não tem assim tanta força que possa mudar alguma coisa. Não sei se se lembram, mas aqui há 44 anos fez-se uma Revolução neste país usando como senha a canção que levámos à Eurovisão, demos-lhe uma conotação política e histórica como nunca nenhum país deu, e não foi por causa disso que ganhámos o que quer que seja, até há um ano atrás. Portanto, comei antes uma peça de fruta, pode ser?
Da derrota da canção portuguesa, nem me vou alongar muito. Achei injusto, porque a música nem era assim tão má nem estava assim tão mal interpretada que justificasse uma classificação tão rasca. Por amor de deus, levámos uma canção pimba DUAS VEZES à Eurovisão, mas estão a brincar comigo ou quê?! O mais triste é que este triste evento acaba por dar razão àquele invejoso do José Cid, que nunca naquela vida de triste ganhou o que quer que fosse e mesmo assim fala mal como se tivesse o rei na barriga, que não se calava a dizer que a música não prestava, como se ele e só ele pudessem alguma vez interpretar convenientemente os desígnios 'eurovisivos'. Porra mais a isto...
Por último, acho importante deixar uma nota acerca da música vencedora: ainda bem que, mesmo que não pareça, a mensagem que se pretende passar é uma imagem de força e empoderamento das mulheres. Aliás, é uma vitória para a diferença, porque, como já vimos, é muito mais relevante que ela seja gorda do que cante uma música alegre. pelo menos, e independentemente da qualidade da canção, não foi pela via fácil, como a coleguinha do Chipre, que tinha uma música de rebolanço, com direito a mamas, pernas e tudo à vista, na costumeira coisificação da figura feminina. Isso já não importa uma boi, não é, interessa é chamar nomes à garota.
Andamos há mais de um século a queimar sutiãs na rua, a lutar para poder votar e ganhar tanto como os homens e continuamos a calar e a achar muito normal que uma mulher seja enxovalhada porque tem um aspecto diferente, porque tem peso a mais ou a menos e nem pestanejamos quando vemos uma mulher a ser objectificada, porque isso é muito normal, ser gorda é que é mau para os rins, ser estúpido dá saúde.
Fiquemo-nos por aqui antes que isto se torne um discurso género farta-até-à-cona versão Eurovisão 2018.
A Eurovisão foi sempre, é sempre, será sempre um festival da música pop.
Claro que aparecem músicas de todos os estilos, mas eventualmente acabam sempre por vencer canções pop.
Há excepções, claro; Salvador Sobral e Lordi são dois nomes que surgem imediatamente na mente e que fogem a este paradigma, mas a esmagadora maioria centra-se na música pop.
E não há mal nenhum nisso.
Há pop muito mau e há pop muito bom. Calha que na Eurovisão só se veja maioritariamente pop muito mau, com muita perna de fora, mamas em todas as direcções, letras de treta e acordes que ferem os ouvidos.
Este ano não foi diferente.
Ou achavam que ia ser? Lá porque o Salvador ganhou com uma música diferente, a partir de agora já havia qualidade a rodos no festival, não querem lá ver?
Não, meus amigos.
Isto é só a Eurovisão a ser a Eurovisão. É o festival a ser o que sempre foi: uma agremiação de música ligeira, a que se dá a importância que tem durante os três dias de cada espectáculo e depois nunca mais ninguém se lembra disso até ao ano seguinte.
Serve essencialmente para passar um bom bocado e fazer amigos entre vários países, celebrando as diferenças dentro da união. E mais nada, não vale a pena enervarem-se muito.
Ganhou, portanto, Israel, o meu país preferido.
Não com a minha música preferida (já lá vamos), mas com uma vitória espectável.
'Toy' é o espírito pop-fácil da Eurovisão, tirado a papel químico, como diria a minha saudosa Avó. Lá está, é o que sempre foi. A rapariga é diferente e fez uma interpretação para lá de diferente, igual a si própria. Não vejo qual possa ser o espanto daquela vitória; afinal estava mais ou menos prevista, ou não viram as apostas ao longo de todo este mês que passou?
Agora, se me perguntarem, acho que há muita estupidez a vir à tona com a vitória da moça.
Aparentemente ninguém gosta da música, que é parva, que é música carrinho-de-choque, que não tem conteúdo e tal, que a gaja é uma badocha, que a música é horrível.
Pois a mim só me ficou no ouvido, a gaja é gorda.
E tanta gente que anda por aí só encher a boca a chamar gorda à miúda só porque não gostam da música.
Não há vergonha?? O que é que o aspecto tem a ver com a qualidade da música?
Parece-me que, afinal, a Eurovisão é vista por cerca de 100 milhões de pessoas que estão ali para passar um bom bocado e por outros 100 milhões de frustrados acéfalos que só sabem insultar quando não conseguem perceber. Preferem ir pelo caminho fácil porque, coitadinhos, não chegam mais mais e até um festival de canções é suficiente para despoletar o espírito suíno que desce em cada um. Já no ano passado toda a gente falava mal do Salvador, não porque fossem capazes de dizer, olha não gosto da música, não é o meu estilo, mas antes por causa do cabelo do rapaz, por causa da barba, por causa do casaco, por causa do não-se-quê, porque isso é que era muitíssimo importante, não era?
Lamento, mas de cada vez que ouço alguém seguir pelo caminho do insulto à cantora por causa de uma música que não gostam só penso no dinheiro que o Estado desperdiça com a educação destes animais da quinta e choro muito, que o dinheiro que todos os meses mando para as Finanças é todo gasto em literalmente merda com pernas.
Adiante.
Se calhar é do meu Semitismo assumido, mas parece que há sempre polémicas à volta de tudo o que meta Israel pelo meio. Ora porque a vitória foi política, ora porque foi pelo lobby, ora porque foi encomendado, ora porque é em Jerusalém, não, em Tel Aviv, não, não, em Jerusalém, porra mais a isto, já não se pode ganhar em paz.
Deixem-se de coisas, sim? Não é a ganhar a Eurovisão que se resolve nada e também não tem assim tanta força que possa mudar alguma coisa. Não sei se se lembram, mas aqui há 44 anos fez-se uma Revolução neste país usando como senha a canção que levámos à Eurovisão, demos-lhe uma conotação política e histórica como nunca nenhum país deu, e não foi por causa disso que ganhámos o que quer que seja, até há um ano atrás. Portanto, comei antes uma peça de fruta, pode ser?
Da derrota da canção portuguesa, nem me vou alongar muito. Achei injusto, porque a música nem era assim tão má nem estava assim tão mal interpretada que justificasse uma classificação tão rasca. Por amor de deus, levámos uma canção pimba DUAS VEZES à Eurovisão, mas estão a brincar comigo ou quê?! O mais triste é que este triste evento acaba por dar razão àquele invejoso do José Cid, que nunca naquela vida de triste ganhou o que quer que fosse e mesmo assim fala mal como se tivesse o rei na barriga, que não se calava a dizer que a música não prestava, como se ele e só ele pudessem alguma vez interpretar convenientemente os desígnios 'eurovisivos'. Porra mais a isto...
Por último, acho importante deixar uma nota acerca da música vencedora: ainda bem que, mesmo que não pareça, a mensagem que se pretende passar é uma imagem de força e empoderamento das mulheres. Aliás, é uma vitória para a diferença, porque, como já vimos, é muito mais relevante que ela seja gorda do que cante uma música alegre. pelo menos, e independentemente da qualidade da canção, não foi pela via fácil, como a coleguinha do Chipre, que tinha uma música de rebolanço, com direito a mamas, pernas e tudo à vista, na costumeira coisificação da figura feminina. Isso já não importa uma boi, não é, interessa é chamar nomes à garota.
Andamos há mais de um século a queimar sutiãs na rua, a lutar para poder votar e ganhar tanto como os homens e continuamos a calar e a achar muito normal que uma mulher seja enxovalhada porque tem um aspecto diferente, porque tem peso a mais ou a menos e nem pestanejamos quando vemos uma mulher a ser objectificada, porque isso é muito normal, ser gorda é que é mau para os rins, ser estúpido dá saúde.
Fiquemo-nos por aqui antes que isto se torne um discurso género farta-até-à-cona versão Eurovisão 2018.
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Comentário Jurídico da Latrina,
Posição Doutrinária
Eu e a Eurovisão
Há cerca de 25 anos que me dou ao trabalho de ver a Eurovisão.
Todos os anos.
Acho graça, fazer o quê?
Passei estes últimos 24 anos a achar que nunca na vida iríamos ganhar um terceiro lugar neste certame (adoro este linguajar de feira de gado), quanto mais sairmos vencedores da dita coisa. Mas parece que os votantes tinham outra ideia e o Salvador trouxe o troféu para casa no ano passado. apesar de não ser uma música da minha predilecção e de não simpatizar imediatamente com o intérprete, entendo que é um belo momento musical, que o poema é forte e com personalidade e tem um timbre muito próprio e muito original. E ficámos na história da Eurovisão como um dos vencedores e é isso que interessa.
Portanto, passei o último ano a esfregar as mãozinhas porque, FINALMENTE, CARALHO, íamos ter cá a porra do festival. Ia poder ver a preparação, as semi-finais, a grande final, tudo aqui ao lado, porque, pela primeira vez desde sempre (e provavelmente a última), o festival ia ser nesta terra onde Judas perdeu as botas.
Porém, o que é que sucede aqui a esta avestruz no preciso dia em que tem lugar a Eurovisão em Portugal?
Esta avestruz tinha um casamento.
Não era um casamento qualquer, é preciso dizê-lo; era um casamento de uma grande amiga, um evento muito esperado e muito sonhado (mais pela noiva que por mim, como parece óbvio) e, com elevada probabilidade, o último casamento a que irei comparecer nesta década (talvez mais), porquanto os meus amigos e familiares gostam mais da união de facto do que o Presidente gosta de tirar fotos, portanto nunca mais me safo com outro. Não me passaria pela cabeça faltar a este evento ou sair mais cedo de uma festa (muitíssimo porreira, por acaso) para ir, feita geek, ver a Eurovisão. Embora tenha de facto pensado nisso, mas enfim.
Foquemos-nos na ironia da vida, contemplemo-la por uns minutos e sigamos com o queixume.
Todos os anos.
Acho graça, fazer o quê?
Passei estes últimos 24 anos a achar que nunca na vida iríamos ganhar um terceiro lugar neste certame (adoro este linguajar de feira de gado), quanto mais sairmos vencedores da dita coisa. Mas parece que os votantes tinham outra ideia e o Salvador trouxe o troféu para casa no ano passado. apesar de não ser uma música da minha predilecção e de não simpatizar imediatamente com o intérprete, entendo que é um belo momento musical, que o poema é forte e com personalidade e tem um timbre muito próprio e muito original. E ficámos na história da Eurovisão como um dos vencedores e é isso que interessa.
Portanto, passei o último ano a esfregar as mãozinhas porque, FINALMENTE, CARALHO, íamos ter cá a porra do festival. Ia poder ver a preparação, as semi-finais, a grande final, tudo aqui ao lado, porque, pela primeira vez desde sempre (e provavelmente a última), o festival ia ser nesta terra onde Judas perdeu as botas.
Porém, o que é que sucede aqui a esta avestruz no preciso dia em que tem lugar a Eurovisão em Portugal?
Esta avestruz tinha um casamento.
Não era um casamento qualquer, é preciso dizê-lo; era um casamento de uma grande amiga, um evento muito esperado e muito sonhado (mais pela noiva que por mim, como parece óbvio) e, com elevada probabilidade, o último casamento a que irei comparecer nesta década (talvez mais), porquanto os meus amigos e familiares gostam mais da união de facto do que o Presidente gosta de tirar fotos, portanto nunca mais me safo com outro. Não me passaria pela cabeça faltar a este evento ou sair mais cedo de uma festa (muitíssimo porreira, por acaso) para ir, feita geek, ver a Eurovisão. Embora tenha de facto pensado nisso, mas enfim.
Foquemos-nos na ironia da vida, contemplemo-la por uns minutos e sigamos com o queixume.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Novo Vício - Parte II
Não sendo nenhuma grande produção, é verdadeiramente
refrescante e tendencialmente enternecedora.
Muito bom.
sexta-feira, 4 de maio de 2018
Ai Sim?
É só a mim que há a infelicidade de calhar a desgravação de julgamento com testemunha muito sabedora, é preciso dizê-lo, mas muitíssimo gaga, tão gaga que nem sei se hei-de substituir todas as palavras ditas por reticências?
Pois, pelos vistos é só a mim, mesmo.
Pois, pelos vistos é só a mim, mesmo.
Avicii
No meio de tanto esquecimento, desapareceu uma figura que estava entre as minhas simpatias.
Não que fosse transversal ou unânime, mas considerava-o muito talentoso e, apesar de não seguir o estilo com muito afinco, creio que veio dar uma lufada de ar fresco ao género.
A obra imortaliza o artista e de certeza que é o que sucederá neste caso.
Não que fosse transversal ou unânime, mas considerava-o muito talentoso e, apesar de não seguir o estilo com muito afinco, creio que veio dar uma lufada de ar fresco ao género.
A obra imortaliza o artista e de certeza que é o que sucederá neste caso.
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
É, sem dúvida, o melhor dos quatro volumes.
Não que os outros não sejam bons, que são, mas este é especial, pelo culminar da história e pelo brilhantismo da descrição.
O relato da Batalha de Waterloo é soberbo. Quem lê sente-se realmente levado numa máquina do tempo para assistir ao confronto. Tudo é minuciosamente descrito sem pesar, nem aborrecer.
Um dos livros que tive realmente pena de acabar.
Excelente.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Maneiras que Merda para Mim
Maneiras que as sementes de chia são aquela coisa que, para além de andar na moda, serve para tudo e mais um par de botas e, simultaneamente, não tem utilidade nenhuma. Ai que faz muito bem, ai que é superalimento, ai que faz bem aos gazes e todas as patranhas que gostam de nos enfiar pelo olhos dentro, como se fossemos todos estúpidos (que somos) que vão atrás de qualquer idiotice que nos digam (e vamos).
Maneiras que ando a enfiar aquela porcaria nos iogurtes e na fruta e fingir que fico extremamente saciada com tal lanchinho.
Maneiras que as sementes de chia são coisinhas pretas minúsculas que se enfiam em sítios recônditos e têm muita dificuldade em sair de lá.
Maneiras que fui fazer uma reunião com um cliente com uma puta de uma semente de chia enfiada entre os dentes da frente, toda alegre e confiante, sem dar por isso.
Maneiras que só dei por isso quando cheguei a casa e olhei para o espelho.
Maneiras que rezei muito para que aquela sementinha tenha ido parar ali apenas nos últimos cinco minutos e não tivesse estado alojada uma tarde inteira naquele sítio.
Maneiras que voltei a rezar muito para não ter sorrido para ninguém durante a reunião.
Maneiras que voltem ao título, por favor.
Maneiras que ando a enfiar aquela porcaria nos iogurtes e na fruta e fingir que fico extremamente saciada com tal lanchinho.
Maneiras que as sementes de chia são coisinhas pretas minúsculas que se enfiam em sítios recônditos e têm muita dificuldade em sair de lá.
Maneiras que fui fazer uma reunião com um cliente com uma puta de uma semente de chia enfiada entre os dentes da frente, toda alegre e confiante, sem dar por isso.
Maneiras que só dei por isso quando cheguei a casa e olhei para o espelho.
Maneiras que rezei muito para que aquela sementinha tenha ido parar ali apenas nos últimos cinco minutos e não tivesse estado alojada uma tarde inteira naquele sítio.
Maneiras que voltei a rezar muito para não ter sorrido para ninguém durante a reunião.
Maneiras que voltem ao título, por favor.
terça-feira, 3 de abril de 2018
quinta-feira, 29 de março de 2018
quarta-feira, 28 de março de 2018
terça-feira, 27 de março de 2018
Queixume Pós-Gestacional # 16
Maneiras que estou a ter imensas dificuldades em carregar a bateria do telemóvel porquanto o meu rebento achou que o que era mesmo giro e deveras divertido era roer o terminal de encaixe do carregador.
Maneiras que agora, para carregar a porcaria do telefone, sou obrigada a tê-lo no chão, preso com fita-cola e esperar que não haja trepidação de espécie alguma, sob pena de não passar energia para a porra da bateria.
Maneiras que gastamos rios de dinheiro em brinquedos, os avós gastam rios de dinheiro em brinquedos, os amigos gastam rio de dinheiro em brinquedos e o raça do puto acha muito mais fixe e muitíssimo mais interessante brincar com as coisas dos adultos.
Maneiras que até poderia brincar, atenção que não sou egoísta a esse ponto, mas poderia não destruir as coisas que me fazem falta.
Maneiras que merda para mim.
Maneiras que agora, para carregar a porcaria do telefone, sou obrigada a tê-lo no chão, preso com fita-cola e esperar que não haja trepidação de espécie alguma, sob pena de não passar energia para a porra da bateria.
Maneiras que gastamos rios de dinheiro em brinquedos, os avós gastam rios de dinheiro em brinquedos, os amigos gastam rio de dinheiro em brinquedos e o raça do puto acha muito mais fixe e muitíssimo mais interessante brincar com as coisas dos adultos.
Maneiras que até poderia brincar, atenção que não sou egoísta a esse ponto, mas poderia não destruir as coisas que me fazem falta.
Maneiras que merda para mim.
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Do Estabelecimento da Maternidade
Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima
Diz ele, com toda a sua pose e o seu passinho ligeiro de diva, que não gosta de ir ao hospital público porque só lá estão velhos.
Porque ele, do alto dos seus 70 anos, é novíssimo.
Foi aqui que vim parar.
Porque ele, do alto dos seus 70 anos, é novíssimo.
Foi aqui que vim parar.
Ai a Porra - Volume Não-Sei-Quê
Não é que eu seja uma rapariga dada às Páscoas desta vida.
A bem da verdade, não sou NADA dada a coisa nenhuma que tenha a ver com religiosidade. A não ser que conte para este totobola o facto de enfardar lindamente as iguarias das festividades.
Conta?
Não?
Então não sou, pronto.
Adiante.
Mesmo não sendo nada dada a estas coisas, o que sabia mesmo bem e vinha mesmo a calhar era a entidade patronal oferecer o dia da Quinta-feira Santa. Já não me armaria em esquisita se nos oferecessem a tarde desse dia.
Porque, segundo consta, serviço algum está a funcionar nesse dia.
Nenhum.
Zero.
Niente.
Porra nenhuma.
E, segundo parece, é costume neste ergástulo não se trabalhar neste dia.
Mas, como as sociedades de advogados são todas iguais, situem-se na metrópole ou nos arrabaldes de Sintra, não se sabe de nada nem se comunica coisa alguma aos trabalhadores, essa ralé preguiçosa, senão na véspera.
O que é uma merda para quem, como eu, gostaria de fazer alguns planos para essa tarde. Mais que não fosse enfiar-me num qualquer centro comercial a comprar pechinchas e ovos da Páscoa. Para o puto, não para mim. Obviamente.
Será melhor esperar sentada, certo?
É que tenho uma certa tendência de chegar aos sítios e tudo o que era costume fazer-se passa a não se fazer, sob o pretexto sempre eterno do "este ano não dá". Assim, de repente, lembro-me dos prémios de final de ano, da 'ponte' do dia 31 de Dezembro, do almoço do Dia do Advogado, o jantar de Natal... Coisas boas que gostavam de nos tirar só porque sim, porque, lá está, os trabalhadores são todos uma ralé que não interessa mimar, interessa só maltratar e explorar.
Maneiras que este é mais um queixume, queixume de Páscoa que é bom para abrir o apetite.
A bem da verdade, não sou NADA dada a coisa nenhuma que tenha a ver com religiosidade. A não ser que conte para este totobola o facto de enfardar lindamente as iguarias das festividades.
Conta?
Não?
Então não sou, pronto.
Adiante.
Mesmo não sendo nada dada a estas coisas, o que sabia mesmo bem e vinha mesmo a calhar era a entidade patronal oferecer o dia da Quinta-feira Santa. Já não me armaria em esquisita se nos oferecessem a tarde desse dia.
Porque, segundo consta, serviço algum está a funcionar nesse dia.
Nenhum.
Zero.
Niente.
Porra nenhuma.
E, segundo parece, é costume neste ergástulo não se trabalhar neste dia.
Mas, como as sociedades de advogados são todas iguais, situem-se na metrópole ou nos arrabaldes de Sintra, não se sabe de nada nem se comunica coisa alguma aos trabalhadores, essa ralé preguiçosa, senão na véspera.
O que é uma merda para quem, como eu, gostaria de fazer alguns planos para essa tarde. Mais que não fosse enfiar-me num qualquer centro comercial a comprar pechinchas e ovos da Páscoa. Para o puto, não para mim. Obviamente.
Será melhor esperar sentada, certo?
É que tenho uma certa tendência de chegar aos sítios e tudo o que era costume fazer-se passa a não se fazer, sob o pretexto sempre eterno do "este ano não dá". Assim, de repente, lembro-me dos prémios de final de ano, da 'ponte' do dia 31 de Dezembro, do almoço do Dia do Advogado, o jantar de Natal... Coisas boas que gostavam de nos tirar só porque sim, porque, lá está, os trabalhadores são todos uma ralé que não interessa mimar, interessa só maltratar e explorar.
Maneiras que este é mais um queixume, queixume de Páscoa que é bom para abrir o apetite.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa
- Sabe, Dra., ontem tive um problema...
- Então?
- Ah, estava no shopping, estava com um amigo meu que me começou a dizer, ah e tal nunca roubei, queria saber como é que é... e eu deixei-me levar e...
- Foram apanhados, certo?
- Fomos e agora as lojas vão apresentar queixa...
- ... Nem sei que lhe diga... Você acabou de ser julgado num processo crime, homem!
- Pois é, Dra. Estas coisas perseguem-me, estas coisas vêm ter comigo, só me dão problemas...
Nem vale a pena tecer comentários, não é?
- Então?
- Ah, estava no shopping, estava com um amigo meu que me começou a dizer, ah e tal nunca roubei, queria saber como é que é... e eu deixei-me levar e...
- Foram apanhados, certo?
- Fomos e agora as lojas vão apresentar queixa...
- ... Nem sei que lhe diga... Você acabou de ser julgado num processo crime, homem!
- Pois é, Dra. Estas coisas perseguem-me, estas coisas vêm ter comigo, só me dão problemas...
Nem vale a pena tecer comentários, não é?
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