Senhor que põe música, toca, canta e outras actividades relacionadas - check!
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Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Reminiscências # 12
Quando era miúda e, por qualquer motivo, esticava o dedinho indicador e apontava para qualquer coisa, ou pessoa ou fenómeno, o meu pai, se estivesse por perto, dizia:
- Não se aponta, filha.
- Porquê, Pai? - perguntava logo.
- Porque deus nosso senhor está em todo o lado e podes enfiar-lhe um dedo no olho.
Ficava sempre a olhar para ele.
- Não se aponta, filha.
- Porquê, Pai? - perguntava logo.
- Porque deus nosso senhor está em todo o lado e podes enfiar-lhe um dedo no olho.
Ficava sempre a olhar para ele.
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Piadas de Propriedade Privada
Coisas Que Vejo Por Aí # 16
Novo vício.
Já vou na 2ª temporada e sabem sempre a pouco os 50 minutos de cada episódio.
Muito bom, apesar de ser muito mais 'lavadinha' que a série original britânica.
Já vou na 2ª temporada e sabem sempre a pouco os 50 minutos de cada episódio.
Muito bom, apesar de ser muito mais 'lavadinha' que a série original britânica.
Wedding Arrangements - Parte 2
Data marcada com a Conservadora - check!
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Vide artº 1577º do Código Civil
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Salty As Fuck 9
Metem-me nojo os tiranos que tentam inferiorizar os seus subalternos na tentativa de minimizar a vida triste, mesquinha, miserável, frustrada e solitária que têm em casa.
Metem-me nojo.
Metem-me nojo.
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Ossos do Ofício
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 38
Uma zinha qualquer postou alegremente numa qualquer rede social uma foto do anel que o noivo lhe tinha oferecido.
Automatica e porcamente, que não valho nada e sou a escumalha da sociedade, só me ocorre isto:
Automatica e porcamente, que não valho nada e sou a escumalha da sociedade, só me ocorre isto:
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O Direito tornou-me inimputável
Ai a Porr ... Não, Merda, mesmo!
Mas custa muito a esses cabrões que por aí caminham nesta terra do senhor responder à porcaria de um email?!
Enviam-se mil comunicações por tudo e mais alguma coisa, são capazes de estar na casa-de-banho e estar a mandar emails para não-sei-quem, porque sim, que é urgente, e quando chega a altura de responder, nada!, vazio!, buraco negro!, escuridão!, vácuo!
Foda-se, que é demais.
Enviam-se mil comunicações por tudo e mais alguma coisa, são capazes de estar na casa-de-banho e estar a mandar emails para não-sei-quem, porque sim, que é urgente, e quando chega a altura de responder, nada!, vazio!, buraco negro!, escuridão!, vácuo!
Foda-se, que é demais.
Puta dos Filhos
Tenho uma tia que, há uns belos anos, quando ainda não tinha filhos, adorava espalhar aos quatro ventos que os filhos dos outros eram todos, sem qualquer excepção, uns selvagens, uns rufias e uns malcriadões do pior.
Adorava encher a boca dizendo que ninguém lhes dava educação, que era uma pouca vergonha, que eram respondões e faziam muito barulho, que guinchavam e trepavam árvores, que nunca paravam quietos e que mais pareciam filhos do Mogli do que pessoas civilizadas.
A começar e a acabar na sua ilustre sobrinha, claro.
Até ter filhos dela, obviamente. Posteriormente, não perdeu tempo a mimar o puto como se mais ninguém na terra tivesse filhos e tornou-o num terrorista da quinta casa.
Hoje, desafortunadamente, lembrei-me da minha tia.
À hora do almoço, tive o (des)prazer de sentar-me junto a uma adolescente e sua mãe, que discutiam alegremente.
Vi e ouvi aquela amostra de gente, armada em ursa, a sacudir a cabeleira em todas as direcções, a bater as pestanas para o reflexo no espelho, a falar com a mãozinha caída como as tias de Cascais, a gritar e a mandar a sua mui amada mãezinha para sítios menos próprios, aos segredinhos e risinhos com a sua amiguinha enquanto comentavam o que o os outros traziam vestido, o que os outros tinham na cara, o que os outros tinham no prato. E aquela mãezinha, que, para os outros é muita má, e vai tudo à frente, e eu é que sei, e ninguém grita mais alto que eu, confrontada com a má criação do seu rebento, acha muita graça. Acha mesmo muita piada. A miúda tem personalidade, diz ela.
Pois eu chamo-lhe falta de porrada. Durante aqueles 15 minutos que aquela avestruz ali esteve, fantasiei ardentemente em amarrá-la a um poste e chicoteá-la até a deixar sem sentidos.
Depois, lembrei-me da minha tia.
Lembrei-me do que ela gostava de apregoar e daquilo que, depois, muitos, muitos anos mais tarde, lhe calhou na rifa.
Lembrei-me do ar superior dela a criticar os comportamentos dos filhos alheios e o que o seu filhinho se tornou.
Lembrei-me da cara dela de enjoada ao lembrar-se amargamente de todas as palavras que proferiu sobre os filhos dos outros, olhando para o seu rebento a despir-se num restaurante, a atirar facas às cabeças das pessoas, a bater com paus nos que passavam na rua, a dizer asneiras a toda a hora, a deitar-se no chão a fazer birra e todas as outras merdas que aquela criatura fazia.
Lembrei-me. E mentalizei-me que, com a sorte que eu tenho, um dia que venha a ver filhos, vão ser piores que a garota que tem a mania que tem o sol no cu.
Adorava encher a boca dizendo que ninguém lhes dava educação, que era uma pouca vergonha, que eram respondões e faziam muito barulho, que guinchavam e trepavam árvores, que nunca paravam quietos e que mais pareciam filhos do Mogli do que pessoas civilizadas.
A começar e a acabar na sua ilustre sobrinha, claro.
Até ter filhos dela, obviamente. Posteriormente, não perdeu tempo a mimar o puto como se mais ninguém na terra tivesse filhos e tornou-o num terrorista da quinta casa.
Hoje, desafortunadamente, lembrei-me da minha tia.
À hora do almoço, tive o (des)prazer de sentar-me junto a uma adolescente e sua mãe, que discutiam alegremente.
Vi e ouvi aquela amostra de gente, armada em ursa, a sacudir a cabeleira em todas as direcções, a bater as pestanas para o reflexo no espelho, a falar com a mãozinha caída como as tias de Cascais, a gritar e a mandar a sua mui amada mãezinha para sítios menos próprios, aos segredinhos e risinhos com a sua amiguinha enquanto comentavam o que o os outros traziam vestido, o que os outros tinham na cara, o que os outros tinham no prato. E aquela mãezinha, que, para os outros é muita má, e vai tudo à frente, e eu é que sei, e ninguém grita mais alto que eu, confrontada com a má criação do seu rebento, acha muita graça. Acha mesmo muita piada. A miúda tem personalidade, diz ela.
Pois eu chamo-lhe falta de porrada. Durante aqueles 15 minutos que aquela avestruz ali esteve, fantasiei ardentemente em amarrá-la a um poste e chicoteá-la até a deixar sem sentidos.
Depois, lembrei-me da minha tia.
Lembrei-me do que ela gostava de apregoar e daquilo que, depois, muitos, muitos anos mais tarde, lhe calhou na rifa.
Lembrei-me do ar superior dela a criticar os comportamentos dos filhos alheios e o que o seu filhinho se tornou.
Lembrei-me da cara dela de enjoada ao lembrar-se amargamente de todas as palavras que proferiu sobre os filhos dos outros, olhando para o seu rebento a despir-se num restaurante, a atirar facas às cabeças das pessoas, a bater com paus nos que passavam na rua, a dizer asneiras a toda a hora, a deitar-se no chão a fazer birra e todas as outras merdas que aquela criatura fazia.
Lembrei-me. E mentalizei-me que, com a sorte que eu tenho, um dia que venha a ver filhos, vão ser piores que a garota que tem a mania que tem o sol no cu.
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Piadas de Propriedade Privada,
Posição Doutrinária
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Wedding Arrangements - Parte 1
A parte mais difícil já está.
Espaço e data - check!
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Vide artº 1577º do Código Civil
Philip Seymour Hoffman
Grande choque, confesso.
Era dos meus actores favoritos. Um génio e um talento inegável.
Tenho mesmo muita pena.
Merda para isto, que os bons vão todos à frente...
Era dos meus actores favoritos. Um génio e um talento inegável.
Tenho mesmo muita pena.
Merda para isto, que os bons vão todos à frente...
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Salty as Fuck 8
Nas costas dos outros vejo eu as minhas, lá diz o povo.
Hoje vi as minhas costas desenhadas nas costas de outrem. E o desenho não era nada bonito. Nada mesmo.
Era só um esboço; o lápis pode, entretanto, ser afiado e a borracha pode ser usada, não tem necessariamente de ser igual. Mas dá para antever a exposição de obras de arte que aí virá.
E é uma merda tão grande, tão grande que terão de inventar um novo conceito de merda para abarcar esta poia gigante.
Foda-se mais a isto.
Hoje vi as minhas costas desenhadas nas costas de outrem. E o desenho não era nada bonito. Nada mesmo.
Era só um esboço; o lápis pode, entretanto, ser afiado e a borracha pode ser usada, não tem necessariamente de ser igual. Mas dá para antever a exposição de obras de arte que aí virá.
E é uma merda tão grande, tão grande que terão de inventar um novo conceito de merda para abarcar esta poia gigante.
Foda-se mais a isto.
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Ossos do Ofício
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 37
Digo eu que, para além de nada saber, sou porca todos os dias e meto nojo até à 15ª geração, que andar mal da barriga é remédio santo para se perder todo o peso que estava a mais e ainda aquela mini-bóia à volta da pança que teima (teimava) em espreitar por cima do cós das calças.
Não era mais nada, era só mesmo isto, para demonstrar a porcaria que reina neste antro.
Não era mais nada, era só mesmo isto, para demonstrar a porcaria que reina neste antro.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Cinema Nº ... Coiso
A banda sonora e a interpretação de Christian Bale são fenomenais mas, fora isso, nada de especial.
É pena.
É pena.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Ide Levar na Pá, Sim?
Uma pessoa a ter esperança de que as coisas podem correr bem e só se arranja merda.
Uma pessoa tenta, tenta, mas nada.
Tanto tempo para mandar fazer uma porcaria de cortinados para que a sala não pareça uma coisa vinda de uma barraca na Cova da Moura e depois, já com tudo pago, há atrasos na entrega da encomenda.
E a minha casa continua a parecer uma barraca vinda da Cova da Moura.
Foda-se, que é demais.
Uma pessoa tenta, tenta, mas nada.
Tanto tempo para mandar fazer uma porcaria de cortinados para que a sala não pareça uma coisa vinda de uma barraca na Cova da Moura e depois, já com tudo pago, há atrasos na entrega da encomenda.
E a minha casa continua a parecer uma barraca vinda da Cova da Moura.
Foda-se, que é demais.
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Teorias do Homicídio Qualificado
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Ca Ganda Lata
As pessoas não podem ver um advogado na rua que vêm logo a correr para ver se levam uma consultazinha de borla. Um bocado como os médicos, no fundo.
Ai é advogada? Ai que graça! Olhe por acaso tenho aqui uma perguntinha, uma coisa rápida, não demora nada ...
Se ganhasse um euro por cada consulta que dei só no dia de hoje, apanhada desprevenida e abusada na minha boa vontade, ia jantar fora.
Ai é advogada? Ai que graça! Olhe por acaso tenho aqui uma perguntinha, uma coisa rápida, não demora nada ...
Se ganhasse um euro por cada consulta que dei só no dia de hoje, apanhada desprevenida e abusada na minha boa vontade, ia jantar fora.
Salty As Fuck - 7
Não sei dizer se gosto mais ou menos dele que no início; deve andar ela por ela.
A verdade é que sempre foi uma relação de amor / ódio. Tenho vivido bem com isso.
O problema é que ele é estúpido como uma porta e, com a idade, só piora, portanto, parte considerável do meu dia passa por imaginar o gajo a ser atropelado por uma manada de vacas amarelas ou por um tractor desgovernado ou mesmo imaginar que lhe ponho uma ou duas, vá, cinco ou seis, pronto, metade de um frasco de laxante no cházinho para ver se a tripa se lhe solta.
Ser assalariado tem destas coisas.
A verdade é que sempre foi uma relação de amor / ódio. Tenho vivido bem com isso.
O problema é que ele é estúpido como uma porta e, com a idade, só piora, portanto, parte considerável do meu dia passa por imaginar o gajo a ser atropelado por uma manada de vacas amarelas ou por um tractor desgovernado ou mesmo imaginar que lhe ponho uma ou duas, vá, cinco ou seis, pronto, metade de um frasco de laxante no cházinho para ver se a tripa se lhe solta.
Ser assalariado tem destas coisas.
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Teorias do Homicídio Qualificado
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Cesto da Vida
A vida é uma merda, o tempo passa a correr e, quando damos por isso, está tudo no fim.
Dá-se por isso nos momentos de perda e também a olhar para os pais.
Até há bem pouco tempo, na minha óptica, os meus pais continuavam a ser aqueles dois magricelas de trinta e tal anos, ela de cabelo ruivo, ele de cabelos ao vento, sempre mais ou menos bem dispostos, sempre mais ou menos chatos e disciplinadores como o raio que os parta, que gostavam de passear ao sol e de beber uns canecos ao pé do mar, ao fim-de-semana.
Durante 26 anos da minha vida, os meus pais foram o que sempre foram, iguais a si próprios, jovens q.b., pouco modernaços mas uns gajos porreiros.
Até há bem pouco tempo, percebi que, enquanto olhava para o lado, entraram quase 60 anos para cada um deles e que isso deixa algumas marcas. Mazelas, vá.
Outro dia, perderam um toucinho ou um presunto ou outra merda parecida. Sim, perderam. Deixaram o raio do toucinho na mesa da cozinha e depois nunca mais o viram. Correram tudo, perguntaram a toda a gente se tinha visto aquela coisa, até foram ao lixo ver se lá estava. Nunca mais o toucinho apareceu. Foram dar com ele atrás de não-sei-quê, dias e dias depois, que lá tinha ficado esquecido.
Ontem, perderam o cão. Sim, o cão. Cadela, mais precisamente. Deixaram a porta aberta e, antecipando a liberdade, vai a Ambrósia (don't even ask ...) porta fora viver a vidinha dela na clandestinidade. Sabiam que tinham um bicho estouvado e mesmo assim deixaram tudo escancarado e lá vai o animal.
Depois andam para aí a chorar pelos cantos, coitadinha da bichinha, diziam eles, sozinha à chuva, agora vai morrer, mas porque é que fomos deixar a porta aberta, numa agonia e tristeza genuínas e tremendamente comovente.
Velhos. Estão velhos.
Ainda me lembro daquela mulher a correr atrás de mim para me enfardar quando me portava mal. Ainda me lembro daquele homem a ensinar-me a andar de bicicleta e a rir-se de mim quando caía. Dito assim, até parece que fui criada por dois terroristas; não foi bem, apesar de não estar assim tão longe da verdade quanto isso.
Não deixo de sentir alguma nostalgia. O terrorismo continua lá, só que um pouco mais envelhecido. E isso é deveras triste.
Dá-se por isso nos momentos de perda e também a olhar para os pais.
Até há bem pouco tempo, na minha óptica, os meus pais continuavam a ser aqueles dois magricelas de trinta e tal anos, ela de cabelo ruivo, ele de cabelos ao vento, sempre mais ou menos bem dispostos, sempre mais ou menos chatos e disciplinadores como o raio que os parta, que gostavam de passear ao sol e de beber uns canecos ao pé do mar, ao fim-de-semana.
Durante 26 anos da minha vida, os meus pais foram o que sempre foram, iguais a si próprios, jovens q.b., pouco modernaços mas uns gajos porreiros.
Até há bem pouco tempo, percebi que, enquanto olhava para o lado, entraram quase 60 anos para cada um deles e que isso deixa algumas marcas. Mazelas, vá.
Outro dia, perderam um toucinho ou um presunto ou outra merda parecida. Sim, perderam. Deixaram o raio do toucinho na mesa da cozinha e depois nunca mais o viram. Correram tudo, perguntaram a toda a gente se tinha visto aquela coisa, até foram ao lixo ver se lá estava. Nunca mais o toucinho apareceu. Foram dar com ele atrás de não-sei-quê, dias e dias depois, que lá tinha ficado esquecido.
Ontem, perderam o cão. Sim, o cão. Cadela, mais precisamente. Deixaram a porta aberta e, antecipando a liberdade, vai a Ambrósia (don't even ask ...) porta fora viver a vidinha dela na clandestinidade. Sabiam que tinham um bicho estouvado e mesmo assim deixaram tudo escancarado e lá vai o animal.
Depois andam para aí a chorar pelos cantos, coitadinha da bichinha, diziam eles, sozinha à chuva, agora vai morrer, mas porque é que fomos deixar a porta aberta, numa agonia e tristeza genuínas e tremendamente comovente.
Velhos. Estão velhos.
Ainda me lembro daquela mulher a correr atrás de mim para me enfardar quando me portava mal. Ainda me lembro daquele homem a ensinar-me a andar de bicicleta e a rir-se de mim quando caía. Dito assim, até parece que fui criada por dois terroristas; não foi bem, apesar de não estar assim tão longe da verdade quanto isso.
Não deixo de sentir alguma nostalgia. O terrorismo continua lá, só que um pouco mais envelhecido. E isso é deveras triste.
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Das Coisas fora dos limites do 202º CC
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