terça-feira, 29 de agosto de 2017

Outra Vez Isto




 Não está mal, não está mal...

About Last Night


Acalmai as vossas passarinhas exaltadas.

Não haveis lido Os Maias?
Não haveis lido Tieta do Agreste? (este sim, o romance entre tia e sobrinho)

Não sabeis que nem sempre os laços de sangue são impeditivo de umas boas e grandes cambalhotas?

Quer dizer, tudo contentinho e mais não-sei-quê por causa do Jon & Daenarys durante sete temporadas e agora é só mostrar nojinho?

Tende paciência!


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Maneiras que uma pessoa volta e está ligeiramente frio, ligeiramente enublado, ligeiramente cheio de gente por todo o lado que tudo o que é cabrão já voltou de férias e anda na rua a encher tudo e a atropelar toda a gente e dá com o escritório mais vazio que aqui o pessoal aproveitou as férias para dar o grito do Ipiranga e nunca mais cá pôr os pés.

E é isto, basicamente.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Como nem tudo no Égastulo é mau, lá me deram uns dias para descansar.

Maneiras que vou levar o queixume para outros sítios e, daqui a nada, já estarei de volta, que o tempo bom nunca dura porra nenhuma.
 


 Nem vou tecer comentários acerca do aspecto e da indumentária dos músicos, que as imagens falam por si.

Cá está, no entanto, um cover bastante decente.


Isto é aquilo que costumo apelidar de música betinha, mas não deixa de ser um cover interessante.
O terror não tem fim. 

E, desta vez, é mesmo aqui ao lado.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Meanwhile in Érgastulo - Parte Quinta

 - Ora, ela diz que se chama Cátia, mas toda a gente sabe que o verdadeiro nome dela é Cátilene. - diz ele com um ar de desprezo e nojo pelos pobres que têm que inventar um nome que não têm para parecerem mais interessantes.

Nada a ver com ele, cruzes credo!, que não usa um apelido a fingir que é o seu nome próprio e não esconde de toda a gente que na verdade se chama Zé Manel.







Foi aqui que vim parar.
Parece que houve um mini-terramoto hoje, às 7h44 da matina, que se sentiu em Lisboa e arredores.

A minha pessoa não sentiu absolutamente nada. Se calhar até senti, mas tomei o tremor por um dos peidos do meu herdeiro e não pensei mais na coisa.

Talvez a Margem Sul não conte como arredores de Lisboa.
É, Loures é que é...
Blue Monday sempre exerceu sobre mim um fascínio descomunal. Foi a melhor invenção dos New Order e não me canso nunca desta melodia.

Há uns valentes anos, quando saiu o cover dos Orgy, lembro-me de ficar agarrada ao rádio, à espera que dissessem o nome da banda depois da música passar.
Sou capaz de passar um dia inteiro - como aliás jhá aconteceu - a ouvir a música em repeat. Não sei explicar o que é que a música tem, sei que se me entranha pelo ouvido até ao fundo do cérebro, fazer-se o quê...

Por isso, é com grande alegria que constato que por essa web fora proliferam covers, de todos os estilos possíveis, desta música maravilhosa.

Creio que vou pespegar aqui, futuramente, o melhor que o Youtube tem para oferecer.

Comecemos por esta, que é uma lufada de ar fresco:


segunda-feira, 14 de agosto de 2017



Em dias de profundo tédio e monótono aborrecimento, dou por mim a ver estes 50 segundos maravilhosos e o dia fica logo outro.

Somehow, I Knew It...

Spoiler Alert! (clicar para ver com mais propriedade esta pérola do episódio de hoje)

90% é um exagero descomunal, mas não deixa de ter um fundo de verdade, sim.

Ele Há Coisas...

... que não percebo. Nem quero perceber, a bem da verdade.


Qual é a necessidade das pessoas atenderem o telefone com a boca cheia?
Ou estarem a falar enquanto comem?
Acharão sexy o barulho da mastigação?
Creem decente que se fale e nada se perceba?

Cada vez que me deparo com um fenómeno destes lembro-me sempre daquela andorinha que fazia parte do meu patronato anterior, que adorava vir para o pé dos outros enquanto comia fruta.

Nada a dizer, fosse ela uma pessoa normal e com normas de socialização e educação interiorizadas. Mas não era.
Aquela mulher só sabia comer fruta a chupar a dita e a fazer um cagaçal de meia noite, sugando muito bem sugadinho qualquer pontinha de humidade que pudesse haver naquele pedaço de natureza. Lembro-me particularmente das pêras, que gostava delas madurinhas e cheias de sumo, para depois parecer um aspirador avariado a tentar puxar para o saco um quilo de pedras. Não raras vezes a apanhei nestes preparos a falar com clientes, não só pelo telefone, mas frente a frente, a mostrar a toda a gente como se comia no Paleolítico.


Pensava eu, na minha inocência, que era só ela que não tinha maneiras, que era bruta e provinciana e que só fazia aquilo porque, coitada, apesar do imenso mar de dinheiro que possuía, era bruta como as casas e, no fundo, uma matarruana de meter dó.

Pois que parece que não.
Afinal, em todo o lado há pessoínhas destas, porcas até à 15ª geração, que não sabem comer e gostam de vir ensebar o ar que os outros respiram com nódoas de pêssego e migalhas de pão.

Foda-se, que é demais...
Não é raro em vésperas de feriados, ainda para mais nos feriados que convidam a pontes, as cidades estarem desertas.
Hoje saí de casa e não vi uma única pessoa até chegar à estação.
O comboio ia tão vazio que até pude ocupar o lugar do lado com os meus pertences.
Isto não é, como disse, raro acontecer, principalmente nas cidades e terrinhas mais pequenas.

Mas isto também acontece em Lisboa, fenómeno para o qual não estava preparada. Lisboa deserta parece um cenário de catástrofe nuclear. Mesmo nos dias anteriores, Agosto no seu melhor, está muito menos gente, mas ainda assim, há movimento.

Hoje não.

Hoje não se ouvem carros, não se ouve buzinar nem se ouvem taxistas muito afoitos a chamar nomes aos transeuntes que gostam de passar para o outro lado da estrada à maluca. Não se ouve ninguém.
Neste edifício, tão cheio de vida, não se encontra vivalma.

Vim, pois, trabalhar para uma terra de zombies, o que me leva a maldizer a minha sorte por ser a única ursa que tem e vir trabalhar.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017



Nem sei porque fui eu lembrar-me de semelhante melodia.
Não faz muito o meu estilo (a bem da verdade, não faz nada o meu estilo) mas não soa mal.
Mesmo nada mal.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Coisas Que Vejo Por Aí # 42


Este amigo esteve comigo anos a fio, não sei bem quantos, mas se tivesse de apostar, diria mais de 5.

Tive muita pena de o acabar porque era um produto maravilhoso. Leve, brilhante q.b. e versátil, porque tendo pouca pigmentação permitia a sua aplicação como sombra, o que era deveras porreiro em dias de pressa.

Não sendo nada caro, torna-se uma verdadeira pechincha pelo tempo que durou.




Muito, muito bom.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Mantra

Não-usar-vestidinhos-vaporosos-em-dias-de-ventania.

Não-usar-vestidinhos-vaporosos-em-dias-de-ventania.

Não-usar-vestidinhos-vaporosos-em-dias-de-ventania.

Não-usar-vestidinhos-vaporosos-em-dias-de-ventania.

Não-usar-vestidinhos-vaporosos-em-dias-de-ventania.

Não-usar-vestidinhos-vaporosos-em-dias-de-ventania.

Não-usar-vestidinhos-vaporosos-em-dias-de-ventania.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Meanwhile in Ergástulo - Parte Quarta

Faz-me muita confusão que as andorinhas desta casa jurídica andem constantemente de semi-férias.

E o que é isto de semi-férias?
Nada mais simples do que ir de férias semana sim, semana não.


Juro que não percebo, a sério que não.
Qual é o gozo de passar dois meses em que não se descansa convenientemente e também não se trabalha por aí além?
Dizem que assim parece que as férias são maiores. Não percebo como. Cada vez que se vai de férias tem-se logo a sentença marcada de trabalho para a semana seguinte. Quem é que consegue desligar do stress neste esquema?

Qualquer dia também estarei inserida neste fim-de-mundo-em-cuecas mas até lá, passa-me completamente ao lado.

Na Senda da Senda

Quando leio ou escrevo a expressão "na senda de", lembro-me sempre da minha ilustríssima anterior entidade patronal, que odiava que escrevesse nas peças esta locução.

Dizia sempre onde é que você viu que isto se escreve ou quem é lhe disse que isto se usa ou, ainda, porque é que está a usar esta linguagem de polícia, achando que me ofendia profundamente ao comparar-me a um agente da autoridade. Mal sabendo, claro, que a polícia não usa esta expressão (para esses funciona o nomeadamente e o efectivamente, o derivado de e o das mesmas, expressões que ele próprio se fartava de usar) e que na senda de até se pode ler amiúde na jurisprudência e noutras literaturas jurídicas.

E isto vindo de uma pessoa que, a escrever peças processuais, dava erros gramaticais de meia noite e que se achava, simultaneamente, um poço da eloquência escrita e falada. Ainda tenho guardadas algumas pérolas dessa sabedoria ancestral e, qualquer dia, não tendo o que fazer, pespego com elas aqui.

Portanto, na senda do post anterior, que é, ele próprio, na senda de um outro post mais antigo, lembro-me disto e arrependo-me de todas as oportunidades que tive para o mandar abertamente para o caralho e não aproveitei.

#souestúpidaegosto