Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
terça-feira, 12 de junho de 2018
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Ainda bem que li o livro depois de ver o filme ou iria ficar seriamente desiludida.
Ao ler este livro, à semelhança do que me sucedeu com O Exótico Hotel Marigold, percebo a dimensão da advertência baseado na obra de; é que é isso mesmo que a expressão indica: baseado.
Os fundamentos da história são os mesmos, o que se constrói em cima destes é completamente diferente.
No caso deste livro, e talvez seja por já ter visto o filme não sei quantas vezes, a obra escrita é bem mais negra, bem mais triste e bem mais pobre em termos de evocação de cheiros e sabores do que o filme. As personagens não têm nada a ver com a sua base, são pura invenção. Um devaneio cheio de segredos não desvendados, o que é frustrante e nada misterioso. Só frustrante.
Mesmo assim, é um livro interessante.
sexta-feira, 8 de junho de 2018
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Há um placard grande com este anúncio mesmo em frente ao meu poiso profissional.
Certa manhã, estava a minha pessoa descansadinha a bronzear os seus pulmões antes de pegar ao serviço, bati com os olhos no dito placard.
E, juro por tudo, não vi um 'c' entre o 'a' e o 'i'; vi nitidamente um 'g'.
E automaticamente interiorizei: as vaginas salvam vidas.
Pensei logo que isso não fazia grande sentido; seria mais algo do género as vaginas dão vida. Mas porque é que alguém estaria a fazer publicidade a vaginas?
Depois percebi.
#souestúpidaegosto
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Merda a Rodos
Acordei com uma disposição de terrorista.
O único pensamento que me dá algum alento é fantasiar que ponho uma bomba num sítio cheio de gente, mas em vez de rolamentos de ferro ou aço, a bomba estaria cheia de merda.
Não sei como se faz uma coisa dessas.
A ideia seria parecida com um balão de água, mas em vez de água, teria merda, merda a rodos. E o balão teria que ter capacidade para, no mínimo, armazenar uns 50 litros de produto. Depois haveria um dispositivo mecânico ou eléctrico que fazia rebentar o balão e as pessoas ficariam não mortas nem despedaçadas, que isso não tem jeito nenhum, mas cobertas de merda até ao ossos.
Era isso que me apetecia fazer hoje.
Alguém me poderia ensinar a fazer uma coisa destas?
O único pensamento que me dá algum alento é fantasiar que ponho uma bomba num sítio cheio de gente, mas em vez de rolamentos de ferro ou aço, a bomba estaria cheia de merda.
Não sei como se faz uma coisa dessas.
A ideia seria parecida com um balão de água, mas em vez de água, teria merda, merda a rodos. E o balão teria que ter capacidade para, no mínimo, armazenar uns 50 litros de produto. Depois haveria um dispositivo mecânico ou eléctrico que fazia rebentar o balão e as pessoas ficariam não mortas nem despedaçadas, que isso não tem jeito nenhum, mas cobertas de merda até ao ossos.
Era isso que me apetecia fazer hoje.
Alguém me poderia ensinar a fazer uma coisa destas?
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Teorias do Homicídio Qualificado
terça-feira, 5 de junho de 2018
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Não há dúvida nenhuma que Mr. King sabe prender o leitor na sua narrativa.
No entanto, não achei que fosse uma obra com grande conteúdo e profundidade. As personagens são amiúde previsíveis e um tanto patetas, quase sem contexto e muitos factos caem de pára-quedas no colo de quem lê sem que tenham, depois, uma conclusão.
O final é desolador e francamente estúpido. Mas a restante obra
é óptima a transmitir trauma e tristeza, o que não pode deixar de ser notado.
No entanto, não achei que fosse uma obra com grande conteúdo e profundidade. As personagens são amiúde previsíveis e um tanto patetas, quase sem contexto e muitos factos caem de pára-quedas no colo de quem lê sem que tenham, depois, uma conclusão.
O final é desolador e francamente estúpido. Mas a restante obra
é óptima a transmitir trauma e tristeza, o que não pode deixar de ser notado.
Detesto andar de táxi, muito porque odeio taxistas.
Acho que são, modo geral, uns animais a conduzir, que acham que as regras de trânsito não se aplicam às suas pessoas e que levam o couro e o cabelo por uma viagem de carro.
Mas também, é preciso dizê-lo com a maior das honestidades, e quem me conhece já o sabe, odeio conversa de merda.
Odeio.
Mesmo.
Fervorosamente.
Pensar que tenho que ir a um lado qualquer e aguentar conversa que não acrescenta nada, que não serve para nada e basicamente só serve para consumir oxigénio é coisa para me deixar mal disposta um dia inteiro. Coisas como festas da terra, ou ir cortar o cabelo, andar de táxi ou estar na paragem do autocarro com uma velha tagarela, ou seja, todas situações que oferecem uma panóplia de conversas de merda que não me interessam ter, são suficientes para não fazer estas coisas. Tipo, tenho aqui umas certidões que preciso de ir buscar à conservatória, mas como tenho de ir de autocarro e o autocarro está cheio de velhas, não tenho ido. Não vou às festas da terra porque 1) não gosto de procissões, 2) as putas das velhas vêm sempre perguntar se não estou mais forte. Só corto o cabelo duas vezes por ano, para não ter que levar com a conversa de merda das cabeleireiras, que ora tagarelam alegremente sobre a vida dos outros ou se põem a descrever o que acontece às suas pachachas depois de terem filhos. Não ando de táxi porque não tenho paciência para conversa de gente que cheia a estofos de pele de vaca.
Ora, ontem precisei de andar de táxi. Não só porque estava meio mundo no metro por causa da greve e, por causa disso, atrasei-me, mas principalmente porque ainda tinha que andar a pé dois quilómetros à chuva. Ora, não demoro uma hora a arranjar-me de manhã para chegar ao pé das pessoas a cheirar a sovaco e com o cabelo a parecer um vendaval em movimento, portanto lá fui.
E tanta conversa de merda que ouvi, senhores. Tanta e com tanta qualidade. Devia ter gravado.
- A menina sabe onde é que está?
- Aaaaaaa... na rotunda do Relógio?
- Não, não.
- Não?
- Não. A menina está dentro do táxi.
Coisas como esta, estão a ver?
- A menina sabe qual é o maior toldo do mundo?
- Aaaaaa, não, não sei.
- É o vestido da mulher.
- Ah.
- Sabe porquê?
- Não, mas acho que o senhor me vai dizer.
- Pois vou. Porque é o único que esconde uma leitaria, uma padaria e uma fábrica de fazer meninos.
Nesta altura, tive um avc e não me recordo bem do que se passou a seguir.
- Então e a menina vai para onde?
- Vou para o Hospital X.
- Ah, está a sentir-se mal?
- Não.
- Vai ao médico?
- Não.
- Vai à pediatria?
- Não.
- Vai àquele médico dos bebés?
- Não.
- Ah... então vai trabalhar?
- Sim.
- Ah, vai a uma reunião com médicos, é isso? Olhe que eles atrasam-se sempre, não vale a pena ir com pressa. Também é médica, a menina?
- Não, sou advogada.
- AH!
Passou o resto do trajecto à procura no telemóvel de uma fotografia de um advogado que era amigo dele e que o tinha safado de uma série de coisas ao longo da vida, tanto que os últimos 900 metros do percurso foram feitos com recurso a subidas de passeios e derrube de pinos na estrada, nas barbas da polícia.
É disto que me calha.
Conversa de merda a rodos.
Conversa sem conteúdo nenhum, na qual sou obrigada a participar sem querer e sem ter coragem para atirar um calhau à cabeça do falador.
Mas porquê eu, senhores?!
Acho que são, modo geral, uns animais a conduzir, que acham que as regras de trânsito não se aplicam às suas pessoas e que levam o couro e o cabelo por uma viagem de carro.
Mas também, é preciso dizê-lo com a maior das honestidades, e quem me conhece já o sabe, odeio conversa de merda.
Odeio.
Mesmo.
Fervorosamente.
Pensar que tenho que ir a um lado qualquer e aguentar conversa que não acrescenta nada, que não serve para nada e basicamente só serve para consumir oxigénio é coisa para me deixar mal disposta um dia inteiro. Coisas como festas da terra, ou ir cortar o cabelo, andar de táxi ou estar na paragem do autocarro com uma velha tagarela, ou seja, todas situações que oferecem uma panóplia de conversas de merda que não me interessam ter, são suficientes para não fazer estas coisas. Tipo, tenho aqui umas certidões que preciso de ir buscar à conservatória, mas como tenho de ir de autocarro e o autocarro está cheio de velhas, não tenho ido. Não vou às festas da terra porque 1) não gosto de procissões, 2) as putas das velhas vêm sempre perguntar se não estou mais forte. Só corto o cabelo duas vezes por ano, para não ter que levar com a conversa de merda das cabeleireiras, que ora tagarelam alegremente sobre a vida dos outros ou se põem a descrever o que acontece às suas pachachas depois de terem filhos. Não ando de táxi porque não tenho paciência para conversa de gente que cheia a estofos de pele de vaca.
Ora, ontem precisei de andar de táxi. Não só porque estava meio mundo no metro por causa da greve e, por causa disso, atrasei-me, mas principalmente porque ainda tinha que andar a pé dois quilómetros à chuva. Ora, não demoro uma hora a arranjar-me de manhã para chegar ao pé das pessoas a cheirar a sovaco e com o cabelo a parecer um vendaval em movimento, portanto lá fui.
E tanta conversa de merda que ouvi, senhores. Tanta e com tanta qualidade. Devia ter gravado.
- A menina sabe onde é que está?
- Aaaaaaa... na rotunda do Relógio?
- Não, não.
- Não?
- Não. A menina está dentro do táxi.
Coisas como esta, estão a ver?
- A menina sabe qual é o maior toldo do mundo?
- Aaaaaa, não, não sei.
- É o vestido da mulher.
- Ah.
- Sabe porquê?
- Não, mas acho que o senhor me vai dizer.
- Pois vou. Porque é o único que esconde uma leitaria, uma padaria e uma fábrica de fazer meninos.
Nesta altura, tive um avc e não me recordo bem do que se passou a seguir.
- Então e a menina vai para onde?
- Vou para o Hospital X.
- Ah, está a sentir-se mal?
- Não.
- Vai ao médico?
- Não.
- Vai à pediatria?
- Não.
- Vai àquele médico dos bebés?
- Não.
- Ah... então vai trabalhar?
- Sim.
- Ah, vai a uma reunião com médicos, é isso? Olhe que eles atrasam-se sempre, não vale a pena ir com pressa. Também é médica, a menina?
- Não, sou advogada.
- AH!
Passou o resto do trajecto à procura no telemóvel de uma fotografia de um advogado que era amigo dele e que o tinha safado de uma série de coisas ao longo da vida, tanto que os últimos 900 metros do percurso foram feitos com recurso a subidas de passeios e derrube de pinos na estrada, nas barbas da polícia.
É disto que me calha.
Conversa de merda a rodos.
Conversa sem conteúdo nenhum, na qual sou obrigada a participar sem querer e sem ter coragem para atirar um calhau à cabeça do falador.
Mas porquê eu, senhores?!
terça-feira, 29 de maio de 2018
segunda-feira, 21 de maio de 2018
António Arnault
Pelo meu (relativo) sucesso a Deontologia Profissional, apenas estudado pela sua obra, o meu intenso e sentido obrigada.
E pelo SNS, já agora.
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Prioridades
Aqui há dias, expressão usada por muitas avós deste país, estava eu numa qualquer fila de um qualquer supermercado, à espera de vez, quando surge uma senhora, carregada com compras, um carrinho de bebé e um puto com os seus 4 anos pela mão. Dirige-se a senhora ao operador de caixa e diz que pretende exercer o direito à prioridade. Perante o olhar incrédulo e francamente carrancudo da maior parte das pessoas da fila, lá põe a senhora as suas compras no tapete rolante. Após pagar, pega nos seus inúmeros pertences e desanda dali.
Atrás da senhora e imediatamente à minha frente, está um animal muito indignado.
Bufa por todos os lados, põe as mãos em todos os bolsos que possui, revira muito os olhos, enquanto pragueja baixinho.
Quando está a pagar as suas compras e muito depois da tal senhora ter ido embora, dirige-se ao empregado da caixa e, a alto e bom som, para toda a gente ouvir os seus rasgos de bestialidade, pergunta-lhe se acaso tivesse ele um carrinho de bebé também poderia passar à frente de toda a gente. Como se o empregado não tivesse percebido o alcance da sua mui astuta pergunta, a cavalgadura volta a repeti-la, desta feita num volume mais elevado, porque toda a gente sabe que se se falar muito alto nestas circunstâncias tem-se automaticamente razão, acrescentando é que há muita gente que acha que isto é tudo direitos, mas o que diz o boneco ali (referindo-se à placa que anuncia o atendimento prioritário) diz que são crianças ao colo, senão é tudo fácil e passamos todos à frente de toda a gente, isso assim é uma alegria.
E ainda se põe a olhar para mim, como quem diz, a menina não acha, como se fosse impossível que ninguém o apoiasse, aquele poço de sabedoria e razão.
Não, animal do caralho, a menina não acha.
O que a menina acha é que tu devias levar com uma melancia na cabeça até gritares por misericórdia ao invés de estares a dizer alarvidades e de estares indignado pelo facto das pessoas exercerem os direitos que, de facto, têm.
A menina acha que tu não tens vergonha nessa fronha de pacóvio por achares que uma pessoa com 5 quilos de compras, um carrinho de bebé com um petiz lá dentro e outro miúdo pequeno pela mão não tem de passar à tua frente, que estás bom de saúde e, a julgar pelo corpanzil bem nutrido, não tens de trabalhar 8 horas por dia e chegar ao fim do dia com energia para dizer asneiras.
É que, sabe, caro senhor com QI de 78, a menina acha que o Estado gasta demasiado dinheiro em educação para pessoas que de facto não a merecem nem a sabem aproveitar. Anos a fio na escola não lhe ensinaram que há pessoas com situações especiais que não podem ser tratadas como os demais porque é injusto, porque essas pessoas merecem um tratamento diferente porque não têm, momentaneamente ou de forma definitiva, as mesmas capacidades que os outros e, só por isso, merecem um acompanhamento especial, sob pena de termos uma sociedade autista e pessoas com carência largadas em sarjetas.
Aliás, quando o Estado estava a gastar dinheiro a dar-lhe aulas de físico-química, ciências da natureza ou história, que, no seu caso, foi um desperdício, devia era ter investido em aulas de formação cívica, em que lhe ensinavam a fazer o IRS, a portar-se convenientemente em sítios públicos, a preencher um cheque, a ser cortês e que as pessoas têm direitos.
O senhor também tem direitos, sabe, um deles é não ser agredido por expressar ideias tristes, que é maioritariamente o que o safa de levar com uma lata de atum de quilo pelas trombas abaixo.
A menina tem a ligeira sensação que o senhor é dono de uma coragem inominável porquanto não foi capaz de mandar vir com a senhora cara-a-cara, aproveitou que ela tenha virado costas para falar mal e barafustar, o que transmite a sua ideia de cidadania.
Para além de que a menina está convicta que o senhor não se atreveria a mandar vir se estivéssemos a falar de um homem, com medo de levar alguma arroxada no focinho se o interpelasse directamente.
A menina também está convicta que se a senhora em causa fosse branca não seria merecedora de metade da sua atenção, mas o racismo, juntamente com o machismo, são cancros sociais dos quais não nos livramos até que pessoas como o senhor animal passem para o outro mundo, portanto estamos mal.
A menina está convencida que este primata deve ser daquela estirpe de suíno que acha mal que se faça greve e que acha ainda pior as pessoas recebam subsídios. Pois também acho que o senhor neandertal não devia ter direito a salário ao fim do mês porque um abutre desses não deve produzir grande coisa e com essa cara de retardado devia, ele sim, ter direito a passar à frente de toda a gente por ser um quase-acéfalo.
No entanto, a culpa também é da menina que em vez de educadamente fazer ver ao senhor que estas atitudes são deploráveis e demonstradoras de uma mesquinhez social, resolveu virar a cara, morder a língua e seguir em frente, deixando-o a achar que tinha feito uma grande coisa e contribuído para o espírito cívico de algibeira que rasa por aí.
Em conclusão, a menina acha, ainda, que um elefante se devia sentar em cima dessa cabeça esférica enquanto toca bateria, mas se calhar isso já é violência a mais para uma questão tão simples.
Ou será que não?
Atrás da senhora e imediatamente à minha frente, está um animal muito indignado.
Bufa por todos os lados, põe as mãos em todos os bolsos que possui, revira muito os olhos, enquanto pragueja baixinho.
Quando está a pagar as suas compras e muito depois da tal senhora ter ido embora, dirige-se ao empregado da caixa e, a alto e bom som, para toda a gente ouvir os seus rasgos de bestialidade, pergunta-lhe se acaso tivesse ele um carrinho de bebé também poderia passar à frente de toda a gente. Como se o empregado não tivesse percebido o alcance da sua mui astuta pergunta, a cavalgadura volta a repeti-la, desta feita num volume mais elevado, porque toda a gente sabe que se se falar muito alto nestas circunstâncias tem-se automaticamente razão, acrescentando é que há muita gente que acha que isto é tudo direitos, mas o que diz o boneco ali (referindo-se à placa que anuncia o atendimento prioritário) diz que são crianças ao colo, senão é tudo fácil e passamos todos à frente de toda a gente, isso assim é uma alegria.
E ainda se põe a olhar para mim, como quem diz, a menina não acha, como se fosse impossível que ninguém o apoiasse, aquele poço de sabedoria e razão.
Não, animal do caralho, a menina não acha.
O que a menina acha é que tu devias levar com uma melancia na cabeça até gritares por misericórdia ao invés de estares a dizer alarvidades e de estares indignado pelo facto das pessoas exercerem os direitos que, de facto, têm.
A menina acha que tu não tens vergonha nessa fronha de pacóvio por achares que uma pessoa com 5 quilos de compras, um carrinho de bebé com um petiz lá dentro e outro miúdo pequeno pela mão não tem de passar à tua frente, que estás bom de saúde e, a julgar pelo corpanzil bem nutrido, não tens de trabalhar 8 horas por dia e chegar ao fim do dia com energia para dizer asneiras.
É que, sabe, caro senhor com QI de 78, a menina acha que o Estado gasta demasiado dinheiro em educação para pessoas que de facto não a merecem nem a sabem aproveitar. Anos a fio na escola não lhe ensinaram que há pessoas com situações especiais que não podem ser tratadas como os demais porque é injusto, porque essas pessoas merecem um tratamento diferente porque não têm, momentaneamente ou de forma definitiva, as mesmas capacidades que os outros e, só por isso, merecem um acompanhamento especial, sob pena de termos uma sociedade autista e pessoas com carência largadas em sarjetas.
Aliás, quando o Estado estava a gastar dinheiro a dar-lhe aulas de físico-química, ciências da natureza ou história, que, no seu caso, foi um desperdício, devia era ter investido em aulas de formação cívica, em que lhe ensinavam a fazer o IRS, a portar-se convenientemente em sítios públicos, a preencher um cheque, a ser cortês e que as pessoas têm direitos.
O senhor também tem direitos, sabe, um deles é não ser agredido por expressar ideias tristes, que é maioritariamente o que o safa de levar com uma lata de atum de quilo pelas trombas abaixo.
A menina tem a ligeira sensação que o senhor é dono de uma coragem inominável porquanto não foi capaz de mandar vir com a senhora cara-a-cara, aproveitou que ela tenha virado costas para falar mal e barafustar, o que transmite a sua ideia de cidadania.
Para além de que a menina está convicta que o senhor não se atreveria a mandar vir se estivéssemos a falar de um homem, com medo de levar alguma arroxada no focinho se o interpelasse directamente.
A menina também está convicta que se a senhora em causa fosse branca não seria merecedora de metade da sua atenção, mas o racismo, juntamente com o machismo, são cancros sociais dos quais não nos livramos até que pessoas como o senhor animal passem para o outro mundo, portanto estamos mal.
A menina está convencida que este primata deve ser daquela estirpe de suíno que acha mal que se faça greve e que acha ainda pior as pessoas recebam subsídios. Pois também acho que o senhor neandertal não devia ter direito a salário ao fim do mês porque um abutre desses não deve produzir grande coisa e com essa cara de retardado devia, ele sim, ter direito a passar à frente de toda a gente por ser um quase-acéfalo.
No entanto, a culpa também é da menina que em vez de educadamente fazer ver ao senhor que estas atitudes são deploráveis e demonstradoras de uma mesquinhez social, resolveu virar a cara, morder a língua e seguir em frente, deixando-o a achar que tinha feito uma grande coisa e contribuído para o espírito cívico de algibeira que rasa por aí.
Em conclusão, a menina acha, ainda, que um elefante se devia sentar em cima dessa cabeça esférica enquanto toca bateria, mas se calhar isso já é violência a mais para uma questão tão simples.
Ou será que não?
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Vergonha Alheia
Não é que perceba grande coisa de futebol.
A bem da verdade, não percebo nada, mas gosto de ver e gosto do espectáculo à volta.
Creio, no entanto, que não é preciso perceber nada de futebol para perceber e compreender que o que se passou ontem na Academia do Sporting não é futebol. Não é desporto. Não é espectáculo.
É violência gratuita.
É vandalismo.
É, pura e simplesmente, criminoso.
Não sou do Sporting, mas não interessa a preferência clubística quando estão em causa eventos desta natureza. Não deixa, nem pode deixar, ninguém indiferente. Se acontece ao Sporting, acontece a qualquer um dos outros clubes.
Ninguém me tira da cabeça que isto foi um ataque encomendado. São demasiadas coincidências; nos últimos tempos só se ouve falar das alarvidades daquele extraterrestre que têm como presidente, um déspota mal iluminado, dos problemas do clube e do constante arremesso de responsabilidades para os jogadores. Agora, vem um arraial de gente e tenta limpar o balneário...? Mesmo que não tenha sido por encomenda, o autor moral, como se ouve por aí, já se sabe quem é.
Sem escrúpulos, sem vergonha. Um ataque deliberado a pessoas indefesas. Devem estar muito orgulhosos.
Animais.
Portanto, um minuto de silêncio pelo futebol português, neste país onde se atacam pessoas à má fila só porque sim.
A bem da verdade, não percebo nada, mas gosto de ver e gosto do espectáculo à volta.
Creio, no entanto, que não é preciso perceber nada de futebol para perceber e compreender que o que se passou ontem na Academia do Sporting não é futebol. Não é desporto. Não é espectáculo.
É violência gratuita.
É vandalismo.
É, pura e simplesmente, criminoso.
Não sou do Sporting, mas não interessa a preferência clubística quando estão em causa eventos desta natureza. Não deixa, nem pode deixar, ninguém indiferente. Se acontece ao Sporting, acontece a qualquer um dos outros clubes.
Ninguém me tira da cabeça que isto foi um ataque encomendado. São demasiadas coincidências; nos últimos tempos só se ouve falar das alarvidades daquele extraterrestre que têm como presidente, um déspota mal iluminado, dos problemas do clube e do constante arremesso de responsabilidades para os jogadores. Agora, vem um arraial de gente e tenta limpar o balneário...? Mesmo que não tenha sido por encomenda, o autor moral, como se ouve por aí, já se sabe quem é.
Sem escrúpulos, sem vergonha. Um ataque deliberado a pessoas indefesas. Devem estar muito orgulhosos.
Animais.
Portanto, um minuto de silêncio pelo futebol português, neste país onde se atacam pessoas à má fila só porque sim.
terça-feira, 15 de maio de 2018
Prometo Que Já Me Vou Calar com Isto, A Sério...
Este homem não canta nada, a música é parva, aborrecida e sem gracinha nenhuma, mas o intérprete é dono de uma beleza muito apelativa à minha pessoa e não podia deixar de figurar aqui literalmente apenas pelos seus lindos olhos. Muito viking, muito barbudinho, muito pouco lavadinho, muitíssimo bem apessoado.
Espécime fantástico, benzó-deus. Espécime fantástico.
Espécime fantástico, benzó-deus. Espécime fantástico.
Vamos Lá Falar da Eurovisão - Os Preferidos
Não percebi nada da letra, mas gostei imenso da batida, do ritmo, dos acordes. Claro que estava longe, muito longe de poder ganhar, mas adorei a atuação.
Esta foi outra que não percebi um boi do que ela disse, mas adorei o ritmo e achei que a moça tinha um cabelo fantástico. Muito bom.
Esta senhora deveria ser A VOZ da Eurovisão, se fossemos lá pela qualidade deste instrumento. Não há palavras para o poderio vocal aqui instalado. Excelente.
Esta foi outra que não percebi um boi do que ela disse, mas adorei o ritmo e achei que a moça tinha um cabelo fantástico. Muito bom.
Esta senhora deveria ser A VOZ da Eurovisão, se fossemos lá pela qualidade deste instrumento. Não há palavras para o poderio vocal aqui instalado. Excelente.
Vamos Lá Falar da Eurovisão - Os Merdas Mais Merdas
Não sei o que isto possa ser, mas confesso que tenho algum medo deste moço. Mais que não seja por ter 21 anos e não falar ponta de inglês, ao ponto de precisar de uma intérprete. Até se poderia perdoar, os sistemas educacionais não são iguais em todo o lado. Mas este espécie cantou uma canção EM INGLÊS, porra. Creio que não serão necessárias mais palavras para descrever a parvoíce que para aqui vai, pois não?
Foleiro, foleiro, foleiro, a escorrer um azeite tão pegajoso que até fico com diabetes só de olhar. Mas o que vem a ser isto?? Ninguém disse a estes moços que os duetos românticos, a fingir namoro teatral deixaram de se usar em 1981, no tempo do 'My Endless Love', esse hino da Pacóvilândia? Por amor da santa, voltem para a escola, meus amores, que tenho a impressão que estão a faltar à aula de Ciências da Natureza para irem à Eurovisão...
Ainda falam mal da música vencedora... O que é isto, senão a Eurovisão a espalhar charme e pernas à mostra desde 1956, à semelhança da amiguinha cipriota? O que é isto senão uma voz muito fraquinha, com uma música ainda mais fraquinha, com o eterno rebolar que mostra tudo menos a música? Ca lindo.
Foleiro, foleiro, foleiro, a escorrer um azeite tão pegajoso que até fico com diabetes só de olhar. Mas o que vem a ser isto?? Ninguém disse a estes moços que os duetos românticos, a fingir namoro teatral deixaram de se usar em 1981, no tempo do 'My Endless Love', esse hino da Pacóvilândia? Por amor da santa, voltem para a escola, meus amores, que tenho a impressão que estão a faltar à aula de Ciências da Natureza para irem à Eurovisão...
Ainda falam mal da música vencedora... O que é isto, senão a Eurovisão a espalhar charme e pernas à mostra desde 1956, à semelhança da amiguinha cipriota? O que é isto senão uma voz muito fraquinha, com uma música ainda mais fraquinha, com o eterno rebolar que mostra tudo menos a música? Ca lindo.
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Comentário Jurídico da Latrina,
Posição Doutrinária
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Vamos Lá Falar da Eurovisão
Ultrapassadas as lágrimas pelo facto de ter estado longe da noite mais 'eurovisiva' do ano, vamos a factos: nada muda na Eurovisão.
A Eurovisão foi sempre, é sempre, será sempre um festival da música pop.
Claro que aparecem músicas de todos os estilos, mas eventualmente acabam sempre por vencer canções pop.
Há excepções, claro; Salvador Sobral e Lordi são dois nomes que surgem imediatamente na mente e que fogem a este paradigma, mas a esmagadora maioria centra-se na música pop.
E não há mal nenhum nisso.
Há pop muito mau e há pop muito bom. Calha que na Eurovisão só se veja maioritariamente pop muito mau, com muita perna de fora, mamas em todas as direcções, letras de treta e acordes que ferem os ouvidos.
Este ano não foi diferente.
Ou achavam que ia ser? Lá porque o Salvador ganhou com uma música diferente, a partir de agora já havia qualidade a rodos no festival, não querem lá ver?
Não, meus amigos.
Isto é só a Eurovisão a ser a Eurovisão. É o festival a ser o que sempre foi: uma agremiação de música ligeira, a que se dá a importância que tem durante os três dias de cada espectáculo e depois nunca mais ninguém se lembra disso até ao ano seguinte.
Serve essencialmente para passar um bom bocado e fazer amigos entre vários países, celebrando as diferenças dentro da união. E mais nada, não vale a pena enervarem-se muito.
Ganhou, portanto, Israel, o meu país preferido.
Não com a minha música preferida (já lá vamos), mas com uma vitória espectável.
'Toy' é o espírito pop-fácil da Eurovisão, tirado a papel químico, como diria a minha saudosa Avó. Lá está, é o que sempre foi. A rapariga é diferente e fez uma interpretação para lá de diferente, igual a si própria. Não vejo qual possa ser o espanto daquela vitória; afinal estava mais ou menos prevista, ou não viram as apostas ao longo de todo este mês que passou?
Agora, se me perguntarem, acho que há muita estupidez a vir à tona com a vitória da moça.
Aparentemente ninguém gosta da música, que é parva, que é música carrinho-de-choque, que não tem conteúdo e tal, que a gaja é uma badocha, que a música é horrível.
Pois a mim só me ficou no ouvido, a gaja é gorda.
E tanta gente que anda por aí só encher a boca a chamar gorda à miúda só porque não gostam da música.
Não há vergonha?? O que é que o aspecto tem a ver com a qualidade da música?
Parece-me que, afinal, a Eurovisão é vista por cerca de 100 milhões de pessoas que estão ali para passar um bom bocado e por outros 100 milhões de frustrados acéfalos que só sabem insultar quando não conseguem perceber. Preferem ir pelo caminho fácil porque, coitadinhos, não chegam mais mais e até um festival de canções é suficiente para despoletar o espírito suíno que desce em cada um. Já no ano passado toda a gente falava mal do Salvador, não porque fossem capazes de dizer, olha não gosto da música, não é o meu estilo, mas antes por causa do cabelo do rapaz, por causa da barba, por causa do casaco, por causa do não-se-quê, porque isso é que era muitíssimo importante, não era?
Lamento, mas de cada vez que ouço alguém seguir pelo caminho do insulto à cantora por causa de uma música que não gostam só penso no dinheiro que o Estado desperdiça com a educação destes animais da quinta e choro muito, que o dinheiro que todos os meses mando para as Finanças é todo gasto em literalmente merda com pernas.
Adiante.
Se calhar é do meu Semitismo assumido, mas parece que há sempre polémicas à volta de tudo o que meta Israel pelo meio. Ora porque a vitória foi política, ora porque foi pelo lobby, ora porque foi encomendado, ora porque é em Jerusalém, não, em Tel Aviv, não, não, em Jerusalém, porra mais a isto, já não se pode ganhar em paz.
Deixem-se de coisas, sim? Não é a ganhar a Eurovisão que se resolve nada e também não tem assim tanta força que possa mudar alguma coisa. Não sei se se lembram, mas aqui há 44 anos fez-se uma Revolução neste país usando como senha a canção que levámos à Eurovisão, demos-lhe uma conotação política e histórica como nunca nenhum país deu, e não foi por causa disso que ganhámos o que quer que seja, até há um ano atrás. Portanto, comei antes uma peça de fruta, pode ser?
Da derrota da canção portuguesa, nem me vou alongar muito. Achei injusto, porque a música nem era assim tão má nem estava assim tão mal interpretada que justificasse uma classificação tão rasca. Por amor de deus, levámos uma canção pimba DUAS VEZES à Eurovisão, mas estão a brincar comigo ou quê?! O mais triste é que este triste evento acaba por dar razão àquele invejoso do José Cid, que nunca naquela vida de triste ganhou o que quer que fosse e mesmo assim fala mal como se tivesse o rei na barriga, que não se calava a dizer que a música não prestava, como se ele e só ele pudessem alguma vez interpretar convenientemente os desígnios 'eurovisivos'. Porra mais a isto...
Por último, acho importante deixar uma nota acerca da música vencedora: ainda bem que, mesmo que não pareça, a mensagem que se pretende passar é uma imagem de força e empoderamento das mulheres. Aliás, é uma vitória para a diferença, porque, como já vimos, é muito mais relevante que ela seja gorda do que cante uma música alegre. pelo menos, e independentemente da qualidade da canção, não foi pela via fácil, como a coleguinha do Chipre, que tinha uma música de rebolanço, com direito a mamas, pernas e tudo à vista, na costumeira coisificação da figura feminina. Isso já não importa uma boi, não é, interessa é chamar nomes à garota.
Andamos há mais de um século a queimar sutiãs na rua, a lutar para poder votar e ganhar tanto como os homens e continuamos a calar e a achar muito normal que uma mulher seja enxovalhada porque tem um aspecto diferente, porque tem peso a mais ou a menos e nem pestanejamos quando vemos uma mulher a ser objectificada, porque isso é muito normal, ser gorda é que é mau para os rins, ser estúpido dá saúde.
Fiquemo-nos por aqui antes que isto se torne um discurso género farta-até-à-cona versão Eurovisão 2018.
A Eurovisão foi sempre, é sempre, será sempre um festival da música pop.
Claro que aparecem músicas de todos os estilos, mas eventualmente acabam sempre por vencer canções pop.
Há excepções, claro; Salvador Sobral e Lordi são dois nomes que surgem imediatamente na mente e que fogem a este paradigma, mas a esmagadora maioria centra-se na música pop.
E não há mal nenhum nisso.
Há pop muito mau e há pop muito bom. Calha que na Eurovisão só se veja maioritariamente pop muito mau, com muita perna de fora, mamas em todas as direcções, letras de treta e acordes que ferem os ouvidos.
Este ano não foi diferente.
Ou achavam que ia ser? Lá porque o Salvador ganhou com uma música diferente, a partir de agora já havia qualidade a rodos no festival, não querem lá ver?
Não, meus amigos.
Isto é só a Eurovisão a ser a Eurovisão. É o festival a ser o que sempre foi: uma agremiação de música ligeira, a que se dá a importância que tem durante os três dias de cada espectáculo e depois nunca mais ninguém se lembra disso até ao ano seguinte.
Serve essencialmente para passar um bom bocado e fazer amigos entre vários países, celebrando as diferenças dentro da união. E mais nada, não vale a pena enervarem-se muito.
Ganhou, portanto, Israel, o meu país preferido.
Não com a minha música preferida (já lá vamos), mas com uma vitória espectável.
'Toy' é o espírito pop-fácil da Eurovisão, tirado a papel químico, como diria a minha saudosa Avó. Lá está, é o que sempre foi. A rapariga é diferente e fez uma interpretação para lá de diferente, igual a si própria. Não vejo qual possa ser o espanto daquela vitória; afinal estava mais ou menos prevista, ou não viram as apostas ao longo de todo este mês que passou?
Agora, se me perguntarem, acho que há muita estupidez a vir à tona com a vitória da moça.
Aparentemente ninguém gosta da música, que é parva, que é música carrinho-de-choque, que não tem conteúdo e tal, que a gaja é uma badocha, que a música é horrível.
Pois a mim só me ficou no ouvido, a gaja é gorda.
E tanta gente que anda por aí só encher a boca a chamar gorda à miúda só porque não gostam da música.
Não há vergonha?? O que é que o aspecto tem a ver com a qualidade da música?
Parece-me que, afinal, a Eurovisão é vista por cerca de 100 milhões de pessoas que estão ali para passar um bom bocado e por outros 100 milhões de frustrados acéfalos que só sabem insultar quando não conseguem perceber. Preferem ir pelo caminho fácil porque, coitadinhos, não chegam mais mais e até um festival de canções é suficiente para despoletar o espírito suíno que desce em cada um. Já no ano passado toda a gente falava mal do Salvador, não porque fossem capazes de dizer, olha não gosto da música, não é o meu estilo, mas antes por causa do cabelo do rapaz, por causa da barba, por causa do casaco, por causa do não-se-quê, porque isso é que era muitíssimo importante, não era?
Lamento, mas de cada vez que ouço alguém seguir pelo caminho do insulto à cantora por causa de uma música que não gostam só penso no dinheiro que o Estado desperdiça com a educação destes animais da quinta e choro muito, que o dinheiro que todos os meses mando para as Finanças é todo gasto em literalmente merda com pernas.
Adiante.
Se calhar é do meu Semitismo assumido, mas parece que há sempre polémicas à volta de tudo o que meta Israel pelo meio. Ora porque a vitória foi política, ora porque foi pelo lobby, ora porque foi encomendado, ora porque é em Jerusalém, não, em Tel Aviv, não, não, em Jerusalém, porra mais a isto, já não se pode ganhar em paz.
Deixem-se de coisas, sim? Não é a ganhar a Eurovisão que se resolve nada e também não tem assim tanta força que possa mudar alguma coisa. Não sei se se lembram, mas aqui há 44 anos fez-se uma Revolução neste país usando como senha a canção que levámos à Eurovisão, demos-lhe uma conotação política e histórica como nunca nenhum país deu, e não foi por causa disso que ganhámos o que quer que seja, até há um ano atrás. Portanto, comei antes uma peça de fruta, pode ser?
Da derrota da canção portuguesa, nem me vou alongar muito. Achei injusto, porque a música nem era assim tão má nem estava assim tão mal interpretada que justificasse uma classificação tão rasca. Por amor de deus, levámos uma canção pimba DUAS VEZES à Eurovisão, mas estão a brincar comigo ou quê?! O mais triste é que este triste evento acaba por dar razão àquele invejoso do José Cid, que nunca naquela vida de triste ganhou o que quer que fosse e mesmo assim fala mal como se tivesse o rei na barriga, que não se calava a dizer que a música não prestava, como se ele e só ele pudessem alguma vez interpretar convenientemente os desígnios 'eurovisivos'. Porra mais a isto...
Por último, acho importante deixar uma nota acerca da música vencedora: ainda bem que, mesmo que não pareça, a mensagem que se pretende passar é uma imagem de força e empoderamento das mulheres. Aliás, é uma vitória para a diferença, porque, como já vimos, é muito mais relevante que ela seja gorda do que cante uma música alegre. pelo menos, e independentemente da qualidade da canção, não foi pela via fácil, como a coleguinha do Chipre, que tinha uma música de rebolanço, com direito a mamas, pernas e tudo à vista, na costumeira coisificação da figura feminina. Isso já não importa uma boi, não é, interessa é chamar nomes à garota.
Andamos há mais de um século a queimar sutiãs na rua, a lutar para poder votar e ganhar tanto como os homens e continuamos a calar e a achar muito normal que uma mulher seja enxovalhada porque tem um aspecto diferente, porque tem peso a mais ou a menos e nem pestanejamos quando vemos uma mulher a ser objectificada, porque isso é muito normal, ser gorda é que é mau para os rins, ser estúpido dá saúde.
Fiquemo-nos por aqui antes que isto se torne um discurso género farta-até-à-cona versão Eurovisão 2018.
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Comentário Jurídico da Latrina,
Posição Doutrinária
Eu e a Eurovisão
Há cerca de 25 anos que me dou ao trabalho de ver a Eurovisão.
Todos os anos.
Acho graça, fazer o quê?
Passei estes últimos 24 anos a achar que nunca na vida iríamos ganhar um terceiro lugar neste certame (adoro este linguajar de feira de gado), quanto mais sairmos vencedores da dita coisa. Mas parece que os votantes tinham outra ideia e o Salvador trouxe o troféu para casa no ano passado. apesar de não ser uma música da minha predilecção e de não simpatizar imediatamente com o intérprete, entendo que é um belo momento musical, que o poema é forte e com personalidade e tem um timbre muito próprio e muito original. E ficámos na história da Eurovisão como um dos vencedores e é isso que interessa.
Portanto, passei o último ano a esfregar as mãozinhas porque, FINALMENTE, CARALHO, íamos ter cá a porra do festival. Ia poder ver a preparação, as semi-finais, a grande final, tudo aqui ao lado, porque, pela primeira vez desde sempre (e provavelmente a última), o festival ia ser nesta terra onde Judas perdeu as botas.
Porém, o que é que sucede aqui a esta avestruz no preciso dia em que tem lugar a Eurovisão em Portugal?
Esta avestruz tinha um casamento.
Não era um casamento qualquer, é preciso dizê-lo; era um casamento de uma grande amiga, um evento muito esperado e muito sonhado (mais pela noiva que por mim, como parece óbvio) e, com elevada probabilidade, o último casamento a que irei comparecer nesta década (talvez mais), porquanto os meus amigos e familiares gostam mais da união de facto do que o Presidente gosta de tirar fotos, portanto nunca mais me safo com outro. Não me passaria pela cabeça faltar a este evento ou sair mais cedo de uma festa (muitíssimo porreira, por acaso) para ir, feita geek, ver a Eurovisão. Embora tenha de facto pensado nisso, mas enfim.
Foquemos-nos na ironia da vida, contemplemo-la por uns minutos e sigamos com o queixume.
Todos os anos.
Acho graça, fazer o quê?
Passei estes últimos 24 anos a achar que nunca na vida iríamos ganhar um terceiro lugar neste certame (adoro este linguajar de feira de gado), quanto mais sairmos vencedores da dita coisa. Mas parece que os votantes tinham outra ideia e o Salvador trouxe o troféu para casa no ano passado. apesar de não ser uma música da minha predilecção e de não simpatizar imediatamente com o intérprete, entendo que é um belo momento musical, que o poema é forte e com personalidade e tem um timbre muito próprio e muito original. E ficámos na história da Eurovisão como um dos vencedores e é isso que interessa.
Portanto, passei o último ano a esfregar as mãozinhas porque, FINALMENTE, CARALHO, íamos ter cá a porra do festival. Ia poder ver a preparação, as semi-finais, a grande final, tudo aqui ao lado, porque, pela primeira vez desde sempre (e provavelmente a última), o festival ia ser nesta terra onde Judas perdeu as botas.
Porém, o que é que sucede aqui a esta avestruz no preciso dia em que tem lugar a Eurovisão em Portugal?
Esta avestruz tinha um casamento.
Não era um casamento qualquer, é preciso dizê-lo; era um casamento de uma grande amiga, um evento muito esperado e muito sonhado (mais pela noiva que por mim, como parece óbvio) e, com elevada probabilidade, o último casamento a que irei comparecer nesta década (talvez mais), porquanto os meus amigos e familiares gostam mais da união de facto do que o Presidente gosta de tirar fotos, portanto nunca mais me safo com outro. Não me passaria pela cabeça faltar a este evento ou sair mais cedo de uma festa (muitíssimo porreira, por acaso) para ir, feita geek, ver a Eurovisão. Embora tenha de facto pensado nisso, mas enfim.
Foquemos-nos na ironia da vida, contemplemo-la por uns minutos e sigamos com o queixume.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Novo Vício - Parte II
Não sendo nenhuma grande produção, é verdadeiramente
refrescante e tendencialmente enternecedora.
Muito bom.
sexta-feira, 4 de maio de 2018
Ai Sim?
É só a mim que há a infelicidade de calhar a desgravação de julgamento com testemunha muito sabedora, é preciso dizê-lo, mas muitíssimo gaga, tão gaga que nem sei se hei-de substituir todas as palavras ditas por reticências?
Pois, pelos vistos é só a mim, mesmo.
Pois, pelos vistos é só a mim, mesmo.
Avicii
No meio de tanto esquecimento, desapareceu uma figura que estava entre as minhas simpatias.
Não que fosse transversal ou unânime, mas considerava-o muito talentoso e, apesar de não seguir o estilo com muito afinco, creio que veio dar uma lufada de ar fresco ao género.
A obra imortaliza o artista e de certeza que é o que sucederá neste caso.
Não que fosse transversal ou unânime, mas considerava-o muito talentoso e, apesar de não seguir o estilo com muito afinco, creio que veio dar uma lufada de ar fresco ao género.
A obra imortaliza o artista e de certeza que é o que sucederá neste caso.
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
É, sem dúvida, o melhor dos quatro volumes.
Não que os outros não sejam bons, que são, mas este é especial, pelo culminar da história e pelo brilhantismo da descrição.
O relato da Batalha de Waterloo é soberbo. Quem lê sente-se realmente levado numa máquina do tempo para assistir ao confronto. Tudo é minuciosamente descrito sem pesar, nem aborrecer.
Um dos livros que tive realmente pena de acabar.
Excelente.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Maneiras que Merda para Mim
Maneiras que as sementes de chia são aquela coisa que, para além de andar na moda, serve para tudo e mais um par de botas e, simultaneamente, não tem utilidade nenhuma. Ai que faz muito bem, ai que é superalimento, ai que faz bem aos gazes e todas as patranhas que gostam de nos enfiar pelo olhos dentro, como se fossemos todos estúpidos (que somos) que vão atrás de qualquer idiotice que nos digam (e vamos).
Maneiras que ando a enfiar aquela porcaria nos iogurtes e na fruta e fingir que fico extremamente saciada com tal lanchinho.
Maneiras que as sementes de chia são coisinhas pretas minúsculas que se enfiam em sítios recônditos e têm muita dificuldade em sair de lá.
Maneiras que fui fazer uma reunião com um cliente com uma puta de uma semente de chia enfiada entre os dentes da frente, toda alegre e confiante, sem dar por isso.
Maneiras que só dei por isso quando cheguei a casa e olhei para o espelho.
Maneiras que rezei muito para que aquela sementinha tenha ido parar ali apenas nos últimos cinco minutos e não tivesse estado alojada uma tarde inteira naquele sítio.
Maneiras que voltei a rezar muito para não ter sorrido para ninguém durante a reunião.
Maneiras que voltem ao título, por favor.
Maneiras que ando a enfiar aquela porcaria nos iogurtes e na fruta e fingir que fico extremamente saciada com tal lanchinho.
Maneiras que as sementes de chia são coisinhas pretas minúsculas que se enfiam em sítios recônditos e têm muita dificuldade em sair de lá.
Maneiras que fui fazer uma reunião com um cliente com uma puta de uma semente de chia enfiada entre os dentes da frente, toda alegre e confiante, sem dar por isso.
Maneiras que só dei por isso quando cheguei a casa e olhei para o espelho.
Maneiras que rezei muito para que aquela sementinha tenha ido parar ali apenas nos últimos cinco minutos e não tivesse estado alojada uma tarde inteira naquele sítio.
Maneiras que voltei a rezar muito para não ter sorrido para ninguém durante a reunião.
Maneiras que voltem ao título, por favor.
terça-feira, 3 de abril de 2018
quinta-feira, 29 de março de 2018
quarta-feira, 28 de março de 2018
terça-feira, 27 de março de 2018
Queixume Pós-Gestacional # 16
Maneiras que estou a ter imensas dificuldades em carregar a bateria do telemóvel porquanto o meu rebento achou que o que era mesmo giro e deveras divertido era roer o terminal de encaixe do carregador.
Maneiras que agora, para carregar a porcaria do telefone, sou obrigada a tê-lo no chão, preso com fita-cola e esperar que não haja trepidação de espécie alguma, sob pena de não passar energia para a porra da bateria.
Maneiras que gastamos rios de dinheiro em brinquedos, os avós gastam rios de dinheiro em brinquedos, os amigos gastam rio de dinheiro em brinquedos e o raça do puto acha muito mais fixe e muitíssimo mais interessante brincar com as coisas dos adultos.
Maneiras que até poderia brincar, atenção que não sou egoísta a esse ponto, mas poderia não destruir as coisas que me fazem falta.
Maneiras que merda para mim.
Maneiras que agora, para carregar a porcaria do telefone, sou obrigada a tê-lo no chão, preso com fita-cola e esperar que não haja trepidação de espécie alguma, sob pena de não passar energia para a porra da bateria.
Maneiras que gastamos rios de dinheiro em brinquedos, os avós gastam rios de dinheiro em brinquedos, os amigos gastam rio de dinheiro em brinquedos e o raça do puto acha muito mais fixe e muitíssimo mais interessante brincar com as coisas dos adultos.
Maneiras que até poderia brincar, atenção que não sou egoísta a esse ponto, mas poderia não destruir as coisas que me fazem falta.
Maneiras que merda para mim.
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Do Estabelecimento da Maternidade
Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima
Diz ele, com toda a sua pose e o seu passinho ligeiro de diva, que não gosta de ir ao hospital público porque só lá estão velhos.
Porque ele, do alto dos seus 70 anos, é novíssimo.
Foi aqui que vim parar.
Porque ele, do alto dos seus 70 anos, é novíssimo.
Foi aqui que vim parar.
Ai a Porra - Volume Não-Sei-Quê
Não é que eu seja uma rapariga dada às Páscoas desta vida.
A bem da verdade, não sou NADA dada a coisa nenhuma que tenha a ver com religiosidade. A não ser que conte para este totobola o facto de enfardar lindamente as iguarias das festividades.
Conta?
Não?
Então não sou, pronto.
Adiante.
Mesmo não sendo nada dada a estas coisas, o que sabia mesmo bem e vinha mesmo a calhar era a entidade patronal oferecer o dia da Quinta-feira Santa. Já não me armaria em esquisita se nos oferecessem a tarde desse dia.
Porque, segundo consta, serviço algum está a funcionar nesse dia.
Nenhum.
Zero.
Niente.
Porra nenhuma.
E, segundo parece, é costume neste ergástulo não se trabalhar neste dia.
Mas, como as sociedades de advogados são todas iguais, situem-se na metrópole ou nos arrabaldes de Sintra, não se sabe de nada nem se comunica coisa alguma aos trabalhadores, essa ralé preguiçosa, senão na véspera.
O que é uma merda para quem, como eu, gostaria de fazer alguns planos para essa tarde. Mais que não fosse enfiar-me num qualquer centro comercial a comprar pechinchas e ovos da Páscoa. Para o puto, não para mim. Obviamente.
Será melhor esperar sentada, certo?
É que tenho uma certa tendência de chegar aos sítios e tudo o que era costume fazer-se passa a não se fazer, sob o pretexto sempre eterno do "este ano não dá". Assim, de repente, lembro-me dos prémios de final de ano, da 'ponte' do dia 31 de Dezembro, do almoço do Dia do Advogado, o jantar de Natal... Coisas boas que gostavam de nos tirar só porque sim, porque, lá está, os trabalhadores são todos uma ralé que não interessa mimar, interessa só maltratar e explorar.
Maneiras que este é mais um queixume, queixume de Páscoa que é bom para abrir o apetite.
A bem da verdade, não sou NADA dada a coisa nenhuma que tenha a ver com religiosidade. A não ser que conte para este totobola o facto de enfardar lindamente as iguarias das festividades.
Conta?
Não?
Então não sou, pronto.
Adiante.
Mesmo não sendo nada dada a estas coisas, o que sabia mesmo bem e vinha mesmo a calhar era a entidade patronal oferecer o dia da Quinta-feira Santa. Já não me armaria em esquisita se nos oferecessem a tarde desse dia.
Porque, segundo consta, serviço algum está a funcionar nesse dia.
Nenhum.
Zero.
Niente.
Porra nenhuma.
E, segundo parece, é costume neste ergástulo não se trabalhar neste dia.
Mas, como as sociedades de advogados são todas iguais, situem-se na metrópole ou nos arrabaldes de Sintra, não se sabe de nada nem se comunica coisa alguma aos trabalhadores, essa ralé preguiçosa, senão na véspera.
O que é uma merda para quem, como eu, gostaria de fazer alguns planos para essa tarde. Mais que não fosse enfiar-me num qualquer centro comercial a comprar pechinchas e ovos da Páscoa. Para o puto, não para mim. Obviamente.
Será melhor esperar sentada, certo?
É que tenho uma certa tendência de chegar aos sítios e tudo o que era costume fazer-se passa a não se fazer, sob o pretexto sempre eterno do "este ano não dá". Assim, de repente, lembro-me dos prémios de final de ano, da 'ponte' do dia 31 de Dezembro, do almoço do Dia do Advogado, o jantar de Natal... Coisas boas que gostavam de nos tirar só porque sim, porque, lá está, os trabalhadores são todos uma ralé que não interessa mimar, interessa só maltratar e explorar.
Maneiras que este é mais um queixume, queixume de Páscoa que é bom para abrir o apetite.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa
- Sabe, Dra., ontem tive um problema...
- Então?
- Ah, estava no shopping, estava com um amigo meu que me começou a dizer, ah e tal nunca roubei, queria saber como é que é... e eu deixei-me levar e...
- Foram apanhados, certo?
- Fomos e agora as lojas vão apresentar queixa...
- ... Nem sei que lhe diga... Você acabou de ser julgado num processo crime, homem!
- Pois é, Dra. Estas coisas perseguem-me, estas coisas vêm ter comigo, só me dão problemas...
Nem vale a pena tecer comentários, não é?
- Então?
- Ah, estava no shopping, estava com um amigo meu que me começou a dizer, ah e tal nunca roubei, queria saber como é que é... e eu deixei-me levar e...
- Foram apanhados, certo?
- Fomos e agora as lojas vão apresentar queixa...
- ... Nem sei que lhe diga... Você acabou de ser julgado num processo crime, homem!
- Pois é, Dra. Estas coisas perseguem-me, estas coisas vêm ter comigo, só me dão problemas...
Nem vale a pena tecer comentários, não é?
quarta-feira, 21 de março de 2018
Leituras Nº... Qualquer Coisa Serve
Não sendo uma obra de arte, é uma verdadeira lufada de ar fresco.
É um livro cru, amiúde destruidor e verdadeiramente diferente. Cómico com coisas sérias, inovador e deveras frontal, dá uma perspectiva
nova a percepções enraizadas.
Muito bom.
terça-feira, 20 de março de 2018
segunda-feira, 19 de março de 2018
#NãoSejasInácio
Então e aqui a estúpida que, movida pela compaixão e pelo espírito de reciprocidade, liga a um espécie que se diz amigo, e a primeira coisa que aquela besta quadrada me pergunta é se já arranjei a casa para que ele possa lá ir ver?
Bem feita para mim, claro, que tenho a mania das segundas oportunidades.
Bem feita para mim, por me armar em Madre Teresa dos ostracizados e mal paridos.
Bem feita para mim, que não tinha mais nada para fazer e claramente não aprendi a lição.
#souestupidaegosto
Bem feita para mim, claro, que tenho a mania das segundas oportunidades.
Bem feita para mim, por me armar em Madre Teresa dos ostracizados e mal paridos.
Bem feita para mim, que não tinha mais nada para fazer e claramente não aprendi a lição.
#souestupidaegosto
Stephen Hawking 1942 - 2018
Se alguém conseguiu construir, apesar de todas as limitações, a sua imortalidade em vida, esse alguém foi Stephen Hawking.
Pessoalmente, tenho a agradecer-lhe o facto de me ter explicado com a maior das clarezas e a simplicidade dos grandes conceitos abstractos do universo e as linhas gerais da sua obra, que li em 2015.
Fiquei um pouco menos empedernida depois de ler o que escreveu. Chegou a milhares com o mesmo toque de genialidade. Não tendo conhecimentos suficientes para falar do seu contributo para a ciência, embora saiba que foi imenso, não podia deixar de deixar vincado e de agradecer a singeleza da sua explicação e obra.
Verdadeiramente fora de série.
Pessoalmente, tenho a agradecer-lhe o facto de me ter explicado com a maior das clarezas e a simplicidade dos grandes conceitos abstractos do universo e as linhas gerais da sua obra, que li em 2015.
Fiquei um pouco menos empedernida depois de ler o que escreveu. Chegou a milhares com o mesmo toque de genialidade. Não tendo conhecimentos suficientes para falar do seu contributo para a ciência, embora saiba que foi imenso, não podia deixar de deixar vincado e de agradecer a singeleza da sua explicação e obra.
Verdadeiramente fora de série.
Recuperando Isto
Já não me lembro se cheguei a postar esta versão aqui, mas se postei, desde já as minhas desculpas. Não consigo mesmo saber a quantas ando relativamente a isto, mas é que são mais que as mães.
Muito engraçada apesar de não trazer nada de novo.
Fica a ideia, não obstante.
Muito engraçada apesar de não trazer nada de novo.
Fica a ideia, não obstante.
É que, parecendo que não estamos em cima da Páscoa e é uma lástima e uma pouca vergonha a quantidade parca de amêndoas e chocolates que tenho comido.
Noutros anos, assim que acabava o Carnaval, que é como quem diz, assim que começava a quaresma, e por aqui se vê a religiosidade em mim, era ver-me a enfardar toneladas de amêndoas todas as noites, com a desculpa costumeira do só só mais uma. Assim que dava conta, tinha ido um pacote à viola e as calças, coicidentemente, encolhiam constantemente na lavagem, era uma coisa impressionante.
Este ano, estou muito atinadinha. Só comi, até agora, meio pacote de amêndoas e ainda não degluti nenhum ovo de chocolate.
Cheira-me que no dia de Páscoa me vá dar um choque de glicémia.
Este ano, estou muito atinadinha. Só comi, até agora, meio pacote de amêndoas e ainda não degluti nenhum ovo de chocolate.
Cheira-me que no dia de Páscoa me vá dar um choque de glicémia.
terça-feira, 6 de março de 2018
Ai De Mim
Isto, meus amigos, é uma praga.
Uma praga de bimbalhice, que fede a azeite e tem nódoas de pieguice aguda.
Cada vez que é postada uma porra destas numa rede social, há um panda que se suicida algures na China.
Já fiz um post sobre isto, corria o longínquo ano de 2012.
Achei que, volvidos estes anos todos, alguma coisa teria evoluído na mente destas gentes paspalhas que proliferam por aí, mas não.
Não, não.
Não, senhor.
Continuar atrasado e bimbo é que é.
Melhor que isto são aqueles autênticos tratados em powerpoints iguais a estes que falam sobre a inveja alheia e sobre o facto de não conseguirem lidar com a felicidade dos outros.
Não, isto é demais para mim.
Vou ali atirar-me de qualquer sítio.
Leituras Nº... Qualquer Coisa Serve
Soberbo.
Bem descrito, bem estruturado, interessante, comovente.
Este homem tem um dom a descrever cenas de batalha; faz com que tudo pareça cheio de detalhes, de cor, sem parecer enfadonho, sem parecer um tédio.
Excelente.
Mal posso esperar pelo último desta saga.
Bem descrito, bem estruturado, interessante, comovente.
Este homem tem um dom a descrever cenas de batalha; faz com que tudo pareça cheio de detalhes, de cor, sem parecer enfadonho, sem parecer um tédio.
Excelente.
Mal posso esperar pelo último desta saga.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Fod*-se
Sempre tive a mania dos bolsos. Andar com as mãos nos bolsos, pôr coisas nos bolsos, perder coisas dos bolsos.
Todos os bolsos da minha roupa, a que está guardada e a que uso com frequência, contêm dentro de si todo um mundo de objectos perdidos, uns úteis, outros simplesmente lixo, mas que, pelo facto do pobre caixote estar a milhas de distância, vêm parar ao bolso para mais tarde lá depositar.
Tradução: sou uma preguiçosa do pior e até para deitar coisas no lixo protelo ao máximo e prefiro ter os bolsos cheios de merda do que fazer o caminho até ao caixote.
No meio de tanta porcaria que têm sempre os meus bolsos, mistério dos deuses que não consigo decifrar, vão sempre lá parar migalhas, de tudo e mais um par de botas, advindas do mesmo gesto de pôr a mão no bolso em vez de os depositar no sítio certo.
Outro dia, pus os fones no bolso do robe de andar por casa (reparem agora que envelheci 40 anos e não passo de uma idosa caquéctica que passa os dias de pijama a dar de comer aos seus 7 gatos) e nunca mais me lembrei deles.
Dias depois, venho a necessitar de tal objecto e vou lá resgatá-los.
Ora, para quem não sabe, desde que comecei a trabalhar na metrópole, ando de transportes e passo uma parte considerável do meu tempo a andar a pé de e para o local de trabalho. Deus me livre, claro está, de passar 5 segundos entregue aos meus pensamentos, e não ando de orelhas descobertas na rua.
No meio de um comboio cheio que nem um ovo, com milhares de cotovelos enfiados as minhas costelas, rabos a esfregarem-se nas costas, malas a serem enfiadas à má fila junto aos pés de toda a gente, resolvo tirar os fones da mala para não ter que ouvir o ruído das pessoas a irem trabalhar.
E o que sucede?
Os fones estão cheios de migalhas.
Onde, exactamente?
Naquelas ranhuras minúsculas que se enfiam nos ouvidos.
Portanto, num comboio cheio de gente que não tem mais nada que fazer senão olhar para aquilo que a pessoa do lado está a fazer, fui obrigada a tirar as migalhas das ranhuras dos fones, migalhas essas que eram parecidíssimas com cera dos ouvidos.
Que foi exactamente o que aquela gente toda pensou, que era porca ao nível de ter toneladas de cerume nos fones e, em vez de os limpar no recato do lar, fui para o meio da multidão proceder à sua limpeza.
Apeteceu-me gritar, olhem lá ó desocupados do caralho, isto são migalhas, não sou porca, eu lavo-me e lavo os meus pertences, mas achei que era chamar demasiado a atenção para um problema de higiene e, de qualquer das formas, ninguém ia acreditar em mim.
Qual é o problema disto?
Apanho todos os dias o comboio à mesma hora, no mesmo sítio e vejo todos os dias as mesmas pessoas.
Vou passar a ser conhecida como a porca dos fones.
E é deveras chato, porra.
Todos os bolsos da minha roupa, a que está guardada e a que uso com frequência, contêm dentro de si todo um mundo de objectos perdidos, uns úteis, outros simplesmente lixo, mas que, pelo facto do pobre caixote estar a milhas de distância, vêm parar ao bolso para mais tarde lá depositar.
Tradução: sou uma preguiçosa do pior e até para deitar coisas no lixo protelo ao máximo e prefiro ter os bolsos cheios de merda do que fazer o caminho até ao caixote.
No meio de tanta porcaria que têm sempre os meus bolsos, mistério dos deuses que não consigo decifrar, vão sempre lá parar migalhas, de tudo e mais um par de botas, advindas do mesmo gesto de pôr a mão no bolso em vez de os depositar no sítio certo.
Outro dia, pus os fones no bolso do robe de andar por casa (reparem agora que envelheci 40 anos e não passo de uma idosa caquéctica que passa os dias de pijama a dar de comer aos seus 7 gatos) e nunca mais me lembrei deles.
Dias depois, venho a necessitar de tal objecto e vou lá resgatá-los.
Ora, para quem não sabe, desde que comecei a trabalhar na metrópole, ando de transportes e passo uma parte considerável do meu tempo a andar a pé de e para o local de trabalho. Deus me livre, claro está, de passar 5 segundos entregue aos meus pensamentos, e não ando de orelhas descobertas na rua.
No meio de um comboio cheio que nem um ovo, com milhares de cotovelos enfiados as minhas costelas, rabos a esfregarem-se nas costas, malas a serem enfiadas à má fila junto aos pés de toda a gente, resolvo tirar os fones da mala para não ter que ouvir o ruído das pessoas a irem trabalhar.
E o que sucede?
Os fones estão cheios de migalhas.
Onde, exactamente?
Naquelas ranhuras minúsculas que se enfiam nos ouvidos.
Portanto, num comboio cheio de gente que não tem mais nada que fazer senão olhar para aquilo que a pessoa do lado está a fazer, fui obrigada a tirar as migalhas das ranhuras dos fones, migalhas essas que eram parecidíssimas com cera dos ouvidos.
Que foi exactamente o que aquela gente toda pensou, que era porca ao nível de ter toneladas de cerume nos fones e, em vez de os limpar no recato do lar, fui para o meio da multidão proceder à sua limpeza.
Apeteceu-me gritar, olhem lá ó desocupados do caralho, isto são migalhas, não sou porca, eu lavo-me e lavo os meus pertences, mas achei que era chamar demasiado a atenção para um problema de higiene e, de qualquer das formas, ninguém ia acreditar em mim.
Qual é o problema disto?
Apanho todos os dias o comboio à mesma hora, no mesmo sítio e vejo todos os dias as mesmas pessoas.
Vou passar a ser conhecida como a porca dos fones.
E é deveras chato, porra.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Coisas Que Vejo Por Aí # 47
Não é que perceba grande coisa disto, mas compenso em larga experiência de grandes falhanços e grandes potes de dinheiro deitado à rua.
Por isso é que gosto de pechinhas; quando corre mal, não há muito que chorar.
Com a NYX aprendi, porém, a não ter grandes expectativas face a produtos que toda a gente fala e diz maravilhas porque o mais provável é que não sejam assim tão bons.
Em primeiro lugar, há que dizer, acerca desta marca, que tentei.
Tentei mesmo a sério.
Tentei muito e com muita força.
Só que não deu.
Provavelmente é de mim.
Provavelmente usei mal os produtos, até.
Provavelmente a minha pele é uma trampa e eu sou uma naba da quinta casa, que veio lá das berças sem jeito nenhum para coisa alguma e já se acha o supra-sumo das tintas faciais.
Provavelmente não percebi o conceito da coisa.
Admito que sim. Mas a verdade é que procurei, inclusivamente, reviews, voltei a testar, dei um tempo à coisa e mesmo assim não fiquei convencida.
Básica e essencialmente, nada desta marca funciona.
A qualidade dos produtos é tão fraquinha, tão fraquinha que até alguns produtos de maquilhagem da Primark são melhores, mais duradouros e mais confiáveis que estes.

Começando pelo lápis de sobrancelhas.
Como ninguém tem culpa do meu tom de pêlo ser esquisito, nem vou por aí. Já vou mais pelo facto de ser muitíssimo cremoso, o que, para este efeito, é péssimo, gastar-se mais rapidamente que o dinheiro no final do mês e a escovinha ser tão frágil, tão frágil que qualquer rabanada de vento a leva. Aliás, ainda nem o lápis ia a meio, já a escova havia entregue a sua alminha ao criador. No final, deixa as sobrancelhas a parecer um reclamo (como dizia a minha Avó) de néon, o que, face à temática, é qualquer coisa.
A sombra de olhos, nesta cor, que se quer neutra e que basicamente serve para tudo e para todos os dias, é um desastre. Demasiado poeirenta, nada pigmentada, gasta-se com uma rapidez supersónica e não deixa saudades nenhumas. A sério, deve ter sido a pior sombra que alguma vez tive, e olhem que sobrevivi às sombras da Sephora em saldos no Natal de 2003, que, acho, ainda duram.
Isto é um senhor embuste. Ok, os primers em gel são todos um bocado esquisitos, muito oleosos, muito sebosos, bons para a criação de borbulhas do tamanho do Etna mesmo em cheio nas trombas, mas este abusa. Alerto para a necessidade de lavar as mãos duas vezes a seguir à utilização para retirar o produto das patas. Bolas, que é demais. Mata o brilho do sebinho da cara, é verdade, mas a pele fica tão escorregadia que mais parece a bancada de testes do Master Chef dos putos. Não compensa o perigo de se confundir a tez com uma pista de curling, nem mesmo pelo preço.
E agora, para um momento de pura diversão, vamos parar um pouco para meditarmos na seguinte permissa:
O primer de olhos da NYX é oleoso.
O primer de olhos da NYX é oleoso como a porra.
O primer de olhos da NYX é a negação do seu propósito existencial.
Vejamos: se não estou em erro, o primer de olhos serve para retirar a oleosidade natural das pálpebras, para que a sombra agarre como deve ser e para que não sejam visíveis, passadas algumas horas, as linhas cheias de pózinho e sebinho por cima dos olhinhos. Ora, se um primer é oleoso só vem ajudar a que as pálpebras fiquem escorregadias como uma forma de bolo acabada de untar, o que só agrava os sintomas supra descritos.
Isto transcende-me, a sério que sim. Não foi caro por aí além (à volta de € 5,00, acho), mas estou em crer que foi o dinheiro pior empregue da minha existência. Não consigo usar esta porcaria sem pó compacto ou solto por cima. Estou desejosa que acabe (sim, que eu sou pobre a este ponto, para não desperdiçar, mesmo quando o produto é uma bela porcaria, espero sempre que acabe) para poder voltar ao primer de olhos da Kiko, que mais parece manteiga de amendoim deixada ao sol e depois enfiada à má fila num contentor de gomas, mas que, pelo menos, cumpre o que promete.
Acho que também adquiri há uns tempos um eyeliner, mas não vale a pena ser mázinha... Digamos que tive canetas de feltro de melhor qualidade, a menor preço que faziam um trabalho muito mais aceitável.
Não sei se será de mim.
Com grande probabilidade, será.
Mas sinto genuína lástima, que a variedade é substancial e tinha tudo para ser a minha loja de eleição - atente-se na variedade de coisinhas bonitas!
Também não ajuda o facto dos funcionários serem todos malcriados até à 5ª casa (defeito de TODAS as lojas de cosméticos, tema interessante para outro post) e a maior parte das vezes que lá fui tinham o stock de bases esgotado - sim, para uma loja de maquilhagem faz todo o sentido...
Enfim, agora que já tirei isto do meu sistema já posso ir trabalhar.
Por isso é que gosto de pechinhas; quando corre mal, não há muito que chorar.
Com a NYX aprendi, porém, a não ter grandes expectativas face a produtos que toda a gente fala e diz maravilhas porque o mais provável é que não sejam assim tão bons.
Em primeiro lugar, há que dizer, acerca desta marca, que tentei.
Tentei mesmo a sério.
Tentei muito e com muita força.
Só que não deu.
Provavelmente é de mim.
Provavelmente usei mal os produtos, até.
Provavelmente a minha pele é uma trampa e eu sou uma naba da quinta casa, que veio lá das berças sem jeito nenhum para coisa alguma e já se acha o supra-sumo das tintas faciais.
Provavelmente não percebi o conceito da coisa.
Admito que sim. Mas a verdade é que procurei, inclusivamente, reviews, voltei a testar, dei um tempo à coisa e mesmo assim não fiquei convencida.
Básica e essencialmente, nada desta marca funciona.
A qualidade dos produtos é tão fraquinha, tão fraquinha que até alguns produtos de maquilhagem da Primark são melhores, mais duradouros e mais confiáveis que estes.

Começando pelo lápis de sobrancelhas.
Como ninguém tem culpa do meu tom de pêlo ser esquisito, nem vou por aí. Já vou mais pelo facto de ser muitíssimo cremoso, o que, para este efeito, é péssimo, gastar-se mais rapidamente que o dinheiro no final do mês e a escovinha ser tão frágil, tão frágil que qualquer rabanada de vento a leva. Aliás, ainda nem o lápis ia a meio, já a escova havia entregue a sua alminha ao criador. No final, deixa as sobrancelhas a parecer um reclamo (como dizia a minha Avó) de néon, o que, face à temática, é qualquer coisa.
A sombra de olhos, nesta cor, que se quer neutra e que basicamente serve para tudo e para todos os dias, é um desastre. Demasiado poeirenta, nada pigmentada, gasta-se com uma rapidez supersónica e não deixa saudades nenhumas. A sério, deve ter sido a pior sombra que alguma vez tive, e olhem que sobrevivi às sombras da Sephora em saldos no Natal de 2003, que, acho, ainda duram.
Isto é um senhor embuste. Ok, os primers em gel são todos um bocado esquisitos, muito oleosos, muito sebosos, bons para a criação de borbulhas do tamanho do Etna mesmo em cheio nas trombas, mas este abusa. Alerto para a necessidade de lavar as mãos duas vezes a seguir à utilização para retirar o produto das patas. Bolas, que é demais. Mata o brilho do sebinho da cara, é verdade, mas a pele fica tão escorregadia que mais parece a bancada de testes do Master Chef dos putos. Não compensa o perigo de se confundir a tez com uma pista de curling, nem mesmo pelo preço.
E agora, para um momento de pura diversão, vamos parar um pouco para meditarmos na seguinte permissa:
O primer de olhos da NYX é oleoso.
O primer de olhos da NYX é oleoso como a porra.
O primer de olhos da NYX é a negação do seu propósito existencial.
Vejamos: se não estou em erro, o primer de olhos serve para retirar a oleosidade natural das pálpebras, para que a sombra agarre como deve ser e para que não sejam visíveis, passadas algumas horas, as linhas cheias de pózinho e sebinho por cima dos olhinhos. Ora, se um primer é oleoso só vem ajudar a que as pálpebras fiquem escorregadias como uma forma de bolo acabada de untar, o que só agrava os sintomas supra descritos.Isto transcende-me, a sério que sim. Não foi caro por aí além (à volta de € 5,00, acho), mas estou em crer que foi o dinheiro pior empregue da minha existência. Não consigo usar esta porcaria sem pó compacto ou solto por cima. Estou desejosa que acabe (sim, que eu sou pobre a este ponto, para não desperdiçar, mesmo quando o produto é uma bela porcaria, espero sempre que acabe) para poder voltar ao primer de olhos da Kiko, que mais parece manteiga de amendoim deixada ao sol e depois enfiada à má fila num contentor de gomas, mas que, pelo menos, cumpre o que promete.
Acho que também adquiri há uns tempos um eyeliner, mas não vale a pena ser mázinha... Digamos que tive canetas de feltro de melhor qualidade, a menor preço que faziam um trabalho muito mais aceitável.
Não sei se será de mim.
Com grande probabilidade, será.
Mas sinto genuína lástima, que a variedade é substancial e tinha tudo para ser a minha loja de eleição - atente-se na variedade de coisinhas bonitas!
Também não ajuda o facto dos funcionários serem todos malcriados até à 5ª casa (defeito de TODAS as lojas de cosméticos, tema interessante para outro post) e a maior parte das vezes que lá fui tinham o stock de bases esgotado - sim, para uma loja de maquilhagem faz todo o sentido...
Enfim, agora que já tirei isto do meu sistema já posso ir trabalhar.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Meanwhile in Ergástulo - Parte Nona
Os dias no Ergástulo passam depressa porque, simplesmente, há muito que fazer.
Nunca se está parado e, principalmente, nunca se pode verbalizar que se anda descansadinho porque a seguir vem logo alguém dar-nos o que fazer, mas que é isto, onde é que já se viu gente folgada, era o que faltava.
Maneiras que os dias não chegam para tudo e anda-se sempre a correr, sem tempo para borregar no Facebook ou para escrever umas alarvidades neste antro.
E as saudades que eu tenho de borregar...
Nunca se está parado e, principalmente, nunca se pode verbalizar que se anda descansadinho porque a seguir vem logo alguém dar-nos o que fazer, mas que é isto, onde é que já se viu gente folgada, era o que faltava.
Maneiras que os dias não chegam para tudo e anda-se sempre a correr, sem tempo para borregar no Facebook ou para escrever umas alarvidades neste antro.
E as saudades que eu tenho de borregar...
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Pela primeira vez, Dan Brown desiludiu-me. Não que tenha subitamente começado a escrever mal, não que já não consiga prender o leitor, não que a história não seja interessante ou cheia de pormenores ricos e informação tremendamente
interessante.
Nada disso.
Tornou-se, porém, previsível, o que é uma machadada naquilo que o diferenciava dos demais.
E é, de facto, uma pena.
Podia estar melhor, apesar de não ser mau de todo.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Não creio ter percebido bem este livro...
A súmula afirma que retrata a vida de Francisca Pizarro, filha do Conquistador do Peru, herdeira de uma imensa fortuna e uma mulher que marcou a vida da colónia não sem antes marcar a sua geração.
Ora, tendo em conta que 2/3 do livro retratam, afinal, as movimentações políticas da conquista e as desventuras de todas as personagens que rodeiam a personagem principal sem nunca a mencionarem, não me parece que seja um retrato muito esclarecedor nem relevante para a suposta dimensão e marco que esta mulher deixou no seu tempo.
O último terço do livro revela, finalmente, a vida de Francisca. O que, segundo o que me foi dado a entender, consistiu num casamento com o seu tio para preservar a fortuna de família, teve uns quantos filhos que casaram com pessoas igualmente ricas e, no fim da vida, já viúva, casou um um moço uns trinta anos mais novo e fez uma vida de fausto. Basicamente marcou a o seu tempo porque era mestiça, filha de um espanhol com uma inca, numa época em que, como se sabe, os nativos dos povos conquistados pouco mais eram que animais. O que, para a época, já não foi coisa pouca, atenção.
Coisa pouca foi esta obra que sobre ela fizeram, numa leitura densa, cheia de nomes praticamente idênticos que ninguém fez esforço em destrinçar, com pormenores irrelevantes e amiúde enfadonhos.
Uma pena quando o nome do autor soa mais alto que a obra escrita...
A súmula afirma que retrata a vida de Francisca Pizarro, filha do Conquistador do Peru, herdeira de uma imensa fortuna e uma mulher que marcou a vida da colónia não sem antes marcar a sua geração.
Ora, tendo em conta que 2/3 do livro retratam, afinal, as movimentações políticas da conquista e as desventuras de todas as personagens que rodeiam a personagem principal sem nunca a mencionarem, não me parece que seja um retrato muito esclarecedor nem relevante para a suposta dimensão e marco que esta mulher deixou no seu tempo.
O último terço do livro revela, finalmente, a vida de Francisca. O que, segundo o que me foi dado a entender, consistiu num casamento com o seu tio para preservar a fortuna de família, teve uns quantos filhos que casaram com pessoas igualmente ricas e, no fim da vida, já viúva, casou um um moço uns trinta anos mais novo e fez uma vida de fausto. Basicamente marcou a o seu tempo porque era mestiça, filha de um espanhol com uma inca, numa época em que, como se sabe, os nativos dos povos conquistados pouco mais eram que animais. O que, para a época, já não foi coisa pouca, atenção.
Coisa pouca foi esta obra que sobre ela fizeram, numa leitura densa, cheia de nomes praticamente idênticos que ninguém fez esforço em destrinçar, com pormenores irrelevantes e amiúde enfadonhos.
Uma pena quando o nome do autor soa mais alto que a obra escrita...
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Outra Vez Isto?!
Aqui há uns tempos, encontrei uma série de covers de Blue Monday que pespeguei aqui, mas este escapou-me. E até é bem jeitoso.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Continua vívido, completíssimo e muito bem escrito.
Mr. Scarrow não perde a mão para escrever, isso é ponto assente.
No entanto, a amargura presente em Britannia continua presente em muitas linhas, principalmente aquelas que dizem respeito à falecida esposa de Cato.
Primeiro, há que atentar no facto de se ter morto (na obra anterior) a senhora só porque sim.
Não se faz.
Que desgosto.
Fiquei verdadeiramente de coração partido.
Apesar de compreender que deu uma nova força à história e ao percurso futuro que poderá tomar. E é preciso salientar que a descrição da perda, o desespero e o vazio subsequentes estão tão bem escritos que são verdadeiramente tocantes e comoventes.
Agora, Cato vem a descobrir que a senhora não era santa nenhuma e para além de o ter deixado cheio de dívidas, era uma grandessíssima e alternadíssima puta, que andava a colocar enfeites na cabeça de seu marido quando este anda a arriscar o pescoço na guerra.
Não se faz.
Novamente, que desgosto.
Apesar de compreender que isto abre a porta para um reinicio de vida.
Interessante.
Sou só eu que vejo aqui um paralelismo com a vida pessoal do autor?
Ou, por outro lado, serei eu que sei demais (porque se há gente que espeta a vida toda nas redes sociais, é este senhor...) e faço leituras por demais extensíveis?
Fica a questão...
Fora isso, para lá de excelente, como sempre.
Mr. Scarrow não perde a mão para escrever, isso é ponto assente.
No entanto, a amargura presente em Britannia continua presente em muitas linhas, principalmente aquelas que dizem respeito à falecida esposa de Cato.
Primeiro, há que atentar no facto de se ter morto (na obra anterior) a senhora só porque sim.
Não se faz.
Que desgosto.
Fiquei verdadeiramente de coração partido.
Apesar de compreender que deu uma nova força à história e ao percurso futuro que poderá tomar. E é preciso salientar que a descrição da perda, o desespero e o vazio subsequentes estão tão bem escritos que são verdadeiramente tocantes e comoventes.
Agora, Cato vem a descobrir que a senhora não era santa nenhuma e para além de o ter deixado cheio de dívidas, era uma grandessíssima e alternadíssima puta, que andava a colocar enfeites na cabeça de seu marido quando este anda a arriscar o pescoço na guerra.
Não se faz.
Novamente, que desgosto.
Apesar de compreender que isto abre a porta para um reinicio de vida.
Interessante.
Sou só eu que vejo aqui um paralelismo com a vida pessoal do autor?
Ou, por outro lado, serei eu que sei demais (porque se há gente que espeta a vida toda nas redes sociais, é este senhor...) e faço leituras por demais extensíveis?
Fica a questão...
Fora isso, para lá de excelente, como sempre.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Há dias em que, por maior boa vontade que se tenha, por maior boa disposição, por maior vontade de galhofar e levar as coisas com ligeireza, não há volta a dar ao que não tem remédio possível.
Estou fadada a caminhar sozinha e sem amigos nesta casota do inferno perdida no meio da metrópole.
Hoje, perdi mais uma. Toda a gente a partir, nada fica para trás.
Enfim.
Amanhã será melhor, com certeza.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Ai Sim?
Sou aquele bicho esquisito a quem o Bolo Rei (que não aquele da Mitra Land) só sabe bem se já tiver mais de uma semana em cima. E nem precisa de ser torrado, marcha mesmo duro.
Depois admiro-me de parecer uma vaca...
E você?
Depois admiro-me de parecer uma vaca...
E você?
Memória
Neste dia, há precisamente 5 anos atrás, desaparecia um dos pilares da minha existência.
O monumento de uma infância feliz.
O bastião de uma família.
O baluarte de uma geração.
Desde então, recordo constantemente quem perdi, lamentando que não possa ver todos os momentos pelos quais passei ao longo de todo este tempo. Pergunto-me qual seria a sua reacção, o que diria, ao vivenciar ao meu lado tantos marcos importantes que foram sucedendo. Não tenho forma de encontrar resposta, mas gosto de acreditar que ficaria genuinamente feliz por todas as coisas boas que foram sucedendo e que não deixaria de me dar o seu apoio em todas as horas negras.
Ainda carrego em mim toda a tristeza, todo o desespero da perda, toda a saudade não mitigada, todos os dias, todas as horas, em todos os momentos. Não há um único dia que não me lembre Dela, do seu sorriso, do seu cheiro, da sua voz, do seu abraço. A minha vida ficou infinitamente mais pobre, mais cinzenta, mais vazia com a sua partida e não tenho forma de cobrir a cratera que ficou em mim depois da sua partida.
No entanto, depois de todos estes anos, sou capaz de reconhecer o legado imenso que deixou. A educação transmitida aos filhos e netos, os valores e princípios, as memórias que fazem com que viva agora em nós, sobreviventes e também, de outra forma, o meu imenso enxoval, que todos os dias enche a minha casa e me faz recordar aquelas mãos, trabalhando ininterruptamente, para um trabalho perfeito e intemporal.
Há 5 anos a vida como a conheci terminou.
Desapareceram com Ela todas as ilusões da infância e nasceram sentimentos que não sabia que se podia ter, sentimentos que ainda não desapareceram e que, desconfio, me vão acompanhar para o resto dos meus dias. Não crer em entidades divinas nem em vida após a morte torna tudo pior, porque nem uma réstia de esperança existe à qual me possa agarrar.
Agarro-me, sim, à herança imaterial que recebi e que faz com que, mesmo tendo cessado de existir, continue sempre presente, enquanto houver memória.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
Ainda Mal Entrou o Ano e Já Me Estou a Queixar
Está frio.
Está de chuva.
Está trânsito.
Estou gorda.
Está um frio de morte naquela casa.
Está tudo de pantanas naquela casa.
Tenho tudo a boiar naquela casa.
Trabalho como um elfo doméstico.
Ainda mal cheguei e já tenho a administradora de condomínio a chatear-me por coisas que não fiz.
Só penso em queijadas.
Não tenho televisão em casa portanto nem Vikings posso ver.
Janeiro é um mês de merda.
Está de chuva.
Está trânsito.
Estou gorda.
Está um frio de morte naquela casa.
Está tudo de pantanas naquela casa.
Tenho tudo a boiar naquela casa.
Trabalho como um elfo doméstico.
Ainda mal cheguei e já tenho a administradora de condomínio a chatear-me por coisas que não fiz.
Só penso em queijadas.
Não tenho televisão em casa portanto nem Vikings posso ver.
Janeiro é um mês de merda.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Bom Ano Para Vocês Também
Com esta merda toda das mudanças, arranjei foi a melhor maneira de entrar em 2018 completamente rebentada das canetas e a deitar os bofes pela boca.
Quem manda ser ursa?
Quem manda ser ursa?
domingo, 31 de dezembro de 2017
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Balancinho & Balancete
Às portas do fim do ano, urge fazer o famigerado inventário da casa.
Coisas boas, coisas más, todos os anos são repletos delas. Umas mais marcantes, outras nem por isso.
Assim de repente, lembro-me de ter saltado de pára-quedas (e jurei para nunca mais), celebrei 10 anos de blog, 10 anos de relação, o meu rebento celebrou o primeiro ano de vida e mudei de uma espelunca na província para um ergástulo na metrópole. Ah, e comprei uma barraca, já agora. Coisas boas, portanto. Também conto como coisas boas ter lido excelentes livros, ter ouvido boa música e ter-me queixado amargamente dos filmes e séries que vi, portanto, também há isso.
Ia a escrever que também tinha sido francamente positivo não ter morrido nenhum dos que são próximos, mas não é verdade. Vi gente chegar e partir e deixar-me um vazio no coração. Coisas más, portanto.
No entanto, qual idosa, vou aprendendo a viver com isso, quase a aceitar a inevitabilidade da finitude de tudo e do todo.
Não me atrevo a pedir nada para 2018 que não seja saúde.
O resto há de arranjar-se.
Coisas boas, coisas más, todos os anos são repletos delas. Umas mais marcantes, outras nem por isso.
Assim de repente, lembro-me de ter saltado de pára-quedas (e jurei para nunca mais), celebrei 10 anos de blog, 10 anos de relação, o meu rebento celebrou o primeiro ano de vida e mudei de uma espelunca na província para um ergástulo na metrópole. Ah, e comprei uma barraca, já agora. Coisas boas, portanto. Também conto como coisas boas ter lido excelentes livros, ter ouvido boa música e ter-me queixado amargamente dos filmes e séries que vi, portanto, também há isso.
Ia a escrever que também tinha sido francamente positivo não ter morrido nenhum dos que são próximos, mas não é verdade. Vi gente chegar e partir e deixar-me um vazio no coração. Coisas más, portanto.
No entanto, qual idosa, vou aprendendo a viver com isso, quase a aceitar a inevitabilidade da finitude de tudo e do todo.
Não me atrevo a pedir nada para 2018 que não seja saúde.
O resto há de arranjar-se.
Etiquetas:
Posição Doutrinária
Criptográfico
Em tempos conheci e convivi com uma pessoa que era, básica e friamente, uma merda.
Tal pessoa gostava muito de dizer coisas que eram, também elas, básica e friamente, uma merda.
Tinha gosto em ofender as pessoas, em machucá-las e deixá-las abaladas. Em deixá-las na merda, resumindo. Um alegria de convivência, portanto.
Ora, tal pessoa, certa vez, proferiu uma série de impropérios acerca de uma outra pessoa.
Palavras grosseiras, maldosas, horrendas, que pretendiam ser um vaticínio, tão sábio e metapsíquico era o ogre falante.
À data, ficou tudo muito indignado, e com razão, quando foram ouvidos os impropérios, principalmente porque eram injustos e puras inverdades. Ficou sempre no ar aquela névoa de ressentimento face à desproporcionalidade da predição.
Anos passaram.
Uma sucessão de acontecimentos vieram a dar, afinal, razão ao ogre. Que, no fim das contas, tinha acertado em cheio na leitura que fez da pessoa em causa e na previsão de futuro, que veio a revelar-se muito acertada. O visado, esse, nem percebeu.
Deixando de lado o palavreado já de si muito pouco erudito, é isto que me fode, mais do que tudo o resto.
Aquele monte de merda tinha razão, previu tudo isto, acertou em cheio e agora deve estar a rir-se que nem uma hiena ébria à conta de todos.
Foda-se mais a isto, caralho.
Tal pessoa gostava muito de dizer coisas que eram, também elas, básica e friamente, uma merda.
Tinha gosto em ofender as pessoas, em machucá-las e deixá-las abaladas. Em deixá-las na merda, resumindo. Um alegria de convivência, portanto.
Ora, tal pessoa, certa vez, proferiu uma série de impropérios acerca de uma outra pessoa.
Palavras grosseiras, maldosas, horrendas, que pretendiam ser um vaticínio, tão sábio e metapsíquico era o ogre falante.
À data, ficou tudo muito indignado, e com razão, quando foram ouvidos os impropérios, principalmente porque eram injustos e puras inverdades. Ficou sempre no ar aquela névoa de ressentimento face à desproporcionalidade da predição.
Anos passaram.
Uma sucessão de acontecimentos vieram a dar, afinal, razão ao ogre. Que, no fim das contas, tinha acertado em cheio na leitura que fez da pessoa em causa e na previsão de futuro, que veio a revelar-se muito acertada. O visado, esse, nem percebeu.
Deixando de lado o palavreado já de si muito pouco erudito, é isto que me fode, mais do que tudo o resto.
Aquele monte de merda tinha razão, previu tudo isto, acertou em cheio e agora deve estar a rir-se que nem uma hiena ébria à conta de todos.
Foda-se mais a isto, caralho.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
E fiquei oficialmente sem nada para ler, o que na minha pessoa dá direito a tempos intermináveis de tédio e convulsões mentais de grande calibre.
Odeio quando isto acontece, mesmo agora que basicamente tenho tempo para ler 5 minutos na casa-de-banho e já é um pau.
Quase que sinto que a minha vida não tem sentido se não tiver um livro à cabeceira...
Enfim, vem aí o Natal, não é, pode ser que tenha sorte, não é...
Odeio quando isto acontece, mesmo agora que basicamente tenho tempo para ler 5 minutos na casa-de-banho e já é um pau.
Quase que sinto que a minha vida não tem sentido se não tiver um livro à cabeceira...
Enfim, vem aí o Natal, não é, pode ser que tenha sorte, não é...
Etiquetas:
Isto Só a Mim...,
Lado Contrário do Espelho
Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve
Enorme, com letra miúdinha, com tantas ocorrências em simultâneo que coloca a cabeça do leitor a andar à roda, é amiúde chato e desinteressante, principalmente no início.
Não se percebe porque se matam uns personagens centrais no meio do livro e enquanto outros morrem atabalhoadamente no fim.
Não obstante, é uma história engraçada e cheia de pormenores históricos interessantes.
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Essa Gente é o plural de Pobres
Perdi a conta à quantidade de vezes que me lembro desta tira de Mafalda.
Cito-a vezes amiúde inclusive, principalmente quando chegamos ao Natal e proliferam pedinchões na rua a pedinchar para tudo e mais um par de botas.
Sendo uma pessoa horrível e sem préstimo, custa-me dar seja o que for se não souber reconhecer a entidade por trás do pedinte e não tenho vontade nenhuma de dar nada àqueles que nos saltam ao caminho com aquela falsa alegria efuziante para ajudar as criancinhas esfaimadas e andrajosas nos confins dos Laos.
Tenho para mim, e já o digo há anos a fio, que a pedinchice é um negócio como qualquer outro e que vinga pela ingenuidade de quem dá. Claro que há excepções e claro que há associações com muito mérito e às quais também ajudo (de vez em quando), mas continuo com a firme convicção que a maioria dessas agremiações são balões cheios de ar que pairam por aí a tentar enganar os incautos.
Nem por acaso que encontrei a tal tira numa qualquer rede social, ainda para mais que agora anda tudo muito indignadinho e chateado por haver uma senhora qualquer que se revolveu encher à conta dos dinheiros públicos com a desculpa que tinha uma associação que pretendia proteger e acarinhar crianças com doenças raras.
Não percebo porque é que é um escândalo tão grande. Nunca se ouviu falar em gente gulosa neste país, não querem lá ver...?
O que de facto não se percebe é porque é que não se está a falar mais daquilo que esta senhora, que durante anos teve, aparentemente, uma posição tão importante lá na terra dela, disse acerca de posições sociais e igualdade de direitos.
Ninguém se indigna quando ela diz que não somos todos iguais e quem disser o contrário mais vale atirar-se da ponte Vasco da Gama? Isso não choca ninguém?
Da mesma forma que toda a gente já se esqueceu daquilo que a senhora do banco Alimentar dizia, que não se podia comer bifes todos os dias, na senda do não sejam piegas e temos que aprender a empobrecer daquela amostra de Primeiro-Ministro que um dia tivemos.
O que devia chocar é que à frente destas instituições de caridade estão pessoas que, no fundo, acham que continuamos nos anos do antigo regime, em que era chiquíssimo as grandes senhoras dedicarem-se à caridade, sendo sinal de grande poder e prestígio o rico estender uma migalha a um pobre desgraçado que não tem onde cair morto.
O que devia chocar é que estas senhoras se acham superiores por terem mais que os outros e fazem questão de apregoar que fazem muito, quando na verdade são ocas, sem princípios, bafientas e com uma generosa dose de pedantismo em cima daquelas peles.
O que deveria chocar é que estas senhoras fazem vida a ajudar os pobrezinhos e depois não se lhes chegam porque essa gente, enfim, é o plural de pobres, como diz António Lobo Antunes, e não se sabe que piolharia trazem atrás deles.
O que deveria chocar é que ainda há muito fascismo encapotado e sobre isso, desafortunadamente, ninguém diz nada.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Meanwhile in Ergástulo - Parte Oitava
Paremos dois minutos para contemplar a seguinte factualidade: afinal sempre se realizará convívio de Natal para os habitantes desta casota na metrópole.
Ninguém esperava, dado que já se sabe que esta gente é muito pouco dada a sorrisos, quanto mais a convívios. Até pode ser que seja uma coisa boa, pensou logo a minha pessoa, pode ser que anime o espírito desta gente cinzenta.
Toda a gente recebeu, portanto, um email com o convite, anunciando que dia 27 do corrente mês faríamos o almoço com todos para celebrar o Natal.
Contemplemos, agora, o facto de nesta casa se celebrar o Natal depois de dia 25 de Dezembro.
Foi aqui que vim parar.
Ninguém esperava, dado que já se sabe que esta gente é muito pouco dada a sorrisos, quanto mais a convívios. Até pode ser que seja uma coisa boa, pensou logo a minha pessoa, pode ser que anime o espírito desta gente cinzenta.
Toda a gente recebeu, portanto, um email com o convite, anunciando que dia 27 do corrente mês faríamos o almoço com todos para celebrar o Natal.
Contemplemos, agora, o facto de nesta casa se celebrar o Natal depois de dia 25 de Dezembro.
Foi aqui que vim parar.
Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa
- Olá, boa noite! Como está, está tudo bem? Desculpe interromper a sua paz... já interrompi, não foi?
- Por acaso, já. Diga lá o que é que quer. Se vem pedir dinheiro, digo-lhe já que não tenho, portanto nem vale a pena.
- Ah, então adeus.
Como despachar um pedinchão, nível 7000
- Por acaso, já. Diga lá o que é que quer. Se vem pedir dinheiro, digo-lhe já que não tenho, portanto nem vale a pena.
- Ah, então adeus.
Como despachar um pedinchão, nível 7000
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Isto Só a Mim...,
Piadas de Propriedade Privada
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Novo Exercício
Aparentemente, a minha vida não é sossegada o suficiente e precisa destes pequenos arranques para lhe dar cor e movimento.
Imagine-se, então, e a questão é tão simples quanto isto, que se convidam uns amigos para bebericarem café e conversar um par de horas no sossego do próprio lar. Como a conversa estava animada, tira-se uma foto da grupeta e coloca-se numa qualquer rede social.
Eis senão quando, um malcomido qualquer resolve, num verdadeiro exercício de civismo e urbanidade, questionar porque razão não foi convidado. Assim, nu e cru, e mais uma vez, tão simplesmente quanto isto. Quer saber porque não foi convidado.
Elabore-se, pois, a competente resposta, adiantando, desde já, que o recurso ao vernáculo é permitido.
Podia, em primeiro lugar, colocar-se a questão de tal inquirição não ser, na verdade, séria e ser apenas uma brincadeira parva e pouco verosímil. No entanto, tendo em conta a pessoa em causa e os discurso apresentado, dúvidas não restam de que se trata, sim, de um pergunta muito legítima e muitíssimo séria, mas que moda agora é essa de se encontrarem sem mim, mas porquê, não admito isso, mas que raio de democracia é esta, que já estou a ficar louca, louco, perdão, e coiso.
Portanto, o que sucede é que a minha pessoa não pode convidar quem quer que seja para a sua própria casa sem ter de ser sujeita a escrutínio, interrogatório e cobrança posterior.
O que sucede, afinal, é que tenho que andar a esconder que tenho gosto em receber os meus amigos na minha própria casa, sob pena de sofrer a ira de um galináceo malcriado sob o efeito de metanfetaminas com brilhantes.
O que sucede, pois, é que devo satisfações dos meus atos e não sabia e a minha casa não passa de um bordel com as portas abertas para receber quem quer lá ir e não quem é convidado.
O que sucede, portanto, é isto.
E o que dizer disto?
Esgotei as hipóteses de resposta que tinha e que incluíam
a prática de crimes de injúria e ofensa à integridade física qualificada, portanto aguardo sugestões.
Imagine-se, então, e a questão é tão simples quanto isto, que se convidam uns amigos para bebericarem café e conversar um par de horas no sossego do próprio lar. Como a conversa estava animada, tira-se uma foto da grupeta e coloca-se numa qualquer rede social.
Eis senão quando, um malcomido qualquer resolve, num verdadeiro exercício de civismo e urbanidade, questionar porque razão não foi convidado. Assim, nu e cru, e mais uma vez, tão simplesmente quanto isto. Quer saber porque não foi convidado.
Elabore-se, pois, a competente resposta, adiantando, desde já, que o recurso ao vernáculo é permitido.
Podia, em primeiro lugar, colocar-se a questão de tal inquirição não ser, na verdade, séria e ser apenas uma brincadeira parva e pouco verosímil. No entanto, tendo em conta a pessoa em causa e os discurso apresentado, dúvidas não restam de que se trata, sim, de um pergunta muito legítima e muitíssimo séria, mas que moda agora é essa de se encontrarem sem mim, mas porquê, não admito isso, mas que raio de democracia é esta, que já estou a ficar louca, louco, perdão, e coiso.
Portanto, o que sucede é que a minha pessoa não pode convidar quem quer que seja para a sua própria casa sem ter de ser sujeita a escrutínio, interrogatório e cobrança posterior.
O que sucede, afinal, é que tenho que andar a esconder que tenho gosto em receber os meus amigos na minha própria casa, sob pena de sofrer a ira de um galináceo malcriado sob o efeito de metanfetaminas com brilhantes.
O que sucede, pois, é que devo satisfações dos meus atos e não sabia e a minha casa não passa de um bordel com as portas abertas para receber quem quer lá ir e não quem é convidado.
O que sucede, portanto, é isto.
E o que dizer disto?
Esgotei as hipóteses de resposta que tinha e que incluíam
a prática de crimes de injúria e ofensa à integridade física qualificada, portanto aguardo sugestões.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Façamos Um Pequeno Exercício
Imagine-se que, andando pela rua fora, descansadinha da vida, recebe uma chamada telefónica.
Identificado o remetente de tal chamada, num rasgo de insanidade misturado com vontade de sofrer, atende a dita.
A pessoa do outro lado da linha não sabe como se faz uma execução no Citius e pede ajuda. Não sabe quais são as espécies, nem as finalidades, nem o tribunal competente, nem como se associa o DUC ao processo, não sabe que as execuções de sentença correm nos próprios autos (regra geral). Não sabe nada. Esteve, portanto, escondida debaixo de uma pedra nos últimos 3 ou 4 anos. Precisa de auxílio, daí o telefonema.
Precisa de quê, exactamente?
Really?!
Isto ultrapassa-me.
A sério que sim.
Como é que uma pessoa destas chega a uma posição de poder e estatuto elevado sem saber estas coisas é qualquer coisa de extraordinário.
Quer dizer, não é, e tem uma explicação muito simples. Antes havia sempre alguém por perto a quem passar estas minudências e portanto perder tempo a aprender a fazer coisas banais e de pobre, nem pensar.
Pensar também que durante anos esta pessoa corrigiu inúmeros requerimentos executivos feitos por outros também é coisa para assustar deveras. Afinal achava-se o maior porque corrigia coisas da ralé mas nem sabia para o que estava a olhar.
Desliguei o telefone depois de lhe passar as informações necessárias. Agradeceu-me muito, mandou beijinhos e despediu-se.
Fiquei a olhar para o telefone uns bons 10 segundos depois da chamada terminar.
O que tinha sido aquilo?
Uma possessão demoníaca?
Um estado transitório de demência?
Estado de inimputabilidade provocada pelo álcool?
Não sabendo o que pensar, não sabendo se tinha vontade de rir ou de chorar, não sabendo se haveria de ficar revoltada com o mimo que se dá aos miúdos quando o que eles merecem é porrada no lombo ou simplesmente aceitar isto como um facto normal da vida, acendi um cigarro e fui à minha vida, pensando que, a partir daquela hora, tinha visto quase tudo nesta vida, e que um suíno a utilizar uma trotinete não me provocaria um espanto por aí além.
Quem me ligou, claro está, foi a besta da minha antiga entidade patronal.
Identificado o remetente de tal chamada, num rasgo de insanidade misturado com vontade de sofrer, atende a dita.
A pessoa do outro lado da linha não sabe como se faz uma execução no Citius e pede ajuda. Não sabe quais são as espécies, nem as finalidades, nem o tribunal competente, nem como se associa o DUC ao processo, não sabe que as execuções de sentença correm nos próprios autos (regra geral). Não sabe nada. Esteve, portanto, escondida debaixo de uma pedra nos últimos 3 ou 4 anos. Precisa de auxílio, daí o telefonema.
Precisa de quê, exactamente?
Really?!
Isto ultrapassa-me.
A sério que sim.
Como é que uma pessoa destas chega a uma posição de poder e estatuto elevado sem saber estas coisas é qualquer coisa de extraordinário.
Quer dizer, não é, e tem uma explicação muito simples. Antes havia sempre alguém por perto a quem passar estas minudências e portanto perder tempo a aprender a fazer coisas banais e de pobre, nem pensar.
Pensar também que durante anos esta pessoa corrigiu inúmeros requerimentos executivos feitos por outros também é coisa para assustar deveras. Afinal achava-se o maior porque corrigia coisas da ralé mas nem sabia para o que estava a olhar.
Desliguei o telefone depois de lhe passar as informações necessárias. Agradeceu-me muito, mandou beijinhos e despediu-se.
Fiquei a olhar para o telefone uns bons 10 segundos depois da chamada terminar.
O que tinha sido aquilo?
Uma possessão demoníaca?
Um estado transitório de demência?
Estado de inimputabilidade provocada pelo álcool?
Não sabendo o que pensar, não sabendo se tinha vontade de rir ou de chorar, não sabendo se haveria de ficar revoltada com o mimo que se dá aos miúdos quando o que eles merecem é porrada no lombo ou simplesmente aceitar isto como um facto normal da vida, acendi um cigarro e fui à minha vida, pensando que, a partir daquela hora, tinha visto quase tudo nesta vida, e que um suíno a utilizar uma trotinete não me provocaria um espanto por aí além.
Quem me ligou, claro está, foi a besta da minha antiga entidade patronal.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
#NãoSejasInácio
O pessoal que habita no Ergástulo não é muito dado a festas.
A bem da verdade, não é NADA dado a festas, principalmente se meter patronato pelo meio. Pelo que jantar de Natal da firma, nem vê-lo.
No entanto, sendo a minha pessoa fervorosa adepta da quadra natalícia, não podia andar pela rua fora sabendo que não ia haver festejos de Natal no sítio onde se exerce a profissão (e agora pareceu mesmo que trabalho numa esquina a vender o corpo. Adiante).
Bem que se insiste com os confrades, mas não se recebe mais retorno que uns ligeiros esgares e uns sorrisinhos tolos. Primeiramente, até pensei que era por minha causa que não era boa companhia nem para as festividades natalícias. Depois lembrei-me que aqui cultivam o mau humor e que anda toda a gente permanentemente de trombas só porque sim. E quando não têm motivos para tal, logo surge alguém para lhos oferecer, pelo que nunca ninguém fica muito feliz por muito tempo.
Francamente, apeteceu-me abaná-los e mandá-los dar uma curva, enquanto fazíamos por aí um jantarinho, nem que fosse a comer sandes de panado e beber uma bejeca num tasco qualquer.
E depois lembrei-me do meu contacto, cujo nome consta do título deste miserável texto escondido entre uma punchline de origem duvidosa, que também passa a vida a insistir com toda a gente para se fazer e acontecer, para irmos e para voltarmos, para sermos e acontecermos, para sermos tudo e não sermos nada e, no fim de contas, já ninguém diz nada. Há paralelismo porque, num lado, já ninguém consegue ver isto à frente e estar mais um minuto que seja, mesmo que em ambiente diferente, rodeado do mesmo peso sobre a cabeça é um autêntico sacrilégio; no outro, já ninguém consegue ouvi-lo sequer sem querer puxar de uma arma e acabar-lhe com o sofrimento.
Moral da história: não vale a pena forçar. É deixar ir, que se resolve por si.
A bem da verdade, não é NADA dado a festas, principalmente se meter patronato pelo meio. Pelo que jantar de Natal da firma, nem vê-lo.
No entanto, sendo a minha pessoa fervorosa adepta da quadra natalícia, não podia andar pela rua fora sabendo que não ia haver festejos de Natal no sítio onde se exerce a profissão (e agora pareceu mesmo que trabalho numa esquina a vender o corpo. Adiante).
Bem que se insiste com os confrades, mas não se recebe mais retorno que uns ligeiros esgares e uns sorrisinhos tolos. Primeiramente, até pensei que era por minha causa que não era boa companhia nem para as festividades natalícias. Depois lembrei-me que aqui cultivam o mau humor e que anda toda a gente permanentemente de trombas só porque sim. E quando não têm motivos para tal, logo surge alguém para lhos oferecer, pelo que nunca ninguém fica muito feliz por muito tempo.
Francamente, apeteceu-me abaná-los e mandá-los dar uma curva, enquanto fazíamos por aí um jantarinho, nem que fosse a comer sandes de panado e beber uma bejeca num tasco qualquer.
E depois lembrei-me do meu contacto, cujo nome consta do título deste miserável texto escondido entre uma punchline de origem duvidosa, que também passa a vida a insistir com toda a gente para se fazer e acontecer, para irmos e para voltarmos, para sermos e acontecermos, para sermos tudo e não sermos nada e, no fim de contas, já ninguém diz nada. Há paralelismo porque, num lado, já ninguém consegue ver isto à frente e estar mais um minuto que seja, mesmo que em ambiente diferente, rodeado do mesmo peso sobre a cabeça é um autêntico sacrilégio; no outro, já ninguém consegue ouvi-lo sequer sem querer puxar de uma arma e acabar-lhe com o sofrimento.
Moral da história: não vale a pena forçar. É deixar ir, que se resolve por si.
Sobrevivi aos encontrões, empurrões, porrada e falta de civismo de ir às compras de Natal no mês de Dezembro.
Depois de uma manhã muitíssimo produtiva no que a ganhar nódoas negras diz respeito, lembrei-me porque é que há anos que comecei a fazer as compras desta época em Setembro.
Bolas, ninguém merece...
Depois de uma manhã muitíssimo produtiva no que a ganhar nódoas negras diz respeito, lembrei-me porque é que há anos que comecei a fazer as compras desta época em Setembro.
Bolas, ninguém merece...
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Coisas Que Vejo Por Aí # 46
Certo é que, mesmo com uma vida profissional muito mais preenchida do que nos tempos em que trabalhava para uma besta de carga algures na comarca de Lisboa Oeste, a verdade é que ainda tenho algum tempo em mãos que gosto de mandar janela fora.
Que é como quem diz, nem sempre parece que tenho o que fazer.
Posto isto, apraz dizer que encontrei uma base que até é catita.
Boa.
Porreira, vá.
Mesmo fixe, ao fim e ao cabo.
Andava eu na minha eterna demanda "preciso-de-uma-base-mas-não-me-apetece-gastar-40-euros-na-MAC", quando dei com os olhos nisto:
Pensando que poderia ser uma péssima ideia tendo em conta que a minha pele é, básica e friamente, uma trampa que reage mais depressa a um produto químico do que os atrasados mentais que comentam notícias reagem a uma notícia sobre o Sócrates, resolvi arriscar. Essencialmente devido ao preço da dita, que não me faria chorar amargamente o dinheiro derramado inutilmente.
Eis que surge a surpresa.
É magnífica. Não durará as 25 horas que a embalagem promete, mas anda lá muito perto. A cobertura não é total como anunciado, mas quase. Não pesa. Não é oleosa. Não tem um cheiro activo por aí além. E, como já referido, o preço é para lá de espectacular: € 10,65.
Porém, o requisito essencial para a minha pessoa: tem um tom de cadáver (mais claro que o ivory) que assenta como uma luva nas minhas trombas, o que, para uma base de supermercado, é de se lhe tirar o chapéu.
Claro que não é uma base de qualidade profissional, por assim dizer. Está longe do acabamento acetinado ao toque e mate de uma base 'poderosa' (no rosto e na carteira). Obviamente que a cobertura total é um bocado relativa, principalmente quando comparado com outras marcas (assim de repente, com o Pro Longwear Nourishing Waterproof, da MAC - quase me caiu o braço por ter de escrever um nome tamanho - ou o miraculoso Dermacol), mas não está nada mal para o preço e segmento.
Adoro-a e cheira-me que vou ser muito feliz com esta pequena pérola de pobreza recentemente descoberta.
Agora que já espalhei ao mundo que sou uma indigente que não perde uma pechincha, daqui a nada, é ver-me a coleccionar cupões em dossiers, já posso voltar ao trabalho.
Que é como quem diz, nem sempre parece que tenho o que fazer.
Posto isto, apraz dizer que encontrei uma base que até é catita.
Boa.
Porreira, vá.
Mesmo fixe, ao fim e ao cabo.
Andava eu na minha eterna demanda "preciso-de-uma-base-mas-não-me-apetece-gastar-40-euros-na-MAC", quando dei com os olhos nisto:
Pensando que poderia ser uma péssima ideia tendo em conta que a minha pele é, básica e friamente, uma trampa que reage mais depressa a um produto químico do que os atrasados mentais que comentam notícias reagem a uma notícia sobre o Sócrates, resolvi arriscar. Essencialmente devido ao preço da dita, que não me faria chorar amargamente o dinheiro derramado inutilmente.
Eis que surge a surpresa.
É magnífica. Não durará as 25 horas que a embalagem promete, mas anda lá muito perto. A cobertura não é total como anunciado, mas quase. Não pesa. Não é oleosa. Não tem um cheiro activo por aí além. E, como já referido, o preço é para lá de espectacular: € 10,65.
Porém, o requisito essencial para a minha pessoa: tem um tom de cadáver (mais claro que o ivory) que assenta como uma luva nas minhas trombas, o que, para uma base de supermercado, é de se lhe tirar o chapéu.
Claro que não é uma base de qualidade profissional, por assim dizer. Está longe do acabamento acetinado ao toque e mate de uma base 'poderosa' (no rosto e na carteira). Obviamente que a cobertura total é um bocado relativa, principalmente quando comparado com outras marcas (assim de repente, com o Pro Longwear Nourishing Waterproof, da MAC - quase me caiu o braço por ter de escrever um nome tamanho - ou o miraculoso Dermacol), mas não está nada mal para o preço e segmento.
Adoro-a e cheira-me que vou ser muito feliz com esta pequena pérola de pobreza recentemente descoberta.
Agora que já espalhei ao mundo que sou uma indigente que não perde uma pechincha, daqui a nada, é ver-me a coleccionar cupões em dossiers, já posso voltar ao trabalho.
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