quinta-feira, 10 de julho de 2014

Criptíco


Mundial 2014

Nem sei bem como deixei passar isto, dado que a Mannschaft é, por norma, a equipa pela qual torço em competições internacionais (mesmo quando joga Portugal, é preciso dizê-lo, a não ser que joguem um contra o outro e aí mando passear os alemães, mas que é isto, isto assim não pode ser, ah e tal), mas foi uma exibição do caraças e a Alemanha vai ser ganhar aquela merda toda.

Arrota Brasil.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Leituras ... Qualquer Coisa Serve

Excelente como sempre, mas com um pequeno senão.
Mr. Scarrow deve ter medo de escrever sobre intimidade entre as personagens, porque apenas aflora o aspecto muito ao looooooonge, deixando para trás um elemento que poderia adicionar mais interesse à coisa.
Tirando isso, muito bem; venha o próximo.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Wedding Arrangements - Parte 14

Já com o vestido em casa, pergunto-me como é que alguma vez me vou enfiar ali dentro...

Cinema Nº ... Coiso

Não é nada de original, mas dentro da falta de originalidade, há um qualquer laivo criativo que lhe dá muita graça. Prima pelo surrealismo da situação em si.
Interpretação extraordinária, com um accent absolutamente delicioso.
Muito bom.


Mr. Hardy, Mr. Hardy ... muita saúdinha que V.Exa. tem, é o que é...

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Fábio Porchat

Muito giro e tal, muita gente, arena cheia que nem um ovo, cá fora nem havia espaço para uma pessoa se sentar a comer descansada, nem dá para pedir café que nem nos servem, toda a gente a atropelar-se, gente famosa, gente com a mania que é famosa, hipters, hipsters everywhere e outros fenómenos que tais.

Este rapaz é muito talentoso, muito divertido, cheio de piada e mesmo muito engraçado.
Fala pelos cotovelos e é sempre simpático com o público.
No fim do espectáculo, ainda levou lá os amigos todos da Porta do Fundos, que disseram adeus às pessoas, lançaram um sorrisinho e foram embora. 

Pena que fale depressa demais e que a acústica do Campo Pequeno meta nojo.

De resto, impecável.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

terça-feira, 1 de julho de 2014

Nonsense Talking Nº ... Qualquer Coisa

- Aquela gaja tem uma profissão esquisita.
- Ai sim?
- Sim. Não sei bem como é que se diz...
- Mas faz o quê?
- É pá, uma coisa com pás e essas coisas... Aaaa... Porra, não sei dizer, ajuda-me...
- Com pás?!
- Sim. Põe-se a cavar cenas com pás e assim... Como é que se diz, pá?!
- Ahn?
- Ó pá, como é que se chamam àqueles gajos que se põem a cavar e a descobrir ossos?
- ...

Coisas Que Vejo Por Aí # 22

Não será o melhor filme do género, nem com as melhores interpretações nem com os melhores efeitos especiais, mas o argumento e a ideia são absolutamente originais e bem estruturados.
A visualização deste filme provoca no espectador a fúria, a angústia e o desespero de vivência da situação real. Faz com que se queira pegar num pau e distribuir fruta com ele pelas pinhas abaixo das personagens estúpidas que compõem o elenco. Se isso não é uma Purga em si, não sei o que será.

Vale muito a pena.

Como as Velhas

Tenho alguma dificuldade em perceber este calçado (reparem que, de um momento para o outro, tenho 70 anos); voltámos aos anos 80, foi? Ou estamos com saudades das botas ortopédicas que usávamos quando éramos garotos?
Mas que é esta merda, pá?!

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 48

Digo eu que nada sei, nem pretendo saber, que sou porca até à 15ª geração, que a falta de p*ça é uma coisa tenebrosa que estraga a vida às pessoas e torna-as parvas, mesquinhas, venenosas, atrofiadas, maldosas, invejosas, ordinárias, pobres de espírito, reles, picuínhas, baixas e extremamente perturbadas.

Quando a todas estas maleitas, causadas pela falta daquela palavra com um asterisco no primeiro parágrafo, se junta a mania que se é a monarca da Escócia, é o fim.

Pior ainda quando se tem desta gente na família, o que torna os Natais, Páscoas e afins desta vida uma autêntica paródia.

E era só isto.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Aviãozinho

Lembro aqueles dias ensolarados, a casa a cheirar a maçãs e o sofá velhinho que rangia quando alguém se sentava, era aos quadradinhos pretos e cremes, o sofá e cabia sempre mais um.

Lembro a máquina de costura ao pé da janela, para aproveitar a luz, da gaveta cheia de botões, tantos botões, milhares de botões, de mil e uma cores, de tantos formatos, o armário dos trapos onde Ela guardava todos os bocados de tecido que alguma vez lhe passaram pelas mãos, uma vez fez-me uma colcha e dois almofadões e um travesseiro só com os bocados de tecido desirmanados e nunca o meu quarto teve tanta graça.

Lembro o gato, que gato, um gato, havia sempre um gato naquela casa, a dormir em qualquer esquina ou a roubar um queijo da despensa, lembro da hora do lanche, daquele pão estaladiço e de côdea dura, a manteiga fresca, o leite quentinho.

Lembro-me Dele a dormir na poltrona, de boca aberta e, quando percebia que o sono era profundo, atirava-lhe sempre um almofada à cabeça. E Ele ria-se.

Lembro aquelas tardes, quase todas, em que Ela me punha a dormir a sesta, que fazia bem, que depois ficas mais fresquinha e esperta para ir brincar, e então deitava-me no sofá, com um cobertor fofinho e tapava a janela com aquela cortina laranja horrível que transformava a sala num aquário silencioso em que toda a atmosfera era laranja, os móveis, as paredes, a televisão. E não tinha vontade nenhuma de dormir, o cobertor picava e fazia calor, queria mexer no gato, mas era hora de dormir.

E lá fora passava sempre um aviãozinho, àquela hora, daqueles que faziam um barulhinho à moda da II Guerra, e prolongava a volta que dava à volta da base aérea e passava por cima da aldeia tantas vezes, e que tinha vontade de ir com o aviãozinho, que me fazia lembrar o sol que estava lá fora, e que podia ir brincar com os outros miúdos na rua, ou ver bonecos na televisão, mas não podia porque era hora da sesta. Tinha, então, uma dor no peito, que na altura não sabia o que era, e tinha vontade de ir brincar, desobedecer, fazer o que queria, queria ser grande para fazer só o que me apetecesse. Uma vez, disse-Lhe, daqui a um mês faço 7 anos e aí já não vais mandar em mim. E Ela riu-se, riu-se tanto que lhe vieram as lágrimas aos olhos, a sua menina tinha sangue na guelra, saía a Ela.

Mas o aviãozinho teimava em passar por cima da casa, todos os dias, àquela hora e eu queria estar em todo o lado menos no sofá a fingir que dormia a sesta, queria ir lá para fora, queria e não podia, quem me dera ser adulta e fazer o que quero, nunca mais vou dormir a sesta.

O avião finalmente aterrou. Anos passaram. 20, 25 anos.
Sou adulta. Faço o que quero.
Eles estão mortos, a casa está fechada, já não há cortina na janela, não há sesta para ninguém.

Hoje passou por aqui um outro aviãozinho, igual àquele de há tantos anos, se calhar ainda era o mesmo. E lembrei-me de todas aquelas tardes em que quis que o tempo andasse mais depressa, só para, depois, me arrepender desses dias que não voltam, que o tempo não pára, só eu estou presa no mesmo momento.

E todas as perdas que sofro me lembram, Dele e Dela, e do aviãozinho que passava por cima da casa onde estava uma miúda que não queria dormir.




'Só Escolhes Música de M*rda'

Quão difícil pode ser escolher uma puta de uma música para, acabada a cerimónia de casamento em si, ficarem os noivos a receber parabéns e demais felicitações das pessoas?

Esta era boa, ó:

Wedding Arrangements - Parte 13

Bonecos parvos para pôr no bolo, maneira muito esperta de gastar uma nota preta em merdas, ainda por cima para umas tretas que de certeza absoluta que alguém me vai roubar e nunca mais os vejo - check!

Cinema Nº ... Coiso

Extremamente fiel ao livro, tem um argumento razoável e interpretações boazinhas, apesar de lhe faltar um elemento fulcral: o outro não é só uma pessoa parecida fisicamente com o personagem principal; é ele. São a mesma pessoa e isso não passa para quem vê o filme, a quem tudo parece desproporcionado e excessivamente melodramático por causa disso.

Excepto para quem leu o livro.

Que foi o meu caso.

E que gostei bastante.

E por causa disso, digo que está engraçado.

E era só isto.

Respirando fundo, que a vida segue, mais pobre e mais vazia.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

'All The Ones That I Have Loved'

 - I will never forget you.
 - That's what being immortal truly means.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Season Finale - O Rescaldo

Sim senhor, muito bom episódio, muito bem feito, estamos muito bem, antevê-se uma temporada 5 para lá de espectacular.

Só um pequeno reparo, acerca da bulha entre a Brianne of Tarth e Sandor Clegane...

DESDE QUANDO, SEUS BODES?, desde quando é que estes dois alguma vez se cruzam?!

E era só isto.

Ai Sim?

O meu ilustre patrão ganhou uma nova mania: em cada email que me envia, a parte final tem um abraço lá escarrapachado.

Podia ser cumprimentos, cordialmente, faça esta merda já, você só faz asneiras ou ainda, muito frequente, diga-se, o que é isto?, que merda vem a ser esta?, quem é este gajo?, mas não.

Um abraço...

Um abraço para si também.


E você?