segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

'Momento Merda'


Desde há uns tempos para cá, de quando em vez, tenho aquilo a que secretamente designo por 'Momento Marido', assim chamado pelas ínumeras vezes que ouvi o meu ilustre cônjuge barafustar contra a estupidez e a frustração de trabalhar num sítio de merda, com gente de merda e a fazer merda o dia todo.

Porém, creio que denominei mal o acontecimento; não se trata de um eufemismo.
É mesmo literal, pelo que nunca poderia associar um momento destes aos momentos de desabafo da alma gémea.

É, antes, um 'Momento Merda'.
E o pior disto é que não vejo o fundo a este imenso e colossal pote de merda.

Saldos

Depois de ter prometido fechar a loja no que aos saldos diz respeito, encontrei estas beldades por uns míseros 9,99€.
Trocos por sapatos não é fugir ao prometido.
Pois não?

Qualquer Semelhança Com a Realidade É pura Coincidência - parte 21ª


Cinema Nº ... Coiso

Pesado e cru, extremamente bem realizado e com um desfecho ironicamente brutal.
Não é, porém, interpretação, por parte de Bradley Cooper, que mereça Oscar. O rapaz até é jeitoso, tirando o problema dos olhos demasiado juntos (que têm uma linda cor, não obstante), mas não é um actor por aí além. É digno de nota, sim, o facto de ter engordado uns 30kg e parecer um bisonte com uma cabecinha de alfinete. Mais do que isso, não.

Ganha pela carga emocional do argumento.

Perde quase tudo por terem usado uma porcaria de um boneco como bebé, que se nota à distância e, para um filme com as pretensões deste, é um enorme balde de água fria. Não que perceba grande coisa dos critérios para atribuição de nomeações a prémios cinematográficos, mas o facto de se ver que usam um adereço a fingir que é um puto, não deveria automaticamente pôr o filme fora das rondas dos prémios?!

Ca pouca vergonha...

Foda-se Mais a Isto

Isto tem andado um bocado mortiço, mas não é por falta de vontade.
É por falta de pachorra, mesmo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - Parte 20ª


Cinema Nº ... Coiso

Curto e grosso: uma merda.
Dá um sono terrível, tamanha a falta de acção.
Quando aparece finalmente alguma distribuição de fruta, os planos estão mal distribuídos e mal focados, mal se percebendo as imagens.
A história é profundamente estúpida e rebuscada.
Aquela miúda é burra que nem uma porta e só faz asneiras, dá vontade de pegar um machado e abrir-lhe a cabeça com ele.
Uma pena.
Terminou da pior forma uma saga que tinha tudo para ser imortal. Tudo estragado.

Mas o Liam Neeson continua cheio de saúde, mesmo velhote.

Cinema Nº ... Coiso

Interessante e bem estruturado.
Cumberbatch está esplêndido.
É esplêndido.
Muito bom.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O mês de Janeiro é mais ou menos como o peixe-espada: comprido e chato.
O tempo nunca mais passa, está frio como um burro, chove como se não houvesse amanhã e o final deste pesadelo não tem fim à vista.
Parece que o Natal foi há 500 dias, que estou a trabalhar há anos e que nunca mais se passa do meio do mês.
E ainda faltam duas loooongas semanas até esta merda ter fim.
Bolas, a sério??

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Globos de Ouro ( Os verdadeiros, não aqueles das Portas de Santo Antão)

Como o Grand Budapest Hotel e o Birdman ficaram bem classificados, resta descansar a vista na futilidade do aparato que rodeia a cerimónia.
Que é como quem diz: vamos desancar!

Ó esposa do Clooney, ilustre Colega, que luvas vêm a ser essas? Parecem umas que a minha avó lá tem em casa e que usa para ir à horta apanhar as nabiças. Estraga tudo, Ilustre, e é uma pena.

Não se aproveita nada, Sienna, desde o cabelinho nojentinho aos brocados esquisitos. Dass...

Nem sei o que dizer. Parece a Miss Albarraque 1987.

Ó Jessica, Jessica... Uma moça tão linda e tão formosa a vestir um saco do lixo com reflexos dourados... Francamente! Parece que tem umas ancas do tamanho do mundo; até dá um vislumbre de pancinha... Nope!

Até nem está mal, a Kate Mara, tirando ali aquele cinto que parece que foi comprado numa qualquer Stradivarius. Era só para ver se alguém também tinha reparado que esta gaja tem uma cabeça gigante em relação ao corpo... Não?

Toda a gente sabe que odeio adoro esta mulher. Portanto dá-me um especial gozo vê-la num vestido que poderia ter pertencido à sua avó ou até mesmo, quem sabe, adquirido na 'Futuro Encantado' que é uma loja do chinês aqui perto do estaminé. Aquele cabelo de cigana dá-lhe uma ar disso mesmo, a juntar ao ninho de ratos que deve ir ali por baixo daquela melena toda. Para além de que lhe consigo ver o nariz corrigido a bisturi e os olhos convergentes. E parece que tem 100kg. E era só isto.

Não sei o que vem a ser isto, mas a moça está grávida, por isso tem desculpa. Hormonas aos saltos e tal ...

Esta está absolutamente fantástica, como é apanágio dela. É só pela cara de enfado, que é impagável.

E vá lá ver se nos Oscars corre melhor.

Toda a gente diz que trabalhar com mulheres é qualquer coisa de terrível.
Por causa das intrigas, do diz-que-disse, das invejas e das implicâncias. E também por causa dos ataques de mau humor, que têm a capacidade de levar tudo à frente, principalmente naqueles dias denominados difíceis, em que as hormonas pegam em espingardas e arrasam tudo à sua passagem.
E é tudo verdade.

O pior é quando se tem um patrão que tem hormonas de gaja.


Cinema Nº ... Coiso

Dos mais brilhantes filmes que tive oportunidade de ver.
Excepcional.
Vale muito a pena.

É profundamente estúpido, mas ainda não parei de rir.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Absolutamente inqualificável.
Não há comentário possível.

Ainda na Senda dos Ódios

Qual é a necessidade de servir um café a escaldar?

Melhor, qual é a necessidade de, para além de servir um café a escaldar, ainda o mesmo café vir numa merda de uma chávena escaldada, que não foi pedida (porquê, senhores, porquê?!), quente como a puta que a pariu que fere não só a língua só pelo mais ínfimo contacto, mas os próprios dedos que pegam na dita puta de chávena??!

Foda-se, que é de mais!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Da Tristeza

Chegada há pouco das festividades, não tive oportunidade antes de ver o programa de fim de ano da 'Barca do Inferno'. Vi agora.

E só me apraz dizer que aquele ser que dá pelo nome de Manuela Moura Guedes não devia fazer comentário político.

Para além de lhe faltar a idoneidade para tecer opiniões acerca de assuntos que esta senhora considera praticamente dogmáticos, sabe-se lá porquê, deve ser por lhe faltar a seriedade jornalística que deveria ser apanágio para uma pessoa com a profissão de ... jornalista, tem uma espécie de surdez estúpida que a impede de se ouvir a ela própria a dizer disparates.

Podia ser hilariante, mas não. É só triste.
Muito triste.

Apetece-me Grandemente Ser Porca - 50

Aqueles que têm o azar brutal de comigo conviver de perto sabem que há uma coisa que odeio acima de todas as coisas que odeio, que são muitas e muito vastas, mas que esta, mesmo assim, consegue suplantar todas essas coisas: conversa de merda.

Odeio conversa de merda.
Odeio. Conversa. De. Merda.
Odeio.
Já disse que odiava conversa de merda?
Odeio conversa de merda.

Conversa tola, sem nexo, do falar só por falar, do falar a dizer só asneiras, falar das manias, peneiras e taras, conversa de censura alheia encapotada, conversa de surdos, conversa de gente que não interessa, conversa de opiniões que não interessam ao caralho, conversa de chacha.

Infelizmente para a minha pessoa, ouço conversa de merda amiúde. Não só dirigida a mim, mas também aos outros. O que resultará invariavelmente numa úlcera nervosa ou num AVC e que faz, já, resultar, em ataques permanentes de fúria e mau feitio.

Ultimamente, adoptei uma postura relativamente à conversa de merda, postura essa que fui gentilmente roubar ao meu ilustre cônjuge e que poderia dar origem a um tratado filosófico, e que é de tal maneira porreiro para adaptar a todas as situações da vida, quotidiana e não só.

Não discuto com gente estúpida. Porque os estúpidos conseguem fazer com que os outros caiam na esparrela da sua estupidez e rebaixam-nos ao seu próprio nível, ganhando em todas as frentes.
Ora, normalmente, gente estúpida gera conversa de merda.
Ergo, não dou conversa a conversa de merda.
E tem-se vindo a revelar um enorme alívio dos sintomas supra referidos de úlcera e AVC, já para não falar da calmaria em vez dos ataques de ímpetos assassinos.

Porém, como quase tudo nesta existência, tem um pequeno senão: a forma de não dar azo a conversa de merda passar por elevar o pensamento a uma esfera perto de Marte, sem passar pela caverna dos horrores onde se esfola lentamente o estúpido com a conversa de merda. Maneiras que tenho sempre um ar esgazeado de meter dó ou um olhar alucinado ou, e esta é a minha preferida, um arzinho de nojinho impecável. Assim como assim, os estúpidos lá se vão mancando e deixam-me em paz. Um bocadinho, só.

Sempre será melhor que pegar numa moca e distribuir fruta com ela, que ainda vou presa e isso era deveras chato.