Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Holidays
Basicamente, uma rambóia desgraçada, um sopro de calor, uma terra maravilhosa e, quando se dá por isso, já se está outra vez cá.
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Vide artº 1577º do Código Civil
Uma Senhora Chamada Da Intervenção
A merda toda a Judicatura é que, apesar de toda a conversa de chacha de como as comarcas são grandes e como há mais advogados que mentirosos na política, isto é o mesmo que viver numa aldeia, em que toda a gente se conhece de toda a parte e, volta e meia, encontramo-nos todos no mesmo sítio.
Ganda merda...
Ganda merda...
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Ossos do Ofício
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Dia de Guy Fawkes
Não sou inglesa nem nada que se pareça (embora desse dois ou três dedos para ser), mas acho graça a este dia.
Deve ser porque não tenho mais nada que fazer.
Deve ser porque não tenho mais nada que fazer.
American Horror Story Freakshow
Nunca fui grande adepta ... até começar a ver.
Sinistramente bom.
E aquele palhaço é de fugir; o cabrão está todo o lado.
É o novo vício.
Sinistramente bom.
E aquele palhaço é de fugir; o cabrão está todo o lado.
É o novo vício.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Cinema Nº ... Coiso
Não está mal, não senhor.
Mr. Downey Jr. tem uma interpretação razoável e a história tem muitos pontos de emoção e lamechice a dar com um pau, mas não se sente grande vómito.
Tenho Andado a Dizer isto, Basicamente, a Vida Toda ...
Tenho uma amiga que anda naquela fase inicial de paixão. Não aquela em que já se chegou a vias de facto; a outra, a que se anda num constante chove-não-molha, a lançar a rede, as mensagens os telefonemas, os sorrisos, os encontros.
Anda a rapariga por aí como se fosse transportada na nuvem mágica do Son Goku, sempre de risinho rasgado, aos pulinhos pela casa fora.
A minha pessoa, que é uma besta quadrada sem sentimentos e completamente ressequida, tenta por todas as vias não demonstrar o que lhe vai na alma e esconde na escuridão impenetrável da sua alma a vontade que tem de lhe dar dois estalos, abaná-la e atirá-la ao chão para ver se acorda; é que se me custa ver a garota atoleimada com tanta euforia. Nem vale a pena, que a minha essência foi corrompida à nascença e só a ideia de melaço já me dá a volta à tripa.
Tremo, porém, só de pensar que a moça possa vir a bater com a frente da cabeça no duro chão de cimento quando, afinal, perceber que a esmagadora maioria dos homens não vale a ponta de um lápis. E digo homens como poderia dizer mulheres; o que importa salientar aqui é a natureza podre, negra e decadente do ser humano que, independentemente do género, não presta para nada.
Depois de dar muitas voltas à cabeça, a pensar o que haveria de ofertar a esta minha querida amiga por ocasião do Natal que se aproxima, cheguei à conclusão de que o melhor será comprar-lhe um daqueles conjuntos de pá do lixo que vêm com uma vassourinha pequena. Para apanhar os cacos depois da euforia passar.
Ou estou a ser demasiado pessimista?
Anda a rapariga por aí como se fosse transportada na nuvem mágica do Son Goku, sempre de risinho rasgado, aos pulinhos pela casa fora.
A minha pessoa, que é uma besta quadrada sem sentimentos e completamente ressequida, tenta por todas as vias não demonstrar o que lhe vai na alma e esconde na escuridão impenetrável da sua alma a vontade que tem de lhe dar dois estalos, abaná-la e atirá-la ao chão para ver se acorda; é que se me custa ver a garota atoleimada com tanta euforia. Nem vale a pena, que a minha essência foi corrompida à nascença e só a ideia de melaço já me dá a volta à tripa.
Tremo, porém, só de pensar que a moça possa vir a bater com a frente da cabeça no duro chão de cimento quando, afinal, perceber que a esmagadora maioria dos homens não vale a ponta de um lápis. E digo homens como poderia dizer mulheres; o que importa salientar aqui é a natureza podre, negra e decadente do ser humano que, independentemente do género, não presta para nada.
Depois de dar muitas voltas à cabeça, a pensar o que haveria de ofertar a esta minha querida amiga por ocasião do Natal que se aproxima, cheguei à conclusão de que o melhor será comprar-lhe um daqueles conjuntos de pá do lixo que vêm com uma vassourinha pequena. Para apanhar os cacos depois da euforia passar.
Ou estou a ser demasiado pessimista?
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Cinema Nº ... Coiso
(já vai acabar, porra)
Este foi o melhor filme de terror/thriller/whatever que vi nos últimos tempos.
A história é diferente de tudo o que já se viu, as interpretações estão soberbas e o final ..., meu caros, o final... é qualquer coisa.
Excelente.
Este foi o melhor filme de terror/thriller/whatever que vi nos últimos tempos.
A história é diferente de tudo o que já se viu, as interpretações estão soberbas e o final ..., meu caros, o final... é qualquer coisa.
Excelente.
Cinema Nº ... Coiso
Este é especial, não só porque tem o Luke Evans, espécimen masculino da minha predilecção, como foi o primeiro filme que fui ver sozinha ao cinema (uma virgem nestas andanças, portanto).
Um filme de acção bem estruturado que conta uma história alternativa de Drácula, que é como quem diz, uma tentativa de o humanizar.
Não sendo extraordinário, não está nada mal.
Um filme de acção bem estruturado que conta uma história alternativa de Drácula, que é como quem diz, uma tentativa de o humanizar.
Não sendo extraordinário, não está nada mal.
Cinema Nº ... Coiso
Dos melhores filmes desta temporada.
O que poderia facilmente resvalar para um filmezeco de cordel transforma-se numa história absolutamente avassaladora que não deixa ninguém indiferente.
Grande interprestação de Rosamund Pike.
O que poderia facilmente resvalar para um filmezeco de cordel transforma-se numa história absolutamente avassaladora que não deixa ninguém indiferente.
Grande interprestação de Rosamund Pike.
Cinema Nº ... Coiso
Hora de actualizar a cinemateca cá do antro, que é como quem diz, todos os filmes que foram visualizados no tempo de férias.
Brace yourselves.
Esperava mais deste, ainda por cima com o Sr. Neeson como actor principal numa película de distribuição de fruta.
O final deixa um pouco a desejar e lá para o meio da coisa deixa entrar o cliché.
É pena.
Brace yourselves.
Esperava mais deste, ainda por cima com o Sr. Neeson como actor principal numa película de distribuição de fruta.
O final deixa um pouco a desejar e lá para o meio da coisa deixa entrar o cliché.
É pena.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Leituras ... Qualquer Coisa Serve
Este demorou a acabar como tudo. O facto do tamanho da letra ser pouco maior que uma formiga também não é grande incentivo.
Também não é grande incentivo já conhecer toda a história da própria Mossad, das operações mais importantes e de todos os pormenores da orgânica do Instituto, uma vez que já perdi a conta aos livros que devorei sobre esta temática. Não obstante a crítica feroz, que é o ponto de partida para esta obra, é fascinante e absolutamente envolvente.
Muito bom.
Também não é grande incentivo já conhecer toda a história da própria Mossad, das operações mais importantes e de todos os pormenores da orgânica do Instituto, uma vez que já perdi a conta aos livros que devorei sobre esta temática. Não obstante a crítica feroz, que é o ponto de partida para esta obra, é fascinante e absolutamente envolvente.
Muito bom.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
À Merda Mais a Isto
Tenho uma nova amiga. Chama-se Cortisona.
Três vezes por dia, lá nos encontramos e bebemos café, ou chá ou outra coisa quaklquer e conversamos um bocadinho. Não é de grandes conversas, a Cortisona. A maior parte das vezes, senta-se à minha frente e não diz nada, só olha fixamente para mim.
Ainda não sei se gosto muito dela.
Só sei que por causa dela vou chegar ao casamento parecida com um bola de Berlim, redonda, reluzente e recheada de líquidos.
Não é uma maravilha?
Três vezes por dia, lá nos encontramos e bebemos café, ou chá ou outra coisa quaklquer e conversamos um bocadinho. Não é de grandes conversas, a Cortisona. A maior parte das vezes, senta-se à minha frente e não diz nada, só olha fixamente para mim.
Ainda não sei se gosto muito dela.
Só sei que por causa dela vou chegar ao casamento parecida com um bola de Berlim, redonda, reluzente e recheada de líquidos.
Não é uma maravilha?
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Teorias do Homicídio Qualificado
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Cinema Nº ... Qualquer Coisa
Excelente interpretação de Botelho da obra de Eça.
Criou originalidade e criatividade numa história que toda a gente já conhece.
Muito bom.
Criou originalidade e criatividade numa história que toda a gente já conhece.
Muito bom.
Nem Tudo É Mau, Porém
Em compensação, ganhei entretanto um sobrinho, rechonchudo e fofinho, acabadinho de nascer, o que só pode ser bom.
Não Há Sorte Nenhuma
365 dias inteiros num ano para uma pessoa ficar doente.
Tem de ser exactamente nos 8 dias antes, que é para a coisa ficar divertida, foda-se.
Tem de ser exactamente nos 8 dias antes, que é para a coisa ficar divertida, foda-se.
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Vide artº 1577º do Código Civil
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Salty as Fuck - 10
Às vezes, esqueço-me das coisas.
É um facto.
Um facto que não abona nada à minha reputação de guardadora de rancores, diga-se, já que para tal tarefa é necessário um arquivo considerável.
Mas eventualmente esqueço. E sigo em frente, como se nada fosse, deixando de lado as coisas menos boas às quais gosto de me agarrar como se não houvesse um amanhã, para mais tarde recordar ou, quem sabe, poder exercer o direito ao contraditório se para tal surgir a oportunidade.
Esqueço, é verdade.
Mas haverá sempre alguém que fará questão de mo lembrar e de me fazer sentir estúpida por ter esquecido, quando, na verdade, devia ter-me agarrado ao rancor, sem qualquer possibilidade de esquecimento ou perdão.
Haverá sempre alguém que fará questão de me dar um coice, preferencialmente à frente de uma multidão, recordando-me que os anteriores coices deviam ter deixado mais marca para não serem olvidados tão depressa.
E, certamente, haverá sempre alguém que acrescentará mais uma peça à engrenagem da minha parte cerebral que comanda os instintos assassinos.
Depois da tempestada, uma bonança incrível, como se nada tivesse ocorrido.
Tendo já contribuido em larga escala para tal peditório, nada mais resta a dizer, porque nada virá depois.
É um facto.
Um facto que não abona nada à minha reputação de guardadora de rancores, diga-se, já que para tal tarefa é necessário um arquivo considerável.
Mas eventualmente esqueço. E sigo em frente, como se nada fosse, deixando de lado as coisas menos boas às quais gosto de me agarrar como se não houvesse um amanhã, para mais tarde recordar ou, quem sabe, poder exercer o direito ao contraditório se para tal surgir a oportunidade.
Esqueço, é verdade.
Mas haverá sempre alguém que fará questão de mo lembrar e de me fazer sentir estúpida por ter esquecido, quando, na verdade, devia ter-me agarrado ao rancor, sem qualquer possibilidade de esquecimento ou perdão.
Haverá sempre alguém que fará questão de me dar um coice, preferencialmente à frente de uma multidão, recordando-me que os anteriores coices deviam ter deixado mais marca para não serem olvidados tão depressa.
E, certamente, haverá sempre alguém que acrescentará mais uma peça à engrenagem da minha parte cerebral que comanda os instintos assassinos.
Depois da tempestada, uma bonança incrível, como se nada tivesse ocorrido.
Tendo já contribuido em larga escala para tal peditório, nada mais resta a dizer, porque nada virá depois.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Mais à Merda Para Isto
Sei que não é por mal mas a verdade é que não me consigo abstrair do facto de lhe querer abrir a cabeça com um machado rombo de cada vez que aquela azémola abre a boca.
Contra isto, batatas, foda-se.
Contra isto, batatas, foda-se.
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Teorias do Homicídio Qualificado
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Nonsense Talking Nº Qualquer Coisa
- Tenho que pagar taxa de justiça agora?
- Não, a liquidação é posterior.
- De certeza?
- Sim.
- Mas assim não estou a lesionar o Estado?
- Não, a liquidação é posterior.
- De certeza?
- Sim.
- Mas assim não estou a lesionar o Estado?
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Piadas de Propriedade Privada
Wedding Arrangements - Parte 23
Mesas.
Putas das mesas.
Puta dos lugares das mesas mais à puta que os pariu.
Check!
Putas das mesas.
Puta dos lugares das mesas mais à puta que os pariu.
Check!
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Vide artº 1577º do Código Civil
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Amostra de Gato XII
Hoje aprendemos uma coisa nova: saltar do chão directamente para a bancada da cozinha é não só estupidamente fácil como extremamente divertido, principalmente quando os humanos que vivem lá em casa estão a preparar atum, que é uma coisa que toda a gente sabe que os gatos não apreciam mesmo nada.
Se a esta nova aprendizagem somarmos a do dia de ontem, que consiste em trepar para o estendal da roupa e fazer equilibrismo entre as cordas, as molas e o que lá está estendido, conclui-se que esta amostra de gato é, com toda a certeza, sobredotado, e uma sumidade entre os felinos.
Se a esta nova aprendizagem somarmos a do dia de ontem, que consiste em trepar para o estendal da roupa e fazer equilibrismo entre as cordas, as molas e o que lá está estendido, conclui-se que esta amostra de gato é, com toda a certeza, sobredotado, e uma sumidade entre os felinos.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Supernatural - Temporada 8
Mais uma temporada que arrebanhei.
Estava à espera de mais qualquer coisa, mas tendo em conta que, também, já aconteceu quase tudo o que podia acontecer àqueles dois, não está nada mal. Gabo a imaginação do argumentista.
Já lá tenho a próxima temporada, aguardando impaciente, coitadinha, que tenha tempo para lhe pegar e ver de uma ponta à outra.
Nem vale a pena falar da saúdinha que emana dos corpos dos protagonistas e daquele Rei do Inferno, temática que foi já sobejamente explorada nesta espelunca, pois não?
Estava à espera de mais qualquer coisa, mas tendo em conta que, também, já aconteceu quase tudo o que podia acontecer àqueles dois, não está nada mal. Gabo a imaginação do argumentista.
Já lá tenho a próxima temporada, aguardando impaciente, coitadinha, que tenha tempo para lhe pegar e ver de uma ponta à outra.
Nem vale a pena falar da saúdinha que emana dos corpos dos protagonistas e daquele Rei do Inferno, temática que foi já sobejamente explorada nesta espelunca, pois não?
Cinema Nº ... Qualquer Coisa
Engraçado e levezinho, cheio de sarcasmo e ironia.
Gosto muito mais dos filmes deste homem quando ele não aparece.
Bom.
Gosto muito mais dos filmes deste homem quando ele não aparece.
Bom.
Nonsense Talking ... Nº Qualquer Coisa
- Bom dia! Nós somos testemunhas de Jeová e queríamos ...
- Agradeço a sua atenção, mas nós não praticamos qualquer tipo de religião.
- Ai não?
- Não.
- Nem acredita em Deus?
- Não, de todo.
- Nem nunca acreditou?
- Não, nem por isso.
- Mas então em que é que acredita? Na teoria da evolução?! Não me diga?!
- Digo, pois. Evolução, nem mais.
- É uma pena.
- Agradeço a sua atenção, mas nós não praticamos qualquer tipo de religião.
- Ai não?
- Não.
- Nem acredita em Deus?
- Não, de todo.
- Nem nunca acreditou?
- Não, nem por isso.
- Mas então em que é que acredita? Na teoria da evolução?! Não me diga?!
- Digo, pois. Evolução, nem mais.
- É uma pena.
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Piadas de Propriedade Privada
Wedding Arrangements - Parte 22
E vai chover.
Com toda a certeza, vai chover, a somar a todas as outras coisas que vão correr mal.
Enfim.
Com toda a certeza, vai chover, a somar a todas as outras coisas que vão correr mal.
Enfim.
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Vide artº 1577º do Código Civil
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Vida Nefasta
Por outro lado, a Judicatura também tem dias desgraçados.
O que vale é que não estou sozinha nesta demanda insana.
Nesta comarca (às vezes) advoga-se assim.
O que vale é que não estou sozinha nesta demanda insana.
Nesta comarca (às vezes) advoga-se assim.
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O Direito tornou-me inimputável,
Ossos do Ofício
Amostra de Gato XI
A criatura voltou ontem duma viagem à Capadócia.
Não me parece que tenha gostado muito, a avaliar pelas cabeçadas que dá nas esquinas, com aquela corneta enfiada pelas trombas abaixo e pelos tombos que dá quando tenta andar uns míseros 5 metros.
Mas continua mau como as cobras, o que significa que o corte não lhe afectou o cérebro nem a maldade intrínseca, o que é bom.
Ou não.
Não me parece que tenha gostado muito, a avaliar pelas cabeçadas que dá nas esquinas, com aquela corneta enfiada pelas trombas abaixo e pelos tombos que dá quando tenta andar uns míseros 5 metros.
Mas continua mau como as cobras, o que significa que o corte não lhe afectou o cérebro nem a maldade intrínseca, o que é bom.
Ou não.
Esvaziada
Estes têm sido dias em que a Judicatura consome tudo o que está à volta e não deixa nada à sua passagem.
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Ossos do Ofício
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Cinema Nº ... Qualquer Coisa
Não é lá muito original, mas está muito bem feito. E ainda prega uns valentes sustos.
E tem o Edgar Ramirez que, meus senhores, é o melhor padre que alguma vez existiu na história do cinema. Houvesse um padre destes na minha paróquia até era capaz de esquecer que não acredito em divindades e começar a ir à missa todos os domingos.
E tem o Edgar Ramirez que, meus senhores, é o melhor padre que alguma vez existiu na história do cinema. Houvesse um padre destes na minha paróquia até era capaz de esquecer que não acredito em divindades e começar a ir à missa todos os domingos.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
E Ainda Querem Que Se Goste da Bófia
Mesmo à porta da espelunca, um carro a alta velocidade, um embate, uma gata pelos ares.
Destruída, ensanguentada, dorida, deu o último suspiro aos meus pés.
O carro era o da bófia. A gata, do vizinho. Nem pararam, nem travaram, nem meteram os cornos de fora da janela para ver o que se tinha passado. Nada.
Autoridade?
O caralho.
Destruída, ensanguentada, dorida, deu o último suspiro aos meus pés.
O carro era o da bófia. A gata, do vizinho. Nem pararam, nem travaram, nem meteram os cornos de fora da janela para ver o que se tinha passado. Nada.
Autoridade?
O caralho.
A Merda É Toda Esta
A porra disto tudo é que as desilusões, desgostos e traições chegam de onde menos se espera.
Depois disto, nada mais.
Contra isto, batatas.
Depois disto, nada mais.
Contra isto, batatas.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Olha Ali a Angelina
Ai que lindo, a bonecada da criançada no vestido, é mesmo amoroso, ai que emocionante...
Se alguém me fizesse isto a um Versace que possuísse, havia mortos com toda a certeza...
Se alguém me fizesse isto a um Versace que possuísse, havia mortos com toda a certeza...
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Merda Mais a Isto
Gostava de saber como é que as pessoas que têm prazos a findar hoje fazem para poderem entregar as peças se a puta do Citius resolve não trabalhar...
domingo, 31 de agosto de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Wedding Arrangements - Parte 21
Ele há pessoas a quem lhes falta a vitamina da educação.
Antes, achava que a educação era uma coisa que se ensinava, que se aprendia em casa e na escola, enquanto se é petiz e que nos serve pela vida fora, para não sermos desagradáveis e estúpidos uns com os outros. Quando via alguém a ser malcriado, partia imediatamente do pressuposto que haviam faltado a umas boas aulas ou que os paizinhos se estavam marimbando para eles e não lhes proporcionaram a devida assistência educacional.
Agora que já vi mais coisas do mundo, posso afirmar, com toda a certeza, que estava errada, e hoje é dia de festa, a minha pessoa a admitir que estava errada, senhores que vai cair um santo de um qualquer altar, dia memorável, este.
A educação é uma enzima, uma vitamina, uma célula, um átomo, uma merda qualquer, que nasce com as pessoas, que faz parte do seu material genético. Tal componente é aperfeiçoado em casa e através do ensino. Porém, não é possível aperfeiçoar o que é inexistente. Algumas pessoas nascem sem este elemento e, como tal, não se podem construir paredes e tecto onde não há fundações.
Esta foi a conclusão de alguns anos de observação atenta, particularmente nos último meses.
Deixando de lado as tretas e passando a malhar, que há pessoas quem têm de trabalhar o que, já se viu, não é claramente o meu caso, que sou uma folgada de vida boa.
Meus amores, a ver se nos entendemos: ao serem convidados para um casamento, não apenas os noivos têm muito gosto que se lhes juntem neste momento de felicidade e alegria, como também são convidados num outro sentido, que é ocuparem o lugar que lhes pertence. Que é o lugar do convidado. Só.
Mandarem palpites sobre os mais diversos aspectos da organização daquele dia é uma prerrogativa que que está reservada para um grupo muito restrito de pessoas, como sejam os pais, os padrinhos (not), eventualmente a família (mesmo muito) chegada. Encabeçada pelos próprios nubentes, obviamente.
Podem guardar os palpites e outros arremessos que tais para o vosso próprio casamento ou para outra ocasião em que sejam vossas mercês a despender tempo e dinheiro para organizar.
Por exemplo, quando recebem pessoas na vossa casa, tipo a sogra ou aquela prima afastada que vos ofereceu um naperon para pôr na chapeleira do carro. Ou quando vão passear ao fim-de-semana ao shopping e levam as criancinhas todas a gritar dentro dos carrinhos.
No casamento dos outros, é que não dá lá muito jeito.
Portanto, e como é notório que vos falta aquela célula de ADN que não permite que os conceitos de educação, civilidade e urbanidade penetrem nos vossos sistemas, não vale a pena estarem com grandes discursos ou mesmo ultimatos sobre o lugar onde se querem sentar porque, meu queridos, isto não é à vontade do corpo.
Já sei que têm não-sei-quantos problemas psicológicos porque não se querem sentar ao pé de não-sei-quem com quem não falam, porque querem ficar ao lado da noiva ou ao lado da prima do noivo, porque não querem ficar numa mesa na ponta da sala, porque não querem ficar numa mesa no meio da sala ou outro problema do foro anal qualquer que vos surja no momento.
Estou familiarizada com todas essas questões que vos incomodam.
E sou sensível a elas no momento em que tal for relevante, acreditem.
Que é o mesmo que dizer, vocês sentam-se onde eu mandar e mais nada.
Porque onde vos mandar sentar já está preparado para todas as eventualidades que as vossas maleitas psiquiátricas necessitam. Caso não queiram, podem sempre pegar no prato e ir comer lá para fora.
Ou isso ou uma mesa ao pé do WC, que dá sempre jeito.
Que vos parece?
Antes, achava que a educação era uma coisa que se ensinava, que se aprendia em casa e na escola, enquanto se é petiz e que nos serve pela vida fora, para não sermos desagradáveis e estúpidos uns com os outros. Quando via alguém a ser malcriado, partia imediatamente do pressuposto que haviam faltado a umas boas aulas ou que os paizinhos se estavam marimbando para eles e não lhes proporcionaram a devida assistência educacional.
Agora que já vi mais coisas do mundo, posso afirmar, com toda a certeza, que estava errada, e hoje é dia de festa, a minha pessoa a admitir que estava errada, senhores que vai cair um santo de um qualquer altar, dia memorável, este.
A educação é uma enzima, uma vitamina, uma célula, um átomo, uma merda qualquer, que nasce com as pessoas, que faz parte do seu material genético. Tal componente é aperfeiçoado em casa e através do ensino. Porém, não é possível aperfeiçoar o que é inexistente. Algumas pessoas nascem sem este elemento e, como tal, não se podem construir paredes e tecto onde não há fundações.
Esta foi a conclusão de alguns anos de observação atenta, particularmente nos último meses.
Deixando de lado as tretas e passando a malhar, que há pessoas quem têm de trabalhar o que, já se viu, não é claramente o meu caso, que sou uma folgada de vida boa.
Meus amores, a ver se nos entendemos: ao serem convidados para um casamento, não apenas os noivos têm muito gosto que se lhes juntem neste momento de felicidade e alegria, como também são convidados num outro sentido, que é ocuparem o lugar que lhes pertence. Que é o lugar do convidado. Só.
Mandarem palpites sobre os mais diversos aspectos da organização daquele dia é uma prerrogativa que que está reservada para um grupo muito restrito de pessoas, como sejam os pais, os padrinhos (not), eventualmente a família (mesmo muito) chegada. Encabeçada pelos próprios nubentes, obviamente.
Podem guardar os palpites e outros arremessos que tais para o vosso próprio casamento ou para outra ocasião em que sejam vossas mercês a despender tempo e dinheiro para organizar.
Por exemplo, quando recebem pessoas na vossa casa, tipo a sogra ou aquela prima afastada que vos ofereceu um naperon para pôr na chapeleira do carro. Ou quando vão passear ao fim-de-semana ao shopping e levam as criancinhas todas a gritar dentro dos carrinhos.
No casamento dos outros, é que não dá lá muito jeito.
Portanto, e como é notório que vos falta aquela célula de ADN que não permite que os conceitos de educação, civilidade e urbanidade penetrem nos vossos sistemas, não vale a pena estarem com grandes discursos ou mesmo ultimatos sobre o lugar onde se querem sentar porque, meu queridos, isto não é à vontade do corpo.
Já sei que têm não-sei-quantos problemas psicológicos porque não se querem sentar ao pé de não-sei-quem com quem não falam, porque querem ficar ao lado da noiva ou ao lado da prima do noivo, porque não querem ficar numa mesa na ponta da sala, porque não querem ficar numa mesa no meio da sala ou outro problema do foro anal qualquer que vos surja no momento.
Estou familiarizada com todas essas questões que vos incomodam.
E sou sensível a elas no momento em que tal for relevante, acreditem.
Que é o mesmo que dizer, vocês sentam-se onde eu mandar e mais nada.
Porque onde vos mandar sentar já está preparado para todas as eventualidades que as vossas maleitas psiquiátricas necessitam. Caso não queiram, podem sempre pegar no prato e ir comer lá para fora.
Ou isso ou uma mesa ao pé do WC, que dá sempre jeito.
Que vos parece?
Reminiscências # 14
E nada, mas nada, a fazia mais orgulhosa que ouvir, mesmo que da boca de um mero conhecido, 'és tal e qual a tua Avó'.
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Das Coisas fora dos limites do 202º CC
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Wedding Arrangements - Parte 19
Acabei de me lembrar.
Por imposições cabeleirísticas, não posso cortar o cabelo até ao casamento.
O que faz com que já esteja praticamente há um ano sem cortar a melena.
O que é um verdadeiro record.
O que significa que, naquele dia, vou mascarada de cigana.
Por imposições cabeleirísticas, não posso cortar o cabelo até ao casamento.
O que faz com que já esteja praticamente há um ano sem cortar a melena.
O que é um verdadeiro record.
O que significa que, naquele dia, vou mascarada de cigana.
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Vide artº 1577º do Código Civil
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Cinema Nº ... Qualquer Coisa
Ahh, os franceses, os franceses...
Qualquer história parva é transformada numa obra de arte.
Espirituoso e leve.
Muito bom.
Qualquer história parva é transformada numa obra de arte.
Espirituoso e leve.
Muito bom.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Leituras ... Qualquer Coisa Serve
Envolvente, emocionante como se não se conhecesse a história, leve e, simultaneamente, completo com tanto pormenor.
Muito bom.
Recomendo vivamente.
Muito bom.
Recomendo vivamente.
Sem Tirar nem Pôr
" Israel está cada vez mais sozinha. É fisicamente atacada pelos foguetes do Hamas mas é internacionalmente atacada por defender-se. Sim, os foguetes israelitas são mais poderosos e mortíferos do que os do Hamas. Mas se fosse ao contrário acham que o Hamas não usaria os foguetes mais assassinos para atacar Israel? Acham que o Hamas alguma vez os usaria só para contra-atacar, depois de um ataque israelita?
Israel tem aproximadamente um amigo estrangeiro por cada mil amigos que têm os palestinianos. Nas guerras, é preciso ser-se de um lado ou de outro. Nas guerras pelos underdogs, basta fazer contas para perceber que, de todos os pontos de vista numéricos, geográficos e políticos, é Israel que é o underdog.
Por cada cem israelitas que querem um estado da Palestina quantos palestinianos querem Israel ao lado da Palestina? Um. Só os mais inteligentes e humanistas. Felizmente ainda são bastantes. Mas não são do Hamas.
É preciso escolher Israel – tanto pela causa de Israel como pela nossa.
O resto é cobardia, aldrabice, desprezo e estupidez. "
Miguel Esteves Cardoso in Público
Não sou grande fã do MEC, mas desta vez tiro-lhe o meu chapéu.
Há mais de uma guerra. Nesta guerra mais recente, a maioria (mas nunca a totalidade) dos israelitas está de um lado e do outro estão o Hamas e a maioria (mas nunca a totalidade) dos palestinianos.
Na guerra mais antiga, de um lado, está Israel e os aliados democráticos, cada vez mais titubeantes, que tem. E, do outro, estão todos os imensos países árabes mais o Irão e todos os outros países islâmicos.Israel tem aproximadamente um amigo estrangeiro por cada mil amigos que têm os palestinianos. Nas guerras, é preciso ser-se de um lado ou de outro. Nas guerras pelos underdogs, basta fazer contas para perceber que, de todos os pontos de vista numéricos, geográficos e políticos, é Israel que é o underdog.
Por cada cem israelitas que querem um estado da Palestina quantos palestinianos querem Israel ao lado da Palestina? Um. Só os mais inteligentes e humanistas. Felizmente ainda são bastantes. Mas não são do Hamas.
É preciso escolher Israel – tanto pela causa de Israel como pela nossa.
O resto é cobardia, aldrabice, desprezo e estupidez. "
Miguel Esteves Cardoso in Público
Não sou grande fã do MEC, mas desta vez tiro-lhe o meu chapéu.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Wedding Arrangements - Parte 17
Porra bem grande onde pendurar os nomes das mesas e das pessoas que lá sentarão seus ilustres cus - check!
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Vide artº 1577º do Código Civil
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 49
Uma das grandes vantagens de se ser superior hierárquico é, sem dúvida, poder delegar. Principalmente as tarefas chatas. Nada há de melhor e, diga-se, mais português, do que mandar os outros fazer trabalhos de merda enquanto que se fica com a parte boa, que é, normalmente, coçar a micose enquanto se espera que a coisa apareça feita.
Porém, e porque esta espelunca está muito longe de ser uma grande sociedade, ao estilo de Liberdade XXI, em tempo de férias, o trabalho é redistribuído e quando o subalterno vai de férias e o superior arrota com os costados no escritório, é a este último que retomam os trabalhos de sapa que foram delegados.
Ao verificar o expediente de hoje, observo no meu estendal um processo que deleguei, cujo trabalho consistia em, basicamente, contactar um ilustre colega que é, vá, na pureza dos conceitos, podre de giro e bom nas horas. Já se encontrando a minha pessoa extremamente bem fornecida nessa sede, alegremente entreguei o trabalho à ilustre estagiária, moça mui prendada e em idade casadoira, na esperança que dali saísse um belo de um romance, do qual poderia, mais tarde, recolher os louros por ter dado um empurrão a tamanha felicidade. A dita moça, em vez de fazer o trabalho indicado, protela a tarefa até à altura de ir ela própria de férias, para, depois, remeter-me novamente o processo. Tradução: a badalhoca, porque teve vergonha de falar com o gajo, não quis fazer o contacto. Merda mais a isto.
De má vontade, lá pego na porra dos papéis, à procura do número de telefone da besta. Qual não é o meu espanto quando, no meio da balbúrdia de papéis, encontro uma folha com as trombas do colega, que de facto, é um belo exemplar masculino, não restem dúvidas quanto a isso, mas essa não é a questão em cima da mesa.
Quem, senhores, quem é que sabe perder tempo a imprimir uma puta de uma folha com a fotografia do gajo, mas não pega no telefone para falar com ele e fechar o acordo?! Quase que podia ouvir o risinho parvo daquela gaja, a buzinar no meu ouvido.
Moral da história: nunca se armem em casamenteiros. Só arranjam sarna para se coçarem.
Porém, e porque esta espelunca está muito longe de ser uma grande sociedade, ao estilo de Liberdade XXI, em tempo de férias, o trabalho é redistribuído e quando o subalterno vai de férias e o superior arrota com os costados no escritório, é a este último que retomam os trabalhos de sapa que foram delegados.
Ao verificar o expediente de hoje, observo no meu estendal um processo que deleguei, cujo trabalho consistia em, basicamente, contactar um ilustre colega que é, vá, na pureza dos conceitos, podre de giro e bom nas horas. Já se encontrando a minha pessoa extremamente bem fornecida nessa sede, alegremente entreguei o trabalho à ilustre estagiária, moça mui prendada e em idade casadoira, na esperança que dali saísse um belo de um romance, do qual poderia, mais tarde, recolher os louros por ter dado um empurrão a tamanha felicidade. A dita moça, em vez de fazer o trabalho indicado, protela a tarefa até à altura de ir ela própria de férias, para, depois, remeter-me novamente o processo. Tradução: a badalhoca, porque teve vergonha de falar com o gajo, não quis fazer o contacto. Merda mais a isto.
De má vontade, lá pego na porra dos papéis, à procura do número de telefone da besta. Qual não é o meu espanto quando, no meio da balbúrdia de papéis, encontro uma folha com as trombas do colega, que de facto, é um belo exemplar masculino, não restem dúvidas quanto a isso, mas essa não é a questão em cima da mesa.
Quem, senhores, quem é que sabe perder tempo a imprimir uma puta de uma folha com a fotografia do gajo, mas não pega no telefone para falar com ele e fechar o acordo?! Quase que podia ouvir o risinho parvo daquela gaja, a buzinar no meu ouvido.
Moral da história: nunca se armem em casamenteiros. Só arranjam sarna para se coçarem.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
A Importância de uma Pinça na Vida de uma Mulher
A palavra é dada a trocadilhos, especialmente se lhe tirarmos aquele 'n' que paira ali entre o 'i' e o 'ç'; no entanto, este esboço nada tem a ver com objectos fálicos.
Aqui há coisa de um ano e meio / dois anos, que já nem sei a quantas ando, qual velha que só recorda o que aconteceu antes da Revolução, perdi a minha pinça de estimação. A pinça que me permitia ter sempre as pilosidades das sobrancelhas alinhadas, simétricas e arrumadas desapareceu e deixou em mim um vazio tremendo. Desde então, a minha existência tem sido uma constante demanda pela pinça perfeita, sem grande resultado. Perdi a conta às pinças que entretanto fui adquirindo, na vã esperança que as novas aquisições estivessem à altura da primogénita, que durante anos me acompanhou e que deu às minhas trombas um ar minimamente decente. As substitutas deram apenas um pequeno contributo para manter a celha mais ou menos alinhada, mais ou menos simétrica, mais ou menos arrumada. Nada que se comparasse à velha pinça, esse colosso da história da depilação, comprada numa loja de produtos superiores e que me custou os olhos da cara, ou não fossem as lojas chinesas o arquétipo do luxo em todos os produtos que vendem.
Dei muitas voltas à cabeça a pensar onde poderei ter deixado semelhante artefacto, voltando constantemente aos lugares onde a poderei ter perdido. Nada. Imaginei que alguém, vendo tanta riqueza num objecto tão magnifico, se tivesse abotoado com ela. Cheguei, inclusive, a raptar elementos familiares, torturando-os sem piedade, tudo com o intuito de recuperar a minha menina dos milagres pilosos. Rien de rien. Por fim, resignei-me à perda definitiva e encerrei-me num luto pesado e sem retorno.
Ontem, arrumando as tralhas do regresso, colocando inadvertidamente a mão num bolso escondido de uma qualquer maleta que levei comigo, apalpei uma saliência metálica e, qual não é o espanto da minha pessoa, quando, na palma da minha mão, surge, brilhante e fulgurante, a minha adorada pinça.
Lágrimas assomaram meus olhos, alegria palpitou em meu peito, felicidade suprema atingida no meu ser!
De volta a filha pródiga, posso finalmente ter uma aparência novamente decente.
A demanda chegou ao fim. Encontrei o meu graal. Já posso ir lá para fora brincar.
Agora que penso nisso, tirai, de facto aquele 'n' que paira ali entre o 'i' e o 'ç' e tendes uma bela alegoria.
Aqui há coisa de um ano e meio / dois anos, que já nem sei a quantas ando, qual velha que só recorda o que aconteceu antes da Revolução, perdi a minha pinça de estimação. A pinça que me permitia ter sempre as pilosidades das sobrancelhas alinhadas, simétricas e arrumadas desapareceu e deixou em mim um vazio tremendo. Desde então, a minha existência tem sido uma constante demanda pela pinça perfeita, sem grande resultado. Perdi a conta às pinças que entretanto fui adquirindo, na vã esperança que as novas aquisições estivessem à altura da primogénita, que durante anos me acompanhou e que deu às minhas trombas um ar minimamente decente. As substitutas deram apenas um pequeno contributo para manter a celha mais ou menos alinhada, mais ou menos simétrica, mais ou menos arrumada. Nada que se comparasse à velha pinça, esse colosso da história da depilação, comprada numa loja de produtos superiores e que me custou os olhos da cara, ou não fossem as lojas chinesas o arquétipo do luxo em todos os produtos que vendem.
Dei muitas voltas à cabeça a pensar onde poderei ter deixado semelhante artefacto, voltando constantemente aos lugares onde a poderei ter perdido. Nada. Imaginei que alguém, vendo tanta riqueza num objecto tão magnifico, se tivesse abotoado com ela. Cheguei, inclusive, a raptar elementos familiares, torturando-os sem piedade, tudo com o intuito de recuperar a minha menina dos milagres pilosos. Rien de rien. Por fim, resignei-me à perda definitiva e encerrei-me num luto pesado e sem retorno.
Ontem, arrumando as tralhas do regresso, colocando inadvertidamente a mão num bolso escondido de uma qualquer maleta que levei comigo, apalpei uma saliência metálica e, qual não é o espanto da minha pessoa, quando, na palma da minha mão, surge, brilhante e fulgurante, a minha adorada pinça.
Lágrimas assomaram meus olhos, alegria palpitou em meu peito, felicidade suprema atingida no meu ser!
De volta a filha pródiga, posso finalmente ter uma aparência novamente decente.
A demanda chegou ao fim. Encontrei o meu graal. Já posso ir lá para fora brincar.
Agora que penso nisso, tirai, de facto aquele 'n' que paira ali entre o 'i' e o 'ç' e tendes uma bela alegoria.
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O Direito tornou-me inimputável
Leituras ... Qualquer Coisa Serve
Bolas, que este estava difícil de acabar...
Não deixando, de forma alguma, de ser fã de Scarrow, confesso que este livro não me entusiasmou por aí além. Mesmo com acção com fartura, não cativa, é aborrecido amiúde e o personagem do vilão é tão parvo que se torna previsível e idiótico.
Pode ser que o próximo volume de Cato e Macro seja melhor.
Não deixando, de forma alguma, de ser fã de Scarrow, confesso que este livro não me entusiasmou por aí além. Mesmo com acção com fartura, não cativa, é aborrecido amiúde e o personagem do vilão é tão parvo que se torna previsível e idiótico.
Pode ser que o próximo volume de Cato e Macro seja melhor.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Nonsense Talking Nº ... Qualquer Coisa
- Bom dia.
- Bom dia. Faça favor?
- Tenho um apontamento marcado com o Dr. X.
- Com certeza. Aguarde um pouco na sala, por favor.
Nem preciso de perguntar de onde veio a senhora.
Afinal, não é só o direito que deixa as pessoas inimputáveis; as Franças também.
- Bom dia. Faça favor?
- Tenho um apontamento marcado com o Dr. X.
- Com certeza. Aguarde um pouco na sala, por favor.
Nem preciso de perguntar de onde veio a senhora.
Afinal, não é só o direito que deixa as pessoas inimputáveis; as Franças também.
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Piadas de Propriedade Privada
Cinema Nº ... Coiso
Tremendo.
Interpretação extraordinária de Hoffman. Como tudo o que ele fazia, aliás.
Frustração gigante no final que não tira o encanto.
Muito, muito bom.
Interpretação extraordinária de Hoffman. Como tudo o que ele fazia, aliás.
Frustração gigante no final que não tira o encanto.
Muito, muito bom.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Wedding Arrangements - Parte 16
A verdade é que tenho muito pouca experiência na área, confesso.
Não percebo nada disto, não sei o que é suposto fazer, nem como reagir, nem sequer o que esperar.
Talvez esteja a lidar com as coisas dando-lhes demasiada importância, transformando-as em camiões quando têm o tamanho de formigas, talvez esteja a agir com uma ligeireza absurda, assobiando para o lado para não ver o cogumelo nuclear mesmo ali à frente. Não sei. Nem quero saber, a bem da verdade.
Porém, fico um pouco aturdida com a atitude das pessoas face aos convites que lhes são entregues.
Não sei dizer, que hoje também não sei nada, rai's ma partam, se é da confiança que têm com quem os convida, se é da parvoíce intrínseca, se é da falta de vergonha, de educação ou se outro nutriente qualquer, mas a verdade é que ocorrem fenómenos deveras estranhos, e atentai que já tenho ouvido falar em paranormalidades no que a casamentos diz respeito, parece que a ocasião pede estranheza e não há nada melhor que um casório para espalhar toneladas de surrealidade.
Tomando umas notas mentais, tenho que perguntar aos que já casaram se também lhes ocorreram estes fenómenos aquando da sua data... Será que é normal e eu, feita ursa empalhada, é que acho estúpido? Será que o erro é de quem convida que não se precaveu devidamente para estes acontecimentos? Será que não é assim tão estranho? Casados deste mundo, ajudai uma alma quebrada!
Posto isto, deixando a conversa da treta, que já vai longa e há quem tenha mais que fazer e sítios para onde ir, não é claramente o meu caso, que estando no local de trabalho, trabalho é coisa que não me assiste neste momento, ficou a minha pessoa positivamente fodida, estava a tentar escapar ao verbo foder, embora relativamente adequado no que a casamentos diz respeito, mas pouco educado no que concerne a linguagem, olha que se foda, vai mesmo assim, com o fenómeno (recente, que sou novata nestas andanças) de entregar o convitezinho, todo bonitinho, todo paneleiro, devidamente identificado, com os destinatários todos discriminados e, do outro lado, à velocidade de TGV, salta de lá a pergunta do 'e o meu namorado/marido/gajo-que-ando-a-comer-há-3-meses/filho/enteado/gato/cão/whatever, também pode ir?'
Oi?!
Pode ir?
Mas ir onde, à fonte buscar água?
Então mas ... Mas, mas ... está no convite o nome dos destinatários, é preciso ser mais explícito que isto?
Não? Sou eu que sou palhaça? Encontro-me demasiado aturdida para articular um discurso mais coerente.
Já me deparei com esta situação por duas vezes.
Julguei que estavam a brincar comigo.
Depois percebi que era a sério e fiquei sem saber o que dizer.
Acho só ligeiramente mal-educado e fiquei um bocadinho chateada. Que é como quem diz, mas qu'éssa merda, caralho?
Digam-me só se é normal ou não, por favor. E expliquem-me se a normalidade consiste na pergunta por parte dos convidados, que é legitima e vem em tempo, e a minha pessoa é que é das beiras e lá estas coisas não se usam, ou se, por outro lado, estou a ser vítima da falta de porrada que os outros deveriam ter tido em crianças.
Não percebo nada disto, não sei o que é suposto fazer, nem como reagir, nem sequer o que esperar.
Talvez esteja a lidar com as coisas dando-lhes demasiada importância, transformando-as em camiões quando têm o tamanho de formigas, talvez esteja a agir com uma ligeireza absurda, assobiando para o lado para não ver o cogumelo nuclear mesmo ali à frente. Não sei. Nem quero saber, a bem da verdade.
Porém, fico um pouco aturdida com a atitude das pessoas face aos convites que lhes são entregues.
Não sei dizer, que hoje também não sei nada, rai's ma partam, se é da confiança que têm com quem os convida, se é da parvoíce intrínseca, se é da falta de vergonha, de educação ou se outro nutriente qualquer, mas a verdade é que ocorrem fenómenos deveras estranhos, e atentai que já tenho ouvido falar em paranormalidades no que a casamentos diz respeito, parece que a ocasião pede estranheza e não há nada melhor que um casório para espalhar toneladas de surrealidade.
Tomando umas notas mentais, tenho que perguntar aos que já casaram se também lhes ocorreram estes fenómenos aquando da sua data... Será que é normal e eu, feita ursa empalhada, é que acho estúpido? Será que o erro é de quem convida que não se precaveu devidamente para estes acontecimentos? Será que não é assim tão estranho? Casados deste mundo, ajudai uma alma quebrada!
Posto isto, deixando a conversa da treta, que já vai longa e há quem tenha mais que fazer e sítios para onde ir, não é claramente o meu caso, que estando no local de trabalho, trabalho é coisa que não me assiste neste momento, ficou a minha pessoa positivamente fodida, estava a tentar escapar ao verbo foder, embora relativamente adequado no que a casamentos diz respeito, mas pouco educado no que concerne a linguagem, olha que se foda, vai mesmo assim, com o fenómeno (recente, que sou novata nestas andanças) de entregar o convitezinho, todo bonitinho, todo paneleiro, devidamente identificado, com os destinatários todos discriminados e, do outro lado, à velocidade de TGV, salta de lá a pergunta do 'e o meu namorado/marido/gajo-que-ando-a-comer-há-3-meses/filho/enteado/gato/cão/whatever, também pode ir?'
Oi?!
Pode ir?
Mas ir onde, à fonte buscar água?
Então mas ... Mas, mas ... está no convite o nome dos destinatários, é preciso ser mais explícito que isto?
Não? Sou eu que sou palhaça? Encontro-me demasiado aturdida para articular um discurso mais coerente.
Já me deparei com esta situação por duas vezes.
Julguei que estavam a brincar comigo.
Depois percebi que era a sério e fiquei sem saber o que dizer.
Acho só ligeiramente mal-educado e fiquei um bocadinho chateada. Que é como quem diz, mas qu'éssa merda, caralho?
Digam-me só se é normal ou não, por favor. E expliquem-me se a normalidade consiste na pergunta por parte dos convidados, que é legitima e vem em tempo, e a minha pessoa é que é das beiras e lá estas coisas não se usam, ou se, por outro lado, estou a ser vítima da falta de porrada que os outros deveriam ter tido em crianças.
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Vide artº 1577º do Código Civil
Críptico
Alturas existiram em que percebia e gostava.
Depois, comecei a deixar de perceber, mas não comecei a deixar de gostar.
Após isso, deixei de perceber completamente e, mesmo assim, não deixei de gostar.
Agora deixei de perceber e de gostar.
Mais do que isto também não vale a pena.
Depois, comecei a deixar de perceber, mas não comecei a deixar de gostar.
Após isso, deixei de perceber completamente e, mesmo assim, não deixei de gostar.
Agora deixei de perceber e de gostar.
Mais do que isto também não vale a pena.
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O Direito tornou-me inimputável
Do Existêncialismo - V
Nas terras normais, costumam dizer 'frei nabiça, tudo o que vê cobiça' (ou com a variante Maria em vez do frei).
Em terras anglo-saxónicas, aplica-se o monkey see, monkey do.
Minha ilustre Mãe não tem tempo para provérbios, por isso chama logo garganeiro/a (mesmo sem ter muito a ver, há que desculpar, é do ar da serra), e está o assunto arrumado.
Porém, na Margem Sul, têm uma expressão muito melhor: não podem ver uma camisa lavada a um pobre.
E era só isto.
Em terras anglo-saxónicas, aplica-se o monkey see, monkey do.
Minha ilustre Mãe não tem tempo para provérbios, por isso chama logo garganeiro/a (mesmo sem ter muito a ver, há que desculpar, é do ar da serra), e está o assunto arrumado.
Porém, na Margem Sul, têm uma expressão muito melhor: não podem ver uma camisa lavada a um pobre.
E era só isto.
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Posição Doutrinária
Cinema Nº ... Coiso
Não podia deixar de ir ver este filme.
Confesso que pensei que ia levar uma banhada de todo o tamanho, mas fui surpreendida.
O argumento é muito vivido, inteligente e cru, mostrando uma realidade que não passa nas televisões ocidentais.
As interpretações são magníficas, ainda para mais feitas por não profissionais.
A história que serve de base ao filme já toda a gente conhece; os pormenores desta realidade, que ficam habitualmente de fora, dão-lhe uma cor extraordinária.
Excelente.
Confesso que pensei que ia levar uma banhada de todo o tamanho, mas fui surpreendida.
O argumento é muito vivido, inteligente e cru, mostrando uma realidade que não passa nas televisões ocidentais.
As interpretações são magníficas, ainda para mais feitas por não profissionais.
A história que serve de base ao filme já toda a gente conhece; os pormenores desta realidade, que ficam habitualmente de fora, dão-lhe uma cor extraordinária.
Excelente.
Cinema Nº ... Coiso
Ao mesmo tempo, tocante e leve, divertido e sério, cómico e triste.
Excelente argumento adaptado, boas interpretações.
Mesmo, mesmo muito bom.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Aqui Também Há Uma Espécie de Guerra
Sabem aqueles mísseis israelitas que engatam o alvo e só param (e a paragem de um míssil não é nada agradável) quando o encontram?
Comprou-se um aqui para o estaminé.
O adquirente é o chefe das galinhas.
O alvo, obviamente, porque não podia ser mais ninguém, porque não há mais ninguém, sou eu.
Vou ter que comprar uma bazuca, estou mesmo a ver...
Statement
Não há nada pior que ter que trabalhar depois de almoçar, estando um calor descomunal, com a sala a meia luz, com um silêncio sepulcral e uma vontade de dormir em cima do teclado tão grande como a de enfardar queijadas de Sintra.
Merda para mim. Porque não nasci eu rica?
Merda para mim. Porque não nasci eu rica?
Ai Sim?
O meu ilustre patrão, não contente com a façanha de ter enfardado uma tonelada de abacates em meia dúzia de dias, guardou o caroço de um, espetou-lhe uns palitos, meteu a coisa numa chávena com água e encarregou-me de cuidar do objecto.
Para criar raízes e podermos plantar um abacateiro no nosso jardim, diz ele.
E você?
Para criar raízes e podermos plantar um abacateiro no nosso jardim, diz ele.
E você?
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Ossos do Ofício,
Piadas de Propriedade Privada
Conversa da Treta
Não que isto interesse muito, mas esta porra é mesmo, mesmo boa.
Desde a primeira aplicação, o que não é coisa que se possa dizer de muitos produtos do género, faz milagres e deixa os cascos como pézinhos de princesa. E cheira bem que dói.
Recomendo vivamente.
Desde a primeira aplicação, o que não é coisa que se possa dizer de muitos produtos do género, faz milagres e deixa os cascos como pézinhos de princesa. E cheira bem que dói.
Recomendo vivamente.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Wedding Arrangements - Parte 15
Lembrei-me agora que ainda não tenho aquela merda onde se penduram os nomes dos convidados para que saibam onde se vão sentar.
Mais uma treta para gastar tempo e dinheiro, mas enfim.
Mais uma treta para gastar tempo e dinheiro, mas enfim.
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Vide artº 1577º do Código Civil
quinta-feira, 24 de julho de 2014
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