Acabei de rebentar com o fecho das calças.
Não seria problemático se estivesse no conforto do lar. Porém, e porque tenho uma vida óptima que me permite não fazer um caraças, estou no local de labuta.
Não tendo paciência para contratempos, resolvi pegar no maior agrafador que consegui encontrar e agrafei fortemente toda a braguilha escavacada.
Podia ter ficado pior.
Resta saber como é que vou à casa-de-banho.
E você?
Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Nonsense Talking Nº ... Uma Coisa Qualquer
- Essa camisinha paneleira é muito gira. - diz ela para ele, claramente com o corpinho a pedir chuva.
Qualquer dia, para além de despedida, ainda me encontram numa árvore, pendurada numa corda.
Qualquer dia, para além de despedida, ainda me encontram numa árvore, pendurada numa corda.
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Piadas de Propriedade Privada
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Nonsense Talking Nº ...Qualquer Coisa
- O requerimento que fiz, sabe-me dizer que já foi levado à conclusão?
- Conclusão?
- Sim, o processo não estava com a sra. Procuradora?
- Estava.
- E então? O requerimento que fiz...?
- Ah. Estava à espera que enviasse o original, dra.
- Original?
- Sim, como mandou por email, depois tem que enviar por correio o original.
- Er ... não, não tenho. Enviei por MDDE.
- Por quê?
- MDDE.
- Ah. Pois. Estava mesmo à espera que enviasse o original, dra.
- Mas não tenho que enviar o original coisa nenhuma. Enviei por MDDE, não preciso.
- Não sei.
- ...
- Vou abrir conclusão e depois notifico-a, está bem?
- Convém...
- Conclusão?
- Sim, o processo não estava com a sra. Procuradora?
- Estava.
- E então? O requerimento que fiz...?
- Ah. Estava à espera que enviasse o original, dra.
- Original?
- Sim, como mandou por email, depois tem que enviar por correio o original.
- Er ... não, não tenho. Enviei por MDDE.
- Por quê?
- MDDE.
- Ah. Pois. Estava mesmo à espera que enviasse o original, dra.
- Mas não tenho que enviar o original coisa nenhuma. Enviei por MDDE, não preciso.
- Não sei.
- ...
- Vou abrir conclusão e depois notifico-a, está bem?
- Convém...
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Piadas de Propriedade Privada
Cinema Nº ... Coiso
Podia ter sido um bom filme. Tinha uma história engraçada e cativante. Tinha bons actores, uma produção de peso.
Mas não. A realização é tão fraquinha e o argumento tão mal feito que se perde a magia que a história poderia vir a ter. Não há envolvimento com as personagens, que não cativam e, a certa altura, o filme torna-se aborrecido e sem sentido.
Muito fraco.
Mas não. A realização é tão fraquinha e o argumento tão mal feito que se perde a magia que a história poderia vir a ter. Não há envolvimento com as personagens, que não cativam e, a certa altura, o filme torna-se aborrecido e sem sentido.
Muito fraco.
Wedding Arrangements - Parte 5
Depois de uma correria de veste/despe, puxa, tira, ajusta, rasga, foda-se mais a isto, odeio experimentar roupa, vê-se mesmo que numa vida passada fui um homem, mas quando é que esta merda acaba, já está.
Vestido - check!
Vestido - check!
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Vide artº 1577º do Código Civil
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Leituras ... Qualquer Coisa Serve
Tudo inacabado, tudo incompleto, demasiadas pontas soltas, demasiado por explicar, demasiadas personagens mortas ou desaparecidas.
Merda para tudo isto.
Lá para 2015 saberei as respostas a todas as minhas dúvidas.
Merda para tudo isto.
Lá para 2015 saberei as respostas a todas as minhas dúvidas.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Eu e a Administração VIII
Naquela casa a que chamavam Conservatória, em que supostamente se prestava um serviço público, em que o importante era satisfazer os interesses dos cidadãos nas suas necessidades administrativas, nunca tal serviço era prestado convenientemente, ora porque as folhas estavam mal agrafadas, ora porque faltava uma linha, ora porque faltava uma cópia da Bula Manifestis Probatum, ora porque, pura e simplesmente, não sabiam fazer um registo mais complexo e, por isso, o requerimento era recusado.
Nesse dia, um cidadão mais afoito, que se auto-proclamava contribuinte pagador dos salários desta corja preguiçosa, não foi de modas e, enquanto mandava repetido murros no balcão, batia com os pés no chão, berrou três ou quatro impropérios em bom vernáculo português que, numa tradução simplista, significava dê-me o livro de reclamações imediatamente.
Obviamente que ninguém dos presentes precisou de disfarçar para poder olhar livremente ou de arrastar os pés no chão, como quem não quer a coisa, para poder assistir à cena; até os funcionários que não estavam ao balcão se levantaram dos seus lugares para poder ver mais de perto a cena macaca que ali se desenrolava. Já os que estavam, de facto, a atender ficaram com caras de coelhinho prestes a ir para o tacho, cheios de medo que o próximo cidadão a atender lhes fosse ralhar naqueles preparos.
Tristes de merda.
Quando estão a fazer a vida negra às pessoas (e mandatários também, que embora não sejam bem pessoas, um dia esperam vir a ser) que lá vão fazer descansadamente as suas vidinhas, estão todos contentes a ser arrogantes e malcriados, cheios de vento e bazófia; quando chega alguém que tem coragem de dizer aquilo que toda a gente pensa mas que não diz, já está tudo cheio de medinho e com a falta de respeito na boca.
É tão, mas tão bem feita.
Quem me dera ter sido eu a fazer o estardalhaço, por todas as vezes que vim de lá frustrada, irritada, maltratada e escorraçada de um serviço que ajudo a pagar.
Arrotem, cabrões.
Nesse dia, um cidadão mais afoito, que se auto-proclamava contribuinte pagador dos salários desta corja preguiçosa, não foi de modas e, enquanto mandava repetido murros no balcão, batia com os pés no chão, berrou três ou quatro impropérios em bom vernáculo português que, numa tradução simplista, significava dê-me o livro de reclamações imediatamente.
Obviamente que ninguém dos presentes precisou de disfarçar para poder olhar livremente ou de arrastar os pés no chão, como quem não quer a coisa, para poder assistir à cena; até os funcionários que não estavam ao balcão se levantaram dos seus lugares para poder ver mais de perto a cena macaca que ali se desenrolava. Já os que estavam, de facto, a atender ficaram com caras de coelhinho prestes a ir para o tacho, cheios de medo que o próximo cidadão a atender lhes fosse ralhar naqueles preparos.
Tristes de merda.
Quando estão a fazer a vida negra às pessoas (e mandatários também, que embora não sejam bem pessoas, um dia esperam vir a ser) que lá vão fazer descansadamente as suas vidinhas, estão todos contentes a ser arrogantes e malcriados, cheios de vento e bazófia; quando chega alguém que tem coragem de dizer aquilo que toda a gente pensa mas que não diz, já está tudo cheio de medinho e com a falta de respeito na boca.
É tão, mas tão bem feita.
Quem me dera ter sido eu a fazer o estardalhaço, por todas as vezes que vim de lá frustrada, irritada, maltratada e escorraçada de um serviço que ajudo a pagar.
Arrotem, cabrões.
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Ossos do Ofício
A Game of Thrones What the Hell?! *Spoiler Alert*
Dear Mr. George R.R. Martin,
Two words: fuck you.
Yours truly,
Diligentia
Faça favor de voltar com a escrita atrás, está a ouvir?! Traga o Jon Snow de volta!
Mas que é isto?!
Porra, não se pode estar a ler descansadinha, tem sempre que morrer alguém. Quando é uma personagem qualquer, ainda é como o outro; agora o JON SNOW????
Foda-se mais a isto!
Two words: fuck you.
Yours truly,
Diligentia
Faça favor de voltar com a escrita atrás, está a ouvir?! Traga o Jon Snow de volta!
Mas que é isto?!
Porra, não se pode estar a ler descansadinha, tem sempre que morrer alguém. Quando é uma personagem qualquer, ainda é como o outro; agora o JON SNOW????
Foda-se mais a isto!
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Cinema Nº ... Coiso
Tocante. Comovente. Profundo.
Não é a melhor interpretação do Joaquim Phoenix, mas convence.
Muito bom.
Não é a melhor interpretação do Joaquim Phoenix, mas convence.
Muito bom.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Eu e Ele - 15
Sabem aqueles bebés ranhosos e chatos como o raio que os parta que choram porque deixam cair a chucha durante sono e depois berram desalmadamente até um dos pais se levantar e ir lá enfiar-lhe aquela merda outra vez na boca?
É a pintura perfeita do meu dia: já me levantei tantas vezes para ir apaziguar a fera num dos seus ataques de choro e berraria que parece que tenho uma mola na puta da cadeira.
Raça do homem...
É a pintura perfeita do meu dia: já me levantei tantas vezes para ir apaziguar a fera num dos seus ataques de choro e berraria que parece que tenho uma mola na puta da cadeira.
Raça do homem...
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 39
Não sei como será noutros escritórios, mas por aqui é hábito os rebentos dos patrões aparecerem por cá. Depois de quase quatro anos a observar o fenómeno, concluo que, de facto, o povo é muito sabedor nos seus ditados.
Filho de peixe sabe nadar, quem sai aos seus não degenera e só se estraga uma casa são ditos muito sérios.
Porém, no presente caso, nada tem a ver com profissões, características físicas ou da personalidade.
Tem somente a ver com ser uma merda.
É que, quando o pai/mãe é uma merda, só muito raramente a cria não sai igual. Isto quando não sai uma merda ainda maior que, obviamente, deve ser o grande objectivo daqueles paizinhos.
E era só isto.
Filho de peixe sabe nadar, quem sai aos seus não degenera e só se estraga uma casa são ditos muito sérios.
Porém, no presente caso, nada tem a ver com profissões, características físicas ou da personalidade.
Tem somente a ver com ser uma merda.
É que, quando o pai/mãe é uma merda, só muito raramente a cria não sai igual. Isto quando não sai uma merda ainda maior que, obviamente, deve ser o grande objectivo daqueles paizinhos.
E era só isto.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Nonsense Talking Nº Qualquer Coisa
- 'Tá a ver, dótôra, eu nã tinha nada que entregar o carre, a Gê-Éne-y-Érre é que me engrupiu.
O esforço requerido para manter a seriedade depois de um discurso destes é equivalente a uma hora de trabalho no campo.
O esforço requerido para manter a seriedade depois de um discurso destes é equivalente a uma hora de trabalho no campo.
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Piadas de Propriedade Privada
Coisas Que Vejo Por Aí # 17
Mariah Carey
Quando for grande, também quero ter umas destas e andar pela rua fora com elas à mostra.
Oh yeah.
Quando for grande, também quero ter umas destas e andar pela rua fora com elas à mostra.
Oh yeah.
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Comentário Jurídico da Latrina
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Wedding Arrangements - Parte 4
Fotógrafo ( ou como os advogados afinal não levam nada de especial em comparação com certas actividades duvidosas, ca pouca vergonha, vão-se lavar por baixo) - check!
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Vide artº 1577º do Código Civil
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Wedding Arrangements - Parte 3
Senhor que põe música, toca, canta e outras actividades relacionadas - check!
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Vide artº 1577º do Código Civil
Reminiscências # 12
Quando era miúda e, por qualquer motivo, esticava o dedinho indicador e apontava para qualquer coisa, ou pessoa ou fenómeno, o meu pai, se estivesse por perto, dizia:
- Não se aponta, filha.
- Porquê, Pai? - perguntava logo.
- Porque deus nosso senhor está em todo o lado e podes enfiar-lhe um dedo no olho.
Ficava sempre a olhar para ele.
- Não se aponta, filha.
- Porquê, Pai? - perguntava logo.
- Porque deus nosso senhor está em todo o lado e podes enfiar-lhe um dedo no olho.
Ficava sempre a olhar para ele.
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Piadas de Propriedade Privada
Coisas Que Vejo Por Aí # 16
Novo vício.
Já vou na 2ª temporada e sabem sempre a pouco os 50 minutos de cada episódio.
Muito bom, apesar de ser muito mais 'lavadinha' que a série original britânica.
Já vou na 2ª temporada e sabem sempre a pouco os 50 minutos de cada episódio.
Muito bom, apesar de ser muito mais 'lavadinha' que a série original britânica.
Wedding Arrangements - Parte 2
Data marcada com a Conservadora - check!
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Vide artº 1577º do Código Civil
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Salty As Fuck 9
Metem-me nojo os tiranos que tentam inferiorizar os seus subalternos na tentativa de minimizar a vida triste, mesquinha, miserável, frustrada e solitária que têm em casa.
Metem-me nojo.
Metem-me nojo.
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Ossos do Ofício
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 38
Uma zinha qualquer postou alegremente numa qualquer rede social uma foto do anel que o noivo lhe tinha oferecido.
Automatica e porcamente, que não valho nada e sou a escumalha da sociedade, só me ocorre isto:
Automatica e porcamente, que não valho nada e sou a escumalha da sociedade, só me ocorre isto:
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O Direito tornou-me inimputável
Ai a Porr ... Não, Merda, mesmo!
Mas custa muito a esses cabrões que por aí caminham nesta terra do senhor responder à porcaria de um email?!
Enviam-se mil comunicações por tudo e mais alguma coisa, são capazes de estar na casa-de-banho e estar a mandar emails para não-sei-quem, porque sim, que é urgente, e quando chega a altura de responder, nada!, vazio!, buraco negro!, escuridão!, vácuo!
Foda-se, que é demais.
Enviam-se mil comunicações por tudo e mais alguma coisa, são capazes de estar na casa-de-banho e estar a mandar emails para não-sei-quem, porque sim, que é urgente, e quando chega a altura de responder, nada!, vazio!, buraco negro!, escuridão!, vácuo!
Foda-se, que é demais.
Puta dos Filhos
Tenho uma tia que, há uns belos anos, quando ainda não tinha filhos, adorava espalhar aos quatro ventos que os filhos dos outros eram todos, sem qualquer excepção, uns selvagens, uns rufias e uns malcriadões do pior.
Adorava encher a boca dizendo que ninguém lhes dava educação, que era uma pouca vergonha, que eram respondões e faziam muito barulho, que guinchavam e trepavam árvores, que nunca paravam quietos e que mais pareciam filhos do Mogli do que pessoas civilizadas.
A começar e a acabar na sua ilustre sobrinha, claro.
Até ter filhos dela, obviamente. Posteriormente, não perdeu tempo a mimar o puto como se mais ninguém na terra tivesse filhos e tornou-o num terrorista da quinta casa.
Hoje, desafortunadamente, lembrei-me da minha tia.
À hora do almoço, tive o (des)prazer de sentar-me junto a uma adolescente e sua mãe, que discutiam alegremente.
Vi e ouvi aquela amostra de gente, armada em ursa, a sacudir a cabeleira em todas as direcções, a bater as pestanas para o reflexo no espelho, a falar com a mãozinha caída como as tias de Cascais, a gritar e a mandar a sua mui amada mãezinha para sítios menos próprios, aos segredinhos e risinhos com a sua amiguinha enquanto comentavam o que o os outros traziam vestido, o que os outros tinham na cara, o que os outros tinham no prato. E aquela mãezinha, que, para os outros é muita má, e vai tudo à frente, e eu é que sei, e ninguém grita mais alto que eu, confrontada com a má criação do seu rebento, acha muita graça. Acha mesmo muita piada. A miúda tem personalidade, diz ela.
Pois eu chamo-lhe falta de porrada. Durante aqueles 15 minutos que aquela avestruz ali esteve, fantasiei ardentemente em amarrá-la a um poste e chicoteá-la até a deixar sem sentidos.
Depois, lembrei-me da minha tia.
Lembrei-me do que ela gostava de apregoar e daquilo que, depois, muitos, muitos anos mais tarde, lhe calhou na rifa.
Lembrei-me do ar superior dela a criticar os comportamentos dos filhos alheios e o que o seu filhinho se tornou.
Lembrei-me da cara dela de enjoada ao lembrar-se amargamente de todas as palavras que proferiu sobre os filhos dos outros, olhando para o seu rebento a despir-se num restaurante, a atirar facas às cabeças das pessoas, a bater com paus nos que passavam na rua, a dizer asneiras a toda a hora, a deitar-se no chão a fazer birra e todas as outras merdas que aquela criatura fazia.
Lembrei-me. E mentalizei-me que, com a sorte que eu tenho, um dia que venha a ver filhos, vão ser piores que a garota que tem a mania que tem o sol no cu.
Adorava encher a boca dizendo que ninguém lhes dava educação, que era uma pouca vergonha, que eram respondões e faziam muito barulho, que guinchavam e trepavam árvores, que nunca paravam quietos e que mais pareciam filhos do Mogli do que pessoas civilizadas.
A começar e a acabar na sua ilustre sobrinha, claro.
Até ter filhos dela, obviamente. Posteriormente, não perdeu tempo a mimar o puto como se mais ninguém na terra tivesse filhos e tornou-o num terrorista da quinta casa.
Hoje, desafortunadamente, lembrei-me da minha tia.
À hora do almoço, tive o (des)prazer de sentar-me junto a uma adolescente e sua mãe, que discutiam alegremente.
Vi e ouvi aquela amostra de gente, armada em ursa, a sacudir a cabeleira em todas as direcções, a bater as pestanas para o reflexo no espelho, a falar com a mãozinha caída como as tias de Cascais, a gritar e a mandar a sua mui amada mãezinha para sítios menos próprios, aos segredinhos e risinhos com a sua amiguinha enquanto comentavam o que o os outros traziam vestido, o que os outros tinham na cara, o que os outros tinham no prato. E aquela mãezinha, que, para os outros é muita má, e vai tudo à frente, e eu é que sei, e ninguém grita mais alto que eu, confrontada com a má criação do seu rebento, acha muita graça. Acha mesmo muita piada. A miúda tem personalidade, diz ela.
Pois eu chamo-lhe falta de porrada. Durante aqueles 15 minutos que aquela avestruz ali esteve, fantasiei ardentemente em amarrá-la a um poste e chicoteá-la até a deixar sem sentidos.
Depois, lembrei-me da minha tia.
Lembrei-me do que ela gostava de apregoar e daquilo que, depois, muitos, muitos anos mais tarde, lhe calhou na rifa.
Lembrei-me do ar superior dela a criticar os comportamentos dos filhos alheios e o que o seu filhinho se tornou.
Lembrei-me da cara dela de enjoada ao lembrar-se amargamente de todas as palavras que proferiu sobre os filhos dos outros, olhando para o seu rebento a despir-se num restaurante, a atirar facas às cabeças das pessoas, a bater com paus nos que passavam na rua, a dizer asneiras a toda a hora, a deitar-se no chão a fazer birra e todas as outras merdas que aquela criatura fazia.
Lembrei-me. E mentalizei-me que, com a sorte que eu tenho, um dia que venha a ver filhos, vão ser piores que a garota que tem a mania que tem o sol no cu.
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Piadas de Propriedade Privada,
Posição Doutrinária
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Wedding Arrangements - Parte 1
A parte mais difícil já está.
Espaço e data - check!
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Vide artº 1577º do Código Civil
Philip Seymour Hoffman
Grande choque, confesso.
Era dos meus actores favoritos. Um génio e um talento inegável.
Tenho mesmo muita pena.
Merda para isto, que os bons vão todos à frente...
Era dos meus actores favoritos. Um génio e um talento inegável.
Tenho mesmo muita pena.
Merda para isto, que os bons vão todos à frente...
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Salty as Fuck 8
Nas costas dos outros vejo eu as minhas, lá diz o povo.
Hoje vi as minhas costas desenhadas nas costas de outrem. E o desenho não era nada bonito. Nada mesmo.
Era só um esboço; o lápis pode, entretanto, ser afiado e a borracha pode ser usada, não tem necessariamente de ser igual. Mas dá para antever a exposição de obras de arte que aí virá.
E é uma merda tão grande, tão grande que terão de inventar um novo conceito de merda para abarcar esta poia gigante.
Foda-se mais a isto.
Hoje vi as minhas costas desenhadas nas costas de outrem. E o desenho não era nada bonito. Nada mesmo.
Era só um esboço; o lápis pode, entretanto, ser afiado e a borracha pode ser usada, não tem necessariamente de ser igual. Mas dá para antever a exposição de obras de arte que aí virá.
E é uma merda tão grande, tão grande que terão de inventar um novo conceito de merda para abarcar esta poia gigante.
Foda-se mais a isto.
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Ossos do Ofício
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 37
Digo eu que, para além de nada saber, sou porca todos os dias e meto nojo até à 15ª geração, que andar mal da barriga é remédio santo para se perder todo o peso que estava a mais e ainda aquela mini-bóia à volta da pança que teima (teimava) em espreitar por cima do cós das calças.
Não era mais nada, era só mesmo isto, para demonstrar a porcaria que reina neste antro.
Não era mais nada, era só mesmo isto, para demonstrar a porcaria que reina neste antro.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Cinema Nº ... Coiso
A banda sonora e a interpretação de Christian Bale são fenomenais mas, fora isso, nada de especial.
É pena.
É pena.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Ide Levar na Pá, Sim?
Uma pessoa a ter esperança de que as coisas podem correr bem e só se arranja merda.
Uma pessoa tenta, tenta, mas nada.
Tanto tempo para mandar fazer uma porcaria de cortinados para que a sala não pareça uma coisa vinda de uma barraca na Cova da Moura e depois, já com tudo pago, há atrasos na entrega da encomenda.
E a minha casa continua a parecer uma barraca vinda da Cova da Moura.
Foda-se, que é demais.
Uma pessoa tenta, tenta, mas nada.
Tanto tempo para mandar fazer uma porcaria de cortinados para que a sala não pareça uma coisa vinda de uma barraca na Cova da Moura e depois, já com tudo pago, há atrasos na entrega da encomenda.
E a minha casa continua a parecer uma barraca vinda da Cova da Moura.
Foda-se, que é demais.
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Teorias do Homicídio Qualificado
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Ca Ganda Lata
As pessoas não podem ver um advogado na rua que vêm logo a correr para ver se levam uma consultazinha de borla. Um bocado como os médicos, no fundo.
Ai é advogada? Ai que graça! Olhe por acaso tenho aqui uma perguntinha, uma coisa rápida, não demora nada ...
Se ganhasse um euro por cada consulta que dei só no dia de hoje, apanhada desprevenida e abusada na minha boa vontade, ia jantar fora.
Ai é advogada? Ai que graça! Olhe por acaso tenho aqui uma perguntinha, uma coisa rápida, não demora nada ...
Se ganhasse um euro por cada consulta que dei só no dia de hoje, apanhada desprevenida e abusada na minha boa vontade, ia jantar fora.
Salty As Fuck - 7
Não sei dizer se gosto mais ou menos dele que no início; deve andar ela por ela.
A verdade é que sempre foi uma relação de amor / ódio. Tenho vivido bem com isso.
O problema é que ele é estúpido como uma porta e, com a idade, só piora, portanto, parte considerável do meu dia passa por imaginar o gajo a ser atropelado por uma manada de vacas amarelas ou por um tractor desgovernado ou mesmo imaginar que lhe ponho uma ou duas, vá, cinco ou seis, pronto, metade de um frasco de laxante no cházinho para ver se a tripa se lhe solta.
Ser assalariado tem destas coisas.
A verdade é que sempre foi uma relação de amor / ódio. Tenho vivido bem com isso.
O problema é que ele é estúpido como uma porta e, com a idade, só piora, portanto, parte considerável do meu dia passa por imaginar o gajo a ser atropelado por uma manada de vacas amarelas ou por um tractor desgovernado ou mesmo imaginar que lhe ponho uma ou duas, vá, cinco ou seis, pronto, metade de um frasco de laxante no cházinho para ver se a tripa se lhe solta.
Ser assalariado tem destas coisas.
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Teorias do Homicídio Qualificado
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Cesto da Vida
A vida é uma merda, o tempo passa a correr e, quando damos por isso, está tudo no fim.
Dá-se por isso nos momentos de perda e também a olhar para os pais.
Até há bem pouco tempo, na minha óptica, os meus pais continuavam a ser aqueles dois magricelas de trinta e tal anos, ela de cabelo ruivo, ele de cabelos ao vento, sempre mais ou menos bem dispostos, sempre mais ou menos chatos e disciplinadores como o raio que os parta, que gostavam de passear ao sol e de beber uns canecos ao pé do mar, ao fim-de-semana.
Durante 26 anos da minha vida, os meus pais foram o que sempre foram, iguais a si próprios, jovens q.b., pouco modernaços mas uns gajos porreiros.
Até há bem pouco tempo, percebi que, enquanto olhava para o lado, entraram quase 60 anos para cada um deles e que isso deixa algumas marcas. Mazelas, vá.
Outro dia, perderam um toucinho ou um presunto ou outra merda parecida. Sim, perderam. Deixaram o raio do toucinho na mesa da cozinha e depois nunca mais o viram. Correram tudo, perguntaram a toda a gente se tinha visto aquela coisa, até foram ao lixo ver se lá estava. Nunca mais o toucinho apareceu. Foram dar com ele atrás de não-sei-quê, dias e dias depois, que lá tinha ficado esquecido.
Ontem, perderam o cão. Sim, o cão. Cadela, mais precisamente. Deixaram a porta aberta e, antecipando a liberdade, vai a Ambrósia (don't even ask ...) porta fora viver a vidinha dela na clandestinidade. Sabiam que tinham um bicho estouvado e mesmo assim deixaram tudo escancarado e lá vai o animal.
Depois andam para aí a chorar pelos cantos, coitadinha da bichinha, diziam eles, sozinha à chuva, agora vai morrer, mas porque é que fomos deixar a porta aberta, numa agonia e tristeza genuínas e tremendamente comovente.
Velhos. Estão velhos.
Ainda me lembro daquela mulher a correr atrás de mim para me enfardar quando me portava mal. Ainda me lembro daquele homem a ensinar-me a andar de bicicleta e a rir-se de mim quando caía. Dito assim, até parece que fui criada por dois terroristas; não foi bem, apesar de não estar assim tão longe da verdade quanto isso.
Não deixo de sentir alguma nostalgia. O terrorismo continua lá, só que um pouco mais envelhecido. E isso é deveras triste.
Dá-se por isso nos momentos de perda e também a olhar para os pais.
Até há bem pouco tempo, na minha óptica, os meus pais continuavam a ser aqueles dois magricelas de trinta e tal anos, ela de cabelo ruivo, ele de cabelos ao vento, sempre mais ou menos bem dispostos, sempre mais ou menos chatos e disciplinadores como o raio que os parta, que gostavam de passear ao sol e de beber uns canecos ao pé do mar, ao fim-de-semana.
Durante 26 anos da minha vida, os meus pais foram o que sempre foram, iguais a si próprios, jovens q.b., pouco modernaços mas uns gajos porreiros.
Até há bem pouco tempo, percebi que, enquanto olhava para o lado, entraram quase 60 anos para cada um deles e que isso deixa algumas marcas. Mazelas, vá.
Outro dia, perderam um toucinho ou um presunto ou outra merda parecida. Sim, perderam. Deixaram o raio do toucinho na mesa da cozinha e depois nunca mais o viram. Correram tudo, perguntaram a toda a gente se tinha visto aquela coisa, até foram ao lixo ver se lá estava. Nunca mais o toucinho apareceu. Foram dar com ele atrás de não-sei-quê, dias e dias depois, que lá tinha ficado esquecido.
Ontem, perderam o cão. Sim, o cão. Cadela, mais precisamente. Deixaram a porta aberta e, antecipando a liberdade, vai a Ambrósia (don't even ask ...) porta fora viver a vidinha dela na clandestinidade. Sabiam que tinham um bicho estouvado e mesmo assim deixaram tudo escancarado e lá vai o animal.
Depois andam para aí a chorar pelos cantos, coitadinha da bichinha, diziam eles, sozinha à chuva, agora vai morrer, mas porque é que fomos deixar a porta aberta, numa agonia e tristeza genuínas e tremendamente comovente.
Velhos. Estão velhos.
Ainda me lembro daquela mulher a correr atrás de mim para me enfardar quando me portava mal. Ainda me lembro daquele homem a ensinar-me a andar de bicicleta e a rir-se de mim quando caía. Dito assim, até parece que fui criada por dois terroristas; não foi bem, apesar de não estar assim tão longe da verdade quanto isso.
Não deixo de sentir alguma nostalgia. O terrorismo continua lá, só que um pouco mais envelhecido. E isso é deveras triste.
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Das Coisas fora dos limites do 202º CC
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Cambada
Mas quem, quem, senhores?!, é que pode achar que neste país de gente retrograda, mesquinha e atrasadinha mental um referendo sobre a co-adopção por casais homossexuais é coisa para se fazer alegremente?
Alguma vez se discute ou decide em referendo direitos de minorias? Como é que podem ser protegidas se é a maioria que decide?!
Não é normal mascarar atitudes medievais com características da democracia.
Quem é que pensam que estão a embarretar?
Alguma vez se discute ou decide em referendo direitos de minorias? Como é que podem ser protegidas se é a maioria que decide?!
Não é normal mascarar atitudes medievais com características da democracia.
Quem é que pensam que estão a embarretar?
Outra Informação Estúpida e Perfeitamente Inútil
Vi um carro da embaixada sueca, com bandeirinhas do país e tudo, marca Volvo, fornecido pela Auto-Sueco a encaminhar-se para o Ikea.
Vi, portanto, uma redundância a andar na rua.
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O Direito tornou-me inimputável
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Bola de Ouro 2013
O Cristiano é o maior e tal, como já se sabia.
Muito emocionado que estava o moço, 'tadinho.
Porém, nada bate o Messi e o seu fato de elastano vermelhusco.
Onde é que ele terá ido comprar semelhante artefacto? Cheira-me a loja duvidosa na Serra das Minas...
Muito emocionado que estava o moço, 'tadinho.
Porém, nada bate o Messi e o seu fato de elastano vermelhusco.
Onde é que ele terá ido comprar semelhante artefacto? Cheira-me a loja duvidosa na Serra das Minas...
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Posição Doutrinária
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Desbloqueador de Conversa
Deixei o meu lindo telemóvel num sítio escuro e sinistro para que lhe seja feita uma operação que, se não é ilegal, para lá caminha.
Demorará 3 dias.
Só passou um, e mal medido, e penso nele a toda a hora.
No telemóvel, não no buraco escuro.
Vão-me fazer mal ao bicho, pressinto-o.
Demorará 3 dias.
Só passou um, e mal medido, e penso nele a toda a hora.
No telemóvel, não no buraco escuro.
Vão-me fazer mal ao bicho, pressinto-o.
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 36
Então e aquela vontade terrível de tirar as cuecas do rêgo do ass quando se vai a andar no meio da rua, mas não se atreve a meter lá a mão e puxar o tecido porque estão dois gajos jeitosos do outro lado da estrada a olhar e mesmo em frente vem uma velha que parece que nunca viu gente, tamanho é o espanto com que olha para uma pessoa e quando se vira a esquina e não está ninguém a ver, põe-se discretamente lá a mão e puxam-se 3 metros de tecido, meu deus, que o cu é tão grande que já come a roupa, e está um bófia a ver que, discretamente, lança um sorriro estúpido, não tens que ir trabalhar ó animal do caralho, é assim que se perde a dignidade e a compostura, foda-se mais a isto?
Pois é.
Pois é.
Leituras Qualquer-Coisa-Serve
Lema deste livro 9: engonhar, engonhar, engonhar.
Tanta coisa a ser contada e estamos parados na mesma linha temporal há 500 páginas.
Apre, que é demais!
Fora isso, excelente como sempre.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Nonsense Talking Nº Qualquer Coisa
Será só nesta casa de gente maluca, nesta terra de gente parva, nesta comarca de pessoas atoleimadas, que se atende o telefone na casa de banho?!
- Dra. T., uma chamada do X. Quer atender?
- Diga-lhe para ligar daqui a 5 minutos que eu agora estou no escritório.
- No ...?
- Sim, na casa-de-banho, mesmo.
- ...
- Dra. T., uma chamada do X. Quer atender?
- Diga-lhe para ligar daqui a 5 minutos que eu agora estou no escritório.
- No ...?
- Sim, na casa-de-banho, mesmo.
- ...
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Piadas de Propriedade Privada
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Informação Perfeitamente Inútil e Absolutamente Estúpida
Estou a tornar-me boa como o caraças (podia parar por aqui, mas não é verdade) a fazer iogurtes na minha máquina maravilha.
Desta vez, resolvi misturar os ingredientes da receita com a batedeira dos bolos. E não é que ficou bom como o caraças?
Saiu uma mistura tão perfeita, tão cremosa que mais parecia iogurte grego.
Não vale é a pena falar na chafurdice que tal operação implica.
Se um que eu cá sei, que gosta tanto de iogurtes como o Passos Coelho gosta de reformados e pensionistas e que mora lá em casa, soubesse o estado daquela cozinha logo após o desembarque do líquido iogurtal nos potinhos, ia logo viver para casa da mãe outra vez.
E era só isto.
Desta vez, resolvi misturar os ingredientes da receita com a batedeira dos bolos. E não é que ficou bom como o caraças?
Saiu uma mistura tão perfeita, tão cremosa que mais parecia iogurte grego.
Não vale é a pena falar na chafurdice que tal operação implica.
Se um que eu cá sei, que gosta tanto de iogurtes como o Passos Coelho gosta de reformados e pensionistas e que mora lá em casa, soubesse o estado daquela cozinha logo após o desembarque do líquido iogurtal nos potinhos, ia logo viver para casa da mãe outra vez.
E era só isto.
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O Direito tornou-me inimputável
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
O Ano Ainda Mal Começou ...
... e eu já me estou a portar lindamente.
- Ar nos pneus do carro? Check!
- Cortinados a caminho? Check!
Quanto ao resto não sei; aquele carro continua porco que mete dó e ainda não recuperei do exercício de açúcares da época festiva.
Não me chateiem, não pode ser tudo de uma vez...
- Ar nos pneus do carro? Check!
- Cortinados a caminho? Check!
Quanto ao resto não sei; aquele carro continua porco que mete dó e ainda não recuperei do exercício de açúcares da época festiva.
Não me chateiem, não pode ser tudo de uma vez...
domingo, 5 de janeiro de 2014
A Year Ago
"- E pensas que os mortos que nós amámos nos deixam verdadeiramente alguma vez? Pensas que não os recordamos com mais clareza do que nunca nos momentos mais difíceis? O teu pai está vivo dentro de ti, Harry, e revela-se com mais nitidez quando precisas dele."
in Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
sábado, 4 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Bom Ano
Coisas as há que nunca mudam.
Porque raio terei eu de trabalhar quando toda a gente está a fazer gazeta?!
Não é nada justo, filhos de um camião de putas ...
Porque raio terei eu de trabalhar quando toda a gente está a fazer gazeta?!
Não é nada justo, filhos de um camião de putas ...
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
2013 em Perspectiva
Ano terrível, este que agora acaba. Dias existiram que pensei não lhes ver o fim, de tão longos e tão dolorosos.
2013 amanheceu negro e, agora que termina, não há mais luz do que havia no início.
Sofri pesadas baixas.
Vi desaparecer pessoas da maior importância na minha existência. Muitas. Nada mais será como antes, agora que se foram. Limito-me a viver com constante saudade, agarrando-me com todas as forças às memórias que guardo, esperando que seja suficiente para as manter vivas dentro de mim.
Também foi um ano de conquistas.
Conquistei uma nova morada, cheia de luz e janelas onde pendurar cortinados, cheia de cantos para encher de tralha e guardar o meu longo enxoval, cheia de cheiros deliciosos e recantos onde encostar coisas boas.
Conquistei um lugar numa corporação, depois de uma pista de obstáculos com três anos de comprimento. Nada que se tenha feito com facilidade; foi, essencialmente, um ano de nervos, de agonia, de desespero, de cansaço.
Só posso esperar e desejar que o próximo ano seja melhor que, para merda, já bem bastou este.
2013 amanheceu negro e, agora que termina, não há mais luz do que havia no início.
Sofri pesadas baixas.
Vi desaparecer pessoas da maior importância na minha existência. Muitas. Nada mais será como antes, agora que se foram. Limito-me a viver com constante saudade, agarrando-me com todas as forças às memórias que guardo, esperando que seja suficiente para as manter vivas dentro de mim.
Também foi um ano de conquistas.
Conquistei uma nova morada, cheia de luz e janelas onde pendurar cortinados, cheia de cantos para encher de tralha e guardar o meu longo enxoval, cheia de cheiros deliciosos e recantos onde encostar coisas boas.
Conquistei um lugar numa corporação, depois de uma pista de obstáculos com três anos de comprimento. Nada que se tenha feito com facilidade; foi, essencialmente, um ano de nervos, de agonia, de desespero, de cansaço.
Só posso esperar e desejar que o próximo ano seja melhor que, para merda, já bem bastou este.
Viva Eu
Que sou a única ursa que trabalha hoje nesta comarca.
Devia ter dito que estava com caganeira, porra...
Devia ter dito que estava com caganeira, porra...
Desejos de Ano Novo
Este é mais fácil - tem muito pouco de enchimento chouriçal:
1 - Que não morra mais ninguém que me seja próximo. Já chega, por favor.
2 - Alguma saúdinha, que é o que é preciso. (velha, velha, velha que eu sou)
3 - Alguma cheta para se gastar a fazer coisas giras.
Pode ser?
1 - Que não morra mais ninguém que me seja próximo. Já chega, por favor.
2 - Alguma saúdinha, que é o que é preciso. (velha, velha, velha que eu sou)
3 - Alguma cheta para se gastar a fazer coisas giras.
Pode ser?
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Das Coisas fora dos limites do 202º CC
Resoluções de Ano Novo
Nem sei porque me dou ao trabalho de fazer estas merdas, até porque dificilmente me conseguirei lembrar de 12 coisas que decida fazer no próximo ano - vê-se mesmo que estou sentada há quase 8 horas no mesmo sítio, contrariada e sem muito para me entreter.
Fiquemo-nos, então, pela meia dúziazinha de coisas parvas para encher os chouriços de boas festas:
1 - Fazer exercício físico, que já começa a sobrar alguma coisa de mim nas dobras das calças; até porque tem vindo a ser difícil recuperar das tragédias gastronómicas que cometi nos últimos dias. Parece que estou a sofrer uma permanente overdose de comida.
2 - Levar a merda do carro a uma puta de uma bomba de gasolina e pôr ar nos cabrões dos pneus, que qualquer dia, em vez de rodas, tenho balhelhas. E, já, agora, mandar aspirar e limpar o carro por dentro, que já se tropeça em tanta merda espalhada e porca. Ao menos despejar o cinzeiro, vá.
3 - Mandar fazer cortinados para as janelas nuas daquela casa, que já não suporto viver numa barraca semi despida.
4 - Respirar fundo e contar até 100 antes de mandar bardamerda as pessoas que me perguntam quando é que me caso.
5 - Respirar fundo e contar até 150 antes de mandar bardamerda as pessoas que me perguntam quando é que tenho bebés. Se é para ficar com a fama de malcriadona, ao menos que seja de uma malcriadona ponderada e contida, que fez tudo ao seu alcance antes de pegar num pau e desatar à tareia aos estúpidos que nada mais têm que fazer senão chatear.
6 - Cumprir escrupulosamente os 5 itens supra mencionados.
Yeah, right...
Já se está mesmo a ver, não está?
Fiquemo-nos, então, pela meia dúziazinha de coisas parvas para encher os chouriços de boas festas:
1 - Fazer exercício físico, que já começa a sobrar alguma coisa de mim nas dobras das calças; até porque tem vindo a ser difícil recuperar das tragédias gastronómicas que cometi nos últimos dias. Parece que estou a sofrer uma permanente overdose de comida.
2 - Levar a merda do carro a uma puta de uma bomba de gasolina e pôr ar nos cabrões dos pneus, que qualquer dia, em vez de rodas, tenho balhelhas. E, já, agora, mandar aspirar e limpar o carro por dentro, que já se tropeça em tanta merda espalhada e porca. Ao menos despejar o cinzeiro, vá.
3 - Mandar fazer cortinados para as janelas nuas daquela casa, que já não suporto viver numa barraca semi despida.
4 - Respirar fundo e contar até 100 antes de mandar bardamerda as pessoas que me perguntam quando é que me caso.
5 - Respirar fundo e contar até 150 antes de mandar bardamerda as pessoas que me perguntam quando é que tenho bebés. Se é para ficar com a fama de malcriadona, ao menos que seja de uma malcriadona ponderada e contida, que fez tudo ao seu alcance antes de pegar num pau e desatar à tareia aos estúpidos que nada mais têm que fazer senão chatear.
6 - Cumprir escrupulosamente os 5 itens supra mencionados.
Yeah, right...
Já se está mesmo a ver, não está?
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Das Coisas fora dos limites do 202º CC
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Vá, que a Esperança É a Última a Morrer
Vá lá, estamos à espera que se esmere e deixe as pessoas ficar em casa amanhã, que não é feriado mas é como se fosse para 95% da população, por favor, vá lá, não seja o urso do costume, por uma vez deixe de ser cabrãozinho e seja fofinho, deixe-me ficar em casa.
Não?
Não mesmo?
Fode-te, ó!
Não?
Não mesmo?
Fode-te, ó!
Ainda na Onda da Ursice
Ofertaram-me uma coisa destas no Natal. Apesar da minha ser mais gira, tem tampinhas às cores e o caraças.
Pois que posso dizer, sem medo nem vergonhas e para desgosto do homem, que iogurte é coisa para me maravilhar e que consumo toneladas destas porra.
Agora que descobri isto, não quero outra vida.
Para inimputável, que mais me faltará a não ser a sentença?
Pois que posso dizer, sem medo nem vergonhas e para desgosto do homem, que iogurte é coisa para me maravilhar e que consumo toneladas destas porra.
Agora que descobri isto, não quero outra vida.
Para inimputável, que mais me faltará a não ser a sentença?
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O Direito tornou-me inimputável
Sou Ursa e Gosto
Tal como estava a escrever dizer no post infra, estou velha que dói, porra.
Fiquei um fim-de-semana em casa, a cirandar, a borregar no sofá, a espreguiçar-me entre filmes, séries e livros, enquanto, nos intervalos da ociosidade, tratava da casa (ai que dona de casa tão aprumada que eu sou), e, tem de ser dito, soube-me bem como o caraças.
Ver aquela casa minimamente arrumada enquanto os ligeiros toques de cor e decoração vão surgindo, deu-me uma gozo descomunal.
Rápido, matem-me já, para o sofrimento não ser demais.
Fiquei um fim-de-semana em casa, a cirandar, a borregar no sofá, a espreguiçar-me entre filmes, séries e livros, enquanto, nos intervalos da ociosidade, tratava da casa (ai que dona de casa tão aprumada que eu sou), e, tem de ser dito, soube-me bem como o caraças.
Ver aquela casa minimamente arrumada enquanto os ligeiros toques de cor e decoração vão surgindo, deu-me uma gozo descomunal.
Rápido, matem-me já, para o sofrimento não ser demais.
Qu'é Que Foi, Caralh*?
Nada melhor que acabar este ano, que já correu tão bem, com a graça do senhor, com novas políticas empresariais da advocacia de esquina.
Esquina?
Bem, beira da estrada sempre será mais apropriado.
Começo a ficar velha demais para aturar a velhice dos outros. A paciência esgota-se.
Começo a perder o tino com gente que só vê dinheiro à frente.
Não devo ter sido feita para as arestas que vão crescendo e que não são limadas nos vértices da profissão.
Esquina?
Bem, beira da estrada sempre será mais apropriado.
Começo a ficar velha demais para aturar a velhice dos outros. A paciência esgota-se.
Começo a perder o tino com gente que só vê dinheiro à frente.
Não devo ter sido feita para as arestas que vão crescendo e que não são limadas nos vértices da profissão.
Nonsense Talking ... Nº-Qualquer-Coisa
Dias seguintes ao Natal.
Ninguém no escritório, fora ela e a miúda.
Toca o telefone. Como não está mais ninguém no estaminé, ela atende.
- Bom dia, o meu nome é X. Sou advogado estagiário.
Pois, queres vir para aqui estagiar, não é? - pensa ela - Era só o que me faltava agora ...
Sem ouvir o que ela tem vontade de dizer, ele continua: vou ter exame nos primeiros dias de Janeiro. Tenho uma dúvida gigante, estou mesmo aflito, preciso de ajuda. A lei nº 62/2013, da organização do sistema judiciário, já entrou em vigor? Por favor, ajude-me, estou desesperado, não sei responder, nem que legislação levar para o exame. Achei que vocês, que têm tanta experiência, poderiam saber responder a isto...
Ela olha para o telefone, tira o auscultador do ouvido, tira a cera que lá está e volta a colocá-lo na orelha.
- Isto é alguma brincadeira?
- Não, não! É mesmo a sério! Ajude-me, por favor!
E ela responde. E acrescenta a dica de que o Dr. Google seria totalmente capaz de responder aos seus anseios.
- Oh muito obrigado! Eu sabia que um advogado a sério seria capaz de me ajudar! Muito obrigado!
- Boas festas para si também.
Desliga o telefone. Parece que acabou de passar o TGV na sala.
Será isto um sinal do fim dos tempos?
Diz a miúda: Vais para o céu, rapariga. Ajudaste uma pessoa que precisava. Essa é a compensação, pá!
Realmente, as novas gerações são muito melhores que a minha.
Ninguém no escritório, fora ela e a miúda.
Toca o telefone. Como não está mais ninguém no estaminé, ela atende.
- Bom dia, o meu nome é X. Sou advogado estagiário.
Pois, queres vir para aqui estagiar, não é? - pensa ela - Era só o que me faltava agora ...
Sem ouvir o que ela tem vontade de dizer, ele continua: vou ter exame nos primeiros dias de Janeiro. Tenho uma dúvida gigante, estou mesmo aflito, preciso de ajuda. A lei nº 62/2013, da organização do sistema judiciário, já entrou em vigor? Por favor, ajude-me, estou desesperado, não sei responder, nem que legislação levar para o exame. Achei que vocês, que têm tanta experiência, poderiam saber responder a isto...
Ela olha para o telefone, tira o auscultador do ouvido, tira a cera que lá está e volta a colocá-lo na orelha.
- Isto é alguma brincadeira?
- Não, não! É mesmo a sério! Ajude-me, por favor!
E ela responde. E acrescenta a dica de que o Dr. Google seria totalmente capaz de responder aos seus anseios.
- Oh muito obrigado! Eu sabia que um advogado a sério seria capaz de me ajudar! Muito obrigado!
- Boas festas para si também.
Desliga o telefone. Parece que acabou de passar o TGV na sala.
Será isto um sinal do fim dos tempos?
Diz a miúda: Vais para o céu, rapariga. Ajudaste uma pessoa que precisava. Essa é a compensação, pá!
Realmente, as novas gerações são muito melhores que a minha.
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Piadas de Propriedade Privada
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Por breves, breves momentos, ainda pensei que aquele estuporado de um cabrão, filho de uma grande vaquinha malhada, tivesse piedade dos poucos desgraçados que hoje apareceram para governar esta casa e os pusesse fora daqui lá para as seis da tarde.
Não, claro que não, não é?
Quem manda ainda acreditar no Pai Natal?
Não, claro que não, não é?
Quem manda ainda acreditar no Pai Natal?
Ai a Merda ...
Quem nunca trabalhou no dia 26 de Dezembro, que atire a primeira perna de peru.
Mas porque é não estou, antes, no Reino Unido, que é feriado?!
Mas porque é não estou, antes, no Reino Unido, que é feriado?!
Não Sei se Ria se Chore
Ontem, dia de Natal, estava a dar um circo qualquer na televisão. (O que é que querem, no Natal só dá disto...). Não costumo ligar muito a este tipo de espectáculo, mas a música chamou-me a atenção.
Nightwish num espectáculo de contorcionismo?!
A sério?!
Onde é que isto já se viu?!
Querido Tuominhas, não tenho bem a certeza de mereceres tamanha afronta no dia dos teus anos mas, por outro lado, mandaste embora a Annette, não foi ... ?
Nightwish num espectáculo de contorcionismo?!
A sério?!
Onde é que isto já se viu?!
Querido Tuominhas, não tenho bem a certeza de mereceres tamanha afronta no dia dos teus anos mas, por outro lado, mandaste embora a Annette, não foi ... ?
Não Está a Correr Bem, Não ...
Tenho o fígado de ressaca.
Longe vai o tempo em que poderia comer todas as porcarias natalícias e acordar na manhã seguinte, fresca e fofa, como se nada fosse. Muito longe vai esse tempo...
De cada vez que me vem à ideia sonhos, rabanadas e filhozes, só me apetece é morrer.
Conclusão: o Natal foi óptimo, mas sem eu dar conta entraram-me 27 anos pelas trombas abaixo.
Longe vai o tempo em que poderia comer todas as porcarias natalícias e acordar na manhã seguinte, fresca e fofa, como se nada fosse. Muito longe vai esse tempo...
De cada vez que me vem à ideia sonhos, rabanadas e filhozes, só me apetece é morrer.
Conclusão: o Natal foi óptimo, mas sem eu dar conta entraram-me 27 anos pelas trombas abaixo.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Salty As Fuck 6
Say what?!
Ai querem Natal? Querem boas festas? Querem jantarinho de Natal, saída à noite, grande ambiente, copos a valer?
Querem, não é?
Pois claro! E têm, meus caros, têm, sim senhor, tudo a que têm direito. Somos todos amiguinhos, todos uns porreiraços, somos todos da mesma laia. Vamos todos para a farra, embebedamo-nos todos juntos, é uma festa!
Mas a seguir há reunião geral e levam todos na boca como se não houvesse amanhã. Raios e coriscos caem sobre as cabeças de todos, como se fossem criancinhas da pré-primária apanhadas com as mãos dentro do pote da geleia.
É uma táctica deveras inteligente; chama-se táctica do peru (ou, como se diz nesta ilustre terra, pirum): embebedar o bicho para a seguir lhe passar uma faquinha pelas goelas.
Calha assim.
Feliz Natal!
Ai querem Natal? Querem boas festas? Querem jantarinho de Natal, saída à noite, grande ambiente, copos a valer?
Querem, não é?
Pois claro! E têm, meus caros, têm, sim senhor, tudo a que têm direito. Somos todos amiguinhos, todos uns porreiraços, somos todos da mesma laia. Vamos todos para a farra, embebedamo-nos todos juntos, é uma festa!
Mas a seguir há reunião geral e levam todos na boca como se não houvesse amanhã. Raios e coriscos caem sobre as cabeças de todos, como se fossem criancinhas da pré-primária apanhadas com as mãos dentro do pote da geleia.
É uma táctica deveras inteligente; chama-se táctica do peru (ou, como se diz nesta ilustre terra, pirum): embebedar o bicho para a seguir lhe passar uma faquinha pelas goelas.
Calha assim.
Feliz Natal!
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Nonsense Talking
Ela, saindo descansadinha e à módica velocidade de 40km/h de um parque de estacionamento, observando que não está ninguém na passadeira em frente e avança até ao cruzamento.
A alta velocidade vem um senhor a fazer jogging que, muito indignado por ter que travar enquanto corria, que tão bem lhe sabia o vento a bater na cara e o suor a escorrer-lhe nos entrefolhos do cu, bate no vidro do carro dela.
Ela (com a janela do carro aberta, abre as goelas): 'Tão?!
Ele: Está aí um sinal! Não viste o sinal?
Ela: Fode-te, ó!
Arranca, deixando para trás uma nuvem de monóxido de carbono, enquanto, com as duas mãos de fora da janela (atentem que o carro, neste momento, guia-se sozinho) faz dois valentes piretes ao desportista afoito.
Tradução: qualquer dia, quando não souberem de mim, podem procurar o meu cadáver numa valeta qualquer.
A alta velocidade vem um senhor a fazer jogging que, muito indignado por ter que travar enquanto corria, que tão bem lhe sabia o vento a bater na cara e o suor a escorrer-lhe nos entrefolhos do cu, bate no vidro do carro dela.
Ela (com a janela do carro aberta, abre as goelas): 'Tão?!
Ele: Está aí um sinal! Não viste o sinal?
Ela: Fode-te, ó!
Arranca, deixando para trás uma nuvem de monóxido de carbono, enquanto, com as duas mãos de fora da janela (atentem que o carro, neste momento, guia-se sozinho) faz dois valentes piretes ao desportista afoito.
Tradução: qualquer dia, quando não souberem de mim, podem procurar o meu cadáver numa valeta qualquer.
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Piadas de Propriedade Privada
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 35
Digo eu, que nada sei, nem pretendo saber, que não haverá terrinhas mais sinistrinhas, mais merdinha e com gentinha mais parvinha, mal criadinha e antipáticazinha que as situadas à volta do Parque das Nações, Moscavide, Sacavém, Prior Velho e porras afins.
Não há nada que funcione bem naquelas imediações; então se forem instituições públicas, é melhor esquecer.
E depois eu é que sou natural da ilustre freguesia (não extinta) de Rio de Mouro e habito na capital da Margem Sul...
Bolas, vão-se lavar por baixo...
Não há nada que funcione bem naquelas imediações; então se forem instituições públicas, é melhor esquecer.
E depois eu é que sou natural da ilustre freguesia (não extinta) de Rio de Mouro e habito na capital da Margem Sul...
Bolas, vão-se lavar por baixo...
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Crónicas de Gelo e Fogo - * Spoiler Alert *
Muito bem, Lorde Snow, depois de ser nomeado Comandante da Patrulha da Noite, fez-se um homenzinho e agora até corta cabecinhas a eito.
Muito bem, mesmo. Gostei dever ler.
Cá beijinho, coisa boa.
Muito bem, mesmo. Gostei de
Cá beijinho, coisa boa.
Foda-se Mais a Isto
A humidade é o terror de qualquer cabelo feminino.
Assim que a água no ar que respiramos é mais que suficiente para fazer um balde de chá, começa o raio do cabelo a enfunar, a ficar cheio de si próprio, a encaracolar, a ficar num novelo, a ficar parecido com uma vassoura, daquelas de arame que o meu Avô usa para limpar a capoeira.
A minha melena, que andava tão bem comportadinha desde a época da queda da folha, com menos cabelo, há menos volume e com menos volume não há juba, cansada de estar sempre em baixo, resolve aproveitar os dias cinzentos para mostrar o ar de sua graça e andar por esse mundo fora, livre e solto, como uma mecha de palha.
Assim que a água no ar que respiramos é mais que suficiente para fazer um balde de chá, começa o raio do cabelo a enfunar, a ficar cheio de si próprio, a encaracolar, a ficar num novelo, a ficar parecido com uma vassoura, daquelas de arame que o meu Avô usa para limpar a capoeira.
A minha melena, que andava tão bem comportadinha desde a época da queda da folha, com menos cabelo, há menos volume e com menos volume não há juba, cansada de estar sempre em baixo, resolve aproveitar os dias cinzentos para mostrar o ar de sua graça e andar por esse mundo fora, livre e solto, como uma mecha de palha.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Nada a Fazer - XVII
Só me calha é disto...
Em todas as esquinas está um poster com as fussas deste homem.
Em todas as ruas há sempre um outdoor com estas lindas trombas.
Para todo o lado que olhe está este ser magnífico.
É desta que se me dá uma coisinha má.
Inglês.
Gadelhudo.
Voz de trovão.
Olhos de gato.
Accent.
Não toma banho desde 1995.
A junção de todos estes elementos dá ... ?
Um acidente rodoviário, porque começo aos guinchos a olhar para a figura e tiro as mãos do volante.
Em todas as esquinas está um poster com as fussas deste homem.
Em todas as ruas há sempre um outdoor com estas lindas trombas.
Para todo o lado que olhe está este ser magnífico.
É desta que se me dá uma coisinha má.
Inglês.
Gadelhudo.
Voz de trovão.
Olhos de gato.
Accent.
Não toma banho desde 1995.
A junção de todos estes elementos dá ... ?
Um acidente rodoviário, porque começo aos guinchos a olhar para a figura e tiro as mãos do volante.
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Benfeitorias Voluptuárias
Bolas!
Finalmente todas as oferendas natalícias adquiridas.
Foi uma vergonha chegar a esta altura e ainda ter pendurezas por comprar.
Agora vou-me atirar da ponte quando me lembrar que ainda há mais alguém a quem comprar mais não sei o quê ou o caraças...
Foi uma vergonha chegar a esta altura e ainda ter pendurezas por comprar.
Agora vou-me atirar da ponte quando me lembrar que ainda há mais alguém a quem comprar mais não sei o quê ou o caraças...
Cinema Nº ...Coiso
Uma óptima forma de se passar 161 minutos, completamente agarrado à história e à acção.
Não há momentos mortos, a realização e os efeitos especiais estão excelentes e as personagens extremamente bem caracterizadas.
Não havia era necessidade de se pôr no mesmo filme dois deuses ingleses... Dão-me cabo do coração...
Não há momentos mortos, a realização e os efeitos especiais estão excelentes e as personagens extremamente bem caracterizadas.
Não havia era necessidade de se pôr no mesmo filme dois deuses ingleses... Dão-me cabo do coração...
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Leituras LXXX
Simplesmente fantástico.
Prende o leitor até à última página e deixa-o sedento de mais histórias.
Não descanso enquanto não ler os que faltam.
Prende o leitor até à última página e deixa-o sedento de mais histórias.
Não descanso enquanto não ler os que faltam.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Nunca Mais, Bolas ...
Parece que ando há 1000 anos a fazer compras de Natal e as putas das compras nunca mais acabam.
De cada vez que vou, toda contente, riscar mais um nome da lista, lembro-me logo de outro que também tem de lá constar. E isto nunca mais tem fim.
Nem parece típico da minha pessoa, mas a verdade é que já estive mais entusiasmada com esta azáfama natalícia.
E isto, meus amigos, só pode significar velhice.
Já estive mais longe de só comer uma tacinha de Cerelac ao jantar e ir dormir às 9 da noite, aquecendo previamente a cama com um saquinho de água quente, não sem antes ver a novela enquanto faço renda.
De cada vez que vou, toda contente, riscar mais um nome da lista, lembro-me logo de outro que também tem de lá constar. E isto nunca mais tem fim.
Nem parece típico da minha pessoa, mas a verdade é que já estive mais entusiasmada com esta azáfama natalícia.
E isto, meus amigos, só pode significar velhice.
Já estive mais longe de só comer uma tacinha de Cerelac ao jantar e ir dormir às 9 da noite, aquecendo previamente a cama com um saquinho de água quente, não sem antes ver a novela enquanto faço renda.
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O Direito tornou-me inimputável
Calha Assim
Com as andanças da reforma do Código de Processo Civil, anda tudo às aranhas com as coisinhas novas que foram introduzidas neste melhor amigo do advogado.
A audiência prévia é um bom exemplo disso.
É parecida com a antiga audiência preliminar, mas com mais coisas engraçadas, tipo definir os temas de prova, o que vem a ser isto e o camandro.
Não sei como será noutras comarcas, noutros escritórios, com outros advogados; as gentes daqui não sabem muito bem o que isso é, nem para que serve.
Por isso, vou lá eu, que sou nova e tenho a reforma na ponta da língua.
Foda-se mais a isto.
Entretanto, posso já adiantar que aquilo que tenho aprendido relativamente à audiência prévia é que os juízes não sabem muito bem como fazer aquilo e os colegas também não e preferem ir atar os atacadores dos sapatos a fazer a diligência, de maneiras que arranjamos aqui uma irregularidade qualquer no processo para podermos despachar isto em 10 minutinhos, pode ser?
E é isto.
A audiência prévia é um bom exemplo disso.
É parecida com a antiga audiência preliminar, mas com mais coisas engraçadas, tipo definir os temas de prova, o que vem a ser isto e o camandro.
Não sei como será noutras comarcas, noutros escritórios, com outros advogados; as gentes daqui não sabem muito bem o que isso é, nem para que serve.
Por isso, vou lá eu, que sou nova e tenho a reforma na ponta da língua.
Foda-se mais a isto.
Entretanto, posso já adiantar que aquilo que tenho aprendido relativamente à audiência prévia é que os juízes não sabem muito bem como fazer aquilo e os colegas também não e preferem ir atar os atacadores dos sapatos a fazer a diligência, de maneiras que arranjamos aqui uma irregularidade qualquer no processo para podermos despachar isto em 10 minutinhos, pode ser?
E é isto.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Quando uma pessoa começa a ficar descansadinha porque todas as prendas de Natal estão finalmente compradas, eis que surge mais uma pessoa esquecida a quem é preciso ofertar qualquer coisinha.
Qualquer dia, substituo o meu nome no cartão do cidadão por Santa Casa da Misericórdia, sempre será mais condizente com a realidade.
Qualquer dia, substituo o meu nome no cartão do cidadão por Santa Casa da Misericórdia, sempre será mais condizente com a realidade.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Está Tudo Louco - Parte Segunda
O Amigo Secreto, nesta casa, é como a Coca-cola descrita por Fernando Pessoa: primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Ultrapassada a resmunguice, intrinsecamente ligada à forretice que reina nestas gentes parvas, segue-se a dança dos risinhos e das conversinhas pelos cantos, a tentar saber quem é que calhou a quem, a insistir, a rodear, num mar de cuscuvilhice (ou quadrilhice, como se diz por aqui) como nunca se viu.
Parecem crianças, a correr pela casa, todos contentes, a comentar tudo o que se possa relacionar com presentes e a putativa pessoa a quem calhou cada um.
Vergonha? Nenhuma.
Vontade de trabalhar? Menos ainda.
Ultrapassada a resmunguice, intrinsecamente ligada à forretice que reina nestas gentes parvas, segue-se a dança dos risinhos e das conversinhas pelos cantos, a tentar saber quem é que calhou a quem, a insistir, a rodear, num mar de cuscuvilhice (ou quadrilhice, como se diz por aqui) como nunca se viu.
Parecem crianças, a correr pela casa, todos contentes, a comentar tudo o que se possa relacionar com presentes e a putativa pessoa a quem calhou cada um.
Vergonha? Nenhuma.
Vontade de trabalhar? Menos ainda.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Está Tudo Louco
Depois de três anos a ouvir dizer que era uma ideia de treta, isso não serve para nada a não ser para gastar dinheiro, deixe-se de ideias parvas que o Natal é, também ele, uma merda (temos uma árvore de Natal e é um pau), iremos, nesta casa de tristes algures na Comarca da Grande Lisboa Noroeste, efectuar procedimento tendente à atribuição de presentes natalícios por via do sistema do Amigo Secreto.
Comemoremos! Hoje é dia de festa! As almas empedernidas que aqui habitam permitiram que o espírito do Natal baixasse nelas e admitem a normalidade na sua casa!
Tradução: vai dar asneira. Ainda nem se fez o sorteio e já anda tudo a bufar pelos cantos, a segredar isto não tem jeitinho nenhum.
Ursos da porra.
Comemoremos! Hoje é dia de festa! As almas empedernidas que aqui habitam permitiram que o espírito do Natal baixasse nelas e admitem a normalidade na sua casa!
Tradução: vai dar asneira. Ainda nem se fez o sorteio e já anda tudo a bufar pelos cantos, a segredar isto não tem jeitinho nenhum.
Ursos da porra.
Leituras LXXIX
Continuação da lição anterior: vamos-lá-continuar-a-matar-toda-a-gente-e-ficar-a-ver-aqueles-que-sobrevivem-só-fazerem-merda-e-morrer-a-seguir.
Não obstante matar cruelmente todas as minhas personagens favoritas, é glorioso.
Venha o próximo!
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Do Existencialismo - IV
Ver morrer aqueles que nos são queridos é pior que a morte do próprio.
É um constante olhar para o relógio, ouvir o tic-tac monstruoso, e viver com medo, com o terror, com a angústia, sempre à espera que venha o próximo.
É um olhar no vazio, uma falta de esperança, uma constante tormenta de saudade que se recusa a desaparecer. É morrer todos os dias um bocadinho por cada dia que aqueles que partiram não estão aqui. É nem sequer ter esperança do reencontro, ilusão perdida na infância.
É um constante olhar para o relógio, ouvir o tic-tac monstruoso, e viver com medo, com o terror, com a angústia, sempre à espera que venha o próximo.
É um olhar no vazio, uma falta de esperança, uma constante tormenta de saudade que se recusa a desaparecer. É morrer todos os dias um bocadinho por cada dia que aqueles que partiram não estão aqui. É nem sequer ter esperança do reencontro, ilusão perdida na infância.
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Lado Contrário do Espelho
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Note To Self - Volume Não-Sei-Das-Quantas
Nunca mais, mas nunca mais mesmo, empanturrar feiamente ao almoço quando se está no Alentejo.
Porque, só os estúpidos, que é claramente o meu caso, é que não sabem que nestas terras come-se tremendamente a todas as refeições, e que encher o barril logo ao almoço é desperdiçar a comida maravilhosa do jantar e ganhar uma crise de fígado para o dia seguinte.
Merda para mim, é o que é.
Porque, só os estúpidos, que é claramente o meu caso, é que não sabem que nestas terras come-se tremendamente a todas as refeições, e que encher o barril logo ao almoço é desperdiçar a comida maravilhosa do jantar e ganhar uma crise de fígado para o dia seguinte.
Merda para mim, é o que é.
Não Sei se Ria se Chore...
Elina Fraga é a nova Bastonária da Ordem dos Advogados.
Não sei se fique contente por haver uma figura feminina à frente da nossa corporação (mulheres ao poder, pá!) ou se chore porque, durante os próximos 3 anos, vem aí mais do mesmo.
Não sei se fique contente por haver uma figura feminina à frente da nossa corporação (mulheres ao poder, pá!) ou se chore porque, durante os próximos 3 anos, vem aí mais do mesmo.
Xmas Time!
Finalmente, a melhor época no ano chegou!
(Leia-se, uma desculpa para atafulhar a casa de bugigangas coloridas e desbaratar dinheiro em presentinhos para toda a gente!)
(Leia-se, uma desculpa para atafulhar a casa de bugigangas coloridas e desbaratar dinheiro em presentinhos para toda a gente!)
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Note To Self - Volume Não-Sei-Das-Quantas
Nunca mais ir na conversa de ir votar presencialmente para a Ordem só porque não se recebeu os papelinhos do voto por correspondência a tempo.
Mais vale pagar a multa do que ir àquela feira das vaidades, onde toda a gente, a partir do momento em que passa a ombreira da porta de entrada, passa a ter mais um palmo de altura e mais um tamanho de camisa, tamanho o inchaço do peito.
Uma caganeirice que só visto, vão todos para ali desfilar e mostrar aos colegas que são muita bons e depois a desorganização, a confusão e a incompetência reinam em todas as secções das mesas de voto.
Bolas, não há paciência...
Mais vale pagar a multa do que ir àquela feira das vaidades, onde toda a gente, a partir do momento em que passa a ombreira da porta de entrada, passa a ter mais um palmo de altura e mais um tamanho de camisa, tamanho o inchaço do peito.
Uma caganeirice que só visto, vão todos para ali desfilar e mostrar aos colegas que são muita bons e depois a desorganização, a confusão e a incompetência reinam em todas as secções das mesas de voto.
Bolas, não há paciência...
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
É Natal! Vamos às Compras ou Como É? - Adenda Parte Segunda
Que é como quem diz, que maravilha, também quero!
Nota: Brincos, ignorâncias, são brincos! Made in Parfois
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