sexta-feira, 24 de maio de 2013

Devia Estar a Trabalhar, Devia ...

Creio ter morrido e ido parar ao céu...
Compreendo hoje muitas coisas que até aqui foram um perfeito mistério, incide uma luz maravilhosa sobre aspectos antes obscuros e confusos.
Percebo, finalmente, a diferença entre a barateza e a coisa não tão barata, mas infinitamente melhor.

Farta de andar com as trombas ora cor-de-laranja, ora castanhas, ora às manchas, ora cheia de olheiras, cansada de andar constantemente a gastar dinheiro em bases duvidosas, que só eram apelativas pela (parca) cor ou pelo preço, decidi dar o passo em frente. Leia-se, abrir os cordões à bolsa e investir numa coisa como deve de ser.

Depois de muito lutar contra o capitalismo que impera nesta área, achei que devia confiar numa boa marca para responder às necessidades especiais da minha pele de papel. Investigado e pesquisando na web, encontrei uma marca com uma paleta
razoável em tons cadáver, conhecida pela qualidade dos produtos, pela variedade e pelo profissionalismo.

Hoje percebo porque é que tudo o que é make-up artist, ou especialista, ou blogger, ou simples interessados na matéria, escolhem sempre produtos da MAC e falam bem deles até dizer chega.
Percebo porque é que estão à frente de todos os outros produtores e fabricantes de maquilhagem.
É precisamente por saberem o que fazem e fazem-no, sem sombra de dúvida, melhor que ninguém.


A base é leve e suave, com toque de veludo, espalha-se maravilhosamente e tem uma cobertura fenomenal. Basta um pequena quantidade para cobrir o rosto inteiro - e não, isto não é publicidade enganosa, nem mentira, nem sequer exagero. Para maior cobertura, basta ir adicionando pequenas quantidades e ir construindo as camadas. Tão fácil que até a minha pessoa, o ser mais desastrado em trabalhos manuais, consegue fazer. E a cor, senhores, a cor...Toda uma variedade de tons cor de cu, senhores, mesmo adequado à minha fronha... E não semeia nenhuma alergia do tamanho do Quénia na cara (na minha cara, melhor dizendo, que sou ao contrário dos outros), o que só pode ser um ponto a favor.

Também o corrector é bom demais para ser verdade. A textura é leve e fina, muito menos pastosa que o Erase Paste da Benefit, espalha-se melhor, adapta-se melhor ao rosto, esbate-se maravilhosamente. É necessário referir que o corrector só serve para cobrir as borbulhas estúpidas e mais inflamadas que o Estádio da Luz em dia de jogo, porque a base é tão boa que cobre boa parte das olheiras e outras imperfeições menores.



Nem tudo é perfeito, obviamente.

O preço de cada item da MAC dava para dar de comer a uma família inteira de 4 ou 5 pessoas durante uma semana.
O dispensador do pote da base (que permite uma poupança substancial do produto) tem de ser comprado à parte.
A base tem um ligeiro cheiro a diluente, que se desvanece rapidamente, é certo, mas que fica o tempo suficiente para fazer uma pessoa pensar na composição química da coisa.
O corrector é um tanto ou quanto preguiçoso e teima em não querer largar a embalagem.



Percebo, finalmente, aquele dizer brasileiro: Não há mulher feia, há mulher pobre. Com a MAC, isso é uma realidade. Mas tem o resto a compensar.
Muito bom.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Da Desgraça Compulsiva

Perco a conta às toneladas diárias que consumo deste produto maravilhoso denominado rebuçados de mentol.
Tudo porque o meu patrono, que pode ter muitos defeitos, mas nunca quer que me falte nada, comprou-me uma saca de 5kg disto.
Ou isso ou é uma manobra subtil para ver se me dá alguma canageira...

terça-feira, 21 de maio de 2013

Das Lições Aprendidas

Os meus Progenitores e a minha santa Avó ensinaram-me as regras básicas da boa educação.

Entre elas consta a norma de não trocar os presentes que nos oferecem, a não ser em último caso, como seja, tamanhos errados ou itens iguais. Nos restantes casos, fazer boa cara, agradecer e mostrar um sorriso. Mesmo que nos estejam a oferecer um cão de loiça. Ou qualquer outra peça igualmente hedionda.

Não me recordo de ter algum vez dito a alguém que não gostava de um presente. Arranjei sempre utilidade para tudo o que me deram até hoje, e quando não gosto, invento.

Isto porque a troca por uma outra qualquer coisa ofende quem nos oferta objectos, que perdeu o seu tempo e o seu dinheiro a comprar-nos um presente, que pensou em nós, que gostou de comprar uma prenda para um evento especial.

Ouvir é giro, mas não uso isto equivale dizer isto é uma merda, não gosto disto e equivale igualmente a levar com uma marreta de 20 kg na cabeça.

Para além de ser uma tremenda duma má educação.

Porém, como no que à má educação diz respeito, não sou o melhor exemplo - atente-se na tonelada de asneiras que vagueiam alegremente por este blog - fica uma lição para a posteridade: pessoas as há que estão, a partir de hoje, automaticamente excluídas das listas de aquisições de presentes.

Só Para Profissionais do Foro

Porquê, senhores, PORQUÊ reclamar créditos numa outra execução, que tem uma penhora anterior?

É porque se ficou muito ofendido por terem chegado primeiro?
É por despeito por ter havido sustação?
É porque não há mais o que fazer?

Foda-se. Para isto e para mim.

Das Coisas Quotidianas

Os patrões são aquela sub-estirpe de seres humanos que nunca ficam doentes, nunca ficam presos no trânsito, nunca têm um ataque qualquer, nunca são atropelados, nunca arranjam maneira de desaparecer, mesmo que momentaneamente.

Anda sempre por perto.
Sempre.

E quando não estão, estão presentes em espírito, para aumentar o suspense da coisa.

Porque mesmo quando as baterias estão apontadas para outro lado, há sempre um ou outro cartuxo que ressalta e bate na testa do incauto espectador.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Apetece-me Grandemente Ser Porca # 29

Confesso: nunca fui grande adepta da Ana Moura. Sempre achei que, aliada à boa voz, tinha ali toneladas de vaidade, arrogância e um toque de snobismo.

Mas enfim, que a moça leva o nome do nosso país além fronteiras e a isso só se pode dar valor.


Porém, coisas as há que ultrapassam os limites da parvoíce.

Ontem, na entrega dos Globos de Ouro, esta rapariga fez uma figurinha um tanto ou quanto de estúpida.

A música Desfado ganhou na categoria de melhor música do ano (ou qualquer coisa que o valha) e a intérprete foi chamada ao palco, juntamente com o compositor, para receberem o prémio.

Vai daí e Ana Moura não se contém, e começa a falar desalmadamente, a agradecer em todas as direcções, ao pai, à mãe, ao canário, ao peixinho dourado, ao melhor amigo, ao segundo melhor amigo (esta foi de mestre), à avózinha, sem nunca se calar, sem ninguém lhe ter dado a palavra, enquanto sacudia o cabelo e batia pestanas.

Parecia que tinha ganho um Oscar. Não estava muito diferente da postura que José Castelo Branco costuma ter. Enquanto isso, agarrava a mão do Pedro da Silva Martins, o autor da música, como uma tenaz, gesticulando sem parar. O homem, coitado, bem tentava soltar-se, coçava o nariz, mexia no cabelo com a mão que lhe restava, visivelmente nervoso e embaraçado. Nem o deixou falar.

Desculpai a minha ignorância, mas porque raio é que a intérprete roubou o mérito ao autor material da música num momento de glória? A sede de protagonismo é tanta que nem se dá pela figura triste que se faz?


Ou isso, ou o Pedro da Silva Martins é uma brasa à qual acho imensa piada e fiquei com uma certa pena do moço, que é muito talentoso e só lhe dá para escrever músicas para gente totó.

Metem um Bocadinho de Nojo, Vá...





E o Benfica, na primeira parte, a perder em casa com o Moreirense, também...

Cinema XCII

Não está mal, mas não está extraordinário.
Tem boas interpretações, mas nada de especial; talvez as personagens não sejam por aí além desafiantes, mas os actores são de excelência.
Acaba por ser uma história um tanto ou quanto maricas com demasiados efeitos de luz e cor.
Razoável, vá.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Parafrasear Não é Plágio

... por enquanto.

Isto era exactamente o que queria escrever, neste exacto momento.

Esta ilustre Senhora não raras vezes escreve coisas do mais acertado possível.

A ela, um grande obrigado.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Espécie de Review, Porque Claramente Não Tenho o Que Fazer

Eu a maldizer o deus das bases, que nunca havia cor suficientemente clara para a minha pele, e esqueci-me que tinha isto em casa.

A cor é, de facto, óptima e adapta-se perfeitamente ao meu tom cadáver. É um Ivory que, sim senhor, é muito bom, está claramente adaptado a quem é pálido que mete dó.

Porém - e nisto das bases, os porém, são mais que muitos - a consistência deixa muito a desejar; é grossa como o gesso e não pode ser aplicada por quem não tem tempo a perder. É preciso trabalhá-la bem na pele, se possível usando um pincel de efeito buffing, para melhor acabamento. Usando o tradicional pincel de base, é bom que se vá de seguida para um sítio escuro para ninguém perder muito tempo a perceber que se tem uma máscara na cara.

E nada de pós muito grossos para o acabamento final sob pena de parecer uma tela de Picasso.

Também não é propriamente uma base que seja rapidamente absorvida pela pele - pelo facto de ter uma textura tão espessa. Basta encostar um dedo à pele a seguir à aplicação para estar a pintura borrada. Literalmente.

Ganha pela cor (claro!) e pelo facto de ser possível usá-la tranquilamente depois de se aprender os truques.

Isto, ou então dedicar-me à agricultura ou à produção de caracóis, que desta porra, não percebo nada.

Não Pode Ser Bom Sinal

Estou frequentemente a esquecer-me que este mês é altura de preencher aquelas declaraçõezinhas sinistras, cheias de cruzinhas e anexos foleiros.
Ainda tenho aquela Raçaba das Couves a bater-me à porta...

Post sobre o Benfica - Vou Asneirar, Estão Avisados!

Rai's partam mais à puta que pariu esta merda toda!
Está tudo parvo?
Outra vez à merda dos 92 minutos deixam entrar um golo?! Mas anda tudo a dormir na forma ou quê?
Vitória moral, my ass!
Fomos melhores que o Chelsea, fomos superiores, blá, blá, blá...
Porra para isto, caraças!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Recta Final

Esperei tanto tempo por nesta época que, agora que está mesmo por cima da minha cabeça a terrível espada da avaliação, ainda não acredito que está mesmo na hora.

Ou isso, ou não devia beber durante o horário de expediente...

Ca Medo, Pá!

Lembrei-me de uma coisa...

É impressão minha ou o coiso do filme Sinister tem uma camisinha cor-de-rosinha paneleira?



Nada a Fazer XVI

Richard Armitage
Nada, mesmo.
Mesmo nada.
A perfeição em forma de gente. Inglês, como não podia deixar de ser.

Ai, os gadelhudos...

Das Bases de Qualquer Coisa

A minha pele tem um tom único.
É um tom de merda.

É impossível arranjar uma base de tom claro nos supermercados.

Vá-se lá saber porquê, todas as marcas têm um Ivory (tom neutro) diferente, pelo que já perdi a conta às bases que comprei e que não uso porque fico com as trombas cor de laranja.

Já para não falar naquelas que me fazem crescer alhos-porros na testa...

Nem sequer menciono que me custa tanto dar € 30 ou mais por uma base como pagar impostos, pelo que as minhas escolhas ficam substancialmente reduzidas neste campo.


Talvez seja melhor sair à rua como acordo; ao menos, não haveria ninguém a chatear-me, tamanha a repelência que provocaria.

Para Inimputável...

Ando constantemente a remoer nas coisas que tenho a impressão que deixei mal feitas nos relatórios da Ordem.

Não tenho mais nada que fazer, é oficial.

Cavaco Silva, o Presidente Santo

Já nem vale a pena dizer nada.

Ainda pensei indignar-me, dizer um chorrilho de palavrões, revoltar-me e escrever uma carta ao dito senhor a dizer-lhe umas quantas.
Mas não.

Não iria mudar nada e ainda iria presa; logo eu, que não posso ter cadastro.

Acho só muito triste termos um Presidente da República que, para além de beato, não sabe o que anda a fazer neste mundo...

Coisas Que Vejo Por Aí # 12

Sem ser nada de especial, prega sustos que nunca mais acabam.
Sem ter muita originalidade, o efeito visual é tremendo.
Recomendável.

Cinema XCI

O melhor filme de terror dos últimos anos.
Qualidade superior.
Muito bom!