Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
terça-feira, 15 de abril de 2014
Leituras ... Qualquer Coisa Serve
Confesso que não achei grande piada...
Allende é uma óptima escritora, mas não me conseguiu prender, apesar de reconhecer que, no fim, a história dá uma reviravolta interessante. Pena as 390 páginas anteriores.
Mais ou menos, vá.
Allende é uma óptima escritora, mas não me conseguiu prender, apesar de reconhecer que, no fim, a história dá uma reviravolta interessante. Pena as 390 páginas anteriores.
Mais ou menos, vá.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 43
Tenho uns familiares que descobriram recentemente o amor e só vêem borboletas, e corações, e póneis, e confettis, e muitas cores do arco-íris, e tudo de bom e de melhor, e paixão, e felicidade, e cenas cor-de-rosa, e merda mais à puta que os pariu, que só de olhar para aquela conta de Facebook já me dá o choque do açúcar pelas orelhas e sobe por mim acima aquela vontade de pegar numa moca e distribuir fruta com ela por aquelas pinhas abaixo, mas como não posso ser malcriada para a minha própria família, que parece que é chato e parece mal comó raio, e depois não me dão prendas de Natal, nem pelos anos, nem uma única amêndoa pela Páscoa, nem dizer palermices e gozar com eles porque depois parece que tenho inveja e não é nada disso, é mesmo só vergonha alheia da bardajice que para ali vai, mas não há um quarto para aqueles dois, um cubículo, até lhes posso dispensar uma salinha, a sério que sim, fico cá dentro com a vontade de fazer pouco daquelas almas puras, que só querem manifestar o que os une, eu é que sou uma cretina insensível e com o índice de glicémia muito abaixo do normal, e no fundo só queria que fossem espalhar aquele melaço todo lá para a terra deles, mas como não vão, só me resta dizer-lhes, que não posso, pelas razões supra expostas, isto:
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Teorias do Homicídio Qualificado
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Não Desilude
Confesso que ver Game Of Thrones é, para mim, um misto de excitação, porque é para lá de espectacular, com aborrecimento, porque já conheço a história toda de trás para a frente (não sou dessas pessoínhas que só gostam da série, sou uma criatura absolutamente devota à causa) e estou muito à frente na narrativa, à espera da edição do 11º e 12º volume.
(Também confesso que ver a série ao meu lado deve ser deveras exasperante, uma vez que a cada 5 minutos estou a bufar e a praguejar contra as aldrabices da adaptação, mas enfim, isso agora pouco interessa.)
Ontem, dia da grande estreia da 4ª temporada, tinha os tais mixed feelings, mas aguentei firme, bufei muito e alapei a bunda no sofá, rodeada de amêndoas, para ver os meus 'velhos amigos' encarnados por actores razoavelmente talentosos numa série razoavelmente excelente, vá.
Devo dizer que ia adormecendo. Tudo muito parado, muito mortiço, com algumas falhas na narrativa e uns erros deliberados, como trocarem o actor que interpretava Daario Naharis por uma mosquinha morta qualquer, mas que é isto, não há vergonha, francamente e tal.
Lá mais para o fim, rebenta a porrada num sitio qualquer e o eterno The Hound avia uns 20 parvalhões dum assentada. Assim, como quem não quer a coisa. Porque tudo o que o homem queria era galinha.
E, de repente, quando pensava amaldiçoar a minha sorte por estar a perder tempo com uma história lenta e absolutamente secante, chega a acção em forma de aviamento, forte e feio, de gente.
Salvou o episódio. O Cão é o Cão, e está tudo dito.
Muito bom.
(Também confesso que ver a série ao meu lado deve ser deveras exasperante, uma vez que a cada 5 minutos estou a bufar e a praguejar contra as aldrabices da adaptação, mas enfim, isso agora pouco interessa.)
Ontem, dia da grande estreia da 4ª temporada, tinha os tais mixed feelings, mas aguentei firme, bufei muito e alapei a bunda no sofá, rodeada de amêndoas, para ver os meus 'velhos amigos' encarnados por actores razoavelmente talentosos numa série razoavelmente excelente, vá.
Devo dizer que ia adormecendo. Tudo muito parado, muito mortiço, com algumas falhas na narrativa e uns erros deliberados, como trocarem o actor que interpretava Daario Naharis por uma mosquinha morta qualquer, mas que é isto, não há vergonha, francamente e tal.
Lá mais para o fim, rebenta a porrada num sitio qualquer e o eterno The Hound avia uns 20 parvalhões dum assentada. Assim, como quem não quer a coisa. Porque tudo o que o homem queria era galinha.
E, de repente, quando pensava amaldiçoar a minha sorte por estar a perder tempo com uma história lenta e absolutamente secante, chega a acção em forma de aviamento, forte e feio, de gente.
Salvou o episódio. O Cão é o Cão, e está tudo dito.
Muito bom.
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Comentário Jurídico da Latrina
terça-feira, 8 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Vale Bem a Pena, Vale ...
- Então o senhor partiu o vidro?
- Parti.
- Confessa?
- Sim.
- E partiu porquê?
- Estava a tentar entrar no bar para roubar bebidas.
- Parti.
- Confessa?
- Sim.
- E partiu porquê?
- Estava a tentar entrar no bar para roubar bebidas.
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Confissões de uma Defensora Oficiosa
terça-feira, 1 de abril de 2014
Das Páscoas & Afins
Está oficialmente aberta a época da javardice, gulodice e demais adjectivos terminados em ice que demonstram a decadência e a dependência do ser humano do açúcar.
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 42
Diz a Wikipédia, esse templo do saber, que karma "refere-se ao efeito que nossas acções geram no nosso futuro, tanto nesta como em outras vidas, após eventuais reencarnações."
Moral da história: estou completa e absolutamente fodida. E não é só nas próximas vidas, é já nesta.
E isso já se começa a notar na quantidade de anormalidade e estupidez que sou obrigada a suportar.
Moral da história: estou completa e absolutamente fodida. E não é só nas próximas vidas, é já nesta.
E isso já se começa a notar na quantidade de anormalidade e estupidez que sou obrigada a suportar.
Reminiscências # 13
A senhora minha mãe sempre foi uma pessoa fácil no dia das mentiras.
Sempre acreditou piamente em todas as alarvidades que lhe quiseram contar, neste e noutros dias, é preciso dizê-lo.
Sabendo disto, toda a gente fazia pouco dela, como dizia a minha Avó.
Lembro-me daquela vez que o senhor meu pai chegou a casa, muito aflito, e contou-lhe que tinha havido um acidente horrível: um navio de carga tinha embatido contra um dos pilares da Ponte 25 de Abril e a desgraçada da ponte tinha cedido e colapsado.
Imediatamente a minha progenitora leva a mão ao peito, e enche os olhos de lágrimas, cheia de comoção perante tamanha desgraça e miséria que se havia abatido sobre as pessoas afogadas.
Andou de lágrima no canto do olho o dia inteiro, fazendo um zapping frenético à procura de um canal que lhe dissesse o que estava a acontecer. Só ao anoitecer é que, entre risos, o homem da mentira se retractou e disse que a historieta não passava de uma celebração ao 1º de Abril.
A barafunda naquela casa foi indescritível.
Lembro-me, ainda, daquela vez, na altura da entrada em vigor de um dos PEC's do governo de José Sócrates, em que lhe resolvi dizer, por telefone, e sabendo-a num sítio sem acesso a notícias, que havia uma manifestação tremenda em Lisboa, que tinham invadido São Bento e que o governo tinha caído. De imediato, a mulher, muito afoita, ligou logo para o senhor meu pai a contar o evento e a avisá-lo para ter cuidado e não sair do local de trabalho porque deveria tratar-se de outro 25 de Abril que aí vinha. Ouvindo risos do outro lado, apercebeu-se de sua triste figura.
E a barafunda naquela casa foi indescritível.
Já perdi a conta às petas que inventámos para destabilizar aquela senhora.
Cada ano que passa damos voltas e voltas à cabeça, imaginando impossíveis para lhe contar.
A pior parte é que com o passar dos anos também ela se vacinou e já não acredita. Tanto.
Sempre acreditou piamente em todas as alarvidades que lhe quiseram contar, neste e noutros dias, é preciso dizê-lo.
Sabendo disto, toda a gente fazia pouco dela, como dizia a minha Avó.
Lembro-me daquela vez que o senhor meu pai chegou a casa, muito aflito, e contou-lhe que tinha havido um acidente horrível: um navio de carga tinha embatido contra um dos pilares da Ponte 25 de Abril e a desgraçada da ponte tinha cedido e colapsado.
Imediatamente a minha progenitora leva a mão ao peito, e enche os olhos de lágrimas, cheia de comoção perante tamanha desgraça e miséria que se havia abatido sobre as pessoas afogadas.
Andou de lágrima no canto do olho o dia inteiro, fazendo um zapping frenético à procura de um canal que lhe dissesse o que estava a acontecer. Só ao anoitecer é que, entre risos, o homem da mentira se retractou e disse que a historieta não passava de uma celebração ao 1º de Abril.
A barafunda naquela casa foi indescritível.
Lembro-me, ainda, daquela vez, na altura da entrada em vigor de um dos PEC's do governo de José Sócrates, em que lhe resolvi dizer, por telefone, e sabendo-a num sítio sem acesso a notícias, que havia uma manifestação tremenda em Lisboa, que tinham invadido São Bento e que o governo tinha caído. De imediato, a mulher, muito afoita, ligou logo para o senhor meu pai a contar o evento e a avisá-lo para ter cuidado e não sair do local de trabalho porque deveria tratar-se de outro 25 de Abril que aí vinha. Ouvindo risos do outro lado, apercebeu-se de sua triste figura.
E a barafunda naquela casa foi indescritível.
Já perdi a conta às petas que inventámos para destabilizar aquela senhora.
Cada ano que passa damos voltas e voltas à cabeça, imaginando impossíveis para lhe contar.
A pior parte é que com o passar dos anos também ela se vacinou e já não acredita. Tanto.
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Das Coisas fora dos limites do 202º CC
segunda-feira, 31 de março de 2014
Mais do que um Par de Brincos
Em dias cinzentos como este, quando menos se espera, vêm coisas boas de gente boa.
Tenho amigos. Não sou uma triste.
É bom saber.
Tenho amigos. Não sou uma triste.
É bom saber.
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Piadas de Propriedade Privada
Wedding Arrangements - Parte 8
500 metros de tecido, 250 de fita e merdas parecidas com brilhos depois, forrei um cesto.
Pois, um cesto.
Para que é o cesto?
Invenções que me fazem gastar tempo e dinheiro.
O pior de tudo isto é que me falta ainda fazer outro. Cesto.
Se a vida de advocacia não der, dedico-me à cestaria. Isso e fritar rissóis, que também dizem que dá cheta.
Pois, um cesto.
Para que é o cesto?
Invenções que me fazem gastar tempo e dinheiro.
O pior de tudo isto é que me falta ainda fazer outro. Cesto.
Se a vida de advocacia não der, dedico-me à cestaria. Isso e fritar rissóis, que também dizem que dá cheta.
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Vide artº 1577º do Código Civil
Coisas Que Vejo Por Aí # 20
Engraçado e leve, com boas interpretações de Julie Walters e Laura Linney.
Grint faz papel de totó, o que, diga-se, assenta-lhe na perfeição.
Com um toque do típico humor inglês, tem uma profundidade subjacente que arrepia.
Muito razoável.
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Comentário Jurídico da Latrina
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