Hoje aprendi que numa cumulação de execução (com outra já existente, evidentemente) não é devida taxa de justiça. Isto porque não estamos, na prática, perante um processo novo, o impulso processual já está dado, pelo que o pagamento de um novo emolumento é indevido.
Por outro lado, em sede de cumulação de execução já se deverá pagar a provisão da fase 1 ao Agente de Execução, logo a seguir à entrada do requerimento executivo.
Isto porque estamos, na prática, perante um processo novo que se inicia, pelo que, assim que o processo inicia a sua marcha e o Agente de Execução tem nele a sua intervenção, deve o mesmo ser ressarcido nos seus honorários.
Alguém não tão estúpido como eu faça o favor de me explicar em que é que isto faz sentido.
Confesso que tinha expectativas muito elevadas quanto a esta obra, quer pelo alarido jornalístico à volta do seu lançamento, quer pelo facto de J.K. Rowling ser a autora da minha saga preferida.
Esperava qualquer coisa de extraordinário, porém num registo diferente da fantasia a que dez anos de Harry Potter me habituaram. Esperava ver Rowling a escrever para adultos tão magnificamente como escrevia para jovens. Esperava ver o que de mais tinha para oferecer para além de um mundo inventado.
Não me desiludi.
A crueza das palavras e das descrições só encontra o seu igual com a capacidade que a autora tem de cativar e prender o leitor à volta da história, à partida sem nada de especial, dos habitantes de uma minúscula povoação no interior de Inglaterra.
Este não é, como li algures, um manifesto socialista da classe média; é o descrever brutal das mentalidades pequeninas e mirradas dos pequenos seres humanos que não aspiram a mais nada do que não seja prejudicar os seus pares. Esta é a história de pessoas comuns, sem heróis, sem perfeições, sem santidade. São só pessoas, podres, cruéis, maldosas, incapazes de um acto de bondade espontaneo. Como todos os seres humanos.
Uma história que, sem nada de especial, toca profundamente nas consciências e abana as mentalidades mais enraizadas.
Uma viragem na carreira de Rowling que, espero, continue na sua senda de escrever para adultos.
Um dos melhores livros que tive o privilégio de ler.
Excelente.
Vi no telejornal, a propósito do concerto do Justin Bieber no Pavilhão Atlântico, uma moçoila nos seus 13 ou 14 anos com nada mais nada menos que seis tatuagens deste artista.
Receando ter ouvido mal, fui fazer uma pequena pesquisa por essa web fora. Encontrei mais do que estava à espera.
Percebo perfeitamente as pancadas com ídolos na adolescência. A sério que sim. Também as tive. Backstreet Boys, a onda gigantesca de mitrice e pimbalhada em forma de 5 marmanjos com caras de parvos e corpos de sonho, e está tudo dito.
E depois vieram outras. Não de música pimba, claro. Uma delas nunca me passou, até aos dias de hoje. Percebo o que é uma pessoa que, ainda por cima, nestas idades, em que tudo tem uma importância multiplicada, querer ir ver o seu artista de eleição, a electricidade a correr pelo corpo, a ansiedade de ver o seu deus pessoal por perto. É impagável.
Até percebo a vontade de tatuar os nomes dos ídolos no corpinho.
Eu própria, se me deixassem naquela altura, também tinha pintado nas trombas RAMMSTEIN em letras garrafais.
Mas o 'problema' é que vivia com mais duas pessoas que não acharam graça nenhuma ao facto de terem uma filha com letras tatuadas na testa. Na testa ou em qualquer lado, a bem da verdade.
E, novamente em abono da verdade, e ainda continuando a amar a banda, não sei qual seria a graça de ter o nome de uma banda no corpinho; imagine-se que, de hoje para amanhã, lhes dava uma coisinha má na carapuça e começavam a fazer música foleira?! Andaria eu na rua com o corpo ao léu para toda a gente ler uma tatuagem em homenagem a uma banda pirosa?! F*da-se! Já para não falar do facto de os gostos musicais mudarem com a idade, mas isso é um pormenorzeco da treta.
A minha pergunta é só uma: onde estão os pais desta miúda? Onde estavam quando a deixaram fazer este disparate?
Daqui a uns dois ou três anos vai-se arrepender amargamente daquilo que fez, é tão certo como como o Vitor Gaspar não saber a tabuada toda. E depois ... depois não há nada a fazer. Nem sequer a mãezinha para dizer 'eu bem te avisei', porque, com toda a probabilidade, foi a mãezinha (ou paizinho) que estavam com ela quando as seis desgraças aconteceram.
Ainda me lembro Dela a ensinar-me a fazer ponto cruz.
Com uma paciência de santa, os óculos pendurados no nariz, os pés apoiadas num banquinho minúsculo, o cabelo branco a brilhar à luz do sol que entrava pela janela. Está muito bonito, dizia enquanto rematava as pontas desmazeladas que caiam do pano.
Há tantos anos que parece que foi ontem...
Sofro daquela doença terrível que ataca todo o bom tuga, cujo sintoma é deixar de ter vontade de trabalhar quando se aproximam as 18 horas de uma reles e normal sexta-feira.
O argumento é excelente, os diálogos bem construídos, cheios de confusão e comédia, as personagens são hilariantes, as interpretações muito boas.
Porém, não percebo o Oscar a Jennifer Lawrence. Está bastante bem, mas nada de extraordinário. Haveria, com certeza, trabalhos melhores a quem atribuir o prémio.
Não obstante, é um grande filme.
Não participem em leilões no Facebook.
Simplesmente não funcionam.
Perdem tempo, gastam os vossos neurónios e os vossos nervos absolutamente para coisa nenhuma, porque a ideia de em tempo real é coisa que ali não se aplica, já que nem um constante pressionar a tecla F5 desbloqueia a página. E nos entretantos há sempre algum filha-da-puta que chega primeiro.
Já para não falar da proibição de fazer comentários porque são tomados como spam.
Não gosto nada quando os filmes que fiz questão de não ver, porque versavam sobre lamechices (como o Pi não sei das quantas) ou porque tinham o Ben Afleck, acabam por ganhar tudo o que é Oscar importante.
Para que não existam violações ao segredo profissional, diga-se que precisei de lançar mão a um procedimento perfeitamente legal para atingir um fim também ele perfeitamente legal.
Mas, para tal, precisei de umas testemunhas que atestassem uma coisa da qual não têm conhecimento, que andei a recolher.
Diz-me logo ela, eu não faço isso. Porquê?, perguntei eu. Porque é errado, respondeu ela. E quantas coisas erradas e muito piores que esta já fez você na vida profissional?, perguntei eu. Muitas, por isso é que não quero fazer mais, concluiu ela.
Fiquei a olhar, armada em parva.
Depois percebi.
Fui consumida pelo sistema de maldade que impera nesta profissão. E nem dei conta.
Chego à ilustre conclusão que o mundo anda doido. Ou, pelo menos, mais doido que o costume.
Para qualquer lado que me vire, está uma moça de esperanças.
Para qualquer sítio a que me desloque, está uma mulher grávida.
Em qualquer local observado, está uma gaja com a barriga inchada e um puto lá dentro.
Até no raio da blogosfera, anda tudo grávido!
A senhora minha mãe, então, anda louca com tanta ideia de miudagem a sair das entranhas de sua querida filha; não há um único dia que a senhora não me venha chatear com isto, de todas as formas possíveis e imaginárias, umas mais subtis, outras nem tanto.
Olha aqui este nome para bebé, não achas giro? Vi nos saldos uns sapatinhos de bebé, tão queridos... Convinha que te despachasses, filha, já não caminhas para nova. Não me dás um netinho, filha?
Nestas alturas, a minha pessoa perde a paciência com tanta conversa fofinha e começa automaticamente aos coices, em todas as direcções.
Apetece-me dar uma de Seguro e perguntar qual é a pressa?
Mas há alguma corrida a decorrer para quem tem filhos primeiro?
Não há por aí uma crise económica qualquer que trouxe a miséria e o desemprego?
Não há por aí umas coisas que se usam para não ter filhos?
Não há por aí uma cacadeira para enfiar uns chumbos nos cus das pessoas que passam a vida a evangelizar outras para fazerem bebés?
a) Estarão por nascer funcionárias mais estúpidas, burras, mal-criadas, arrogantes, petulantes e frustradas que as da Conservatória do Registo Civil deste fim de mundo. São incapazes de exercer as suas funções e, nos poucos momentos em que o fazem, cometem erros brutais, não esquecendo do pormenor de tratarem toda a gente como escumalha.
b) Estarão por nascer homens mais rebarbados, tarados e idiotas do que os que passeiam alegremente nesta província do demónio. São incapazes de ver uma mulher na rua sem ir logo ao bolso sacar do piropo mais ordinário que encontram, sem deixar de dizer o típico "si'senhôra, é que era já".
c) Estarão por nascer pessoas que estacionem pior que as que por aqui passam. Não há ninguém nesta terra que saiba não deixar o carro no meio da estrada, que saiba não ocupar o espaço de três carros só com um, que saiba não estacionar na curva impedindo a passagem dos restantes. Ninguém.
Porque simplesmente não me apetece que todas aquelas andorinha estúpidas e insípidas que um dia decidi deixar para trás saibam tanto da minha vida como eu.
Este é capaz de ter sido o pior filme de terror que alguma vez foi feito.
Enredo e argumento inexistentes, personagens completamente idiotas interpretadas por gente sem talento. Até a parte técnica é má; de vez em quando é possível vislumbrar a equipa de filmagens nas sombras e nos reflexos de espelhos, já para não falar nos microfones em cima das cabeças dos actores.
Depois do Carnaval (não festejado), temo a chegada do dia mais lamechas do ano, em que tudo o que é pita estúpida vai andar por aí aos saltos e aos gritinhos, a postar aqueles posters foleiros no mural do Facebook e a cantarolar musiquinhas maricas até vomitarem os seus coraçõezinhos apaixonados.
Mas que merda esta.
Provavelmente nos restantes dias do ano nem ligam nenhuma a romantismos, mas como tudo faz o mesmo e os freis Nabiças desta vida andam aí e não morrem, há que levar com estas frustrações recalcadas.
Isto é de uma qualidade inexplicável.
Não creio que existam palavras suficientes para descrever tamanho fenómeno.
É que este homem tem tudo, o cabelinho compridinho e pseudo-seboso, a barbinha mal aparada, o arzinho de I so don't care, ligeiramente chubby, o sorrisinho pepsodente, os pelinhos no peito, os olhinhos luminosos, ligeiramente sem nada de especial mas com uma magia envolvente que é qualquer coisa.
Às fatias, era o que era...
Logo pela manhã a dar merda só pode ser um prelúdio de tragédia para o resto do dia.
- Você enganou-se aqui a submeter isto. - Não enganei nada, fiz pelos apontamentos que me deixou! - Mas eu não escrevi isto assim! - Escreveu, sim, Dr. Olhe aqui. - ... Pois, mas aqui ao lado está aquilo que você não pôs! - É um rabisco! Não percebo o que está aí escrito! - Não interessa! Você só faz é merda! - Só faço merda porque as instruções que me deu são uma merda.
Ou isto ou como acordei com o corpinho a pedir chuva e a implorar para ser despedida não tarda nada.
A minha pessoa tem nas trombas uma alergia tão grande que já não é possível distinguir as pintas que causam comichão das sardas que herdei da progenitora.
É que daqui a um mês e um mísero dia a minha pessoa, se não morrer entretanto engasgada no próprio veneno ou atropelada por um qualquer camião, fará anos e estava mesmo a apetecer umas coisinhas estas, caras como tudo, mas tão giras, tão giras, e que me haviam de ficar mesmo bem.
Casas velhas têm isolamento deficiente, que leva a infiltrações, que levam ao aparecimento de humidades, que levam ao aparecimento de fungos nos tectos, que deixam as paredes todas pretas, que pedem tratamento de choque, que significa lixívia na sua forma pura a ser borrifada em grandes quantidades, que resulta lindamente mas que leva a que nos dias que se seguirão a esta odisseia o meu nariz não tem outro cheio entranhado que não seja ... lixívia.
No início, confesso que não achei gracinha nenhuma à história. Um tsunami, um naufrágio, dois jovens sozinhos numa ilha deserta.
A revirar os olhos, pensando que estava perante a versão escrita de Lagoa Azul, acabei por reconhecer que nada tem de proximidade com tal história; que é muito mais vívido, colorido e audaz que qualquer conto lamechas.
Só peca pela linguagem infantil, que é capaz de exasperar o mais paciente dos leitores.
Tenho para mim que este senhor (Carlos Oliveira, agora ex-secretário de Estado da Inovação, o que quer que isso seja), para além de sobejamente sinistro e com um ar que lembra uma coisa saída de um outro mundo, usa base nas trombas. E pinta o cabelo. E arranja as sobrancelhas. E usa laca. Muita laca.
Bem, mas o senhor é mesmo sinistro; talvez seja disso...
Gosto mesmo é daqueles senhorios armados em espertos que mandam cartinhas a aumentar a renda antes do primeiro ano de vigência do contrato que, quando levam na boca e percebem que esta merda não é uma mercearia e as coisas não se fazem à vontadinha do corpo, mandam de volta uma outra cartinha a pedir desculpas.
Grande cabrão.
Precisasses tu de trabalhar e estas porras já não se davam.
A porra disto tudo é que todos os dias tenho que me lembrar que ela já não existe e que o norte da minha existência se perdeu com ela.
Há poucos adjectivos apropriados ao génio de Tarantino.
Argumento fantástico, grandes interpretações, de onde se destaca a de Samuel L. Jackson, fotografia maravilhosa.
Oscar de Melhor Filme, por favor.
5 estrelas!
Mas esta merda deste mês nunca mais acaba?
Parece que estou há anos metida nestes dias estúpidos, escuros e horríveis.
Não há ninguém que dê um pontapé nisto?!
Tuga que é tuga, e um tuga que se preze, atenção, nada de parvoíces, que isto é coisa séria, não consegue passar numa estrada com acidente ou obras ou polícia ou outro qualquer fenómeno do Entroncamento, sem, pelo menos, abrandar, pôr a cabecinha de fora e ficar a ver.
Ora, este simples acto de curiosidade causa grande embaraço no trânsito; as restantes pessoas que não têm curiosidade nenhuma e que têm pressa de chegar ao destino é que têm que levar com a pouca vergonha que é ser cuscuvilheiro.
Aposta-se que essas andorinhas que páram na estrada para ver o que está a acontecer não se sentem pessoas se não puderem ver para mais tarde relatar a ocorrência.
Imagina-se que deva ser o cúmulo da vergonha chegar a casa ou ao café onde estão os amigos e dizer: "Eh pá, havia um ganda acidente na estrada, fez cá um trânsito...". "Ai sim? Mas como é que foi o acidente?" "Ah não sei, não fiquei para ver" E é nesta parte que se abate uma ira divina e uma profunda vergonha sobre o sujeito que não ficou para ver que, consternado, se atira a um poço.
Ora, francamente, seus cabrões, não têm vergonha de ser uns empecilhos sociais e de prejudicarem a vida a toda a gente, principalmente, e ao contrário de V.Exas., àqueles que querem ir trabalhar?!
Gosto muito da Philippa Gregory, mas se a tipa decide escrever assim para o resto da vida, sou bem capaz de lhe mandar um chuto nas traseiras.
Uma historiadora competentíssima, com um talento notável para a escrita a escrever como se lhe faltasse a metade esquerda do cérebro? Parece que está a contar uma história a idiotas!
A história até tem algum interesse, as personagens são engraçadas, mas a forma de descrição e a falta de contextualização são gritantes.
Fraquinho.
Nota: acabo de perceber este 'deslize' de Gregory; na contra capa tem a menção de "romance para jovens adultos"... Está explicado.
Odeio o meu senhorio, mas o cabrão está longe demais para lhe ir às trombas e a casa dele está extremamente bem decorada por mim para a partir toda, de maneiras que merda para isto.
Os saldos, os saldinhos e os saldões nessas lojinhas de rua tradicional, todas elas invadidas pelos comerciantes de olhos em bico, chamam-me sempre a atenção.
Devo ser como as crianças, vejo coisinhas coloridas e toca logo de ir atrás.
Porém, e tal como as crianças, a facilidade com que me disperso é maior que a capacidade do Passos Coelho para afundar este país, por isso, quando entro numa dessas lojas e começo a ver coisas giras e coloridas por toda a parte, é certo e sabido que fico às voltas dentro da loja e acabo por trazer a peça que menos gostei.
Tudo porque já não me lembro das coisas giras que vi ou deixei de ver.
Deve ter sido dos livros mais crus, brutais e, simultaneamente, vívidos e emocionantes que alguma vez li.
De uma violência extrema, é uma leitura aconselhável para noites frias, em que o calor mental surge quando menos se espera.
Muito bom.
"A morte é apenas uma travessia do mundo, como os amigos atravessam os mares. Continuam a viver uns nos outros, pois não podem deixar de estar presentes, para que amem e vivam no que é omnipresente. Neste espelho divino, vêem-se face a face e a sua conversa é livre, para além de pura. É este o consolo dos amigos: embora sejam mortais, a sua amizade estão todavia, no melhor dos sentidos, sempre presentes, porque imortais."
Pois que sou uma pessoa que gosta de maquilhagem.
É verdade. Colecciono maquilhagem em grande escala e ando sempre de trombas pintalgadas.
Poucas coisas as há que me dêem mais gozo que explorar todo um mundo de possibilidades no que a melhorar a fronha diz respeito. É, pois, com grande gosto, que apresento ao mundo as minhas mais recentes aquisições de pincéis, Real Tecniques Core Colection e Starter Set.
Depois de uma odisseia terrível para chegarem ao destino e após várias semanas em testes, só posso dizer bem destes coloridos objectos.
Sendo seguidora assídua de Pixiwoo há tempo suficiente para já nem me lembrar quando principiei a vê-las, qual Frei Nabiça, estava mortinha por experimentar os pincéis.
Valeu a pena a espera. Suaves, macios, resistentes, funcionais, de qualidade.
Um óptimo investimento para os cuidados do focinho, que eu sou a delicadeza em pessoa.
Muito bom!
Esta merda ainda mal começou e já tenho a ligeira sensação de que este ano que agora principia não me vai trazer mais nada a não ser miséria, desespero, tristeza, desilusão, stresses e exames.
- Perder todo o peso que ganhei desde o início das festividades, que o meu rabo parece a traseira de um Smithz Cargobull;
- Estudar, estudar, estudar e voltar a estudar para as provas que se avizinham. Que não são poucas. Nem fáceis;
- Poupar o magro e mísero salário;
- Tratar bem as pessoas;
- Não praguejar nem queixar nem maldizer a sorte.
Pensando melhor, as duas últimas são resoluções para encher chouriços, que não pretendo cumprir. Pelos mesmos motivos que já não ponho nas minhas resoluções deixar de fumar, deixar de beber café, deixar de dizer asneiras, ser fofinha e bem educada, não gritar, não guardar rancor e todas essas mariquices que ficam muito giras escritas mas que na prática equivale a treta.
... bons dias e bom ano para todos, que isto de vir trabalhar depois de não sei quantos dias de descanso é uma gaita e está frio como um burro e tenho o fígado de greve e não me apetece fazer um boi e isto é tudo uma merda.
Nem sei muito bem como deixei ficar para trás uma obra de Saramago...
Deliciosa, magnífica, um conto tão pequeno e tão simples com tão grande magia contida em si.
Por causa de obras destas que o autor viverá para sempre.
Excelente.
A história, apesar de amplamente conhecida (existem só cerca de 436578659 filmes sobre a temática da conquista de Tróia), é interessante e bem descrita.
A insersão do aspecto mitológico está razoavelmente bem feita e permite uma outra visão, quase divinizada, do enredo.
A escrita, porém, é absolutamente horrenda, uma mistura de romance de cordel com textos extraídos da Família Cristã, a recordar as descrições das caixas de brinquedos dos gloriosos anos 80. Demasiada pretensão para tão pouco talento.
Fraquinho.
Gosto mesmo é daquela estirpe de gente que enche a boca para dizer aos quatro ventos que não se vê crise nenhuma porque os centros comerciais estão cheios de gente. Que não há crise nenhuma porque tudo o que é gaja anda com unhas de gel. Que não há crise nenhuma porque ainda há gente a beber o cafézinho na rua todos os dias e a tomar o pequeno-almoço fora.
Gosto. Gosto mesmo.
E gostava também de perguntar a essa raça de gente como sabem que os centros comerciais estão cheios. É porque estão lá também a encher, não é?, caso contrário não saberiam que estava lá assim tanta gente...
Gostava, ainda, de perguntar a essa mesma gentinha o que lhes faz tanta comichão no facto de os outros terem e fazerem não-sei-bem-o-quê. Alguém tem alguma coisa a ver com isso?
Acaso o governo já publicou em Diário da República o manual de boas práticas em tempo de vacas magras? (pouco faltará...) Há alguma biblia com procedimentos a seguir em caso de crise económica? Há algum impedimento que as pessoas façam as suas próprias escolhas mesmo em tempo de miséria? Ou porque não há dinheiro e emprego temos todos que fazer aquilo que a Caridadezinha manda?
Cambada de invejosos, é o que me apraz dizer.
Tuga que é tuga que se preze não vive sem desejar aquilo que o outro tem e, simultaneamente, dizer mal de tudo o que os outros fazem. Calha assim, pois então.
Ainda me dói o figado de todos os abusos gastronómicos que cometi nestes últimos dias.
O pior é que continuo a pensar em comida e em comer alarvemente como se fosse outra vez Natal já amanhã.
Não está a correr nada bem, não...
Depois de uma longa noite de copos com os companheiros jurídicos, esta manhã estão duas miúdas eléctricas aos gritos e aos saltos pelo escritório fora.
Acho que alguém ainda está ligeiramente ébrio e trouxe as garotas a pensar que era a lancheira do almoço...