terça-feira, 12 de agosto de 2014

Nonsense Talking Nº ... Qualquer Coisa

 - Bom dia.
 - Bom dia. Faça favor?
 - Tenho um apontamento marcado com o Dr. X.
 - Com certeza. Aguarde um pouco na sala, por favor.


Nem preciso de perguntar de onde veio a senhora.
Afinal, não é só o direito que deixa as pessoas inimputáveis; as Franças também.

Amostra de Gato VIII

Novo poiso do bicho.
Não há nada a fazer, a inimputabilidade pega-se.

Robin Williams

Partem todos cedo demais.

Cinema Nº ... Coiso

Tremendo.
Interpretação extraordinária de Hoffman. Como tudo o que ele fazia, aliás.
Frustração gigante no final que não tira o encanto.
Muito, muito bom.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Wedding Arrangements - Parte 16

A verdade é que tenho muito pouca experiência na área, confesso.
Não percebo nada disto, não sei o que é suposto fazer, nem como reagir, nem sequer o que esperar.
Talvez esteja a lidar com as coisas dando-lhes demasiada importância, transformando-as em camiões quando têm o tamanho de formigas, talvez esteja a agir com uma ligeireza absurda, assobiando para o lado para não ver o cogumelo nuclear mesmo ali à frente. Não sei. Nem quero saber, a bem da verdade.

Porém, fico um pouco aturdida com a atitude das pessoas face aos convites que lhes são entregues.

Não sei dizer, que hoje também não sei nada, rai's ma partam, se é da confiança que têm com quem os convida, se é da parvoíce intrínseca, se é da falta de vergonha, de educação ou se outro nutriente qualquer, mas a verdade é que ocorrem fenómenos deveras estranhos, e atentai que já tenho ouvido falar em paranormalidades no que a casamentos diz respeito, parece que a ocasião pede estranheza e não há nada melhor que um casório para espalhar toneladas de surrealidade.

Tomando umas notas mentais, tenho que perguntar aos que já casaram se também lhes ocorreram estes fenómenos aquando da sua data... Será que é normal e eu, feita ursa empalhada, é que acho estúpido? Será que o erro é de quem convida que não se precaveu devidamente para estes acontecimentos? Será que não é assim tão estranho? Casados deste mundo, ajudai uma alma quebrada!

Posto isto, deixando a conversa da treta, que já vai longa e há quem tenha mais que fazer e sítios para onde ir, não é claramente o meu caso, que estando no local de trabalho, trabalho é coisa que não me assiste neste momento, ficou a minha pessoa positivamente fodida, estava a tentar escapar ao verbo foder, embora relativamente adequado no que a casamentos diz respeito, mas pouco educado no que concerne a linguagem, olha que se foda, vai mesmo assim, com o fenómeno (recente, que sou novata nestas andanças) de entregar o convitezinho, todo bonitinho, todo paneleiro, devidamente identificado, com os destinatários todos discriminados e, do outro lado, à velocidade de TGV, salta de lá a pergunta do 'e o meu namorado/marido/gajo-que-ando-a-comer-há-3-meses/filho/enteado/gato/cão/whatever, também pode ir?'

Oi?!
Pode ir?
Mas ir onde, à fonte buscar água?
Então mas ... Mas, mas ... está no convite o nome dos destinatários, é preciso ser mais explícito que isto?

Não? Sou eu que sou palhaça? Encontro-me demasiado aturdida para articular um discurso mais coerente.
Já me deparei com esta situação por duas vezes.
Julguei que estavam a brincar comigo.
Depois percebi que era a sério e fiquei sem saber o que dizer.

Acho só ligeiramente mal-educado e fiquei um bocadinho chateada. Que é como quem diz, mas qu'éssa merda, caralho?

Digam-me só se é normal ou não, por favor. E expliquem-me se a normalidade consiste na pergunta por parte dos convidados, que é legitima e vem em tempo, e a minha pessoa é que é das beiras e lá estas coisas não se usam, ou se, por outro lado, estou a ser vítima da falta de porrada que os outros deveriam ter tido em crianças.

Críptico

Alturas existiram em que percebia e gostava.
Depois, comecei a deixar de perceber, mas não comecei a deixar de gostar.
Após isso, deixei de perceber completamente e, mesmo assim, não deixei de gostar.
Agora deixei de perceber e de gostar.

Mais do que isto também não vale a pena.

Do Existêncialismo - V

Nas terras normais, costumam dizer 'frei nabiça, tudo o que vê cobiça' (ou com a variante Maria em vez do frei).

Em terras anglo-saxónicas, aplica-se o monkey see, monkey do.

Minha ilustre Mãe não tem tempo para provérbios, por isso chama logo garganeiro/a (mesmo sem ter muito a ver, há que desculpar, é do ar da serra), e está o assunto arrumado.

Porém, na Margem Sul, têm uma expressão muito melhor: não podem ver uma camisa lavada a um pobre.

E era só isto.

Cinema Nº ... Coiso

Não podia deixar de ir ver este filme.
Confesso que pensei que ia levar uma banhada de todo o tamanho, mas fui surpreendida.
O argumento é muito vivido, inteligente e cru, mostrando uma realidade que não passa nas televisões ocidentais.
As interpretações são magníficas, ainda para mais feitas por não profissionais.
A história que serve de base ao filme já toda a gente conhece; os pormenores desta realidade, que ficam habitualmente de fora, dão-lhe uma cor extraordinária.


Excelente.

Imagem Viva Daquele Penico que Vive Lá em Casa

Palavras não descreveriam melhor.

Cinema Nº ... Coiso


Ao mesmo tempo, tocante e leve, divertido e sério, cómico e triste.
Excelente argumento adaptado, boas interpretações.

Mesmo, mesmo muito bom.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Aqui Também Há Uma Espécie de Guerra


Sabem aqueles mísseis israelitas que engatam o alvo e só param (e a paragem de um míssil não é nada agradável) quando o encontram?

Comprou-se um aqui para o estaminé.

O adquirente é o chefe das galinhas.
O alvo, obviamente, porque não podia ser mais ninguém, porque não há mais ninguém, sou eu.

Vou ter que comprar uma bazuca, estou mesmo a ver...

Statement

Não há nada pior que ter que trabalhar depois de almoçar, estando um calor descomunal, com a sala a meia luz, com um silêncio sepulcral e uma vontade de dormir em cima do teclado tão grande como a de enfardar queijadas de Sintra.

Merda para mim. Porque não nasci eu rica?

Hoje Acordei British

Kit Harington


Só um bocadinho.

Ai Sim?

O meu ilustre patrão, não contente com a façanha de ter enfardado uma tonelada de abacates em meia dúzia de dias, guardou o caroço de um, espetou-lhe uns palitos, meteu a coisa numa chávena com água e encarregou-me de cuidar do objecto.
Para criar raízes e podermos plantar um abacateiro no nosso jardim, diz ele.



E você?

Conversa da Treta

Não que isto interesse muito, mas esta porra é mesmo, mesmo boa.
Desde a primeira aplicação, o que não é coisa que se possa dizer de muitos produtos do género, faz milagres e deixa os cascos como pézinhos de princesa. E cheira bem que dói.

Recomendo vivamente.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Wedding Arrangements - Parte 15

Lembrei-me agora que ainda não tenho aquela merda onde se penduram os nomes dos convidados para que saibam onde se vão sentar.

Mais uma treta para gastar tempo e dinheiro, mas enfim.

Qualquer Semelhança com a Realidade É Pura Coincidência - Parte 8ª


quinta-feira, 24 de julho de 2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Israeli / Palestinian

Não diria melhor (clicar para ver com mais propriedade).

Já ando a dizer isto há não sei quantos anos, mas aparentemente o que está na moda é malhar em Israel como se não houvesse amanhã.

terça-feira, 22 de julho de 2014