sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Na Nossa Comarca, Advoga-se Assim - Parte Três


Esta comarca é qualquer coisa de inexplicável.
Quem cá trabalha ou vive, fica imbuído num espírito de mitrice ou saloíce aguda para o qual não há tratamento.
Não há meias medidas, aqui: ou se é mitra ou se é saloio.

No caso em apreço, há das duas qualidades em grandes quantidades.
Hoje baixou em nós a saloíce.


Ai não há nada que fazer?
Comamos, pois então.
E comamos qualquer coisinha aí num sítio qualquer?
Não senhor, comamos em casa que é mais barato e mandemos antes vir a comida até aqui.
E comamos qualquer coisinha saudável?
Não, qual quê! Comamos qualquer coisona cheia de queijo e calorias, que assim é que é bonito.


Calha assim.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Nonsense Talking Qualquer-Coisa-Que-Já-Me-Perdi-No-Meio-de-Tantos-Números-Esquisitos

Ao telefone com um desgraçado qualquer, diz ele:

 - Você está a foder-me, está a meter-me o dedo no cu! Mas não mete mais! (pausa) Que eu não deixo!



É ou não é eloquentíssimo o meu ilustre superior hierárquico?

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Coisas sobre mudanças que não sabia e fiquei a saber:

 - É francamente mau ter que descer e subir de um segundo andar para transportar coisas;

  - Tenho coisas a mais;

 - Objectos grandes e normalmente inamoviveis, quando finalmente desmontados e retirados, deixam atrás de si grandes novelos de pó. Daqueles que metem nojo;

 - Sempre que partir uma qualquer coisa de vidro, aspirar o chão e ceder à tentação de atirar os cacos para baixo das máquinas que não se movem porque, um dia, eventualmente, quem sabe, essas máquinas são retiradas e quem lá mete a mão, lixa-se;

  - Tenho coisas a mais;

 - Não contratar transportadoras que levam barato porque essa gente, filhos de um camião de putas, gostam de passarinhar, engonhar e aparafusar coisas à mão. Já percebemos que ganham à hora, mas abusar é feio e fodido;

 - As paredes das casas ora devolutas têm uma certa tendência para criar alguns buracos nas paredes. Deve ser da chuva, com toda a certeza;

 - Tenho coisas a mais;

 - Quem raio é que faz obras numa casa inteira, dando-se ao trabalho de arranjar todos os cantinhos e buraquinhos, mas depois tapa as entradas de televisão??!

 - Ter elevador é mesmo muito bom;

 - Já mencionei que tenho coisas a mais?

sábado, 19 de outubro de 2013

Will We Ever Meet Again?

Tinha tanto para dizer e nada me ocorre.
Tenho tanto cá dentro e nada me sai.

Tenho, desde há dez meses para cá, uma única pergunta que me surge, que se sufoca, que me persegue, para a qual tenho resposta com todas as certezas, mas que desejo profundamente que seja mentira.

Tenho tanto para dizer e nada me ocorre.

Apenas que perdi o norte quando te perdi.
Apenas que o que faço perde o sentido porque já não posso partilhá-lo contigo.
Apenas que ainda vejo o teu sorriso e oiço a tua voz quando fecho os olhos.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Coisas de Cá IX

Só nesta terra maldita sita para lá dos montes e vales onde Judas perdeu as botas é que o ACT, mais conhecido como Autoridade para as Condições do Trabalho, tem um gato.
Sim, um gato.
Um bichano  amoroso, preto, gordo e luzidio que dorme belas sonecas deitado no muro da instituição, onde tem lugar cativo na zona da restauração, com direito a tachinhos de comida e água só para si.


Verdade seja dita: já vi o dinheiro do erário público ser pior aplicado.

Da Arte de os Outros (Tentar) Bem Foder

Que há pessoas que não têm vergonha nenhuma na cara e que tudo fazem para se safar, já não é novidade.

Que há pessoas que não têm pejo algum em usar tudo o que têm para passar por cima dos outros, também não constitui qualquer novidade.

Que há pessoas que mentem com quantos dentes têm na boca em honra da própria pele, também não é um factor surpresa.



Só é surpreendente é fazerem-no à frente de toda a gente, sem arte nem engenho, com procedimento rudimentar de invenção pura e ainda estarem à espera que ninguém note que a peta tem o tamanho de um elefante com reacção alérgica a picada de mosquito nuclear.

A sorte ou o azar é que o visado, que neste caso, até era a minha pessoa, que já não tem muitos vestígios de inocência, submissão ou resquícios de espinha partida (ainda), ainda tem boca para falar e, enquanto não houver dores de língua, garganta ou outro órgão que seja vital à função parlatória, assim continuará a ser. Quem não gostar, terá que se dirigir ao um qualquer balcão que aceite reclamações do género, temos muita pena.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Últimos Cartuchos

Será, com toda a certeza, muito agradável chegar a casa e não dar com uma badalhoca de uma barata a passear alegremente no chão da habitação, mas vou ter muitas, muitas saudades daquela casa de bonecas que foi a minha,a nossa, primeira casa.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Chega de Merda; Vamos à Bola!

Ai, ai...
A minha Pátria contra o meu país preferido...
Em directo do Estádio de Alvalade.

Sempre a Mesma Merda

Não se pode estar bem.
Nunca.
Sempre que se está bem e feliz por algum tempo, o deus todo poderoso que governa os patrões faz com que estes tenham de novo maus fígados e desatem a disparar em todas as direcções, só porque sim. Só para chatear.
Para deixar o pessoal sempre em constante alerta, só por causa da azia.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Conclusões dos Últimos Dias

 - Proprietários stressadinhos, gulosos e picuinhas ficam com os seus belos prédios urbanos para guisar com batatinhas;

 - Uma sala com muita luz e janelas só é problema para quem, como eu, tem dificuldade em imaginar decoração em abstrato;

 - Um prédio com elevador é outro nível;

 - Uma casa com arrumação em toda a parte é um outro nível, ainda;

 - Uma casa que possa comportar um futuro bicho com bigodes e cauda é um sonho.








terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ai Sim?

Tenho um patrono que dorme a sesta em pleno horário de expediente.
Tenho um patrono que avisa que vai dormir a sesta em pleno horário de expediente.
Tenho que patrono que adverte que quem importunar a sua sesta em pleno horário de expediente leva uma solha pelas trombas abaixo.





E você?

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Como gosto destes moços...
Tudo o que fazem é absolutamente perfeito.
Em modo repeat.

Leituras LXXVIII


Este volume poderia perfeitamente chamar-se como-matar-toda-a-gente-em-pouco-mais-de-quinhentas-páginas. Era muito mais adequado.

De repente, a história dá uma reviravolta e nunca mais nada é o que era.
E, no entanto, não deixa de prender o leitor até à última página, deixando-o abananado e tremente, como um drogado, a desejar rapidamente o próximo livro.

Genial.



Coisas Que Vejo Por Aí #14

Passei o filme todo a gritar com uma almofada na boca.
Pode ser fraquinho no argumento, mas lá que é assustador, lá isso é.
Dass...

Ai Sim?

A minha pessoa faz queixas por escrito ao Ilustre Município de Almada a reclamar do tráfego da cidade, pela bela ideia que têm de fazerem uma única faixa para 89 500 pessoas.

Qualquer dia também levo nas trombas, já se está mesmo a ver...




E você?

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 32

Ele há agentes de execução armados em espertinhos que se recusam a informar o mandatário do executado da porra do montante total devido.
Só.
Para fazer uma merda dum acordo com a outra parte.
Uma merda dum acordo.




Depois admiram-se de levar tiros nas trombas.
Com esta postura, e perdoem-me a maldade, não se perde nada.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Na Resplandecente Luz Perpétua

A parte fodida da existência é que, para se chegar a velho, se é que lá se chega, há que ver partir os que cá estão e ficar a viver, a partir daí, uma vida mais pobre e mais vazia.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Eu e a Administração VII

Lá dizia uma pessoa que até aprecio bastante que os maus funcionários públicos são como as gotas de óleo numa poça de água: bastam cair três gotas que aquela merda fica toda contaminada. O que equivale a dizer que um mau funcionário é suficiente para manchar a imagem que se tem de um departamento ou instituto inteiro.

Creio que ao longo deste percurso estagiário já terei tecido inúmeras considerações acerca de funcionários públicos, nomeadamente os que trabalham para o Fisco.
E tendo também já calcorreado muitos departamentos do género por esse país fora, posso, com toda a certeza e sem sombra de dúvida absolutamente nenhuma, que os piores funcionários e o pior serviço prestado é mesmo nesta terra do inferno, conhecida por uns como Mitra Land, por outros por simplesmente Sintra.

Passando por cima da vontade que me assalta de proferir impropérios e passar ao insulto fácil, apraz, somente, dizer, caríssimo chefe de serviço adjunto, ou o raio que o parta, que não é por V.Exa. fazer cara feia e ser mal educado, arrogante e desagradável com a mandatária do executado no processo fiscal, que lhe é tão querido e que teve tanto trabalho a construir, que o executado, através da mesma mandatária, deixará de exercer o direito ao contraditório que lhe é constitucionalmente garantido, nem de arguir as nulidades de que o processo padece. Tenho muita pena de cortar o seu barato, mas é assim a vida.

Desejo-lhe as maiores felicidades, acalentando a esperança que lhe esteja reservado um lugar cativo no programa de mobilidade especial.

Cumprimentos.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Cinema Não-Sei-Em-Que-Número-Vou-E-Vou-Deixar-me-Destas-Palhaçadas

Felizmente, a sala estava esgotada, o que significa demasiada gente a ver quando se põem os dedos à frente da cara, quando se tapam os olhos com o casaco ou quando se soltam pequenos gritinhos de susto, pelo que há um certo controlo nas figuras infantis.

Outra coisa boa de haver muita gente junta para ver o filme mais assustador desta temporada é que o pessoal quer ser porreiro, e sacudir o medo e o susto, para não dar parte de fraco, e ri-se quando vem um monstro pela calada fazer a sua aparição no canto do ecrã, o que faz com que não pareça tão mau.

Porque o filme é mesmo pesado. Prega sustos de meia-noite, dá vontade de fugir.

Está bem realizado, as interpretações até estão razoáveis e os efeitos especiais são tremendos.
Muito bom.


Tirando a bonecada, que escusava de aparecer e que não faz falta nenhuma. Em lado nenhum. Rai's parta a bonecada...

Sou Completamente Inimputável, Está Provado

Quase tive um colapso, quase tive um enfarte, quase morri de felicidade quando percebi que tinha de ligar para a Embaixada de Israel.

Cá para mim sou uma ovelha do rebanho do senhor que se perdeu no caminho para a terra prometida...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Leituras LXXVII

Como sempre, maravilhoso, cheio, brutal, arrebatador.

Os senhores que fazem a série são óptimos no casting, que só escolhem gente bonitinha para interpretar toda esta cambada de sebosos sanguinários, são uma bela bosta na adaptação do livro ao argumento. Só aldrabice e porras.

Excelente!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Toma Lá 14 Democracias Pelo Rêgo do Ass Acima

Tinha programado um post altamente dramático e negro para daqui a umas horas, pensando eu que a minha vida terminaria hoje.

Imaginei um cenário e andei estes últimos dois meses a construir várias formas alternativas de lidar com ele, pensado que assim, quando chegasse a altura, estaria melhor preparada para o enfrentar.

Nunca me passou pela cabeça que as coisas iriam correr, efectivamente, bem.

Abandonei aquela sala num estado de transe do qual, creio, nunca saí verdadeiramente.
Saí hoje. Mas só um pouco, que ainda falta a segunda parte. A pior, talvez.

Veremos.

Chega de lamúrias, chega de pessimismo e preocupação.

Hoje, só hoje, é dia de festa.


PS: Uma palavra de apreço a este mocinho que nos últimos dois meses não fez outra coisa senão ouvir pacientemente a minha lamúria e aplacar a minha estupidez. Como sempre, aliás.

Uma outra palavra de apreço a esta moça, que foi o arauto da boa notícia e me pôs aos berros pelo escritório fora, com direito a posteriores palavras doces do Patrono, em termos que não posso precisar, mas que teriam vagas semelhanças com mas qu'é esta merda de andar aqui aos berros, esteja calada que eu estou ao telefone, caraças.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Morri

Apelo a vossa compreensão neste momento difícil.








Que é outra forma de dizer, vão-se todos foder que não estou para ninguém.

A partir de amanhã, estou oficialmente acabada.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Cinema Não-Sei-Em-Que-Número-Vou-E-Vou-Deixar-me-Destas-Palhaçadas

O truque para ver filmes do Woody Allen é chegar à sala de cinema sem grandes expectativas.
Isso e rezar para que ele não seja uma das personagens.
Vá, batam-me lá, que proferi uma heresia qualquer... A verdade é que o senhor tem visão e consegue criar (algumas) histórias maravilhosas, mas estraga tudo quando resolve incluir-se nelas e perder-se em linhas intermináveis com o seu jeito de totó sem graça.
Posto isto, e visto quenão consta o dito senhor na película, apraz dizer que está muito bem, sim senhor, que é digno de nota.
E era só isto.

Nonsense Talking LXXVIV

- Este e aquele ... só me arranjas gajos de merda.
- Gajos de merda?!
- Sim, só gente esquisita e parva.
- Olha não te queixes, está bem? Muita sorte tens tu... Quer dizer, eu aqui a arranjar-te coisas boas...
- Quais sorte? Quais coisas boas?!
- Cala-te, és uma ingrata!
- Porquê?
- Nunca te arranjei gajo nenhum que eu própria não comesse, está bem?!

domingo, 15 de setembro de 2013

Degredo

A tristeza maior da vida de uma pessoa que vive do Direito deve ser, com toda a certeza, levantar-se toda fresca da cama a um domingo e sentar-se no sofá a ver séries jurídicas.

Não há salvação para isto.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Mamar Não, Vamos ser Só Amigos

Porque tenho umas colegas macacas que não se calam com conversas de gravidezes, bebés, ecografias, epidurais, partos normais e cersarianas, cenas e dar de mamar e o catano.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Dos Carrascos

Um destes dias, por mero acaso, lembrei-me que ainda há uma pauta por sair e que as notícias que transporta não são nada boas.

Um destes dias, também por mero acaso, também me lembrei que a minha vida toda, toda, pessoal e profissional, está em suspenso por causa dessa coisa de pauta.

Um destes dias, mais uma vez por mero acaso, lembrei-me, ainda, que não tenho vida nenhuma para além de esperar eternamente que venha um carrasco para me fazer a folha.

Cada um terá o seu, carrasco, bem entendido, mas o meu costuma ser mau como as cobras, costuma demorar como o caraças quando sabe que é esperado e, quando se baixa a guarda, vem ele a toda a velocidade esventrar quem está sossegadinho.

Nunca estou sossegadinha, mas não é por isso que ele deixa de destruir tudo o que lhe aparece à frente.







Enfim, vou ter de deixar de beber logo de manhã. Com certeza a estupidez nas palavras não será tão grande.

Querido Senhorio

Dê-me lá a resposta que quero preciso para sermos todos amigos, e fofinhos, e cordiais uns com os outros, para podermos ir todos às nossas vidas descansadamente, pode ser?

Ou isso ou parto-lhe a casa toda, ainda a enchendo de merda e baratas.

Mas sem pressões, ok?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Nonsense Talking LXXVIII

"Os homens nesta família sofrem todos de bananismo."




Tenho ou não um Pai ilustríssimo?

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Santa Terrinha

De vez em quando, há uma dose de bimbalhada que baixa em mim e dá-me vontade de voltar a ver aquelas gentes sinistras.
Quando lá chego, arrependo-me logo, só de ver aqueles matarruanos a mamar cerveja com martini na hora da missa, mas a expectativa é que dá a piada à coisa.
Até já.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Dos Dias em que se Acorda Sindicalista

Conheço um sítio onde se passa de bestial a besta com a mesma velocidade com que o Primeiro - Ministro manda uma boca parva ao Tribunal Constitucional.

Conheço um sítio onde os trabalhadores têm tudo menos o respeito e a consideração por parte de quem lhes paga os salários.

Conheço um sítio onde se trabalha de sol-a-sol e, mesmo assim, a quem paga, a quem manda, parece sempre pouco.

Conheço, também, o pensamento mesquinho que guia os ataques e a falta de vergonha de quem os perpetra.

É a velha teoria do capitalismo selvagem, da exploração do homem pelo homem, aquilo que essas pessoínhas de direita dos tesos que por esse mundo caminham têm a mania que já não existe, mas que está por detrás de cada casa onde se alberguem trabalhadores.

Andaram os nossos pais e avós a fazer o 25 de Abril para vir esta corja de idiotas fingir-se socialista enquanto planeia a melhor forma de tornar miserável o explorado que não tem outra alternativa que não seja trabalhar para pôr comida na mesa.

Conheço, ainda, uma forma de pôr fim a tamanha infâmia.

Uma granada. Apenas uma.

Depois disso, tenho a certeza que os patrõezinhos meia-foda que andam por aí a aproveitar a luz do sol pensariam duas vezes antes de atentar contra a dignidade dos outros.

Digo eu que, no fundo, não passo de uma esquerdalha indignada.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Estou Numa Destes Moços, Fazer o Quê?



Cinema XCVIV



Quase que me ia esquecendo disto.
Este filme é qualquer coisa digna de nota. Prega cada susto que mete dó, apesar de não ser muito original e do argumento estar batido até à 15ª geração.
Vale a pena vê-lo no cinema, onde a escuridão é densa o suficiente, o som é potenciado e não está muita gente à volta.
Bom.

Cinema XCVIII

Como não ia com grandes expectativas - nada verdade, não ia com expectativa alguma, tem o Ashton Kutcher... - não me desiludi muito.

Está fraquinho, vá.
Mr. Kutcher não tem jeitinho nenhum para a coisa, o argumento é péssimo, mal adaptado, mal explicado e com grandes lapsos temporais e não se percebe grande coisa.
Mostra apenas do Steve Jobs a ser ele próprio, parece.
Não convence.

Leituras LXXVII

É necessário repetir o que foi escrito no post exactamente anterior?!

Leituras LXXVI

É George R.R. Martin.
É a 'canção de gelo e fogo'.
É arrebatador, provocador, viciante, brutal, cruel e absolutamente extraordinário.

Leituras LXXV

Depois do descanso da espelunca, chega a hora de actualizações literárias.


Este, devorei-o em três tempos.
E, confesso, senti aquele aperto na barriga, aquela tristeza pequenina que se tem quando se acaba de ler uma grande obra.

Não que seja, de facto, uma grande obra. Não que esteja particularmente bem escrito ou esteja especialmente bem estruturado (grande confusão de nomes que para ali anda...).

Porém, confessa admiradora de Israel, do seu povo e da sua causa (obrigado, Pai, por me passares a febre...), e grande suspeita para falar no assunto, gosto de sentir o arrepio na espinha quando leio os grandes feitos de pessoas normais para que os seus pares possam viver mais um dia em paz no seu país. Só pode haver mérito nisso. Só podem ser heróis.

Muito bom.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Rentrée

Na hora do regresso, regressa também a maledicência.

Acho que esta senhora se parece assustadoramente com um senhor. Só que com maquilhagem. E uma peruca.
Paula Teixeira Cruz


Mas isso sou só eu, que nada sei, nem pretendo saber.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Vício, vício, vício...
Três temporadas (re)vistas de uma assentada deixam um sabor amargo na boca.
Sabor de ansiedade até à Primavera de 2014.

Gaita para isto.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Cinema XCVII

Está muito bom, está sim senhor.
Emma Watson numa interpretação extraordinária.

Leituras LXXIV

Esperei muito para ler este livro.
Desde o dia em que foi anunciada a sua publicação no Reino Unido que esperava um exemplar destes em português.

Tinha grandes expectativas. Não me enganei.
É excelente. Não como o seu antecessor, Wolf Hall, cuja escrita é tão complexa que a leitura se torna quase dolorosa, mas com um estilo próprio, conferindo a Thomas Cromwell um aspecto humano.

Extraordinário.

Parvoíce do Dia

Um ser que, como eu, não foi abençoado com um mamalhal digno de nota, cresce um palmo ou dois de cada vez que usa um soutien almofadado.

E o mundo ganha logo outra cor.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Problema de Comunicação

A minha esteticista é um espectáculo.
Muito competente.
Conforta-me quando me faz maldades.

Só que a rapariga é madeirense.
Não que isso constitua qualquer tipo de problema, até a acho muito simpática.



Só não percebo um caraças do que ela diz.
Até me pode estar a mandar para o caralho vezes sem conta; é igual ao bacalhau.
Continuo sem perceber.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cinema XCVI

Muito bem conseguido, personagens hilariantes e interpretações para lá de boas.
Grande filme.

Cinema XCV

Uma espécie de transformers mas em tamanho XXL.
Não tem grande argumento e as interpretações não são dignas de Oscar, mas os efeitos especiais são tremendos e extremamente bem feitos.
Nada mau, para o segmento.

Cinema XCIV

Grande filme.
Grande argumento, boas interpretações, história supreendente.
Muito bom.

Cinema XCIII

Hora de actualização cinematográfica.


Engraçadinho mas não tão bom como os primeiros. Fica a intenção.
Escapa, vá.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Lame Time

The Last Call

Creio que já chega.
Já chega de lamúria, de sofrimento, de angústia.
O que tiver de vir, virá e terei de o enfrentar quando chegar a altura, como dizia a outra.
The end para esta merda.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

The End V

Sim, ainda aqui estou a pensar no mesmo.

Merda para mim.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Totalmente Verdade

E uma máxima para a minha pessoa, nos últimos dias.

The End IV

Devia ter estado quietinha e caladinha.

De cada vez que alguém me perguntasse se tinha corrido bem, deveria ter posto o meu melhor sorriso e dito, com toda a confiança, correu sim senhora!

É que, dessa forma, não teria de estar constantemente a ouvir as pessoas, cheias de pena de mim, a dizerem oh não correu nada, isso é só impressão tua, é dos nervos, do stress, não se tem noção do que se sabe, vais ver que depois acaba tudo por correr bem.

O problema não reside em tais dizeres.
O problema reside no facto de, depois de muitas vezes, eu já acreditar em tais coisas.
As mentiras ditas muitas vezes, afinal, tornam-se verdade para quem as ouve. E não deveria ser, dado que, enquanto ser consciente, há noção do que foi feito.
E o que foi feito foi uma merda.

Deveria ter estado calada.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Nonsense Talking XXXVII

- Oiça, isso não pode demorar muito, temos que andar com isso para a frente.
- Mas não podemos passar por cima disto, o homem tem que ser citado.
- Sim, mas se você começar a ver que a citação está a demorar demais, faz-se a citação edital.
- ...

E depois EU é que vou levar com um 5 pelas trombas adentro quando há avantesmas destas com cédulas profissionais nas mãos...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

The End II

Cada vez que me deito, penso que o pior já passou, que não foi assim tão mau, que, no fundo, até se podia aproveitar alguma coisa.

Cada vez que acordo, lembro-me de mais alguma coisa que ficou mal feita.

E ando neste círculo maldito do qual não consigo sair.

domingo, 21 de julho de 2013

The End II

Ainda aqui estou.
A pensar no que perdi, no que deixei de fazer.
Acordo a meio da noite, a pensar no que fiz, no que fiz mal.
Deixei escapar a oportunidade. Deixei ir o barco.

Ainda estou aqui.
E vou continuar. Eternamente parada no mesmo sítio.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

The End

Tanto tempo desperdiçado para coisa nenhuma.
Tanto esforço em vão.
Tantas horas queimadas em prol de uma causa perdida.

A oportunidade passou-me ao lado. Devia ter sido mais expedita, agarrado o momento, feito história.
Nada disso. Deixei passar tudo. Deixar passar.

Acabou-se. Para o ano, haverá mais, com certeza.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Hours Away

A minha sina tem muito que se lhe diga.
Neste dia, há exactamente dois anos, fazia o primeiro de uma bateria de três exames, divididos em dois cada um, num total de seis, o que fazer, nem a Ordem sabe fazer contas. Hoje.
Dois anos passados, estou na mesma. À espera de fazer exame.
Já perdi a conta às horas de estudo que tenho em cima do corpinho. Já perdi a conta às folhas de papel que gastei a fazer exercícios, às canetas que esfrangalhei, aos lápis que parti, às dúzias de códigos a que rasguei as folhas, às milhentas anotações que pairam nos meus livros.
Perdi a conta a tudo isto porque já perdi a conta aos anos a que ando nisto.


Os dados estão lançados.
Tenho hoje mais conhecimentos do que tinha há dois anos. Mais coragem, também. Mais estofo.
Pode ser que me sirva de alguma coisa.

A ver vamos.
Vemo-nos do outro lado.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pausa na Sabática Para Destilar o Veneno

Em certos sítios, a capacidade de uma pessoa para passar de bestial a besta em meras horas é digna de qualquer super herói de banda desenhada ou cinema.

A partir do momento em que se vira costas, tudo o que se faz bem passa a estar uma bela merda, tudo que estava a ser feito com a normalidade exigida, passa a ser uma catástrofe horrível.

Não se sabe muito bem quem é que faz estas regras, mas só pode ser um lobotomizado qualquer que fugiu do Telhal sem ninguém dar conta.


Chegará, com certeza, o dia em que estes acontecimentos não só não terão qualquer importância como serão o passaporte com carimbo só de ida para outras paragens.
Só não há é certeza se esse dia estará próximo ou não.
Provavelmente sim.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sabática

Em modo stand-by nas próximas semanas.
Avizinham-se tempos tenebrosos e angustiantes.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Celebração

Não sei que gaita se faz com o tempo, que o estupor passa a correr...

Ainda ontem estava a fazer as malas, às volta com a mudança, com a casa (cada vez que me lembro daquele rebouco da parede da sala, ainda me dá um fanico) e, sem dar por isso, já passou um ano.

Ainda ontem (e hoje) me dava aquela sensaçãozinha boa de voltar para minha casa, de não ter que dar cavaco a ninguém de onde vou, com quem vou, que dinheiro gasto, das horas a que volto, de me deitar às horas que entendo sem ter que ouvir sermões, e hoje, já passou um ano.

Ainda ontem (e hoje) tenho aquela espécie de orgulho de ser crescida e o caraças, de ter uma casinha e ter as minhas coisas, e olhando para trás, passou tudo a correr.

Só pode ser bom sinal.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Merda Mais à Mania

O problema dos outros irem de férias que é os outros que não estão de férias têm que ficar a fazer tudo aquilo que suas excelências deixaram por fazer, mais o trabalho que vai chegando e que deveria ser feito por suas excelências, mais as coisas urgentes do departamento e competência das excelências, mais o caralho a sete que aparece sempre de cada vez que as excelências não constam.

Tudo para que as suas excelências desta vida possam ficar em casa descansadinhos a tocar ao bicho e a jogar Playstation, em vez de tirarem férias como deve de ser.
Se é para foder a vida ao próximo, ao menos que seja por uma férias em Bora Bora, ou no Algarve, ou Costa da Caparica, ou Freixo de Espada à Cinta, ou qualquer coisa que não envolva ficar no sofá a olhar para a televisão a curar a ressaca e a estupidez, porra.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 31

Está uma pessoa idosa a utilizar o Multibanco.
Se se for inocente, pode esperar-se que o velhote seja lesto, como a maior parte das pessoas, que se despache e não fique ali a fazer os restantes utilizadores perderem tempo.

Não, senhor.

O velhote enfia o cartão, fica meia hora a olhar para o teclado à procura dos números do código pessoal, pede consulta de saldo em papel, tira o papel, fica meia hora a olhar para o saldo, volta a perder meia hora à procura dos números do código pessoal no teclado, selecciona a opção pagar contas, fica hora e meia a alternar o olhar entre a folha da conta e o teclado, à procura dos números, tira o talão comprovativo do pagamento, volta a perder trinta minutos a ver onde estão os números do código pessoal no teclado para voltar a pedir a porra do talão com a porra do saldo, que é o mesmo de ainda há três horas, desde que pediu o primeiro saldo, agora sem o montante da conta que pagou. E, se estiver com vagar, que é mesmo palavreado antigo e coisa que os velhos têm de sobra, ainda fica a estudar atentamente o papelinho com o saldo, ainda o dobra muito bem dobradinho e enfia-o, muito arrumadinho, naquele compartimento especial da carteira. Tudo isto, sem se desviar para que os outros, que estão com pressa e têm de ir trabalhar, coisa que esta gente já não sabe o que é há para aí uns 20 anos, se possam servir da máquina.

E depois as novas gerações é que estão perdidas e não fazem nada de jeito.

Porra, não há paciência...

Feira do Livro


Todos os anos é sempre a mesma coisa, desgraço-me sempre.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Deve Ser da Crise

Isto está tão mau, tão mau que até as canetas Bic levam por tabela.

Umas, têm a ponta finíssima, parece que estou a escrever com a ponta de um compasso; até se ouve o arranhar do papel.
Outras, têm a ponta grossa que só visto, só falta borrar a folha.

As perfeitas, aquelas que são macias e bem calibradas, desapareceram todas.

Gaita mais a isto.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 30

Já nem sei como, fui ter a um site que versava sobre coisas de gaja que, por sua vez, tinha um artigo qualquer sobre as mudanças pessoais e sociais da mulher depois de ser mãe. Ao ler uma passagem sobre amamentação, parei na palavra mamada e, feita amendoim, descasquei-me a rir, porque me veio tudo à cabeça menos alimentação de criaturas pequenas.

Claramente não tenho perfil para ser mãe, só para ser parva.

(Mais Uma) Note To Self

Não comer feijoada com este calor.

Não.
De todo.

Silly Season?

Está oficialmente aberta a época de baptizados, casamentos e outras festividades maricas.

Sim, Isto É Mesmo No Horário de Expediente

 
 
Será que é a isto que chamam advocacia tradicional?

Não há mesmo nada a fazer.
Em terra de mitras, sê mitra.
O pior dá-se quando já se é mitra de raiz...está o caldo entornado.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Porra Mais a Isto

Uma pessoa sobrevive a uma diligência de despejo no bairro da Cova da Moura para depois levar com gente de merda nas Conservatórias que recusa registos porque as cruzinhas não estão bem assinaladas.

Hoje, inaugurei uma moda que é simultaneamente uma profecia: qualquer dia, para além de perder a cédula profissional, ainda vou presa por injúrias.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Da Condição de Ser Ursa - Parte II

Fiquei muito contentinha ao verificar que o site oficial de Christian Louboutin tinha finalmente uma loja online que permite a encomenda e entrega em Portugal.

Depois lembrei-me que não tenho dinheiro para um par de chinelos daqueles e deixei-me logo de modas. E de merdas, também.

Reminiscências # 10

Às vezes, lembro-me daquela colega estouvada que tinha no básico que, na sua inocência, estava piamente crente que a sigla H&M (da loja) queria dizer, na verdade, Homem&Mulher.

Às vezes, lembro-me dela, a dizer isto com toda a convicção, naquela sua vozinha suave de gato.

Lembro-me dela e desta cena, nomeadamente, quando vou ao cabeleireiro e me estão a lavar a cabeça, aquele sítio privilegiado para rir sem nexo algum.

Porque, Aparentemente, Está na Moda...

Trabalhadores independentes do meu país, não vos esqueçais de entregar o anexo SS na vossa declaração de IRS.
É certo que serve para controlar os falsos recibos verdes, e que à nossa classe (tão bonito, lá se vai o meu Marxismo...) não interessa, mas parece que o Rabaça Gaspar fica muito chateado se não for entregue e até é capaz de mandar uma multazinha para deixarmos de ser engraçadinhos...

Da Condição de Ser Ursa

Até tinha algumas fotografias para mostrar dos últimos dias, das maravilhas de terras de Figueira da Foz e do lanche mitra (outro) da nossa casa jurídica, mas ou não sei onde estão os cabos para passar a merda das fotos ou, simplesmente, rebentei com elas.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Espero Que Tenham Ido Salvar Algum Gatinho...

Ó senhores Bombeiros Voluntários de Almada, expliquem-me lá uma coisa: qual é a lógica de andarem a bater à porta dos moradores altaneiros do prédio para poderem ir ao telhado fazer sabe-se-lá-o-quê, que nem explicaçõe se dá, é só entrar pela casa das pessoas dentro, quando já trazem aquele camião gigante com aquela escada gigante para poderem trepar pelas fachadas acima?

É gostar de chatear, não é?
É para ver se apanham alguém todo nu a ir à porta, não é?

Coisas Que Vejo Por Aí # 13



Grande presente oferecido!

Bati muitas palminhas e fiquei muito contentinha, mas depois lembrei-me que tenho exame daqui a nada e só os posso começar a ler lá para Agosto.

Arrumei-os, muito triste, na prateleira, e pensava nas aventuras que os meus heróis estariam a viver enquanto eu estaria fechada na biblioteca a fazer casos práticos e a artilhar os meu códigos com remissões e papelinhos coloridos....

Ainda sobre o Futebol

Isto está tão mau que até o Cardozo, que é um moço pacífico, se passou da carapuça.
Com o treinador, com os colegas, com tudo.

Creio estar na altura de se fazerem umas mudanças.
Para bem de todos os benfiquistas que prezam a sua sanidade mental.

Post sobre o Benfica - Vou Asneirar, Estão Avisados - Parte II

Depois de um fim-de-semana magnífico, eis que volto para me deparar com o descalabro total.

O que é que se passou no Jamor?
O que é que deu àquela gente?
O que é que andaram a fumar antes do jogo?

Anda tudo estúpido ou quê?
Perdemos tudo sem saber ler nem escrever. Tudo.
Tivemos tudo e não conseguimos atingir nada, absolutamente NADA, este ano.

Começo a ficar farta da merda do futebol. Só dá desgostos, só fazem merda e não trabalham nada.

Puta que vos pariu, caralho!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Me Voy

Para aqui, laurear as puvides, que também mereço.
Parece Miami, não?

Hasta!

Devia Estar a Trabalhar, Devia ...

Creio ter morrido e ido parar ao céu...
Compreendo hoje muitas coisas que até aqui foram um perfeito mistério, incide uma luz maravilhosa sobre aspectos antes obscuros e confusos.
Percebo, finalmente, a diferença entre a barateza e a coisa não tão barata, mas infinitamente melhor.

Farta de andar com as trombas ora cor-de-laranja, ora castanhas, ora às manchas, ora cheia de olheiras, cansada de andar constantemente a gastar dinheiro em bases duvidosas, que só eram apelativas pela (parca) cor ou pelo preço, decidi dar o passo em frente. Leia-se, abrir os cordões à bolsa e investir numa coisa como deve de ser.

Depois de muito lutar contra o capitalismo que impera nesta área, achei que devia confiar numa boa marca para responder às necessidades especiais da minha pele de papel. Investigado e pesquisando na web, encontrei uma marca com uma paleta
razoável em tons cadáver, conhecida pela qualidade dos produtos, pela variedade e pelo profissionalismo.

Hoje percebo porque é que tudo o que é make-up artist, ou especialista, ou blogger, ou simples interessados na matéria, escolhem sempre produtos da MAC e falam bem deles até dizer chega.
Percebo porque é que estão à frente de todos os outros produtores e fabricantes de maquilhagem.
É precisamente por saberem o que fazem e fazem-no, sem sombra de dúvida, melhor que ninguém.


A base é leve e suave, com toque de veludo, espalha-se maravilhosamente e tem uma cobertura fenomenal. Basta um pequena quantidade para cobrir o rosto inteiro - e não, isto não é publicidade enganosa, nem mentira, nem sequer exagero. Para maior cobertura, basta ir adicionando pequenas quantidades e ir construindo as camadas. Tão fácil que até a minha pessoa, o ser mais desastrado em trabalhos manuais, consegue fazer. E a cor, senhores, a cor...Toda uma variedade de tons cor de cu, senhores, mesmo adequado à minha fronha... E não semeia nenhuma alergia do tamanho do Quénia na cara (na minha cara, melhor dizendo, que sou ao contrário dos outros), o que só pode ser um ponto a favor.

Também o corrector é bom demais para ser verdade. A textura é leve e fina, muito menos pastosa que o Erase Paste da Benefit, espalha-se melhor, adapta-se melhor ao rosto, esbate-se maravilhosamente. É necessário referir que o corrector só serve para cobrir as borbulhas estúpidas e mais inflamadas que o Estádio da Luz em dia de jogo, porque a base é tão boa que cobre boa parte das olheiras e outras imperfeições menores.



Nem tudo é perfeito, obviamente.

O preço de cada item da MAC dava para dar de comer a uma família inteira de 4 ou 5 pessoas durante uma semana.
O dispensador do pote da base (que permite uma poupança substancial do produto) tem de ser comprado à parte.
A base tem um ligeiro cheiro a diluente, que se desvanece rapidamente, é certo, mas que fica o tempo suficiente para fazer uma pessoa pensar na composição química da coisa.
O corrector é um tanto ou quanto preguiçoso e teima em não querer largar a embalagem.



Percebo, finalmente, aquele dizer brasileiro: Não há mulher feia, há mulher pobre. Com a MAC, isso é uma realidade. Mas tem o resto a compensar.
Muito bom.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Da Desgraça Compulsiva

Perco a conta às toneladas diárias que consumo deste produto maravilhoso denominado rebuçados de mentol.
Tudo porque o meu patrono, que pode ter muitos defeitos, mas nunca quer que me falte nada, comprou-me uma saca de 5kg disto.
Ou isso ou é uma manobra subtil para ver se me dá alguma canageira...

terça-feira, 21 de maio de 2013

Das Lições Aprendidas

Os meus Progenitores e a minha santa Avó ensinaram-me as regras básicas da boa educação.

Entre elas consta a norma de não trocar os presentes que nos oferecem, a não ser em último caso, como seja, tamanhos errados ou itens iguais. Nos restantes casos, fazer boa cara, agradecer e mostrar um sorriso. Mesmo que nos estejam a oferecer um cão de loiça. Ou qualquer outra peça igualmente hedionda.

Não me recordo de ter algum vez dito a alguém que não gostava de um presente. Arranjei sempre utilidade para tudo o que me deram até hoje, e quando não gosto, invento.

Isto porque a troca por uma outra qualquer coisa ofende quem nos oferta objectos, que perdeu o seu tempo e o seu dinheiro a comprar-nos um presente, que pensou em nós, que gostou de comprar uma prenda para um evento especial.

Ouvir é giro, mas não uso isto equivale dizer isto é uma merda, não gosto disto e equivale igualmente a levar com uma marreta de 20 kg na cabeça.

Para além de ser uma tremenda duma má educação.

Porém, como no que à má educação diz respeito, não sou o melhor exemplo - atente-se na tonelada de asneiras que vagueiam alegremente por este blog - fica uma lição para a posteridade: pessoas as há que estão, a partir de hoje, automaticamente excluídas das listas de aquisições de presentes.

Só Para Profissionais do Foro

Porquê, senhores, PORQUÊ reclamar créditos numa outra execução, que tem uma penhora anterior?

É porque se ficou muito ofendido por terem chegado primeiro?
É por despeito por ter havido sustação?
É porque não há mais o que fazer?

Foda-se. Para isto e para mim.

Das Coisas Quotidianas

Os patrões são aquela sub-estirpe de seres humanos que nunca ficam doentes, nunca ficam presos no trânsito, nunca têm um ataque qualquer, nunca são atropelados, nunca arranjam maneira de desaparecer, mesmo que momentaneamente.

Anda sempre por perto.
Sempre.

E quando não estão, estão presentes em espírito, para aumentar o suspense da coisa.

Porque mesmo quando as baterias estão apontadas para outro lado, há sempre um ou outro cartuxo que ressalta e bate na testa do incauto espectador.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 29

Confesso: nunca fui grande adepta da Ana Moura. Sempre achei que, aliada à boa voz, tinha ali toneladas de vaidade, arrogância e um toque de snobismo.

Mas enfim, que a moça leva o nome do nosso país além fronteiras e a isso só se pode dar valor.


Porém, coisas as há que ultrapassam os limites da parvoíce.

Ontem, na entrega dos Globos de Ouro, esta rapariga fez uma figurinha um tanto ou quanto de estúpida.

A música Desfado ganhou na categoria de melhor música do ano (ou qualquer coisa que o valha) e a intérprete foi chamada ao palco, juntamente com o compositor, para receberem o prémio.

Vai daí e Ana Moura não se contém, e começa a falar desalmadamente, a agradecer em todas as direcções, ao pai, à mãe, ao canário, ao peixinho dourado, ao melhor amigo, ao segundo melhor amigo (esta foi de mestre), à avózinha, sem nunca se calar, sem ninguém lhe ter dado a palavra, enquanto sacudia o cabelo e batia pestanas.

Parecia que tinha ganho um Oscar. Não estava muito diferente da postura que José Castelo Branco costuma ter. Enquanto isso, agarrava a mão do Pedro da Silva Martins, o autor da música, como uma tenaz, gesticulando sem parar. O homem, coitado, bem tentava soltar-se, coçava o nariz, mexia no cabelo com a mão que lhe restava, visivelmente nervoso e embaraçado. Nem o deixou falar.

Desculpai a minha ignorância, mas porque raio é que a intérprete roubou o mérito ao autor material da música num momento de glória? A sede de protagonismo é tanta que nem se dá pela figura triste que se faz?


Ou isso, ou o Pedro da Silva Martins é uma brasa à qual acho imensa piada e fiquei com uma certa pena do moço, que é muito talentoso e só lhe dá para escrever músicas para gente totó.

Metem um Bocadinho de Nojo, Vá...





E o Benfica, na primeira parte, a perder em casa com o Moreirense, também...

Cinema XCII

Não está mal, mas não está extraordinário.
Tem boas interpretações, mas nada de especial; talvez as personagens não sejam por aí além desafiantes, mas os actores são de excelência.
Acaba por ser uma história um tanto ou quanto maricas com demasiados efeitos de luz e cor.
Razoável, vá.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Parafrasear Não é Plágio

... por enquanto.

Isto era exactamente o que queria escrever, neste exacto momento.

Esta ilustre Senhora não raras vezes escreve coisas do mais acertado possível.

A ela, um grande obrigado.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Espécie de Review, Porque Claramente Não Tenho o Que Fazer

Eu a maldizer o deus das bases, que nunca havia cor suficientemente clara para a minha pele, e esqueci-me que tinha isto em casa.

A cor é, de facto, óptima e adapta-se perfeitamente ao meu tom cadáver. É um Ivory que, sim senhor, é muito bom, está claramente adaptado a quem é pálido que mete dó.

Porém - e nisto das bases, os porém, são mais que muitos - a consistência deixa muito a desejar; é grossa como o gesso e não pode ser aplicada por quem não tem tempo a perder. É preciso trabalhá-la bem na pele, se possível usando um pincel de efeito buffing, para melhor acabamento. Usando o tradicional pincel de base, é bom que se vá de seguida para um sítio escuro para ninguém perder muito tempo a perceber que se tem uma máscara na cara.

E nada de pós muito grossos para o acabamento final sob pena de parecer uma tela de Picasso.

Também não é propriamente uma base que seja rapidamente absorvida pela pele - pelo facto de ter uma textura tão espessa. Basta encostar um dedo à pele a seguir à aplicação para estar a pintura borrada. Literalmente.

Ganha pela cor (claro!) e pelo facto de ser possível usá-la tranquilamente depois de se aprender os truques.

Isto, ou então dedicar-me à agricultura ou à produção de caracóis, que desta porra, não percebo nada.

Não Pode Ser Bom Sinal

Estou frequentemente a esquecer-me que este mês é altura de preencher aquelas declaraçõezinhas sinistras, cheias de cruzinhas e anexos foleiros.
Ainda tenho aquela Raçaba das Couves a bater-me à porta...

Post sobre o Benfica - Vou Asneirar, Estão Avisados!

Rai's partam mais à puta que pariu esta merda toda!
Está tudo parvo?
Outra vez à merda dos 92 minutos deixam entrar um golo?! Mas anda tudo a dormir na forma ou quê?
Vitória moral, my ass!
Fomos melhores que o Chelsea, fomos superiores, blá, blá, blá...
Porra para isto, caraças!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Recta Final

Esperei tanto tempo por nesta época que, agora que está mesmo por cima da minha cabeça a terrível espada da avaliação, ainda não acredito que está mesmo na hora.

Ou isso, ou não devia beber durante o horário de expediente...

Ca Medo, Pá!

Lembrei-me de uma coisa...

É impressão minha ou o coiso do filme Sinister tem uma camisinha cor-de-rosinha paneleira?



Nada a Fazer XVI

Richard Armitage
Nada, mesmo.
Mesmo nada.
A perfeição em forma de gente. Inglês, como não podia deixar de ser.

Ai, os gadelhudos...

Das Bases de Qualquer Coisa

A minha pele tem um tom único.
É um tom de merda.

É impossível arranjar uma base de tom claro nos supermercados.

Vá-se lá saber porquê, todas as marcas têm um Ivory (tom neutro) diferente, pelo que já perdi a conta às bases que comprei e que não uso porque fico com as trombas cor de laranja.

Já para não falar naquelas que me fazem crescer alhos-porros na testa...

Nem sequer menciono que me custa tanto dar € 30 ou mais por uma base como pagar impostos, pelo que as minhas escolhas ficam substancialmente reduzidas neste campo.


Talvez seja melhor sair à rua como acordo; ao menos, não haveria ninguém a chatear-me, tamanha a repelência que provocaria.

Para Inimputável...

Ando constantemente a remoer nas coisas que tenho a impressão que deixei mal feitas nos relatórios da Ordem.

Não tenho mais nada que fazer, é oficial.