quinta-feira, 29 de março de 2018

Páscoa Feliz, Everyone!

Já eu vou-me baldar daqui para fora à hora do almoço.





Creio este homem, Pedro Jóia, verdadeiramente fora de série, genial e o melhor que o género já produziu.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Lol



Gentilmente fanado daqui.




 Dizem que os grandes amores duram uma vida inteira.
No que diz respeito a esta banda, não podia ser mais verdade.
Terei eventualmente já postado este video aqui, mas se assim for, não será demais recordar.

terça-feira, 27 de março de 2018

Queixume Pós-Gestacional # 16

Maneiras que estou a ter imensas dificuldades em carregar a bateria do telemóvel porquanto o meu rebento achou que o que era mesmo giro e deveras divertido era roer o terminal de encaixe do carregador.

Maneiras que agora, para carregar a porcaria do telefone, sou obrigada a tê-lo no chão, preso com fita-cola e esperar que não haja trepidação de espécie alguma, sob pena de não passar energia para a porra da bateria.

Maneiras que gastamos rios de dinheiro em brinquedos, os avós gastam rios de dinheiro em brinquedos, os amigos gastam rio de dinheiro em brinquedos e o raça do puto acha muito mais fixe e muitíssimo mais interessante brincar com as coisas dos adultos.

Maneiras que até poderia brincar, atenção que não sou egoísta a esse ponto, mas poderia não destruir as coisas que me fazem falta.

Maneiras que merda para mim.

Meanwhile in Ergástulo - Parte Décima

Diz ele, com toda a sua pose e o seu passinho ligeiro de diva, que não gosta de ir ao hospital público porque só lá estão velhos.

Porque ele, do alto dos seus 70 anos, é novíssimo.




Foi aqui que vim parar.

Ai a Porra - Volume Não-Sei-Quê

Não é que eu seja uma rapariga dada às Páscoas desta vida.
A bem da verdade, não sou NADA dada a coisa nenhuma que tenha a ver com religiosidade. A não ser que conte para este totobola o facto de enfardar lindamente as iguarias das festividades.
Conta?
Não?
Então não sou, pronto.

Adiante.
Mesmo não sendo nada dada a estas coisas, o que sabia mesmo bem e vinha mesmo a calhar era a entidade patronal oferecer o dia da Quinta-feira Santa. Já não me armaria em esquisita se nos oferecessem a tarde desse dia.
Porque, segundo consta, serviço algum está a funcionar nesse dia.
Nenhum.
Zero.
Niente.
Porra nenhuma.
E, segundo parece, é costume neste ergástulo não se trabalhar neste dia.

Mas, como as sociedades de advogados são todas iguais, situem-se na metrópole ou nos arrabaldes de Sintra, não se sabe de nada nem se comunica coisa alguma aos trabalhadores, essa ralé preguiçosa, senão na véspera.
O que é uma merda para quem, como eu, gostaria de fazer alguns planos para essa tarde. Mais que não fosse enfiar-me num qualquer centro comercial a comprar pechinchas e ovos da Páscoa. Para o puto, não para mim. Obviamente.


Será melhor esperar sentada, certo?
É que tenho uma certa tendência de chegar aos sítios e tudo o que era costume fazer-se passa a não se fazer, sob o pretexto sempre eterno do "este ano não dá". Assim, de repente, lembro-me dos prémios de final de ano, da 'ponte' do dia 31 de Dezembro, do almoço do Dia do Advogado, o jantar de Natal... Coisas boas que gostavam de nos tirar só porque sim, porque, lá está, os trabalhadores são todos uma ralé que não interessa mimar, interessa só maltratar e explorar.

Maneiras que este é mais um queixume, queixume de Páscoa que é bom para abrir o apetite.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa

- Sabe, Dra., ontem tive um problema...
- Então?
- Ah, estava no shopping, estava com um amigo meu que me começou a dizer, ah e tal nunca roubei, queria saber como é que é... e eu deixei-me levar e...
- Foram apanhados, certo?
- Fomos e agora as lojas vão apresentar queixa...
- ... Nem sei que lhe diga... Você acabou de ser julgado num processo crime, homem!
- Pois é, Dra. Estas coisas perseguem-me, estas coisas vêm ter comigo, só me dão problemas...


Nem vale a pena tecer comentários, não é?

quarta-feira, 21 de março de 2018

Leituras Nº... Qualquer Coisa Serve


Não sendo uma obra de arte, é uma verdadeira lufada de ar fresco.
É um livro cru, amiúde destruidor e verdadeiramente diferente. Cómico com coisas sérias, inovador e deveras frontal, dá uma perspectiva
nova a percepções enraizadas.
Muito bom.

terça-feira, 20 de março de 2018

segunda-feira, 19 de março de 2018

#NãoSejasInácio

Então e aqui a estúpida que, movida pela compaixão e pelo espírito de reciprocidade, liga a um espécie que se diz amigo, e a primeira coisa que aquela besta quadrada me pergunta é se já arranjei a casa para que ele possa lá ir ver?

Bem feita para mim, claro, que tenho a mania das segundas oportunidades.
Bem feita para mim, por me armar em Madre Teresa dos ostracizados e mal paridos.
Bem feita para mim, que não tinha mais nada para fazer e claramente não aprendi a lição.

#souestupidaegosto

Stephen Hawking 1942 - 2018

Se alguém conseguiu construir, apesar de todas as limitações, a sua imortalidade em vida, esse alguém foi Stephen Hawking.

Pessoalmente, tenho a agradecer-lhe o facto de me ter explicado com a maior das clarezas e a simplicidade dos grandes conceitos abstractos do universo e as linhas gerais da sua obra, que li em 2015.

Fiquei um pouco menos empedernida depois de ler o que escreveu. Chegou a milhares com o mesmo toque de genialidade. Não tendo conhecimentos suficientes para falar do seu contributo para a ciência, embora saiba que foi imenso, não podia deixar de deixar vincado e de agradecer a singeleza da sua explicação e obra.

Verdadeiramente fora de série.

Recuperando Isto

Já não me lembro se cheguei a postar esta versão aqui, mas se postei, desde já as minhas desculpas. Não consigo mesmo saber a quantas ando relativamente a isto, mas é que são mais que as mães.
Muito engraçada apesar de não trazer nada de novo.
Fica a ideia, não obstante.
É que, parecendo que não estamos em cima da Páscoa e é uma lástima e uma pouca vergonha a quantidade parca de amêndoas e chocolates que tenho comido.


Noutros anos, assim que acabava o Carnaval, que é como quem diz, assim que começava a quaresma, e por aqui se vê a religiosidade em mim, era ver-me a enfardar toneladas de amêndoas todas as noites, com a desculpa costumeira do só só mais uma. Assim que dava conta, tinha ido um pacote à viola e as calças, coicidentemente, encolhiam constantemente na lavagem, era uma coisa impressionante.

Este ano, estou muito atinadinha. Só comi, até agora, meio pacote de amêndoas e ainda não degluti nenhum ovo de chocolate.


Cheira-me que no dia de Páscoa me vá dar um choque de glicémia.
Merda de Judicatura que se me leva a juventude e o tempo que costumava gastar a borregar...

terça-feira, 6 de março de 2018

Ai De Mim



Isto, meus amigos, é uma praga.

Uma praga de bimbalhice, que fede a azeite e tem nódoas de pieguice aguda.

Cada vez que é postada uma porra destas numa rede social, há um panda que se suicida algures na China.

Já fiz um post sobre isto, corria o longínquo ano de 2012.
Achei que, volvidos estes anos todos, alguma coisa teria evoluído na mente destas gentes paspalhas que proliferam por aí, mas não.
Não, não.
Não, senhor.
Continuar atrasado e bimbo é que é.

Melhor que isto são aqueles autênticos tratados em powerpoints iguais a estes que falam sobre a inveja alheia e sobre o facto de não conseguirem lidar com a felicidade dos outros.

Não, isto é demais para mim.
Vou ali atirar-me de qualquer sítio.





Leituras Nº... Qualquer Coisa Serve

Soberbo.
Bem descrito, bem estruturado, interessante, comovente.
Este homem tem um dom a descrever cenas de batalha; faz com que tudo pareça cheio de detalhes, de cor, sem parecer enfadonho, sem parecer um tédio.
Excelente.
Mal posso esperar pelo último desta saga.

Fiz Anos e Foi Fixe



E, a brincar a brincar, já me pesam 32...
Maneiras que este depósito de pensamentos é uma vergonha de abandono e falta de cuidado, é o que é.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Fod*-se

Sempre tive a mania dos bolsos. Andar com as mãos nos bolsos, pôr coisas nos bolsos, perder coisas dos bolsos.

Todos os bolsos da minha roupa, a que está guardada e a que uso com frequência, contêm dentro de si todo um mundo de objectos perdidos, uns úteis, outros simplesmente lixo, mas que, pelo facto do pobre caixote estar a milhas de distância, vêm parar ao bolso para mais tarde lá depositar.


Tradução: sou uma preguiçosa do pior e até para deitar coisas no lixo protelo ao máximo e prefiro ter os bolsos cheios de merda do que fazer o caminho até ao caixote.


No meio de tanta porcaria que têm sempre os meus bolsos, mistério dos deuses que não consigo decifrar, vão sempre lá parar migalhas, de tudo e mais um par de botas, advindas do mesmo gesto de pôr a mão no bolso em vez de os depositar no sítio certo.

Outro dia, pus os fones no bolso do robe de andar por casa (reparem agora que envelheci 40 anos e não passo de uma idosa caquéctica que passa os dias de pijama a dar de comer aos seus 7 gatos) e nunca mais me lembrei deles.
Dias depois, venho a necessitar de tal objecto e vou lá resgatá-los.

Ora, para quem não sabe, desde que comecei a trabalhar na metrópole, ando de transportes e passo uma parte considerável do meu tempo a andar a pé de e para o local de trabalho. Deus me livre, claro está, de passar 5 segundos entregue aos meus pensamentos, e não ando de orelhas descobertas na rua.

No meio de um comboio cheio que nem um ovo, com milhares de cotovelos enfiados as minhas costelas, rabos a esfregarem-se nas costas, malas a serem enfiadas à má fila junto aos pés de toda a gente, resolvo tirar os fones da mala para não ter que ouvir o ruído das pessoas a irem trabalhar.

E o que sucede?

Os fones estão cheios de migalhas.

Onde, exactamente?

Naquelas ranhuras minúsculas que se enfiam nos ouvidos.

Portanto, num comboio cheio de gente que não tem mais nada que fazer senão olhar para aquilo que a pessoa do lado está a fazer, fui obrigada a tirar as migalhas das ranhuras dos fones, migalhas essas que eram parecidíssimas com cera dos ouvidos.

Que foi exactamente o que aquela gente toda pensou, que era porca ao nível de ter toneladas de cerume nos fones e, em vez de os limpar no recato do lar, fui para o meio da multidão proceder à sua limpeza.

Apeteceu-me gritar, olhem lá ó desocupados do caralho, isto são migalhas, não sou porca, eu lavo-me e lavo os meus pertences, mas achei que era chamar demasiado a atenção para um problema de higiene e, de qualquer das formas, ninguém ia acreditar em mim.


Qual é o problema disto?
Apanho todos os dias o comboio à mesma hora, no mesmo sítio e vejo todos os dias as mesmas pessoas.

Vou passar a ser conhecida como a porca dos fones.


E é deveras chato, porra.

     


Está em mim ser parva, é um facto.
O que também é um facto é que desde que comecei a ler esta saga Napoleão/Wellington não consigo tirar esta porra de música da cabeça.

 O que os Festivais da Canção desta vida nos trazem...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Coisas Que Vejo Por Aí # 47

Não é que perceba grande coisa disto, mas compenso em larga experiência de grandes falhanços e grandes potes de dinheiro deitado à rua.
Por isso é que gosto de pechinhas; quando corre mal, não há muito que chorar.

Com a NYX aprendi, porém, a não ter grandes expectativas face a produtos que toda a gente fala e diz maravilhas porque o mais provável é que não sejam assim tão bons.

Em primeiro lugar, há que dizer, acerca desta marca, que tentei.
Tentei mesmo a sério.
Tentei muito e com muita força.
Só que não deu.

Provavelmente é de mim.
Provavelmente usei mal os produtos, até.
Provavelmente a minha pele é uma trampa e eu sou uma naba da quinta casa, que veio lá das berças sem jeito nenhum para coisa alguma e já se acha o supra-sumo das tintas faciais.
Provavelmente não percebi o conceito da coisa.

Admito que sim. Mas a verdade é que procurei, inclusivamente, reviews, voltei a testar, dei um tempo à coisa e mesmo assim não fiquei convencida.

Básica e essencialmente, nada desta marca funciona.
A qualidade dos produtos é tão fraquinha, tão fraquinha que até alguns produtos de maquilhagem da Primark são melhores, mais duradouros e mais confiáveis que estes.





Começando pelo lápis de sobrancelhas.
Como ninguém tem culpa do meu tom de pêlo ser esquisito, nem vou por aí. Já vou mais pelo facto de ser muitíssimo cremoso, o que, para este efeito, é péssimo, gastar-se mais rapidamente que o dinheiro no final do mês e a escovinha ser tão frágil, tão frágil que qualquer rabanada de vento a leva. Aliás, ainda nem o lápis ia a meio, já a escova havia entregue a sua alminha ao criador. No final, deixa as sobrancelhas a parecer um reclamo (como dizia a minha Avó) de néon, o que, face à temática, é qualquer coisa.



A sombra de olhos, nesta cor, que se quer neutra e que basicamente serve para tudo e para todos os dias, é um desastre. Demasiado poeirenta, nada pigmentada, gasta-se com uma rapidez supersónica e não deixa saudades nenhumas. A sério, deve ter sido a pior sombra que alguma vez tive, e olhem que sobrevivi às sombras da Sephora em saldos no Natal de 2003, que, acho, ainda duram.







Isto é um senhor embuste. Ok, os primers em gel são todos um bocado esquisitos, muito oleosos, muito sebosos, bons para a criação de borbulhas do tamanho do Etna mesmo em cheio nas trombas, mas este abusa. Alerto para a necessidade de lavar as mãos duas vezes a seguir à utilização para retirar o produto das patas. Bolas, que é demais. Mata o brilho do sebinho da cara, é verdade, mas a pele fica tão escorregadia que mais parece a bancada de testes do Master Chef dos putos. Não compensa o perigo de se confundir a tez com uma pista de curling, nem mesmo pelo preço.






E agora, para um momento de pura diversão, vamos parar um pouco para meditarmos na seguinte permissa:

O primer de olhos da NYX é oleoso.

O primer de olhos da NYX é oleoso como a porra.

O primer de olhos da NYX é a negação do seu propósito existencial.

Vejamos: se não estou em erro, o primer de olhos serve para retirar a oleosidade natural das pálpebras, para que a sombra agarre como deve ser e para que não sejam visíveis, passadas algumas horas, as linhas cheias de pózinho e sebinho por cima dos olhinhos. Ora, se um primer é oleoso só vem ajudar a que as pálpebras fiquem escorregadias como uma forma de bolo acabada de untar, o que só agrava os sintomas supra descritos.

Isto transcende-me, a sério que sim. Não foi caro por aí além (à volta de € 5,00, acho), mas estou em crer que foi o dinheiro pior empregue da minha existência. Não consigo usar esta porcaria sem pó compacto ou solto por cima. Estou desejosa que acabe (sim, que eu sou pobre a este ponto, para não desperdiçar, mesmo quando o produto é uma bela porcaria, espero sempre que acabe) para poder voltar ao primer de olhos da Kiko, que mais parece manteiga de amendoim deixada ao sol e depois enfiada à má fila num contentor de gomas, mas que, pelo menos, cumpre o que promete.

Acho que também adquiri há uns tempos um eyeliner, mas não vale a pena ser mázinha... Digamos que tive canetas de feltro de melhor qualidade, a menor preço que faziam um trabalho muito mais aceitável.


Não sei se será de mim.
Com grande probabilidade, será.
Mas sinto genuína lástima, que a variedade é substancial e tinha tudo para ser a minha loja de eleição - atente-se na variedade de coisinhas bonitas!

Também não ajuda o facto dos funcionários serem todos malcriados até à 5ª casa (defeito de TODAS as lojas de cosméticos, tema interessante para outro post) e a maior parte das vezes que lá fui tinham o stock de bases esgotado - sim, para uma loja de maquilhagem faz todo o sentido...


Enfim, agora que já tirei isto do meu sistema já posso ir trabalhar.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Meanwhile in Ergástulo - Parte Nona

Os dias no Ergástulo passam depressa porque, simplesmente, há muito que fazer.

Nunca se está parado e, principalmente, nunca se pode verbalizar que se anda descansadinho porque a seguir vem logo alguém dar-nos o que fazer, mas que é isto, onde é que já se viu gente folgada, era o que faltava.

Maneiras que os dias não chegam para tudo e anda-se sempre a correr, sem tempo para borregar no Facebook ou para escrever umas alarvidades neste antro.


E as saudades que eu tenho de borregar...

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve



Pela primeira vez, Dan Brown desiludiu-me. Não que tenha subitamente começado a escrever mal, não que já não consiga prender o leitor, não que a história não seja interessante ou cheia de pormenores ricos e informação tremendamente
interessante.
Nada disso.
Tornou-se, porém, previsível, o que é uma machadada naquilo que o diferenciava dos demais.
E é, de facto, uma pena.

Podia estar melhor, apesar de não ser mau de todo.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve

Não creio ter percebido bem este livro...

A súmula afirma que retrata a vida de Francisca Pizarro, filha do Conquistador do Peru, herdeira de uma imensa fortuna e uma mulher que marcou a vida da colónia não sem antes marcar a sua geração.

Ora, tendo em conta que 2/3 do livro retratam, afinal, as movimentações políticas da conquista e as desventuras de todas as personagens que rodeiam a personagem principal sem nunca a mencionarem, não me parece que seja um retrato muito esclarecedor nem relevante para a suposta dimensão e marco que esta mulher deixou no seu tempo.
O último terço do livro revela, finalmente, a vida de Francisca. O que, segundo o que me foi dado a entender, consistiu num casamento com o seu tio para preservar a fortuna de família, teve uns quantos filhos que casaram com pessoas igualmente ricas e, no fim da vida, já viúva, casou um um moço uns trinta anos mais novo e fez uma vida de fausto. Basicamente marcou a o seu tempo porque era mestiça, filha de um espanhol com uma inca, numa época em que, como se sabe, os nativos dos povos conquistados pouco mais eram que animais. O que, para a época, já não foi coisa pouca, atenção.

Coisa pouca foi esta obra que sobre ela fizeram, numa leitura densa, cheia de nomes praticamente idênticos que ninguém fez esforço em destrinçar, com pormenores irrelevantes e amiúde enfadonhos.


Uma pena quando o nome do autor soa mais alto que a obra escrita...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018



Nem acredito que vou ter de esperar mais de um ano pela última temporada desta merda...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018





Tenho andado ligeiramente obcecada com isto. Descobri por acaso (através da página de Facebook oficial dos Rammstein, no less) e simplesmente adorei. É tudo perfeito nisto. Tudo. Apanharam o jeito e os acordes da música de uma forma absolutamente extraordinária. Sublime.

Dias Negros, Estes ...

Dolores O'Riordan 1971 - 2018

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Outra Vez Isto?!



Aqui há uns tempos, encontrei uma série de covers de Blue Monday que pespeguei aqui, mas este escapou-me. E até é bem jeitoso.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Anos disto e continuo a rir-me como uma hiena ébria em plena audiência quando a testemunha afirma, muito emocionada, que a neta se tinha dirigido a ela como "a puta da velha".

Podia ter vergonha, mas envergonha-me deveras dizer que não tenho nenhuma.


Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve

Continua vívido, completíssimo e muito bem escrito.

Mr. Scarrow não perde a mão para escrever, isso é ponto assente.

No entanto, a amargura presente em Britannia continua presente em muitas linhas, principalmente aquelas que dizem respeito à falecida esposa de Cato.

Primeiro, há que atentar no facto de se ter morto (na obra anterior) a senhora só porque sim.
Não se faz.
Que desgosto.
Fiquei verdadeiramente de coração partido.
Apesar de compreender que deu uma nova força à história e ao percurso futuro que poderá tomar. E é preciso salientar que a descrição da perda, o desespero e o vazio subsequentes estão tão bem escritos que são verdadeiramente tocantes e comoventes.

Agora, Cato vem a descobrir que a senhora não era santa nenhuma e para além de o ter deixado cheio de dívidas, era uma grandessíssima e alternadíssima puta, que andava a colocar enfeites na cabeça de seu marido quando este anda a arriscar o pescoço na guerra.
Não se faz.
Novamente, que desgosto.
Apesar de compreender que isto abre a porta para um reinicio de vida.



Interessante.
Sou só eu que vejo aqui um paralelismo com a vida pessoal do autor?
Ou, por outro lado, serei eu que sei demais (porque se há gente que espeta a vida toda nas redes sociais, é este senhor...) e faço leituras por demais extensíveis?
Fica a questão...

Fora isso, para lá de excelente, como sempre.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Há dias em que, por maior boa vontade que se tenha, por maior boa disposição, por maior vontade de galhofar e levar as coisas com ligeireza, não há volta a dar ao que não tem remédio possível.

Estou fadada a caminhar sozinha e sem amigos nesta casota do inferno perdida no meio da metrópole.

Hoje, perdi mais uma. Toda a gente a partir, nada fica para trás.

Enfim.
Amanhã será melhor, com certeza.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Ai Sim?

Sou aquele bicho esquisito a quem o Bolo Rei (que não aquele da Mitra Land) só sabe bem se já tiver mais de uma semana em cima. E nem precisa de ser torrado, marcha mesmo duro.

Depois admiro-me de parecer uma vaca...






E você?

Memória

Neste dia, há precisamente 5 anos atrás, desaparecia um dos pilares da minha existência.

O monumento de uma infância feliz.
O bastião de uma família.
O baluarte de uma geração.

Desde então, recordo constantemente quem perdi, lamentando que não possa ver todos os momentos pelos quais passei ao longo de todo este tempo. Pergunto-me qual seria a sua reacção, o que diria, ao vivenciar ao meu lado tantos marcos importantes que foram sucedendo. Não tenho forma de encontrar resposta, mas gosto de acreditar que ficaria genuinamente feliz por todas as coisas boas que foram sucedendo e que não deixaria de me dar o seu apoio em todas as horas negras.

Ainda carrego em mim toda a tristeza, todo o desespero da perda, toda a saudade não mitigada, todos os dias, todas as horas, em todos os momentos. Não há um único dia que não me lembre Dela, do seu sorriso, do seu cheiro, da sua voz, do seu abraço. A minha vida ficou infinitamente mais pobre, mais cinzenta, mais vazia com a sua partida e não tenho forma de cobrir a cratera que ficou em mim depois da sua partida.

No entanto, depois de todos estes anos, sou capaz de reconhecer o legado imenso que deixou. A educação transmitida aos filhos e netos, os valores e princípios, as memórias que fazem com que viva agora em nós, sobreviventes e também, de outra forma, o meu imenso enxoval, que todos os dias enche a minha casa e me faz recordar aquelas mãos, trabalhando ininterruptamente, para um trabalho perfeito e intemporal. 

Há 5 anos a vida como a conheci terminou. 
Desapareceram com Ela todas as ilusões da infância e nasceram sentimentos que não sabia que se podia ter, sentimentos que ainda não desapareceram e que, desconfio, me vão acompanhar para o resto dos meus dias. Não crer em entidades divinas nem em vida após a morte torna tudo pior, porque nem uma réstia de esperança existe à qual me possa agarrar. 

Agarro-me, sim, à herança imaterial que recebi e que faz com que, mesmo tendo cessado de existir, continue sempre presente, enquanto houver memória. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Happy Birthday, Love




Acho muito difícil não ter já postado por aqui esta música, mas que se dane.
Depois de todos estes anos, continua válida e poderosa.

Nada melhor do que uma oldie para celebrar os 24 anos de existência da minha banda de eleição.

Ainda Mal Entrou o Ano e Já Me Estou a Queixar

Está frio.
Está de chuva.
Está trânsito.
Estou gorda.
Está um frio de morte naquela casa.
Está tudo de pantanas naquela casa.
Tenho tudo a boiar naquela casa.
Trabalho como um elfo doméstico.
Ainda mal cheguei e já tenho a administradora de condomínio a chatear-me por coisas que não fiz.
Só penso em queijadas.
Não tenho televisão em casa portanto nem Vikings posso ver.
Janeiro é um mês de merda.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Bom Ano Para Vocês Também

Com esta merda toda das mudanças, arranjei foi a melhor maneira de entrar em 2018 completamente rebentada das canetas e a deitar os bofes pela boca.

Quem manda ser ursa?

domingo, 31 de dezembro de 2017

Votos de Boas Entradas.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017


Chega aquela altura da vida em que só apetece fugir, mas está-se preso e imobilizado com milhões de caixotes à volta.


Foda-se mais a isto e mais à ideia peregrina de mudar de casa.

Balancinho & Balancete

Às portas do fim do ano, urge fazer o famigerado inventário da casa.
Coisas boas, coisas más, todos os anos são repletos delas. Umas mais marcantes, outras nem por isso.

Assim de repente, lembro-me de ter saltado de pára-quedas (e jurei para nunca mais), celebrei 10 anos de blog, 10 anos de relação, o meu rebento celebrou o primeiro ano de vida e mudei de uma espelunca na província para um ergástulo na metrópole. Ah, e comprei uma barraca, já agora. Coisas boas, portanto. Também conto como coisas boas ter lido excelentes livros, ter ouvido boa música e ter-me queixado amargamente dos filmes e séries que vi, portanto, também há isso.

Ia a escrever que também tinha sido francamente positivo não ter morrido nenhum dos que são próximos, mas não é verdade. Vi gente chegar e partir e deixar-me um vazio no coração. Coisas más, portanto.

No entanto, qual idosa, vou aprendendo a viver com isso, quase a aceitar a inevitabilidade da finitude de tudo e do todo.





Não me atrevo a pedir nada para 2018 que não seja saúde.
O resto há de arranjar-se.
  Gosto potes desta música, portanto, mais nada.

Criptográfico

Em tempos conheci e convivi com uma pessoa que era, básica e friamente, uma merda.

Tal pessoa gostava muito de dizer coisas que eram, também elas, básica e friamente, uma merda.
Tinha gosto em ofender as pessoas, em machucá-las e deixá-las abaladas. Em deixá-las na merda, resumindo. Um alegria de convivência, portanto.

Ora, tal pessoa, certa vez, proferiu uma série de impropérios acerca de uma outra pessoa.
Palavras grosseiras, maldosas, horrendas, que pretendiam ser um vaticínio, tão sábio e metapsíquico era o ogre falante.

À data, ficou tudo muito indignado, e com razão, quando foram ouvidos os impropérios, principalmente porque eram injustos e puras inverdades. Ficou sempre no ar aquela névoa de ressentimento face à desproporcionalidade da predição.

Anos passaram.
Uma sucessão de acontecimentos vieram a dar, afinal, razão ao ogre. Que, no fim das contas, tinha acertado em cheio na leitura que fez da pessoa em causa e na previsão de futuro, que veio a revelar-se muito acertada. O visado, esse, nem percebeu.





Deixando de lado o palavreado já de si muito pouco erudito, é isto que me fode, mais do que tudo o resto.
Aquele monte de merda tinha razão, previu tudo isto, acertou em cheio e agora deve estar a rir-se que nem uma hiena ébria à conta de todos.



Foda-se mais a isto, caralho.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Voltar do Natal é voltar a vestir umas calças quaisquer e perceber que já estão ligeiramente desconfortáveis na zona da cintura. Tudo isto porque se comeu que nem uma abadessa que não via doces há cerca de três décadas.

Sou uma triste.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017


Como já é da praxe, desejo a todos um Grande e Feliz Natal!!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

E fiquei oficialmente sem nada para ler, o que na minha pessoa dá direito a tempos intermináveis de tédio e convulsões mentais de grande calibre.


Odeio quando isto acontece, mesmo agora que basicamente tenho tempo para ler 5 minutos na casa-de-banho e já é um pau.
Quase que sinto que a minha vida não tem sentido se não tiver um livro à cabeceira...


Enfim, vem aí o Natal, não é, pode ser que tenha sorte, não é...

Leituras Nº ... Qualquer Coisa Serve



Este, à semelhança do anterior e que curiosamente era do mesmo autor, foi penoso de acabar.
Enorme, com letra miúdinha, com tantas ocorrências em simultâneo que coloca a cabeça do leitor a andar à roda, é amiúde chato e desinteressante, principalmente no início.
Não se percebe porque se matam uns personagens centrais no meio do livro e enquanto outros morrem atabalhoadamente no fim.
Não obstante, é uma história engraçada e cheia de pormenores históricos interessantes. 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Faltam exactamente 3 dias e meio para poder ir de mini-férias de Natal.

Coisa feliz, não é?

O pior é que ainda faltam 3 dias e meio, cheios de merdas, stresses e coisas que não interessam para nada.

Coisa infeliz, foda-se.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017



Não é segredo para ninguém que sou grande apreciadora de GNR, principalmente da obra anterior a 1996, que é, toda ela, fabulosa.

Há dias que ando com esta música na cabeça e já nem sei porquê.
Tem o seu quê de sinistra e um toque rock muito aprazível ao ouvido.

 Ao meu, pelo menos...

Essa Gente é o plural de Pobres


Perdi a conta à quantidade de vezes que me lembro desta tira de Mafalda.
Cito-a vezes amiúde inclusive, principalmente quando chegamos ao Natal e proliferam pedinchões na rua a pedinchar para tudo e mais um par de botas.

Sendo uma pessoa horrível e sem préstimo, custa-me dar seja o que for se não souber reconhecer a entidade por trás do pedinte e não tenho vontade nenhuma de dar nada àqueles que nos saltam ao caminho com aquela falsa alegria efuziante para ajudar as criancinhas esfaimadas e andrajosas nos confins dos Laos.

Tenho para mim, e já o digo há anos a fio, que a pedinchice é um negócio como qualquer outro e que vinga pela ingenuidade de quem dá. Claro que há excepções e claro que há associações com muito mérito e às quais também ajudo (de vez em quando), mas continuo com a firme convicção que a maioria dessas agremiações são balões cheios de ar que pairam por aí a tentar enganar os incautos.



Nem por acaso que encontrei a tal tira numa qualquer rede social, ainda para mais que agora anda tudo muito indignadinho e chateado por haver uma senhora qualquer que se revolveu encher à conta dos dinheiros públicos com a desculpa que tinha uma associação que pretendia proteger e acarinhar crianças com doenças raras.

Não percebo porque é que é um escândalo tão grande. Nunca se ouviu falar em gente gulosa neste país, não querem lá ver...?

O que de facto não se percebe é porque é que não se está a falar mais daquilo que esta senhora, que durante anos teve, aparentemente, uma posição tão importante lá na terra dela, disse acerca de posições sociais e igualdade de direitos.
Ninguém se indigna quando ela diz que não somos todos iguais e quem disser o contrário mais vale atirar-se da ponte Vasco da Gama? Isso não choca ninguém?
Da mesma forma que toda a gente já se esqueceu daquilo que a senhora do banco Alimentar dizia, que não se podia comer bifes todos os dias, na senda do não sejam piegas e temos que aprender a empobrecer daquela amostra de Primeiro-Ministro que um dia tivemos.

O que devia chocar é que à frente destas instituições de caridade estão pessoas que, no fundo, acham que continuamos nos anos do antigo regime, em que era chiquíssimo as grandes senhoras dedicarem-se à caridade, sendo sinal de grande poder e prestígio o rico estender uma migalha a um pobre desgraçado que não tem onde cair morto.

O que devia chocar é que estas senhoras se acham superiores por terem mais que os outros e fazem questão de apregoar que fazem muito, quando na verdade são ocas, sem princípios, bafientas e com uma generosa dose de pedantismo em cima daquelas peles.

O que deveria chocar é que estas senhoras fazem vida a ajudar os pobrezinhos e depois não se lhes chegam porque essa gente, enfim, é o plural de pobres, como diz António Lobo Antunes, e não se sabe que piolharia trazem atrás deles.

O que deveria chocar é que ainda há muito fascismo encapotado e sobre isso, desafortunadamente, ninguém diz nada.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Meanwhile in Ergástulo - Parte Oitava

Paremos dois minutos para contemplar a seguinte factualidade: afinal sempre se realizará convívio de Natal para os habitantes desta casota na metrópole.
Ninguém esperava, dado que já se sabe que esta gente é muito pouco dada a sorrisos, quanto mais a convívios. Até pode ser que seja uma coisa boa, pensou logo a minha pessoa, pode ser que anime o espírito desta gente cinzenta.
Toda a gente recebeu, portanto, um email com o convite, anunciando que dia 27 do corrente mês faríamos o almoço com todos para celebrar o Natal.

























Contemplemos, agora, o facto de nesta casa se celebrar o Natal depois de dia 25 de Dezembro.

Foi aqui que vim parar.

Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa

- Olá, boa noite! Como está, está tudo bem? Desculpe interromper a sua paz... já interrompi, não foi?

- Por acaso, já. Diga lá o que é que quer. Se vem pedir dinheiro, digo-lhe já que não tenho, portanto nem vale a pena. 

 - Ah, então adeus. 


 Como despachar um pedinchão, nível 7000

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017



Quem mais já não vive sem isto?

Novo Exercício

Aparentemente, a minha vida não é sossegada o suficiente e precisa destes pequenos arranques para lhe dar cor e movimento.




Imagine-se, então, e a questão é tão simples quanto isto, que se convidam uns amigos para bebericarem café e conversar um par de horas no sossego do próprio lar. Como a conversa estava animada, tira-se uma foto da grupeta e coloca-se numa qualquer rede social.

Eis senão quando, um malcomido qualquer resolve, num verdadeiro exercício de civismo e urbanidade, questionar porque razão não foi convidado. Assim, nu e cru, e mais uma vez, tão simplesmente quanto isto. Quer saber porque não foi convidado.

Elabore-se, pois, a competente resposta, adiantando, desde já, que o recurso ao vernáculo é permitido.

Podia, em primeiro lugar, colocar-se a questão de tal inquirição não ser, na verdade, séria e ser apenas uma brincadeira parva e pouco verosímil. No entanto, tendo em conta a pessoa em causa e os discurso apresentado, dúvidas não restam de que se trata, sim, de um pergunta muito legítima e muitíssimo séria, mas que moda agora é essa de se encontrarem sem mim, mas porquê, não admito isso, mas que raio de democracia é esta, que já estou a ficar louca, louco, perdão, e coiso.

Portanto, o que sucede é que a minha pessoa não pode convidar quem quer que seja para a sua própria casa sem ter de ser sujeita a escrutínio, interrogatório e cobrança posterior.

O que sucede, afinal, é que tenho que andar a esconder que tenho gosto em receber os meus amigos na minha própria casa, sob pena de sofrer a ira de um galináceo malcriado sob o efeito de metanfetaminas com brilhantes.

O que sucede, pois, é que devo satisfações dos meus atos e não sabia e a minha casa não passa de um bordel com as portas abertas para receber quem quer lá ir e não quem é convidado.

O que sucede, portanto, é isto.




E o que dizer disto?
Esgotei as hipóteses de resposta que tinha e que incluíam
a prática de crimes de injúria e ofensa à integridade física qualificada, portanto aguardo sugestões.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Façamos Um Pequeno Exercício

Imagine-se que, andando pela rua fora, descansadinha da vida, recebe uma chamada telefónica.

Identificado o remetente de tal chamada, num rasgo de insanidade misturado com vontade de sofrer, atende a dita.

A pessoa do outro lado da linha não sabe como se faz uma execução no Citius e pede ajuda. Não sabe quais são as espécies, nem as finalidades, nem o tribunal competente, nem como se associa o DUC ao processo, não sabe que as execuções de sentença correm nos próprios autos (regra geral). Não sabe nada. Esteve, portanto, escondida debaixo de uma pedra nos últimos 3 ou 4 anos. Precisa de auxílio, daí o telefonema.

Precisa de quê, exactamente?
Really?!

Isto ultrapassa-me.
A sério que sim.
Como é que uma pessoa destas chega a uma posição de poder e estatuto elevado sem saber estas coisas é qualquer coisa de extraordinário.
Quer dizer, não é, e tem uma explicação muito simples. Antes havia sempre alguém por perto a quem passar estas minudências e portanto perder tempo a aprender a fazer coisas banais e de pobre, nem pensar.
Pensar também que durante anos esta pessoa corrigiu inúmeros requerimentos executivos feitos por outros também é coisa para assustar deveras. Afinal achava-se o maior porque corrigia coisas da ralé mas nem sabia para o que estava a olhar.

Desliguei o telefone depois de lhe passar as informações necessárias. Agradeceu-me muito, mandou beijinhos e despediu-se.
Fiquei a olhar para o telefone uns bons 10 segundos depois da chamada terminar.

O que tinha sido aquilo?

Uma possessão demoníaca?
Um estado transitório de demência?
Estado de inimputabilidade provocada pelo álcool?

Não sabendo o que pensar, não sabendo se tinha vontade de rir ou de chorar, não sabendo se haveria de ficar revoltada com o mimo que se dá aos miúdos quando o que eles merecem é porrada no lombo ou simplesmente aceitar isto como um facto normal da vida, acendi um cigarro e fui à minha vida, pensando que, a partir daquela hora, tinha visto quase tudo nesta vida, e que um suíno a utilizar uma trotinete não me provocaria um espanto por aí além.









Quem me ligou, claro está, foi a besta da minha antiga entidade patronal.

Miséria

Do Benfica nem vale a pena falar, pois não?

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

#NãoSejasInácio

O pessoal que habita no Ergástulo não é muito dado a festas.
A bem da verdade, não é NADA dado a festas, principalmente se meter patronato pelo meio. Pelo que jantar de Natal da firma, nem vê-lo.

No entanto, sendo a minha pessoa fervorosa adepta da quadra natalícia, não podia andar pela rua fora sabendo que não ia haver festejos de Natal no sítio onde se exerce a profissão (e agora pareceu mesmo que trabalho numa esquina a vender o corpo. Adiante).

Bem que se insiste com os confrades, mas não se recebe mais retorno que uns ligeiros esgares e uns sorrisinhos tolos. Primeiramente, até pensei que era por minha causa que não era boa companhia nem para as festividades natalícias. Depois lembrei-me que aqui cultivam o mau humor e que anda toda a gente permanentemente de trombas só porque sim. E quando não têm motivos para tal, logo surge alguém para lhos oferecer, pelo que nunca ninguém fica muito feliz por muito tempo.

Francamente, apeteceu-me abaná-los e mandá-los dar uma curva, enquanto fazíamos por aí um jantarinho, nem que fosse a comer sandes de panado e beber uma bejeca num tasco qualquer.


E depois lembrei-me do meu contacto, cujo nome consta do título deste miserável texto escondido entre uma punchline de origem duvidosa, que também passa a vida a insistir com toda a gente para se fazer e acontecer, para irmos e para voltarmos, para sermos e acontecermos, para sermos tudo e não sermos nada e, no fim de contas, já ninguém diz nada. Há paralelismo porque, num lado, já ninguém consegue ver isto à frente e estar mais um minuto que seja, mesmo que em ambiente diferente, rodeado do mesmo peso sobre a cabeça é um autêntico sacrilégio; no outro, já ninguém consegue ouvi-lo sequer sem querer puxar de uma arma e acabar-lhe com o sofrimento.

Moral da história: não vale a pena forçar. É deixar ir, que se resolve por si.
Sobrevivi aos encontrões, empurrões, porrada e falta de civismo de ir às compras de Natal no mês de Dezembro.

Depois de uma manhã muitíssimo produtiva no que a ganhar nódoas negras diz respeito, lembrei-me porque é que há anos que comecei a fazer as compras desta época em Setembro.


Bolas, ninguém merece...


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Zé Pedro 1956 - 2017

Dias terríveis são aqueles em que morre um músico.

Dias terríveis...

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Coisas Que Vejo Por Aí # 46

Certo é que, mesmo com uma vida profissional muito mais preenchida do que nos tempos em que trabalhava para uma besta de carga algures na comarca de Lisboa Oeste, a verdade é que ainda tenho algum tempo em mãos que gosto de mandar janela fora.
Que é como quem diz, nem sempre parece que tenho o que fazer.


Posto isto, apraz dizer que encontrei uma base que até é catita.
Boa.
Porreira, vá.
Mesmo fixe, ao fim e ao cabo.


Andava eu na minha eterna demanda "preciso-de-uma-base-mas-não-me-apetece-gastar-40-euros-na-MAC", quando dei com os olhos nisto:



Pensando que poderia ser uma péssima ideia tendo em conta que a minha pele é, básica e friamente, uma trampa que reage mais depressa a um produto químico do que os atrasados mentais que comentam notícias reagem a uma notícia sobre o Sócrates, resolvi arriscar. Essencialmente devido ao preço da dita, que não me faria chorar amargamente o dinheiro derramado inutilmente.

Eis que surge a surpresa.

É magnífica. Não durará as 25 horas que a embalagem promete, mas anda lá muito perto. A cobertura não é total como anunciado, mas quase. Não pesa. Não é oleosa. Não tem um cheiro activo por aí além. E, como já referido, o preço é para lá de espectacular: € 10,65.
Porém, o requisito essencial para a minha pessoa: tem um tom de cadáver (mais claro que o ivory) que assenta como uma luva nas minhas trombas, o que, para uma base de supermercado, é de se lhe tirar o chapéu.

Claro que não é uma base de qualidade profissional, por assim dizer. Está longe do acabamento acetinado ao toque e mate de uma base 'poderosa' (no rosto e na carteira). Obviamente que a cobertura total é um bocado relativa, principalmente quando comparado com outras marcas (assim de repente, com o Pro Longwear Nourishing Waterproof, da MAC - quase me caiu o braço por ter de escrever um nome tamanho - ou o miraculoso Dermacol), mas não está nada mal para o preço e segmento.

Adoro-a e cheira-me que vou ser muito feliz com esta pequena pérola de pobreza recentemente descoberta.



Agora que já espalhei ao mundo que sou uma indigente que não perde uma pechincha, daqui a nada, é ver-me a coleccionar cupões em dossiers, já posso voltar ao trabalho.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Meanwhile in Ergástulo - Parte Sétima

O meu patrão é tão velho, mas tão velho que quando se refere ao subsídio de Natal, diz que é uma lembrança.
Tal como a minha Avó dizia, lembrança de Natal.

Só faltava dizer que é pouco mas é de boa vontade, como se diz lá para aquelas terras de Sintra.



Estou rodeada de avestruzes ébrias.
Levantar de madrugada para ir fazer julgamentos - literalmente - para detrás do sol posto também tem a sua beleza.

Vão-se Foder Também Resulta

Para todos os atrasados que tenho o azar de defender em processos-crime que não ouvem o que lhes é dito, que não querem saber de nada, não têm medo de nada mas no fim choram como uns putos quando o juiz faz cara de mau:


terça-feira, 14 de novembro de 2017

E com esta brincadeira toda estamos a pouco mais de um mês do Natal e a minha pessoa, normalmente tão expedita e tão despachada neste departamento, não comprou um único presente.

Bem, é mentira, comprei um, mas já foi há tanto tempo que não tenho a certeza se não o terei incorporado nas minha coisas...

Portanto, chegamos quase ao fim de mais um ano concluindo aquilo que já venho concluindo há 10 anos a esta parte: estou velha e acabada.
O próximo passo é ver-me nos centros comerciais no dia 22 de Dezembro, qual velha que não tem mais nada que fazer senão andar no meio da confusão, a comprar a primeira merda que me aparecer à frente para despachar a coisa.

Tristeza...

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Doce Sabor

Não será certamente segredo para ninguém que me custou horrores sair da espelunca antiga maioritariamente por causa das pessoas que deixei para trás. Particularmente, uma pessoa, a minha companheira de desventura e infortúnio em terras da Mitra Land.

Não será, também, certamente, segredo para ninguém que recentemente trouxe para o Ergástulo essa pessoa que me fazia mais falta, mais que não seja porque o publicitei aqui.

Numa feliz coincidência, acaso do destino e golpe de sorte, houve falta de pessoal. Assim que pude, fui buscá-la, e agora somos companheiras jurídicas na Metrópole.

Porém, é preciso também esclarecer devidamente, não foi só pela bondade do meu coração que o fiz nem somente pelo gosto de trabalhar ao lado dela, enquanto profissional.

Também o fiz por satisfação pessoal.

Pela desforra.

Por vingança, vá.

Sempre achei que o que aquela gente merecia era ficar sem ninguém de um dia para o outro, esperando que quando se vissem sozinhos pudessem repensar as suas condutas.
Sempre achei que já que não queriam saber das pessoas para nada e, para eles, não éramos mais do que um peso na estrutura, um custo que era preciso eliminar, mas valia fazer-lhes logo o serviço e bater com a porta.

Sempre achei que o que eles mereciam mesmo era, vá, foderem-se à grande.

Pelo que ouço, está mesmo a acontecer, a foda é de facto grande.



Não serei directamente responsável por tal evento. Talvez indirectamente. Talvez, só.





Não conseguem ver, mas tenho um enorme ar de satisfação ao escrever estas últimas linhas.


Não presto.

Um Ano de Rebento

Isto tem andando tão mau que até deixei passar uma data importante.

Há coisa de um ano (e vinte e quatro dias), depois de uma saga com as 29 horas mais dolorosas da minha existência, nasceu um bebé, parecido com um torresmo, mas a coisa mais fofa da vida.

Desde esse dia até agora, tem governado a minha vida de um forma incrível. É um caminho um tanto sinuoso, mais para os pais do que para os filhos, com constantes dúvidas, angústias e medos, mas numa constante aprendizagem no que a procedimentos infantis diz respeito. Já não se imagina a vida sem aquela coisa ruiva a mexer em tudo e a correr atrás de nós para onde quem que vamos.

Deu-me uma riqueza interior enorme que nem sabia existir e tem-me ensinado muitas coisas, daquelas lamechas e melosas, que não vou descrever porque já estou quase em coma de açúcar.

Tem sido uma viagem impressionante.
Suspeito (e espero) que seja assim durante muitos, muitos anos.


Lá porque a Judicatura nos bate fortemente na cara que nos deixa incapacitados não quer significar que nos deixe mortos para o mundo.

Vamos lá acabar com esta letargia da porra!

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Isto é uma Vergonha!!!

Quase um mês sem pôr aqui os pés!
Mas que é isto??

Isto, meus filhos, é a judicatura a atingir em cheio nas trombas, com o seu punho de aço, o jurista incauto e francamente estúpido, que julgava que vir trabalhar para a metrópole era equivalente ao regabófe de trabalhar na província.

Ora toma lá, que é para abrir a pestana.

Enquanto isso, feliz dia das bruxas.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Então e as Autárquicas? - Longas Notas

A CDU perdeu a Câmara de Almada.
Depois de 41 anos à frente dos destinos da cidade, a CDU perdeu a Câmara.

Ninguém queria acreditar, ainda está difícil de crer, mas a verdade é que sucedeu. Foi renhido, vai ser uma governação igualmente renhida, mas aconteceu. O PC já não domina em Almada. 213 votos fizeram a diferença. As pessoas não quiseram mais ver o mesmo estilo de governação. Estavam fartas, saturadas, incomodadas e chegou a hora da mudança.

Mas não só.

O PC perdeu Almada porque, básica e essencialmente, esteve-se borrifando para as pessoas.
E esta é, tão só e tão simplesmente, a verdade.

O PC não quer, desde há uns anos a esta parte, saber dos munícipes para nada.
Para eles, são números, são votantes, são eleitores, são um meio para atingir o seu fim. Não lhes interessa se as pessoas estão bem, se as pessoas têm queixas, se as pessoas estão felizes. Interessa-lhes os números, os comícios, as festas, a cultura para dar e vender.

O PC não quis saber dos munícipes.
Não quis saber do munícipes quando aprovou aquele regulamento municipal de estacionamento vergonhoso, não quis saber quando criou a ECALMA que comete ilegalidades a eito com toda a gente a assobiar para o lado, não quis saber quando esta mesma empresa rouba os munícipes que nem sequer têm um lugar de estacionamento quando chegam a casa depois de um dia de trabalho.

O PC não quis saber se a ECALMA perturba ou não os seus munícipes porque esta fornece ao município uma receita astronómica com uma fonte inesgotável: o bolso do cidadão.
Quando, em debate, se chama a atenção para este facto e a resposta do Presidente em exercício é eu também sou multado, estamos perante um governo surdo e uma governação fraca e miudinha. Tanta coisa com o povo e os trabalhadores para quê?, os trabalhadores que estão fora 12 horas por dia porque estão, vá, a trabalhar, chegam a casa e metem os carros onde o sol não brilha sob pena de terem que pedir a insolvência por causa das multas que têm para pagar. O que é isto, senão uma valente borrifadela para o eleitor?!

Da mesma forma, não quis saber dos munícipes quando as calçadas estão todas esburacadas e ninguém as conserta. Tanta coisa com a protecção da terceira idade, mas todos os dias caem idosos na rua por causa dos buracos.
A mesma coisa com os buracos na estrada, as passadeiras mal assinaladas, os sinais de trânsito escondidos, os semáforos loucos o trânsito medonho dentro da cidade porque está toda a gente muito ocupada a levar os velhos a passear e a dar livros da escola primária aos putos (que agora são gratuitos para toda a gente, cortesia do Ministério da Educação).

O PC não quis saber dos munícipes quando a recolha do lixo não funciona e quando não há ecopontos senão a cada 5 km. Mas o importante é criar uma maratona qualquer que fecha as entradas e saídas da cidade durante um dia inteiro e depois cria, por sua vez, um trânsito acumulado de 6 horas para quem?, para quem vive em Almada, pois claro.

O PC não quis saber dos munícipes quando colocou pontos de recolha com sacos para dejectos dos animais a cada 10 km, para que as pessoas que têm animais os possam levar a passear e fazer o asseio dos bichos. Não, não senhor. O importante é gastar dinheiro a colar 15785 cartazes a anunciar os próximos dias de espectáculos que todos os dias passam por Almada, enquanto os munícipes passam por um mar de merda para atravessarem a estrada.

O PC não quis saber dos munícipes quando decidiu que era mais importante colocar postes com vasos de flores que gastam rios de água para serem regados do que rever a politica de iluminação ou ponderar construir mais um centro de saúde. E não me venham cá dizer que não há cabimento... Almada é um município com superavit, há dinheiro para tudo e mais um par de botas, mas só para aquilo que o PC entendia.

Há que dizer que a oferta cultural é francamente boa. Em Almada, ninguém se aborrece. Teatro, dança, festivais, música, concertos, you name it. Tudo isto a Câmara patrocinou, incluindo o Sol da Caparica. Tudo o que o povo quiser para entreter, o povo tem. Pão e circo, meus amigos, pão e circo.

Agora, acabou-se. O povo e os trabalhadores, como lhes chamam, estão fartos de gente que não quer saber deles.



Um última nota que, no meu humilde entendimento, só vem demonstrar, mais uma vez, que o PC vive na redoma da sua própria realidade e que segue em frente, sempre e sob qualquer circunstância, sem olhar às consequências, sem retirar uma lição, sem reter qualquer aprendizagem de tudo isto:

Camarada Jerónimo, que atitude feia nesse seu discurso da noite anterior... Um discurso ressabiado, invejoso, rancoroso e ligeiramente infantil.
Quem perdeu não foi o PC, foram as populações. Quando correr mal daqui a 4 anos, vão chamar o PC de volta para endireitarem as coisas. O PC saiu vitorioso, apesar de perder 10 câmaras.
O que é isto? É esta a vossa versão de perder com dignidade? Não sabem reconhecer os erros?

Mais: o senhor discursou por volta das 22h com estes dizeres poucos educados, mas ainda assim, enigmáticos dado que ainda não era conhecido o resultado da votação.
Mas o Camarada sabia.
Sabia o que se tinha passado em Almada. Sabia, porque esses recadinhos de amor eram dirigidos à população de Almada.
Sabia, mas não quis assumir, deixando isso para mais tarde, para os comunicados tardios. Não faltou a coragem para mandar a farpa, mas para dizer a toda a gente que tinham perdido o bastião da Margem Sul, já não se é tão corajoso. Uma pena, Camarada, uma pena. E digo isto com genuína lástima, que sou de esquerda e custa-me ver a esquerda a fazer figuras tristes.

O PC perdeu Almada porque não quis saber dos munícipes. Durante anos, fomos ignorados e maltratados.


Chega, agora, a hora da mudança. Espero que quem agora chega saiba honrar o voto de confiança e, sobretudo, honrar os munícipes.


Então e as Autárquicas? - Breves Notas

- Basílio Horta ganha maioria absoluta em Sintra (minha bela terra) depois de uma campanha nojenta levada a cabo pelo Dr. Marco Almeida que só soube fazer política pela maledicência e pela calúnia. Maneiras que enfiou a bandeirinha debaixo do braço e foi embora depois da derrota estrondosa, levando com ele todos os reaças que o acompanhavam. Chupem!!!

- Parece que o PSD levou uma senhora abada pelas trombas abaixo...

- Fernando Medina ganhou sem maioria, mas ninguém ficou lá muito ralado porque a noite foi de festa para o PS.

- A Cristas parecia que tinha ganho a Presidência da República.

 - Passos Coelho não sabia onde se enfiar.

- PS venceu em Almada depois de 41 anos de governação comunistas (esta merece um post autónomo, que seguirá dentro de momentos).

- Mesmo assim, ainda houve mais de 40% de abstenção, o que não deixa de ser um bocado vergonhoso.

- Foi, sobretudo, uma noite cómica, em especial para o PSD. (tomem!!!!!!!!)

27.09.14 (pelo atraso, me penitencio)


Há 3 anos comemos excelentemente, dançámos excelentemente, festejámos excelentemente.
Foi um dia memorável.
Como memoráveis têm sido os dias desde então.
Para comemorar, a little sushi no sítio do costume, que mudou de sítio (que ironia...) mas continua do melhor.
Tenho andado um bocado ocupada.
A judicatura atingiu-me com o seu punho de ferro em cheio nas trombas e todo o tempo que tenho é, ao contrário do que foi apanágio durante anos, exclusivamente para trabalhar.
Até tinha algumas coisas giras para partilhar, mas tudo a judicatura consome.

Foda-se mais a isto.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Eu e Ela Temos Uma Música; Quão Paneleiras Somos?




Digamos que isto vai merecer um post mais pormenorizado, mas para já é preciso salientar que há uma casa jurídica algures na Mitra Land que vai ficar mais pobre, mais vazia e mais sozinha com outro elemento a menos.

E, apraz dizê-lo com grande orgulho, sou responsável por isso.
Debrucemo-nos hoje sobre uma temática que parece ultrapassada: pedir cigarros a desconhecidos.

Parece que hoje em dia isso já não acontece, porque ninguém fala com ninguém na rua, anda tudo metido dentro do seu próprio casulo e não é dado a grande falas. Até porque é perigoso andar pela rua fora a falar com gente que não se conhece, lá nos ensinavam as nossas avós e mães.


Pois que é mentira.

Não que seja uma coisa que aconteça frequentemente, é verdade, mas ainda vai sucedendo. Pessoas que não se conhecem de lado algum vão ter umas com as outras em plena rua e descaradamente pedem cigarros.

Há, no entanto, que fazer a distinção entre o tipo de pessoas que o faz - e isto, atenção, sem qualquer desprimor ou discriminação.
Há os denominados mitras, drogados e sem-abrigo. E depois há as outras pessoas, as ditas normais.

Quanto às primeiras três categorias, uma pessoa dá cigarros, um ou mais, até era capaz de lhes dar o maço todo só para não correr o risco de levar uma chinada ou ver a carteira e o telemóvel serem confiscados.
E, diria eu, estas são as únicas categorias que têm direito a pedir cigarros a desconhecidos. Porque, coitados, tenham ou não posses para comprar cigarros, não sabem mais do que isto e não é possível ensinar-lhes mais porque isso levaria provavelmente uma vida inteira de reclusão a tentar recuperar o individuo para o integrar na sociedade.


Agora, os outros, tenham paciência, mas vão bardamerda. Os cigarros custam dinheiro - bom dinheiro, a bem da verdade, são para consumo próprio e querem-se intransmissíveis. Não são para dar a pessoas que não se conhecem e apenas porque não lhes apetece gastar dinheiro. A lata e o descaramento que não são precisos para se ir pedir uma porra que custa um dinheirão a pessoas que não se conhece de lado nenhum... E só o fazem porque sabem que o primeiro instinto de uma pessoa civilizada é dizer que sim, a bem da educação. Portanto, são pedinchões e oportunistas.

Cabrões.
Vão-se matar.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Um pequeno recado à campanha do CDS e da sua candidata à presidência da Câmara Municipal de Lisboa: ainda bem que têm noção dos problemas da cidade. É muito positivo tendo em conta o objectivo final e o cargo para o qual se concorre. 
De facto, o trânsito intenso é um problema gigante desta cidade e, ainda para mais, sem fim à vista, pois que a cidade, apesar de de dimensão razoável, torna-se pequena face ao número de animais que nela circulam todos os dias e que entopem todas as vias possíveis e imaginárias.

Portanto, acho muito bem que chamem a atenção para o facto de termos uma selva em vez de tráfego e acho muito bem que ganhem pontos junto dos vossos eleitores com este tipo de iniciativas.

Mas também acho que só mesmo os vossos eleitores é que estão para vos aturar.


Porque fazerem parar o trânsito com uma mini-manifestação/campanha eleitoral contra o trânsito parado, desculpem lá, mas é só estúpido e raia a falta de chá. Resolvem o problema como exactamente, se o estão a alimentar?!



Apetece-me Grandemente Ser Porca #62

A cara do moço que, esta manhã e no meio de uma rua cheia de gente, me estendia um panfleto da candidatura do CDS à Câmara Municipal de Lisboa quando lhe disse não, nem pensar foi absolutamente impagável.

Talvez tenha sido um bocado bruta, pronto.
Mas achei que era melhor e mais sincero do que aceitar o papel e depois andar dois passos, amarrotá-lo e fazer com ele tiro ao alvo aos pombos, que isso também não se faz.

Foi assim, e mai' nada.

Coisas Que Vejo Por Aí #45

Estou francamente desiludida.
Costumava depositar a minha inteira confiança nestes pincéis da Real Techniques.

Até agora, que me deixaram com uma amostra parecida com um passevite em dias de TPM, com uma cratera aberta no meio como se fosse uma entrada directa para o inferno.

Tenho montes deles e, até agora, nunca me tinham deixado ficar mal. Sempre achei que a relação qualidade-preço era fantástica e que faziam excelentemente o trabalho que lhes competia.
Até agora.

Comprei este pincel há relativamente pouco tempo e vou ter de o deitar fora porque já não se aproveita nada.
Nada.
Mas é que mesmo nada.
Esperava isto de um pincel pobretanas ou de marca duvidosa (agora que penso nisso, tenho há anos uns pincéis que comprei na H&M que estão para as curvas...), mas não de um Real Techniques.

É um dia muito triste.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Nada a Fazer XXIV

Toda a gente tem um guilty pleasure que tem algum prurido em confessar.

Isso é facto assente.

Qualquer coisa que gostem de fazer mas que parece parvo ou estúpido ou foleiro e por isso faz-se na mesma, mas às escondidas de toda a gente para que ninguém fique a saber quão parvo, foleiro ou estúpido se é.


Um bom exemplo de guilty pleasure é a Taylor Swift.
Há uma idade até à qual não faz mal ouvir Taylor Swift, é clean, é levezinho, não exige muito do cérebro. Isto até uma certa idade; pessoa alguma com mais de 17 anos gosta de admitir que ouve Taylor Swift, que é mega-fã e que compra todos os álbuns e que certamente iria ao concerto, se a moça passasse por cá. Não sucede. Porque Taylor Swift tem um público alvo (pitas, obviamente) e as músicas reflectem os dramas da idade da parvoíce melhor que ninguém. Mas a partir de uma certa idade já há algum pejo em dizer que se ouve uma senhora que só sabe escrever sobre gajos que são uns ursos sem moral nem coração e que a deixam para ir espalhar o seu charme para outras paragens sem deixarem número de contacto.

Outro bom exemplo são os danoninhos; ah e tal são para os putos, mas vejo muita velha a levar os danoninhos para casa escondidos nos sacos das verduras, que o colesterol e os diabetes enganam-se melhor se forem introduzidos alimentos verdes na dieta juntamente com iogurtes cheios de gordura.


Toda a gente tem guilty pleasures. Uns mais embaraçosos que outros, uns mais parvos que outros. Não significa que moldem a personalidade da pessoa, mas também não diz propriamente bem dela.



O meu guilty pleasure é o Dwayne Johnson.


Pode parecer uma coisa simples, mas demorei muito tempo - anos - até conseguir dizer isto sem ter vontade de me atirar de uma ponte, tamanho o embaraço.
Sempre será melhor que roubar, prostitui-me ou andar por aí a apanhar beatas do chão para as fumar, claro. E sempre será melhor que ouvir missa, comprar um aileron para o carro ou fazer uma tatuagem no fundo das costas, obviamente. E isto com todo o respeito (a bem da verdade, sem respeito nenhum, mas não se podem ferir susceptibilidades gratuitamente) por quem faz estas coisas todas.

Mas eu sou uma pessoa que tem a mania que tem critérios elevadíssimos, com a mania que tem ideias elevadíssimas e esta coisa de gostar do mesmo que a ralé faz cair os parentes  na lama, como diz a minha ilustre mãe.

Durante anos, achei um piadão descomunal ao homem, mas fui sempre negando até à exaustão. Vi sempre pelo rabo dum olho todos os filmes que passam na televisão em que entra o moço, exceptuando os velocidades furiosas desta vida que isso não consigo, peço desculpa. Volta não volta, até dava um saltinho pelas redes sociais do gajo, só para ver o que se passava por ali. Mas nunca admitia isto em voz alta, sob pena de parecer filha da freguesia de onde sou natural e isso, mais uma vez, faria cair a minha dignidade numa imunda pocilça.

E é preciso explicar que nem eu própria sei de onde vem este fascínio...

Odeio carecas (tema excelente para outro post), não sou grande apreciadora da beleza africana, detesto gente com mais músculo nos braços que a largura da minha cintura. No entanto, todos estes factores em Mr. Johnson culminam numa mistura estranha e, porém, agradável à minha vista. Não percebo, a sério que não me percebo a mim própria. E, tendo em conta os espécimes aos quais habitualmente acho piada, é deveras estranho. Não há cá guedelhas porcas, nem barbas de 15 anos, nem falta de banho. Não há dentes tortos nem pronúncias britânicas deliciosas, não há nada disso.
E no entanto entortam-se-me os olhos de cada vez que olho para o gajo.

Coisa mais estranha.
E ligeiramente embaraçosa.

Lá está, guilty pleasure...

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Leituras ... Qualquer Coisa Serve


Este foi particularmente penoso de acabar.
Não só porque entretanto chegaram as férias e, contrariamente ao que me é costume, não li uma única linha que não fosse dos rótulos das garrafas de cerveja ou os avisos tenebrosos nos maços de cigarros, mas também porque a própria obra não é, nem de perto nem de longe, das mais chamativas que alguma vez li.

A temática é muito interessante e está cheio de pormenores ricos, acontecimentos reais e é salpicado por laivos de comicidade geniais.
No entanto, a personagem principal é amiúde aborrecida, demasiado cheia de si e dono de uma arrogância que chega para o leitor desejar que fosse atropelado por uma manada de gnus.

O facto de o autor usar linguagem rebuscada e muitas vezes fora do contexto e da época relatada, juntamente com a tendência de usar 7 ou 8 parágrafos para descrever por outras palavras o que já escreveu logo na primeira linha é desesperante e dá vontade de atirar com o livro pela janela até ir parar ao Nilo.

Podia ser melhor, vá.

Coisas Que Vejo por Aí # 44

Hoje, ia a minha pessoa descansadinha a andar pela rua, em direcção ao Ergástulo, quando se me salta ao caminho um senhor com cara de totó, muito contente, cheio de alegria e vitalidade e me oferece um Bollycao de caramelo que, parece, é a última invenção dos senhores que fazem Bollycaos.

Aceitei, claro, contrariamente a todos os ensinamentos da minha Avó e da minha Mãe, que estavam sempre a ter a certeza que eu não aceitava nada de ninguém, basicamente porque sou pobre e gosto de borla mas, e principalmente, porque tenho alma (e corpo) de gorda e tudo o que vier parar ao pé de mim, morre por deglutição.

Porém, que nem tudo são rosas, e se fosse não haveria post, o raio do Bollycao não tinha cromo.
Como assim, não tinha cromo?

Não tinha cromo, estou a dizer!

Há quanto tempo é que não há cromos no Bollycao? Desde quando se instalou este flagelo? Como ousam estragar as ilusões de infância de uma pessoa que passou muitas horas da sua vida a coleccionar cromos do Bollycao?

Estive quase para voltar para trás e pedir um com cromo, mas já estava uma grande fila de gente a pedir bolos ao homem como se não comessem desde a última Páscoa, maneiras que vim embora verdadeiramente desiludida, ainda a pensar se devia mandar com o Bollycao à cabeça do homem ou comê-lo de uma assentada.

Ganhou a segunda hipótese.

Não sei como vou conseguir aguentar mais de um ano até à próxima e última temporada...

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Coisas que Vejo por Aí #43

Desde que houve uma alma caridosa e ligeiramente alentejana que me deu a dica, tenho andado a rondar a Primark como uma louca (mais do que habitual, leia-se) à espera de ver a famigerada colecção das mais variadas coisas subordinadas à temática Harry Potter.

A bem da verdade, não me interessava metade da cangalhada apresentada, apesar de reconhecer que se tratam de coisas giras; o que me interessava eram essencialmente as canecas que pudessem existir na colecção.
Mais especificamente uma com três pezinhos minúsculos, uma bordinha de caldeirão, toda preta.

Assim que bati os olhos nela, quis logo tê-la, mais que não fosse porque era amorosa.


Maneiras que andei, e andei e tornei a andar às voltas por aquele armazém enorme à procura da dita caneca, que não estava em lado nenhum. Já estava quase a desistir quando a vi, escondida no meio de uns pijamas foleiros. Obviamente que a trouxe, lavada em lágrimas e extremamente emocionada com o achado.

Também não será tanto assim. Mas gostei imenso dela e conto, a breve trecho, ir buscar mais uma ou duas para poder ter uma chávena paneleira no escritório.

Não é tão linda??


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Meanwhile in Ergástulo - Parte Sexta

Nesta casa, ninguém vê nada, ninguém quer saber de nada, ninguém está preocupado com coisa nenhuma, nem sem os trabalhadores têm todas as condições que necessitam para trabalhar.
Mas durante o fim-de-semana põem-lhes teclados novos nos computadores, já que os velhos têm teclas que não funcionam e outras com vida própria. E isto sem receberem nenhuma dica nem queixinhas nem nada do género.

O que quer dizer que vieram para aqui espiolhar e acharam que não o poderiam fazer convenientemente com um teclado que não funciona.


De outra forma, como poderiam eles bisbilhotar as minha merdas e perceber que não ando a traficar informações nem clientes às escondidas?

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Lenine

Há um ano atrás fiquei sem o amigo mais querido que alguma vez tive.

Passado um ano, estou igualmente vazia, igualmente triste, igualmente sentida.
Continuo sem perceber o que se passou; num momento, estava tudo bem. No seguinte, estava a despedir-me dele.

Resta-me o conforto das memórias, esperando que tenha sido boa o suficiente para lhe ter proporcionado uma vida confortável e feliz.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

I'm Done

Ser pobre também é viver no espírito miúdinho e hipócrita de não poder ir mais além porque sabemos que, no fundo, não merecemos.

Aquela aura de coitadinhez medrosa que é intrínseca a quem não conhece mais do que a vidinha honrada pega-se às nossas peles e entranham-se nas nossas mentes de forma a que não consigamos viver as nossas vidas sem que haja uma nuvem invisível permanentemente sobre as nossas cabeças, que nos obriga a mantê-las bem baixinhas para não haver estragos nem aventuras.

E isto é-nos incutido desde pequenos. Não faças isso que é perigoso, não faças planos porque não sabes se é certo, não te rias de manhã que à noite estás a chorar, muito riso pouco siso, não se ri muito que é sinal de ventania, não dês um passo maior que a perna, isso não é para ti, sonhas muito alto, quando maior é a subida maior é a queda.
Podia continuar aqui o dia todo com aquelas frases lapidares das mães e das avós que, educadas assim, não conhecem outra realidade e insistem em transmitir estes valores judaico-cristãos aos filhos e netos, não sabendo que os estão a condenar a uma vida de infortúnio porque, no fim de tudo, no fim do dia, ou é pecado porque ofende a modéstia que um qualquer deus quer para nós ou não merecemos porque é bom demais e as coisas boas nunca acontecem a mais ninguém a não ser aos outros.

A filosofia da nova era encontrou formas de contornar esta realidade e faz proliferar outros chavões igualmente bacocos como não, não, o sonho é que é, quem sonha sempre alcança, quem luta sempre consegue, luta, batalha e conseguirás, não desistir, não deitar a toalha ao chão, procurar alternativas, lutar e persistir, insistir e todo um chorrilho de vazio contente e que vende milhares de livros de auto-ajuda para quem só está bem a olhar para o que não existe.

No entanto, a educação que nos foi dada é a base de tudo o que acabamos por ser.

Por isso, por mais frases feitas que se leiam e postem nas redes sociais, acabamos por nos conformar com o que de mau nos sucede e aceitamos, de cabeça baixa, porque somos pobres, principal e essencialmente de espírito, mas somos muito honradinhos, lavadinhos e humildes, e isso é que conta.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

I'm Fine


Outra Vez Isto




 Não está mal, não está mal...

About Last Night


Acalmai as vossas passarinhas exaltadas.

Não haveis lido Os Maias?
Não haveis lido Tieta do Agreste? (este sim, o romance entre tia e sobrinho)

Não sabeis que nem sempre os laços de sangue são impeditivo de umas boas e grandes cambalhotas?

Quer dizer, tudo contentinho e mais não-sei-quê por causa do Jon & Daenarys durante sete temporadas e agora é só mostrar nojinho?

Tende paciência!


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Maneiras que uma pessoa volta e está ligeiramente frio, ligeiramente enublado, ligeiramente cheio de gente por todo o lado que tudo o que é cabrão já voltou de férias e anda na rua a encher tudo e a atropelar toda a gente e dá com o escritório mais vazio que aqui o pessoal aproveitou as férias para dar o grito do Ipiranga e nunca mais cá pôr os pés.

E é isto, basicamente.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Como nem tudo no Égastulo é mau, lá me deram uns dias para descansar.

Maneiras que vou levar o queixume para outros sítios e, daqui a nada, já estarei de volta, que o tempo bom nunca dura porra nenhuma.
 


 Nem vou tecer comentários acerca do aspecto e da indumentária dos músicos, que as imagens falam por si.

Cá está, no entanto, um cover bastante decente.


Isto é aquilo que costumo apelidar de música betinha, mas não deixa de ser um cover interessante.
O terror não tem fim. 

E, desta vez, é mesmo aqui ao lado.