Creio que já chega.
Já chega de lamúria, de sofrimento, de angústia.
O que tiver de vir, virá e terei de o enfrentar quando chegar a altura, como dizia a outra.
The end para esta merda.
Dos Incidentes, Pareceres e Vicissitudes várias. Porque "Quando a ralé se põe a pensar, está tudo perdido", lá dizia Voltaire...
quarta-feira, 31 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
The End IV
Devia ter estado quietinha e caladinha.
De cada vez que alguém me perguntasse se tinha corrido bem, deveria ter posto o meu melhor sorriso e dito, com toda a confiança, correu sim senhora!
É que, dessa forma, não teria de estar constantemente a ouvir as pessoas, cheias de pena de mim, a dizerem oh não correu nada, isso é só impressão tua, é dos nervos, do stress, não se tem noção do que se sabe, vais ver que depois acaba tudo por correr bem.
O problema não reside em tais dizeres.
O problema reside no facto de, depois de muitas vezes, eu já acreditar em tais coisas.
As mentiras ditas muitas vezes, afinal, tornam-se verdade para quem as ouve. E não deveria ser, dado que, enquanto ser consciente, há noção do que foi feito.
E o que foi feito foi uma merda.
Deveria ter estado calada.
De cada vez que alguém me perguntasse se tinha corrido bem, deveria ter posto o meu melhor sorriso e dito, com toda a confiança, correu sim senhora!
É que, dessa forma, não teria de estar constantemente a ouvir as pessoas, cheias de pena de mim, a dizerem oh não correu nada, isso é só impressão tua, é dos nervos, do stress, não se tem noção do que se sabe, vais ver que depois acaba tudo por correr bem.
O problema não reside em tais dizeres.
O problema reside no facto de, depois de muitas vezes, eu já acreditar em tais coisas.
As mentiras ditas muitas vezes, afinal, tornam-se verdade para quem as ouve. E não deveria ser, dado que, enquanto ser consciente, há noção do que foi feito.
E o que foi feito foi uma merda.
Deveria ter estado calada.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Nonsense Talking XXXVII
- Oiça, isso não pode demorar muito, temos que andar com isso para a frente.
- Mas não podemos passar por cima disto, o homem tem que ser citado.
- Sim, mas se você começar a ver que a citação está a demorar demais, faz-se a citação edital.
- ...
E depois EU é que vou levar com um 5 pelas trombas adentro quando há avantesmas destas com cédulas profissionais nas mãos...
- Mas não podemos passar por cima disto, o homem tem que ser citado.
- Sim, mas se você começar a ver que a citação está a demorar demais, faz-se a citação edital.
- ...
E depois EU é que vou levar com um 5 pelas trombas adentro quando há avantesmas destas com cédulas profissionais nas mãos...
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Piadas de Propriedade Privada
segunda-feira, 22 de julho de 2013
The End II
Cada vez que me deito, penso que o pior já passou, que não foi assim tão mau, que, no fundo, até se podia aproveitar alguma coisa.
Cada vez que acordo, lembro-me de mais alguma coisa que ficou mal feita.
E ando neste círculo maldito do qual não consigo sair.
Cada vez que acordo, lembro-me de mais alguma coisa que ficou mal feita.
E ando neste círculo maldito do qual não consigo sair.
domingo, 21 de julho de 2013
The End II
Ainda aqui estou.
A pensar no que perdi, no que deixei de fazer.
Acordo a meio da noite, a pensar no que fiz, no que fiz mal.
Deixei escapar a oportunidade. Deixei ir o barco.
Ainda estou aqui.
E vou continuar. Eternamente parada no mesmo sítio.
A pensar no que perdi, no que deixei de fazer.
Acordo a meio da noite, a pensar no que fiz, no que fiz mal.
Deixei escapar a oportunidade. Deixei ir o barco.
Ainda estou aqui.
E vou continuar. Eternamente parada no mesmo sítio.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
The End
Tanto tempo desperdiçado para coisa nenhuma.
Tanto esforço em vão.
Tantas horas queimadas em prol de uma causa perdida.
A oportunidade passou-me ao lado. Devia ter sido mais expedita, agarrado o momento, feito história.
Nada disso. Deixei passar tudo. Deixar passar.
Acabou-se. Para o ano, haverá mais, com certeza.
Tanto esforço em vão.
Tantas horas queimadas em prol de uma causa perdida.
A oportunidade passou-me ao lado. Devia ter sido mais expedita, agarrado o momento, feito história.
Nada disso. Deixei passar tudo. Deixar passar.
Acabou-se. Para o ano, haverá mais, com certeza.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Hours Away
A minha sina tem muito que se lhe diga.
Neste dia, há exactamente dois anos, fazia o primeiro de uma bateria de três exames, divididos em dois cada um, num total de seis, o que fazer, nem a Ordem sabe fazer contas. Hoje.
Dois anos passados, estou na mesma. À espera de fazer exame.
Já perdi a conta às horas de estudo que tenho em cima do corpinho. Já perdi a conta às folhas de papel que gastei a fazer exercícios, às canetas que esfrangalhei, aos lápis que parti, às dúzias de códigos a que rasguei as folhas, às milhentas anotações que pairam nos meus livros.
Perdi a conta a tudo isto porque já perdi a conta aos anos a que ando nisto.
Os dados estão lançados.
Tenho hoje mais conhecimentos do que tinha há dois anos. Mais coragem, também. Mais estofo.
Pode ser que me sirva de alguma coisa.
A ver vamos.
Vemo-nos do outro lado.
Neste dia, há exactamente dois anos, fazia o primeiro de uma bateria de três exames, divididos em dois cada um, num total de seis, o que fazer, nem a Ordem sabe fazer contas. Hoje.
Dois anos passados, estou na mesma. À espera de fazer exame.
Já perdi a conta às horas de estudo que tenho em cima do corpinho. Já perdi a conta às folhas de papel que gastei a fazer exercícios, às canetas que esfrangalhei, aos lápis que parti, às dúzias de códigos a que rasguei as folhas, às milhentas anotações que pairam nos meus livros.
Perdi a conta a tudo isto porque já perdi a conta aos anos a que ando nisto.
Os dados estão lançados.
Tenho hoje mais conhecimentos do que tinha há dois anos. Mais coragem, também. Mais estofo.
Pode ser que me sirva de alguma coisa.
A ver vamos.
Vemo-nos do outro lado.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Pausa na Sabática Para Destilar o Veneno
Em certos sítios, a capacidade de uma pessoa para passar de bestial a besta em meras horas é digna de qualquer super herói de banda desenhada ou cinema.
A partir do momento em que se vira costas, tudo o que se faz bem passa a estar uma bela merda, tudo que estava a ser feito com a normalidade exigida, passa a ser uma catástrofe horrível.
Não se sabe muito bem quem é que faz estas regras, mas só pode ser um lobotomizado qualquer que fugiu do Telhal sem ninguém dar conta.
Chegará, com certeza, o dia em que estes acontecimentos não só não terão qualquer importância como serão o passaporte com carimbo só de ida para outras paragens.
Só não há é certeza se esse dia estará próximo ou não.
Provavelmente sim.
A partir do momento em que se vira costas, tudo o que se faz bem passa a estar uma bela merda, tudo que estava a ser feito com a normalidade exigida, passa a ser uma catástrofe horrível.
Não se sabe muito bem quem é que faz estas regras, mas só pode ser um lobotomizado qualquer que fugiu do Telhal sem ninguém dar conta.
Chegará, com certeza, o dia em que estes acontecimentos não só não terão qualquer importância como serão o passaporte com carimbo só de ida para outras paragens.
Só não há é certeza se esse dia estará próximo ou não.
Provavelmente sim.
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Teorias do Homicídio Qualificado
quinta-feira, 27 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
Celebração
Não sei que gaita se faz com o tempo, que o estupor passa a correr...
Ainda ontem estava a fazer as malas, às volta com a mudança, com a casa (cada vez que me lembro daquele rebouco da parede da sala, ainda me dá um fanico) e, sem dar por isso, já passou um ano.
Ainda ontem (e hoje) me dava aquela sensaçãozinha boa de voltar para minha casa, de não ter que dar cavaco a ninguém de onde vou, com quem vou, que dinheiro gasto, das horas a que volto, de me deitar às horas que entendo sem ter que ouvir sermões, e hoje, já passou um ano.
Ainda ontem (e hoje) tenho aquela espécie de orgulho de ser crescida e o caraças, de ter uma casinha e ter as minhas coisas, e olhando para trás, passou tudo a correr.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Merda Mais à Mania
O problema dos outros irem de férias que é os outros que não estão de férias têm que ficar a fazer tudo aquilo que suas excelências deixaram por fazer, mais o trabalho que vai chegando e que deveria ser feito por suas excelências, mais as coisas urgentes do departamento e competência das excelências, mais o caralho a sete que aparece sempre de cada vez que as excelências não constam.
Tudo para que as suas excelências desta vida possam ficar em casa descansadinhos a tocar ao bicho e a jogar Playstation, em vez de tirarem férias como deve de ser.
Se é para foder a vida ao próximo, ao menos que seja por uma férias em Bora Bora, ou no Algarve, ou Costa da Caparica, ou Freixo de Espada à Cinta, ou qualquer coisa que não envolva ficar no sofá a olhar para a televisão a curar a ressaca e a estupidez, porra.
Tudo para que as suas excelências desta vida possam ficar em casa descansadinhos a tocar ao bicho e a jogar Playstation, em vez de tirarem férias como deve de ser.
Se é para foder a vida ao próximo, ao menos que seja por uma férias em Bora Bora, ou no Algarve, ou Costa da Caparica, ou Freixo de Espada à Cinta, ou qualquer coisa que não envolva ficar no sofá a olhar para a televisão a curar a ressaca e a estupidez, porra.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 31
Está uma pessoa idosa a utilizar o Multibanco.
Se se for inocente, pode esperar-se que o velhote seja lesto, como a maior parte das pessoas, que se despache e não fique ali a fazer os restantes utilizadores perderem tempo.
Não, senhor.
O velhote enfia o cartão, fica meia hora a olhar para o teclado à procura dos números do código pessoal, pede consulta de saldo em papel, tira o papel, fica meia hora a olhar para o saldo, volta a perder meia hora à procura dos números do código pessoal no teclado, selecciona a opção pagar contas, fica hora e meia a alternar o olhar entre a folha da conta e o teclado, à procura dos números, tira o talão comprovativo do pagamento, volta a perder trinta minutos a ver onde estão os números do código pessoal no teclado para voltar a pedir a porra do talão com a porra do saldo, que é o mesmo de ainda há três horas, desde que pediu o primeiro saldo, agora sem o montante da conta que pagou. E, se estiver com vagar, que é mesmo palavreado antigo e coisa que os velhos têm de sobra, ainda fica a estudar atentamente o papelinho com o saldo, ainda o dobra muito bem dobradinho e enfia-o, muito arrumadinho, naquele compartimento especial da carteira. Tudo isto, sem se desviar para que os outros, que estão com pressa e têm de ir trabalhar, coisa que esta gente já não sabe o que é há para aí uns 20 anos, se possam servir da máquina.
E depois as novas gerações é que estão perdidas e não fazem nada de jeito.
Porra, não há paciência...
Se se for inocente, pode esperar-se que o velhote seja lesto, como a maior parte das pessoas, que se despache e não fique ali a fazer os restantes utilizadores perderem tempo.
Não, senhor.
O velhote enfia o cartão, fica meia hora a olhar para o teclado à procura dos números do código pessoal, pede consulta de saldo em papel, tira o papel, fica meia hora a olhar para o saldo, volta a perder meia hora à procura dos números do código pessoal no teclado, selecciona a opção pagar contas, fica hora e meia a alternar o olhar entre a folha da conta e o teclado, à procura dos números, tira o talão comprovativo do pagamento, volta a perder trinta minutos a ver onde estão os números do código pessoal no teclado para voltar a pedir a porra do talão com a porra do saldo, que é o mesmo de ainda há três horas, desde que pediu o primeiro saldo, agora sem o montante da conta que pagou. E, se estiver com vagar, que é mesmo palavreado antigo e coisa que os velhos têm de sobra, ainda fica a estudar atentamente o papelinho com o saldo, ainda o dobra muito bem dobradinho e enfia-o, muito arrumadinho, naquele compartimento especial da carteira. Tudo isto, sem se desviar para que os outros, que estão com pressa e têm de ir trabalhar, coisa que esta gente já não sabe o que é há para aí uns 20 anos, se possam servir da máquina.
E depois as novas gerações é que estão perdidas e não fazem nada de jeito.
Porra, não há paciência...
terça-feira, 4 de junho de 2013
Deve Ser da Crise
Isto está tão mau, tão mau que até as canetas Bic levam por tabela.
Outras, têm a ponta grossa que só visto, só falta borrar a folha.
As perfeitas, aquelas que são macias e bem calibradas, desapareceram todas.
Gaita mais a isto.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Apetece-me Grandemente Ser Porca # 30
Já nem sei como, fui ter a um site que versava sobre coisas de gaja que, por sua vez, tinha um artigo qualquer sobre as mudanças pessoais e sociais da mulher depois de ser mãe. Ao ler uma passagem sobre amamentação, parei na palavra mamada e, feita amendoim, descasquei-me a rir, porque me veio tudo à cabeça menos alimentação de criaturas pequenas.
Claramente não tenho perfil para ser mãe, só para ser parva.
Claramente não tenho perfil para ser mãe, só para ser parva.
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Piadas de Propriedade Privada
Silly Season?
Está oficialmente aberta a época de baptizados, casamentos e outras festividades maricas.
Sim, Isto É Mesmo No Horário de Expediente
Não há mesmo nada a fazer.
Em terra de mitras, sê mitra.
O pior dá-se quando já se é mitra de raiz...está o caldo entornado.
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Ossos do Ofício
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