quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Vida Nefasta

Por outro lado, a Judicatura também tem dias desgraçados.

O que vale é que não estou sozinha nesta demanda insana.

Nesta comarca (às vezes) advoga-se assim.

Amostra de Gato XI

A criatura voltou ontem duma viagem à Capadócia.
Não me parece que tenha gostado muito, a avaliar pelas cabeçadas que dá nas esquinas, com aquela corneta enfiada pelas trombas abaixo e pelos tombos que dá quando tenta andar uns míseros 5 metros.

Mas continua mau como as cobras, o que significa que o corte não lhe afectou o cérebro nem a maldade intrínseca, o que é bom.

Ou não.

Esvaziada

Estes têm sido dias em que a Judicatura consome tudo o que está à volta e não deixa nada à sua passagem.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Cinema Nº ... Qualquer Coisa

Não é lá muito original, mas está muito bem feito. E ainda prega uns valentes sustos.
E tem o Edgar Ramirez que, meus senhores, é o melhor padre que alguma vez existiu na história do cinema. Houvesse um padre destes na minha paróquia até era capaz de esquecer que não acredito em divindades e começar a ir à missa todos os domingos.

Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - parte 10ª


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

E Ainda Querem Que Se Goste da Bófia

Mesmo à porta da espelunca, um carro a alta velocidade, um embate, uma gata pelos ares.
Destruída, ensanguentada, dorida, deu o último suspiro aos meus pés.
O carro era o da bófia. A gata, do vizinho. Nem pararam, nem travaram, nem meteram os cornos de fora da janela para ver o que se tinha passado. Nada.


Autoridade?
O caralho.

A Merda É Toda Esta

A porra disto tudo é que as desilusões, desgostos e traições chegam de onde menos se espera.
Depois disto, nada mais.
Contra isto, batatas.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Olha Ali a Angelina

Ai que lindo, a bonecada da criançada no vestido, é mesmo amoroso, ai que emocionante...

Se alguém me fizesse isto a um Versace que possuísse, havia mortos com toda a certeza...

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Merda Mais a Isto

Gostava de saber como é que as pessoas que têm prazos a findar hoje fazem para poderem entregar as peças se a puta do Citius resolve não trabalhar...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Wedding Arrangements - Parte 21

Ele há pessoas a quem lhes falta a vitamina da educação.

Antes, achava que a educação era uma coisa que se ensinava, que se aprendia em casa e na escola, enquanto se é petiz e que nos serve pela vida fora, para não sermos desagradáveis e estúpidos uns com os outros. Quando via alguém a ser malcriado, partia imediatamente do pressuposto que haviam faltado a umas boas aulas ou que os paizinhos se estavam marimbando para eles e não lhes proporcionaram a devida assistência educacional.

Agora que já vi mais coisas do mundo, posso afirmar, com toda a certeza, que estava errada, e hoje é dia de festa, a minha pessoa a admitir que estava errada, senhores que vai cair um santo de um qualquer altar, dia memorável, este.

A educação é uma enzima, uma vitamina, uma célula, um átomo, uma merda qualquer, que nasce com as pessoas, que faz parte do seu material genético. Tal componente é aperfeiçoado em casa e através do ensino. Porém, não é possível aperfeiçoar o que é inexistente. Algumas pessoas nascem sem este elemento e, como tal, não se podem construir paredes e tecto onde não há fundações.

Esta foi a conclusão de alguns anos de observação atenta, particularmente nos último meses.


Deixando de lado as tretas e passando a malhar, que há pessoas quem têm de trabalhar o que, já se viu, não é claramente o meu caso, que sou uma folgada de vida boa.


Meus amores, a ver se nos entendemos: ao serem convidados para um casamento, não apenas os noivos têm muito gosto que se lhes juntem neste momento de felicidade e alegria, como também são convidados num outro sentido, que é ocuparem o lugar que lhes pertence. Que é o lugar do convidado. Só.

Mandarem palpites sobre os mais diversos aspectos da organização daquele dia é uma prerrogativa que que está reservada para um grupo muito restrito de pessoas, como sejam os pais, os padrinhos (not), eventualmente a família (mesmo muito) chegada. Encabeçada pelos próprios nubentes, obviamente.

Podem guardar os palpites e outros arremessos que tais para o vosso próprio casamento ou para outra ocasião em que sejam vossas mercês a despender tempo e dinheiro para organizar.
Por exemplo, quando recebem pessoas na vossa casa, tipo a sogra ou aquela prima afastada que vos ofereceu um naperon para pôr na chapeleira do carro. Ou quando vão passear ao fim-de-semana ao shopping e levam as criancinhas todas a gritar dentro dos carrinhos.

No casamento dos outros, é que não dá lá muito jeito.

Portanto, e como é notório que vos falta aquela célula de ADN que não permite que os conceitos de educação, civilidade e urbanidade penetrem nos vossos sistemas, não vale a pena estarem com grandes discursos ou mesmo ultimatos sobre o lugar onde se querem sentar porque, meu queridos, isto não é à vontade do corpo.
Já sei que têm não-sei-quantos problemas psicológicos porque não se querem sentar ao pé de não-sei-quem com quem não falam, porque querem ficar ao lado da noiva ou ao lado da prima do noivo, porque não querem ficar numa mesa na ponta da sala, porque não querem ficar numa mesa no meio da sala ou outro problema do foro anal qualquer que vos surja no momento.

Estou familiarizada com todas essas questões que vos incomodam.
E sou sensível a elas no momento em que tal for relevante, acreditem.
 
Que é o mesmo que dizer, vocês sentam-se onde eu mandar e mais nada.

Porque onde vos mandar sentar já está preparado para todas as eventualidades que as vossas maleitas psiquiátricas necessitam. Caso não queiram, podem sempre pegar no prato e ir comer lá para fora.

Ou isso ou uma mesa ao pé do WC, que dá sempre jeito.


Que vos parece?

Reminiscências # 14

E nada, mas nada, a fazia mais orgulhosa que ouvir, mesmo que da boca de um mero conhecido, 'és tal e qual a tua Avó'.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Wedding Arrangements - Parte 19

Acabei de me lembrar.

Por imposições cabeleirísticas, não posso cortar o cabelo até ao casamento.
O que faz com que já esteja praticamente há um ano sem cortar a melena.
O que é um verdadeiro record.

O que significa que, naquele dia, vou mascarada de cigana.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Cinema Nº ... Qualquer Coisa

Ahh, os franceses, os franceses...
Qualquer história parva é transformada numa obra de arte.
Espirituoso e leve.
Muito bom.

Wedding Arrangements - Parte 18

Alianças - check!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Ainda falta um mês inteiro até ir de férias.
Não posso crer que ainda tenha que aturar mais desta merda durante mais 4 longas semanas.

Foda-se...

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Leituras ... Qualquer Coisa Serve

Envolvente, emocionante como se não se conhecesse a história, leve e, simultaneamente, completo com tanto pormenor.
Muito bom.
Recomendo vivamente.

Sem Tirar nem Pôr

" Israel está cada vez mais sozinha. É fisicamente atacada pelos foguetes do Hamas mas é internacionalmente atacada por defender-se. Sim, os foguetes israelitas são mais poderosos e mortíferos do que os do Hamas. Mas se fosse ao contrário acham que o Hamas não usaria os foguetes mais assassinos para atacar Israel? Acham que o Hamas alguma vez os usaria só para contra-atacar, depois de um ataque israelita?
Há mais de uma guerra. Nesta guerra mais recente, a maioria (mas nunca a totalidade) dos israelitas está de um lado e do outro estão o Hamas e a maioria (mas nunca a totalidade) dos palestinianos.
Na guerra mais antiga, de um lado, está Israel e os aliados democráticos, cada vez mais titubeantes, que tem. E, do outro, estão todos os imensos países árabes mais o Irão e todos os outros países islâmicos.
Israel tem aproximadamente um amigo estrangeiro por cada mil amigos que têm os palestinianos. Nas guerras, é preciso ser-se de um lado ou de outro. Nas guerras pelos underdogs, basta fazer contas para perceber que, de todos os pontos de vista numéricos, geográficos e políticos, é Israel que é o underdog.
Por cada cem israelitas que querem um estado da Palestina quantos palestinianos querem Israel ao lado da Palestina? Um. Só os mais inteligentes e humanistas. Felizmente ainda são bastantes. Mas não são do Hamas.
É preciso escolher Israel – tanto pela causa de Israel como pela nossa.
O resto é cobardia, aldrabice, desprezo e estupidez. "

Miguel Esteves Cardoso in Público

Não sou grande fã do MEC, mas desta vez tiro-lhe o meu chapéu.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Wedding Arrangements - Parte 17

Porra bem grande onde pendurar os nomes das mesas e das pessoas que lá sentarão seus ilustres cus - check!

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 49

Uma das grandes vantagens de se ser superior hierárquico é, sem dúvida, poder delegar. Principalmente as tarefas chatas. Nada há de melhor e, diga-se, mais português, do que mandar os outros fazer trabalhos de merda enquanto que se fica com a parte boa, que é, normalmente, coçar a micose enquanto se espera que a coisa apareça feita.

Porém, e porque esta espelunca está muito longe de ser uma grande sociedade, ao estilo de Liberdade XXI, em tempo de férias, o trabalho é redistribuído e quando o subalterno vai de férias e o superior arrota com os costados no escritório, é a este último que retomam os trabalhos de sapa que foram delegados.

Ao verificar o expediente de hoje, observo no meu estendal um processo que deleguei, cujo trabalho consistia em, basicamente, contactar um ilustre colega que é, vá, na pureza dos conceitos, podre de giro e bom nas horas. Já se encontrando a minha pessoa extremamente bem fornecida nessa sede, alegremente entreguei o trabalho à ilustre estagiária, moça mui prendada e em idade casadoira, na esperança que dali saísse um belo de um romance, do qual poderia, mais tarde, recolher os louros por ter dado um empurrão a tamanha felicidade. A dita moça, em vez de fazer o trabalho indicado, protela a tarefa até à altura de ir ela própria de férias, para, depois, remeter-me novamente o processo. Tradução: a badalhoca, porque teve vergonha de falar com o gajo, não quis fazer o contacto. Merda mais a isto.

De má vontade, lá pego na porra dos papéis, à procura do número de telefone da besta. Qual não é o meu espanto quando, no meio da balbúrdia de papéis, encontro uma folha com as trombas do colega, que de facto, é um belo exemplar masculino, não restem dúvidas quanto a isso, mas essa não é a questão em cima da mesa.

Quem, senhores, quem é que sabe perder tempo a imprimir uma puta de uma folha com a fotografia do gajo, mas não pega no telefone para falar com ele e fechar o acordo?! Quase que podia ouvir o risinho parvo daquela gaja, a buzinar no meu ouvido.

Moral da história: nunca se armem em casamenteiros. Só arranjam sarna para se coçarem.

Continuo Sozinha na Casinha de Monstros Civilistas

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Sozinha Na Casinha de Monstros Civilistas

A Importância de uma Pinça na Vida de uma Mulher

A palavra é dada a trocadilhos, especialmente se lhe tirarmos aquele 'n' que paira ali entre o 'i' e o 'ç'; no entanto, este esboço nada tem a ver com objectos fálicos.

Aqui há coisa de um ano e meio / dois anos, que já nem sei a quantas ando, qual velha que só recorda o que aconteceu antes da Revolução, perdi a minha pinça de estimação. A pinça que me permitia ter sempre as pilosidades das sobrancelhas alinhadas, simétricas e arrumadas desapareceu e deixou em mim um vazio tremendo. Desde então, a minha existência tem sido uma constante demanda pela pinça perfeita, sem grande resultado. Perdi a conta às pinças que entretanto fui adquirindo, na vã esperança que as novas aquisições estivessem à altura da primogénita, que durante anos me acompanhou e que deu às minhas trombas um ar minimamente decente. As substitutas deram apenas um pequeno contributo para manter a celha mais ou menos alinhada, mais ou menos simétrica, mais ou menos arrumada. Nada que se comparasse à velha pinça, esse colosso da história da depilação, comprada numa loja de produtos superiores e que me custou os olhos da cara, ou não fossem as lojas chinesas o arquétipo do luxo em todos os produtos que vendem.
Dei muitas voltas à cabeça a pensar onde poderei ter deixado semelhante artefacto, voltando constantemente aos lugares onde a poderei ter perdido. Nada. Imaginei que alguém, vendo tanta riqueza num objecto tão magnifico, se tivesse abotoado com ela. Cheguei, inclusive, a raptar elementos familiares, torturando-os sem piedade, tudo com o intuito de recuperar a minha menina dos milagres pilosos. Rien de rien. Por fim, resignei-me à perda definitiva e encerrei-me num luto pesado e sem retorno.
Ontem, arrumando as tralhas do regresso, colocando inadvertidamente a mão num bolso escondido de uma qualquer maleta que levei comigo, apalpei uma saliência metálica e, qual não é o espanto da minha pessoa, quando, na palma da minha mão, surge, brilhante e fulgurante, a minha adorada pinça.
Lágrimas assomaram meus olhos, alegria palpitou em meu peito, felicidade suprema atingida no meu ser!
De volta a filha pródiga, posso finalmente ter uma aparência novamente decente.
A demanda chegou ao fim. Encontrei o meu graal. Já posso ir lá para fora brincar.




Agora que penso nisso, tirai, de facto aquele 'n' que paira ali entre o 'i' e o 'ç' e tendes uma bela alegoria.

Leituras ... Qualquer Coisa Serve

Bolas, que este estava difícil de acabar...
Não deixando, de forma alguma, de ser fã de Scarrow, confesso que este livro não me entusiasmou por aí além. Mesmo com acção com fartura, não cativa, é aborrecido amiúde e o personagem do vilão é tão parvo que se torna previsível e idiótico.
Pode ser que o próximo volume de Cato e Macro seja melhor.
Peço desculpa, mas fui ali ao bailarico.
Já voltei.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Amostra de Gato X

Gato que se preze também dorme ao sol, todo esticado, todo aberto, como se fosse uma reles pessoa.

Amostra de Gato IX

Gato que se preze enfia-se logo no saco dos sapatos que acabaram de chegar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Nonsense Talking Nº ... Qualquer Coisa

 - Bom dia.
 - Bom dia. Faça favor?
 - Tenho um apontamento marcado com o Dr. X.
 - Com certeza. Aguarde um pouco na sala, por favor.


Nem preciso de perguntar de onde veio a senhora.
Afinal, não é só o direito que deixa as pessoas inimputáveis; as Franças também.

Amostra de Gato VIII

Novo poiso do bicho.
Não há nada a fazer, a inimputabilidade pega-se.

Robin Williams

Partem todos cedo demais.

Cinema Nº ... Coiso

Tremendo.
Interpretação extraordinária de Hoffman. Como tudo o que ele fazia, aliás.
Frustração gigante no final que não tira o encanto.
Muito, muito bom.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Wedding Arrangements - Parte 16

A verdade é que tenho muito pouca experiência na área, confesso.
Não percebo nada disto, não sei o que é suposto fazer, nem como reagir, nem sequer o que esperar.
Talvez esteja a lidar com as coisas dando-lhes demasiada importância, transformando-as em camiões quando têm o tamanho de formigas, talvez esteja a agir com uma ligeireza absurda, assobiando para o lado para não ver o cogumelo nuclear mesmo ali à frente. Não sei. Nem quero saber, a bem da verdade.

Porém, fico um pouco aturdida com a atitude das pessoas face aos convites que lhes são entregues.

Não sei dizer, que hoje também não sei nada, rai's ma partam, se é da confiança que têm com quem os convida, se é da parvoíce intrínseca, se é da falta de vergonha, de educação ou se outro nutriente qualquer, mas a verdade é que ocorrem fenómenos deveras estranhos, e atentai que já tenho ouvido falar em paranormalidades no que a casamentos diz respeito, parece que a ocasião pede estranheza e não há nada melhor que um casório para espalhar toneladas de surrealidade.

Tomando umas notas mentais, tenho que perguntar aos que já casaram se também lhes ocorreram estes fenómenos aquando da sua data... Será que é normal e eu, feita ursa empalhada, é que acho estúpido? Será que o erro é de quem convida que não se precaveu devidamente para estes acontecimentos? Será que não é assim tão estranho? Casados deste mundo, ajudai uma alma quebrada!

Posto isto, deixando a conversa da treta, que já vai longa e há quem tenha mais que fazer e sítios para onde ir, não é claramente o meu caso, que estando no local de trabalho, trabalho é coisa que não me assiste neste momento, ficou a minha pessoa positivamente fodida, estava a tentar escapar ao verbo foder, embora relativamente adequado no que a casamentos diz respeito, mas pouco educado no que concerne a linguagem, olha que se foda, vai mesmo assim, com o fenómeno (recente, que sou novata nestas andanças) de entregar o convitezinho, todo bonitinho, todo paneleiro, devidamente identificado, com os destinatários todos discriminados e, do outro lado, à velocidade de TGV, salta de lá a pergunta do 'e o meu namorado/marido/gajo-que-ando-a-comer-há-3-meses/filho/enteado/gato/cão/whatever, também pode ir?'

Oi?!
Pode ir?
Mas ir onde, à fonte buscar água?
Então mas ... Mas, mas ... está no convite o nome dos destinatários, é preciso ser mais explícito que isto?

Não? Sou eu que sou palhaça? Encontro-me demasiado aturdida para articular um discurso mais coerente.
Já me deparei com esta situação por duas vezes.
Julguei que estavam a brincar comigo.
Depois percebi que era a sério e fiquei sem saber o que dizer.

Acho só ligeiramente mal-educado e fiquei um bocadinho chateada. Que é como quem diz, mas qu'éssa merda, caralho?

Digam-me só se é normal ou não, por favor. E expliquem-me se a normalidade consiste na pergunta por parte dos convidados, que é legitima e vem em tempo, e a minha pessoa é que é das beiras e lá estas coisas não se usam, ou se, por outro lado, estou a ser vítima da falta de porrada que os outros deveriam ter tido em crianças.

Críptico

Alturas existiram em que percebia e gostava.
Depois, comecei a deixar de perceber, mas não comecei a deixar de gostar.
Após isso, deixei de perceber completamente e, mesmo assim, não deixei de gostar.
Agora deixei de perceber e de gostar.

Mais do que isto também não vale a pena.

Do Existêncialismo - V

Nas terras normais, costumam dizer 'frei nabiça, tudo o que vê cobiça' (ou com a variante Maria em vez do frei).

Em terras anglo-saxónicas, aplica-se o monkey see, monkey do.

Minha ilustre Mãe não tem tempo para provérbios, por isso chama logo garganeiro/a (mesmo sem ter muito a ver, há que desculpar, é do ar da serra), e está o assunto arrumado.

Porém, na Margem Sul, têm uma expressão muito melhor: não podem ver uma camisa lavada a um pobre.

E era só isto.

Cinema Nº ... Coiso

Não podia deixar de ir ver este filme.
Confesso que pensei que ia levar uma banhada de todo o tamanho, mas fui surpreendida.
O argumento é muito vivido, inteligente e cru, mostrando uma realidade que não passa nas televisões ocidentais.
As interpretações são magníficas, ainda para mais feitas por não profissionais.
A história que serve de base ao filme já toda a gente conhece; os pormenores desta realidade, que ficam habitualmente de fora, dão-lhe uma cor extraordinária.


Excelente.

Imagem Viva Daquele Penico que Vive Lá em Casa

Palavras não descreveriam melhor.

Cinema Nº ... Coiso


Ao mesmo tempo, tocante e leve, divertido e sério, cómico e triste.
Excelente argumento adaptado, boas interpretações.

Mesmo, mesmo muito bom.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Aqui Também Há Uma Espécie de Guerra


Sabem aqueles mísseis israelitas que engatam o alvo e só param (e a paragem de um míssil não é nada agradável) quando o encontram?

Comprou-se um aqui para o estaminé.

O adquirente é o chefe das galinhas.
O alvo, obviamente, porque não podia ser mais ninguém, porque não há mais ninguém, sou eu.

Vou ter que comprar uma bazuca, estou mesmo a ver...

Statement

Não há nada pior que ter que trabalhar depois de almoçar, estando um calor descomunal, com a sala a meia luz, com um silêncio sepulcral e uma vontade de dormir em cima do teclado tão grande como a de enfardar queijadas de Sintra.

Merda para mim. Porque não nasci eu rica?

Hoje Acordei British

Kit Harington


Só um bocadinho.

Ai Sim?

O meu ilustre patrão, não contente com a façanha de ter enfardado uma tonelada de abacates em meia dúzia de dias, guardou o caroço de um, espetou-lhe uns palitos, meteu a coisa numa chávena com água e encarregou-me de cuidar do objecto.
Para criar raízes e podermos plantar um abacateiro no nosso jardim, diz ele.



E você?

Conversa da Treta

Não que isto interesse muito, mas esta porra é mesmo, mesmo boa.
Desde a primeira aplicação, o que não é coisa que se possa dizer de muitos produtos do género, faz milagres e deixa os cascos como pézinhos de princesa. E cheira bem que dói.

Recomendo vivamente.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Wedding Arrangements - Parte 15

Lembrei-me agora que ainda não tenho aquela merda onde se penduram os nomes dos convidados para que saibam onde se vão sentar.

Mais uma treta para gastar tempo e dinheiro, mas enfim.

Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - Parte 8ª


quinta-feira, 24 de julho de 2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Israeli / Palestinian

Não diria melhor (clicar para ver com mais propriedade).

Já ando a dizer isto há não sei quantos anos, mas aparentemente o que está na moda é malhar em Israel como se não houvesse amanhã.

terça-feira, 22 de julho de 2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Nonsense Talking Nº ... Qualquer Coisa

 - Sabe, é que isto do crime é muita complicado, pá... Há crimes muito diferentes e tudo... Há basicamente três tipos de crime: os públicos, os semi-públicos e os privados.



É. O crime privado é só para os mais abastados. Os públicos e os semi-públicos são para a ralé. Um pouco como os hospitais, no fundo. Os privados são só para quem paga e são crimes mais recatados, selectos, normalmente ocorrem em Cascais e tudo. Por isso é que aquele tribunal é uma vergonha.

Amostra de Gato V





Um pouco de todas, acho.

Não há grandes melhoras, portanto.

Qualquer Semelhança Com a Realidade É Pura Coicidência - Parte 7ª


Cinema Nº ... Coiso

Engraçadinho, mas com pouca profundidade, história um tanto previsível e argumento um tanto fraquinho.
Vale pela realização, mas nada de extraordinário.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Ai Sim?

O meu ilustre patrão tem um arsenal de abacates na sua secretária, que come alarvemente durante o horário de expediente.





E você?

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Qu'éssa merda?!

Não percebo isto.
Mesmo.
A sério.
Nem vale a pena começar a dizer mal porque para isso é preciso compreender o conceito e conhecê-lo um pouco.
Nem isso.
Até dói olhar. É mil vezes pior que um homem de cueca-tipo-sunga. Quase me faz preferir a cueca.
Ai. Dor. Imensa dor.
Foda-se.
Não.
Não mesmo.
Socorro.

Campeões do Mundo

Sem grandes surpresas, não é?

Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - Parte 6ª


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Criptíco


Mundial 2014

Nem sei bem como deixei passar isto, dado que a Mannschaft é, por norma, a equipa pela qual torço em competições internacionais (mesmo quando joga Portugal, é preciso dizê-lo, a não ser que joguem um contra o outro e aí mando passear os alemães, mas que é isto, isto assim não pode ser, ah e tal), mas foi uma exibição do caraças e a Alemanha vai ser ganhar aquela merda toda.

Arrota Brasil.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Leituras ... Qualquer Coisa Serve

Excelente como sempre, mas com um pequeno senão.
Mr. Scarrow deve ter medo de escrever sobre intimidade entre as personagens, porque apenas aflora o aspecto muito ao looooooonge, deixando para trás um elemento que poderia adicionar mais interesse à coisa.
Tirando isso, muito bem; venha o próximo.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Wedding Arrangements - Parte 14

Já com o vestido em casa, pergunto-me como é que alguma vez me vou enfiar ali dentro...

Cinema Nº ... Coiso

Não é nada de original, mas dentro da falta de originalidade, há um qualquer laivo criativo que lhe dá muita graça. Prima pelo surrealismo da situação em si.
Interpretação extraordinária, com um accent absolutamente delicioso.
Muito bom.


Mr. Hardy, Mr. Hardy ... muita saúdinha que V.Exa. tem, é o que é...

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Fábio Porchat

Muito giro e tal, muita gente, arena cheia que nem um ovo, cá fora nem havia espaço para uma pessoa se sentar a comer descansada, nem dá para pedir café que nem nos servem, toda a gente a atropelar-se, gente famosa, gente com a mania que é famosa, hipters, hipsters everywhere e outros fenómenos que tais.

Este rapaz é muito talentoso, muito divertido, cheio de piada e mesmo muito engraçado.
Fala pelos cotovelos e é sempre simpático com o público.
No fim do espectáculo, ainda levou lá os amigos todos da Porta do Fundos, que disseram adeus às pessoas, lançaram um sorrisinho e foram embora. 

Pena que fale depressa demais e que a acústica do Campo Pequeno meta nojo.

De resto, impecável.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

terça-feira, 1 de julho de 2014

Nonsense Talking Nº ... Qualquer Coisa

- Aquela gaja tem uma profissão esquisita.
- Ai sim?
- Sim. Não sei bem como é que se diz...
- Mas faz o quê?
- É pá, uma coisa com pás e essas coisas... Aaaa... Porra, não sei dizer, ajuda-me...
- Com pás?!
- Sim. Põe-se a cavar cenas com pás e assim... Como é que se diz, pá?!
- Ahn?
- Ó pá, como é que se chamam àqueles gajos que se põem a cavar e a descobrir ossos?
- ...

Coisas Que Vejo Por Aí # 22

Não será o melhor filme do género, nem com as melhores interpretações nem com os melhores efeitos especiais, mas o argumento e a ideia são absolutamente originais e bem estruturados.
A visualização deste filme provoca no espectador a fúria, a angústia e o desespero de vivência da situação real. Faz com que se queira pegar num pau e distribuir fruta com ele pelas pinhas abaixo das personagens estúpidas que compõem o elenco. Se isso não é uma Purga em si, não sei o que será.

Vale muito a pena.

Como as Velhas

Tenho alguma dificuldade em perceber este calçado (reparem que, de um momento para o outro, tenho 70 anos); voltámos aos anos 80, foi? Ou estamos com saudades das botas ortopédicas que usávamos quando éramos garotos?
Mas que é esta merda, pá?!

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 48

Digo eu que nada sei, nem pretendo saber, que sou porca até à 15ª geração, que a falta de p*ça é uma coisa tenebrosa que estraga a vida às pessoas e torna-as parvas, mesquinhas, venenosas, atrofiadas, maldosas, invejosas, ordinárias, pobres de espírito, reles, picuínhas, baixas e extremamente perturbadas.

Quando a todas estas maleitas, causadas pela falta daquela palavra com um asterisco no primeiro parágrafo, se junta a mania que se é a monarca da Escócia, é o fim.

Pior ainda quando se tem desta gente na família, o que torna os Natais, Páscoas e afins desta vida uma autêntica paródia.

E era só isto.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Aviãozinho

Lembro aqueles dias ensolarados, a casa a cheirar a maçãs e o sofá velhinho que rangia quando alguém se sentava, era aos quadradinhos pretos e cremes, o sofá e cabia sempre mais um.

Lembro a máquina de costura ao pé da janela, para aproveitar a luz, da gaveta cheia de botões, tantos botões, milhares de botões, de mil e uma cores, de tantos formatos, o armário dos trapos onde Ela guardava todos os bocados de tecido que alguma vez lhe passaram pelas mãos, uma vez fez-me uma colcha e dois almofadões e um travesseiro só com os bocados de tecido desirmanados e nunca o meu quarto teve tanta graça.

Lembro o gato, que gato, um gato, havia sempre um gato naquela casa, a dormir em qualquer esquina ou a roubar um queijo da despensa, lembro da hora do lanche, daquele pão estaladiço e de côdea dura, a manteiga fresca, o leite quentinho.

Lembro-me Dele a dormir na poltrona, de boca aberta e, quando percebia que o sono era profundo, atirava-lhe sempre um almofada à cabeça. E Ele ria-se.

Lembro aquelas tardes, quase todas, em que Ela me punha a dormir a sesta, que fazia bem, que depois ficas mais fresquinha e esperta para ir brincar, e então deitava-me no sofá, com um cobertor fofinho e tapava a janela com aquela cortina laranja horrível que transformava a sala num aquário silencioso em que toda a atmosfera era laranja, os móveis, as paredes, a televisão. E não tinha vontade nenhuma de dormir, o cobertor picava e fazia calor, queria mexer no gato, mas era hora de dormir.

E lá fora passava sempre um aviãozinho, àquela hora, daqueles que faziam um barulhinho à moda da II Guerra, e prolongava a volta que dava à volta da base aérea e passava por cima da aldeia tantas vezes, e que tinha vontade de ir com o aviãozinho, que me fazia lembrar o sol que estava lá fora, e que podia ir brincar com os outros miúdos na rua, ou ver bonecos na televisão, mas não podia porque era hora da sesta. Tinha, então, uma dor no peito, que na altura não sabia o que era, e tinha vontade de ir brincar, desobedecer, fazer o que queria, queria ser grande para fazer só o que me apetecesse. Uma vez, disse-Lhe, daqui a um mês faço 7 anos e aí já não vais mandar em mim. E Ela riu-se, riu-se tanto que lhe vieram as lágrimas aos olhos, a sua menina tinha sangue na guelra, saía a Ela.

Mas o aviãozinho teimava em passar por cima da casa, todos os dias, àquela hora e eu queria estar em todo o lado menos no sofá a fingir que dormia a sesta, queria ir lá para fora, queria e não podia, quem me dera ser adulta e fazer o que quero, nunca mais vou dormir a sesta.

O avião finalmente aterrou. Anos passaram. 20, 25 anos.
Sou adulta. Faço o que quero.
Eles estão mortos, a casa está fechada, já não há cortina na janela, não há sesta para ninguém.

Hoje passou por aqui um outro aviãozinho, igual àquele de há tantos anos, se calhar ainda era o mesmo. E lembrei-me de todas aquelas tardes em que quis que o tempo andasse mais depressa, só para, depois, me arrepender desses dias que não voltam, que o tempo não pára, só eu estou presa no mesmo momento.

E todas as perdas que sofro me lembram, Dele e Dela, e do aviãozinho que passava por cima da casa onde estava uma miúda que não queria dormir.




'Só Escolhes Música de M*rda'

Quão difícil pode ser escolher uma puta de uma música para, acabada a cerimónia de casamento em si, ficarem os noivos a receber parabéns e demais felicitações das pessoas?

Esta era boa, ó:

Wedding Arrangements - Parte 13

Bonecos parvos para pôr no bolo, maneira muito esperta de gastar uma nota preta em merdas, ainda por cima para umas tretas que de certeza absoluta que alguém me vai roubar e nunca mais os vejo - check!

Cinema Nº ... Coiso

Extremamente fiel ao livro, tem um argumento razoável e interpretações boazinhas, apesar de lhe faltar um elemento fulcral: o outro não é só uma pessoa parecida fisicamente com o personagem principal; é ele. São a mesma pessoa e isso não passa para quem vê o filme, a quem tudo parece desproporcionado e excessivamente melodramático por causa disso.

Excepto para quem leu o livro.

Que foi o meu caso.

E que gostei bastante.

E por causa disso, digo que está engraçado.

E era só isto.

Respirando fundo, que a vida segue, mais pobre e mais vazia.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

'All The Ones That I Have Loved'

 - I will never forget you.
 - That's what being immortal truly means.